Farofeiros invadem os cinemas nas estreias da semana
A programação desta quinta (8/3) está sortida, com besteirol, ação e até lançamentos para celebrar o Dia Internacional da Mulher. São 13 longas e uma dica: reflita bem antes de encarar as filas, porque muitos dessas produções vão logo logo enjoar de tanto reprisar na TV. Clique nos títulos abaixo para assistir aos trailers de todas as estreias. “Os Farofeiros” tem a maior distribuição, levando a mais de 500 telas a décima parceria entre o diretor Roberto Santucci e o roteirista Paulo Cursino – no curto espaço de oito anos. Fábrica de hits, a dupla é responsável pelos blockbusters “De Pernas pro Ar” e “Até que a Sorte nos Separe”, e mantém algumas características “autorais”, como elenco de humoristas da TV, personagens caricatos e interpretações histéricas. As piadas do novo trabalho giram em torno do velho tema das “férias frustradas”, mas em vez de acompanhar uma família, reúne “colegas da firma” numa viagem para o litoral, onde tudo dá errado. Com direito a todos os clichês esperados, a história é melhor resolvida – e engraçada – que outras da dupla, ainda que seja inevitável pensar que funcionaria melhor com personagens e praia paulistas ou como lançamento de verão – ou, melhor ainda, como série do Multishow. Em outros anos, “Encantados” também flertaria com o grande público. Mas o filme já era datado quando foi feito, em 2014, tendo “desencantado” nos cinemas apenas agora – e trazendo consigo o “assediador” José Mayer, justamente no Dia da Mulher… A trama é uma versão tupiniquim dos romances adolescentes sobrenaturais que foram tendência em Hollywood há meia década atrás. Gira em torno da filha de um influente político paraense, que tem visões de um índio bonitão nas águas da Ilha de Marajó. Se o samba-enredo parece conhecido é porque a combinação de folclore, rios místicos e “realismo fantástico” tem sido a base de sucessos noveleiros como “Pantanal” (1990) e “Velho Chico” (2016) – sem esquecer que já há uma versão adulta similar, “Ele, o Boto” (1987). A direção é de Tizuka Yamasaki, que chegou a ser apontada como diretora promissora nos anos 1980, antes de se especializar em filmes da Xuxa. Os filmes B dos EUA Os três filmes americanos da semana foram rodados com baixo orçamento e chegam com atraso no Brasil. Caso mais extremo, “Medo Profundo” foi lançado há oito meses nos Estados Unidos, ocasião em que virou uma das maiores surpresas do ano passado. Custou US$ 5,5 milhões e faturou US$ 44,3 milhões só no mercado doméstico, apesar da trama limitada, que mostra as atrizes Mandy Moore (série “This Is Us”) e Claire Holt (série “The Originals”) presas no fundo do mar, cercadas por tubarões e contando os minutos de oxigênio que lhes restam. Sem maiores pretensões, o suspense aquático sobreviveu à cotação medíocre, de 55% de aprovação no Rotten Tomatoes, para sair direto em DVD em vários países. O Brasil é o último lugar do mundo em que será projetado. Apesar de mais verba para efeitos visuais, “O Passageiro” segue a fórmula de filme B das parcerias anteriores entre o ator Liam Neeson e o diretor Jaume Collet-Serra. Como sempre, o protagonista vive o homem errado, que vira alvo de alguém que irá se arrepender até o fim da exibição. O diretor, que já tentara matar o astro num acidente de carro, de avião e a pé nas ruas, desta vez o coloca numa trem em seu trajeto cotidiano para casa. Ao ser abordado no vagão por uma mulher misteriosa (Vera Farmiga), ele acaba envolvido numa conspiração criminal que ameaça não apenas a sua vida, como a de todos ao seu redor. Um pouco acima da linha da mediocridade, atingiu 58% no Rotten Tomatoes e faturou US$ 36,2 milhões em três meses em cartaz na América do Norte. No “ajuste final”, foi salvo pelo público internacional, que pagou quase o dobro para ver o que Tony Scott filmaria em 2017 se ainda fosse vivo. Outra história de ação