Produtor revela planos para uma 2ª temporada de Troia: A Queda de uma Cidade
A chegada de “Troia: A Queda de uma Cidade” (Troy: Fall of a City) à Netflix deu início à discussão sobre a possibilidade de uma continuação para a série. Em entrevista ao site The Hollywood Reporter, o produtor Derek Wax (que também produz a série “Humans”) assumiu o interesse em realizar uma 2ª temporada, revelando já ter conversado com o roteirista David Farr (da minissérie “The Night Manager”) a este respeito. “David Farr tem uma ideia maravilhosa para onde a 2ª temporada pode ir, mas é basicamente uma opção das emissoras continuar ou não. Ela precisa render interesse na Netflix por tempo suficiente para que eles tomem uma decisão”. Ou seja, se a série fizer sucesso na Netflix, a coprodução com a BBC deve ser renovada. O produtor não revelou qual seria a história abordada, já que a Guerra de Troia se conclui com a queda da cidade, como diz o título da atração. Mas há três obras clássicas que abordam o período posterior à guerra: “A Odisseia”, de Homero, “A Eneida”, de Virgílio, e “Electra”, de Eurípedes, que tratam dos destinos de três personagens importantes, que sobrevivem ao conflito: respectivamente, Odisseus (Ulisses, na mitologia romana), Eneias e Agamenon. Além destes, o final do herói grego Diomedes é revelado na “Heracleia”, de Peisândro de Rodes, coleção dos poemas épicos sobre os Doze Trabalhos de Héracles (Hércules, na mitologia romana).
Veja o trailer legendado de Troia: A Queda de uma Cidade, novidade da Netflix
A Netflix divulgou o trailer legendado de “Troia: A Queda de uma Cidade” (Troy: Fall of a City), série britânica que liderou a audiência, mas também gerou polêmica durante sua exibição no Reino Unido. A série teve grande repercussão na mídia e nas redes sociais, graças à escalação controversa de atores negros como intérpretes de heróis e deuses gregos. A decisão foi toma em nome da liberdade artística dos produtores, que optaram por anacronismo politicamente correto para retratar personagens descritos como brancos por Homero e retratados em afrescos, estátuas e até em moedas da Grécia antiga dessa forma. As mudanças mais significativas envolveram Aquiles, interpretado por David Gyasi (“Interestelar”), Eneias, vivido pelo “brasileiro” Alfred Enoch (“How To Get Away With Murder”), e até Zeus, maior deus dos gregos, representado por Hakeem Kae-Kazim (“Black Sails”) – jogando por terra inúmeras representações pictóricas do velhinho de barbas, roupas e pele claras, soltando raios nos pobres mortais. Como as escalações dizem mais respeito ao século 21 do que ao século 13 antes de Cristo, alegraram os defensores de uma agenda de inclusão, mas frustram quem esperava uma recriação mais fiel do épico de Homero, a ponto de gerar editoriais sobre o assunto. “Por que a nova série da BBC ‘Troy: Fall of a City’, passada há 1,2 mil anos antes de Cristo, sente a necessidade de nos doutrinar sobre raça e gênero?’, indagou uma manchete do tabloide The Sun. “Controvérsia espreita a escalação do mítico Aquiles com um ator negro no novo épico da BBC”, publicou o site Greek Hollywood Reporter. Os produtores defenderam as escalações em entrevista à revista Variety, afirmando que o “mundo dos mitos” permite “uma liberdade maravilhosa” de casting. “Diversidade está no coração do nosso casting e no coração do que a BBC e a Netflix querem. Isto só é controverso se as pessoas tentam criar uma controvérsia a partir disso”, afirmou Derek Wax, numa frase digna, como diriam os gregos, dos melhores sofistas. Comentários no Twitter lembram que os africanos não tem nenhuma relação com a mitologia grega ou com a história da Grécia antiga. Alguns se disseram “chocados” com a “tentativa da BBC de reescrever a História da Grécia”. Poderia se argumentar que pelo menos os troianos não eram europeus brancos, já que sua cidade ficava na Turquia. Mas a verdade é que até eles eram gregos. A região de Anatólia foi colonizada pelos gregos e pertencia à civilização helênica, compartilhando, inclusive, os mesmos deuses, como descreve o poema épico de Homero. Enquanto alguns se limitaram à discussão histórica, a polêmica também traz à tona argumentos francamente racistas. Nunca falta tampouco quem lembre situação oposta, um filme sobre o Pantera Negra estrelado por um ator branco. Entretanto, antes de “Pantera Negra” existiu “O Fantasma” (1996), herói branco de quadrinhos passados na África. A cultura e a sociedade simplesmente evoluem. Mas a polêmica não é realmente sobre os avanços do presente, mas a respeito do anacronismo representado pela ação afirmativa da escalação. Recriar o passado sob uma ótica politicamente correta pode, em seu extremo, levar à situação-limite de retratar o período da escravidão sem escravos negros. A abordagem inclusiva também falha em respeitar os povos e culturas originais, tendo efeito oposto ao esperado. Criador da série, David Farr defendeu sua opção dizendo que lidou com mitos e não com História factual para justificar suas decisões de elenco. “Ninguém sabe se a versão de Homero, que foi escrita 500 anos depois [da Guerra de Troia], é fiel aos fatos ou se é inteiramente mítica”, ele afirmou, referindo-se ao poema épico “A Ilíada”, de 3,2 mil anos atrás. É bom lembrar que o mesmo poderia ser dito sobre a Bíblia.
