Berlin Station é renovada para a 3ª temporada
O canal pago americano Epix anunciou a renovação da série “Berlin Station” para sua 3ª temporada. O anúncio acompanha a exibição do último episódio do segundo ano, que foi ao ar no último domingo (3/12) nos Estados Unidos. “Não poderíamos estar mais entusiasmados em anunciar esta notícia após a conclusão da espetacular 2ª temporada de ‘Berlin Station'”, disse Jocelyn Diaz, vice-presidente de programação da Epix, em comunicado. “Esta temporada passada foi oportuna, significativa e precisa no espelhamento dos eventos da vida real deste ano, e estamos ansiosos para trabalhar com as equipes talentosas da Paramount TV e da Anonymous Content em uma nova temporada”, concluiu. Criada pelo estreante Olen Steinhauer e o veterano Bradford Winters (série “Boss”), “Berlin Station” acompanha as atividades do agente da CIA Daniel Meyer (Richard Armitage, da trilogia “O Hobbit”) numa missão secreta em Berlim, Alemanha. Com a ajuda de um espião veterano (Rhys Ifans, de “O Espetacular Homem-Aranha”), Daniel tenta identificar quem é o espião responsável por divulgar para o público informações secretas do governo. Durante suas investigações, ele se depara com uma conspiração que liga o caso a Washington. O bom elenco da atração também inclui Richard Jenkins (minissérie “Olive Kitteridge”), como o veterano da Guerra Fria que atua como chefe da CIA em Berlim, Michelle Forbes (série “Powers”), como a chefe de um dos departamentos da agência, e Keke Palmer (série “Scream Queens”) no papel da mais nova e jovem agente designada para a sede alemã da CIA.
Blake Lively sofre acidente e filmagens de thriller de ação são interrompidas
A atriz Blake Lively (“Águas Rasas”) se machucou no set de filmagem de “The Rhythm Section” e a produção do filme de espionagem foi interrompida. Um comunicado da produtora Paramount enviado ao site The Hollywood Reporter afirma que a atriz “machucou a mão em uma cena de ação” e que as filmagens do thriller serão retomadas “o quanto antes”. “Paramount, Global Road (antes conhecida como IM Global) e os produtores Michael G Wilson e Barbara Broccoli confirmaram hoje que as filmagens de ‘The Rhythm Sectio’n foram suspensas já que Blake Lively machucou sua mão enquanto filmava uma sequência de ação. A produção será retomada assim que possível”, diz o texto oficial, sem dar maiores detalhes. O longa estava sendo filmado em Dublin, na Irlanda. Adaptação de uma franquia literária de Mark Burnell sobre a personagem Stephanie Patrick, “The Rhythm Section” conta a história de uma mulher que tenta descobrir a verdade sobre a queda do avião que matou sua família. Dirigido por Reed Morano, vencedora do Emmy pela série “The Handmaid’s Tale”, o filme ainda tem no elenco Jude Law (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e Daniel Mays (“Rogue One: Uma História Star Wars”). O filme tem previsão de chegar aos cinemas norte-americanos em fevereiro de 2019.
