Seijun Suzuki (1923 – 2017)
Morreu o diretor Seijun Suzuki, um dos mais influentes cineastas japoneses dos anos 1960. Ele ganhou projeção mundial pelo filme que causou sua maior decepção, “A Marca do Assassino” (1967), que o levou a ser demitido pelo estúdio Nikkatsu. O diretor faleceu em Tóquio, em 13 de fevereiro, devido a uma doença pulmonar obstrutiva crônica. Seijun Suzuki fez cerca de 40 filmes para o estúdio Kikkatsu, entre 1954 e 1967, geralmente focando a vida violenta de marginais. A lista inclui clássicos como “Portal da Carne” (1964), sobre prostitutas que se aliam para trabalhar sem cafetões após a 2ª Guerra Mundial, “História de uma Prostituta” (1965), acompanhando uma prostituta no front da guerra, “A Vida de um Tatuado” (1965), focado num matador da Yakuza traído pela própria gangue, e “Tóquio Violenta” (1966), sobre o submundo do crime. Estes quatro filmes estão disponíveis em DVD no Brasil, num pack sob o título “A Arte de Seijun Suzuki”. Mas sua obra-prima é mesmo “A Marca do Assassino”, em que um matador fetichista falha num trabalho e se torna alvo de um assassino mais letal. Estilizadíssimo, fracassou nas bilheterias e não foi compreendido pelo estúdio, que simplesmente o demitiu. Mas o filme logo se tornou objeto de culto e devoção de cinéfilos obcecados pela era mod e pelas origens do cinema ultraviolento. O diretor não aceitava fazer filmes comuns, após ter desenvolvido, progressivamente, uma marca própria, em parceria com o designer de produção Takeo Kimura. Caracterizados por um visual surrealista, atuação de influência Kabuki, cores fortes e cenas de ação que pareciam extraídas de uma paisagem de sonhos, os longas que ele dirigiu nos anos 1960 se tornaram tão distintos que eram referidos como exemplos do “estilo Suzuki” de cinema. Sem aceitar a demissão, Suzuki entrou na justiça contra o estúdio e acabou conseguindo um acordo extrajudicial, mas, em contrapartida, foi banido da indústria cinematográfica japonesa por mais de uma década. Ele só voltaria a trabalhar em 1980 e fazendo terror. O detalhe é que, a esta altura, seu cinema tinha sido descoberto pelo Ocidente e seu retorno era tão esperado que “Zigeunerweisen”, seu terror surreal, foi exibido no Festival de Berlim. Para pavimentar de vez sua volta, a própria Academia Japonesa decidiu premiar o longa. Suzuki continuou dirigindo histórias de fantasmas e até um anime, mas não esqueceu de “A Marca do Assassino”, sua assombração pessoal. Em 2001, ele filmou “Pistol Opera”, um remake do filme de 1967, que foi premiado pelo experimentalismo visual no Festival de Brisbane. A influência do “estilo Suzuki” é marcante em filmes de cineastas tão distintos quanto o americano Quentin Tarantino e o chinês Wong Kar-wai. Mas até o diretor indie Jim Jarmusch prestou homenagem ao mestre japonês, citando referências de “A Marca do Assassino” em seu único filme de ação “Ghost Dog” (1999). Veja abaixo o trailer original de “A Marca do Assassino” e um vídeo da distribuidora Versátil sobre os demais filmes de sua carreira.
Trailer e fotos de The Walking Dead mostram volta de Negan no próximo episódio
O canal pago americano AMC divulgou o trailer, uma cena e as fotos do próximo episódio de “The Walking Dead”. Já legendadas por fãs, as prévias voltam a trazer Negan (Jeffrey Dean Morgan), ausente dos dois primeiros episódios da midseason. Entretanto, mostram eventos que já foram ultrapassados pela história central de Rick (Andrew Lincoln), como a descoberta da fuga de Daryl (Norman Reedus) e a chegada de Eugene (Josh McDermitt) entre os Salvadores. A sinopse do episódio, intitulado “Hostiles and Calamities”, vai ao ar no próximo domingo, dia 26 de fevereiro, em transmissão simultânea no Brasil pelos canais Fox e Fox Action (sem intervalos).
