Emma Stone vira Cruella punk em novo trailer legendado da Disney
A Disney divulgou um novo trailer legendado de “Cruella”, filme em que Emma Stone encarna a vilã Cruella De Vil, conhecida por querer transformar os cãezinhos de “101 Dálmatas” em casaco de peles. Ao som de “These Boots Are Made for Walkin’”, de Nancy Sinatra, a prévia apresenta a personagem como uma infant terrible da moda punk. Concebido como um prólogo, o novo longa vai se passar nos anos 1970, em Londres, e apresenta Cruella como uma estilista punk em ascensão (pense em Vivienne Westwood), que aos poucos vai desenvolvendo uma fascinação por peles de animais — especialmente, é claro, dálmatas. A história foi concebida por Kelly Marcel (“Cinquenta Tons de Cinza”), que retorna ao universo das fábulas da Disney após assinar “Walt nos Bastidores de Mary Poppins” (2013), e Aline Brosh McKenna, responsável por “O Diabo Veste Prada” (2006), de onde vêm as referências fashion. Mas o roteiro final foi assinado por Dana Fox (“Megarromântico”) e Tony McNamara (“A Favorita”). A direção é de Graig Gillespie (“Eu, Tonya”) e o elenco também conta com Emma Thompson (“MIB: Homens de Preto – Internacional”), Paul Walter Hauser (“Eu, Tonya”), Emily Beecham (“Into the Badlands”), Joel Fry (“Yesterday”) e Mark Strong (“Shazam!”). Por curiosidade, a atriz Glenn Close, que viveu a vilã em dois filmes live-action dos “101 Dálmatas” nos anos 1990, também faz parte da equipe, como produtora executiva do projeto. A estreia está marcada para 28 de maio nos cinemas. Veja abaixo o novo vídeo.
Documentário sobre Chorão, do Charlie Brown Jr., ganha trailer
A O2 Play divulgou o pôster e o trailer do documentário “Chorão: Marginal Alado”. O filme reúne registros da vida e da arte de Alexandre Magno Abrão, o skatista de “Santos Beach” que ficou conhecido como o cantor Chorão da banda Charlie Brown Jr. O diretor Felipe Novaes pesquisou mais de 1,2 mil horas de material audiovisual, e também incluiu uma entrevista com Champignon, o baixista da Charlie Brown Jr. que foi encontrado morto em seu apartamento em setembro de 2013 — seis meses depois de Chorão ter encerrado sua trajetória com o mesmo destino. “Chorão: Marginal Alado” estreia no dia 8 de abril simultaneamente nos cinemas e nas plataformas NOW, Google Play, Apple TV, Vivo Play, Looke e Youtube.
Crítica internacional se divide sobre a nova Liga da Justiça
A crítica internacional já viu a versão de Zack Snyder da “Liga da Justiça” e, embora as opiniões sejam muito diferentes entre si, o longa, que chega em VOD no Brasil nesta quinta-feira (18/3), atingiu 75% de aprovação no Rotten Tomatoes. Trata-se de uma grande evolução em relação à versão de Joss Whedon. O filme exibido em 2017 teve apenas 40% de aprovação. Longe de revelar uma obra-prima, muitos críticos afirmaram que a trama continua rasa, cansativa pela longa duração e dispersiva pela inclusão de cada take filmado. Pior: nem mesmo as quatro horas de duração mudam a impressão de que “Liga da Justiça” não passa de preparação para uma sequência que nunca vai existir. O arco do Ciborgue, interpretado pelo ator Ray Fisher, foi o mais elogiado. Segundo Joshua Rivera, do Polygon, o personagem “às vezes, até parece o protagonista”. A performance do ator também foi aclamada. Um contraste com a versão de Whedon, que diminuiu consideravelmente o papel do Ciborgue no cinema. Após a estreia, Fisher denunciou Whedon por abusos nos bastidores da produção. A inclusão de inúmeras cenas paralelas, que servem basicamente apenas como easter eggs, teria deixado o filme com problemas de ritmo, coerência e causado até repetições, como dois acidentes de carros parecidos, além de reprisar desnecessariamente elementos de “O Homem de Aço”. Em compensação, o tom foi considerado consistente e uma grande evolução em relação ao desastre cinematográfico. Também não faltou reconhecimento à sacada de apresentar os super-heróis como deuses. Tom Jorgensen, do IGN, considerou que “ainda que nem todas as adições sejam totalmente necessárias e que alguns novos efeitos visuais se destacam por sua falta de polimento, é