Netflix fecha contrato por exclusividade dos filmes da Sony em streaming
A Netflix fechou um acordo para disponibilizar o catálogo e lançamentos da Sony Pictures exclusivamente na plataforma de streaming. Para títulos novos, o acordo de vários anos entrará em vigor em 2022, quando chegam aos cinemas filmes como “Morbius”, “Uncharted” e a sequência de “Homem-Aranha no Aranhaverso”. Com o negócio, a Netflix, que tem gasto bilhões para construir um catálogo próprio em antecipação à perda de conteúdo para os serviços de streaming próprios dos estúdios, terá acesso também ao catálogo de quase um século da Columbia, além de produções de terror recentes da Screen Gems. O negócio também permitirá à plataforma exibir filmes de personagens da Marvel, que tinham ficado fora de seu alcance com o lançamento da Disney+. Por sinal, isso pode azedar a relação entre a Disney e a Sony para futuros projetos conjuntos, prejudicando a continuidade do Homem-Aranha no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Mas “Spider-Man: No Way Home”, a sequência de “Homem-Aranha: Longe de Casa”, ficou de fora do acordo por chegar aos cinemas ainda em 2021. Em contrapartida ao acesso do catálogo, a Netflix também se comprometeu a financiar vários filmes novos do estúdio, que serão lançados diretamente para streaming. O anúncio ainda reforça que a produção cinematográfica da Sony “continuará no volume atual”. O contrato é uma forma da Sony capitalizar seu conteúdo e conseguir lucrar com produção para streaming, já que, ao contrário de todos os outros estúdios grandes e médios de Hollywood, da Disney à Lionsgate, não possui uma plataforma digital própria. O pior é que tinha, mas, por falta de visão de mercado, vendeu a pioneira Crackle para uma produtora de conteúdo de autoajuda em 2019. “Na Sony Pictures, produzimos alguns dos maiores sucessos de bilheteria e os filmes mais criativos e originais da indústria. Este empolgante acordo demonstra ainda mais a importância desse conteúdo para nossos parceiros de distribuição, à medida que aumentam sua audiência e oferecem o melhor em entretenimento”, disse Keith Le Goy, presidente de distribuição mundial da Sony, em comunicado sobre o negócio. Scott Stuber, diretor de filmes da Netflix, acrescentou: “Isso não apenas nos permite trazer uma lista impressionante de franquias de filmes amados e lançar novas propriedades para a Netflix nos Estados Unidos, mas também estabelece uma nova fonte de filmes inéditos para os amantes de cinema da Netflix em todo o mundo.”
Imovision lança plataforma de streaming com filmes de arte
A distribuidora Imovision, responsável por trazer alguns dos melhores títulos do circuito de arte dos cinemas brasileiros, premiados em festivais internacionais, anunciou a chegada de seu próprio serviço de streaming. Batizada de Reserva Imovision, a plataforma contará, em seu lançamento, com 250 títulos disponíveis, incluindo produções premiadas nos festivais de Cannes, Veneza e Berlim em seu catálogo. Como diferencial para outros serviços com o mesmo perfil, também oferecerá séries exclusivas, entre elas “Mistérios de Paris” e “Os Luminares”. De acordo com a distribuidora, o plano é que a Reserva Imovision some até mil títulos ao final de 2021. A plataforma será lançada com plano mensal de assinatura, mas também dará a opção para não-assinantes alugarem os títulos do catálogo por até 72h. A Reserva Imovision será disponibilizada em abril e já é possível se cadastrar no site do serviço (https://www.reservaimovision.com.br/). Quando estiver em funcionamento, os filmes poderão ser visto por computador, televisão (Smart TV com sistema Android TV, Apple TV ou Roku) e aparelhos móveis (via aplicativo, disponível em iOS ou Android). Veja o comercial da plataforma abaixo.
