Rambo: Até o Fim ganha seu trailer mais violento
A Imagem Filmes divulgou o novo trailer legendado de “Rambo: Até o Fim”. E é o mais violento já apresentado. As cenas são cortadas instantes antes dos detalhes mais sangrentos, deixando em dúvida qual será a classificação etária da produção. A prévia remete ao tipo de ação vista no primeiro filme da franquia, com John Rambo cercado de inimigos e revidando com armadilhas e brutalidade. O filme revela uma neta de uma antiga empregada do rancho de sua família, que Rambo adotou por não possuir parentes vivos, e a história envolve a descoberta da garota de seu verdadeiro pai, no México, e sua decisão de ir encontrá-lo. Assim, ela acaba refém de um grupo de traficantes. E Stallone requenta a história do primeiro “Os Mercenários” para resgatá-la. O roteiro foi escrito pelo próprio Stallone, com a ajuda de Matthew Cirulnick (“Absentia”), e a direção ficou a cargo de Adrien Grunberg, que dirigiu Mel Gibson em “Plano de Fuga”. O elenco inclui os espanhóis Paz Vega (“Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho”), Óscar Jaenada (“Escobar: A Traição”), Sergio Peris-Mencheta (“Resident Evil 4”), o mexicano Joaquín Cosio (“Narcos: México”), a americana Jessica Madsen (“Massacre no Texas”) e Yvette Monreal (de “Faking It”) como a jovem raptada. A estreia está marcada para 19 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Novo teaser de Rambo: Até o Fim mistura cenas inéditas com imagens icônicas da franquia
A Imagem Filmes divulgou um novo teaser legendado em português de “Rambo: Até o Fim”, em que Sylvester Stallone aparece encarnando “a lenda” pela quinta vez. A prévia tem a peculiaridade de misturar cenas inéditas violentas com imagens icônicas dos filmes anteriores da franquia. O filme recicla a trama de “Os Mercenários”, ao mostrar Stallone numa missão de resgate de uma garota sequestrada num país latino sem lei (no caso, sua sobrinha no México), ao mesmo tempo em que reitera a “política” de Trump ao mostrar que do outro lado da fronteira só tem bandido. O roteiro foi escrito pelo próprio Stallone, com a ajuda de Matthew Cirulnick (“Absentia”), e a direção ficou a cargo de Adrien Grunberg, que dirigiu Mel Gibson em “Plano de Fuga”. O elenco ainda inclui os espanhóis Paz Vega (“Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho”), Óscar Jaenada (“Escobar: A Traição”), Sergio Peris-Mencheta (“Resident Evil 4”), o mexicano Joaquín Cosio (“Narcos: México”) e a americana Jessica Madsen (“Massacre no Texas”). A estreia está marcada para 19 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Dolph Lundgren e Sylvester Stallone vão se juntar em série de ação
Os astros das franquias “Os Mercenários” e “Rocky” vão se juntar numa série. Dolph Lundgren vai estrelar e Sylvester Stallone produzir e dirigir o projeto, que ainda não tem título definido, mas já recebeu ofertas de diversos interessados, segundo apurou o site Deadline. Escrito pelo veterano Ken Sanzel (“Assassinos Substitutos”), a série vai trazer Lundgren como agentedo Departamento de Segurança e Proteção da ONU. Ele é descrito como um hábil negociador de reféns, que vale por uma equipe SWAT inteira. Os interessados no projeto são as redes Fox, CBS e NBC, e as plataformas de streaming Netflix e Apple. Stallone e Lundgren estão estudando as propostas. O cronograma de produção só será definido após a assinatura do contrato.