ferroviária, “15h17 – Trem para Paris” acabou virando um docudrama com direção do veterano Clint Eastwood. A trama acompanha três americanos de férias na Europa, que usam seu treinamento militar para impedir o ataque de um terrorista armado em um trem que viaja de Amsterdã para Paris. A premissa de filme de Steven Seagal dos anos 1990 aconteceu de verdade em 2015 e foi abordada por Eastwood com um tratamento quase documental, ao optar por dirigir os próprios três amigos, interpretando a si mesmos na recriação da viagem em que viraram heróis. Para ter assunto, o filme também mostra como eles se conheceram desde a infância e seu treinamento militar, e ainda serve como propaganda para o alistamento militar nos Estados Unidos. O resultado não convenceu, com 15% de aprovação. Orçado em US$ 30 milhões, dará prejuízo com apenas US$ 35,2 milhões em dois meses. O empoderamento do circuito limitado As melhores opções em cartaz começam com a produção britânica “Daphne”. Trata-se de uma anti-comédia romântica sobre a personagem-título, que transita pela noite de Londres entre bebedeiras e sexo casual, enquanto navega uma crise existencial a espera de um atrasado amadurecimento. A atriz Emily Beecham, mais conhecida como A Viúva da série “Into the Badlands”, foi premiada no Festival de Torino e indicada ao BIFA (premiação indie britânica) pelo papel. Já o filme tem só 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. “A Número Um” é um suspense feminista passado no mundo das grandes corporações. Bastante atual, o longa francês acompanha sua protagonista numa campanha para ser promovida à CEO de sua empresa, defrontando-se com um rival sexista pelo cargo, que faz tudo para lembrá-la de “seu lugar”, inclusive jogar sujo para vê-la chorar como “mulherzinha”. Escrito, dirigido e estrelado por mulheres, destaca a interpretação de Emmanuelle Devos, indicada ao César (o Oscar francês) pelo desempenho. Outra história feminina francesa, “O Filho Uruguaio” acompanha a busca de uma mãe pelo filho pequeno, sequestrado pelo próprio pai. Após quatro anos do divórcio, sem que a polícia o tenha localizado, a mãe resolve procurar o filho por conta própria, planejando um reencontro no Uruguai. A realidade, porém, não acontece como em seus sonhos. O que não é exatamente inesperado. A maternidade também é o tema de “Uma Espécie de Família”, novo suspense do argentino Diego Lerman (“Refugiado”), que venceu o troféu de Melhor Filme do Festival de Chicago, Melhor Roteiro do Festival de San Sebastian e tem oito indicações ao “Oscar argentino”. A trama acompanha uma médica que viaja ao interior, num local distante, para o parto de uma jovem pobre. Pretendendo adotar o bebê, ela é surpreendida por um esquema de extorsão e, quando percebe a verdade sobre a situação em que se meteu, entra em desespero. No papel principal, a espanhola Bárbara Lennie foi coberta de elogios pela imprensa platina. Ela já tem o Goya (o Oscar espanhol) de Melhor Atriz por “A Garota de Fogo” (2014). E os documentários A programação se completa com quatro documentários brasileiros. O melhor é “Torquato Neto – Todas as Horas do Fim”, que resgata um dos expoentes menos lembrados da Tropicália. Culpa dele próprio, que se matou jovem. Jornalista, poeta, compositor, cineasta, deixou alguns clássicos da MPB como legado. “Santoro – O Homem e Sua Música” também resgata ícone esquecido da cultura brasileira do século 20. O amazonense Cláudio Santoro (1919-1989) chegou a ser considerado um dos maiores compositores eruditos do mundo. Mas, em vez de consagração, sofreu perseguição no Brasil por ser comunista. Impedido de exercer sua arte, precisou dar aulas particulares e até criar bois para sobreviver. Por fim, “Pra Ficar na História” registra os esforços de um gaúcho que criou um museu ao ar livre sobre a imigração italiana e “A Imagem da Tolerância” aborda o culto a Nossa Senhora de Aparecida.
