Carol Burnett vai participar de “Better Call Saul”
O canal pago americano AMC anunciou que a lenda do humor Carol Burnett (“Louco por Você”) fará uma aparição especial na 6ª e última temporada de “Better Call Saul”. A atriz de 89 anos, que batiza um troféu especial do Globo de Ouro, interpretará uma personagem chamada Marion, mas não há outros detalhes sobre sua entrada na trama. “Estou emocionada por fazer parte do meu programa favorito”, disse Burnett em um comunicado. A notícia da participação da atriz vem logo após a confirmação de que Bryan Cranston e Aaron Paul reprisarão seus icônicos papéis de Walter White e Jesse Pinkman na reta final da série. Desenvolvida por Vince Gilligan, o criador de “Breaking Bad”, e Peter Gold, que introduziu o personagem Saul Goodman naquela atração, “Better Call Saul” é um prólogo de “Breaking Bad” que revela como o advogado do título se tornou tão picareta. A série conta a história do personagem vivido por Bob Odenkirk, que perdeu carreira e fortuna ao final de “Breaking Bad”. Após o piloto mostrar seu destino, a trama assume a forma de um interminável flashback, em que ele reflete sua vida antes de cruzar o caminho de Walter White. Passadas cinco temporadas, a fase derradeira vai finalmente mostrar sua transformação no personagem de “Breaking Bad”, deixando de ser o advogado idealista Jimmy McGill para assumir a identidade do vigarista que batiza a atração: Saul Goodman. “Better Call Saul” foi indicada ao Emmy de Melhor Série Dramática ao longo de todas as suas cinco temporadas anteriores. A parte 2 da 6ª temporada e derradeira temporada tem estreia marcada para 11 de julho. A série é disponibilizada no Brasil pela Netflix.
Surface: Mulher perde memória em trailer de nova série de suspense
A Apple TV+ divulgou o pôster e o trailer de “Surface”, série de suspense estrelada por Gugu Mbatha-Raw (“The Morning Show”) e Oliver Jackson-Cohen (“O Homem Invisível”) Criada por Veronica West (“Alta Fidelidade”), a trama gira em torno de uma mulher (Mbatha-Raw) que perdeu a memória após uma suposta tentativa de suicídio. Entretanto, buscando ajuda terapêutica e apoio dos amigos para recuperar as lembranças, começa a se questionar se sua vida era tão perfeita como todos dizem. E se fosse realmente o caso, porque ela tentaria se matar? Até o questionamento fazê-la considerar que sua aparente tentativa de suicídio possa ter sido uma tentativa de homicídio, colocando seu marido (Jackson-Cohen) como principal suspeito. O elenco também inclui Stephan James (“Se a Rua Beale Falasse”), Ari Graynor (“I’m Dying Up Here”), Marianne Jean-Baptiste (“Segredos & Mentiras”), François Arnaud (“Eu Matei Minha Mãe”) e Millie Brady (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”). A série terá oito episódios lançados semanalmente na Apple TV+ a partir de 29 de julho.