Rambo: Até o Fim ganha novo pôster com arco e flecha
A Lionsgate divulgou um novo pôster de “Rambo: Até o Fim”, tradução brasileira de “Rambo: Last Blood”, em que Sylvester Stallone aparece encarnando o famoso personagem do cinema de ação pela quinta vez. A imagem é uma arte estilizada do ator segurando arco e flecha, arma que consagrou em “Rambo II: A Missão”. O elenco ainda inclui os espanhóis Paz Vega (“Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho”), Óscar Jaenada (“Escobar: A Traição”), Sergio Peris-Mencheta (“Resident Evil 4”), o mexicano Joaquín Cosio (“Narcos: México”) e a americana Jessica Madsen (“Massacre no Texas”). O roteiro foi escrito pelo próprio Stallone, com a ajuda de Matthew Cirulnick (“Absentia”), e a direção ficou a cargo de Adrien Grunberg, que dirigiu Mel Gibson em “Plano de Fuga”. A estreia está marcada para 19 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Sylvester Stallone planeja retomar Rocky em novo filme
Sylvester Stallone chegou a anunciar a aposentadoria de Rocky Balboa, durante a divulgação de “Creed II” no ano passado. Mas aparentemente só um nocaute irreversível será capaz de tirar o velho lutador de cena. Os planos mudaram e o astro já fala em novo filme do personagem, que entrou pela primeira vez no ringue cinematográfico em 1976. Em entrevista à revista Variety, Stallone revelou um projeto que colocaria Rocky em meio à crise migratória nos Estados Unidos, ao encontrar um novo pupilo – que pela descrição seria um jovem lutador latino. “Há uma boa chance de um novo Rocky sair. Ele encontraria um jovem com raiva que ficou preso neste país enquanto visitava a irmã. Rocky iria ‘adotá-lo’ em sua vida e uma jornada inacreditável aconteceria, com eles viajando para o sul da fronteira. É muito, muito atual”, disse o astro. Irwin Winkler, produtor da franquia, confirmou que as negociações para que Stallone protagonize e escreva o roteiro do novo filme estão em andamento. Enquanto isso, o astro resgata outra franquia famosa do começo de sua carreira. Em setembro, ele lança “Rambo: Até o Fim” (Rambo: Last Blood), quinto capítulo da saga iniciada em 1982, que por coincidência também envolve latinos e se passa no sul dos Estados Unidos. Recentemente, o ator ainda revelou planos para um quarto filme de “Os Mercenários”.
Rutger Hauer (1944 – 2019)
O ator holandês Rutger Hauer, que ficou mundialmente conhecido como o líder dos replicantes no filme “Blade Runner” (1982), morreu na sexta-feira (19/7) após um curto período de doença, aos 75 anos. Um dos mais famosos atores europeus de sua geração, Hauer era fluente em várias línguas e se projetou em parceria com o cineasta holandês Paul Verhoeven em diversos projetos, a começar pela série medieval “Floris”, em 1969. Sua estreia no cinema foi no segundo longa de Verhoeven, o cultuadíssimo “Louca Paixão” (1973), em que viveu um romance de alta voltagem erótica com a atriz Monique van de Ven. E de cara chamou atenção de Hollywood, graças à indicação do filme ao Oscar. Ele ainda protagonizou mais três filmes de Verhoeven – “O Amante de Kathy Tippel” (1975), “Soldado de Laranja” (1977) e “Sem Controle” (1980) – e outros longas europeus antes de estrear numa produção americana, enfrentando Sylvester Stallone como o vilão terrorista de “Falcões da Noite” (1981). Mas foi ao desempenhar um outro tipo de vilão, o replicante Roy Beatty em “Blade Runner”, que se estabeleceu como astro de grandes produções. Androide que buscava respostas para perguntas existenciais, enquanto lutava por mais tempo para viver, o personagem caçado por Harrison Ford no longa de Ridley Scott tinha uma profundidade incomum para o gênero sci-fi de ação. Era, ao mesmo tempo, um assassino frio e robótico, mas também capaz de amar e filosofar sobre o sentido da vida, apresentando-se mais humano que seu perseguidor. A performance