difícil exagerar o quanto esta versão de Liga da Justiça é mais agradável” em comparação à que foi para os cinemas em 2017. Já crítico da Entertainment Weekly, Darren Franlch, preferiu concluiu que “esta versão não é pior do que a anterior, mas certamente é mais longa.” A longa duração também foi abordada por Matt Singer, do Screen Crush: “O filme parece incluir cada pedacinho de cena gravado por Snyder, não importa o quão supérflua seja para a história. Isso vai deliciar os fãs mais hardcore de Snyder. Mas não sei como os espectadores mais casuais vão reagir a uma versão mais longa e mais sombria de um filme que eles já viram e não gostaram”. Matt Zoller, do RogerEbert.com, concordou que o filme “é um pouco exagerado” até para o padrão dos fãs de quadrinhos. E que ele “deve tanto a shows de rock, videogames e instalações multimídia quanto deve ao cinema narrativo comercial”. Alonso Duralde, do The Wrap, concluiu que isso representa “o estilo particular de Snyder de contar histórias. Seu design de som, edição e sensibilidade visual impregnam todo o filme.” “O filme é tanto uma ‘versão dos fãs’ quanto é uma ‘versão do diretor’, com toda a indulgência que essa noção presume”, acrescentou Rodrigo Perez, do site The Playlist. Salientando que “‘Liga da Justiça’ de Snyder é consistente em seu tom, enquanto o de Whedon não era”, Mae Abdulbaki, do Screen Rant considerou que “o filme se esforça para contar uma história coesa, e o esforço funciona.” “O filme de Snyder pode ser exaustivo, mas é cativante”, acredita Peter Bradshaw, do The Guardian Os críticos também se dividiram entre elogios à nova trilha sonora, que foi completamente trocada, e reclamações sobre a resolução 4:3. Pensada para as telas de formato IMAX, o formato quadrado acabou impactando a exibição em telas widescreen e evocando um vídeo do Instagram. Veja o trailer final da produção abaixo.
Liga da Justiça ganha trailer final com aparição de um Lanterna Verde
A HBO Max divulgou um novo trailer do relançamento de “Liga da Justiça”, que investe no clima épico e empilha participações de heróis e vilões. Desta vez, a maior novidade é a aparição de um Lanterna Verde. Mas não é um integrante terrestre da Tropa, como os fãs gostariam de ver. A prévia também reforça a importância de Darkseid na nova versão. Ausente no filme exibido nos cinemas em 2017, o supervilão se apresenta como a principal ameaça na edição do diretor Zack Snyder. Intitulada em inglês “Zack Snyder’s Justice League”, o filme retorna com quatro horas de duração, incluindo cenas, personagens e desfecho diferentes da “Liga da Justiça” exibida nos cinemas, submetida a refilmagens e com edição de Joss Whedon em 2017. Snyder teria aceitado refazer o filme de graça para recuperar o controle sobre a obra e conseguir maior orçamento para efeitos visuais, bem como autorização para filmar duas cenas extras, que não estavam nos planos originais do longa. A maior parte do filme, porém, foi filmada há cerca de quatro anos. Snyder chegou perto de terminar “Liga da Justiça” em 2017, mas precisou se afastar da produção após uma tragédia abalar sua família. Ele acabou sendo substituído na pós-produção por Whedon, que realizou uma refilmagem extensiva do trabalho desenvolvido até então. Mas o resultado híbrido, parte Snyder e parte Whedon, foi desaprovado de forma unânime, com um fracasso nas bilheterias e críticas muito negativas. Além disso, a intervenção gerou acusações sobre os bastidores das refilmagens que, num efeito dominó, fulminaram a reputação de Whedon e fizeram balançar produtores e executivos da própria Warner. Em meio às controvérsias, a versão de Snyder, batizada pelos fãs de SnyderCut, ganhou status de lenda. Após uma campanha exaustiva nas redes sociais, que chamou atenção dos executivos da WarnerMedia, os fãs finalmente terão acesso ao que pediram, podendo comprovar que se trata de uma obra-prima quase perdida… ou apenas outro filme de Zack Snyder. O dia da verdade está cada vez mais próximo: “Zack Snyder’s Justice League” estreia na quinta (18/3), com lançamento em diversas plataformas de VOD no Brasil.