Stranger Things: Onze encara Vecna no pôster do fim da temporada
A Netflix divulgou o pôster oficial do final da 4ª temporada de “Stranger Things”, que mostra Onze (Eleven) frente a frente com o monstro Vecna. O conflito entre a super-heroína e o monstro, como ela mesma definiu no início da temporada, também foi foco do trailer mais recente da atração. A parte 2 da temporada estreia na sexta (1/6) e terá dois episódios com tamanho de filmes. O 8º capítulo dura cerca de 1 hora e 25 minutos, enquanto o 9º e derradeiro terá quase 2 horas e meia. ATENÇÃO PARA O PÔSTER OFICIAL DO VOLUME 2 DE #STRANGERTHINGS! 💥CHEGA🔥LOGO🚨SEXTA-FEIRA 🆘 pic.twitter.com/VAqhe82POD — netflixbrasil (@NetflixBrasil) June 27, 2022
Conservadorismo aumentou relevância de “The Handmaid’s Tale”, diz produtor
O produtor executivo de “The Handmaid’s Tale”, Warren Littlefield, disse que a decisão de sexta-feira (2/6) da Suprema Corte dos EUA, permitindo que estados conservadores considerem o aborto ilegal, tornou a série distópica de streaming ainda mais relevante. “Nós dissemos muitas vezes, ao longo de vários anos, que adoraríamos ser menos relevantes, mas, infelizmente, a série tem sido assustadoramente relevante. E hoje parece ainda mais”, ele afirmou, em entrevista ao site americano Deadline. “Acho que todos nós desejaríamos ser esse conceito bizarro, distópico, em que ninguém acreditaria. Todos nós desejávamos ser apenas uma ficção científica fantasiosa”. O fato é que a série saiu das telas para a realidade, e várias mulheres vestidas como as aias da trama foram protestar na frente da Suprema Corte durante o julgamento que reverteu os direitos reprodutivos femininos para uma condição anterior a dos anos 1970. Escrito por Margaret Atwood, o romance sci-fi (“O Conto da Aia” no Brasil) adaptado na série premiada se passa num futuro próximo quando os EUA se transformam num patriarcado religioso e totalitário – conhecido como República de Gilead – onde as mulheres tem seus direitos suprimidos. A série começou a ser desenvolvida na primavera de 2016 pelo criador Bruce Miller, quando ninguém imaginava que uma ameaça aos direitos reprodutivos poderia surgir durante sua exibição. Mas já no outono tudo começou a mudar. “Todos nós ficamos acordados até muito tarde na noite da eleição, sentindo que estaríamos celebrando a posse da primeira mulher presidente dos Estados Unidos. Achamos que, mesmo assim, [‘The Handmaid’s Tale’] ainda seria relevante e importante”, lembrou Littlefield. “De repente, Trump foi eleito e o mundo mudou. Quando entramos no ar [em abril de 2017], foi o início do governo Trump”, e a partir daí “The Handmaid’s Tale” ganhou surpreendente relevância. Foi Trump quem formou a maioria conservadora da Suprema Corte, substituindo juízes progressistas, como a lendária Ruth Bader Ginsburg, falecida em 2020, por defensores de legislações repressivas. A onda conservadora também levou a uma série de mudanças nas legislações estaduais de estados como Geórgia, Ohio e Texas. E quanto mais os direitos regrediam, mais trajes de aias passaram a ser vistos nos protestos, tornando-se um símbolo da resistência. “É uma tremenda fonte de orgulho ver protestos em todo o país – e também protestos em todo o mundo – onde as mulheres estão vestindo a fantasia de aia – os mantos vermelhos, os chapéus – e vemos isso se tornar um símbolo da luta pela liberdade e os direitos das mulheres”, disse Littlefield. “Mas hoje sinto uma tremenda tristeza, raiva e frustração por causa de quem somos agora e o que isso diz. Nos últimos anos, vimos em todo o planeta a ascensão da extrema direita, e com a ascensão desse movimento as restrições dos direitos e liberdade das mulheres têm sido contínuas”. O produtor ainda reparou que a diferença política vista na série, entre