encantou gerações – e cineastas. Ele foi trabalhar com Nicolas Roeg em “Eureka” (1983) e ninguém menos que Sam Peckinpah em “O Casal Osterman” (1983), antes de protagonizar outro blockbuster, vivendo um amor amaldiçoado na fantasia medieval “Ladyhawke – O Feitiço de Áquila” (1985), de Richard Donner. No mesmo ano, fez sua última parceria com Verhoeven em outra produção medieval grandiosa, “Conquista Sangrenta” (1985), em que subverteu expectativas como anti-herói marginal. Hauer também traumatizou o público de cinema como o psicopata de “A Morte Pede Carona” (1986), um dos filmes mais subestimados de sua carreira e um dos mais copiados por imitadores do mundo inteiro. E até caçou o líder da banda Kiss, Gene Simmons, transformado em terrorista em “Procurado Vivo ou Morto” (1986), adaptação de uma série televisa dos anos 1950. O reconhecimento da crítica veio finalmente com o telefilme “Fuga de Sobibor” (1987), no qual liderou uma fuga em massa de um campo de concentração nazista. Ele venceu o Globo de Ouro de Melhor Ator, enquanto a produção levou o prêmio de Melhor Telefilme. A consagração continuou com o drama italiano “A Lenda do Santo Beberrão” (1988), de Ermanno Olmi. Sua interpretação como um bêbado sem-teto que encontra redenção levou o filme a vencer o Leão de Ouro no Festival de Veneza. Foi um de seus melhores desempenhos, mas não conseguiu chamar atenção do grande público, graças ao lançamento limitado em circuito de arte. Ele ainda contracenou com Madonna na comédia “Doce Inocência” (1989), mas a busca por novo sucesso de bilheterias o levou ao thriller convencional de ação “Fúria Cega” (1989), de Phillip Noyce, que iniciou um padrão negativo em sua carreira. A partir dos anos 1990, Hauer foi de produção B a produção C, D e Z. Seu rosto continuou por um bom tempo nas capas dos títulos mais alugados em VHS, mas a qualidade dos papéis despencou. Para citar um exemplo, o menos pior foi “Buffy: A Caça-Vampiros” (1992), no qual viveu um lorde dos vampiros. Os papéis televisivos passaram a se alternar com os de cinema/vídeo, e Hauer até recebeu outra indicação ao Globo de Ouro por “A Nação do Medo” (1994). Mas isso foi exceção. Ele chegou a gravar até sete produções só no ano de 2001, e nenhuma delas relevante. No anos 2000, começou a aparecer cada vez mais em séries, como “Alias”, “Smallville”, “True Blood”, “The Last Kingdom” e “Channel Zero”. Mas depois de figurar em duas adaptações de quadrinhos de 2005, “Sin City” e “Batman Begins”, voltou ao cinema europeu, estrelando vários filmes que repercutiram em 2011: “O Sequestro de Heineken”, no papel de Alfred Heineken, o dono da cervejaria holandesa, “Borboletas Negras”, “O Ritual”, “A Aldeia de Cartão”, em que retomou a parceria com Olmi, e principalmente “O Moinho e a Cruz”, uma pintura cinematográfica do polonês Lech Majewski, premiada em diversos festivais internacionais. Bastante ativo na fase final de sua carreira, Hauer ainda viveu o caçador de vampiros Van Helsing em “Dracula 3D” (2012), de Dario Argento, o Presidente da Federação Mundial em “Valerian e a Cidade dos Mil Mundos” (2017), de Luc Besson, e o Comodoro do premiado western “Os Irmãos Sisters” (2018), de Jacques Audiard. E deixou vários trabalhos inéditos, entre eles o drama “Tonight at Noon”, novo longa de Michael Almereyda (“Experimentos”), a aventura épica “Emperor”, de Lee Tamahori (“007 – Um Novo Dia Para Morrer”) e a minissérie “Um Conto de Natal”, do cineasta Steven Knight (“Calmaria”), na qual encarna o Fantasma do Natal Futuro. Sua atuação, porém, não se restringia às telas. Hauer foi ativista de causas sociais, como fundador da Starfish Association, organização sem fins lucrativos dedicada à conscientização sobre a AIDS, e patrocinador da organização ambientalista Greenpeace. Todos esses momentos não devem se perder no tempo, como lágrimas na chuva.
