Cena do capítulo final de Pretty Little Liars promete revelar uma surpresa
O canal pago americano Freeform divulgou uma nova cena de “Til DeAth Do Us PArt”, último capítulo da série “Pretty Little Liars”. O vídeo reúne as protagonistas, que se preparam para revelar uma surpresa para Aria (Lucy Hale). Pelas trocas de olhares, tudo indica que se trata do romance entre Emily (Shay Mitchell) e Alison (Sasha Pieterse), recentemente introduzido na trama. Mas a surpresa que os espectadores aguardam é outra: a verdadeira identidade de A.D., o psicopata que tortura psicologicamente as personagens. A sinopse diz apenas que “tudo é revelado quando o definitivo jogo final é trazido à luz”. Com duas horas de duração, “Til DeAth Do Us PArt” será exibido na terça (27/6) nos Estados Unidos, encerrando sete anos de mistérios da série.
Galã de Rock Story será serial killer no cinema
O jovem ator Nicolas Prattes, intérprete de Zac, o filho galã de Gui (Vladimir Brichta) na novela “Rock Story”, vai estrear no cinema como protagonista. Ele terá o papel-título de “O Segredo de Davi”, com roteiro e direção de Diego Freitas, que também estreia em longa-metragem. A produção já divulgou a primeira imagem (acima) do ator caracterizado para o papel. A trama gira em torno do personagem de Prattes, criado em um orfanato, que ao deixar o local passa a ter distúrbios mentais causados por um trauma na infância. O segredo de Davi é que ele é um serial killer. O elenco ainda inclui Giselle Prattes (mãe de Nicolas, também da novela “Rock Story”), Neusa Maria Faro (novela “Gabriela”), Eucir de Souza (“Comeback: Um Matador Nunca se Aposenta”), Bianca Muller (“O Escaravelho do Diabo”) e João Côrtes (“Ninguém Entra, Ninguém Sai”), entre outros. Ainda não há previsão para a estreia.
Final da série Pretty Little Liars ganha trailer e duas cenas inéditas
O canal pago americano Freeform divulgou seis fotos, o trailer e duas cenas de “Til DeAth Do Us PArt”, último capítulo da série “Pretty Little Liars”. Os vídeos revelam a volta de alguns personagens, que estavam ausentes da narrativa, para a conclusão, e mostram que Mona (Janel Parrish) será a primeira a descobrir a verdadeira identidade de A.D., o psicopata que tortura psicologicamente as personagens. A sinopse diz apenas que “tudo é revelado quando o definitivo jogo final é trazido à luz”. Com duas horas de duração, “Til DeAth Do Us PArt” será exibido na terça (27/6) nos Estados Unidos, encerrando sete anos de mistérios da série.
Chadwick Boseman vive advogado famoso em luta contra o racismo no trailer de Marshall
A Open Road divulgou três fotos e o primeiro trailer de “Marshall”, combinação de cinebiografia, filme de época, drama racial e suspense de tribunal, estrelado por Chadwick Boseman (“Pantera Negra”). Ele interpreta o famoso advogado Thurgood Marshall, uma década antes de vencer o caso que acabou com a segregação racial nas escolas dos Estados Unidos e duas décadas antes de se tornar o primeiro juiz negro da Suprema Corte do país. A trama acompanha um dos casos que ajudou a definir sua carreira, quando atuava em defesa de negros acusados de crimes que não cometeram. Seu cliente é um motorista suspeito de atacar sua chefe branca, tentando estuprá-la e matá-la. Diante da repercussão negativa do suposto crime, Marshall decide contratar um advogado branco inexperiente para ser seu assistente, e o rapaz logo descobre como é sofrer racismo. Mas o julgamento revela muitas reviravoltas. A escalação do elenco promove o reencontro de Josh Gad e Dan Stevens após “A Bela e a Fera”. Os dois vivem, respectivamente, o advogado assistente e o promotor público do caso. Além deles, a trama destaca Sterling K. Brown (“The People v. O.J. Simpson: American Crime Story”) como o suspeito do crime e Kate Hudson (“Horizonte Profundo: Desastre no Golfo”) como a suposta vítima. O filme marca a volta à direção cinematográfica de Reginald Hudlin (“O Príncipe das Mulheres”), após 15 anos comandando séries. A estreia está marcada para 13 de outubro nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Anna Kendrick e Blake Lively vão estrelar próximo filme do diretor de Caça-Fantasmas
As atrizes Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”) e Blake Lively (“Àguas Rasas”) vão estrelar o próximo filme do diretor Paul Feig (“Caça-Fantasmas”). Mas, ao contrário das comédias que ele geralmente comanda, a história é originalmente um thriller de mistério. Adaptado do romance de Darcey Bell, “A Simple Favour” conta a história de uma mamãe blogger e sua melhor amiga, que desaparece subitamente em sua cidadezinha. Roteirizada pelo próprio Feig, a adaptação tem produção da Lionsgate e as filmagens estão programadas para agosto, em Toronto. Ainda não há previsão de estreia.