Apple anuncia série de suspense produzida e dirigida por M. Night Shyamalan
A Apple anunciou nesta terça-feira (27/2) ter contratado a produção de uma série de M. Night Shyamalan, diretor de “O Sexto Sentido” (1999) e “Fragmentado” (2016). A série, que ainda não tem nome, será um suspense psicológico. Shyamalan, que já produziu uma série fantástica, “Wayward Pines”, com duas temporadas na Fox, vai repetir a função no novo projeto, além de dirigir o primeiro episódio. A nova atração não teve sua premissa revelada, mas é uma criação de Tony Basgallop, criador da série inglesa “Hotel Babylon” e roteirista de “24 Horas: Viva Um Novo Dia”. O anúncio confirma a busca da Apple por séries desenvolvidas por nomes de prestígio do cinema. A empresa prepara o lançamento de seu novo serviço de streaming com atrações produzidas por Damien Chazelle (diretor de “La La Land”), Steven Spielberg (“The Post”) e Reese Whiterspoon (série “Big Little Lies”), entre outros. Ainda não há previsão de estreia para nenhum desses projetos.
Festival de Berlim: Steven Soderbergh elege celular como sua câmera de cinema favorita
A volta do cineasta americano Steven Soderbergh ao circuito dos festivais rendeu muito assunto, ainda que o resumo da ópera seja um comercial da Apple e seus caros aparelhos de telefonia móvel. Soderbergh presentou no Festival de Berlim 2018 o longa-metragem “Unsane”, que foi inteiramente gravado por meio de um iPhone. A trama acompanha uma mulher (Claire Foy, da série “The Crown”) que sofre o assédio de um psicopata e de uma clínica psiquiátrica que pratica fraudes sistemáticas. Pela forma como foi realizado, Soderbergh revelou, durante a entrevista coletiva do evento, que inicialmente não pretendia lançar “Unsane” nos cinemas, visando negociar um acordo de distribuição com uma plataforma de streaming. No entanto, mudou de ideia ao ver o filme pronto. “Quando encerramos as gravações e assisti ao filme pela primeira vez, pensei que talvez devêssemos tentar os cinemas e a conversa mudou completamente”. “Não é um filme sutil”, ele explicou, comparando as diferenças entre câmera de cinema e de celular. “Nunca tinha trabalhado tão perto de um rosto como agora”, disse o cineasta, que defendeu o iPhone pelo “absoluto imediatismo” que permite na captação de imagens, o que combinava com sua abordagem da trama. Todo o roteiro foi inteiramente gravado em duas semanas e Soderbergh ressaltou que a grande vantagem do iPhone foi sua capacidade de colocar a lente em qualquer lugar “em questão de segundos”. “A capacidade de assistir a um ensaio e depois entrar imediatamente na gravação da cena mantém o nível de energia”, disse ele, acrescentando que será “complicado voltar a uma maneira mais convencional de filmagem”. A atenção em torno do uso do iPhone acabou repercutindo mais que o tema do assédio. O diretor lembrou que as gravações ocorreram antes da explosão dos escândalos por abusos sexuais e a campanha #MeToo, que sacode Hollywood. “Gravamos o filme antes do início do #MeToo. Mas, certamente, o assédio é um tema muito presente no filme”, situou o cineasta, ressaltando que o psicopata da história ignora a rejeição da vítima para forçá-la a aceitar seu assédio. “Essas são questões que sempre existiram, então foi pura coincidência o tema ter se tornado tão relevante, mas estou interessado nesses tipos de dinâmica. Não apenas a dinâmica de gênero, mas a dinâmica de poder, o que acontece com as pessoas quando elas são presas em um sistema projetado para tirar a identidade das pessoas”, acrescentou. Ele também abordou sua alardeada aposentadoria do cinema em 2013, e o fato de ter retornado ao circuito no ano passado com “Logan Lucky”. “Eu acho que confundi parte da minha frustração com a indústria cinematográfica… e em seguida fiz uma série (‘The Knick’) em que senti mais prazer de trabalhar. Mas uma vez que voltei ao cinema, decidi continuar trabalhando para quebrar barreiras e este filme, mais do que qualquer outro trabalho recente, me fez sentir como se tivesse retomado uma espécie de cinema a que me entreguei quando era adolescente, então foi um prazer”, concluiu. Entusiasmado pela liberdade permitida pelo iPhone, ele revelou que seu próximo projeto, com gravações marcadas já para a próxima semana, também será feito com celular. Só não disse qual seria esse projeto – ele está em envolvido num drama sobre o escândalo financeiro dos Panamá Papers e o thriller “Planet Kill”.