BBB 21 faz Globoplay bater recorde de acessos simultâneos
A plataforma de streaming Globoplay teria batido seu recorde de acessos simultâneos no final da noite de segunda-feira (29/3). Segundo coluna de Mauricio Stycer, o pico ocorreu às 23h54, com 2.588.833 acessos ao mesmo tempo. A grande maioria dos acessos ocorreu em função do “BBB 21”. Após o final da exibição do programa na Globo, houve uma enorme migração para o streaming. Em dois minutos, 1 milhão de assinantes teriam feito login na plataforma. O pico tem acontecido sempre após eventos impactantes do programa, por espectadores interessados em ver os desdobramentos imediatos. Na segunda, houve o jogo da discórdia. Gilberto foi escalado para ser o último a falar no jogo, e ele não decepcionou. O economista provocou Rodolffo e Juliette com falas fortes, gerando expectativa sobre como eles reagiriam depois do jogo. Ao contrário da instabilidade que costumava acontecer nesses momentos, denominada de efeito “rajada”, o sistema demonstrou que está aguentando o tranco. O segredo foi uma mudança na forma como o “BBB 21” é exibido na TV. O tempo de exibição do programa na TV aberta em São Paulo tem se prolongado por um a dois minutos, retardando a entrada dos espectadores da cidade no Globoplay. Esse prolongamento, na comparação com a programação oficial da rede (o resto do país), tem ocorrido quatro dias por semana. O público de São Paulo ganha alguns minutos vendo a casa ao vivo na TV aberta e o público da rede, que corre antes para o Globoplay, enfrenta menos problemas para entrar na plataforma. Para dar medida da façanha, o recorde do YouTube no Brasil aconteceu em julho de 2020, no primeiro jogo da final da Taça Rio, um Fla-Flu, que rendeu 3,597 milhões de acessos simultâneos. Mas esse desempenho foi numa plataforma aberta de acesso gratuito. Dos 2,588 milhões de acessos no Globoplay na segunda-feira, 90% seriam assinantes do serviço.
Amanda Seyfried vai estrelar minissérie da criadora de “New Girl”
A atriz Amanda Seyfried (“Mamma Mia!”, “Mank”) vai estrelar a minissérie “The Dropout” na plataforma Hulu. Apresentada como uma história de ambição e fama que deu terrivelmente errada, a série tem roteiro e direção de Elizabeth Meriwether (criadora de “New Girl”) e produção da 20th Television. A trama narra a ascensão e queda de Elizabeth Holmes e sua empresa, Theranos, a vai trazer Seyfried como a jovem empreendedora de biotech. Elizabeth Holmes, que largou os estudos na prestigiosa universidade de Stanford para fundar a empresa de testes médicos Theranos, chegou a ser elogiada como “a Steve Jobs da nova geração de tecnologia”. Depois de sua empresa ser avaliada em bilhões de dólares, o mito desmoronou quando foi revelado que nenhuma de suas tecnologias realmente funcionava, colocando a saúde de milhares de pessoas em sério risco. “The Dropout” ainda não tem previsão de estreia.
Canal “black” americano, BET estreia de graça no Brasil pela Pluto TV
A ViacomCBS lançou o canal pago americano BET de graça no Brasil nesta sexta-feira (26/3), como parte do catálogo de programação da Pluto TV. O canal chega com produções dubladas em português e pode ser acessado diretamente pela web (https://pluto.tv/live-tv/bet-pluto-tv-ptv1), por aplicativos Apple e Android e por algumas smart TVs (a Samsung ainda não disponibilizou o app da Pluto em seu Smart Hub). Líder de entretenimento dedicada à cultura e programação para o público negro nos Estados Unidos, o canal Black Entertainment Television (BET) foi lançado em 1983 e já estava disponível em 75 países com 100% da sua programação produzida e estrelada por afro-americanos. A lista de programas inclui muitas séries de ficção nunca antes exibidas no Brasil, realities, programas musicais e diversas atrações de variedades – em especial, programas do ator Tyler Perry. No ar 24 horas por dia como um canal convencional de TV, com intervalos e programação ao vivo, a BET traz ao Brasil grifes famosas como as séries clássicas “Being Mary Jane”, estrelada por Gabrielle Union, “Real Husbands of Hollywood”, estrelada por Kevin Hart, “American Soul”, sobre a história do famosíssimo programa musical “Soul Train”, “Boomerang”, baseada no filme de Eddie Murphy “O Príncipe das Mulheres” (1992), e produções de Tyler Perry como “Assisted Living”, “House of Payne”, “The Oval and Sistas”. Novos conteúdos continuarão a ser adicionados nos próximos meses. Além disso, o canal vai exibir as tradicionais premiações de artes BET Awards e BET Hip-Hop Awards. Tiago Worcman, VP de entretenimento e marcas da ViacomCBS no Brasil – e marido da atriz Carolina Dickemann – , anunciou a novidade demonstrando que se trata de uma grande realização. “Estamos extremamente orgulhosos de trazer a BET para o Brasil. É uma marca que muito contribuiu para a mudança de paradigma global que estamos testemunhando se desdobrar hoje”, ele disse em comunicado.
