Remake de Julie e os Fantasmas ganha clipe musical da Netflix
A Netflix divulgou um clipe do remake americano da série juvenil brasileira “Julie e os Fantasmas”. A prévia mostra os atores escolhidos, após vários testes, interpretando a música “Edge of Great”, um pop adolescente sem um pingo de rebeldia, no estilo pasteurizado que o Disney Channel popularizou na década passada. Vale registrar que o vídeo traz os atores-músicos isolados socialmente, cada um num local diferente, reunidos por telechamada. A escolhida para o papel principal é a estreante Madison Reyes, que só tinha figurado num curta-metragem antes de assumir o papel de Julie, interpretado por Mariana Lessa no Brasil. Já os músicos da banda fantasma têm bastante experiência em produções adolescentes. Charlie Gillespie apareceu em “Charmed”, “Degrassi: Next Class” e no filme “Runt” (2020), ao lado de Cameron Boyce. Jeremy Shada trabalha como dublador desde criança – é dele a voz de Finn em “A Hora da Aventura”, por exemplo. E Owen Patrick Joyner estrelou “100 Coisas para Fazer Antes do High School” e “Esquadrão de Cavaleiros”. Os três substituirão os brasileiros Bruno Sigrist, Fabio Rabello e Marcelo Ferrari. Para completar o elenco, Carlos Ponce (“Devious Maids”, “Major Crimes”) foi contratado para o papel de pai de Julie, que nesta versão é viúvo – no Brasil, os pais da jovem foram interpretados por Will Prado e Camila Raffanti. E o menino Sonny Bustamante (visto na série “Law & Order True Crime”) será o irmão mais novo da protagonista – vivido por Vinícius Mazzola por aqui. O diretor e coreógrafo Kenny Ortega, que comandou os fenômenos televisivos “High School Musical” e “Descendentes” do Disney Channel, é o responsável por esta escalação e vai produzir o remake, após assinar contrato para desenvolver projetos exclusivos para a Netflix. A série original foi desenvolvida pelo estúdio Mixer numa coprodução da rede Band e o canal pago Nickelodeon, e teve ao todo 26 episódios exibidos entre 2011 e 2012. A atração agradou tanto seu público-alvo que até hoje os fãs fazem campanha pela 2ª temporada. Além do Brasil, “Julie e os Fantasmas” chegou em toda a América Latina pelo Nickelodeon e até na Itália pelo canal Super!. Mas a razão de seu reconhecimento nos Estados Unidos se deve a ter vencido em 2013 o Emmy Internacional como Melhor Série Infantil do mundo. A trama gira em torno da Julie do título, uma jovem apaixonada por música que começa a tocar com uma banda formada por três fantasmas, mortos há 25 anos. Só que o encontro não rende rock gótico – o que renderia série bem diferente… – , mas um popzinho teen. Veja abaixo.
Mulan será lançado em setembro na Disney+ (Disney Plus)
A Disney revelou seus planos de lançamento para “Mulan”. Após vários adiamentos, devido a pandemia de covid-19, a superprodução terá uma estreia diferenciada em setembro, chegando na Disney+ (Disney Plus) nos países que já operam o serviço. Já os territórios em que a plataforma ainda não está disponível exibirão o filme nos cinemas. Como o Brasil ainda não tem Disney+ (Disney Plus), a estreia de “Mulan” dependerá da reabertura dos cinemas, atualmente fechados em prevenção contra o coronavírus. Caso isso não aconteça a tempo, o filme pode ser lançado em VOD para evitar uma reprise do fenômeno de “Black Is King”, filme exclusivo da Disney+ (Disney Plus), que mesmo sendo inédito no país, foi bastante “visto” por brasileiros. A verdade é que mesmo assinantes da Disney+ (Disney Plus) terão que pagar uma grana extra, além de sua assinatura mensal, se quiserem assistir “Mulan”. Durante sua conferência sobre o balanço trimestral da empresa para acionistas, o CEO da Disney, Bob Chepak, revelou que o filme inaugurará uma seção de “premières” (leia-se VOD) dentro da Disney+ (Disney Plus). Chepak disse que a iniciativa foi uma forma de valorizar o filme ao tentar novas vias de distribuição durante a pandemia. “Nos EUA, Canadá, Nova Zelândia e outros países, ofereceremos o épico Mulan em um acesso de première no Disney+ (Disney Plus), a partir de 4 de setembro, ao preço de US$ 29,99 nos EUA”. Esta decisão favorece o lançamento em VOD em mercados que não tem Disney+ (Disney Plus) nem tampouco aval para reabrir os cinemas. A decisão, claro, representa uma grande derrota para as salas exibidoras, que precisam de títulos inéditos e de apelo comercial para atrair o público de volta aos cinemas. Mas a Disney já adiou o filme duas vezes e os cinemas das principais redes dos EUA ainda não reabriram, nem tem expectativa de receber autorização para retomar seus funcionamentos. Diante disso, a Disney fixou 4 de setembro como data definitiva, onde for possível lançar.