Apple vai produzir série baseada em Fundação, um dos maiores clássicos da sci-fi
A Apple está desenvolvendo uma série baseada na trilogia de livros iniciada com o clássico “Fundação”, de Isaac Asimov, uma das obras mais famosas da ficção científica. Segundo a revista Variety, o projeto está sendo desenvolvido pela dupla de roteiristas-produtores David S. Goyer (criador de “Krypton” e “Constantine”) e Josh Friedman (criador de “Emerald City”), em parceria com a produtora Skydance. Os livros “Fundação” (1951), “Fundação e Império” (1952) e “Segunda Fundação” (1953) têm como pano de fundo um futuro em a Via Láctea está sob o controle do Império Galático. Mas um matemático chamado Hari Seldon desenvolve um método de prever a queda do império e passa a liderar um grupo conhecido como A Fundação, para preservar os humanos e criar um novo império. Em 1981, após a trilogia da “Fundação” ser incensada como um dos trabalhos mais importantes da ficção científica moderna, Asimov foi convencido por seus leitores a escrever um quarto livro, que se tornou “Limites da Fundação” (1982). Inspirado, ele escreveu mais uma sequência, “Fundação e Terra” (1986), além de dois prólogos, “Prelúdio para Fundação” (1988) e “Origens da Fundação” (1993), e interligou na sua série vários outros trabalhos, criando um universo ficcional unificado. Não é a primeira vez que esta trama é considerada material rico para uma série. A HBO tentou fazer uma adaptação em 2015, com o co-criador de “Westworld”, Jonathan Nolan. Mas o orçamento se provou impeditivo para a TV. Considerado um dos maiores escritores da ficção científica, Issac Asimov (1942-1993) formulou as chamadas “leis da robótica” e já teve um de seus livros mais conhecidos adaptados por Hollywood: “Eu, Robô”, estrelado por Will Smith em 2004.
Netflix renova série Alexa & Katie para a 2ª temporada
A Netflix anunciou a renovação de “Alexa & Katie” para sua 2ª temporada, 18 dias após a estreia da série – que chegou ao serviço de streaming em 23 de março. Com clima das produções para tweens da Disney e da Nickelodeon, a série companha duas amigas inseparáveis que se preparam para entrar no Ensino Médio. Mas o detalhe que faz a diferença é que uma das amigas têm câncer. Criada por Heather Wordham, que trabalhou na Disney e na Nickelodeon, como roteirista de “Hannah Montana” e “A Família Hathaways” (The Haunted Hathaways), a série traz Paris Berelc (de “Lab Rats”) como Alexa, que não quer se torna conhecida como a “garota do câncer”, e a estreante Isabel May como Katie, que faz tudo para que isso não aconteça – inclusive raspar seu próprio cabelo para ficar igual à amiga. Assim como o sucesso de cinema “A Culpa É das Estrelas” (2014), a produção aposta numa protagonista extrovertida e com grande entusiasmo pela vida. O elenco ainda destaca Tiffani Thiessen (da clássica série teen “Galera do Barulho/Saved by the Bell”) como a mãe de Alexa. A renovação foi revelada três dias após o cancelamento de “Everything Sucks”, outra série adolescente da Netflix.