Matt Reeves anuncia fim das filmagens de Batman
O diretor Matt Reeves anunciou que seu filme de Batman encerrou suas filmagens neste sábado (13/3), 13 meses após ele revelar pela primeira vez o visual oficial de Robert Pattinson como o herói dos quadrinhos. O anúncio foi feito no Twitter, ao lado de uma foto da claquete da produção já embalada para transporte. A produção chega ao fim no Leavesden Studios, em Londres, após um período longo e atribulado, que começou em janeiro do ano passado e sofreu paralisação em março, devido à crise sanitária criada pela pandemia coronavírus. Para complicar, após a retomada dos trabalhos em setembro, Pattinson recebeu diagnóstico positivo para a covid-19, levando a uma nova parada e à decisão de terminar o longa com equipe reduzida, visando evitar novos casos – o que retardou ainda mais o processo de filmagens. Com isso, “Batman” (título nacional) sofreu dois adiamentos. Primeiro, sua estreia de junho de 2021 foi para outubro, antes da Warner agir mais realisticamente, atrasando o lançamento para março de 2022. Além de Pattinson como Bruce Wayne e Batman, o filme vai contar com um elenco de peso para dar forma aos personagens icônicos dos quadrinhos. O elenco da produção ainda inclui Jeffrey Wright (“Westworld”) como Comissário Gordon, Zoe Kravitz (da série “Big Little Lies”) como Mulher-Gato, Colin Farrell (“Dumbo”) como Pinguim, Paul Dano (“12 Anos de Escravidão”) como Charada, Andy Serkis (“Pantera Negra”) como Alfred, John Turturro (“Transformers”) como o mafioso Carmine Falcone e Peter Sarsgaard (“Sete Homens e um Destino”) em papel de um promotor não identificado (mas provavelmente como Harvey Dent/Duas Caras). #LastDay #TheBatman cc: @GreigfraserD pic.twitter.com/0AkcqlX1QY — Matt Reeves (@mattreevesLA) March 13, 2021
Filmes online: Excesso de opções compensam cinemas fechados
Com os cinemas fechados, os serviços online viraram a melhor opção de diversão em casa. E não faltam lançamentos populares nesta semana. São tantos que o Top 10 da semana esbarra num dilema: listar todos os títulos mais vistosos com atores conhecidos ou a relação daqueles que realmente valem a pena ser vistos. A dúvida existe porque “O Dia do Sim”, com Jennifer Garner na Netflix, “Cherry”, com Tom Holland na Apple TV+, “Legado Explosivo”, com Liam Neeson em VOD e “After: Depois da Verdade”, na Amazon, são muito ruins. Sim, até “Cherry”, primeiro filme dirigido pelos irmãos Russo após “Vingadores: Ultimato”. É o menos pior do quarteto, mas não passou de 41% de aprovação no Rotten Tomatoes, abaixo da linha da mediocridade, por contar uma história já vista muitas vezes antes. Acabou listado no limite da tolerância e mais pela curiosidade que deve despertar. Como parâmetro, o pior da lista é “After: Depois da Verdade”, que recebeu 14% e vários xingamentos. Por outro lado, o Top 10 traz títulos pouco badalados que surpreendem pela qualidade. Lançado sem a menor divulgação, “Silenciadas” chega na Netflix poucos dias após se tornar o filme mais premiado do Goya, o “Oscar espanhol”. O filme de Pablo Agüero (“Eva Não Dorme”) é uma versão feminista dos julgamentos de bruxas da Inquisição Espanhola de 1609 com cenas fortes, que perturbam. Há até trash bem-feito, incluindo os dois terrir “Freaky – No Corpo de um Assassino”, do diretor de “A Morte Te Dá Parabéns”, e o pouco conhecido “Ataque dos Zumbis”. Confira abaixo a relação completa e os trailers dos 10 melhores filmes para ver em streaming e VOD neste fim de semana. Freaky – No Corpo de um Assassino | EUA | 2020 (Apple TV, Google Play, NOW, Oi Play, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Silenciadas | Espanha | 2020 (Netflix) Ataque dos Zumbis | EUA | 2018 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Oi Play, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Archive | EUA | 2020 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Oi Play, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Bombay Rose | Índia | 2019 (Netflix) A Arte de Ser Adulto | EUA | 2021 (Apple TV) Ataque dos Zumbis | EUA | 2018 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Oi Play, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) O Sequestro do Ônibus 300 | Israel | 2018 (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) A Escolha | Estonia | 2018 (Apple TV, Looke, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Unidas pela Esperança | EUA | 2019 (Apple TV, NOW, Vivo Play) Cherry – Inocência Perdida | EUA | 2020 (Apple TV+)
Oxigênio: Falta de ar marca trailer do diretor de Predadores Assassinos
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Oxigênio”, novo suspense do cineasta francês Alexandre Aja (“Predadores Assassinos”), que evoca situações terríveis vividas no terror real brasileiro da pandemia de coronavírus. A prévia revela Mélanie Laurent (“Truque de Mestre”) presa em local desconhecido e lutando para sobreviver com oxigênio limitado. Na trama, uma mulher acorda presa em uma cápsula de criogenia, sem memórias e com sua reserva de oxigênio acabando. O segredo para sua sobrevivência então parece ligado à descobrir sua própria identidade. Apesar do vídeo só mostrar Laurent, o elenco também inclui Mathieu Amalric (“O Som do Silêncio!”) e Marc Saez (“Borgia”). O longa tem roteiro de Christie LeBlanc (“How to Make a Reality Star”) e estreia marcada para 12 de maio.