O Sacrifício do Cervo Sagrado é um dos mais assustadores filmes de terror recentes
O trabalho do cineasta grego Yorgos Lanthimos não é apreciado por muitos – basta ver a quantidade de pessoas indignadas no IMDb e dispostas a jogar pedras no seu mais recente filme. Embora já tenha seis longas-metragens em seu currículo e um outro já pronto para ser lançado ainda este ano, ele é mais lembrado por dois títulos: “Dente Canino” (2009) e “O Lagosta” (2015), filmando o que talvez sejam o drama adolescente e a comédia romântica mais estranhos já feitos. Os filmes do diretor na verdade são inclassificáveis, mas se a história de um homem que vai se transformar em um animal (uma lagosta) simplesmente por não ter conseguido uma namorada ou uma esposa pode ser vista como um romance, “O Sacrifício do Cervo Sagrado” se aproxima mais do horror. E nesse sentido, é um dos mais assustadores filmes de horror já feitos neste milênio. Pode parecer uma afirmativa exagerada, mas por não ser exatamente um filme agradável, pode levar alguns espectadores a fugir correndo da sala de cinema – como cheguei a presenciar na sessão de que participei. Pena que, ao ser lançada no meio da temporada do Oscar, possa acabar passando batido, com pouco tempo em cartaz. Ainda assim, é melhor do que não ser exibido no cinema, como aconteceu com “O Lagosta”. Trata-se de um filme especial, desses que ficam com o espectador ao final da sessão e por alguns dias ainda, com suas imagens poderosas, estranhas e muitas vezes aterrorizantes. A primeira imagem de “O Sacrifício do Cervo Sagrado” é um grande close na cirurgia de um coração. Trata-se de uma imagem real de uma cirurgia que foi aproveitada para o filme. O protagonista, Dr. Steven Murphy (Colin Farrell), é um cirurgião cardiologista. Ao término de uma cirurgia de rotina, ele anda com um colega pelos corredores do hospital e conversa sobre um relógio bonito. “Onde o comprou?”, pergunta ele. Mais tarde, saberemos de seus encontros estranhos com um garoto de 16 anos (Barry Keoghan, que já tem um rosto um tanto incomum e por isso se encaixa perfeitamente com o personagem). A princípio, não sabemos do que se tratam esses encontros do médico e esse rapaz. Haveria ali uma espécie de relacionamento impróprio, por assim dizer? Chama a atenção também o tipo de dramaturgia em que as falas dos personagens são despidas de emoção, algo já visto em “O Lagosta”. Trata-se de um tipo de trabalho que lembra bastante o uso de modelos no trabalho de Robert Bresson, que em entrevistas é tido como uma das grandes influências do cineasta grego. As estranhezas chegam também em casa, com a esposa (Nicole Kidman) alimentando uma das taras do marido: fingir que está imobilizada em anestesia geral para que ele possa desfrutar dessa fantasia aparentemente recorrente. Yorgos Lanthimos segue, assim, mantendo a atenção do espectador cada vez mais em alta. Inclusive pela utilização de uma trilha sonora que aos poucos vai se tornando perturbadora, principalmente a partir do momento em que um dos dois filhos de Steven afirma não conseguir se levantar da cama, teria perdido a mobilidade dos membros. É quando as respostas para isso surgem em uma conversa com o incômodo Martin, o garoto de 16 anos, que àquela altura já havia visitado a família de Steven e feito o médico visitar sua mãe (Alicia Silverstone, em uma única mas marcante sequência). As respostas para esse pesadelo que se transformou a vida do cirurgião seriam dadas em poucos segundos, a ponto de o espectador ficar não apenas aterrorizado, mas também desnorteado. Mais uma vez, Lanthimos trabalha com o tema da punição, e o que acontece a seguir é impressionante. Imagens das cenas seguintes, de tão bizarras – algumas delas chocantes – certamente ficarão presentes na memória de muitos espectadores, mesmo aqueles que sairão da sessão com um pouco de raiva do filme. O ar de tragédia seria inspirado na peça de Eurípides sobre Ifigênia, filha de Agamemnon, o general grego que venceu a guerra de Troia. Segundo os textos que precedem a “Ilíada”, Agamemnon teve que sacrificar a própria filha por ter matado um cervo sagrado em uma floresta. Só assim os deuses soprariam os ventos que levariam sua frota para Troia. Mas após dez anos de guerra, ao voltar para casa, ele é assassinado pela esposa, como vingança pelo sacrifício da filha. O ciclo continua, com o assassinato da mulher pelos dois filhos remanescentes e vingativos, Orestes e Electra – ato que, por sinal, deu origem a outra peça. Tragédia grega, horror arrepiante, Bresson e o que muitos dizem ser uma imaginação saída de uma mente doentia são alguns dos ingredientes para a construção deste espetáculo singular e perturbador que é “O Sacrifício do Cervo Sagrado”.
