Nova série jurídica da produtora de How to Get Away with Murder ganha primeiro trailer
A rede ABC divulgou as fotos e o primeiro trailer de “For the People”, segunda série jurídica da produtora Shonda Rhimes, responsável pelo sucesso “How to Get Away with Murder”. Criada por Paul William Davies (roteirista de “Scandal”), a série acompanha advogados recém-formados que entram para o serviço público, precisando provar seu valor em casos de defesa e acusação em Nova York. Embora separados em dois times distintos, suas vidas acabam se misturando dentro e fora do tribunal. A série foi a que sofreu maior intervenção do ABC Studios. Mesmo com a aprovação do piloto, o estúdio pediu mudanças no elenco, e as atrizes Lyndon Smith (série “Extant”) e Britne Oldford (série “Hunter”), que tem destaque na prévia abaixo, não estarão nos episódios oficiais. Os demais atores são Ben Rappaport (“Mr. Robot”), Susannah Flood (“Chicago Fire”), Wesam Keesh (“Awkward.”), Regé-Jean Page (minissérie “Raízes/Roots”), Ben Shenkman (“Royal Pains”), Hope Davis (“Wayward Pines”), Vondie Curtis-Hall (“Demolidor”) e Anna Deavere Smith (“Nurse Jackie”). O piloto tem direção do ator Tom Verica (o Sam Keating de “How to Get Away with Murder”) e a estreia vai acontecer na midseason, no começo de 2018 nos Estados Unidos.
David Oyelowo e Russell Crowe vão estrelar novo filme de José Padilha
O diretor José Padilha, atualmente dividindo-se entre as séries “Narcos”, “O Mecanismo” e a pós-produção do thriller de ação “Entebbe”, começou a definir o elenco de seu próximo longa-metragem. Segundo o site Deadline, o ator David Oyelowo (“Selma”) já fechou e Russell Crowe (“Noé”) está em negociações avançadas para estrelar “Arc of Justice”. Trata-se da adaptação do livro “Arc of Justice: A Saga of Race, Civil Rights, and Murder in the Jazz Age”, de Kevin Boyle, que narra a história verídica de um incidente racial ocorrido em Detroit em 1925, que levou o médico negro Ossian Sweet ser levado a julgamento por um suposto assassinato. O médico e sua esposa tinham acabado de se mudar para sua casa nova num bairro de classe média de Detroit, revoltando os moradores locais, que se juntaram para forçá-los a ir embora. Cerca de mil moradores brancos do bairro criaram um tumulto na frente da casa dos Sweet, atirando pedras contra a residência e disparando tiros. No meio da confusão, um homem foi morto e a polícia decidiu prender o médico por homicídio. A história acompanha em paralelo os primeiros passos da organização NAACP (sigla, em inglês, de Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor), pioneira na luta pelos direitos civis, que financiou a defesa de Sweet, realizada pelo famoso advogado Clarence Darrow, uma lenda dos tribunais americanos. O discurso final de Darrow durou mais de oito horas e convenceu o júri de que todas as pessoas têm o direito de defender seu lar, independente da cor da pele. O veredito chocou a população branca da cidade. Anos depois, a casa dos Sweet foi tombada e virou patrimônio histórico de Detroit, com uma placa erguida diante de sua fachada para homenagear seus antigos moradores. Oyelowo está escalado para viver Sweet e Crowe negocia o papel de Darrow. O roteiro foi escrito por Max Borenstein (“Godzilla” e “Kong: A Ilha da Caveira”) e Rodney Barnes (séries “Todo Mundo Odeia o Chris” e “The Boondocks”), e a produção está a cargo da Mark Gordon Company.