The Handmaid’s Tale ganha pôster oficial de sua 2ª temporada
O serviço de streaming Hulu divulgou pôster oficial da 2ª temporada de “The Handmaid’s Tale”, série vencedora dos últimos prêmios Emmy e Globo de Ouro. A imagem destaca a protagonista Offred, que voltará a ser chamada de June nos novos episódios. A nova temporada vai mostrar o que acontece com a personagem, agora grávida e deportada. E para fazer isso precisará ir além da trama estabelecida no romance homônimo da escritora Margaret Atwood, que foi adaptado na 1ª temporada. Apesar disso, o roteirista Bruce Miller, criador da série, afirma que um maior descortinamento do futuro distópico já estava contido no livro, lançado como “O Conto da Aia” no Brasil. “O livro salta 200 anos e apresenta uma discussão acadêmica em seu final, sobre o que aconteceu naquela época. Talvez isso seja tratado como um esboço, mas já está lá no livro de Margaret. Não estamos indo além do romance, estamos apenas abordando um pouco mais devagar um território pelo qual ela passou rapidamente.” Entre as novidades da 2ª temporada, estão a introdução de novas personagens vividas por Marisa Tomei (“Homem-Aranha: De Volta para Casa”), Cherry Jones (série “24 Horas”), Greg Bryk (série “Bitten”) e Sydney Sweeney (vista na série “Pretty Little Liars”), e a revelação das colônias radioativas, locais para onde são mandadas as mulheres que não se submetem ao regime totalitário de Gilead. “The Handmaid’s Tale” volta no dia 25 de abril nos Estados Unidos.
Após aumento, Millie Bobby Brown vai ganhar o mesmo que Winona Ryder em Stranger Things
Após renegociar seu salário com a Netflix, a atriz Millie Bobby Brown, que interpreta Eleven (Onze) na série “Stranger Things”, teve seu pagamento equiparado ao dos atores adultos da produção. Antes, ela tinha um salário na mesma faixa dos demais atores-mirins. Todos recebiam em torno de US$ 24 mil por episódio. No entanto, segundo o site de celebridades, TMZ, a atriz conquistou um aumento que elevou seu pagamento para US$ 350 mil (cerca de R$ 1,1 milhão) por episódio da 3ª temporada. Com isso, seu salário passou a se equiparar aos de David Harbour, que encarna o xerife Jim Hopper, e Winona Ryder, intérprete de Joyce Byers, mãe do personagem Will Byers, vivido por Noah Schnapp. Por sinal, tanto Schnapp como os demais astros mirins, Finn Wolfhard (Mike Wheeler), Gaten Matarazzo (Dustin Henderson) e Caleb McLaughlin (Lucas Sinclair), também tiveram contratos renegociados e receberão aumentos significativos, ainda que menores que o de Bobby Brown. Eles devem ganhar cerca de US$ 250 mil por cada capítulo da série. A 3º temporada de “Stranger Things” ainda não tem data de estreia prevista.