Stephen Verona (1940 – 2019)
O cineasta Stephen Verona, co-roteirista e co-diretor de “Os Lordes de Flatbush”, morreu de câncer de pulmão no último final de semana em Los Angeles. Ele tinha 78 anos. Lançado no começo de 1974, “Os Lordes de Flatbush” seguia quatro “greasers” do Brooklyn em 1958, enquanto roubam carros e pegam garotas. O filme ajudou a lançar as carreiras de Sylvester Stallone e Henry Winkler, que viveram dois membros da gangue antes de encontrar sucesso com seus personagens mais famosos, no filme “Rocky” (1976) e na série “Happy Days” (1974–1984), respectivamente. Winkler acabou vivendo uma paródia de seu personagem de “Faltbush” em “Happy Days”, o eterno rebelde de topete engomado Fonzie. Já Stallone estava pensando em desistir de atuar quando foi descoberto por Verona em uma oficina de teatro. O próprio ator disse mais tarde que seu desempenho como Stanley Rosiello, um rebelde grosseiro com um lado sensível, serviu de modelo para sua performance icônica como Rocky Balboa. Antes de “Os Lordes de Flatbush”, que realizou em parceria com o diretor Martin Davidson, Verona fez vários curtas entre os anos 1960 e 1970, inclusive filmes promocionais de músicas pop, precursores dos videoclipes, para a Columbia Records entre 1970 e 1972, trabalhando com artistas tão diferentes quanto Barbra Streisand, Chicago, Santana, Roberta Flack e The Lovin’ Spoonful. Ele também trabalhou com John Lennon em um curta de animação baseado na canção dos Beatles “I Feel Fine” e recebeu uma indicação ao Oscar pelo curta “The Rehearsal”, em 1972, sobre o Actors Studio, de Nova York. Verona também dirigiu a estreia da cantora Gladys Knight no cinema, o longa “Pipe Dreams” (1976), e o drama “Flores e Espinhos” (1979), que foi exibido no Festival de Cannes. Seu quarto e último longa de ficção foi “Talking Walls” (1987), sobre um estudante que gravava sex tapes. O filme foi destruído pela crítica. Ele ainda fez um documentário em vídeo sobre Angela Lansbury, estrela da série “Assassinato por Escrito”, em 1988, antes de passar a se dedicar exclusivamente à fotografia e artes plásticas.
Sylvester Stallone e Dave Bautista detonam no trailer de Rota de Fuga 3
A Lionsgate divulgou o trailer de “Escape Plan: The Extractors”, terceiro filme da franquia “Rota de Fuga”, que volta a trazer Sylvester Stallone no papel de um arquiteto musculoso especializado em detonar tudo. Com tiros e os punhos. Desta vez, ele não tem que fugir de uma cadeia, mas resgatar pessoas – inclusive sua namorada (Jaime King, vista em “Rota de Fuga 2: Hades”) – de uma fortaleza protegida por criminosos fortemente armados. Para isso, reúne um time de apoio, voltando a trabalhar com Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”) e 50 Cent (“Power”), com quem contracenou no segundo longa. O trailer conta toda a história, chegando ao cúmulo de mostrar a luta final de Stallone contra o vilão interpretado por Devon Sawa (da série “Nikita”). Este relaxamento pode ter a ver com o fato de “Escape Plan: The Extractors” não ser um lançamento de cinema, mas de VOD e Blu-ray. O filme é dirigido por John Herzfeld (“A Vida e a Morte de Bobby Z”) e ainda tem Zhang Jin (“Círculo de Fogo: A Revolta”) e Harry Shum Jr. (“Shadowhunters”) no elenco. O lançamento em vídeo e streaming está marcado para 2 de julho nos Estados Unidos e não há previsão para o Brasil.