Bloco de terror da TNT, com curadoria de M. Night Shyamalan, ganha primeiros vídeos
Surgiram dois vídeos sobre o novo bloco de terror do canal pago TNT, que terá curadoria do cineasta M. Night Shyamalan (“A Visita”). Um dos vídeos mostra uma cena inédita de terror, com direito a sangue e susto, enquanto o outro traz o diretor comentando o projeto. No material, Shyamalan dá maior destaque ao remake da série “Contos da Cripta”, sucesso dos anos 1990 no HBO. As imagens que acompanham a entrevista deste vídeo não são da série, mas de filmes de terror, inclusive alguns dirigidos por Shyamalan. O diretor confirma que a nova versão contará com o famoso Guardião da Cripta, a caveira falante que anuncia as histórias de cada episódio e que foi criada para a clássica revista em quadrinhos “Tales from the Crypt”, sucesso dos anos 1950 da EC Comics – que originou a série. A criatura voltará “reinventada”, segundo comunicado. “Tales from the Crypt” já escandalizou os EUA, quando os quadrinhos originais foram considerados impróprios para crianças, dando origem à campanha que culminou na criação do Selo de Ética, uma censura imposta à publicação dos gibis americanos. No auge do sucesso da série do HBO, exibida entre 1989 e 1996, a franquia também inspirou dois filmes. Os vídeos não trazem muitas informações, mas anteriormente foi revelado que, além de “Tales from the Crypt”, o bloco de terror da TNT incluiria duas sérias inéditas produzidas por Shyamalan, “Time of Death” e “Creatures”. “Time of Death” é uma série em tempo real, com cada episódio representando uma hora passada numa mesma noite de terror. A trama vai girar em torno da volta de um psicopata à sua cidade natal. A atração será uma homenagem às produções de terror dos anos 1980, no subgênero conhecido como “slasher”. Já “Creatures” é descrita como o conto perturbador de duas ex-melhores amigas que, aos 12 anos de idade, tentaram cortar o coração de um colega de classe como sacrifício para um bicho-papão da internet que elas inventaram, chamado Mr. Gorgi. Quinze anos depois, as duas jovens são libertados de um instituto psiquiátrico em sua pequena cidade no Alasca, e logo começam a sentir a presença aterrorizante de Gorgi novamente. A série é uma criação de Dominic Mitchell (criador da série de zumbis britânica “In the Flesh”) e terá episódios dirigidos por Tom Shankland (série “House of Cards”). A estreia das séries de terror deve acontecer no próximo outono americano, entre setembro e novembro. Shyamalan está novamente em alta, após o sucesso de seus dois últimos filmes, “A Visita” (2016) e o ainda inédito no Brasil “Fragmentado”.
Filha de Klaus ilustra pôster sinistro da 4ª temporada de The Originals
A rede americana CW divulgou o pôster da 4ª temporada de “The Originals”. A arte tem clima sinistro, mostrando Hope Mikaelson, a filha de Klaus (Joseph Morgan) e Hayley (Phoebe Tonkin), cercada de aves mortas no meio de uma floresta. A menina é interpretada por Summer Fontana (“A Última Ressaca do Ano”) A série retorna à programação da emissora no dia 17 de março, uma semana após o final de “The Vampire Diaries”.
