Veneza: Tom Ford desfila estilo com substância em seu segundo filme
O estilista Tom Ford não entende só de moda. O homem que revitalizou a grife Gucci já tinha surpreendido o mundo cinematográfico ao lançar seu primeiro filme, “Direito de Amar”, no Festival de Veneza de 2009. Naquela ocasião, Colin Firth foi premiado por seu desempenho com a Colpa Volpi de Melhor Ator. Sete anos depois, o segundo longa de Ford, “Nocturnal Animals”, volta a dar o que falar em Veneza, e provavelmente também sairá com prêmios do festival. Após sua apresentação para a crítica, já se fala até de Oscar. Mesmo assim, o longo espaço entre os dois filmes chama atenção. Ford explicou que não foi fácil definir o que iria filmar após sua estreia. “Abri uma centena de lojas, tive um filho, a vida meio que assumiu o controle e não encontrei o projeto certo durante alguns anos”, ele contou no encontro com a imprensa. “Então, com sorte, levará mais três anos até o próximo, e não sete”, completou. Mais confiante após fazer uma estreia festejada como diretor, Ford criou em “Nocturnal Animals” um longa complexo e envolvente, a partir da adaptação do romance “Tony & Susan”, do escritor nova-iorquino Austin Wright. Com Jake Gyllenhaal e Amy Adams nos papéis principais e uma locação dividida entre as elegantes galerias de arte de Los Angeles e as estradas empoeiradas do Texas, o diretor entregou um filme impecável. A parte técnica é belíssima, com figurino, fotografia e direção de arte deslumbrantes, como já tinha sido “Direito de Amar”. A abertura prima pela ousadia e o desenvolvimento revela que, além de estilo, Ford também faz questão de conteúdo. “Para mim, o estilo tem que vir junto com alguma substância. Se não, não me interessa”, disse Ford. A trama passa longe de ser simples. Começa de forma alegórica, com mulheres obesas de meia-idade, pulando e dançando nuas. “Quis mostrar mulheres exageradas, envelhecendo, como é a sociedade americana. Mas me apaixonei, vendo-as tão belas, livres”, explicou o diretor. “Quis dizer que as pessoas devem largar o que esperam que elas sejam e serem o que de fato são”. A introdução prepara a chegada da personagem de Susan Morrow (Amy), uma galerista que atravessa um momento de crise, desgostosa com a própria vida, não vendo mais sentido no seu relacionamento atual, no trabalho e no mundinho fútil que a cerca. Neste contexto, ela recebe o manuscrito de um livro a ser publicado por Edward, seu ex-marido (Gyllenhaal), de quem se separou há 20 anos. O livro é dedicado a Susan e a leitura desperta lembranças do tempo em que ela e o ex aspiravam virar artistas. De família texana conservadora, ela lembra que já foi idealista, mas cedeu aos apelos de uma vida confortável, o que levou ao fim de seu primeiro casamento. Mas o filme não se prende no flashback afetivo. A narrativa se divide em três níveis: naquele instante do presente, na memória de Susan e também na própria leitura do romance. Há uma ficção dentro da ficção, trazida à tona pela trama do livro, sobre Tony Hastings (também interpretado por Gyllenhaal), um professor universitário, cuja mulher e filha adolescente foram assassinadas durante uma viagem de carro da família. Ele quer vingança, mas, segundo Tom Ford, o filme também não é sobre isto. “O filme não é exatamente sobre vingança, mas sobre o sentimento devastador de culpa que atravessa uma pessoa quando ela coloca em apuros aqueles que ama profundamente”, explicou o diretor. Para Amy Adams, o sentimento de vingança “não é útil, não resolve nada”. Mas Gyllenhaal, que tem papel duplo, como Edward em versão jovem e um Tony mais maduro, aprofundou um pouco mais a situação. “Tony se depara com a sua incapacidade de proteger a quem ama, que é um tema muito interessante. Acredito na palavra vingança, mas não acho que ‘Nocturnal Animals’ seja um filme sobre vingança. Meu personagem é um sujeito que odeia armas, não tolera violência, mas acaba tendo que lidar com elas para fazer justiça”. Embora a trama do livro seja a mais chamativa, Ford prefere enfatizar o que acontece no presente, quando Edward ressurge, por meio do presente inesperado, na vida de Susan. “O filme, na verdade, fala de encontrar aquelas pessoas na sua vida que significam algo para você, e de como a gente se apega a elas”, contou o diretor. “A lealdade é algo que certamente é um tema na minha vida pessoal… Não largo das pessoas quando elas são maravilhosas, então para mim é disso que se trata o filme”, explicou.