Ator de Inumanos viverá o Capitão Pike em Star Trek: Discovery
O ator Anson Mount, intérprete de Raio Negro na série dos Inumanos, da Marvel, vai interpretar outro papel icônico numa série. Ele entrou em “Star Trek: Discovery” para viver o Capitão Christopher Pike, antecessor do Capitão James Kirk na nave Enterprise. A participação do personagem foi plantada no final da 1º temporada da série, quando um pedido de socorro levou a tripulação da Discovery a encontrar a nave Enterprise. Mas como a série se passa antes dos eventos dos filmes de “Star Trek”, quem está na ponte de comando ainda é Pike. O personagem foi vivido por Jeffrey Hunter no piloto rejeitado de “Jornada nas Estrelas” em 1964. O papel foi reformulado e o ator foi substituído por William Shatner com a introdução do Capitão Kirk no segundo piloto, que foi aprovado em 1966. Mas as cenas gravadas em 1964 não foram perdidas. Elas acabaram integrando a cronologia oficial num episódio duplo da 1ª temporada, que mostrou as cenas mais antigas como se fossem da tripulação “original” da Enterprise – que incluía Pike, Spock (Leonard Nimoy) e a Número Um (Majel Barrett), entre outros. Pike continuou a existir no reboot cinematográfico de 2009, aparecendo como o capitão da Enterprise no começo do filme “Star Trek” – vivido por Bruce Greenwood – , antes do comando da nave passar para o Capitão Kirk. A dúvida, agora, é se, além de Pike, os demais integrantes da tripulação “original” também aparecerão. Segundo os showrunners Aaron Harberts e Gretchen J. Berg, a decisão de introduzir a nave Enterprise em “Star Trek: Discovery” coloca um “elefante na sala”, já que Michael Burnham (Sonequa Martin-Green) e Sarek (James Frain), irmã e pai de Spock, estão a bordo da Discovery. “Certamente, não estamos confirmando que vamos apresentar Spock e, certamente, não vamos contratar um novo ator para esse papel”, diz Harberts. “Sabemos o quão incríveis foram as performances de Leonard Nimoy e Zachary Quinto e o que a série original e o diretor do filme ‘Star Trek’, JJ Abrams, conseguiram desencadear com esse personagem. Nunca encontraríamos outro ator que pudesse chegar perto do que Leonard Nimoy fez com o papel original”. Mas a produtora Gretchen J. Berg faz uma ressalva. “Embora a nossa série seja chamada ‘Discovery’ e nosso foco principal seja sempre as pessoas na ‘Discovery’, também estamos vivendo dentro do universo ‘Star Trek'”, ela pondera. “Uma hora teríamos que dar reconhecimento e interagir com esta outra nave e seus tripulantes que estão por aí”. Vale observar que um detalhe “lógico”, como diriam os vulcanos, pode impedir a presença de Spock na série. Enquanto Spock já era Oficial de Ciências da tripulação comandada pelo Capitão Pike na série clássica dos anos 1960, ele ainda estudava na Academia da Frota Estelar quando Pike comandou a Enterprise na nova cronologia estabelecida pelo reboot de 2009. Desta forma, a participação de Spock cria um paradoxo. Se ele aparecer, “Discovery” será um prólogo da série original “Jornada nas Estrelas” (1966-1969). Se não aparecer, a série é prólogo do reboot estabelecido pelo filme de J.J. Abrams. A má notícia para quem quer saber logo como esse paradoxo será resolvida é que a 2ª temporada de “Star Trek: Discovery” só deve estrear em 2019.
Livro e filme, Alta Fidelidade vai virar série da plataforma de streaming da Disney
A Disney pretende lançar uma série baseada em “Alta Fidelidade”, o cultuado livro de Nick Hornby que virou comédia romântica de sucesso em 2000, estrelada por John Cusack. Segundo o site Deadline, o projeto está sendo desenvolvido para o novo serviço de streaming do estúdio. E contém uma diferença em relação à fonte original. Na série, o protagonista será uma mulher, dona de uma loja de discos, que usa músicas como ponto de partida para compartilhar com a câmera seus relacionamentos passados. Apesar do tom romântico do filme de 2000, “Alta Fidelidade” é mais conhecida pela imersão do personagem, dono de loja de discos, na história do rock. Sua relação com a música tinha nível geek, que o levava a criar listas de Top 5 com trilhas imaginárias para todos os seus momentos. A adaptação está a cargo das roteiristas Veronica West e Sarah Kucserka, que trabalharam juntas em “Ugly Betty”, “Brothers and Sisters”, “Hart of Dixie” e “Bull”. Elas terão a missão de transformar uma trama geek essencialmente masculina numa série de abordagem feminina. Ainda não há previsão para o começo da produção ou data de lançamento, como ocorre com todas as séries projetadas para o serviço D2C (direct to consumer) da Disney.