Goya 2021 premia Las Niñas em edição feminista do “Oscar espanhol”
A 35ª edição do prêmio Goya, o Oscar do cinema espanhol, premiou neste sábado (6/3) “Las Niñas” como o Melhor Filme do ano. Primeira obra da cineasta Pilar Palomero, o longa acompanha a passagem para a adolescência de um grupo de alunas de um colégio de freiras e venceu, ao todo, quatro Goyas, superando o favoritismo de “Adú”, filme sobre a imigração que rendeu o Goya de Melhor Direção para Salvador Calvo. “Las Niñas” fez história por ter sido o primeiro filme dirigido por uma mulher a vencer o prêmio espanhol. Ambientada no começo dos anos 1990, a trama apresenta as primeiras experiências deste grupo, ao qual se junta a recém-chegada Brisa, uma jovem descolada que ouve rock e se veste de forma diferente. Elas compartilham o primeiro cigarro, o uso de batom, as primeiras festas e os primeiros flertes, conversando sobre seus medos e anseios. O Goya de Melhor Atriz foi para Patricia López Arnaiz, protagonista de “Ane”, que vive uma jovem mãe divorciada, disposta a tudo para recuperar a filha, e o de Melhor Ator para Mario Casas, que faz sua transição de galã a ator dramático com o thriller “No Matarás”. Questões de gênero aparecem fortemente na premiação, com “Las Niñas” e “La Boda de Rosa”, de Iciar Bollaín, bem como no filme que mais ganhou prêmios, “Silenciadas”, de Pablo Agüero, uma versão feminista dos julgamentos de bruxas da Inquisição de 1609. As mulheres também quase empataram com os homens em número de prêmios, vencendo 12 categorias contra 13 masculinas, incluindo três prêmios compartilhados. Para completar, Daniela Cajías se tornou a primeira diretora de fotografia feminina a conquistar sua categoria no Goya, por “Las Niñas”. Entre os demais contemplados da noite, “El Olvido que Seremos”, sobre a violência política na Colômbia dos anos 1970 e 1980, tornou-se a primeira produção colombiana a ganhar o Goya de Melhor Filme Iberoamericano. Realizada por videoconferência por causa da pandemia de coronavírus, a cerimônia foi apresentada pelo ator Antonio Banderas (“Dor e Glória”) e contou com participação de trabalhadores da área da saúde, em homenagem a seus esforços para enfrentar a covid-19. À exceção de “Adu”, lançado (sem divulgação) pela Netflix, os demais filmes premiados são inéditos no Brasil. Veja abaixo uma prévia de todos os longas vencedores do Goya 2021. Las Ninas | Melhor Filme, Diretor Estreante, Roteiro Original e Fotografia Adu | Melhor Direção, Ator Revelação, Cenografia, Som No Mataras | Melhor Ator Ane | Melhor Atriz, Atriz Revelação, Roteiro Adaptado Sentimental | Melhor Ator Coadjuvante La Boda de Rosa | Melhor Atriz Coadjuvante, Canção Original Silenciadas | Melhor Direção Artística, Figurino, Trilha Sonora, Efeitos Visuais El Año del Descubrimiento | Melhor Documentário, Edição La Gallina Turuleca | Melhor Animação El Olvido que Seremos | Melhor Filme Iberoamericano (Colombia) Meu Pai | Melhor Filme Europeu (Reino Unido)
Filmes online: Raya e o Último Dragão leva guerra dos streamings ao cinema
A guerra dos streamings chega aos cinemas neste fim de semana. Coincidindo com o fechamento das salas de exibição de São Paulo e Fortaleza e novas restrições de funcionamento em vários estados pelo agravamento da pandemia de covid-19, “Raya e o Último Dragão” chega em lançamento simultâneo nesta sexta-feira (5/3) nos locais que estiverem abertos e na plataforma Disney+ (por um preço bastante salgado: R$ 69,90 mais a assinatura mensal). Concebida durante o período de isolamento social, com a equipe trabalhando em suas casas e conversando por Zoom, o desenho é realmente um produto dos dias atuais. Entretanto, para protestar contra sua disponibilização ao mesmo tempo em streaming, duas redes de exibidores, Cinemark e Cinepólis, decidiram boicotar a animação e não colocá-la em cartaz. É guerra, mas, em meio