Gilead (EUA) e Canadá, também se refletiu na forma como os americanos da produção, que é gravada no Canadá, receberam apoio da equipe local após a decisão da Suprema Corte. “Eu ouvi de vários canadenses que trabalham conosco: ‘Estamos tão tristes quanto você, e estamos com você’”, contou. “Então tem havido uma conexão, em que os cidadãos do mundo ficam chocados, consternados e percebem que nossa narrativa dramática está cada vez mais próxima da realidade, e isso é extremamente desconfortável. Mas também nos diz que somos um farol importante, e essa é a nossa pequena parte nisso, eu acho.” Ele adiantou que a 5ª temporada, marcada para estrear em 14 de setembro, vai “mergulhar em como a direita se infiltrou até no Canadá, que foi tratado anteriormente como um lugar muito sagrado”. “Vamos mostrar que Gilead cresce lá também”, adiantou. Littlefield acrescentou que não foi preciso fazer nenhum ajuste de última hora nos episódios da série para refletir a guinada conservadora do mundo real. Atualmente, as equipes estão gravando os dois capítulos finais da temporada, dirigidos pelas estrelas da série Bradley Whitford (episódio 9) e Elizabeth Moss (o final da temporada). “Suspeito que não haverá [mudanças] porque temos uma narrativa bastante poderosa. Quero dizer, a série ecoa o que estamos vivendo hoje”, explicou. Na conversa com a imprensa, o produtor foi questionado sobre se o avanço do conservadorismo não justificaria a continuidade da série, ou ao menos uma renovação para a 6ª temporada. “Acho que, desde o primeiro dia, o objetivo foi ter uma narrativa poderosa e dramática com June assumindo a luta e nós, como público, unindo-nos a ela em busca de esperança. Bem, ela não desistiu e não podemos desistir”, disse o produtor. “Acho que é uma mensagem importante e poderosa que, apesar de tudo o que June enfrenta em Gilead, há um raio de esperança em sua luta e determinação. Acho que isso é valioso e importante, ainda somos relevantes, e enquanto Bruce e a equipe de roteiristas sentirem que há mais a dizer, é isso que faremos.” Produzida pela MGM e exibida na plataforma Hulu nos EUA, “The Handmaid’s Tale” chega ao Brasil pela Paramount+ e Globoplay.
Criador de “The Boys” revela único pedido da Amazon para produção do “Herogasm”
O criador e showrunner de “The Boys”, Eric Kripke, revelou o único pedido que a Amazon fez durante a produção do já famoso episódio do “Herogasm” (“Supersuruba” no Brasil). E não foi um pedido para maneirar. Ao contrário. “A única mensagem que recebemos da Amazon, e que foi uma boa sugestão, foi: ‘Em todos os momentos, nós temos de entender que isto é uma orgia de super-heróis, e não só uma orgia'”, contou o produtor à revista americana Variety. “Nós então adicionamos várias novas piadas e efeitos visuais”, explicou, citando como exemplo um vibrador que flutua pela cena. “Nós adicionamos depois, digitalmente. Há muitos momentos como esse que meio que só acontecem ao fundo da cena”. O episódio, claro, é bem menos explícito que os quadrinhos. Mas Kripke garantiu que nunca pretendeu fazer uma adaptação literal das páginas escritas por Garth Ennis e desenhadas por Darick Robertson. “Por mais louca que a série seja, os quadrinhos são exponencialmente mais loucos”, disse ele. “E havia algumas coisas lá que eu simplesmente não gostaria de tocar – literal ou figurativamente. Então era mais sobre nós tentarmos decidir o que parecia adequado para nós – o que seria ultrajante, mas não gratuito”, completou. O episódio “Herogasm/Supersuruba” foi disponibilizado na sexta (24/6) na plataforma Prime Video, da Amazon, e a orgia é apenas um detalhe em sua trama, que ainda tem muito sangue, mortes impactantes, o aparente fim dos Sete e o aguardado confronto entre Capitão Pátria (Homelander) e Soldier Boy.
