Framboesa de Ouro: Cats lidera indicações ao troféu dos piores do cinema
A organização responsável pelo troféu Framboesa de Ouro, também conhecido como Razzies (diminutivo de raspberries/framboesas), divulgou a lista dos indicados a seu tradicional prêmio anual de piores do cinema. A seleção de ruindade de 2020 destaca entre os favoritos o musical “Cats”, que recebeu nove indicações e ainda emplacou quatro integrantes de seu elenco na lista da pramiação. Mas a disputa é acirrada com “Um Funeral em Família”, de Tyler Perry, e “Rambo: Até o Fim”, estrelado por Sylvester Stallone, que concorrem a oito troféus. “Cats”, “Funeral” e “Rambo” ainda competem pela consagração como Pior Filme do ano com o suspense “The Fanatic”, estrelado por John Travolta, e o terror “A Assombração de Sharon Tate”, variação trash de “Era uma Vez em Hollywood”, que traz Hilary Duff no papel interpretado por Margot Robbie no longa de Tarantino. Entre as desonras individuais, o destaque é Tyler Perry, que obteve cinco indicações por “Um Funeral em Família”, duas vezes como ator, uma como atriz, outra como roteirista e ainda outra (que cita seu nome três vezes) como “combo”, por contracenar consigo mesmo. Criado em 1980, o Framboesa de Ouro serve como antítese da cerimônia do Oscar, apontando que a indústria cinematográfica não produz só “obras de arte”. Recentemente, o prêmio também passou a reconhecer o esforço de atores que venceram o troféu e surpreenderam com demonstração de talento em filmes posteriores, de qualidade reconhecida. Em 2020, o favorito ao troféu Redenção é Adam Sandler, um vencedor contumaz do Framboesa de Ouro, que impressionou a crítica com seu desempenho em “Jóias Brutas”, tão bom que muitos gostariam de tê-lo visto reconhecido pelo Oscar. Eddie Murphy (por “Meu Nome É Dolemite”), Jennifer Lopez (“As Golpistas”), Will Smith (“Aladdin”) e até Keanu Reeves (“John Wick 3” e “Toy Story 4”) são seus concorrentes no único troféu positivo do evento, que este ano ainda não tem data determinada para ser entregue. A cerimônia dos Razzies normalmente acontece na noite anterior ao Oscar, mas devido à antecipação da data do 92º prêmio da Academia, os detalhes da entrega do Troféu Framboesa de Ouro de 2020 ainda não foram definidos. Veja a lista de indicados: Pior Filme “Cats” “A Assombração de Sharon Tate” “The Fanatic” “Um Funeral em Família” “Rambo: Até o Fim” Pior Ator James Franco – “Zeroville” David Harbour – “Hellboy” Matthew McConaughey – “Serenity” Sylvester Stallone – “Rambo: Até o Fim” John Travolta – “The Fanatic” e “Trading Paint” Pior Atriz Hilary Duff – “A Assombração de Sharon Tate” Anne Hathaway – “As Trapaceiras” e “Serenity” Francesca Hayward – “Cats” Tyler Perry – “Um Funeral em Família”, como Madea Rebel Wilson – “As Trapaceiras” Pior Atriz Coadjuvante Jessica Chastain – “X-Men: Fênix negra” Cassi Davis – “Um Funeral em Família” Judi Dench – “Cats” Fenessa Pineda – “Rambo: Até o Fim” Rebel Wilson – “Cats” Pior Ator Coadjuvante James Corden – “Cats” Tyler Perry – “Um Funeral em Família”, como Joe Tyler Perry – “Um Funeral em Família”, como rio Heathrow Seth Rogan – “Zeroville” Bruce Willis – “Vidro” Pior Direção Fred Durst – “The Fanatic” James Franco – “Zeroville” Adrian Grunberg – “Rambo: Até o Fim” Tom Hooper – “Cats” Neil Marshall – “Hellboy” Pior Roteiro “Cats” – Lee Hall e Tom Hooper “A Assombração de Sharon Tate” – Danial Farrands “Hellboy” – Andrew Cosby “Um Funeral em Família” – Tyler Perry “Rambo: Até o Fim” – Matthew Cirulnick e Sylvester Stallone Pior Combo Quaisquer par meio felino/meio humano de “Cats” Jason Derulo e seu “membro” esterilizado por computação, em “Cats” Tyler Perry e Tyler Perry (ou Tyler Perry) em qualquer cena de “Um Funeral em Família” Sylvester Stallone e sua raiva impotente em “Rambo: Até o Fim” John Travolta e qualquer roteiro que ele aceite Pior Remake ou Sequência “X-Men: Fênix Negra” “Godzilla II – Rei dos Monstros” “Hellboy” “Um Funeral em Família” “Rambo: Até o Fim” Pior Desrespeito à Propriedades e Vidas Humanas “Dragged Across Concrete” “A Assombração de Sharon Tate” “Hellboy” “Coringa” “Rambo: Até o Fim” Prêmio de Redenção Eddie Murphy – “Meu nome é Dolemite” Keanu Reeves – “John Wick 3” e “Toy Story 4” Adam Sandler – “Joias Brutas” Jennifer Lopez – “As Golpistas” Will Smith – “Aladdin”