Com 60 milhões de assinantes, Disney+ (Disney Plus) supera meta de 5 anos em 8 meses
O sucesso da plataforma Disney+ (Disney Plus) superou todas as expectativas, atingindo 60,5 milhões de assinantes mundiais. Os números foram atualizados pelo CEO da Disney, Bob Chapek, durante uma apresentação para acionistas nesta terça-feira (4/7). O detalhe é que, na ocasião do lançamento da plataforma em novembro do ano passado nos EUA, a Disney estimou que atingiria 60 milhões de assinantes… em 2024. Assim, o streaming já cumpriu sua meta de cinco anos, que nas projeções da empresa seria quando começaria a dar lucro após um período de grande investimento. Além dos números impressionantes da Disney+ (Disney Plus), o relatório trimestral também apontou crescimento da Hulu, que agora possui 35,5 milhões de assinantes de seu serviço. Como a Hulu ainda não foi lançada no mercado internacional (o plano é para 2021), esse número é apenas de assinantes americanos. Já a plataforma esportiva ESPN+ chegou em 8,5 milhões. Os números de streaming são o único motivo de celebração entre os acionistas da Disney, refletindo o impacto da covid-19 nos negócios da empresa. A pandemia fechou cinemas e parques temáticos, que movimentavam a maior parte dos lucros da companhia. Puxadas por sucessos exclusivos como “The Mandalorian”, a primeira série live-action do universo “Star Wars”, e musicais como “Hamilton” e “Black Is King”, de Beyoncé, as assinaturas da Disney+ (Disney Plus) só perdem atualmente para os 193 milhões de clientes da Netflix e os 150 milhões da Amazon Prime. A Disney+ (Disney Plus), entretanto, ainda não chegou em muitos territórios. Depois de seu lançamento na Europa em abril, a empresa pretende trazer o serviço para a América Latina em novembro. Isto deve incluir o Brasil, se não houver surpresas no Congresso ou na Anatel, com mudanças na legislação referente a serviços de vídeo na Internet.
Amy Adams vai estrelar minissérie do diretor de Vice na Netflix
A atriz Amy Adams (“A Chegada”) acrescentou mais um projeto em sua agenda lotada. Ela vai estrelar sua segunda minissérie, juntando-se novamente ao diretor de “Vice”. Depois de “Objetos Cortantes” (Sharp Objects) na HBO, ela será a protagonista de “Kings of America” na Netflix. Na produção de Adam McKay (que dirigiu a atriz no filme “Vice”), Amy viverá uma das três protagonistas que têm a vida modificada pelo envolvimento com uma das maiores empresas do mundo: a Walmart. A trama vai se dividir entre a herdeira da família que administra a rede de supermercados, uma executiva ousada da diretoria da empresa e uma funcionária de longa data, pastora nas horas vagas, que decide processar a companhia. A jornalista e escritora Jess Kimball Leslie criou a série e vai estrear como roteirista nos episódios, enquanto McKay, além de produzir, comprometeu-se a dirigir o primeiro episódio. “Kings of America” será o segundo trabalho de Amy Adams na Netflix. Ela também está em “Hillbilly Elegy”, novo filme do diretor Ron Howard (“Han Solo: Uma História Star Wars”), que será lançado pela plataforma. Mas esta conta pode aumentar, porque a Netflix está atualmente negociando outro filme da atriz, interessada na compra dos direitos de distribuição de “A Mulher na Janela”, que a Disney desistiu de lançar nos cinemas.