a um lockdown, um dos lados está dando tiros de festim. Há cada vez menos horários disponíveis para a exibição de filmes e menos títulos sendo lançados, com adiamentos anunciados cotidianamente. Ao mesmo tempo, os estúdios começam a expandir suas experiências em streaming. Nesta semana, o Brasil ganhou mais uma plataforma (Paramount+) com a promessa de trazer lançamentos exclusivos, que não passarão pelos cinemas. A nova heroína da Disney, Raya, tem traços asiáticos e incorpora vários elementos da cultura do sudeste asiático, mas sua aventura é quase uma fantasia de princesa sem laços com o folclore regional. A trama se passa em uma terra fictícia chamada Kumandra, que foi dividida em cinco regiões com diferentes clãs de pessoas, que antes viviam em harmonia com dragões, mas agora que as criaturas místicas se foram estão em conflito permanente. Raya, então, parte atrás do último dragão existente, acreditando que ele pode restaurar a paz, apenas para encontrar um bicho tagarela que se transforma em uma mulher. O elenco de dubladores originais é repleto de asiáticos famosos de Hollywood, com destaque para Kelly Marie Tran (a rebelde Rose Tico da franquia “Star Wars”) como a voz de Raya e Awkwafina (“Jumanji: Próxima Fase”), voz do último dragão. Outro destaque do streaming neste fim de semana é o lançamento de “Um Príncipe em Nova York 2”, que também foi feito originalmente para o cinema, mas acabou vendido para a Amazon. A continuação – que mais parece remake – volta a trazer Eddie Murphy como o príncipe Akeem, do reino fictício de Zamunda, que em 1988 viajou incognito a Nova York para encontrar possíveis esposas. Agora, prestes a virar o rei, ele descobre que tem um filho que nunca conheceu nos EUA. Honrando o desejo de seu pai (James Earl Jones) para que prepare seu filho como o príncipe herdeiro, Akeem volta a Nova York em busca do filho desconhecido, virando coadjuvante de Jermaine Fowler (“Superior Donuts”) em seu próprio filme. A lista de estreias em VOD traz mais comédias, com destaque para “Duas Tias Loucas de Férias”, que volta a juntar Kristen Wiig e Annie Mumolo (ambas de “Missão Madrinha de Casamento”), e “A Arte de Ser Adulto”, novo filme de Judd Apatow, diretor de “Ligeiramente Grávidos” (2007) e “O Virgem de 40 Anos” (2005). Confira abaixo outras dicas e os trailers dos 10 melhores filmes para ver em streaming e VOD neste fim de semana. Raya e o Último Dragão | EUA | 2021 (Disney+ com Premier Access) Um Príncipe em Nova York 2 | EUA | 2021 (Amazon Prime Video) Duas Tias Loucas de Férias | EUA | 2021 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, YouTube Filmes) Convenção das Bruxas | EUA | 2020 (Apple TV, Google Play, NOW, YouTube Filmes) Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta | EUA | 2021 (Netflix) Meu Verão Extraordinário com Tess | Holanda, Alemanha | 2019 (Apple TV, Looke, NOW, Vivo Play) Berlin Alexanderplatz | Alemanha | 2020 (Apple TV, Looke, Vivo Play) Sentinela | França | 2021 (Netflix) Notorious B.I.G. – A Lenda do Hip Hop | EUA | 2021 (Netflix) Aznavour por Charles | EUA | 2021 (Vivo Play)
Sci-fi com filha de Johnny Depp ganha primeiro trailer
A Lionsgate divulgou o pôster e o trailer da sci-fi “Voyagers”, novo filme de Neil Burger, diretor de “Sem Limites” e “Divergente”. A prévia parece “O Senhor das Moscas” no espaço, com adolescentes pirando numa nave espacial, em meio a cenas de sexo, violência e poder. Os jovens incluem Tye Sheridan (“X-Men: Fênix Negra”), Fionn Whitehead (“Dunkirk”), Isaac Hempstead Wright (“Game of Thrones”) e Lily-Rose Depp (“O Rei”), filha do astro Johnny Depp. Além deles, o elenco também destaca o veterano Colin Farrell (“Magnatas do Crime”), único adulto a bordo para supervisionar a explosão hormonal. Eles formam um grupo de astronautas isolados no espaço, em treinamento para ajudar na colonização de outros planetas. Com o futuro da raça humana em jogo, os jovens foram criados geneticamente para desenvolver inteligência e a obediência. Mas acabam desafiando seu treinamento para explorar suas naturezas mais primitivas. Enquanto a vida na nave se transforma no caos, eles são consumidos pelo medo, pela luxúria e pela fome insaciável de poder. A estreia está marcada para 9 de abril nos EUA e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Filmes online: Documentário de Billie Eilish no Top 10 das estreias da semana