CBS vai produzir série estrelada por Dolph Lundgren e dirigida por Sylvester Stallone
A rede CBS fechou acordo para produzir e exibir a nova série de ação “The International”, que vai juntar pela primeira vez na televisão os astros de “Rocky IV”, “Os Mercenários” e “Creed II”, Sylvester Stallone e Dolph Lundgren. Escrito pelo veterano Ken Sanzel (“Assassinos Substitutos”), a série vai trazer Lundgren como agente do Departamento de Segurança e Proteção da ONU. Ele é descrito como um hábil negociador de reféns, que vale por uma equipe SWAT inteira. A participação de Stallone se dá atrás das câmeras. Ele vai produzir e dirigir o projeto, que atraiu interesse de vários canais e plataformas de streaming quando foi anunciado em agosto passado. “Vai ser fantástico trabalhar com meu velho amigo duro de bater Dolph Lundgren!”, escreveu Stallone nas redes sociais, em comemoração ao desfecho das negociações. O acordo também marca o retorno de Sanzel para a CBS, nove após produzir a série criminal “Numbers” (2005–2010). O canal, que fez a melhor oferta, deve estrear a série apenas na temporada de outono de 2020.
Rambo se vinga de estereótipos até o fim
Sylvester Stallone perdeu a chance de fazer, pelo menos, um filme de vingança decente com “Rambo – Até o Fim”, dirigido por Adrian Grunberg, de “Plano de Fuga” (2012). As motivações de seu personagem clássico são praticamente as mesmas de Liam Neeson em “Busca Implacável” (2008), que foi um sucesso de bilheteria. E aqui ainda tem o diferencial de mostrar o lendário John Rambo no encalço dos bandidos. Além disso, Stallone não tenta ser um Tom Cruise, que quer sempre sair bem na fita nos filmes de ação, com um ego gigante. Stallone parece não se importar em aparecer levando uma surra de dezenas de homens e ficar no chão. Afinal, seu auge foi levando muita porrada no lindo “Rocky, um Lutador” (1976). John Rambo só quer ficar em paz, mas as pessoas não deixam. Isso, aliás, é basicamente o plot do pequeno clássico original, “Rambo – Programado para Matar” (1982). Ele só queria curtir a sua solidão em paz. Em “Até o Fim”, ele aparece ainda mais pacífico, bem mais velho e morando com uma família formada por uma garota órfã de mãe e abandonada pelo pai biológico. Ele é o Tio John, mas é o mais próximo de um pai que a garota tem. Há também uma senhora mexicana que cuida da casa e funciona como uma espécie de mãe. A garota, na ânsia de conhecer o pai biológico, vai parar no México, contra a vontade de “John”, e acaba raptada e colocada num grupo de mulheres forçadas a se prostituir. Rambo vai atrás com o intuito de resgatá-la. E é com essa simplicidade de trama que se constrói “Rambo – Até o Fim”. E também com muitas cenas de violência gráfica explícita. Há alguns anos, esse tipo de selvageria sanguinária era mais celebrada pelos fãs de filmes de terror, mas os tiros que arrancam pedaços não parecem chocar mais a audiência dos dias de hoje. O problema é outro: a falta de uma melhor solução para a trama, que volta a retratar Rambo como um exército de um homem, o que não empolga e esfria o interesse pela trama de vingança – fórmula que costuma gerar mais solidariedade do espectador. No mais, o filme poderia ter aproveitado melhor a personagem de Paz Vega, que parece saída de algum filme dos anos 1970. E ser menos óbvio ao estereotipar todos os mexicanos como bandidos. Falta de sensibilidade dos realizadores ou visão de mundo de extrema direita – que limita mulheres e vilaniza imigrantes? Provavelmente ambos.