Netflix tem material inédito para lançar até metade de 2021
A Netflix ainda tem muito material inédito para enfrentar a crise causada pela pandemia de coronavírus, que paralisou as produções de filmes e séries em todo o mundo. Enquanto os cinemas permanecem fechados, canais improvisam com aquisições de streaming e as plataformas concorrentes ficam sem novidades, o maior de todos os serviços de streamings garante ter conteúdo exclusivo para entreter seus assinantes até metade de 2021. “Temos muita coisa para lançar, definitivamente por todo o ano de 2020 e parte de 2021. Nós queremos voltar ao trabalho, como todo mundo, e queremos passar este ano da melhor forma possível, mas ainda estamos em boa forma”, revelou Tendo Nagenda, chefe de originais da Netflix, em entrevista ao site da revista The Hollywood Reporter Por conta disso, a empresa não está preocupada, ao menos por enquanto, com a falta de conteúdo para preencher sua programação durante a pandemia. Esta também é uma das razões pelas quais a Netflix tem aumentado consideravelmente sua quantidade de assinantes. Foram 10 milhões a mais no segundo trimestre de 2020. Além do material inédito que ainda tem para lançar – o que inclui a aguardada 5ª temporada de “Lucifer” – , a plataforma também está buscando aquisições externas – filmes e séries de várias partes do mundo – para adicionar ao seu serviço. Isto inclui produções brasileiras, como “Cidade Pássaro”, lançada na plataforma na quarta (29/7) passada – menos no Brasil, onde ainda tentará chegar aos cinemas.
Trailer da 2ª temporada aumenta desafio e violência de The Boys
A Amazon divulgou pôsteres e um novo trailer sangrento da 2ª temporada de “The Boys”. A prévia revela que os Boys do título foram considerados terroristas perigosos e agora terão que enfrentar um exército inteiro de “super-heróis” assassinos. Como o vídeo mostra, isto significa ainda mais violência. Baseada nos quadrinhos adultos de Garth Ennis (que também criou “Preacher”), os Boys são um grupo de vigilantes que pretende revelar o segredo sujo dos super-heróis: eles são serial killers de sangue frio, que escapam impunemente de seus crimes graças ao trabalho da empresa de marketing que os financia e comercializa suas imagens. A série é estrelada por Karl Urban (“Thor: Ragnarok”), Karen Fukuhara (“Esquadrão Suicida”), Jack Quaid (“Jogos Vorazes”), Tomer Capon (“7 Dias em Entebbe”) e Laz Alonso (“Velozes e Furiosos 4”) como os Boys – e uma girl – , enquanto Antony Starr (série “Banshee”), Chace Crawford (série “Gossip Girl”), Dominique McElligott (série “House of Cards”), Nathan Mitchell (“Scorched Earth”) e Jessie T. Usher (“Independence Day: Ressurgimento”) interpretam os super-heróis malvados. Além deles, Erin Moriarty (série “Jessica Jones”) vive a única super-heroína decente da história, Simon Pegg (“Missão Impossível: Efeito Fallout”) tem participação especial como o pai do personagem de Jack Quaid, e Aya Cash (“You’re the Worst”) será uma nova superpoderosa na 2ª temporada. Os responsáveis pela produção são os mesmos que deram vida à “Preacher”, o ator Seth Rogen e seu parceiro Evan Goldberg, que se juntaram a Eric Kripke, criador de “Supernatural” e “Timeless”, na nova atração. A 2ª temporada tem estreia marcada para 4 de setembro na Amazon Prime Video – e a série já está renovada para seu terceiro ano de produção. Veja abaixo duas versões do trailer, com dublagem em português e com as vozes dos atores originais.