Pretty Little Liars: Destino de Spencer é abordado em trailer e teaser da metade final da última temporada da série
O canal pago americano Freeform divulgou um teaser e um trailer da segunda metade da 7ª e última temporada de “Pretty Little Liars”. A prévia principal reforça que, após 150 episódios, a série vai chegar ao fim quando retornar em 2017. O clima é sombrio e tenso, preparando o confronto final entre as jovens protagonistas e seu (sua) atormentador(a) misterioso(a) A.D. Os fãs que não aguentam o suspense criado pelos cliffhangers do final dramático da midseason, repleto de sangue e pelo menos uma cabeça rolando, podem se consolar em ver que Spencer (ainda) não está morta. A personagem interpretada por Troian Bellisario aparece brevemente numa maca nos corredores de um hospital, após levar um tiro que parecia fatal. Entretanto, o teaser reforça sua situação precária, ao mostrar uma bonequinha de Spencer sendo guardada num caixão por A.D. A série voltará para seus 10 episódios finais apenas em abril de 2017.
Nerve – Um Jogo sem Regras parte de boa premissa para se perder pelo caminho
A ideia do filme, baseada em um romance de Jeanne Ryan, é até interessante, mas infelizmente “Nerve – Um Jogo sem Regras” se perde ao longo de sua narrativa e é concluído de maneira pouco satisfatória, embora consiga entreter graças, principalmente, ao carisma do par central, vivido por Emma Roberts (série “Scream Queens”) e Dave Franco (“Vizinhos”). Quem gostou do trabalho da dupla Henry Joost e Ariel Schulman em “Atividade Paranormal 3” (2011), o melhor filme da franquia, pode até ter ficado com alguma expectativa, já que o novo trabalho não se distancia tanto assim da febre dos filmes de “found footage”. Isso porque a perspectiva da câmera, como elemento consciente, está presente no novo trabalho da dupla, ainda que de maneira diferente, inserida numa estrutura mais convencional. O filme nos apresenta a Vee (Roberts), uma moça tímida que costuma ficar na dela e sofre bullying da amiga Sydney (Emily Meade, de “Jogo do Dinheiro”), uma garota que gosta de se mostrar e por isso adere ao jogo sensação daquele ano de 2020, o Nerve, em que os jogadores devem chamar o máximo da atenção da audiência, a fim de ganhar mais pontos e um bom dinheiro no banco. O jogo não deixa de lembrar um pouco a obsessão por curtidas nos facebooks e youtubes da vida dos dias atuais. Logo, envolve uma carência por atenção da parte de quem se aventura a se mostrar para o mundo. Como o jogo é uma espécie de “truth or dare” mais radical, logo, no começo, somos pegos de surpresa com a Sydney fazendo uma pequena ousadia, que deixa Vee de boca aberta. Mal sabe ela que, em poucos minutos, ela mesma ganhará impulso para ser também uma jogadora do Nerve, encontrará um sujeito que lhe despertará certo fascínio (Franco), e fará coisas muito mais ousadas do que sua amiga. Uma pena que, à medida que a brincadeira vai ficando mais pesada, mais o filme perde seu envolvimento, perdendo interesse de modo crescente. Talvez um pouco mais de criatividade por parte dos diretores e da roteirista Jessica Sharzer (da série “American Horror Story”) pudesse salvar a trama, que, após sua conclusão, tem apenas um destino: o rápido esquecimento. Além do mais, nessa época em que o terror tecnológico conta com uma série tão brilhante quanto “Black Mirror”, é difícil ser tolerante com quem tem orçamento de cinema para explorar o gênero e apresenta um resultado bem inferior.