Lego Batman escala A Grande Muralha e dá tchauzinho para A Cura nas bilheterias dos EUA
As estreias da semana não conseguiram superar os sucessos de “Lego Batman – O Filme” e “Cinquenta Tons Mais Escuros” na América do Norte. Os dois filmes mantiveram-se nas mesmas posições pelo segundo fim de semana consecutivo. A animação de “Batman” provou-se um grande sucesso doméstico, beirando os US$ 100 milhões em 10 dias de exibição, enquanto a continuação de “Cinquenta Tons de Cinza” demonstra maior apelo internacional, abrindo US$ 100 milhões de vantagem sobre o rival na soma das bilheterias de todos os países. Curiosamente, enquanto a animação alcançou 91% de aprovação no site Rotten Tomatoes, o romance erótico teve resultado inverso, com 91% de críticas negativas, e já dispara como favorito ao troféu Framboesa de Ouro 2018, como pior filme, direção, roteiro, ator, atriz e casal do ano. Em 3º lugar, “A Grande Muralha” estreou nos EUA com sucesso consolidado na China, responsável por mais de US$ 200 milhões de sua arrecadação mundial. Estrelado pelo americano Matt Damon, o filme é a principal tentativa do cinema chinês de emplacar um blockbuster internacional. Quem comanda a produção é um mestre, Zhang Yimou, que além de filmes fantásticos de artes marciais e dramas de época marcantes, comandou o espetáculo de abertura das Olimpíadas de Pequim. Repleto de monstros, acrobacias e muitos efeitos visuais, o filme é um espetáculo sensorial, mas a narrativa deixou a desejar, segundo a crítica americana, rendendo apenas 36% de aprovação no Rotten Tomatoes. Cotações similares de mediocridade acompanharam as demais estreias da semana, que incluem o desastre cômico “Te Pego na Saída” em 5º lugar e o terror “A Cura”, numa implosão completa em 10º lugar. Este bis da parceria entre o diretor Gore Verbinski e o roteirista Justin Haythe repete o resultado trágico do filme anterior da dupla, “O Cavaleiro Solitário” (2013), e coloca em cheque o futuro de ambos na indústria cinematográfica americana. Haythe tem atualmente um novo roteiro ambicioso em produção, “Red Sparrow”, thriller de espionagem que será estrelado por Jennifer Lawrence. Já Verbinski está com a agenda em branco. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Batman Lego – O Filme Fim de semana: US$ 34,2 milhões Total EUA: US$ 98,7 milhões Total Mundo: US$ 170,7 milhões 2. Cinquenta Tons Mais Escuros Fim de semana: US$ 20,9 milhões Total EUA: US$ US$ 89,6 milhões Total Mundo: US$ 276,8 milhões 3. A Grande Muralha Fim de semana: US$ 18 milhões Total EUA: US$ 18 milhões Total Mundo: US$ 262,6 milhões 4. John Wick – Um Novo Dia para Matar Fim de semana: US$ 16,5 milhões Total EUA: US$ 58,6 milhões Total Mundo: US$ 90,4 milhões 5. Te Pego na Saída Fim de semana: US$ 12 milhões Total EUA: US$ 12 milhões Total Mundo: US$ 12 milhões 6. Estrelas Além do Tempo Fim de semana: US$ 7,1 milhões Total EUA: US$ 142,5 milhões Total Mundo: US$ 163,8 milhões 7. Fragmentado Fim de semana: US$ 7 milhões Total EUA: US$ 123,6 milhões Total Mundo: US$ 193,1 milhões 8. Quatro Vidas de um Cachorro Fim de semana: US$ 5,5 milhões Total EUA: US$ 50,6 milhões Total Mundo: US$ 64,5 milhões 9. La La Land – Cantando Estações Fim de semana: US$ 4,5 milhões Total EUA: US$ 133,5 milhões Total Mundo: US$ 339,6 milhões 10. A Cura Fim de semana: US$ 4,2 milhões Total EUA: US$ 4,2 milhões Total Mundo: US$ 8,7 milhões
Uma Noite de Crime vai ganhar quarto filme em 2018