Liam Neeson vai do suspense à ação no trailer do novo filme do diretor de Sem Escalas
A Lionsgate divulgou quatro fotos e mais um trailer de “The Commuter”, quarto thriller de ação da parceria entre o ator norte-irlandês Liam Neeson e o diretor espanhol Jaume Collet-Serra – após “Desconhecido” (2011), “Sem Escalas” (2014) e “Noite sem Fim” (2015). A prévia troca a premissa de suspense que vinha sendo explorada nos vídeos anteriores para destacar cenas de ação mirabolantes, com direito a muitas explosões e clima de filme de desastre. No novo filme, Neeson é um passageiro de trem em seu trajeto cotidiano para casa, que recebe uma proposta de uma mulher misteriosa (vivida por Vera Farmiga, de “Bates Motel”) e, ao aceitar dinheiro para apenas identificar um passageiro, acaba envolvido numa conspiração criminal que ameaça não apenas a sua vida, como de todos ao seu redor. O roteiro foi escrito pelos estreantes Byron Willinger e Phil de Blasi, e o elenco ainda inclui Patrick Wilson (“Invocação do Mal”), Jonathan Banks (série “Better Call Saul”), Sam Neill (“Jurassic Park”), Dean-Charles Chapman (série “Game of Thrones”), Killian Scott (“Calvário”), Elizabeth McGovern (série “Downton Abbey”), Florence Pugh (“Lady Macbeth”) e Damson Idris (série “Snowfall”). A estreia está marcada para 11 de janeiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Stratton: Trailer mostra Dominic Cooper em filme de ação do diretor de Mercenários 2
A Momentum Films divulgou o trailer de “Stratton”, filme de ação britânico estrelado por Dominic Cooper (série “Preacher”) e dirigido por Simon West (“Os Mercenários 2”). Repleto de explosões, correrias e tensão, o filme pretende lançar uma franquia. O longa leva às telas o primeiro dos oito livros escritos por Duncan Falconer sobre Stratton, um militar das forças especiais britânicas. Na trama, ele lidera uma equipe de elite numa tentativa de derrubar uma célula terrorista internacional, que planeja um ataque à Londres. O elenco também inclui Tom Felton (franquia “Harry Potter”), Gemma Chan (série “Humans”), Connie Nielsen (“Ninfomaníaca”), Thomas Kretschmann (“Vingadores: Era de Ultron”), Tyler Hoechlin (série “Teen Wolf”), Derek Jacobi (“Cinderela”), Austin Stowell (“A Ponte dos Espiões”) e Igal Naor (“300: A Ascensão do Império”) “Stratton” estreia em 5 de janeiro nos Estados Unidos.
Atriz de The Walking Dead vai atuar com Mark Wahlberg no novo thriller do diretor de O Dia do Atentado
A atriz Lauren Cohan, intérprete de Maggie na série “The Walking Dead”, entrou no elenco do thriller de ação “Mile 22”, quarto filme consecutivo da parceria entre o diretor Peter Berg e o ator-produtor Mark Wahlberg – o mais recente foi “O Dia do Atentado”, lançado em maio. A trama gira em torno de um agente da CIA que tenta tirar um policial com informações confidenciais de uma cidade, distante 22 milhas (daí o título) do aeroporto em que pretendem chegar para fugir. O roteiro é de Graham Roland (roteirista de “Lost”, “Fringe” e criador da vindoura série de espionagem “Jack Ryan”) e o elenco também inclui John Malkovich (“Red – Aposentados e Perigosos”), a lutadora Ronda Rousey (“Velozes e Furiosos 7”) e o astro indonésio de artes marciais Iko Uwais (“Operação Invasão”). Não foram divulgados os papéis que cada ator representará, mas Lauren Cohan dará vida à principal personagem feminina. A produção é da STX, que pretende transformar o filme no primeiro de uma nova franquia de ação. Ainda não há previsão de estreia.
Atriz de 24 Horas se junta a Keifer Sutherland em Designated Survivor
A série “Designated Survivor” vai promover um reencontro do par romântico de “24 Horas”. A atriz Kim Raver, que interpretou Audrey, o grande amor de Jack Bauer, voltará a dividir as telas com Kiefer Sutherland na 2ª temporada da nova atração. Raver participará de um longo arco narrativo no papel de Andrea Frost, uma engenheira e empresária bem-sucedida da área da tecnologia de ponta – inclusive aeroespacial – , que tem uma filosofia sobre negócios e gerenciamento que desafia a tradição. A atriz encerrou recentemente suas participações em “Grey’s Anatomy”, onde reprisou seu papel como a Dra. Teddy Altman. E chega a “Designated Survivor” para suprir a saída de Natascha McElhone, intérprete da Primeira-Dama dos EUA Alex Kirkman, que deixará o programa na metade desta temporada, provavelmente como parte de uma grande reviravolta na trama. “Designated Survivor” precisa realmente de revitalização. Em sua 1ª temporada atraiu respeitáveis 5,8 milhões de telespectadores em média, mas a audiência dos últimos capítulos caiu para 3,9 milhões. O título da série é um termo técnico utilizado para se referir a um integrante do governo norte-americano, que é levado a um local isolado e seguro, durante reuniões conjuntas do Presidente e outros líderes do país. O objetivo é que, em caso de algum acidente fatal, este “sobrevivente designado” possa assumir o comando do país. Pois, no piloto, um atentado terrorista elimina todos os representantes eleitos do pais, cabendo ao sobrevivente, o secretário de desenvolvimento urbano Tom Kirkman (papel de Sutherland), assumir o governo durante o momento de crise e lidar com a situação de emergência. A série foi criada por David Guggenheim, roteirista do ótimo filme de ação “Protegendo o Inimigo” (2011), que divide a produção com Sutherland, Mark Gordon (produtor de “Criminal Minds”, “Grey’s Anatomy” e inúmeros filmes) e Simon Kinberg (produtor-roteirista da franquia “X-Men”). O bom elenco ainda inclui Maggie Q (série “Nikita” e franquia “Divergente”), Kal Penn (série “House”), Italia Ricci (série “Supergirl”), Adan Canto (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”), LaMonica Garrett (série “The Last Ship”) e Tanner Buchanan (série “The Fosters”).