TNT encomenda série de suspense estrelada por Lily Rabe
O canal pago TNT encomendou a série de suspense “Deadlier than the Male”, estrelada pela atriz Lily Rabe (“American Horror Story”). Criada por Harriet Warner (roteirista da série britânica “Call the Midwife”), a trama vai seguir três pessoas de passados misteriosos e perigosos: uma jovem (Rabe) que uma vez encarou um assassino mortal, um ex-predador sexual (Hamish Linklater, de “Legion”) desesperado para encontrar a redenção e uma mãe (Amy Brenneman, de “The Leftovers”) obcecada por encontrar sua filha desaparecida. À medida que cada uma delas é empurrada para seus limites, a verdade sobre seus passados e motivações se torna mais turva, embaralhando as linhas que separam vítimas e algozes. O elenco também inclui Enrique Murciano (série “Bloodline”) e Chiara Aurelia (“Jogo Perigoso”). “Deadlier Than the Male” é o segundo piloto de drama aprovado pela TNT para a próxima temporada, após a sci-fi “Snowpiercer”, baseada no filme “Expresso do Amanhã” (2013).
Guy Pearce é suspeito no desaparecimento de adolescente em trailer de suspense
A Lionsgate divulgou o trailer do suspense “Spinning Man”, primeiro filme falado em inglês do sueco Simon Kaijser, cujo nome completo inclui um “da Silva”. Especialista em séries de suspense nórdicas, ele dirige um roteiro de Matthew Aldrich, que criou a história da animação “Viva – A Vida É uma Festa”. O filme traz Guy Pearce (“Alien: Covenant”) enfrentando um problema que já o afligiu no cinema anteriormente (em “Amnésia”): lacunas de memória. Ele não se lembra direito da última semana, o que o torna o principal suspeito no desaparecimento de uma aluna da escola em que trabalha como professor. Pierce Brosnan (“O Estrangeiro”) é o detetive que aperta o cerco, enquanto Minnie Driver (série “Speechless”) vive a esposa que sofre com as contradições do marido, provavelmente para esconder casos impróprios com estudantes. O elenco também inclui Odeya Rush (“Goosebumps”), Alexandra Shipp (“X-Men: Apocalipse”) e Clark Gregg (série “Agents of SHIELD”) e a estreia está marcada para 6 de abril nos Estados Unidos. Não há previsão de lançamento no Brasil.
Sophie Turner é uma lolita perigosa em trailer de suspense indie
A Screen Media divulgou o dez fotos, o pôster e o trailer de “Josie”, que traz Sophie Turner (a Sansa de “Game of Thrones”) no papel-título. Josie é uma lolita colegial tatuada recém-chegada numa cidadezinha pacata, que causa tensões ao se relacionar simultaneamente com um jovem delinquente (Jack Kilmer, de “Dois Caras Legais”) e um homem bem mais velho (Dylan McDermott, de “American Horror Story”) com alguns segredos. Entretanto, como mostra a prévia, ela pode ser mais perigosa que ambos, ao atiçar desejos de film noir. Anteriormente chamado de “Huntsville”, o suspense passional tem direção de Eric England (“Contágio Letal”), que até então só tinha dirigido terrores baratos. A estreia está marcada para 16 de março nos Estados Unidos e não há previsão para lançamento no Brasil.