A Universal Pictures, a Blumhouse e a Platinum Dunes anunciaram oficialmente que a franquia antigamente conhecida como “Uma Noite de Crime” vai ganhar um quarto filme. A estreia de “The Purge 4” (nome em inglês) foi marcada para 3 de julho de 2018. A data, caso tenha passado despercebido, é véspera do Independence Day americano. Assim como em “Uma Noite de Crime”, “Uma Noite de Crime: Anarquia” e “12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição” (culpem os tradutores brasileiros pela dificuldade extra para explicar que este é o terceiro filme da franquia), o novo filme terá roteiro de James DeMonaco, que escreveu e dirigiu os três primeiros longas. Desta vez, porém, ele não acumulará o trabalho de direção. Os produtores estão atualmente à procura de um diretor para a sequência, que ainda não tem título oficial. O desfecho de “12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição” deixou o futuro da distopia de DeMonaco incerto. Até agora, não há nenhum detalhe sobre o enredo, mas no ano passado DeMonaco sugeriu que “The Purge 4” poderia ser um prólogo. “Eu tentaria falar sobre como tudo começou”, disse o cineasta ao CinemaBlend. “Chegamos ao ponto de ver uma figura presidencial tentar acabar com isso. Agora vamos voltar no tempo e ver como tudo se iniciou. Como o país chegou àquele ponto e as circunstância que levaram o povo a aceitar aquele tipo de atrocidade”, sugeriu DeMonaco ao ser questionado sobre o futuro da franquia. Isto foi antes de Donald Trump ser eleito presidente dos EUA, com o slogan “Make America Great Again”. Recentemente, ao ser indagado sobre qual seria o slogan para sua reeleição, Trump escolheu inconscientemente o slogan de “The Purge 3” (o tal “12 Horas Para Sobreviver: O Ano da Eleição”): “Keep America Great!”
J.J. Abrams anuncia nova série sobre o universo de terror de Stephen King
O produtor J.J. Abrams (“Lost”, “Westworld”) divulgou o teaser de um projeto que até então era secreto – como costumam ser os projetos de sua produtora, Bad Robot. Trata-se de “Castle Rock”, uma série inspirada nas histórias do escritor de terror Stephen King, para a plataforma de streaming Hulu. A prévia mostra títulos de livros e nomes de personagens, acompanhados por vozes extraídas das adaptações cinematográficas das obras do escritor, convergindo todos os acontecimentos para o mesmo local, a cidade fictícia de Castle Rock, no Maine, onde King costuma situar a maioria de suas histórias. Castle Rock foi citada pela primeira vez no livro “Dead Zone” (1979), que virou o filme “A Hora da Zona Morta” em 1983. E se transformou até em nome de companhia cinematográfica, a Castle Rock Entertaiment, criada por Rob Reiner após o diretor filmar “Conta Comigo” (1986), outra adaptação das obras de King passada na cidadezinha fictícia. Não há qualquer outra informação a respeito do projeto do Hulu, mas King usou o Twitter para anunciar o projeto com as palavras: “Tenham medo”. O site The Hollywood Reporter especula que se trata de uma série de antologia, ao modo de “Fargo” e “American Horror Story”, em que cada temporada contaria uma história diferente, com personagens diferentes, mas conectadas pelo mesmo universo ficcional. Ainda não há previsão para a estreia.
Andrew Lincoln diz que próximo episódio de The Walking Dead será mistura de Mad Max e Hellraiser
O ator Andrew Lincoln, intérprete de Rick em “The Walking Dead”, revelou que o próximo episódio da série será inspirado por clássicos de terror e sci-fi. No episódio, o grupo de Rick vai encontrar uma nova comunidade. Estes novos personagens são chamados de Heapsters e desenvolveram um tipo diferente de sociedade. “Estou empolgado para as pessoas verem um novo mundo, um novo grupo, numa nova sociedade. Alguns destes personagens são loucos”, disse o ator, em entrevista ao TV Guide. “Tem uma sequência de cenas que parece uma mistura de ‘Mad Max’, ‘Hellraiser’ e ‘A Morte do Demônio’ que estou ansioso para saber como o público vai receber”. Nos vídeos do capítulo, intitulado “New Best Friends”, já mostra um zumbi monstruoso, completamente diferente do que a série já mostrou. Com o fim do horário de verão, “New Best Friends” será exibido mais cedo que os capítulos anteriores de “The Walking Dead”, às 23h30 de domingo (19/2) nos canais pagos Fox e Fox Action (sem intervalos).