Trailer do novo filme de Rambo ganha versão oficial brasileira
A Imagem Filmes divulgou a versão oficial legendada em português do trailer de “Rambo: Last Blood”, em que Sylvester Stallone aparece encarnando “a lenda” pela quinta vez, em cenas tensas e violentas. Curiosamente, o título original (ainda) não foi traduzido. A prévia remete ao tipo de ação vista no primeiro filme da franquia, com John Rambo cercado de inimigos e revidando com armadilhas e brutalidade, mas também assume forte pegada de western, com Rambo a cavalo, num rancho e ao som de “Old Town Road”, hit country de Billy Ray Cyrus e Lil Nas X. O trailer não explica a história, mas indica que, após anos de lutas em diferentes guerras, o personagem se “aposentou” e vive em uma fazenda. Até que chega a hora de “encarar o seu passado”, como diz ele próprio na narração. Esta frase tem mais de um sentido. O primeiro “Rambo” – que, vale lembrar, foi lançado em 1982 nos EUA com o título “First Blood” – chegou aos cinemas logo após o presidente Ronald Reagan declarar guerra às drogas. E o novo “Rambo” faz literalmente isso, ao enfrentar um cartel de traficantes. De quebra, reitera a “política” de Trump ao mostrar que do outro lado da fronteira só tem bandido. O “passado” citado também tem significado literal. Ele “adotou” a neta de uma antiga empregada do rancho de sua família, já que não possui parentes vivos, e a história envolve a descoberta da garota de seu verdadeiro pai, no México, e sua decisão de ir encontrá-lo. “Coisas ruins vão acontecer. Vai haver muita vingança neste filme. Muita gente sendo machucada”, explicou Stallone, durante o Festival de Cannes, onde foi homenageado. O roteiro foi escrito pelo próprio Stallone, com a ajuda de Matthew Cirulnick (“Absentia”), e a direção ficou a cargo de Adrien Grunberg, que dirigiu Mel Gibson em “Plano de Fuga”. O elenco ainda inclui os espanhóis Paz Vega (“Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho”), Óscar Jaenada (“Escobar: A Traição”), Sergio Peris-Mencheta (“Resident Evil 4”), o mexicano Joaquín Cosio (“Narcos: México”) e a americana Jessica Madsen (“Massacre no Texas”). A estreia está marcada para 19 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Rambo declara guerra ao tráfico mexicano no trailer brutal de seu quinto filme
A Lionsgate divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Rambo: Last Blood”, em que Sylvester Stallone aparece encarnando o personagem pela quinta vez, em cenas tensas e violentas. A prévia remete ao tipo de ação vista no primeiro filme da franquia, com John Rambo cercado de inimigos e revidando com armadilhas e brutalidade, mas também assume forte pegada de western, com Rambo a cavalo, num rancho e ao som de “Old Town Road”, hit country de Billy Ray Cyrus e Lil Nas X. O trailer não explica a história, mas indica que, após anos de lutas em diferentes guerras, o personagem se “aposentou” e vive em uma fazenda. Até que chega a hora de “encarar o seu passado”, como diz ele próprio na narração. Esta frase tem mais de um sentido. O primeiro “Rambo” – que, vale lembrar, foi lançado em 1982 nos EUA com o título “First Blood” – chegou aos cinemas logo após o presidente Ronald Reagan declarar guerra às drogas. E o novo “Rambo” faz literalmente isso, ao enfrentar um cartel de traficantes. De quebra, reitera a “política” de Trump ao mostrar que do outro lado da fronteira só tem bandido. O “passado” citado também tem significado literal. Ele “adotou” a neta de uma antiga empregada do rancho de sua família, já que não possui parentes vivos, e a história envolve a descoberta da garota de seu verdadeiro pai, no México, e sua decisão de ir encontrá-lo. “Coisas ruins vão acontecer. Vai haver muita vingança neste filme. Muita gente sendo machucada”, explicou Stallone, durante o Festival de Cannes, onde foi homenageado. O roteiro foi escrito pelo próprio Stallone, com a ajuda de Matthew Cirulnick (“Absentia”), e a direção ficou a cargo de Adrien Grunberg, que dirigiu Mel Gibson em “Plano de Fuga”. O elenco ainda inclui os espanhóis Paz Vega (“Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho”), Óscar Jaenada (“Escobar: A Traição”), Sergio Peris-Mencheta (“Resident Evil 4”), o mexicano Joaquín Cosio (“Narcos: México”) e a americana Jessica Madsen (“Massacre no Texas”). A estreia está marcada para 19 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Creed II é o Rocky IV de Michael B. Jordan