Trailer alucinógeno de drama indie traz Kirsten Dunst sob efeito de drogas
A A24 divulgou o pôster e o trailer de “Woodshock”, suspense dramático estrelado por Kirsten Dunst (série “Fargo”). A prévia atmosférica e alucinógena lembra outro filme da atriz, “Melancolia” (2011). O longa marca a estreia na direção das irmãs Kate e Laura Mulleavy, criadoras da grife de moda Rodarte. Elas também assinam o roteiro. Descrito como uma obra que explora o isolamento, a paranoia e o luto, a trama traz Dunst como uma mulher deprimida, que sofreu uma perda profundo e tem sua fragilidade potencializada pelos efeitos alucinógenos de uma droga mortal. O elenco também inclui Joe Cole (“Olhos da Justiça”), Pilou Asbæk (“Ghost in the Shell”), Lorelei Linklater (filha do diretor Richard Linklater) e Jack Kilmer (filho do ator Val Kilmer). “Woodshock” estreia em 15 de setembro nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil.
Suspense Albatroz, com Alexandre Nero, ganha primeiras fotos
O suspense “Albatroz” ganhou suas primeiras imagens oficiais. Estrelada por Alexandre Nero (novela “Império”), a produção da Globo Filmes começou a ser filmado na semana passada, em São Paulo. No longa, o ator interpreta Simão, um fotógrafo que, em viagem à Jerusalém, presencia um atentado frustrado e acaba fazendo as fotos em vez de tentar evitar uma tragédia maior. Abalado pela repercussão negativa do ocorrido e em crise no casamento, Simão se volta para as artes plásticas e mergulha em uma trama que explora as fronteiras entre a realidade, o sonho e o delírio. Além de Nero, fazem parte do elenco Andrea Beltrão, Maria Flor, Camila Morgado, Andréia Horta, Gustavo Machado, Roney Facchini, Bel Kowarick, Paula Picarelli e Martha Nowill. O filme marca a volta do roteirista Bráulio Mantovani às tramas cinematográficas. Ele estava ausente das telas de cinema desde “Tropa de Elite 2”, e escreveu a “Albatroz” em parceria com Fernando Garrido e Stephanie Degreas, seus colaboradores na rede Globo. Com direção de Daniel Augusto (“Não Pare na Pista – A Melhor História de Paulo Coelho”), o longa tem estreia prevista para 2018.