Vítima de estupro de Polanski ataca promotores que ainda exploram o caso de 1977
A vítima de abuso sexual de Roman Polanski em 1977, Samantha Geimer, voltou a se pronunciar sobre o julgamento do cineasta, que está foragido e vivendo na França desde aquela época. Geimer contatou as autoridades através de seu advogado para reclamar da procrastinação dos promotores americanos, que estariam de posse de evidências que corroboram o acordo firmado por Polanski com o promotor original do caso. Em carta enviada também para os meios de comunicação, ela pede que a transcrição do julgamento de 1977 seja tornada pública. Os promotores tornaram secreto o depoimento do responsável pelo acordo, que teria rendido 48 dias de prisão ao cineasta francês. Caso isso venha à tona, comprovaria a tese do diretor de que ele teria sido sentenciado e cumprido a pena. O documento é um ataque ácido aos responsáveis atuais pelo processo. “Vocês e aqueles que vieram antes de vocês nunca me protegeram, vocês me trataram com desprezo, usando um crime cometido contra mim para promover suas próprias carreiras”, ela escreveu. Ela quer deixar todo esse escândalo para trás. Pessoalmente, considera que o cineasta de 83 anos já foi punido o suficiente por seu crime ao ficar longe de Hollywood por quatro décadas, e que ele deveria voltar aos Estados Unidos no fim da vida, sem temer morrer na prisão. Samantha tinha 13 anos quando Polanski foi acusado de drogá-la, durante uma sessão de fotos na casa de um amigo em Los Angeles, e posteriormente violentá-la. Ele confessou ter tido “relações sexuais ilegais” com a menor, mas negou o estupro em seu acordo com a promotoria, quando passou 48 dias preso em uma penitenciária do estado da Califórnia. Após o escândalo arrefecer, a vítima foi procurada por emissários do diretor, chegando a um acordo financeiro nos anos 1990. Ela teria recebido US$ 500 mil de indenização. Em 2013, publicou um livro contando sua história, intitulado “A Menina”. O depoimento do promotor do caso, que foi tornado secreto, é a peça-chave na ação do advogado de Polanski para encerrar o processo judicial. O advogado alega que o diretor só fugiu dos Estados Unidos após receber informação de que o já falecido juiz Laurence Rittenband teria renegado o acordo e dito aos promotores que tinha decidido prender Polanski por até 50 anos. Foi apenas após esse desdobramento que Polanski fugiu para a França, de onde não poderia ser extraditado por ser cidadão francês. E lá continuou filmando e conquistando reconhecimentos da indústria cinematográfica. Chegou até a vencer o Oscar nos EUA, por seu trabalho em “O Pianista” (2002). Só que o caso de quatro décadas não foi esquecido pela justiça americana, que, em 2009, conseguiu convencer a Suíça a prender o cineasta, quando ele desembarcou no país a caminho do Festival de Zurique. Polanski passou mais 334 dias sob custódia na Suíça, enquanto as autoridades dos EUA tentavam extraditá-lo. Entretanto, o caso repercutiu negativamente e, com o apoio da comunidade artística, Polanski lutou contra a extradição e ganhou, voltando para sua casa na França. Logo em seguida, foi premiado como Melhor Diretor no Festival de Berlim por “O Escritor Fantasma” (2010). Há quase dois anos, os Estados Unidos voltaram a solicitar a extradição de Polanski da justiça polonesa, depois de ele ter aparecido em Varsóvia, em 2014, planejando rodar um longa no país. Um tribunal distrital da cidade de Cracóvia, onde Polanski tem um apartamento, rejeitou o pedido em novembro de 2015. E, após o procurador-geral da Polônia pedir a anulação desse julgamento, argumentando que ser uma celebridade ajudou Polanski a escapar da justiça, a Suprema Corte do país encerrou definitivamente o caso, dando reconhecimento aos argumentos do diretor. O juiz observou que Polanski “já tinha cumprido sua sentença”. E é este argumento que o advogado de Polanski está usando para tentar dar um fim no caso nos EUA, incluindo no processo o acordo original do diretor com a promotoria do estado. O caso voltará a ser analisado em junho pela justiça da Califórnia.