Terror Os Estranhos vai ganhar sequência
Quase uma década depois de fazer sucesso nos cinemas, o terror “Os Estranhos” vai finalmente ganhar uma sequência. Segundo o site Deadline, o diretor inglês Johannes Roberts (“Do Outro Lado da Porta”) vai comandar a sequência, que tem roteiro do diretor do primeiro filme, Bryan Bertino, retrabalhado por Ben Ketai (do péssimo “Floresta Maldita”). A sequência vai contar a história de uma família em viagem, que ao parar num estacionamento de trailers para passar a noite, vira alvo dos já conhecidos psicopatas mascarados. As filmagens devem acontecer no verão americano, mas o elenco ainda não foi definido. No primeiro filme, Liv Tyler e Scott Speedman interpretavam o casal, que recebia a infeliz visita dos sádicos mascarados em uma casa de campo isolada. Desde que “Os Estranhos” chegou aos cinemas, fala-se em continuar a história, que, embora não fosse totalmente original, inspirou dezenas de produções similares. Ainda não há previsão para a estreia do novo filme.
Jesus é gay na série The Walking Dead
Qual a sexualidade de Jesus? Obviamente, Jesus é gay. O personagem vivido por Tom Payne na série “The Walking Dead” sempre teve sua orientação sexual bastante clara nos quadrinhos. Entretanto, na TV isto não era tão evidente. Assim, para acabar com as dúvidas, o criador dos quadrinhos e produtor da atração televisiva, Robert Kirkman, publicou uma declaração na edição 164 dos gibis, afirmando: “Jesus é gay na TV também”. Vale lembrar que Tom Payne já tinha se assumido anteriormente, em entrevista ao Huffington Post: “Não há motivo para ser diferente na TV. Ele é sim [gay] e qual é o problema? Ele é um cara incrível e que, por acaso, gosta de outros homens”. O próximo episódio de “The Walking Dead” vai ao ar no domingo (19/2) em novo horário no canal pago Fox, às 23h30, devido ao fim do horário de verão.
Criador da franquia Evil Dead vai voltar a dirigir filme de terror
O cineasta Sam Raimi, que após sair da franquia “Homem-Aranha” dirigiu apenas “Oz, Mágico e Poderoso” (2013), está planejando retomar a carreira cinematográfica com um terror. Segundo a Variety, trata-se de um filme sobre o Triângulo das Bermudas. O projeto ainda não teve título e detalhes revelados, exceto pelo fato de se passar na misteriosa área do Caribe onde aviões e navios tem desaparecido ao longo dos anos. A produtora Skydance está desenvolvendo o filme desde 2013. Já há um roteiro escrito por Damian Shannon e Mark Swift (ambos de “Sexta-Feira 13” e “Freddy vs. Jason”), que será reescrito por Doug Miro e Carlo Bernard (criadores da série “Narcos”). Ultimamente, Raimi tem se dedicado à produção, como executivo da série “Ash vs. Evil Dead”, baseada em seus filmes “A Morte do Demônio” (1981) e “Uma Noite Alucinante” (1987), e de filmes como “Poltergeist: O Fenômeno” (2015) e “O Homem nas Trevas” (2016).