“Rocky IV” (1985) não é um grande filme, mas guarda alguns dos mais icônicos momentos do personagem criado por Sylvester Stallone: a morte de Apollo Creed no ringue, os treinamentos na neve soviética e a vingança final contra o insensível Ivan Drago. Então já era de se esperar que em algum momento “Creed” (que traz o filho de Apollo buscando o sucesso no boxe profissional) evoluísse em direção ao trágico destino do pai de seu protagonista. E assim como o primeiro filme, que apresentava Adonis Creed (o personagem de Michael B. Jordan), mantinha a mesma estrutura do primeiro Rocky, “Creed II” vai atrás de “Rocky IV” para contar sua história, trazendo de volta Ivan Drago, agora acompanhado de seu filho em busca de uma nova chance no boxe. A obra substitui o treinamento na neve pelo treinamento no deserto e tenta colocar Adonis em uma jornada pessoal que pretende não ser ufanista como nos tempos da Guerra Fria, mas que é recheada por momentos parecidos com os do filme de 1985. Neste híbrido de espetáculo com desenvolvimento de personagem, “Creed II” se sai pior do que o anterior, apesar de manter a consistência da marca Rocky. A direção de Steven Caple Jr. não traz nada de novo ou empolgante, apenas copiando o estilo de Ryan Coogler no primeiro “Creed”, misturado com a identidade visual dos capítulos da década de 1980. Parece haver dois filmes competindo entre si, o melhor deles ancorado nas ótimas performances de Michael B. Jordan, Stallone, Tessa Thompson e… Dolph Lundgren! Sim, diferente do tipo robótico que apresentava em “Rocky IV”, Lundgren tem a oportunidade de apresentar novas nuances de Drago, e aí talvez esteja o maior problema do filme. Os dramas não são bem aproveitados, e tudo corre para a resolução fácil quando o roteiro pede. Fica a impressão de que a história de Ivan e seu filho Viktor (o lutador Florian Munteanu) é mais interessante do que a de Adonis, e que merecia pelo menos um desenvolvimento maior. Mas este conto sobre amadurecimento e escolhas da vida é interrompido pelo outro filme, aquele que parece saído direto de 1985, com trama previsível costurada com momentos de treinamento e socos em câmera lenta que nunca empolgam realmente (o uso parcimonioso da icônica trilha sonora não ajuda neste sentido). Não faz feio dentro da saga e aproveita para fechar um arco dramático de Rocky, mas carece da empolgação que o primeiro Creed trazia. Não é de forma alguma um “Rocky V”, disparado o pior da série, mas passa longe de ser um “Rocky Balboa” (2008), por exemplo. É um bom filme que tenta não cometer os mesmos excessos de “Rocky IV”, mas exatamente por isso não atinge momentos marcantes como aqueles que existem em seu filme-modelo.
Stallone apresenta a “família adotiva” de Rambo em novas fotos no Instagram
Sylvester Stallone revelou em seu Instagram que John Rambo terá uma “família adotiva” em “Rambo 5”. Ele postou imagens do filme em que apresenta “as pessoas que Rambo ama e vive para proteger”. As fotos registram o ator ao lado de Adriana Barraza (indicada ao Oscar por “Babel”), que vive María, e de Yvette Monreal (“The Fosters”), intérprete da jovem Gabriella. Embora não haja sinopse oficial, detalhes da produção confirmaram que o roteiro é o mesmo de quando “Rambo 5” foi anunciado pela primeira vez, lá em setembro de 2009. Na ocasião, o personagem enfrentaria bandidos mexicanos para salvar uma jovem sequestrada na fronteira. A premissa é simplória – além de reciclar um enredo do primeiro “Os Mercenários” (2010), é basicamente “Busca Frenética” (2008). Mas o visual de cowboy que vem sendo divulgado para o personagem-título traz à tona outra comparação interessante. Troque Stallone