Serviços de streaming ultrapassam 1 bilhão de assinantes no mundo
Os serviços de streaming ultrapassaram 1 bilhão de assinantes em todo o mundo, atingindo 1,1 bilhão globalmente. O número faz parte de um relatório anual da Motion Pictures Association (conhecida pela sigla MPA, e pela antiga sigla MPA), entidade que representa a indústria cinematográfica dos EUA. Ao mesmo tempo, as receitas de bilheteria despencaram com boa parte dos cinemas em todo o mundo fechados ao longo de 2020 e 2021. As vendas globais de ingressos atingiram US$ 12 bilhões no ano passado, com a América do Norte respondendo por US$ 2,2 bilhões desse total. Embora as circunstâncias não sejam comparáveis, as receitas de bilheteria em todo o mundo totalizaram US$ 42,5 bilhões em 2019, com US $ 11,4 bilhões provenientes dos cinemas norte-americanos. Isto representa um declínio de 72% entre os dois anos. Já o entretenimento doméstico digital se fortaleceu durante a pandemia, crescendo 23% e atingindo um faturamento de US$ 68,8 bilhões no ano passado. Este desempenho ajudou a compensar os números baixos das bilheterias nos cinemas. Nos EUA, o total de assinaturas atingiu 308,6 milhões, representando um aumento de 32% em relação a 2019. Ironicamente, em um período que testemunhou a rápida ascensão e queda da Quibi, uma plataforma focada em celulares, mais de 85% das crianças e mais de 55% dos adultos assistiram a filmes e programas de TV em seus dispositivos móveis. O público mais jovem, especificamente aquele entre as idades de 18 a 39 anos, foram o público móvel mais ativo. A MPA também observou que, mesmo com poucos lançamentos nos cinemas, a Classification and Rating Administration, responsável por definir a classificação etária de conteúdo cinematográfico, avaliou 497 filmes em 2020, mais que os 488 filmes avaliados no ano anterior. É a segunda vez neste século que foram classificados mais filmes em um ano do que no ano anterior. Isto se deve, claramente, ao avanço da produção de filmes feitos exclusivamente para o streaming.
Raya e o Último Dragão mantém 1º lugar nos EUA
“Raya e o Último Dragão” se manteve em 1º lugar pelo segundo fim de semana consecutivo, faturando US$ 5,5 milhões em 2,1 mil salas. São 100 salas a mais que na semana passada e uma queda de apenas 35% de faturamento em relação à estreia. O desempenho melhor que o esperado reflete a reabertura, em ritmo lento, dos cinemas nos EUA. Mas os valores podiam ser maiores. Além da pandemia, o filme da Disney tem enfrentado boicote de algumas redes de cinema norte-americanas, que se recusam a exibi-lo com preço de lançamento exclusivo, quando também está disponível em streaming. A Warner, que adotou a mesma tática com “Tom & Jerry – O Filme”, 2º lugar nas bilheterias com US$ 4 milhões, aumentou a fatia percentual dos exibidores, mas a Disney não aceitou negociar. Em dez dias, Raya e o Último Dragão” só rendeu US$ 15,8 milhões no mercado interno, menos da metade do que arrecadou no exterior. Somando tudo, a animação tem uma arrecadação global de US$ 52,6 milhões. Além desses valores, entram na conta o aluguel no Disney Plus, o serviço de streaming da empresa, que cobra uma taxa extra de US$ 30 para quem quiser ver o filme online nos EUA. Mas a Disney não revela o quanto isso tem rendido. Os dias de lançamentos simultâneos, porém, podem estar contados. O mercado deve começar a voltar ao normal na próxima semana, após a liberação dos cinemas de Los Angeles, que se juntam aos cinemas recém-abertos de Nova York. Os dois maiores circuitos cinematográficos dos EUA ficaram fechados por praticamente um ano inteiro. Cerca de 50% dos cinemas do país já estão abertos neste fim de semana, de acordo com a Comscore, um grande incremento em relação ao mês passado, quando havia apenas 35% das telas recebiam o público. “O negócio está se recuperando lentamente”, disse Paul Dergarabedian, analista de mídia sênior da Comscore, à revista Variety. “Com a reabertura de grandes cidades como Nova York e Los Angeles, felizmente estamos no limiar do ressurgimento da experiência da tela grande.” Os exibidores agora esperam que a reabertura dos cinemas em Nova York e Los Angeles incentive os estúdios a abandonar os adiamentos consecutivos e os lançamentos simultâneos em streaming. “Viúva Negra” da Disney e “Um Lugar Silencioso – Parte II” da Paramount estão mantendo suas estreias para maio.