Nocturnal Animals: Jake Gyllenhaal e Amy Adams nas primeiras fotos do suspense de Tom Ford
A Focus Features divulgou as primeiras fotos do suspense “Nocturnal Animals”, segundo filme dirigido pelo estilista Tom Ford (“Direito de Amar”). As imagens destacam dois dos protagonistas, Jake Gyllenhaal (“O Abutre”) e Amy Adams (“Batman vs. Superman”). O roteiro e a produção também foram assinados por Ford. Baseada no romance “Tony and Susan”, de Austin Wright, a trama segue o estilo de “uma história dentro de uma história”, desenvolvendo-se ao longo da leitura do manuscrito de um livro, enviado pelo autor à ex-mulher (papel de Amy Adams), de quem se separou há 20 anos. Metade da história vai refletir a leitura do livro fictício (intitulado “Nocturnal Animals”) sobre um pai de família (Gyllenhaal) que vê as suas férias se tornarem violentas e mortais. A outra parte é a história da própria protagonista, que se vê recordando o seu primeiro casamento e enfrentando algumas verdades sombrias sobre si mesma. O elenco também inclui Isla Fisher (“Truque de Mestre”) como a mulher de Gyllenhall, Michael Shannon (“O Homem de Aço”) como o detetive que vai investigar a violência ocorrida na sua família, Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”) interpretará um sujeito misterioso que os ameaça, enquanto Armie Hammer (“O Agente da UNCLE”) viverá o atual marido de Adams. O filme terá première nos festivais de Veneza e Toronto e estreia em 17 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
A Nona Vida de Louis Drax: Suspense com ator de Cinquenta Tons de Cinza ganha trailer legendado
A Imagem Filmes divulgou a versão legendada do trailer do suspense “A Nona Vida de Louis Drax”, novo filme do especialista em terror Alexandre Aja (“Piranhas”), estrelado por Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”). A prévia começa acompanhando uma família feliz, o acidente que deixa seu filho em coma e a busca por esperanças além da Medicina. Mas esses sinais típicos de drama religioso logo são substituídos por uma reviravolta criminal, envolvendo experiências com ondas cerebrais e um mergulho na mente da criança, com o objetivo de solucionar o mistério de sua queda e descobrir se os próprios pais teriam empurrado o menino num precipício. A trama reflete diversos lugares-comuns, já vistos em filmes como “A Cela” (2000) e “Aurora” (2012). Baseada no livro homônimo de Liz Jensen, marca o primeiro roteiro assinado pelo ator Max Minghella, que trabalhou com Aja no terror “Amaldiçoado” (2013). Os pais são interpretados por Aaron Paul (série “Breaking Bad”) e Sarah Gadon (“Drácula: A História Nunca Contada”), o menino por Aiden Longworth (o jovem Rip Hunter de “Legends of Tomorrow”) e o neurologista que realiza a experiência por Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”). O elenco ainda inclui Molly Parker (série “House of Cards”), Barbara Hershey (“Sobrenatural”) e Oliver Platt (série “Chicago Med”). A estreia está marcada para 2 de setembro nos EUA e apenas em 20 de outubro no Brasil.
Pretty Little Liars: Elenco confirma que a série acaba na atual temporada
Confirmando boatos, a produção de “Pretty Little Liars” revelou que a atual temporada será a última da série. O anúncio foi feito pelas protagonistas no Facebook oficial da atração. “Foi um capítulo incrível das nossas vidas, e estamos muito felizes em compartilhá-lo com vocês, mas tudo que é bom um dia acaba. Esses últimos episódios são bem loucos, então vamos terminar com tudo!”, disse Lucy Hale, a Aria da série. Criada pela produtora e roteirista I. Marlene King (“Sorte no Amor”) em 2010, a partir dos livros da escritora Sara Shephard, a série virou um fenômeno de popularidade, batendo recordes de citação nas redes sociais. Tudo graças à forma engenhosa com que fisgou o público, envolvendo-o numa teia de mistério, que a cada temporada incluiu novas reviravoltas. A trama de mistério juvenil não deve nada aos melhores volumes da Coleção Vagalume. Tudo começou com o suposto assassinato da menina mais odiada da escola, Alison DiLaurentis (Sasha Pieterse), e ameaças por SMS nos celulares de suas quatro melhores amigas, que eram suspeitas do crime. O tom de suspense adolescente, entretanto, foi crescendo