Terror de diretor da série The Walking Dead ganha trailer cheio de reviravoltas
A IFC divulgou o trailer do terror indie “Midnighters”, primeiro filme do diretor Julius Ramsay, especialista em séries de terror. Após assinar episódios de “The Walking Dead”, “Scream” e “Outcast”, ele comanda o roteiro de seu irmão, Alston Ramsay, que mostra como um atropelamento de Ano Novo numa estrada isolada precipita diversos acontecimentos inesperados. A começar pelo fato de que o estranho atropelado tinha o endereço da casa do casal do carro. Com o envolvimento da polícia, o surgimento de uma mala de dinheiro e uma irmã/cunhada gananciosa, a trama se complica cada vez mais. O elenco inclui Alex Essoe (“O Anjo do Desejo”), Dylan McTee (série “Sweet/Vicious”), Perla Haney-Jardine (“Steve Jobs”) e Ward Horton (“Annabelle 2: A Criação do Mal”). O filme ganhou alguns prêmios no circuito dos festivais de terror e estreia em 2 de março nos Estados Unidos. Não há previsão para lançamento no Brasil.
Stanley Tucci enfrenta escândalo de assédio sexual em trailer de suspense
A Paladin divulgou o trailer do suspense indie “Submission”, suspense que aborda o tema do momento: assédio sexual. O filme traz Stanley Tucci (“Transformers: A Era da Extinção”) como um professor universitário, que se entusiasma com a literatura erótica de uma aluna (Addison Timlim, da série “StartUp”). Ela escreve sobre uma estudante que seduz seu professor e logo a vida começa a imitar a arte, até os danos atingirem a vida pessoal do protagonista, com um processo de assédio. Roteiro e direção são de Richard Levine (“Uma Segunda Chance”) e o elenco também conta com Kyra Sedgwick (“Quase 18”) e Janeane Garofalo (da série “Mais Um Verão Americano: Primeiro Dia de Acampamento”). O filme estreia em 2 de março nos EUA e não há previsão de lançamento no Brasil.
Estreia de The Alienist bate recorde de público no canal pago TNT
A estreia da série limitada “The Alienist” registrou público recorde para o canal pago TNT em sua primeira semana de exibição. Originalmente assistida por 3,1 milhões de telespectadores em sua primeira transmissão na segunda-feira passada (22/1), a atração quadruplicou o público ao longo de exibições por streaming, atingindo 13,1 milhões de telespectadores durante os primeiros sete dias de disponibilidade online. Segundo comunicado da TNT, a projeção multiplataforma até o final do mês é de 16 milhões de telespectadores. Isso faz de “The Alienist” o lançamento mais bem sucedido do canal pago desde 2012. O episódio de estreia também bateu o recorde de visualizações nos aplicativos e sites da TNT, somando 4 milhões de minutos de consumo de seus usuários, além de ter gerado 10 milhões de menções nas redes sociais. Adaptação do best-selling homônimo de Caleb Carr, a série acompanha a caçada ao primeiro serial killer de Nova York, no século 19, por um trio de “especialistas” não convencionais. Daniel Brühl (“Capitão América: Guerra Civil”) interpreta o brilhante e excêntrico Dr. Laszlo Kreizler, um prodígio da psicologia forense, que é o alienista do título – como eram chamados os médicos que tratavam de pacientes “alienados da realidade”. Convocado para o caso pelo novo comissário de polícia Theodore Roosevelt (futuro presidente dos EUA), ele acaba se juntando ao jornalista John Moore, vivido por Luke Evans (“Drácula: A História Nunca Contada”) e a secretária da polícia Sara Howard, personagem de Dakota Fanning (“Movimentos Noturnos”), que está determinada a se tornar a primeira detetive feminina dos EUA. Roosevelt, por sua vez, é vivido por Brian Geraghty (série “Chicago P.D.”). A trama evoca vagamente a série britânica “Ripper Street”, ao mesmo tempo em que demonstra preocupação com aspectos históricos, como o desenvolvimento da ciência forense e os primeiros passos da luta pelos direitos das mulheres. A adaptação foi escrita por Hossein Amini (roteirista de “As Duas Faces de Janeiro” e “Drive”) e a direção ficou a cargo do belga Jakob Verbruggen, que já assinou capítulos de “Black Mirror” e “House of Cards”.