Volta de Carla Diaz à casa do BBB 21 derruba Globoplay
O retorno da atriz Carla Diaz à casa do “BBB 21”, um dos momentos mais esperados do programa, derrubou o Globoplay. Aparentemente, a audiência foi tão alta que o serviço de streaming não aguentou, saindo do ar bem no momento que a atriz estava chegando. Os assinantes ficaram revoltados com a queda da transmissão. “Eu estou surtando que não está pegando nada aqui. Boninho, arruma isso”, escreveu uma fã do reality no Twitter. Ironicamente, quem assina TV paga viu o retorno de Carla Diaz ao vivo, pelo canal Multishow, que transmitiu o momento. Carla Diaz retornou disfarçada de Dummy na manhã desta quinta (11/3), acordou toda a casa para “derrubá-la” com a revelação de que não tinha sido eliminada. Com todos reunidos no pátio da casa, ela tirou a máscara, jogando-a longe sob gritos dos confinados. Uma fã comparou o momento à entrada de Lady Gaga no palco. Depois disso, Carla ainda se declarou para o crossfiteiro Arthur, após observá-lo triste e a defendendo durante os dois dias em que ficou isolada em segredo. Ela volta cheia de informações sobre traições, falsidades e verdadeiras amizades no jogo. a entrada da Gaga no Chromatica Ball Tour #BBB21Carla #BBB21 #BBB #RedeBBB pic.twitter.com/3hocQg1YH1 — ً (@raamonagard) March 11, 2021
Disney+ supera 100 milhões de assinantes mundiais
O serviço de streaming Disney+ (Disney Plus) chegou a 100 milhões de assinantes no mundo todo, menos de um ano e meio após seu lançamento. O anúncio foi feito por Bob Chapek, CEO da Disney, durante uma reunião com acionistas nesta terça (9/3). Em menos de um mês, a plataforma ganhou cerca de 5 milhões de novos assinantes. O crescimento ajudou a elevar o preço das ações da Disney a níveis recordes, consagrando o conglomerado como o que mais se valorizou durante a pandemia em Hollywood. Ao celebrar o resultado, Chapek afirmou que o sucesso da plataforma Disney+ inspirou a companhia a estabelecer metas ainda mais ambiciosas que as originalmente previstas para a plataforma. “Colocamos uma meta de mais de 100 novos títulos por ano, incluindo produções da Disney Animation, Disney Live Action, Marvel, Star Wars e National Geographic”, disse Chapek. “Nosso negócio direto ao consumidor é a principal prioridade da empresa, e nossa robusta produção de conteúdo continuará a alimentar seu crescimento.” No último mês, o aumento no número de assinantes foi puxado pelo sucesso de um novo conteúdo em específico: “WandaVision”, primeira série da Marvel na plataforma. A marca também coincidiu com o lançamento de “Raya e o Último Dragão” simultaneamente nos cinemas e na Disney+ (mas os assinantes precisam pagar R$ 69,90 a mais para ter acesso ao filme).