junto com o público e o elenco, tornando-se mais sombrio a cada temporada, até explodir no ano passado com uma trama digna de filme de terror com psicopata assassino. A 7ª e atual temporada deu um salto de cinco anos na trama, após a aparente conclusão do mistério, e mostrando as personagens mais próximas da idade de suas intérpretes na vida real. Mas um novo assassinato reiniciou o clima de horror, com direito a tortura de uma das protagonistas e uma nova trilha de cadáveres. Paralelamente à sua trama macabra central, a série também inovou ao abordar sem pudor temas adolescentes poucas vezes explorados na TV, mostrando a romântica Aria num relacionamento com seu professor mais velho, a corajosa Emily (Shay Mitchell) encontrando forças para se assumir lésbica, a vaidosa Hanna (Ashley Benson) lidando com conceitos de beleza física e consumo, que a fazem roubar, e a inteligente Spencer (Troian Bellisario) sucumbindo à pressão de ser a melhor aluna, que a leva a um colapso mental. Desde 2010, a série vem colecionando incontáveis pranchas de surfe concedidas como troféu do Teen Choice Awards, que coroa os favoritos dos adolescentes, com vitórias consecutivas como Melhor Série de Drama da TV americana, além de atrizes, casais, etc. São mais de 14 milhões de “curtidas” no Facebook e 3,71 milhões de seguidores no Twitter, sem contar a responsabilidade de liderar a audiência do antigo canal ABC Family, que este ano virou Freeform e precisará encontrar logo um substituto à altura de sua popularidade. Mas, claro, o final será precedido de muito suspense. A exibição da série será interrompida após a exibição do episódio desta terça (30/8) nos EUA, que, segundo I. Marlene King, vai trazer a morte espetacular de um personagem, e só voltará, para seus 10 episódios finais, em abril de 2017.
Águas Rasas faz o espectador mergulhar na tensão
Já faz mais de 40 anos que Steven Spielberg criou um novo conceito de blockbuster com o seu “Tubarão” (1975) e, de lá pra cá, vários filmes destacaram a ferocidade do maior predador marinho, embora poucos sejam dignos de lembrança. Na verdade, a grande maioria é composta por filmes B de gosto duvidoso, com poucas produções capazes de se destacar. “Águas Rasas”, de Jaume Collet-Serra, é uma bem-vinda exceção. Não só consegue sobreviver à maldição do filme ruim de tubarão, como mergulha o espectador em sua trama sem aparentar fazer muito esforço. Há uma simplicidade no roteiro escrito por Anthony Jaswinski (“Mistério da Rua 7”) que é louvável, especialmente quando o que mais importa é feito com esmero: o clima de tensão envolvendo a surfista solitária, vivida por Blake Lively (“A Incrível História de Adaline”) e o tubarão impiedoso e sangrento. Collet-Serra tem se especializado na construção de climas de suspenses, desde que despontou com “A Casa de Cera” (2005) e “A Órfã” (2009) até suas correrias mais recentes, estreladas por Liam Neeson (“Desconhecido”, “Sem Escalas” e “Noite sem Fim”). E uma das coisas que salta aos olhos logo no início de “Águas Rasas” é a paisagem linda da praia secreta onde a heroína vai parar. É possível se deixar levar pela beleza das ondas gigantes, da mesma forma que o embate da garota de biquíni contra o tubarão, pois tudo faz parte de um crescendo bastante eficiente de condução narrativa e criação de atmosfera de tensão. Mal dá para perceber que o tubarão foi gerado por computador. Mas sempre pode haver quem reclame de uma dose maior de realismo, no modo como a heroína lida com o seu algoz. Só que o mesmo poderia ser dito sobre a personagem de Mary Elizabeth Winstead em “Rua Cloverfield, 10”, outro thriller envolvente de 2016, de trama simples, encenado por poucos atores e com uma protagonista feminina forte. Claro que há um contexto dramático, que apresenta um pouco a intimidade da personagem de Lively, mas isso é só um pretexto para fazer com que o público se aproxime e se importe com a personagem. Se bem que Collet-Serra consegue criar empatia também com coadjuvantes que só aparecem por poucos minutos, como vítimas potenciais do tubarão. Uma prova de que o diretor catalão domina a gramática do cinema muito bem. Por atingir o extremo da objetividade, “Águas Rasas” talvez seja o seu melhor trabalho.