Surpresa da semana, “Billie Eilish: The World’s a Little Blurry” é um dos raros documentários sobre estrelas da música pop que rompe o retrato clichê do artista incompreendido e sofredor, sob pressão para ser sempre glamouroso ao vivo, mas no fundo gente como a gente. Cobrindo a carreira precoce da cantora desde antes da fama, dos 15 aos 18 anos de idade, quando se tornou a artista mais jovem a vencer o Emmy, o filme não se interessa pela imagem midiática ou holofotes, mas sim pela iluminação caseira do quarto da casa da família Eilish, onde Billie construiu toda a sua carreira. Sem o menor resquício de ostentação ou glamour, o trabalho do diretor R.J. Cutler (que no ano passado fez outro ótimo documentário sobre o ator John Belushi) traça a trajetória de uma garota deprimida, que transformou a música gravada em seu quarto, com a ajuda do irmão, na casa dos pais, numa das histórias de sucesso mais improváveis deste começo de século. Não é necessário o menor esforço de edição para humanizar a garotinha apaixonada por Justin Bieber, que realizou seu maior sonho ao encontrá-lo no palco do Festival Coachella, ou demonstrar como ela sabota a si mesmo para não atender aos pedidos de hits da gravadora e até mesmo ao torcer contra si mesma no Emmy. O que ela sente está nas músicas. É a mesma autodestruição descrita em suas letras sombrias, que faz sua mãe suspirar ao comentar que, pelo menos, é extravasada na arte, em vez da vida real. A programação digital da semana também tem um documentário britânico sobre Pelé e alguns filmes premiados, como os dramas indies “Rainha do Mundo”, “O Refúgio” e as comédias internacionais “Amigos de Escola” e “Os Camarões Brilhantes”, sem esquecer “M8: Quando a Morte Socorre a Vida”, um retrato lívido do racismo brasileiro, dirigido por Jeferson De. Confira abaixo a relação completa e os trailers dos 10 melhores filmes para ver em streaming e VOD neste fim de semana. Billie Eilish: The World’s a Little Blurry | EUA | 2021 (Apple TV+) Pelé | Reino Unido | 2021 (Netflix) O Último Vermeer | EUA | 2019 (Apple TV, Google Play, NOW, Sky Play, YouTube Filmes) O Refúgio | Canadá | 2020 (Apple TV, Google Play e YouTube Filmes) Rainha do Mundo | EUA | 2015 (MUBI) Becky | EUA | 2019 (Telecine, Youtube Filmes) Rastros na Escuridão | EUA | 2019 (Vivo Play) M8: Quando a Morte Socorre a Vida | Brasil | 2019 (Netflix) Amigos de Escola | Taiwan | 2020 (Netflix) Os Camarões Brilhantes | França | 2020 (Looke, Google Play, YouTube Filmes)
Luca: Trailer revela os monstrinhos camaradas do novo desenho da Pixar
A Disney divulgou o pôster e o trailer nacionais de “Luca”, o novo filme animado do estúdio Pixar. A prévia em versões legendada e dublada em português pode ser vista abaixo. A animação se passa no litoral da Itália e mostra três amigos se divertindo em um vilarejo. Só que dois deles escondem um segredo: eles viram monstros marítimos quando entram em contato com a água! Eles não podem revelar sua aparência meio peixe porque o vilarejo é repleto de pescadores. O personagem-título é dublado em inglês por Jacob Tremblay (“O Quarto de Jack”), enquanto seu melhor amigo tem a voz de Jack Dylan Grazer (“Shazam!”). Dirigido por Enrico Casarosa (indicado ao Oscar pelo curta “La Luna”) e produzido por Andrea Warren (“Lava”, “Carros 3”), “Luca” tem estreia marcada para junho nos EUA.