7ª temporada de American Horror Story terá como tema as últimas eleições dos EUA
A 7ª temporada de “American Horror Story” terá como tema a última eleição dos Estados Unidos. O produtor Ryan Murphy divulgou a informação em entrevista ao programa “Watch What Happens Live”, de Andy Cohen, na noite de quarta-feira (15/2). “Acho que será interessante para muitas pessoas”, comentou o produtor e roteirista. Mesmo assim, Murphy evitou dar detalhes, e respondeu com um simples “talvez”, quando questionado se haverá uma versão de Trump na temporada. Anteriormente, Murphy havia dito que não revelaria o tema do sétimo ano da série com antecedência, visando repetir o mistério feito ao redor de “Roanoke”, a trama da 6ª temporada da atração. Ainda sem título, a nova fase já têm confirmados os retornos de Sarah Paulson e Evan Peters, e começará a ser gravada em junho, com previsão de lançamento em 17 de setembro. Criada por Murphy e Brad Falchuk em 2011, “American Horror Story” já venceu 15 Emmys (o “Oscar da TV”) e dois Globos de Ouro, e encontra-se renovada até sua 8ª temporada.
Volta do diretor de O Chamado ao terror, A Cura é constrangedora
O fiasco de “O Cavaleiro Solitário” (2013), aquele filme em que Johnny Deep fazia o papel de Tonto, o índio trapalhão, exigia que o diretor Gore Verbisnki encontrasse urgentemente um filme que recolocasse sua reputação de realizador nas alturas. “A Cura” é essa aposta. Uma tentativa do cineasta de investir num caminho que já tinha trilhado com sucesso anteriormente: o terror – Verbinski se projetou como diretor de “O Chamado” (2002). O que, para os executivos da Fox, pareceu uma barbada. O resultado, contudo, é constrangedor. Verbinski e o roteirista Justin Haythe (também de “O Cavaleiro Solitário”) trabalham até um mote interessante, a história de um financista de Nova York (Dane DeHaan) que acaba internado numa clínica suíça e, cada vez que tenta escapar, uma força misteriosa parece prendê-lo ainda mais forte. Mas nada funciona no filme. O roteiro é mal estruturado, confuso e não revela habilidade nem mesmo para criar sustos. Uma cena é mais previsível que a outra. DeHaan (o Duende Verde de “O Espetacular Homem Aranha 2”) tem até o perfil ansioso adequado para perambular pelo sanatório dirigido por um médico (Jason Isaacs, da franquia “Harry Potter”) com sotaque alemão muito suspeito. É o tipo de cara que abre as portas e só depois pergunta se era proibido, mas cai tolamente numa armação, e não consegue provar pra polícia que realmente está sendo vítima dos médicos do sanatório. E essa situação se repete, se prolonga por intermináveis duas horas e meia. Nada prospera em cena, nem mesmo a atriz Mia Goth (“Ninfomaníaca: Volume 2”), que interpreta a filha do médico. Mia acaba sendo a expressão máxima da visão anêmica do filme: ela parece assombrada e morta de fome. Em seu fracasso, Verbinski é literalmente épico. Se o filme é ruim, pelo menos o visual é caprichado. A fotografia austera de Bojan Bozelli (outro egresso de “O Cavaleiro Solitário”) favorece o cinza e tons de verde, variando de bile a musgo. O vestuário de Jenny Beavan (“Mad Max: Estrada da Fúria”) capricha nas peças retro-góticas e os cenários de Eve Stewart (“Victor Frankenstein”) são opulentos e passam a ideia certa de frieza e morbidez. Depois de uma meia hora de filme, a sugestão de gelidez é perfeita. Isso, porém, só aumenta a sensação de desperdício. De que adianta o capricho na atmosfera, quando a trama não ajuda, o diretor se enrosca nos chavões e os atores dançam como loucos pelos cenários, já que as boas ideias estão lá, mas ninguém sabe muito bem que direção tomar? Enfim, se essa era a Cura que Verbinski almejava para seus males, não deu certo. Melhor tentar outra receita.