Conheça Kiss Me First, série sci-fi britânica similar a Jogador Nº 1, que chega em breve na Netflix
O Channel 4 estreou nesta semana no Reino Unido uma nova série sci-fi que deve agradar aos fãs de “Jogador Nª 1”, já que inclui uma espécie de Oasis, um lugar acessível apenas via realidade Virtual e onde os personagens viram avatares criados por computação gráfica. Veja três vídeos abaixo para perceber as similaridades. “Kiss Me First” conta uma história que se passa entre o mundo real e o virtual. Na trama, após a morte de sua mãe, a solitária Leila (Tallulah Haddon, de “Taboo”) tem que aprender como levar a vida sozinha. Mas ela tem um avatar digital, Shadowfax, e quando se loga no jogo de realidade vitual Azana começa a fazer novas amizades. É lá que ela conhece a misteriosa Mania (Simona Brown, de “The Night Manager”) e descobre um paraíso secreto, Red Pill, antes de ser expulsa por Adrian (Matthew Beard, de “O Jogo da Imitação”), o líder do lugar, porque ela entrou sem ser convidada. Entretanto, Leila logo descobre Mania, cujo nome verdadeiro é Tess, no mundo real, e a partir daí o mistério se aprofunda. Criada por Bryan Elsley (o criador de “Skins”), a série foi produzida em parceria com a Netflix e adapta livremente o livro homônimo de Lottie Moggach – que originalmente tratava de mídias sociais e não aborda realidade virtual. Por conta desse detalhe tecnológico, que coloca a trama no futuro próximo, a imprensa britânica a comparou a “Black Mirror”. A Netflix ainda não começou a divulgação da produção porque só deve lançá-la após a série terminar sua exibição no Reino Unido – como aconteceu com “The End of the F***ing World” e “Requiem”. São, ao todo, apenas seis episódios, com final previsto para o dia 7 de maio.
Karl Urban vai enfrentar super-heróis na nova série dos criadores de Preacher
O ator Karl Urban, intérprete do Dr. McCoy na franquia “Star Trek”, ficou com o papel principal de “The Boys”, nova série baseada em quadrinhos, que mostra o lado sombrio dos super-heróis. O bom é que o ator já tem a experiência de ter enfrentado Thor em “Thor: Ragnarok” e impor a lei contra vilões de quadrinhos em “Dredd”. Afinal, seu novo personagem precisará fazer coisas similares. Urban vai viver o chefe dos “The Boys” do título, Billy Butcher, cujo nome foi traduzido no Brasil como Billy Carniceiro. Ao receber a missão de vigiar a atividade dos super-heróis para a CIA, ele junta os garotos, uma turma de amigos da pesada formada por Hughie Mijão, Leite Materno, O Francês e A Fêmea. Adaptação da publicação homônima de Garth Ennis, o autor de “Preacher”, a série acompanha o grupo enquanto eles tentam colocar super-heróis renegados na linha. Ao conceber “The Boys”, Ennis declarou que pretendia superar as situações ultrajantes que consagrou em “Preacher”. E o resultado é barra-pesada, marcado por cenas de ultraviolência, estupros e ilustrações das piores tendências da humanidade. A ideia por trás da publicação consiste em examinar o que pessoas comuns fariam se ganhassem super-poderes. A conclusão é que virariam babacas. E para lidar com um monte de super-heróis metidos, o governo resolve contratar pessoas insuportáveis, capazes de resolver problemas delicados de forma brutal. Além de Urban, a produção já contratou Karen Fukuhara (a heroína Katana em “Esquadrão Suicida”) como A Fêmea, Jack Quaid (“Jogos Vorazes”) como Hughie e Laz Alonso (“Velozes e Furiosos 4”) como Leite. Ainda falta o Francês. Vários super-heróis também estão definidos, com Antony Starr (série “Banshee”), Chace Crawford (série “Gossip Girl”), Dominique McElligott (série “House of Cards”), Nathan Mitchell (“Scorched Earth”), Jessie T. Usher (“Independence Day: Ressurgimento”) e Erin Moriarty (série “Jessica Jones”). Os responsáveis pela produção são os mesmos que transformaram “Preacher” em série, o ator Seth Rogen e seu parceiro Evan Goldberg, que agora se juntaram a Eric Kripke, criador de “Supernatural” e “Timeless”, para desenvolver a série na Amazon. A atração ganhou encomenda de oito episódios, mas ainda não tem previsão de estreia.