Estreia de Monster Hunter marca volta ao “normal” dos cinemas brasileiros
Os cinemas esboçam uma volta à “programação normal” com o retorno dos grandes lançamentos comerciais. Uma semana após “Tom & Jerry”, da Warner, é a vez da adaptação do game “Monster Hunter”, da Sony, chegar às telas brasileiras. Com orçamento de US$ 60 milhões, a segunda franquia de games estrelada por Milla Jovovich e dirigida por seu marido, o diretor Paul WS Anderson (ambos de “Resident Evil”), acompanha soldados transportados de forma inesperada para outro mundo, onde se veem em uma batalha de sobrevivência contra monstros gigantes. Com o atrativo de marcar a estreia da atriz Nanda Costa (“Entre Irmãs”) numa produção internacional, o lançamento é para quem gosta de efeitos e explosões em tela grande, mas não se importa muito com roteiro. A semana também mergulha na temporada pré-Oscar 2021 com “Judas e o Messias Negro”. O filme sobre a história dos Panteras Negras apresenta Daniel Kaluuya como o Messias Negro do título, o revolucionário Fred Hampton, líder dos Panteras que é traído por William O’Neal, o Judas vivido por Lakeith Stanfield (os dois atores já trabalharam juntos em “Corra!”), criminoso recrutado pelo FBI para se infiltrar no movimento em troca de liberdade. A tragédia histórica tem 96% de aprovação no Rotten Tomatoes e é um dos principais filmes da atual temporada de premiação cinematográfica dos EUA. O circuito mais amplo exibe ainda a comédia dramática nacional “Depois a Louca Sou Eu”, dirigida por Julia Rezende (da série “Coisa Mais Linda”) e estrelada por Débora Falabella (“Aruanas”) como uma mulher que precisa aprender a lidar com distúrbios nervosos. Há outro filme nacional com protagonista feminina na programação: “Christabel”, primeiro longa de ficção de Alex Levy-Heller, que combina drama rural lento e atmosfera sobrenatural, e foi premiado nos festivais Cine-PE, Caruaru e Rio Fantastik. O circuito limitado, que ressurge igualmente das cinzas, programou ainda duas boas produções francesas: “O Mundo de Gloria”, que rendeu a Copa Volpi de Melhor Atriz para Ariane Ascaride no Festival de Veneza de 2019, e “Mais que Especiais”, nova comédia dramática da dupla Olivier Nakache e Éric Toledano (do sucesso “Intocáveis”) sobre cuidadores de crianças e adolescentes autistas, que venceu o prêmio do público no Festival de San Sebastián do mesmo ano. Completa a programação “Os Lobos do Leste”, drama multinacional do cubano Carlos Quintela sobre a natureza e o envelhecimento, estrelado por Tatsuya Fuji (do clássico “O Império dos Sentidos”) e com produção da cineasta japonesa Naomi Kawase (“O Segredo das Águas”). Confira abaixo a relação completa e os trailers das estreias de cinema desta quinta (25/2). Monster Hunter | EUA | 2020 Judas e o Messias Negro | EUA | 2020 Depois a Louca Sou Eu | Brasil | 2019 O Mundo de Gloria | França | 2019 Mais que Especiais | França, Bélgica | 2019 Christabel | Brasil | 2018 Os Lobos do Leste | Japão, Cuba, Brasil, Inglaterra | 2017