Pets – A Vida Secreta dos Bichos é a maior estreia de uma boa semana para ir ao cinema
A programação dos cinemas está bem animada nesta semana. A animação “Pets – A Vida Secreta dos Bichos” é a maior estreia, mas todas as opções oferecem bom entretenimento. São menos lançamentos, mas melhores que a média do ano. Cinco filmes capazes de agradar diferentes faixas etárias, e quatro deles com distribuição ampla. “Pets – A Vida Secreta dos Bichos” chega ao Brasil em 1.105 salas (das quais 583 são telas 3D e sete IMAX), mais de um mês após quebrar recorde de estreia nos EUA. Trata-se de novo acerto da Illumination, o estúdio de “Meu Malvado Favorito” (2010) e “Minions” (2015). Com 76% de aprovação no site Rotten Tomatoes, a animação imagina como é o cotidiano dos bichos de estimação, quando os donos os deixam sozinhos em casa, e extrapola a premissa para uma aventura nas ruas perigosas da cidade grande. Os personagens são fofos, a história envolvente e as piadas mais engraçadas que as comédias atuais. Apesar da concentração de telas pelo título de censura livre, os suspenses “Águas Rasas” e “Nerve – Um Jogo sem Regras” também chegam aos principais shoppings do país com boa distribuição – respectivamente, em 393 e 322 salas. Ambos investem na tensão, mas o primeiro, que gira em torno de uma surfista (Blake Lively, de “A Incrível História de Adaline”) atacada por tubarão, é mais efetivo. A premissa simples esconde um thriller excepcional, que rendeu os mesmos 76% de “Pets” no Rotten Tomatoes. Mais complexo, “Nerve” busca inspiração no vício das redes sociais e games online para colocar sua protagonista (Emma Roberts, da série “Scream Queens”) num jogo movido a adrenalina, que tende a terminar de forma fatal. Mesmo com alguns furos no roteiro, alcançou 61% de aprovação. A nova comédia de Woody Allen, “Café Society”, estreia em 112 salas. E é um dos bons filmes do velho mestre, que vem encantando desde sua première na abertura do Festival de Cannes. Aprovado por 70% da crítica americana, a produção também é um novo exercício de nostalgia do cineasta, que usa seu alter-ego, desta vez vivido por Jesse Eisenberg (“Batman vs. Superman”), para visitar o glamour da era de ouro de Hollywood e a época do Café Society nova-iorquino – nome dado tanto a um nightclub quanto à geração elegante que passou a se reunir com os amigos e realizar festas em lugares públicos no começo do século 20. Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”) e novamente Blake Lively representam as atrações exercidas por cada um desses estilos de vida. Único lançamento com distribuição limitada, a comédia francesa “Lolo – O Filho da Minha Namorada” alcança apenas 23 telas e a menor cotação entre a crítica nos EUA – 50%. Escrito, dirigido e estrelado por Julie Delpy (da trilogia “Antes do Amanhecer”) com boa dose de humor negro, mostra como um filho mimado (Vincent Lacoste, de “O Diário de Uma Camareira”) é capaz de sabotar o namoro de sua mãe. O resultado é uma comédia romântica pouco convencional e pouco verossível, mas perspicaz em sua perspectiva feminina.
The Fall: Gillian Anderson mergulha no teaser da 3ª e última temporada
A rede britânica BBC divulgou o primeiro teaser da 3ª temporada da série de suspense “The Fall”. A prévia mostra a atriz Gillian Anderson (série “Arquivo X”) numa piscina, enquanto a sombra de Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”) a espreita. Criada por Allan Cubitt (série “The Runaway”), a série em que a detetive vivida por Anderson caça o psicopata interpretado por Dornan concluirá com cinco novos episódios, gravados em Belfast, na Irlanda, com exibição prevista para o final do ano.