A Química: Novo livro da autora de Crepúsculo vai virar série
O Tomorrow Studios anunciou a produção de uma série baseada em “A Química” (The Chemist), novo livro da escritora Stephenie Meyer (“Crepúsculo”). “A Química” já vendeu quase um milhão de cópias nos EUA e seu lançamento também aconteceu em outros 35 países, inclusive no Brasil, onde foi lançado pela Intrínseca. A trama troca os romances sobrenaturais pelo thriller de espionagem. Acompanha Alex, uma química especializada em tortura, que passa a ser perseguida pela agência governamental que contratava seus serviços, após ser considerada um embaraço perigoso. Quando seu antigo encarregado lhe oferece uma saída, ela passa a lidar com informações que tornam sua situação ainda mais complicada. “Stephenie é uma dos autoras mais prolíficas do nosso tempo, com seu retrato único de heroínas que ressoam com leitores e telespectadores em todo o mundo, e estamos ansiosos para trabalhar com ela para levar ‘A Química’ à televisão”, disse o produtor Marty Adelstein, em comunicado. O projeto será uma coprodução entre o Tomorrow Studios de Adelstein e a Fickle Fish, produtora de Stephenie Meyer, que já lançou a comédia indie “Austenland” (2013) e este ano estreia o suspense “Down a Dark Hall”, com AnnaSophia Robb e Uma Thurman. Por sua vez, o Tomorrow Studios é responsável pelas séries “Good Behavior” e a vindoura “Snowpiercer”, no canal pago TNT, além de uma série baseada no filme “Hanna” (2011), em desenvolvimento para a Amazon. “The Chemist” (título original) ainda não tem canal definido nem previsão de estreia.
Unsane: Claire Foy duvida da própria sanidade no trailer do novo suspense de Steven Soderbergh
A Bleecker Street divulgou o pôster e o trailer do novo suspense de Steven Soderbergh (“Onze Homens e um Segredo”), intitulado “Unsane”. A prévia explora a paranoia da personagem vivida por Claire Foy (série “The Crown”), que se vê perseguida pelo mesmo homem em todo o lugar, até ser internada numa clínica psiquiátrica contra a própria vontade. Jurando não estar louca, ela passa a se comportar de forma cada vez mais violenta, mas nem sua mãe nem a polícia podem ajudá-la, a ponto dela começar a duvidar de sua própria sanidade. É a segunda vez que Soderbergh aborda o tema da sanidade mental, após o ótimo thriller “Terapia de Risco”, seu último filme, lançado em 2013. O longa foi rodado em segredo, durante um curto período. Toda a gravação ocorreu durante uma única semana e foi feita por meio da câmera de um iPhone. Isto explica algumas tomadas da prévia, que parecem imagens de filmes de terror de “found footage” – feito com câmeras amadoras, imitando vídeos reais – ou ligações de facetime. O roteiro é da dupla Jonathan Bernstein e James Greer, mais conhecida por comédias infantis como “Sorte no Amor” (2006) e “Missão Quase Impossível” (2010). O elenco também inclui o comediante Jay Pharoah (série “White Famous”), Juno Temple (“Roda Gigante”), Amy Irving (série “Alias”), Joshua Leonard (série “StartUp”) e Aimee Mullins (série “Stranger Things”). A estreia mundial vai acontecer no Festival de Berlim 2018, seguido por um lançamento em março nos Estados Unidos. Ainda não há previsão para a distribuição no Brasil.
Trailer legendado de B: The Beginning revela trama do anime de serial killer
A Netflix divulgou o trailer legendado de “B: The Beginning”, que revela a trama de suspense da nova série anime. Em meio a uma onda criminal sem precedentes, um lendário investigador assume o caso dos assassinatos cometidos por um serial killer. O título é uma referência ao nome do vilão, denominado de Killer B. “B: The Beginning” é uma criação de Kazuto Nakazawa, diretor do trecho animado de “Kill Bill” (2003) e da série “Samurai Shamploo”, e tem produção do estúdio Production I.G, responsável por “Ghost in the Shell”. Com 12 episódios, a série tem estreia mundial marcada para 2 março.