Novo trailer de filme de ação de Liam Neeson troca suspense por explosões e desastre
A Lionsgate divulgou um novo pôster e o terceiro trailer de “The Commuter”, quarto thriller de ação da parceria entre o ator norte-irlandês Liam Neeson e o diretor espanhol Jaume Collet-Serra – após “Desconhecido” (2011), “Sem Escalas” (2014) e “Noite sem Fim” (2015). A prévia abandona a premissa de suspense que vinha sendo explorada nos vídeos anteriores para destacar cenas de ação mirabolantes, com direito a muitas explosões e clima de filme de desastre. No novo filme, Neeson é um passageiro de trem em seu trajeto cotidiano para casa, que recebe uma proposta de uma mulher misteriosa (vivida por Vera Farmiga, de “Bates Motel”) e, ao aceitar dinheiro para apenas identificar um passageiro, acaba envolvido numa conspiração criminal que ameaça não apenas a sua vida, como de todos ao seu redor. O roteiro foi escrito pelos estreantes Byron Willinger e Phil de Blasi, e o elenco ainda inclui Patrick Wilson (“Invocação do Mal”), Jonathan Banks (série “Better Call Saul”), Sam Neill (“Jurassic Park”), Dean-Charles Chapman (série “Game of Thrones”), Killian Scott (“Calvário”), Elizabeth McGovern (série “Downton Abbey”), Florence Pugh (“Lady Macbeth”) e Damson Idris (série “Snowfall”). A estreia está marcada para 11 de janeiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Bom Comportamento eletrifica com suspense e realismo intensos
Nada prepara o espectador para a explosão emocional de Bennie Safdie logo no primeiro plano-sequência de “Bom Comportamento” (Good Time). Nick, o personagem de Safdie, é um rapaz meio surdo e com problemas mentais numa sessão de terapia, se embananando com o bombardeio de perguntas do assistente social. A câmera se aproxima de seu rosto e as contradições entre o que diz e como se comporta se prolongam até o momento que um doloroso fio de lágrimas escorre de seus olhos. Lágrimas de raiva e dor, como se ele fosse um animal acossado num curral. A atuação de Bennie (que por sinal, é um dos diretores do filme, junto com o irmão Josh Safdie) é incrível e o filme segue essa mesma toada de emoção crua, exalando pelos poros. Na sequência, entra em cena Robert Pattinson para salvar o irmão daquele pesadelo terapêutico. Pattinson é Constatine (Connie) Nickas, um pequeno traficante, ansioso para solucionar um problema à beira de piorar. Não sobrou nada pra sustentar a família Nickas. Pai? Mãe? Sabe-se muito pouco do clã desestruturado. O sonho de Connie é arrumar uma bolada e fugir com o irmãozinho daquela cidade onde os arranha-céus parecem muros de uma prisão. Nova York nunca foi filmada assim. Mas há algo mais a ser vivido para além daquilo a que as circunstâncias ditam para novaiorquinos como Connie e Nick. Connie se atreve a desrespeitá-las, improvisando uma solução estúpida: assaltar um banco, levando o irmão problemático na rabeira. Óbvio, o inesperado acontece. O débil Nick fica pra trás e Connie, perplexo, não sabe se foge da polícia. De novo, temos a composição de uma cena patética, onde a gestualidade do personagem parece em curto circuito. Se entregar ou fugir? Por fim, ele covardemente escapa. Essa fuga, contudo, será cara para Connie. Pois é uma questão de honra consertar o estrago