Cissa Guimarães será juíza na série “A Divisão”
Cissa Guimarães vai retomar a carreira de atriz nas telas, após uma década dedicada ao teatro e à função de apresentadora. Ela viverá uma das personagens centrais da 4ª temporada da série “A Divisão”, do Globoplay, que começou a ser gravada recentemente. Seu último trabalho como atriz na TV tinha sido na novela “Salve Jorge”, em 2012. “Estou feito criança, um pinto no lixo”, disse ela à coluna de Patricia Kogut no jornal O Globo. “Fiquei nervosa quando fui convidada, senti um frio na barriga. E isso foi ótimo, me fez me sentir humana. Como atriz, fiquei nos últimos dez anos fazendo teatro e com muita saudade do audiovisual, que é algo completamente diferente. Mas a vida foi me levando por outros caminhos. É muito bom estar de volta agora. Além disso, estou muito orgulhosa de poder trabalhar com o José Junior (criador da série), que é alguém de quem acompanho o trabalho há anos”, acrescentou. A elogiada série policial retrata a Divisão Antissequestro do Rio na década de 1990, foi criada por José Júnior, um dos fundadores da ONG AfroReggae, e tem episódios dirigidos pelo cineasta Vicente Amorim (“Motorrad”) e, a partir da nova temporada, Heitor Dhalia (“Serra Pelada”). Os episódios são estrelados por Silvio Guindane (“3%”) e Erom Cordeiro (“1 Contra Todos”) e trazem vários artistas convidados – até Dudu Nobre vai aparecer na 4ª temporada – para viver situações de sequestro. Em sua participação, Cissa vai interpretar uma juíza muito rigorosa que tem o filho sequestrado. Ao mesmo tempo em que precisa lidar com o desespero da situação, a personagem se vê num embate com a equipe da Divisão Antissequestro (DAS) por conta dos métodos utilizados para tentar solucionar o crime. “A personagem tem um conflito muito interessante entre o que está dentro da lei e o que é preciso fazer para salvar o seu filho. Para mim, que sou uma pessoa mais do humor, é um desafio enorme. É algo que me tira completamente do lugar”, completou. Ainda não há previsão de estreia para os novos capítulos, que começaram a ser gravados em maio.
Série dos Sex Pistols ganha trailer nacional e data de estreia no Brasil
A plataforma Star+ divulgou o pôster oficial, o trailer legendado e a data da estreia nacional de “Pistol”, minissérie sobre a banda Sex Pistols com direção de Danny Boyle (“Trainspotting”). A série conta a história da banda responsável pela revolução do punk rock, além de fazer uma recriação detalhista da época. Baseada em “Lonely Boy: Tales From a Sex Pistol”, livro do guitarrista Steve Jones, mostra como Jones, o vocalista Johnny Rotten (John Lydon), o baterista Paul Cook e o baixista Glen Matlock – posteriormente substituído por Sid Vicious por saber tocar bem demais – criaram caos e distorção, instigados pelo empresário agitador Malcolm McLaren, mudando o rock para sempre. A trama também destaca a trupe punk original, que fazia ponto na butique Sex, de Vivienne Westwood. O roteiro é assinado por Craig Pearce (“Moulin Rouge!”) e Frank Cottrell Boyce (responsável por outra obra deste período: o filme “A Festa Nunca Termina”). O elenco traz Toby Wallace (“The Society”) como Jones, Anson Boon (“Predadores Assassinos”) como Rotten, o estreante Jacob Slater como Cook, Fabien Frankel (“The Serpent”) como Matlock e Louis Partridge (“Enola Holmes”) como Vicious, Thomas Brodie-Sangster (“Maze Runner”) como McLaren, Dylan Llewellyn (“Derry Girls”) como Wally Nightingale, que tocou com Jones, Sydney Chandler (“Don’t Worry Darling”) como a cantora Chrissie Hynde (dos Pretenders), Emma Appleton (“The Witcher”) como Nancy Spungen (namorada de Vicious), Beth Dillon (“Quatro Casamentos e um Funeral”) como Siouxie Sioux (da banda Siouxie and the Banshees) e Maisie Williams (“Game of Thrones”) no papel da ícone punk Jordan, uma atriz e modelo ligada a Westwood, que acompanhou o surgimento da banda em Londres e se tornou um símbolo da cultura punk pelo seu estilo. A produção chegou a ser ameaçada por um processo de John Lydon, o ex-Johnny Rotten, mas os demais integrantes da banda o derrotaram na Justiça para permitir que as gravações dos Sex Pistols fossem ouvidas na série. “Pistol” estreou em 31 de maio nos EUA e dividiu a crítica, atingindo apenas 56% de aprovação no Rotten Tomatoes. O lançamento no Brasil vai acontecer em 31 de agosto.