Shailene Woodley é condenada por conduta desordeira, após prisão em protesto
Após ser presa e acusada de invasão de propriedade no ano passado, quando protestava contra a construção de um oleoduto em território indígena, no Estado de Dakota do Norte, a atriz americana Shailene Woodley (“Divergente” e “A Culpa É das Estrelas”), chegou a um acordo com a Justiça. Segundo a revista Variety, ela se declarou culpada no tribunal por “conduta desordeira”, o que lhe rendeu uma condenação mais branda. Em vez de ser enviada à prisão, ela ficará em liberdade condicional por um ano, tendo de pagar uma fiança simbólica de US$ 500. No julgamento, Shailene se livrou ainda de duas acusações menores: participação em rebelião e invasão de território privado. A atriz foi presa no último dia 10 de outubro junto com outros 26 manifestantes, que se opunham à construção de um oleoduto por baixo do rio Missouri, que fica próximo a áreas de reserva indígena. Ela transmitiu sua prisão ao vivo pelo Facebook, foi fichada e, na ocasião, declarou-se inocente das acusações. Shailene participou do protesto junto da tribo sioux Standing Rock, que buscava impedir a construção do oleoduto, orçado em US$ 3,8 milhões, sob o argumento de que seu abastecimento de água poderia ser contaminado, além da obra violar um antigo cemitério indígena. Protestos em apoio a tribos locais vinham sendo realizados há meses, contabilizando 269 prisões, mas, conforme Shailene escreveu, em artigo publicado na revista Time, foi preciso que uma pessoa branca fosse presa para o assunto receber a devida atenção. “Não tenho medo. Estou agradecida, e maravilhada de estar ao lado de tantos guerreiros pacíficos. Os ‘protestos’ de Standing Rock são feitos como cerimônias e orações. Estive com eles. E todas essas narrativas sobre tumultos? Assista ao vídeo que transmiti no meu Facebook e decida quem oferece mais perigo: a polícia, paramentada para o confronto e armada de cassetetes, ou as avós e crianças que cantam e espalham sálvia”, escreveu ela, terminando o texto com um chamado para que mais pessoas participem da causa. Diante da repercussão do caso, o governo do ex-presidente Obama colocou o projeto do oleoduto em espera para explorar rotas alternativas. Mas, em janeiro, o governo Trump ordenou uma revisão acelerada, e o Exército concedeu aprovação à antiga rota.
Jay Z vai produzir filme e série sobre o assassinato do adolescente Trayvon Martin
O rapper Jay Z se juntou a Harvey Weinstein, um dos produtores mais influentes de Hollywood, dono da TWC (The Weinstein Company), para produzir uma filme e uma série de documentários sobre Trayvon Martin, o adolescente negro baleado por um segurança perto de sua casa em 2012, informou a revista Rolling Stone. Eles adquiriram os direitos de dois livros que abordam a tragédia, “Suspicion Nation: The Inside Story of the Trayvon Martin Injustice and Why We Continue to Repeat It” e “Rest in Power: The Enduring Life of Trayvon Martin”. O primeiro livro foi escrito pela repórter Lisa Bloom e registra sua experiência cobrindo o julgamento do caso para o jornalismo da rede NBC. Já a segunda obra foi escrita pelos pais de Martin, Sybrina e Tracy, e apresenta um ponto de vista mais pessoal, centrado na infância do adolescente e nas consequências de sua morte. O caso chocou a opinião pública americana, por o rapaz assassinado ser um estudante dedicado, andar desarmado e ter sido abordado em sua própria vizinhança, mas a defesa do segurança George Zimmerman conseguiu sua absolvição, após o júri ter aceitado a tese de que ele atuou em defesa própria quando atirou no jovem, de 17 anos. Muitos consideraram o crime um ato racista, dando origem ao movimento “Black Lives Matter” (“as vidas negras importam”), que ganhou ainda mais força com a repetição de fatos similares nos anos seguintes, levando a um grande questionamento da ação de policiais contra jovens negros nos EUA. A TWC já teve um grande sucesso ao filmar uma história similar, “Fruitvale Station: A Última Parada”, sobre a história real de Oscar Grant, um jovem de 22 anos que foi morto por um policial em uma estação de metrô de San Francisco. Vencedor do Festival de Sundance em 2013, o filme lançou a carreira do diretor Ryan Coogler (“Creed”) e estabeleceu Michael B. Jordan como um dos atores jovens mais talentosos de sua geração.