Kidnap: Halle Berry atropela quem impedi-la de encontrar seu filho em trailer tenso e cheio de ação
A Relativity divulgou o trailer de “Kidnap”, novo suspense estrelado por Halle Berry. A prévia mostra como o rapto do filho da protagonista desencadeia uma perseguição alucinada. Vendo que a burocracia policial permitirá que os criminosos consigam escapar, ela toma para si própria a tarefa de acelerar atrás do carro dos raptores, gerando acidentes de trânsito cinematográficos, enquanto passa por cima de todos os obstáculos para recuperar seu filho. A premissa demonstra como o instinto maternal pode transformar uma mulher numa fera – ou ao menos em Sigourney Weaver ao final de “Aliens – O Resgate” (1986). É uma boa comparação. Mas também não deixa de evocar uma versão materna de “O Silêncio do Lago” (1988) e “Breakdown – Implacável Perseguição” (1997). O roteiro é de Knate Gwaltney (produtor dos filmes da trupe “Jackass”) e a direção do espanhol Luis Prieto (série “Z Nation”). A estreia está marcada para 2 de dezembro nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Aaron Paul vai produzir piloto de nova série de suspense
A rede americana NBC encomendou a produção do piloto de uma série produzido pelo ator Aaron Paul, premiado pelo Emmy por seu trabalho como Jesse Pinkman na série “Breaking Bad”. Intitulado “Blackmail”, o projeto foi desenvolvido pelos irmãos John e Thomas Sonntag e gira em torno de um casal que, após sofrer um acidente que mudou suas vidas, decide se vingar do homem responsável. Entretanto, a situação se revela mais sinistra do que eles imaginavam, colocando-os num jogo de gato e rato. Aaron Paul já é produtor executivo em “The Path” e na série animada “Bojack Horseman”, que o incluem no elenco.
Ben Affleck negocia estrelar e dirigir remake de Testemunha de Acusação
O ator Ben Affleck (“Batman vs. Superman”) está negociando realizar uma nova versão de “Testemunha de Acusação”, clássico de suspense da escritora britânica Agatha Christie, informou o site Deadline. O livro acompanha o julgamento de um caso de assassinato com surpreendentes reviravoltas, e já foi levado às telas num clássico do cinema, dirigido pelo mestre Billy Wilder em 1957. Indicado a seis Oscars, o filme original trazia em seu elenco Tyrone Power, Marlene Dietrich, Charles Laughton e Elsa Lanchester. Se as negociações com o estúdio 20th Century Fox forem concluídas, Affleck assumirá a nova versão de “Testemunha de Acusação” como protagonista, diretor e, além disso, participará da produção do filme. O roteiro, por sua vez, será responsabilidade de Christopher Keyser (criador da série “O Quinteto”/”Party of Five”!). O projeto se junta a uma nova leva de filmes envolvendo obras e a vida de Agatha Christie, que incluem a refilmagem de “O Assassinato no Expresso Oriente” e duas cinebiografias da famosa escritora de mistérios, falecida há 40 anos.
A Garota no Trem: Emily Blunt é testemunha suspeita no novo trailer legendado do suspense
A Universal Pictures divulgou o pôster nacional e um novo trailer legendado do aguardado suspense “A Garota no Trem”, que adapta o best-seller homônimo de Paula Hawkins. Ainda sem legendas, a prévia mergulha no emaranhado da trama, a partir do depoimento da personagem-título, vivida por Emily Blunt (“Sicario”) como suposta testemunha do desaparecimento da personagem de Haley Bennett (“O Protetor”). A prévia também revela que nem tudo pode ser como parece, ampliando as suspeitas sobre o crime. O livro é um fenômeno editorial, que foi disputado por vários estúdios interessados em sua adaptação, o que levou a comparações com a expectativa gerada por “Garota Exemplar” (2014). A trama acompanha Rachel (Blunt), uma mulher alcoólatra, deprimida e divorciada que tem como única distração usar sua viagem de trem diária para fantasiar histórias sobre as vidas dos outros passageiros e das pessoas que vê do lado de fora, até essa obsessão virar testemunho para o desaparecimento de uma mulher. Porém, vários detalhes de seu relato a tornam suspeita. Entre eles, o fato de a mulher desaparecida trabalhar como babá para seu ex-marido. O ótimo elenco também inclui Justin Theroux (série “The Leftovers”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível – Nação Secreta”), Edgar Ramirez (“Livrai-nos do Mal”), Luke Evans (“Drácula – A História Nunca Contada”), Allison Janney (série “Mom”), Laura Prepon (série “Orange Is the New Black”) e Lisa Kudrow (série “The Comeback”). A adaptação foi escrita por Erin Cressida Wilson (“Homens, Mulheres e Filhos”) e dirigida por Tate Taylor (“História Cruzadas”), e a estreia acontece em 27 de outubro no Brasil, três semanas após o lançamento nos EUA.