A Mulher da Janela: Netflix negocia lançar suspense estrelado por Amy Adams
A Netflix está finalizando um acordo de aquisição de “A Mulher da Janela”, suspense estrelado por Amy Adams (“A Chegada”) e dirigido por Joe Wright (“O Destino de uma Nação”). “A Mulher da Janela” era a última produção da Fox 2000, estúdio fechado pela Disney após completar a aquisição do acervo da 21st Century Fox, e tinha lançamento previsto para maio passado. Entretanto, a data coincidiu com o período de fechamento dos cinemas como prevenção contra a covid-19. Devido à pandemia, a Disney tem dado diferentes destinos para algumas de suas produções já finalizadas. Filmes de baixa classificação etária, como “Artemis Fowl: O Mundo Secreto” e “O Grande Ivan”, foram encaminhados para a plataforma Disney+ (Disney Plus). Mas títulos produzidos para o público mais velho começam a ser negociados com o mercado. Com a negociação com a Netflix, “A Mulher da Janela” não deverá mais chegar aos cinemas, assinalando um final amargo para a Fox 2000. Criado e comandado por Elizabeth Gabler desde 1999, o estúdio era especializado em filmes contemporâneos de médio orçamento. E lançou muitos sucessos, como “O Clube da Luta” (1999), “Nunca Fui Beijada” (1999), “Johnny & June” (2005), “O Diabo Veste Prada” (2006), “Marley & Eu” (2008), “A Culpa É Das Estrelas” (2014), “Joy: O Nome do Sucesso” (2015), “Ponte dos Espiões” (2015), “Estrelas Além do Tempo” (2016), “Com Amor, Simon” (2018) e “O Ódio que Você Semeia” (2018). Adaptação do best-seller homônimo de A.J. Finn, “A Mulher da Janela” é um suspense hitchcockiano, que combina “Janela Indiscreta” (1954) e “Um Corpo que Cai” (1958). Como não é a primeira vez que um filme junta as duas tramas, “Dublê de Corpo” (1984), de Brian De Palma, é outra inspiração óbvia. No filme, Adams vive Anna Fox, uma psicóloga infantil que mora sozinha em Nova York. Ela sofre de fobia por espaços públicos e locais abertos, e passa os dias em casa assistindo filmes e interagindo com as pessoas apenas pela internet. Mas um dia permite que sua vizinha (Julianne Moore, de “Kingsman: O Círculo Dourado”) a visite, descobrindo que ela sofre nas mãos do marido (Gary Oldman, de “O Destino de uma Nação”). Pouco depois, testemunha uma agressão pela janela, mas o que viu é refutado por fatos, que a levam a questionar se foi verdade ou se imaginou tudo, devido a seus remédios. O elenco ainda inclui Anthony Mackie (“Vingadores: Ultimato”), Wyatt Russell (“Operação Overlord”), Brian Tyree Henry (“Brinquedo Assassino”) e Jennifer Jason Leigh (“Os 8 Odiados”). Veja abaixo o primeiro trailer legendado da produção, divulgado em dezembro passado.
Inédito no Brasil, filme de Beyoncé inspira arte e até polêmica no país
O novo “álbum visual” de Beyoncé é um fenômeno paradoxal no Brasil. Filme mais falado por brasileiros no último fim de semana, “Black Is King” não foi lançado oficialmente no país. Mesmo assim, a produção inspirou muitos brasileiros. O artista Atila Britto, por exemplo, criou uma “versão nacional” da obra, numa ilustração (acima) em que Beyoncé aparece cercada por artistas como IZA, Preta Gil, Camila Pitanga, Taís Araujo, Cris Vianna, Aline Dias e até a vencedora do BBB Thelma Assis, entre outras. A maioria dos fãs de Beyoncé, porém, apenas compartilhou sua “opinião” sobre o trabalho inovador da cantora, disponibilizado na plataforma americana Disney+ (Disney Plus). Mas nem todas as vozes tiveram tom de exaltação. A exceção, escrita pela antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz, foi publicada no jornal Folha de S. Paulo e chegou a gerar grande repercussão, rendendo seus próprios comentários nas redes sociais. A ira se deve principalmente à edição do texto, que contou com título e subtítulo infelizes, buscando fomentar polêmica sobre uma suposta alienação da cantora. De cara, o título afirma que “Beyoncé erra ao glamorizar negritude com estampa de oncinha” e o subtítulo