Versões de Um Crime é um desperdício de talento de todos os envolvidos
A cineasta Courtney Hunt teve uma estreia notável com “Rio Congelado”, drama de 2008, produzido com somente US$ 1 milhão, que gerou reconhecimento mundial à Melissa Leo, a partir de sua indicação ao Oscar de Melhor Atriz. Apesar disso, a produção independente não rendeu à Hunt novas oportunidades. Desde então, ela só fez séries: três episódios de “Em Terapia” e dois de “Lei e Ordem: Unidade de Vítimas Especiais”. Lamentavelmente, o caso de Hunt não é isolado, como demonstra o destino de outras colegas, como Audrey Wells (“Sob o Sol da Toscana”), Christine Jeffs (“Chuva de Verão”) e Tamara Jenkins (“A Família Savage”), que sumiram do mapa após pequenos grandes feitos como diretoras autorais em seus primeiros passos. Para retomar a carreira em “Versões de Um Crime”, restou à Hunt um ingrato trabalho por encomenda que, claramente, não encontra nenhuma sintonia com o talento demonstrado previamente, resultado numa narrativa sem qualquer personalidade. O filme traz Keanu Reeves (“John Wick: Um Novo Dia Para Matar”) como o advogado da família formada por Jim Belushi (“Noite de Ano Novo”), Renée Zellweger (“O Bebê de Bridget Jones”) e Gabriel Basso (“Super 8”). O pai foi assassinado e o filho não faz nenhuma cerimônia em admitir o crime, embora tenha estabelecido desde então um voto de silêncio. Com dificuldades em fazer a sua defesa, o protagonista acaba aceitando a contribuição da personagem de Gugu Mbatha-Raw (em um papel parecido com o que interpretou no excelente “Armas na Mesa”), filha de um influente advogado. Enquanto seguem as declarações das testemunhas, flashbacks conflitam com cada palavra expressa, criando a impressão de que todos ali estão sustentando versões fantasiosas dos fatos para justificar um crime tão brutal e polêmico. O problema é que seriados na linha de “Divisão Criminal” (The Closer) e “The Good Wife” estabeleceram um patamar elevado, mostrando inúmeros casos judiciais, a ponto de dificultar o trabalho de filmes que tentem alongar os desdobramentos de apenas um crime nos tribunais. É uma constatação que enfraquece “Versões de Um Crime” já em seu primeiro ato, apesar do roteiro ter sido escrito por Nicholas Kazan – do já clássico “O Reverso da Fortuna” (1990) – , que entretanto, de forma suspeita, preferiu assinar com um pseudônimo para escapar incólume. Não bastasse ser genérico e trazer interpretações no piloto automático de todo o elenco, “Versões de Um Crime” ainda arrisca atirar pela janela tudo o que construiu em seu desenvolvimento em favor de um ato final de reviravolta, que busca surpreender o espectador ao exibir as verdadeiras faces dos personagens. Assim, o que soava como explicação para o ato de violência perde toda a sua credibilidade e coerência, trocada pela presunção de uma esperteza narrativa, facilmente antecipada nos primeiros minutos de projeção. Um grande desperdício de talento de todos os envolvidos.
Nova série estrelada por Katherine Heigl é cancelada após dois episódios
Katherine Heigl deve estar cada vez mais arrependida de ter saído de “Grey’s Anatomy”. Enquanto a série médica encontra-se renovada para sua 14ª temporada, a carreira da atriz segue ladeira abaixo. Não bastasse não conseguir mais papéis em bons filmes, ela está sofrendo até para retornar a TV. Sua segunda tentativa consecutiva foi um fiasco de audiência e acabou cancelada em tempo recorde. A série “Doubt”, em que Heigl interpretava uma advogada impulsiva, atraída por um cliente suspeito de assassinar a própria esposa, foi tirada do ar após a exibição de apenas dois episódios. Em seu lugar, a rede CBS já programou a antecipação da estreia da 2ª temporada de “Criminal Minds: Beyond Borders”, que começa a partir do dia 8 de março. Criação do casal Tony Phelan e Joan Rater (de “Grey’s Anatomy”), “Doubt” ainda incluía em seu elenco Steven Pasquale (série “Rescue Me”), Laverne Cox (série “Orange Is the New Black”), Dulé Hill (série “Psych”), Dreama Walker (série “Apartment 23”) e o veterano Elliott Gould (“Onze Homens e um Segredo”). A estreia da série obteve 5,3 milhões de telespectadores e críticas muito negativas. O segundo episódio sofreu uma queda de 25%, atingindo 4 milhões ao vivo. Os números foram considerados baixos demais para o canal líder de audiência nos EUA. Heighl atuou nas seis primeiras temporadas de Grey’s Anatomy, e deixou o elenco em 2010, para se dedicar ao cinema. Mas os fracassos de bilheteria viram minguar as ofertas de bons papeis, fazendo a atriz tentar retornar para a TV em 2014, com “State of Affairs”, série que durou apenas 13 episódios na rede NBC. Com “Doubt”, o fracasso veio ainda mais rápido. A atriz poderá ser vista a seguir no cinema, em “Paixão Obsessiva”, suspense trash que marca a estreia da produtora Denise Di Novi (“Mulher-Gato”, “Um Homem de Sorte”) na direção. A estreia no Brasil está marcada para junho.