das circunstâncias. Um batalhão de polícia cerca as ruas. Nick é conduzido para a cadeia e enfrenta a barra pesada do cotidiano penitenciário, enquanto Connie planeja como tirar o coitado da prisão. O filme passa-se durante as 24 horas de um dia. Connie não dorme. Quando descobre que o irmão foi espancado no presídio e está num hospital, improvisa um plano para invadir o quarto e sequestrá-lo. O clima de tensão é crescente. O realismo causa desconforto. A direção de Bennie e seu irmão Josh Safdie propõe um novo tipo de investigação artesanal. O método de trabalho desses dois jovens da periferia de East Rivers, em Manhattan, busca o que eles chamam dos reflexos mais puros e verdadeiros de Nova York: a poça suja nas sarjetas. O humanismo que sobressai de seus filmes são retirados de ensaios cênicos numa garagem com seus amigos loosers, desempregados, desajustados e ex-viciados. Em uma década, eles aprimoraram a técnica, aprofundaram os sentidos e passaram de diretores de pequenos ensaios sobre o submundo, exibidos num canal do YouTube, a sensação no Festival de Cannes em maio último. “Bom Comportamento” é o terceiro longa deles. Antes, apenas “Amor, Drogas e Nova York” tinha sido exibido no Brasil. O magnetismo de ambos filmes é impressionante. Os tipos autodestrutivos desfilam em profusão na tela, só que em vez de causarem repulsa, apresentam um carisma cru do qual é realmente difícil se afastar. Robert Pattinson, que por seu desempenho como Connie, vem sendo cotado para o próximo Oscar como melhor ator do ano, na verdade nunca tinha visto um filme dos irmãos Safdie. Mas ao se deparar com um still de cena da ex-dependente química Arielle Holmes em “Amor, Drogas e Nova York”, se apressou em procurar os diretores. Juntaram-se para criar um filme que inicialmente não tinha planejamento nem estrutura. Começaram com uma idéia, o drama de relacionamento entre um jovem fracassado e seu irmão deficiente mental. Pattinson e Bennie foram instigados a criar seus personagens como se fossem duas folhas em branco, a história ganhou corpo. O fato de uma estrela de Hollywood se envolver no projeto trouxe os patrocinadores, e a produção ficou com um orçamento 30 vezes maior do que o último filme dos Safdie. Isso permitiu que avançassem para um plano inexplorado. A trama poderia ter resultado, com seus ritmos fortes e esquemáticos, numa peça de segunda-categoria, mas a direção dos Safdie tem uma intensidade pulsante perfeitamente complementada pelo balanço eletrônico da trilha de Oneohtrix Point Never. Não é pouco de se ver em um filme. No decorrer, “Bom Comportamento” produz uma sucessão deslumbrante e arrebatadora de humores. Os diretores exercitam seus prodigiosos talentos visuais com comedimento incomum e mantém alguns de seus desejos mais conflitantes em cheque. Como o filme é tão medido, tão melódico em suas explosões de invenção, o que poderia ser irritante soa eletrizante. Por fim, a forma como os laços entre os dois irmãos vão se afrouxando, até parecerem irremediavelmente distantes, é uma evocação tão agridoce e sincera da realidade, que sobra muito pouco a nutrir do sonho americano. Não estranhe se, por acaso. você sair do cinema com a sensação de ter visto o melhor filme norte-americano do ano.