Netflix divulga abertura do remake da série Perdidos no Espaço
A Netflix divulgou o vídeo da abertura da série “Perdidos no Espaço” (Lost in Space). A prévia explora cenas da conquista espacial sob o ponto de vista de típicas famílias americanas, avançando no tempo até colocar uma típica família americano no espaço – o mote da atração. Ao final, é possível ver o perfil do novo intérprete de Will Robinson e a nave Júpiter 2, enquanto a trilha sonora referencia o famoso tema da 3ª temporada original – composto por um jovem chamado Johnny Williams, que hoje o mundo reverencia como o grande John Williams de “Star Wars”, “Indiana Jones” e muitas trilhas clássicas. A referência às famílias é muito pertinente. Afinal, “Perdidos no Espaço” foi concebida como uma versão sci-fi do clássico literário juvenil “A Família Robinson”, história de uma família que naufraga numa ilha deserta, escrita pelo pastor suíço Johann David Wyss em 1812. Na série original, criada em 1965 pelo lendário produtor Irwin Allen (o mesmo de “Viagem ao Fundo do Mar”, “Túnel do Tempo” e “Terra de Gigantes”), a ilha foi substituída por outro planeta. A trama se passava em 1997 – três décadas no futuro da época – , no começo do programa de colonização espacial dos Estados Unidos, com o envio da família Robinson em uma viagem de 5 anos e meio para fundar a primeira base espacial humana num planeta de outro sistema solar, na constelação da estrela Alpha Centauri. Porém, o espião Dr. Zachary Smith (o papel da vida de Jonathan Harris) sabotava a missão, levando a nave Júpiter 2 a sair da rota e ficar perdida no espaço. Até, eventualmente, chegar num planeta desconhecido. A nova versão também se passa 30 anos no futuro (no final dos anos 2040) e traz Toby Stephens (série “Black Sails”) como John Robinson, Molly Parker (série “House of Cards”) como Maureen Robinson, o menino Maxwell Jenkins (série “Sense8”) como Will, a adolescente Taylor Russell (série “Falling Skies”) como Judy, Mina Sundwall (“O Plano de Maggie”) como Penny, o argentino Ignacio Serricchio (série “Bones”) como o piloto Don West e Parker Posey (“O Homem Irracional”) como a Dra. Smith. As maiores mudanças em relação ao casting original ficaram por conta da troca de sexo do vilão Dr. Smith, imortalizado por Jonathan Harris, e a inclusão de um latino (Serricchio) e uma mulher negra (Russell). Por sinal, Don e Judy formavam um casal na série clássica. Além disso, o robô, que imortalizou a frase “Perigo, Will Robinson”, agora é alienígena. O remake foi escrito por Matt Sazama e Burk Sharpless, autores dos filmes “Dracula – A História Nunca Contada” (2014), “O Último Caçador de Bruxas” (2015) e “Deuses do Egito” (2016), um pior que o outro. Além deles, a atração terá produção de Zack Estrin, roteirista-produtor de “Prison Break” e criador da fraquíssima “Once Upon a Time in Wonderland”. A estreia está marcada para a próxima sexta-feira, dia 13 de abril. Compare abaixo a nova abertura com as aberturas clássicas da série.
Produtor revela primeira foto da nova série de Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira
O produtor Roberto Aguirre-Sacasa, criador de “Riverdale” e editor da Archie Comics, revelou em seu Twitter a primeira foto das gravações da nova série da bruxinha Sabrina. A imagem mostra a atriz Kiernan Shipka (da série “Mad Men”) no papel da aprendiz de feiticeira e Ross Lynch (série “Austin & Ally”) como seu namoradinho Harvey. Na série, Aguirre-Sacasa trabalhará novamente com o produtor Greg Berlanti e o diretor Lee Toland Krieger (que dirigiu o piloto de “Riverdale”). A atração é baseada na nova versão dos quadrinhos da personagem, “Chilling Adventures of Sabrina”, que mostra uma versão dark de Sabrina. Mais “Buffy” que a comédia teen “Sabrina, Aprendiz de Feiticeira” dos anos 1990, a protagonista lutará para reconciliar sua natureza dupla – meio bruxa, meio mortal – e contra as forças do mal que ameaçam sua família e o mundo em que os seres humanos habitam. O elenco grandioso inclui Miranda Otto (“Flores Raras”, série “24: Legacy”), Lucy