Sylvester Stallone se despede de Rambo após novo filme acabar com a franquia
O ator Sylvester Stallone usou seu perfil no Instagram para agradecer aos fãs da franquia “Rambo” e declarar que “Rambo: Até o Fim” foi a última vez em que interpretou o personagem. “Obrigado por estarem lá todos esses anos, eu sei que foi uma grande jornada. Todos somos parte de uma família. Se cuidem”, declarou o ator em um vídeo em que ele ainda aparece com a maquiagem usada para simular machucados sofridos pelo seu personagem. O filme realmente acabou com a franquia. “Rambo: Até o Fim” abriu apenas em 3º lugar nos Estados Unidos e foi um fracasso mundial. Sua bilheteria inicial de US$ 19 milhões sequer conseguiu superar a de “Rambo II”, lançado há 34 anos – e isso sem reajuste pela inflação. Para demonstrar a preocupação do estúdio, os valores do mercado internacional não foram divulgados até esta terça (24/9). Diante disso, a consultoria Comscore avalia que a produção fez apenas US$ 9,2 milhões nos 33 países em que foi lançado fora da América do Norte, valor que contabilizaria inclusive o Brasil. A pá de cal ficou por conta das críticas extremamente negativas. A avaliação não para de cair desde o começo do fim de semana. Está atualmente em 28% de aprovação geral no Rotten Tomatoes, desabando para 9% entre a crítica “top” – categoria dedicada à grande imprensa dos Estados Unidos. A produção custou US$ 50 milhões, fora P&A (despesas de cópias e publicidade, que costumam aumentar o orçamento em mais 30%), e deve dar grande prejuízo. Ver essa foto no Instagram After #Rambo’s final battle… Bone weary, 14 lbs. lighter, but grateful and proud to be there for you. Love all of you the way I have loved every second of playing this amazing character… Uma publicação compartilhada por Sly Stallone (@officialslystallone) em 24 de Set, 2019 às 9:12 PDT
Sylvester Stallone vai virar super-herói em seu próximo filme
O estúdio MGM oficializou a produção de “Samaritan”, que vai contar com Sylvester Stallone no papel de um super-herói. O filme não é uma adaptação de quadrinhos. Trata-se de um roteiro original escrito por Bragi F. Schut (“Caça às Bruxas”). De acordo com comunicado, a trama acompanha um garoto que decide investigar se um super-herói desaparecido há 20 anos, em um evento trágico, ainda está vivo. A direção está a cargo de Julius Avery, que se destacou recentemente com o terror “Operação Overlord”. “Sly é um herói meu, estou incrivelmente emocionado por trabalhar com um ator tão icônico nesse projeto muito especial da Balboa Productions e da MGM”, afirmou o cineasta no comunicado. Além de atuar, Stallone também será produtor do filme, que ainda não tem previsão de estreia.
Novo trailer de Rambo: Até o Fim é o mais violento de todos
A Lionsgate divulgou o trailer “red band” de “Rambo: Até o Fim”. E é o mais violento já apresentado, deixando em dúvida qual será a classificação etária da produção. Passada em túneis, a prévia é uma versão claustrofóbica da ação do primeiro filme da franquia, com John Rambo cercado de inimigos e revidando com armadilhas e brutalidade. O filme vai mostrar uma garota, neta de uma antiga empregada do rancho de sua família, que Rambo adotou por não possuir parentes vivos e que acaba refém de um grupo de traficantes. Decidido a libertá-la, Rambo acaba enfrentando sozinho um dos mais poderosos carteis de drogas do México. O roteiro foi escrito pelo próprio Stallone, com a ajuda de Matthew Cirulnick (“Absentia”), e a direção ficou a cargo de Adrien Grunberg, que dirigiu Mel Gibson em “Plano de Fuga”. O elenco inclui os espanhóis Paz Vega (“Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho”), Óscar Jaenada (“Escobar: A Traição”), Sergio Peris-Mencheta (“Resident Evil 4”), o mexicano Joaquín Cosio (“Narcos: México”), a americana Jessica Madsen (“Massacre no Texas”) e Yvette Monreal (de “Faking It”) como a jovem raptada. A estreia está marcada para 19 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Sylvester Stallone revela projetos de reboot de Cobra e Tango & Cash
O astro Sylvester Stallone revelou estar trabalhando reboots de “Cobra” e “Tango & Cash”, filmes que ele estrelou nos anos 1980. Em entrevista ao site MovieWeb, ele disse que projeto de “Cobra” deve ser desenvolvido pelo cineasta Roberto Rodriguez (“Sin City”, “Alita: Anjo de Combate”), com quem está em conversas avançadas. “Estou conversando com Robert Rodriguez agora mesmo sobre ‘Cobra’, parece que isso pode acontecer. Se tornou basicamente o bebê dele”, afirmou o ator. Stallone não deu mais detalhes sobre a produção, nem mesmo se será um filme ou uma série. Além de dirigir filmes, Rodriguez é dono do canal pago americano El Rey. Após retomar seus personagens clássicos Rocky e Rambo em novas produções, o ator também está aberto a estrelar uma continuação de “Tango & Cash”, que ele protagonizou com Kurt Russell em 1989. “Eu faria Tango & Cash em um segundo”, afirmou. Ele já teria até convidado Kurt Russell para retomar a parceria, mas contou que o ator está hesitante em embarcar no projeto.