Raya e o Último Dragão supera pandemia e boicote com 1º lugar nos EUA
“Raya e o Último Dragão” precisou vencer mais que a pandemia para abrir em 1º lugar nas bilheterias dos cinemas dos EUA e Canadá neste fim de semana. A nova animação da Disney enfrentou boicote de algumas redes de exibição, que se recusaram a colocar o filme em cartaz devido ao que chamaram de intransigência do estúdio ao negociar valores de distribuição. Os cinemas que aceitaram acomodar os planos da Warner de realizar lançamentos simultâneos em streaming, graças a maior compensação financeira, não teriam encontrado a mesma disposição para negociações de parte da Disney, segundo relatos da imprensa americana. Por isso, mesmo exibindo “Mulher-Maravilha 1984”, “Tom & Jerry” e os filmes lançados na HBO Max, a Cinemark e outras redes preferiram ignorar “Raya e o Último Dragão” para passar um recado para a Disney. Por conta dessa má vontade do circuito exibidor, “Raya e o Último Dragão” não chegou a tantas telas quanto poderia, mesmo com a reabertura dos cinemas de Nova York neste fim de semana. Exibido em 2.045 salas, a fantasia animada estreou com US$ 8,6 milhões de bilheteria. Os valores são distantes do desempenho de “Tom & Jerry” na semana passada, que faturou a segunda maior abertura da pandemia, com US$ 14,1 milhões. E vale observar que, enquanto o híbrido animado da Warner foi destruído pela crítica, com apenas 25% de aprovação no Rotten Tomatoes, a princesa guerreira da Disney foi incensada com 95%. A queda de braços, porém, não se limita ao espaço dos cinemas. “Raya e o Último Dragão” foi lançado simultaneamente na plataforma Disney+ (Disney Plus), onde está sendo oferecido com sobrepreço (além do preço da assinatura), numa iniciativa batizada de Premier Access. O valor é US$ 30 para assinantes do Disney+ nos EUA (R$ 69,90 no Brasil, mais a assinatura mensal do serviço!), o que equivale a seis vezes o que o estúdio ganharia em cada ingresso vendido nos cinemas. A Disney já tinha testado esta formato com “Mulan”, mas não o repetiu com “Soul”, lançado sem sobrepreço no Disney+. Diferente de ambos, “Raya e o Último Dragão” é o primeiro lançamento mundial disponibilizado pelo estúdio ao mesmo tempo nos cinemas e em casa – “Mulan” saiu antes da Disney+ se expandir no mercado internacional. Mas de forma elucidativa, os países sem acesso ao Disney+ são os que estão rendendo maior bilheteria para o filme no mercado internacional. Globalmente, “Raya” faturou US$ 26 milhões, com a China e a Rússia fornecendo as maiores bilheterias, respectivamente com US$ 8,4 milhões e US$ 2,8 milhões. O CEO da Disney, Bob Chapek, demonstrou-se muito convencido da força desta opção na semana passada, quando sugeriu que estuda diminuir o período de exclusividade dos cinemas para seus filmes – a chamada janela de distribuição. “O consumidor provavelmente está mais impaciente do que nunca”, disse ele sobre as mudanças no mercado precipitadas pela covid-19, “principalmente porque agora eles tiveram o luxo de passar um ano inteiro recebendo títulos em casa praticamente quando quiseram. Portanto, não tenho certeza se há um retorno”. Ele acrescentou que os espectadores não “terão muita tolerância para esperar por meses que um título saia dos cinemas”, enquanto “apenas fica lá [nos cinemas], juntando poeira”, antes de migrar para o streaming ou outras janelas. Por isso, a Disney não quis negociar valores maiores para as distribuidoras. Enquanto isso, a Warner, que também está fazendo lançamentos simultâneos em streaming, mas dando compensações aos exibidores, comemorou o segundo fim de semana de “Tom & Jerry”, que arrecadou quase tanto quanto “Raya” no mercado interno, US$ 6,6 milhões, elevando sua receita para US$ 23 milhões em dez dias na América do Norte, apesar de também estar disponível na HBO Max. No mundo inteiro, “Tom & Jerry” já faturou US$ 57,3 milhões, um bom desempenho para um mercado que sofre com os lockdowns da pandemia. Alheio a essa disputa, a Lionsgate deve estar lamentando não ter seu próprio streaming, ao ver “Mundo em Caos” ser destruído pela crítica (23% de aprovação) e pouco apreciado pelo público. A sci-fi estrelada por Tom Holland e Daisy Ridley arrecadou anêmicos US$ 3,8 milhões para ocupar o 3º lugar. O filme, que custou cerca de US$ 100 milhões, vai se tornar um grande prejuízo para o estúdio.