“The Boys” zoou Gal Gadot em cena com a música “Imagine”
O episódio “Herogasm”, da série “The Boys”, não teve só sexo e sangue. Sobrou também zoação em cima de Gal Gadot, intérprete de Mulher-Maravilha. O capítulo disponibilizado nesta sexta (24/6) na Amazon Prime Video começa com a paródia de um vídeo compartilhado por Gadot no começo da pandemia, em que ela puxava um coro de “Imagine”, de John Lennon, numa montagem com participação de várias estrelas. Na série, a situação é recriada com o personagem Profundo (Deep) e, novamente, conta com participação de várias celebridades, cada um cantando um trecho da canção. A lista inclui alguns heróis da produção e participação de atores como Patton Oswalt (“Gaslit”), Josh Gad (“A Bela e a Fera”), Mila Kunis (“Perfeita é a Mãe”), Ashton Kutcher (“O Rancho”), Elizabeth Banks (“As Panteras”), Kumail Nanjiani (“Obi-Wan Kenoby”), Aisha Tyler (“Criminal Minds”) e Rose Byrne (“Physical”), desafinando como eles mesmos. Publicado no instagram da intérprete da Mulher-Maravilha em março de 2020, o vídeo original trazia artistas ainda mais famosos, como Natalie Portman, Jimmy Fallon, Norah Jones, Jamie Dornan, Sia, Will Ferrell, Kristen Wiig, Pedro Pascal, Amy Adams, Zoe Kravitz e Mark Ruffalo, que entoaram os versos da música de John Lennon para supostamente passar uma mensagem de esperança diante da crise sanitária. Só que, em vez disso, o karaokê de famosos virou alvo de memes e zombarias na internet, consagrando-se como símbolo da desconexão das celebridades com a realidade. Neste ano, Gal Gadot chegou a se desculpar pela iniciativa, assumindo que foi de “mau gosto” e “não era a coisa certa” para se fazer naquele momento. “A pandemia já estava na Europa e em Israel antes de chegar aqui [aos EUA] da mesma forma. Eu estava vendo para onde tudo estava indo. Mas [o vídeo] foi prematuro. Não era o momento certo e não era a coisa certa. Era de mau gosto. Tinha intenções puras, mas às vezes você não acerta no alvo”, ela explicou à revista InStyle em janeiro passado.
“Woke” é cancelada após duas temporadas
A plataforma Hulu cancelou “Woke”, série de comédia que teve duas temporadas estreladas por Lamorne Morris, o Winston de “New Girl”. A atração era baseada na vida e na arte do cartunista Keith Knight (criador da história em quadrinhos “The K Chronicles”) e abordava um tema absolutamente atual: o racismo estrutural. Criada pelo próprio artista em parceria com Marshall Todd (roteirista de “Uma Turma do Barulho”), a série trazia Morris como Keef, um ilustrador e cartunista que vive em San Francisco. Bem-sucedido, o protagonista tem uma visão cor-de-rosa do mundo, até sentir na própria pele o racismo da polícia. A partir desse momento, ele começa a alucinar e ser criticado por seus próprios personagens – que ganham vida onde quer que vá – , tudo para forçá-lo a reconsiderar sua visão de mundo e sua própria arte. O elenco também incluía o comediante T. Murph, a ex-integrante do “Saturday Night Live” Sasheer Zamata e o ator Blake Anderson (da série “Workaholics”). Inédita no Brasil, a série venceu alguns prêmios de organizações ligadas à cultura afro-americana e teve seu último episódio exibido em abril deste ano. Confira o trailer do lançamento original abaixo.