Rambo: Até o Fim ganha seu trailer mais violento
A Imagem Filmes divulgou o novo trailer legendado de “Rambo: Até o Fim”. E é o mais violento já apresentado. As cenas são cortadas instantes antes dos detalhes mais sangrentos, deixando em dúvida qual será a classificação etária da produção. A prévia remete ao tipo de ação vista no primeiro filme da franquia, com John Rambo cercado de inimigos e revidando com armadilhas e brutalidade. O filme revela uma neta de uma antiga empregada do rancho de sua família, que Rambo adotou por não possuir parentes vivos, e a história envolve a descoberta da garota de seu verdadeiro pai, no México, e sua decisão de ir encontrá-lo. Assim, ela acaba refém de um grupo de traficantes. E Stallone requenta a história do primeiro “Os Mercenários” para resgatá-la. O roteiro foi escrito pelo próprio Stallone, com a ajuda de Matthew Cirulnick (“Absentia”), e a direção ficou a cargo de Adrien Grunberg, que dirigiu Mel Gibson em “Plano de Fuga”. O elenco inclui os espanhóis Paz Vega (“Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho”), Óscar Jaenada (“Escobar: A Traição”), Sergio Peris-Mencheta (“Resident Evil 4”), o mexicano Joaquín Cosio (“Narcos: México”), a americana Jessica Madsen (“Massacre no Texas”) e Yvette Monreal (de “Faking It”) como a jovem raptada. A estreia está marcada para 19 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Novo teaser de Rambo: Até o Fim mistura cenas inéditas com imagens icônicas da franquia
A Imagem Filmes divulgou um novo teaser legendado em português de “Rambo: Até o Fim”, em que Sylvester Stallone aparece encarnando “a lenda” pela quinta vez. A prévia tem a peculiaridade de misturar cenas inéditas violentas com imagens icônicas dos filmes anteriores da franquia. O filme recicla a trama de “Os Mercenários”, ao mostrar Stallone numa missão de resgate de uma garota sequestrada num país latino sem lei (no caso, sua sobrinha no México), ao mesmo tempo em que reitera a “política” de Trump ao mostrar que do outro lado da fronteira só tem bandido. O roteiro foi escrito pelo próprio Stallone, com a ajuda de Matthew Cirulnick (“Absentia”), e a direção ficou a cargo de Adrien Grunberg, que dirigiu Mel Gibson em “Plano de Fuga”. O elenco ainda inclui os espanhóis Paz Vega (“Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho”), Óscar Jaenada (“Escobar: A Traição”), Sergio Peris-Mencheta (“Resident Evil 4”), o mexicano Joaquín Cosio (“Narcos: México”) e a americana Jessica Madsen (“Massacre no Texas”). A estreia está marcada para 19 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Dolph Lundgren e Sylvester Stallone vão se juntar em série de ação
Os astros das franquias “Os Mercenários” e “Rocky” vão se juntar numa série. Dolph Lundgren vai estrelar e Sylvester Stallone produzir e dirigir o projeto, que ainda não tem título definido, mas já recebeu ofertas de diversos interessados, segundo apurou o site Deadline. Escrito pelo veterano Ken Sanzel (“Assassinos Substitutos”), a série vai trazer Lundgren como agentedo Departamento de Segurança e Proteção da ONU. Ele é descrito como um hábil negociador de reféns, que vale por uma equipe SWAT inteira. Os interessados no projeto são as redes Fox, CBS e NBC, e as plataformas de streaming Netflix e Apple. Stallone e Lundgren estão estudando as propostas. O cronograma de produção só será definido após a assinatura do contrato.