Globoplay vai produzir filmes de ficção exclusivos
Para concorrer com a Netflix, a Globoplay vai passar a produzir, além de séries, filmes de ficção originais. A novidade foi revelada pela coluna de Patricia Kogut no jornal O Globo, que adiantou um dos projetos na fila Trata-se de “Core”, de José Junior, do AfroReggae, criador da série policial “A Divisão”. O filme vai tratar da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil do Rio.
Series online: Conheça 10 atrações inéditas no Brasil da Paramount+
O serviço de streaming Paramount+ já estreou no Brasil. Apesar do nome ser o mesmo, ele é diferente da versão “light” que existia por aqui – e que costumava ser chamada de Paramount Mais. Agora, até a pronúncia mudou. A nova Paramount+ é Paramount Plus. A versão “plus” da plataforma tem assinatura mensal de R$ 19,90 e chega no Brasil com várias séries e minisséries inéditas. A maioria vem do canal pago americano Showtime, uma espécie de HBO do conglomerado ViacomCBS, que no passado rendeu hits como “Dexter” e “Homeland”. Mas também há produções da antiga CBS All Access, plataforma de streaming americana que foi rebatizada e originou a atual versão da Paramount+. Para completar, a lista de produções inéditas traz a primeira atração criada especificamente para a Paramount+: “Kamp Koral”, desenho derivado do popular “Bob Esponja”, da Nickelodeon. Conheça abaixo 10 séries inéditas, nunca antes exibidas por aqui, que finalmente desembarcam no país pela nova plataforma. Your Honor | EUA | Minissérie (Paramount+) The Good Lord Bird | EUA | Minissérie (Paramount+) City on a Hill | EUA | 1ª Temporada (Paramount+) The Comey Rule | EUA | Minissérie (Paramount+) Escape At Dannemora | EUA | Minissérie (Paramount+) Two Weeks to Live | Reino Unido | Minissérie (Paramount+) Black Monday | EUA | 2 Temporadas (Paramount+) No Activity | EUA | 3 Temporadas (Paramount+) Strange Angel | EUA | 2 Temporadas (Paramount+) Kamp Koral | EUA | 1ª Temporada (Paramount+)
Documentário de Billie Eilish faz crescer assinaturas da Apple TV+
A Apple informou à imprensa norte-americana que o documentário “Billie Eilish: The World A Little Blurry” quebrou o recorde de audiência juvenil de sua plataforma Apple TV+. Lançado na quinta-feira (25/3) em mais de 100 países, o filme fez aumentar em 33% a quantidade de novos assinantes do serviço, com o público jovem liderando a demanda. Quase metade deste público veio de fora dos Estados Unidos. Além disso, o programa foi o mais assistido da plataforma entre jovens adultos no fim de semana, incluindo nos mercados do Reino Unido, Austrália, México, Alemanha, Rússia, Holanda, França e Brasil. Para exibir o filme, a Apple precisou entrar num leilão com outras plataformas de streaming, e após o bom desempenho deve estar comemorando a aposta. “Billie Eilish: The World’s a Little Blurry” também agradou a crítica norte-americana, atingindo 98% de aprovação no Rotten Tomatoes, graças à sua abordagem sem clichês. O filme é um dos raros documentários sobre estrelas da música pop que não apresenta seu tema como um artista incompreendido e sofredor, sob pressão para ser sempre glamouroso ao vivo, embora no fundo seja gente como a gente. Cobrindo a carreira precoce da cantora desde antes da fama, dos 15 aos 18 anos de idade, quando se tornou a artista mais jovem a vencer o Emmy, o filme troca holofotes por iluminação caseira, encontrando a cantora no quarto da casa da família Eilish, onde ela construiu toda a sua carreira. Sem o menor resquício de ostentação ou glamour, o trabalho do diretor R.J. Cutler (que no ano passado fez outro ótimo documentário sobre o ator John Belushi) traça a trajetória de uma garota deprimida, que transformou a música gravada em seu quarto, com a ajuda do irmão, na casa dos pais, numa das histórias de sucesso mais improváveis deste começo de século. Veja a baixo o trailer da atração.