emenda: “Diva pop precisa entender que a luta antirracista não se faz só com pompa, artifício hollywoodiano, brilho e cristal”. Não é difícil entender porque este texto causou revolta. Schwarcz é uma mulher branca, que parece querer ensinar como se faz “a luta antirracista”, reclama das “imagens estereotipadas” e conclui que Beyoncé deve “sair um pouco da sua sala de jantar” para falar sobre História. A cantora IZA não conseguiu se conter e escreveu nas redes sociais. “Lilia Schwarcz, meu anjo, quem precisa entender SOU EU. Eu preciso entender que privilégio é esse que te faz pensar que você tem uma autoridade para ensinar uma mulher negra como ela deve, ou não, falar sobre seu povo. Se eu fosse você (valeu Deus) estaria com vergonha agora. MELHORE!”, publicou, revoltada. A jornalista e humorista Maíra Azevedo, também conhecida como Tia Ma, também não deixou o artigo passar batido. “O erro é uma mulher branca acreditar que pode dizer a uma mulher preta como ela pode contar a história e narrar a sua ancestralidade. A branquitude acostumou a ter a negritude como objeto de estudo e segue crendo que pode nos dizer o que falar sobre nossas narrativas e trajetórias”, reclamou em seu Instagram. Ela segue: “Lilia é uma historiadora, pesquisa sobre escravidão, mas está longe de sentir na pele o que é ser uma mulher preta. Beyoncé, do alto da sua realeza no mundo pop, nunca deixar de ser negra, mesmo sentada no trono em sua sala de estar. A branquitude segue acreditando que pode nos ensinar a contar nossa própria história. Enquanto todas as pessoas negras se emocionam, se reconhecem e se identificam, a branca aliada diz que Beyoncé deixa a desejar! É isso! No final, nós por nós e falando por nós! Como diz um provérbio africano: “enquanto os leões não contarem suas próprias histórias, os caçadores seguirão sendo vistos como heróis”… E aqui, quando a gente conta, dramatiza e sonoriza, querem apontar o roteiro! Parem! Estamos no comando das nossas narrativas!”. Aline Ramos também escreveu sobre a polêmica em sua coluna no UOL. “É importante que você saiba que Lilia é uma mulher branca. Reforço esse ponto porque a antropóloga relembra o fato de Beyoncé ser uma mulher negra o tempo todo em seu texto. Não são apenas pessoas negras que devem criticar ou analisar o trabalho de Beyoncé. Não acredito que seja necessário um ‘lugar de fala’ para isso. Mas quando uma mulher branca diz como uma mulher negra deve lutar contra o racismo, isso nada mais é do que racismo”, apontou. A jornalista continua: “Estamos cansados não só da violência policial, mas de sermos submetidos a imagens de violência todo tempo. Fazer sorrir, sonhar e gerar esperança também é papel da arte. ‘Black is King’ é importante em qualquer tempo, principalmente no presente. E espero que surjam mais Beyoncés contando histórias bonitas e lúdicas. O desdém só nos prova isso”. E ainda reflete: “Cobrar Beyoncé por mais ativismo antirracista e não fazer isso do mesmo modo com cantoras pop, e brancas, como Taylor Swift, por exemplo, é só mais uma demonstração de como o racismo pode afetar pessoas negras”. Diante da repercussão negativa, a autora da crítica da Folha também resolveu se manifestar. “Agradeço a todos os comentários e sugestões. Sempre. Gostaria de esclarecer que gostei demais do trabalho de Beyoncé. Penso que faz parte da democracia discordar. Faz parte da democracia inclusive apresentar com respeito argumentos discordantes. Já escrevi artigo super elogioso à Beyoncé, nesse mesmo jornal o que só mostra meu respeito pela artista. E por respeitar, me permiti comentar um aspecto e não o vídeo todo”, Lilia Schwarcz explicou em seu Instagram. “Agradeço demais a leitura completa do ensaio. Penso que o título também levou a má compreensão. Dito isso, sei que todo texto pode ter várias interpretações e me desculpo diante das pessoas que ofendi. Não foi minha intenção. Continuamos no diálogo que nos une por aqui”, finalizou.