The Boys: “Herogasm” é proibido em quatro países
O muito comentado episódio “Herogasm”, da série “The Boys”, foi censurado em quatro países. A revelação foi feita pelo criador da série, Eric Kripke, em entrevista ao site espanhol SensaCine. “O episódio 6 é ilegal em quatro países”, ele contou. “Tivemos que cortar partes muito grandes para permitir a transmissão”. Kripke não mencionou quais países proibiram o conteúdo, mas concordou que seu tema – uma “Supersuruba” na tradução nacional – foi além do que se espera de uma série, mesmo no streaming. “É provavelmente um dos episódios mais explícitos que eu acho que alguém já viu. Eu acho que você realmente tem que recorrer à pornografia para ver coisas que sejam mais explícitas [do que o episódio]”, ele ponderou em outra entrevista, ao site TVLine. “Existem regras divertidas sobre quantas vezes você pode simular f*der e se você pode ou não mostrar um pênis ereto e por quanto tempo você pode mostrar uma parte íntima. Existem todas essas regras, mas, apesar de tudo, ficamos dentro dos limites do que era permitido”, afirmou o criador. O episódio “Herogasm/Supersuruba” foi disponibilizado nesta sexta (24/6) na plataforma Prime Video, da Amazon, e a orgia é apenas um detalhe em sua trama, que ainda tem muito sangue, mortes impactantes, o aparente fim dos Sete e o aguardado confronto entre Capitão Pátria (Homelander) e Soldier Boy.
“The Boys” cumpre promessa de orgia e entrega muito mais em seu melhor capítulo
O episódio “Herogasm”, de “The Boys”, chegou nesta sexta (24/6) na Amazon Prime Video arregaçando tudo. Adaptação de uma das edições mais polêmicas dos quadrinhos em que a série se baseia, o capítulo mostrou uma orgia de super-heróis e teve seu título traduzido no Brasil como “Supersuruba”. Distanciando-se da história original de Garth Ennis, mas mantendo a perversão, a série apresentou o “Herogasm” como uma tradição secreta dos super-heróis, que anualmente se juntam numa orgia onde vale tudo. Em destaque, rolou muita nudez, inclusive frontal, e várias opções de pênis, desde um superlonguíssimo até um consolo criado com superpoderes de gelo, sem esquecer a zoofilia do Profundo (Deep) e jorros gigantes de fluídos. Mas a supersuruba dura pouco e nem é o ponto alto do episódio, que muitos já consideram o melhor da série. Afinal, em meio aos peladões acontece o aguardado confronto entre o Capitão Pátria (Homelander) e Soldier Boy, que abala a confiança do líder dos Sete. Por sinal, que Sete? Depois dos eventos desta semana, a “Liga da Justiça” da série ficou resumida a dois remanescentes. E a habilidade de um deles se limita à capacidade de falar e transar com criaturas marinhas. O sangue também correu solto. Há algumas mortes chocantes, outras engraçadas e até, aparentemente, uma inesperada. E há o melhor final de episódio de toda a série: uma simples live, que reduz o tamanho da tela ao formato de um celular, em que Luz-Estrela (Starlight) se dirige a seus seguidores. Por sinal, que Luz-Estrela? A série deve ter batido seu recorde de audiência, mas, depois de tudo o que aconteceu e o gancho final, quem viu deve estar ainda mais desesperado para assistir ao próximo episódio – dia 1 de julho, na plataforma de streaming da Amazon. Haverá muitas consequências.