Trailer de suspense mostra Blake Lively com problemas de visão
A Open Road divulgou o pôster e um novo trailer de “All I See Is You”, estrelado por Blake Lively (“Águas Rasas”). Desta vez, a prévia enfatiza o aspecto visual da produção, com imagens surreais, mas o estrago já foi feito pelo trailer anterior, que entregou a reviravolta da trama, mostrando que se trata de um suspense ao estilo dos thrillers domésticos anos 1990. A prévia começa com a protagonista cega e mostra como ela passa por uma cirurgia para recuperar a visão. Logo, a felicidade inicial, compartilhada com o marido vivido por Jason Clarke (“Planeta dos Macacos: O Confronto”), passa a dar sinais de abalo, já que a súbita independência da mulher ameaça o relacionamento. Até que ela começa a perder a visão novamente. Exibido no Festival de Toronto, o filme dividiu a crítica, resultando em 50% de aprovação no Rotten Tomatoes. Roteiro e direção são do cineasta Marc Forster (“Guerra Mundial Z”) e o elenco ainda inclui Yvonne Strahovski (série “The Handmaid’s Tale”), Wes Chatham (série “The Expanse”) e Danny Huston (“Mulher-Maravilha”). A estreia está marcada para 27 de outubro nos Estados Unidos e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Wheelman: Frank Grillo é motorista de fuga caçado por criminosos em trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “Wheelman”, que teve o azar de ser produzido logo após “Em Ritmo de Fuga”. As tramas são similares, mas a estética e o orçamento são completamente diferentes. Frank Grillo (“12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição”) vive um motorista de fuga para criminosos. E assim que deixa dois assaltantes armados no local de um crime, recebe uma ligação misteriosa, que se identifica como quem contratou seus serviços e ordena que deixe os dois para trás, porque eles planejam matá-lo. Isto dá início a uma perseguição, com vários tiros trocados entre o protagonista e criminosos, enquanto a indefectível voz misteriosa ao telefone segue lhe passando informações incompletas e fazendo ele temer pela vida de sua família. O filme B ainda inclui em seu elenco Garret Dillahunt (série “Raising Hope”), Caitlin Carmichael (série “Z Nation”), o dublê John Cenatiempo (“Assassino a Preço Fixo 2”) e a esposa de Grillo, Wendy Moniz (série “House of Cards”). Roteiro e direção são do estreante Jeremy Rush e a estreia está marcada para 20 de outubro na plataforma de streaming.
Halle Berry ajuda a fazer de O Sequestro um thriller melhor que seu baixo orçamento
Halle Berry é um dos vários casos de atrizes que chegam ao primeiro time de Hollywood, mas são amaldiçoadas pelo Oscar. Ela venceu o troféu da Academia por sua ótima atuação em “A Última Ceia” (2001), de Marc Forster. Isso foi há 16 anos. De lá pra cá, ela esteve presente em alguns filmes da franquia X-Men, fez um filme que todo mundo adora odiar (“Mulher-Gato”), esteve presente como coadjuvante em alguns bons títulos (e outros não tão bons também), fez uma obra de respeito (“Coisas que Perdemos pelo Caminho”) e se especializou em estrelar alguns thrillers de gosto duvidoso, mas que às vezes se mostram uma delícia de assistir. Foram os casos de “Na Companhia do Medo” (2003), de Mathieu Kassovitz, “A Estranha Perfeita” (2007), de James Foley, o pouco visto “Maré Negra” (2012), de John Stockwell, e “Chamada de Emergência” (2013), de Brad Anderson, que é o título que mais se assemelha com o novo “O Sequestro” (2017), devido à tensão constante e o desespero da protagonista para salvar a vida de alguém. No caso, trata-se da vida do próprio filho, que é sequestrado por um casal white trash. No filme, a atriz interpreta uma garçonete que está sofrendo com um divórcio litigioso e leva o filho a um parque de diversões, quando o garoto desaparece. O que parecia um thriller bem ordinário acaba se mostrando uma diversão empolgante logo que a personagem de Berry sai em disparada com o próprio carro perseguindo os bandidos na estrada. Até imagina-se que em algum momento “O Sequestro” vai perder o fôlego, mas não é isso que acontece. Ponto para o diretor Luis Prieto, mais ou menos conhecido por “Contra o Tempo” (2012) remake britânico de “Pusher”, de Nicolas Winding Refn. É um diretor que merece a atenção daqueles que apreciam um bom filme de ação de baixo orçamento. Aliás, muito bom o modo como pintam os vilões. Eles realmente parecem ameaçadores. E isso ajuda o público se colocar no lugar da mãe desesperada, que prefere não esperar pela polícia – que pede para as pessoas preencherem formulários e esperarem sentados. Se há filmes que valorizam a polícia americana, este aqui faz uma crítica, remetendo um pouco aos famosos thrillers de justiceiros que foram moda nos anos 1970 e 1980, como “Desejo de Matar”. Mas “O Sequestro” não é um filme de vingança. A própria protagonista, ao tentar negociar com os sequestradores, afirma que não tem nenhum interesse em entregá-los à polícia, que só quer que eles lhe devolvam o filho. Vale destacar o bem-sucedido clímax, que, por mais que siga a fórmula de outros filmes do gênero, é bastante eficiente na construção de seu suspense e do medo. Pode até passar a impressão de que a última cena, seguida dos créditos, confirma o filme como um legítimo trash. Mas por que não considerar isso como um de seus charmes?