por John Wayne e traficantes mexicanos por índios, e a referência western fica mais clara: o clássico “Rastros de Ódio” (1958). Stallone escreveu o roteiro do filme com Matthew Cirulnick (“Absentia”), a direção ficou a cargo de Adrien Grunberg (“Plano de Fuga”) e o elenco ainda inclui os espanhóis Paz Vega (“Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho”), Óscar Jaenada (“Escobar: A Traição”), Sergio Peris-Mencheta (“Resident Evil 4”), o mexicano Joaquín Cosio (“Narcos: México”) e a americana Jessica Madsen (“Massacre no Texas”). Com o título original de “Rambo: Last Blood”, o filme ainda não tem previsão de estreia. Visualizar esta foto no Instagram. Rambo and his “adopted” family, Gabriella @yvettemonreal and Maria @adrianabarrazaoficial …. The people he loves and lives to protect ….#rambo5 #yvettemonreal Uma publicação compartilhada por Sly Stallone (@officialslystallone) em 3 de Fev, 2019 às 10:55 PST
Andrew G. Vajna (1944 – 2019)
Morreu o célebre produtor húngaro Andrew G. Vajna, que definiu o cinema americano dos anos 1980 e 1990 com seus filmes de ação. Responsável pelo lançamento de alguns dos maiores sucessos da carreira de Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger, Vajna morreu neste domingo (20/1) em sua casa em Budapeste, aos 74 anos. Nascido em 1944 em Budapeste, Vajna deixou a Hungria com sua família após a insurreição contra os soviéticos em 1956, e estudou Cinema na famosa universidade UCLA, que geraria alguns dos maiores cineastas dos anos 1970 e 1980. Mas antes de se dedicar a filmes, teve vários outros negócios, demonstrando espírito empreendedor. Um desses negócios, uma fábrica de perucas, o levou até Hong Kong, onde adquiriu uma rede de cinemas e montou uma empresa de distribuição de filmes, finalmente entrando no setor. Ao vender sua empresa de Hong Kong para a poderosa Golden Harvest Company em 1976, ele formou sua produtora americana, em parceria com Mario Kassar. A Carolco seria especializada em compra, venda e distribuição de filmes internacionais, e seus empregados iniciais incluíam a esposa de Vajna e a namorada de Kassar, que trabalhavam como suas secretárias. Quatro anos depois, a companhia foi considerada uma das quatro mais poderosas de Hollywood. A primeira produção da Carolco foi simplesmente “Rambo: Programado para Matar”, em 1982. O filme estrelado por Sylvester Stallone virou um sucesso imenso, atingindo US$ 120 milhões em todo o mundo. Rapidamente, Vajna programou sua continuação, “Rambo II”, que rendeu mais que o dobro, US$ 300 milhões em 1985. Vieram “Rambo III” (1988), “O Vingador do Futuro” (1990), “Alucinações do Passado” (1990), “Air America: Loucos Pelo Perigo” (1990), “The Doors” (1991), o fenômeno “O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final” (1991), “Instinto Selvagem” (1992), “Chaplin” (1992), “Soldado Universal” (1992), “Risco Total” (1993), “O Último Grande Herói” (1993), “Stargate” (1994), até uma série de equívocos culminarem em “Showgirls” (1995). Mas Vajna saiu antes do desastre. Ele queria fazer filmes mais artísticos e vendeu sua parte do negócio para Cassar, formando a Cinergi, em parceria com a Disney. Mas não teve o mesmo impacto. Seus maiores sucessos foram “Tombstone” (1993), “A Cor da Noite” (1994) e “Evita” (1996). Depois de cerca de 40 filmes produzidos nos Estados Unidos, Vajna decidiu voltar para a Hungria nos anos 2000, embora ainda recebesse créditos por “O Exterminador do Futuro 3” (2003), “Instinto Selvagem 2” (2006) e “O Exterminador do Futuro: A Salvação” (2009). Como aliado do primeiro-ministro Viktor Orban, foi nomeado comissário de Estado do Cinema em 2011, tornando-se um dos responsáveis pelo aumento significativo de produções do cinema húngaro e por cofinanciar os ultramodernos estúdios Korda, que passaram a atrair grandes produções para filmagens em Bucareste. No papel de presidente da Fundação Nacional de Cinema do país, Vajna copatrocinou o filme “O Filho de Saul”, que venceu o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira em 2016.