José Padilha vai filmar julgamento histórico que marcou a luta contra o racismo nos EUA
O cineasta brasileiro José Padilha vai dirigir um filme de época sobre um famoso caso de tribunal, que marcou a luta contra o racismo nos Estados Unidos. Segundo o site Deadline, ele assumiu o comando da adaptação do livro “Arc of Justice: A Saga of Race, Civil Rights, and Murder in the Jazz Age”, de Kevin Boyle, que narra a história verídica de um incidente racial ocorrido em Detroit em 1925, que levou o médico negro Ossian Sweet ser levado a julgamento por um suposto assassinato. O médico e sua esposa tinham acabado de se mudar para sua casa nova num bairro de classe média de Detroit, revoltando os moradores locais, que se juntaram para forçá-los a ir embora. Cerca de mil moradores brancos do bairro criaram um tumulto na frente da casa dos Sweet, atirando pedras contra a residência e disparando tiros. No meio da confusão, um homem foi morto. E a polícia decidiu prender o médico por homicídio. A história acompanha em paralelo os primeiros passos da organização NAACP (sigla, em inglês, de Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor), pioneira na luta pelos direitos civis, que financiou a defesa de Sweet, realizada pelo famoso advogado Clarence Darrow, uma lenda dos tribunais americanos. O discurso final de Darrow durou mais de oito horas e convenceu o júri de que todas as pessoas têm o direito de defender seu lar, independente da cor da pele. O veredito chocou a população branca da cidade. Anos depois, a casa dos Sweet foi tombada e virou patrimônio histórico de Detroit, com uma placa erguida diante de sua fachada para homenagear seus antigos moradores. A Mark Gordon Company comprou os direitos da adaptação, que será escrita por Max Borenstein (“Godzilla” e “Kong: A Ilha da Caveira”) e Rodney Barnes (séries “Todo Mundo Odeia o Chris” e “The Boondocks”). Padilha finalizou recentemente a filmagem do thriller “Entebbe”, outra produção de época, sobre a ação terrorista de um grupo palestino que sequestrou um avião nos anos 1970. Ele também está envolvido com a 3ª temporada da série “Narcos” e desenvolvendo uma série para a Netflix baseada na Operação Lava Jato.
Premiada no Globo de Ouro, Goliath é renovada para sua 2ª temporada
A Amazon anunciou a renovação da série “Goliath”, criada por David E. Kelley (“Justiça sem Limites/Boston Legal”) e estrelada por Billy Bob Thornton (série “Fargo”). A série que estreou em outubro na plataforma de streaming rendeu a Bob Thornton o Globo de Ouro de Melhor Ator em Série de Drama em janeiro. O elenco também inclui William Hurt (“Capitão América: Guerra Civil”), Maria Bello (“A 5ª Onda”), Olivia Thirlby (“Dredd”), Nina Arianda (“Florence: Quem É Essa Mulher?”), Sarah Wynter (série “American Odissey”), Tania Raymonde (série “The Last Ship”) e Ever Carradine (neta do lendário John Carradine e sobrinha de Keith e David Carradine, com passagem pela série “Eureka”). Em comunicado, o presidente de conteúdo do Amazon Studios, Joe Lewis, comentou a renovação em comunicado. “A Amazon tem muito orgulho de ‘Goliath’ e da interpretação premiada de Billy Bob Thornton. Programas como este ajudam a elevar a arte de contar histórias. Mal podemos esperar para levar aos nossos assinantes uma nova temporada em breve”. Ainda não foi definida a data de estreia do segundo ano de “Goliath”.
Rachel Weisz precisa provar que o Holocausto existiu no trailer legendado de Negação
A Sony divulgou o trailer legendado de “Negação” (Denial), cuja trama ganha uma atualidade desconsertante nestes tempos de pós-verdade. Drama britânico baseado em fatos reais, o filme traz Rachel Weisz (“Oz, Mágico e Poderoso”) como uma historiadora confrontada por um famoso escritor (o excelente Timothy Spall, de “Mr. Turner”) com ideias radicais sobre a existência do Holocausto. A disputa vai parar nos tribunais, levando a professora a ter que provar que o extermínio de judeus realmente aconteceu durante o nazismo. A disputa aconteceu em 1996, mas apesar do clima apresentado no vídeo, resultou no descrédito absoluto do escritor David Irving, que já experimentava problemas com suas teorias e era considerada persona non grata na Alemanha, além de ter um mandato de prisão expedido na Áustria por defender o nazismo. Ao decidir confrontar Deborah Lipstadt (a personagem de Weisz), caiu em desgraça, passou um período preso, deixou de ser convidado para palestras e eventos literários e viu suas obras serem ridicularizadas. Baseado no livro de memórias da própria Lipstadt, o filme foi escrito por David Hare, já indicado ao Oscar pelos roteiros adaptados de “As Horas” (2002) e “O Leitor” (2008). A direção está a cargo de Mick Jackson, diretor do sucesso “O Guarda-Costas” (1992), que estava afastado do cinema desde 2002. E o elenco também inclui Andrew Scott (série “Sherlock”), Tom Wilkinson (“Selma”), Mark Gatiss (também de “Sherlock”) e Harriet Walter (série “Downton Abbey”). A estreia está marcada para 9 de março no Brasil.