How to Get Away with Muder ganha trailer e duas cenas da estreia da 4ª temporada
A rede ABC divulgou o trailer e duas cenas da 4ª temporada de “How to Get Away with Murder”, já legendadas por fãs. As cenas mostram dois jantares, um com a mãe de Annalise Keating (Viola Davis) e outra com seus estagiários, que Laurel (Karla Souza) define como “última ceia”. O trailer também revela a estreia do ator Jimmy Smits (séries “Sons of Anarchy” e “24: Legacy”), que terá caráter recorrente no novo arco narrativo da série e estará relacionado ao mistério do quarto ano do programa. A 4ª temporada de “How to Get Away with Murder” estreia na quinta (28/9) nos Estados Unidos. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Sony.
Feito na América é um dos filmes mais divertidos de Tom Cruise
O que chama a atenção em “Feito na América”, segunda e bem-sucedida parceria de Tom Cruise com o diretor Doug Liman, após “No Limite do Amanhã” (2014), é que há um pouco de espaço, mais uma vez, para que o astro deixe um pouco de lado sua vaidade – que é perfeitamente visível em cada obra sua – e se mostre em situações de derrota ou vexame (como a cena em que aparece sem um dos dentes). Aliás, “Feito na América” também mostra o quanto Cruise é um ótimo ator de comédias – como já tinha demonstrado em “Trovão Tropical” (2008) e “Encontro Explosivo” (2010), embora sejam trabalhos menos memoráveis. Vê-se seu novo filme com um sorriso de orelha a orelha. A opção por um registro cômico e de comédia maluca para contar a história baseada em fatos reais de um piloto de aviões que se torna uma espécie de agente duplo da CIA e do Cartel de Medellín se justifica pelo absurdo da situação, que é tão inacreditável que só podia acontecer na vida real mesmo. Na trama de “Feito na América”, Cruise é Barry Seal, um piloto da TWA que aceita a proposta de um agente da CIA para fazer voos rasantes em países da América Latina e documentar ações de países considerados inimigos dos Estados Unidos. O que Seal não contava era que os chefões do Cartel de Medellín descobririam suas ações facilmente, a ponto de convidá-lo para juntar-se a eles nos negócios. A partir daquele momento, Seal passaria também a contrabandear cocaína para os Estados Unidos. Essa brincadeira perigosa, que acabaria inevitavelmente por envolver sua família, só não chega a ser tão intensa do ponto de vista dramático por causa do tom leve que Liman e Cruise preferem impor à trama, mesmo em situações trágicas, envolvendo carros explodindo e o perigo de perder a vida a qualquer momento pelas mãos dos inimigos. Quanto à escolha do elenco de apoio, é curiosa a opção por nomes pouco famosos. A preferência do astro, que também é produtor, por diminuir o orçamento de seus filmes nos últimos anos e talvez o brilho extra que outro ator ou atriz possa roubar dele mesmo, é vista pela presença em cena de apenas um ator de primeiro time, o irlandês Domhnall Gleeson (“Star Wars: O Despertar da Força”). A intérprete de sua esposa, Sarah Wright (série “Marry Me”), é pouco conhecida de quem não acompanha suas séries de televisão. Outros dois ótimos nomes conhecidos das seréis aparecem em papéis bem pequenos: a adorável Lola Kirke (série “Mozart in the Jungle”) e o ótimo Jesse Plemons (da 2ª temporada de “Fargo”). Seus papéis são minúsculos, um verdadeiro desperdício de talentos. De todo modo, o que importa mesmo no filme é a ousadia de colocar Cruise fugindo com cocaína por todo o corpo em uma bicicleta para crianças, ou quase morrendo com um trote de Pablo Escobar e cia., ou tentando fazer quase o mesmo que Escobar fazia na época em que não tinha mais onde guardar tanto dinheiro: enterrando, escondendo etc. Há quem vá achar a narração em voice-over do Seal do futuro um pouco didática demais, mas acaba sendo mais um atrativo e mais um elemento de diversão deste belo filme, muito bom de ver em salas IMAX, com sua alternância do granulado de algumas cenas mais próximas (especialmente close-ups) e de intensa nitidez em planos gerais.