Neve Negra prende a atenção com mistérios e descobertas surpreendentes
Narrativas que envolvem muitos personagens e diversas subtramas são um convite à dispersão. Elementos centrais podem perder a força e o tempo consumir a atenção e o interesse do espectador. Às vezes, é como aquelas pessoas que se perdem em longas explicações, perorações intermináveis, que a gente acaba por não ouvir ou entender mais nada. Muito diferente é o papo direto e reto. O jeito econômico de contar uma história ou desenvolver uma ideia. O thriller argentino “Neve Negra” é um bom exemplar de trama econômica, focada no que interessa, sem dispersões. Usa o recurso do flashback progressivo, que vai mostrando em doses homeopáticas o passado dos poucos personagens envolvidos na história, de modo a ir elucidando tudo até o final. Não é um vai-e-vem no tempo interminável e confuso, como, por exemplo, o que se pode ver em outro filme em cartaz nos cinemas, “Faces de Uma Mulher”, produção francesa, dirigida por Arnaud des Pallières. E há tantos outros exemplos, atualmente. Não, o filme de Martín Hodara (“O Sinal”) é cheio de mistérios e descobertas surpreendentes, mas tudo faz muito sentido e termina bem amarrado. Sem deixar fios soltos pelo caminho. Toca, também, na questão de que a verdade é aquilo em que a gente acredita ou admite que seja, aquilo que ficou estabelecido como tal. Um segredo bem guardado estabelece o que virá depois. Ou, quem sabe, segredos em série darão o rumo das coisas. Como de costume no cinema argentino contemporâneo, vê-se um roteiro bem construído, uma história bem concebida e que vai ao ponto. Além disso, “Neve Negra” conta com alguns dos maiores atores do momento, como Ricardo Darín (“Truman”) e Leonardo Sbaraglia (“O Silêncio do Céu”), e o veterano e grande ator Federico Luppi (“No Fim do Túnel”). A jovem atriz espanhola Laia Costa (“Victoria”) tem uma interpretação segura e emocionante, ao lado desses cobras. Mostra desenvoltura. A trama remexe uma dinâmica familiar apodrecida por tudo o que ficou encoberto, negado e virou tabu na relação entre os irmãos e deles com os pais. É bem assustador o que se estabelece a partir daí. O filme mostra como isso está hoje, quando um dos irmãos, Salvador (Ricardo Darín), vive isolado, caçando na região montanhosa e gelada da Patagônia, e se tornou bem agressivo no contato. Marcos (Leonardo Sbaraglia), o irmão mais novo, e sua esposa, Laura (Laia Costa), vão ao encontro dele, tentando convencê-lo a vender a propriedade onde ele está há décadas, longe das coisas. Tarefa quase impossível. Enquanto isso, a outra irmã, Sabrina (Dolores Fonzi, de “Paulina”), vive internada, tendo crises de descontrole emocional. Para entender o porquê de tudo isso, “Neve Negra” mergulha no passado desses irmãos e nas relações que se estabeleceram entre eles, na juventude. A neve da Patagônia, os espaços amplos, vazios, as árvores que ressaltam no branco da paisagem, as tempestades, nevascas castigando o ambiente, são a expressão visual do desarranjo familiar de contornos dramáticos, trágicos, na verdade. E acabam por determinar o destino daqueles sofridos personagens. O filme tem grande fluência e a narrativa prende de tal modo, que seus já econômicos 90 minutos passam tão rápido que mal dá para perceber. Quando a projeção termina, a sensação é de que “Neve Negra” tem uma duração muito curta. Mas seu tempo é o padrão, o mais utilizado pela sétima arte desde sempre. Grande mérito para o trabalho do diretor Martín Hodara e seu elenco admirável e de grande eficiência nos desempenhos. Não surpreende o sucesso que o filme vem fazendo na Argentina, onde foi a produção mais vista nos cinemas em 2017, até aqui.
Halle Berry acelera atrás dos raptores de seu filho em novo trailer de suspense
O suspense “Kidnap”, estrelado por Halle Berry (“Chamada de Emergência”), ganhou um pôster e um novo trailer – agora sem o logo do falido estúdio Relativity. A prévia mostra como o rapto do filho da protagonista desencadeia uma perseguição alucinada. Vendo que a burocracia policial permitirá que os criminosos consigam escapar, ela toma para si própria a tarefa de acelerar atrás do carro dos raptores, gerando acidentes de trânsito cinematográficos, enquanto passa por cima de todos os obstáculos para recuperar seu filho. O roteiro é de Knate Gwaltney (produtor dos filmes da trupe “Jackass”) e a direção do espanhol Luis Prieto (série “Z Nation”). A estreia está marcada para 2 de dezembro nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Mr. Mercedes: Nova minissérie de terror de Stephen King ganha 30 fotos e primeira prévia
O canal pago americano Audience divulgou 30 fotos e a primeira prévia de “Mr. Mercedes”, nova minissérie baseado num romance de terror de Stephen King. Além de cenas da produção, o vídeo traz o elenco e os produtores explicando a premissa. A trama gira em torno de Brady Hartsfield, um motorista de caminhão de sorvete que, secretamente, é o criminoso conhecido como Assassino do Mercedes, culpado pela morte de oito pessoas, que ele atropelou com seu carro ao avançar sobre uma multidão. O caso ficou sem solução, até ele resolver atormentar o detetive responsável pela investigação, Bill Hodges, que decide abandonar a aposentadoria ao receber uma carta anônima de Hartsfield identificando-se como o culpado. A adaptação do livro de 2014 será protagonizada por Brendan Gleeson (“O Guarda”) como o detetive Bill Hodges e Harry Treadaway (série “Penny Dreadful”) como Brady Hartsfield, papel que chegou a ser negociado com o tragicamente falecido Anton Yelchin (“Star Trek: Sem Fronteiras”). O elenco coadjuvante inclui Mary-Louise Parker (série “Weeds”), Kelly Lynch (série “Magic City”), Jharrel Jerome (“Moonlight”), Scott Lawrence (série “Legion”), Breeda Wool (série “UnReal”), Ann Cusack (“O Abutre”), Justine Lupe (série “Cristela”) e Holland Taylor (série “Two and a Half Men”). Os roteiros estão a cargo de David E. Kelley (da minissérie “Big Little Lies”) e os dez episódios serão dirigidos por Jack Bender (séries “Lost” e “Game of Thrones”). Kelley e Bender também dividem a produção da minissérie, que estreia em 9 de agosto nos Estados Unidos.