Trial and Error: John Lithgow é suspeito de assassinato em trailer e fotos de nova série de comédia
A rede NBC divulgou o pôster, as fotos e o trailer de sua nova série de comédia “Trial & Error”, que traz John Lithgow (vencedor do SAG 2017 de Melhor Ator de Série Dramática por “The Crown”) como suspeito de assassinato. A prévia mostra os esforços do advogado vivido por Nicholas D’Agosto (o Harry Dent de “Gotham”) para provar que o personagem de Lightgow não matou sua esposa, mas o álibi é fraco e há evidências de sua homossexualidade. Como se não bastasse, seus assistentes (Sherri Shepherd, de “Policial em Apuros 2”, e Steven Boyer, de “Ponte dos Espiões”) são idiotas, ele não consegue dizer o nome da juíza (Patricia Belcher, de “Bones”) e a promotora (Jayma Mays, de “Glee”) é psicótica. Produzido em estilo de pseudo-documentário, a série concebida por Jeff Astrof (criador da série animada “Os Thornberrys”) e Matt Miller (criador de “Lethal Weapon” e “Forever”) vai acompanhar um caso diferente por temporada. A estreia da 1ª temporada está marcada para o dia 7 de março nos EUA.
Denzel Washington e Colin Farrell estrelarão novo filme do diretor de O Abutre
Roteirista de sucessos como “Gigantes de Aço” (2011) e “O Legado Bourne” (2012), Dan Gilroy prepara seu segundo longa como diretor, após o excelente “O Abutre” (2014). E, segundo a revista Variety, já escalou Denzel Washington (“Um Limite entre Nós”) e Colin Farrell (“Animais Fantásticos e Onde Encontrá-los”) como protagonistas. Intitulado “Inner City”, a produção será um drama de tribunal, em que Washington viverá um advogado liberal que nunca recebe os devidos créditos pelo trabalho prestados ao ajudar os mais pobres. Quando um sócio de sua firma morre vítima de um ataque cardíaco, ele acaba descobrindo segredos da empresa que colocam em dúvida sua própria atuação. Colin Farrell deve viver outro advogado da firma. Orçado em US$ 40 milhões, “Inner City” vem sendo vendido em Hollywood como uma mistura de “Conduta de Risco” (suspense jurídico com George Clooney) com “O Veredicto” (drama de tribunal com Paul Newman). A data de lançamento ainda não foi definida.
Viola Davis e Julia Roberts vão estrelar novo drama de temática racial
Duas das atrizes mais populares do cinema americano vão dividir as telas em “Small Great Things”. Viola Davis e Julia Roberts serão as protagonistas do filme, que terá como produtor Marc Platt, do premiado “La La Land”. As informações são do site da revista Variety. Baseado no livro escrito por Jodi Picoult, “Small Great Things” traz a história de um enfermeira negra impedida de cuidar de um bebê devido às ordens dos pais racistas. Quando a criança morre durante o turno dela, ela acaba sendo processada pelo casal por não ter salvo a filha deles. Não está claro qual será o papel de Roberts, mas o mais provável é que ela interprete a advogada da personagem de Davis. As duas atrizes já trabalharam juntas em “Comer, Rezar, Amar” (2010). Picoult, por sua vez, é autora do romance adaptado no filme “Uma Prova de Amor” (2009), com Cameron Diaz e Toni Collette. Em alta em Hollywood, Viola Davis venceu o SAG Award (prêmio do sindicato dos atores) e o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante e é favorita ao Oscar 2017 da categoria por seu papel em “Um Limite Entre Nós”.