Rambo: Até o Fim ganha novo pôster com arco e flecha
A Lionsgate divulgou um novo pôster de “Rambo: Até o Fim”, tradução brasileira de “Rambo: Last Blood”, em que Sylvester Stallone aparece encarnando o famoso personagem do cinema de ação pela quinta vez. A imagem é uma arte estilizada do ator segurando arco e flecha, arma que consagrou em “Rambo II: A Missão”. O elenco ainda inclui os espanhóis Paz Vega (“Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho”), Óscar Jaenada (“Escobar: A Traição”), Sergio Peris-Mencheta (“Resident Evil 4”), o mexicano Joaquín Cosio (“Narcos: México”) e a americana Jessica Madsen (“Massacre no Texas”). O roteiro foi escrito pelo próprio Stallone, com a ajuda de Matthew Cirulnick (“Absentia”), e a direção ficou a cargo de Adrien Grunberg, que dirigiu Mel Gibson em “Plano de Fuga”. A estreia está marcada para 19 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Sylvester Stallone planeja retomar Rocky em novo filme
Sylvester Stallone chegou a anunciar a aposentadoria de Rocky Balboa, durante a divulgação de “Creed II” no ano passado. Mas aparentemente só um nocaute irreversível será capaz de tirar o velho lutador de cena. Os planos mudaram e o astro já fala em novo filme do personagem, que entrou pela primeira vez no ringue cinematográfico em 1976. Em entrevista à revista Variety, Stallone revelou um projeto que colocaria Rocky em meio à crise migratória nos Estados Unidos, ao encontrar um novo pupilo – que pela descrição seria um jovem lutador latino. “Há uma boa chance de um novo Rocky sair. Ele encontraria um jovem com raiva que ficou preso neste país enquanto visitava a irmã. Rocky iria ‘adotá-lo’ em sua vida e uma jornada inacreditável aconteceria, com eles viajando para o sul da fronteira. É muito, muito atual”, disse o astro. Irwin Winkler, produtor da franquia, confirmou que as negociações para que Stallone protagonize e escreva o roteiro do novo filme estão em andamento. Enquanto isso, o astro resgata outra franquia famosa do começo de sua carreira. Em setembro, ele lança “Rambo: Até o Fim” (Rambo: Last Blood), quinto capítulo da saga iniciada em 1982, que por coincidência também envolve latinos e se passa no sul dos Estados Unidos. Recentemente, o ator ainda revelou planos para um quarto filme de “Os Mercenários”.
Rutger Hauer (1944 – 2019)
O ator holandês Rutger Hauer, que ficou mundialmente conhecido como o líder dos replicantes no filme “Blade Runner” (1982), morreu na sexta-feira (19/7) após um curto período de doença, aos 75 anos. Um dos mais famosos atores europeus de sua geração, Hauer era fluente em várias línguas e se projetou em parceria com o cineasta holandês Paul Verhoeven em diversos projetos, a começar pela série medieval “Floris”, em 1969. Sua estreia no cinema foi no segundo longa de Verhoeven, o cultuadíssimo “Louca Paixão” (1973), em que viveu um romance de alta voltagem erótica com a atriz Monique van de Ven. E de cara chamou atenção de Hollywood, graças à indicação do filme ao Oscar. Ele ainda protagonizou mais três filmes de Verhoeven – “O Amante de Kathy Tippel” (1975), “Soldado de Laranja” (1977) e “Sem Controle” (1980) – e outros longas europeus antes de estrear numa produção americana, enfrentando Sylvester Stallone como o vilão terrorista de “Falcões da Noite” (1981). Mas foi ao desempenhar um outro tipo de vilão, o replicante Roy Beatty em “Blade Runner”, que se estabeleceu como astro de grandes produções. Androide que buscava respostas para perguntas existenciais, enquanto lutava por mais tempo para viver, o personagem caçado por Harrison Ford no longa de Ridley Scott tinha uma profundidade incomum para o gênero sci-fi de ação. Era, ao mesmo tempo, um assassino frio e robótico, mas também capaz de amar e filosofar sobre o sentido da vida, apresentando-se mais humano que seu perseguidor. A performance encantou