The Alienist: Série criminal de época com Luke Evans e Dakota Fanning ganha primeiro trailer
A TNT divulgou o primeiro trailer de “The Alienist”, série sobre a caçada ao primeiro serial killer de Nova York, passada no século 19 e com um elenco cinematográfico: Daniel Brühl (“Capitão América: Guerra Civil”), Luke Evans (“Drácula: A História Nunca Contada”) e Dakota Fanning (“Movimentos Noturnos”). Adaptação do best-selling homônimo de Caleb Carr, a série vai acompanhar a investigação dos assassinatos de diversas prostitutas em 1896 por um trio de “especialistas” não convencionais. Daniel Brühl interpreta o brilhante e excêntrico Dr. Laszlo Kreizler, um prodígio da psicologia forense, que é o alienista do título – por tratar de pacientes “alienados da realidade”. Convocado para o caso pelo novo comissário de polícia Theodore Roosevelt (futuro presidente dos EUA), ele acaba se juntando ao jornalista John Moore, vivido por Luke Evans, e a secretária da polícia Sara Howard, personagem de Dakota Fanning, que está determinada a se tornar a primeira detetive feminina dos EUA. Roosevelt é vivido por Brian Geraghty (série “Chicago P.D.”). A trama evoca vagamente a série britânica “Ripper Street”, ao mesmo tempo em que demonstra preocupação com aspectos históricos, como o desenvolvimento da ciência forense e os primeiros passos da luta pelos direitos das mulheres. Desenvolvida pelas produtoras Anonymous Content e Paramount TV, “The Alienist” começou a sair do papel em 2015, quando o diretor Cary Fukunaga (série “True Detective”) apresentou o projeto e assumiu sua produção executiva. Originalmente, ele planejava dirigir a produção, mas acabou se envolvendo em muitas séries simultâneas, como “Maniac” e “Telex from Cuba”. Por conta disso, a direção dos episódios ficou a cargo do belga Jakob Verbruggen, que já assinou capítulos de “Black Mirror” e “House of Cards”. A adaptação está sendo escrita por Hossein Amini (roteirista de “As Duas Faces de Janeiro” e “Drive”), que também será um dos produtores executivos da atração. Com oito episódios, “The Alienist” ainda não tem previsão de estreia, mas a expectativa é que vá ao ar no final do ano.
Terra Selvagem: Jeremy Renner e Elizabeth Olsen investigam assassinato em trailer e fotos de suspense premiado em Cannes
A TWC (The Weinstein Company) divulgou as primeiras fotos, pôsteres e trailer de “Terra Selvagem” (Wind River), thriller premiado no Festival de Cannes 2017. A prévia se passa no norte gelado dos EUA e combina a neve da região do Wyoming com o clima bastante sombrio da trama, que gira em torno da investigação do assassinato de uma jovem numa reserva indígena. O elenco é liderado por Jeremy Renner e Elizabeth Olsen (ambos de “Vingadores: Era de Ultron”), como um caçador local e uma agente do FBI, que se unem para tentar descobrir o assassino. Os coadjuvantes destacam Jon Bernthal (o Justiceiro da série “Demolidor”), Gil Birmingham (“A Qualquer Custo”), Martin Sensmeier (“Sete Homens e um Destino”), Graham Greene (“A Cabana”), Julia Jones (“A Saga Crepúsculo”), Kelsey Asbille (série “Teen Wolf”), Ian Bohen (também de “Teen Wolf) e Eric Lange (série “The Bridge”). Escrito e dirigido por Taylor Sheridan, o filme recebeu o prêmio de Melhor Direção na mostra Um Certo Olhar, do festival francês. Neste ano, Sheridan já tinha sido indicado ao Oscar como Roteirista, por “A Qualquer Custo”. Apesar de ter cacife para encarar a temporada de premiação, a estreia foi marcada para 4 de agosto nos Estados Unidos, em meio aos blockbusters de verão. No Brasil, o lançamento vai acontecer em 31 de agosto.