Davis (a Etta Candy de “Mulher-Maravilha”), Chance Perdomo (série “Midsummer Murders”), Jaz Sinclair (série “The Vampire Diaries”), Michelle Gomez (série”Doctor Who”), Tati Gabrielle (da série “The 100”) e Bronson Pinchot (“Amor à Queima-Roupa”). Originalmente, a bruxinha faria parte do mesmo universo de “Riverdale”, mas acabou indo para a Netflix, em vez da rede CW – porque a CW preferiu apostar num remake de “Charmed”. Assim, não está claro se as duas séries ainda terão ligação. De todo modo, a Netflix também exibe “Riverdale” no mercado internacional. A 1ª temporada terá 10 episódios e deve estrear no final de 2018. Well, it’s out there. A 1st look at Harvey and Sabrina from the “Chilling Adventures of #Sabrina.” ADORBS, right? pic.twitter.com/9n8cznpv2c — RobertoAguirreSacasa (@WriterRAS) April 4, 2018
Após fracassar em streaming, Carcereiros vai finalmente estrear na Globo
Um ano após vencer o prêmio de Melhor Série Internacional do MIPTV 2017, festival/feira internacional de televisão, em Cannes, “Carcereiros” vai finalmente estrear na Globo. A emissora anunciou nesta sexta (6/4), que a série chega à TV em 26 de abril. Mas ela já estava disponível na plataforma Globo Play desde junho do ano passado, numa experiência para testar o interesse do público por produtos exclusivos de streaming. O resultado do teste, porém, foi decepcionante. Os números disponíveis no próprio aplicativo indicam que os 12 episódios da 1ª temporada foram vistos 849,5 mil vezes, ao todo. O primeiro episódio, o mais popular, teve 192 mil visualizações. Já o último, apenas 45 mil. Isto significa que, de cada quatro espectadores que assistiram à estreia, apenas um viu o desfecho. Sinal de que houve rejeição grande à série ou de que a exibição por streaming não agrada ao público da Globo. Gravada no último trimestre de 2016, “Carcereiros” deveria ter estreado em janeiro de 2017, mas as rebeliões dos presídios da região Norte fizeram com que fosse adiada na ocasião. Como a produção já estava inteiramente gravada, ela foi exibida no MIPTV 2017, na França, onde acabou consagrada. “Carcereiros” adapta o segundo livro da trilogia carcerária de Drauzio Varella, a mesma que rendeu o filme “Carandiru” (2003), de Hector Babenco. A trama é centrada nos conflitos cotidianos de agentes penitenciários. A série é estrelada por Rodrigo Lombardi (novela “Velho Chico”) no papel de Adriano, o carcereiro que tem a responsabilidade de passar o cadeado e controlar todo acesso às celas de um presídio. Colocado diariamente diante de dilemas éticos e morais, ele vive entre muros, grades, armas, ameaças e conflitos – humanos e psicológicos, principalmente. E também encara problemas dentro de sua própria casa. Além de Rodrigo Lombardi, o elenco inclui Aílton Graça (“Até que a Sorte nos Separe 3”), Matheus Nachtergaele (“Trinta”), Chico Díaz (“Em Nome da Lei”), Giovanna Rispoli (novela “Totalmente Demais”) e o rapper Projota, entre outros. A adaptação foi escrita por Marçal Aquino (“Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios”) e Fernando Bonassi (“Carandiru”), e a direção é de José Eduardo Belmonte (“Alemão”) e Fernando Grostein Andrade (“Quebrando o Tabu”). Os roteiristas e Belmonte também trabalharam juntos em “Supermax”. Para se ter ideia de como a abordagem é forte, no primeiro capítulo, intitulado “O Resgate”, explode uma rebelião, enquanto o agente Adriano (papel de Lombardi) é incumbido de levar um preso de um pavilhão para outro. Mas o presidiário só aceita se mudar se levar consigo sua namorada, uma travesti. O que pode não ter agradado aos fãs de seriados é que, nos episódios, as histórias de ficção são intercaladas com trechos de um documentário realizado por Fernando Grostein Andrade e Pedro Bial (“Jorge Mautner: O Filho do Holocausto”), no qual agentes veteranos relembram histórias reais vividas dentro de presídios. Nisto, a produção se aproxima mais de um quadro do “Fantástico” do que de uma série da Netflix. A Globo já encomendou a 2ª temporada da série. Veja o trailer abaixo.