gerações – e cineastas. Ele foi trabalhar com Nicolas Roeg em “Eureka” (1983) e ninguém menos que Sam Peckinpah em “O Casal Osterman” (1983), antes de protagonizar outro blockbuster, vivendo um amor amaldiçoado na fantasia medieval “Ladyhawke – O Feitiço de Áquila” (1985), de Richard Donner. No mesmo ano, fez sua última parceria com Verhoeven em outra produção medieval grandiosa, “Conquista Sangrenta” (1985), em que subverteu expectativas como anti-herói marginal. Hauer também traumatizou o público de cinema como o psicopata de “A Morte Pede Carona” (1986), um dos filmes mais subestimados de sua carreira e um dos mais copiados por imitadores do mundo inteiro. E até caçou o líder da banda Kiss, Gene Simmons, transformado em terrorista em “Procurado Vivo ou Morto” (1986), adaptação de uma série televisa dos anos 1950. O reconhecimento da crítica veio finalmente com o telefilme “Fuga de Sobibor” (1987), no qual liderou uma fuga em massa de um campo de concentração nazista. Ele venceu o Globo de Ouro de Melhor Ator, enquanto a produção levou o prêmio de Melhor Telefilme. A consagração continuou com o drama italiano “A Lenda do Santo Beberrão” (1988), de Ermanno Olmi. Sua interpretação como um bêbado sem-teto que encontra redenção levou o filme a vencer o Leão de Ouro no Festival de Veneza. Foi um de seus melhores desempenhos, mas não conseguiu chamar atenção do grande público, graças ao lançamento limitado em circuito de arte. Ele ainda contracenou com Madonna na comédia “Doce Inocência” (1989), mas a busca por novo sucesso de bilheterias o levou ao thriller convencional de ação “Fúria Cega” (1989), de Phillip Noyce, que iniciou um padrão negativo em sua carreira. A partir dos anos 1990, Hauer foi de produção B a produção C, D e Z. Seu rosto continuou por um bom tempo nas capas dos títulos mais alugados em VHS, mas a qualidade dos papéis despencou. Para citar um exemplo, o menos pior foi “Buffy: A Caça-Vampiros” (1992), no qual viveu um lorde dos vampiros. Os papéis televisivos passaram a se alternar com os de cinema/vídeo, e Hauer até recebeu outra indicação ao Globo de Ouro por “A Nação do Medo” (1994). Mas isso foi exceção. Ele chegou a gravar até sete produções só no ano de 2001, e nenhuma delas relevante. No anos 2000, começou a aparecer cada vez mais em séries, como “Alias”, “Smallville”, “True Blood”, “The Last Kingdom” e “Channel Zero”. Mas depois de figurar em duas adaptações de quadrinhos de 2005, “Sin City” e “Batman Begins”, voltou ao cinema europeu, estrelando vários filmes que repercutiram em 2011: “O Sequestro de Heineken”, no papel de Alfred Heineken, o dono da cervejaria holandesa, “Borboletas Negras”, “O Ritual”, “A Aldeia de Cartão”, em que retomou a parceria com Olmi, e principalmente “O Moinho e a Cruz”, uma pintura cinematográfica do polonês Lech Majewski, premiada em diversos festivais internacionais. Bastante ativo na fase final de sua carreira, Hauer ainda viveu o caçador de vampiros Van Helsing em “Dracula 3D” (2012), de Dario Argento, o Presidente da Federação Mundial em “Valerian e a Cidade dos Mil Mundos” (2017), de Luc Besson, e o Comodoro do premiado western “Os Irmãos Sisters” (2018), de Jacques Audiard. E deixou vários trabalhos inéditos, entre eles o drama “Tonight at Noon”, novo longa de Michael Almereyda (“Experimentos”), a aventura épica “Emperor”, de Lee Tamahori (“007 – Um Novo Dia Para Morrer”) e a minissérie “Um Conto de Natal”, do cineasta Steven Knight (“Calmaria”), na qual encarna o Fantasma do Natal Futuro. Sua atuação, porém, não se restringia às telas. Hauer foi ativista de causas sociais, como fundador da Starfish Association, organização sem fins lucrativos dedicada à conscientização sobre a AIDS, e patrocinador da organização ambientalista Greenpeace. Todos esses momentos não devem se perder no tempo, como lágrimas na chuva.