Roman Polanski leva paranoia ao Festival de Cannes
Aos 83 anos, Roman Polanski ainda comanda atenção da comunidade cinematográfica. Exibido fora da competição do Festival de Cannes, seu novo filme, “D’après une Histoire Vraie”, não se compara a seus clássicos de suspense, mas tem bons momentos e rendeu muitos comentários. Adaptação do premiado romance “Baseado em Fatos Reais”, de Delphine de Vigan, gira em torno de duas escritoras que desenvolvem uma amizade doentia e perigosa. A esposa do diretor, Emmanuelle Seigner, vive o alter-ego de Delphine de Vigan, que passa por um bloqueio criativo após o lançamento de seu último e bem-sucedido livro. O momento difícil é superado com a ajuda de uma nova e maravilhosa amiga, Elle, papel de Eva Green. O problema é que a amiga, que trabalha como ghost writer, revela-se uma admiradora obsessiva que, em pouco tempo, tenta se intrometer no texto e até na vida íntima da escritora. A trama também permite ao diretor questionar o que é fato e ficção, no momento em que luta para que informações escondidas venham à tona em seu processo por estupro de menor, cometido há quatro décadas nos Estados Unidos. Detalhe: a imprensa recebeu orientação de não fazer perguntas sobre o crime sexual cometido contra Samantha Geimer, em 1977. “Existe todo esse bombardeamento de informações, fotos das vidas dos outros ao redor, notícias falsas. E nos perguntamos: O que é uma história verdadeira hoje?”, indagou o cineasta na entrevista coletiva. Questionado se alguma experiência pessoal teria lhe inspirado, Polanski afirmou: “Sim, claro, já conheci gente que não deveria ter tido qualquer importância na minha vida mas que, de alguma forma, conseguia se aproximar cada vez mais e até se transformar no que ingleses chamam de “hanger-on”, parasitas. Mas sempre consegui perceber isso rápido, e procurava manter uma certa distância delas”. Mas o cineasto foi ligeiro para se desvencilhar de quem buscasse maiores paralelos com sua vida privada. “Não penso na minha história pessoal quando desenvolvo um filme, apenas no que tenho para filmar.” No caso, um roteiro do cineasta francês Olivier Assayas, vencedor do prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes passado por “Personal Shopper” (2016), que Polanski faz questão de elogiar. “Já adaptei vários livros em minha vida. O segredo é não se distanciar muito do original. Quando jovem, assisti a muitas adaptações em que personagens e tramas desapareciam nos filmes, o que me deixava muito decepcionado. Oliver me ajudou a me manter no rumo certo. Nada do livro de Delphine se perdeu na versão dele”. A história chama atenção por ser a primeira de Polanski sem embate entre personagens de sexos opostos, e também uma história em os personagens masculinos são totalmente secundários. “Nunca havia feito um filme antes com duas protagonistas, e que ambas estivessem em lados opostos. Achei a ideia fascinante”, comentou o cineasta. Entretanto, Polanski enxergou ligação deste longa com seus primeiros filmes. “É particularmente interessante porque todo o clima de paranoia da trama me fez lembrar dos primeiros filmes que fiz. Então, senti como se estivesse no meu território.” Vivendo novamente uma mulher transtornada, papel em que tem se especializado, Eva Green gostou da principal diferença desta produção em relação às demais que estrelou nos últimos dez anos. Pela primeira vez, desde que virou Bond girl em “007: Cassino Royale” (2006), ela pôde interpretar em francês, lembrando que é parisiense. “Estou sempre me esforçando para melhorar meu sotaque em inglês. Como o francês é minha língua-mãe, esse trabalho foi libertador”, disse a atriz.