Leonardo DiCaprio fecha contrato com a Apple TV+
O astro Leonardo DiCaprio (“Era uma Vez em… Hollywood”) fechou contrato com a Apple para desenvolver filmes e séries com exclusividade para sua plataforma de streaming, Apple TV+. A produtora do ator, Appian Way, já vinha desenvolvendo dois projetos para a empresa de tecnologia, o filme “Killers of the Flower Moon” e a série “Shining Girls”. Só o filme, que tem direção de Martin Scorsese e vai juntar DiCaprio e Robert De Niro, recebeu um orçamento de US$ 200 milhões da Apple para sua realização. Sob o contrato recém-firmado, a produtora de DiCaprio deixará de apresentar seus projetos no mercado, oferecendo-os diretamente para a Apple. A negociação aconteceu após a Appian Way completar um contrato de três anos com a Paramount Pictures – que ainda dá direito à exibição de “Killers of the Flower Moon” nos cinemas. Antes disso, a empresa estava alojada na Warner Bros. O novo contrato tem uma diferença em relação aos anteriores. Pela primeira vez, abrange produções de séries. A Appian Way começou a desenvolver séries apenas recentemente, entre elas as minisséries “Grant”, para o History Channel, e “The Right Stuff”, para a National Geographic/Disney+ (Disney Plus). Sua primeira série na Apple TV+, “Shining Girls”, é um thriller estrelado por Elisabeth Moss (vencedora do Emmy por “The Handmaid’s Tale”). A produtora também é conhecida por seus documentários ecológicos, e um deles, “Virunga”, vai virar drama de ficção na Netflix. O acordo com a empresa de DiCaprio aumenta a lista seleta de parceiro produção da Apple, que incluem a Scott Free (produtora de Ridley Scott), Green Door Pictures (de Idris Elba), o estúdio A24, Imagine Documentaries, Sesame Workshop (da “Vila Sésamo”) e Peanuts Worldwide (dos desenhos de Charlie Brown).
Hunters: Amazon renova série de Al Pacino para 2ª temporada
A Amazon anunciou a encomenda da 2ª temporada de “Hunters”, que destaca a participação do ator Al Pacino (“O Irlandês”) na primeira série de sua carreira. Escrita por David Weil (do vindouro “Moonfall”) e produzida por Jordan Peele (diretor de “Corra!”), a série se passa nos anos 1970 e tem reviravoltas taranti(cartu)nescas ao acompanhar um grupo especializado em caçar criminosos nazistas. Na trama, os Caçadores descobrem que vários oficiais nazistas do alto escalão estão vivendo de forma impune, sob disfarce, e conspirando para criar um Quarto Reich nos Estados Unidos. A eclética equipe tem o objetivo de desmascará-los, levá-los à justiça e frustrar seus novos planos genocidas. “Com a ‘Hunters’, a visão ousada e a imaginação destemida de David Weil impulsionaram uma 1ª temporada emocionante, cheia de ação e emocionante, que envolveu os clientes da Prime Video em todo o mundo”, disse Jennifer Salke, chefe da Amazon Studios, “Estamos muito felizes por David, Jordan e os Caçadores voltarem conosco para mais”. Embora a Amazon não divulgue dados de visualização, a série teve uma aprovação mediana da crítica, com 64% de comentários positivos no Rotten Tomatoes. O anúncio da renovação não deixa claro se os atores originais voltarão, mas David Weil disse recentemente ao site da revista The Hollywood Reporter que “há uma oportunidade empolgante para todos esses personagens na 2ª temporada” e “além disso, ficaria muito animado em trazê-los de volta e trabalhar com eles novamente”. Além de Al Pacino, o elenco da 1ª temporada contou com Logan Lerman (“As Vantagens de Ser Invisível”), Jerrika Hinton (“Grey’s Anatomy”), Josh Radnor (“How I Met Your Mother”), Carol Kane (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), Saul Rubinek (“Warehouse 13”), Tiffany Boone (“The Chi”), Louis Ozawa Changchien (“Bosch”), Greg Austin (“Class”), Lena Olin (“A Insustentável Leveza do Ser”) e Dylan Baker (“Homem-Aranha”). Mas alguns dos personagens, inclusive o de Pacino, tiveram arcos concluídos na temporada inaugural. Não há previsão para a estreia dos novos episódios.
Diretor de Pokémon: Detetive Pikachu vai filmar o game Beyond Good & Evil
O contrato da Netflix com a empresa de games Ubisoft vai render (além da série animada de “Splinter Cell”) um filme de “Beyond Good & Evil”, que será dirigido por Rob Letterman (“Pokémon: Detetive Pikachu”). Assim como no filme de “Pokémon”, a produção vai combinar atores reais e personagens criados por meio de computação gráfica. Na divulgação do projeto feita em suas redes sociais, a Netflix usou uma imagem de “Beyond Good & Evil 2”, sequência do game original de piratas espaciais que ainda não tem data para ser lançada. Por isso, não se sabe se o filme abordará os acontecimentos do primeiro ou do segundo jogo. Confira o anúncio mais abaixo, junto com o trailer do jogo. Criado por Michael Ancel (“Rayman”), “Beyond Good & Evil” foi lançado para diversos consoles em 2003 acompanhando uma repórter investigativa que se junta a um grupo de resistência para denunciar uma conspiração interplanetária. O projeto ainda está em etapa inicial e não tem previsão de lançamento. ☠️☠️☠️ Some good news for Beyond Good & Evil fans ☠️☠️☠️ A Netflix feature film adaptation of @Ubisoft's epic space pirate adventure is in development! pic.twitter.com/H5uMIXhir6 — NX (@NXOnNetflix) July 31, 2020
Roteirista de John Wick vai transformar Splinter Cell em série animada
A Netflix fechou contrato com a empresa de games Ubisoft para desenvolver uma série animada da franquia de jogos “Splinter Cell”. A adaptação está a cargo de Derek Kostad, roteirista da franquia “John Wick”. Konstad, que assinou todos os filmes do assassino vivido por Keanu Reeves e também está envolvido com a série da Marvel “Falcão e o Soldado Universal”, vai escrever e produzir a versão animada do game, que a princípio terá visual de anime (animação japonesa). Lançado em 2002, “Splinter Cell” acompanha Sam Fisher, um agente altamente treinado de uma sub-divisão fictícia de operações clandestinas da NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA), apelidada de “Third Echelon”. O jogador controla Fisher para superar seus adversários ao longo de vários níveis. As “partidas” são caracterizadas, principalmente, pelo alto nível de atenção que os jogadores devem ter durante todo seu decorrer, visto que a maioria dos acontecimentos é inesperada, exercitando o raciocínio lógico e capacidade de reação. A trama apresenta elementos de espionagem e equipamentos de última geração, e é endossada pelo já falecido escritor Tom Clancy, criador do espião Jack Ryan, visto em “A Caçada ao Outubro Vermelho”, “Perigo Real e Imediato” e “A Soma de Todos os Medos”, livros adaptados com sucesso por Hollywood. Apesar disto, a franquia, cujo nome completo é “Tom Clancy’s Splinter Cell”, não se baseia em personagens criador pelo escritor. Além do jogo original, a franquia inclui seis sequências e uma coleção literária. Há alguns anos, Tom Hardy chegou a discutir uma adaptação cinematográfica, no papel de Fisher, mas o projeto nunca passou da etapa inicial.
Jean-Claude Van Damme vai estrelar comédia de ação na Netflix
A Netflix anunciou a produção da comédia de ação “The Last Mercenary” (O Último Mercenário), estrelada pelo veterano astro de ação Jean-Claude Van Damme (“Os Mercenários 2”). No filme, Van Damme viverá um ex-agente do serviço secreto que deve retornar urgentemente à França quando seu filho distante é falsamente acusado de tráfico de armas e drogas pelo governo, após um erro cometido por um burocrata excessivamente zeloso e uma operação da máfia. As filmagens já começaram em Paris, sob direção do francês David Charhon (“Os Incompatíveis”). O elenco também inclui Alban Ivanov (“Boas intenções”), Assa Sylla (“Mortel”), Samir Decazza (“Validé”), Patrick Timsit (“50 São os Novos 30”), Eric Judor (“Deu a Louca no Aladin”), Miou-Miou (“A Datilógrafa”) e Valérie Kaprisky (“A Mulher Pública”). “’The Last Mercenary’ é um projeto incrivelmente empolgante e me permite assumir um novo gênero”, disse Van Damme em comunicado sobre o projeto. “Sempre fui fã de Jean-Paul Belmondo e espero assumir a comédia de ação do meu jeito. O roteiro de David Charhon reúne todos esses elementos de uma maneira muito bem-sucedida – uma bela história com emoção, muita ação e muito humor. Também estou muito feliz por trabalhar ao lado de uma nova geração de talentos como Alban Ivanov, Assa Sylla e Samir Decazza, mas também por me reunir na tela com o creme de la creme de atores franceses como Patrick Timsit, Eric Judor, Miou-Miou e Valérie Kaprisky. O diretor David Charhon acrescentou: “Quero voltar à grande tradição de filmes de ação dos anos 1980 e 90 – aqueles filmes cultuados que todos adoramos, onde os heróis eram fora do comum, as cenas de ação eram mais impressionantes e mais verdadeiras do que a vida, e tudo pontuado com humor. Somente Jean-Claude poderia incorporar essa era de ouro incomparável do cinema.” Ainda não há previsão para a estreia.