Documentário do Menudo revela até estupro na boy band
A série documental “Menudo: Sempre Jovens”, que mostra a trajetória da primeira boy band do mundo desde 1977, alega que seus jovens artistas sofreram abuso físico e sexual por parte do empresário musical Edgardo Díaz. Disponível na HBO Max, o documentário está dividido em quatro episódios nos quais são entrevistados 13 ex-membros do grupo que foi desfeito em 2009. O cantor Ricky Martin, certamente o nome mais conhecido a passar pelo Menudo, não foi entrevistado. As alegações contra Díaz incluem abuso físico, sexual e mental, com agenda de trabalho extenuante e falta de supervisão por parte dos pais – uma exigência formal de Díaz para que os jovens fizessem parte do grupo. Ângelo Garcia, integrante do Menudo, alega ter sido estuprado várias vezes entre 1988 e 1990. Ele conta que foi drogado com álcool por um homem não identificado, que fazia parte da comitiva do Menudo, e desmaiou. Quando acordou, “estava nu e sangrando, então eu sabia que havia sido penetrado”, relatou. Ele também diz ter sido apalpado em um elevador por outros integrantes da equipe. Andy Blázquez e Jonathan Montenegro, integrantes da banda nos anos 1990, contam histórias quase idênticas sobre ameaças da equipe de produção de tocar as partes íntimas dos meninos, numa espécie de “rito de passagem” para o grupo. Blázquez acrescenta ainda que sempre houve uma atmosfera de sexualização extrema, com comentários sobre sexo anal. “Lembro-me de Edgardo dizendo: ‘sabe o prazer que você sente quando está fazendo cocô? Sexo anal é assim'”, disse Blázquez. Por fim, integrantes como Montenegro e Rawy Torres descrevem ainda uma existência miserável no grupo, sem brincadeiras, risadas ou diversão. Eles eram obrigados a atuar mesmo se estivessem doentes. Acusado, Díaz não respondeu aos pedidos de entrevistas por parte da equipe do documentário, mas negou todas as acusações relacionadas a abusos ou má gestão. A série documental “Menudo: Sempre Jovens” é uma produção original da HBO Max e tem direção de Ángel Manuel Soto, que está à frente do vindouro filme “Besouro Azul”, e de Kristofer Ríos (de “Havana Skate Days”). Veja o trailer abaixo.
“Westworld”, “The Umbrella Academy” e as séries da semana
A programação da semana está movimentada com vários gêneros e opções. Há desde super-heróis, ação e sci-fi até drama histórico, comédias e documentário pop. Com destaque para os aguardados retornos de “The Umbrella Academy” e “Westworld”, sem esquecer do final de “Killing Eve”, a lista também traz estreias variadas, com candidatos a novos favoritos para acompanhar. Confira abaixo as 10 melhores novidades disponíveis nas plataformas de streaming. | WESTWORLD # 4 | HBO MAX A 4ª temporada retoma os mistérios da premiada sci-fi em clima apocalíptico, a partir deste domingo (26/6). Bem diferente de tudo que veio antes, a trama é culminação da luta entre androides e humanos, e envolve um plano de extermínio levado adiante por Charlotte (Tessa Thompson) – a principal antagonista após a morte de Dolores (Evan Rachel Wood) – com ajuda da versão androide do Homem de Preto (Ed Harris) e insetos de laboratório capazes de colocar a humanidade sob seu controle, invertendo a premissa original da série. Alguns anos se passaram desde a última temporada, tempo suficiente para que Caleb (Aaron Paul) tenha se casado e virado pai, mas principalmente para que os parques temáticos fossem reabertos – agora com um passeio pela era do jazz e dos gângsteres (anos 1930), que serve, como metatexto, de crítica à cultura dos reboots. Mas depois de deter Dolores, Maeve (Thandiwe Newton) está alerta e pronta para enfrentar a nova ameaça. Só que nada é realmente o que parece. Entre outros detalhes, Evan Rachel Wood reaparece como uma nova personagem, envolvida em segredos obscuros e stalkeada por Teddy (James Marsden), ambos em participações enigmáticas. São tantos personagens e jornadas que Bernard (Jeffrey Wright) e Ashley (Luke Hemsworth) só ressurgem no 3º episódio, junto com uma força de “resistência” no deserto. Ainda mais intrincada que o costume, a trama começa a encaixar a partir do 4º capítulo, quando uma reviravolta explica o papel de Aurora Perrineau (“Prodigal Son”) – e é uma guinada estilo “Matrix”, ou a sequência de “Matrix” que os fãs gostariam de ter visto. Certamente, com um episódio liberado por semana, pode ser cansativo esperar até lá. Mas não seria “Westworld” se não fosse lento e cerebral. Entre as novidades do elenco, destacam-se ainda Ariana DeBose (vencedora do Oscar por “Amor, Sublime Amor”) e Daniel Wu (“Into the Badlands”). | THE UMBRELLA ACADEMY # 3 | NETFLIX Partindo da cena que encerrou a temporada passada, os heróis interpretados por Elliot Page, Tom Hopper, David Castañeda, Emmy Raver-Lampman, Robert Sheehan e Aidan Gallagher voltam dos anos 1960 para se deparar com um presente completamente diferente do que lembravam – e com uma nova equipe de heróis instalada em sua residência: a Sparrow Academy. Os integrantes da Academia Umbrella logo percebem que criaram um paradoxo ao viajar no tempo e, só para variar, tornaram-se novamente responsáveis por eventos cataclísmicos que irão acabar com o mundo – pela terceira vez. A série é baseada nos quadrinhos do cantor Gerard Way (ex-My Chemical Romance) e do desenhista brasileiro Gabriel Bá (publicados no Brasil como “A Academia Umbrella”), e entre brigas com a Academia rival e planos para salvar o mundo, os novos episódios também mostram a transformação da personagem Vanya em Viktor, refletindo a transição sexual de Elliot Page. | LA CASA DE PAPEL: COREIA # 1 | NETFLIX Os algoritmos da Netflix tiveram um orgasmo com esse projeto: um remake da segunda série não falada em inglês mais popular da plataforma no idioma da primeira série mais popular. A adaptação tenta se diferenciar do original espanhol por introduz elementos políticos e contexto totalmente coreanos, ao se passar após uma imaginária unificação das Coreias. Replicando o que aconteceu na unificação da Alemanha, o fim das fronteiras mantiveram os antigos norte-coreanos pobres, enquanto os milionários do Sul se tornaram mais ricos. O desejo de ajuste de contas move o novo Professor e seu grupo, que resolvem tomar posse da fortuna do país num grande assalto. Em vez das célebres máscaras de Salvador Dali, os coreanos também adotam um disfarce diferente: Yangban, um dos 12 personagens tradicionais das máscaras usadas em celebrações de ruas pela população pobre coreana desde o século 12. Yangban representa um aristocrata que costuma ser objeto de zombaria na dança com máscaras. Muito apropriado, já que os ladrões pretendem atacar o sistema que sustenta os mais ricos. Os roteiros da adaptação são assinados por Ryu Yong-jae (“Invasão Zumbi 2: Península”) e o elenco destaca alguns artistas conhecidos: Yoo Ji-tae (“Oldboy”) como o Professor, Park Hae-soo (“Round 6”) como Berlim, Jeon Jong-seo (“Em Chamas”) como Tóquio e a sumida Kim Yunjin (de “Lost”) como Woo Jin, a versão sul-coreana da inspetora Raquel. | AMERICAN CRIME STORY: IMPEACHMENT # 3 | STAR+ Depois de explorar o julgamento de O.J. Simpson e o assassinato de Gianni Versace, a nova temporada da série de antologia de Ryan Murphy cobre o processo de Impeachment do ex-presidente Bill Clinton. Os capítulos mostram como o escândalo envolvendo Clinton e a estagiária Monica Lewinsky vazou na mídia e a forma como foi usado para tentar derrubar o presidente, jogando nova luz sobre os bastidores da polêmica. A trama é baseada num best-seller de 2000 escrito por Jeffrey Toobin, mesmo autor que já tinha inspirado a bem-sucedida 1ª temporada da série. A adaptação foi feita por Sarah Burgess (“Compliance”) e destaca um irreconhecível Clive Owen (“Projeto Gemini”) como Clinton, Beanie Feldstein (“Fora de Série”) idêntica à Monica Lewinsky, Sarah Paulson (“American Horror Story”) como Linda Tripp, a mulher que gravou telefonemas em que Lewinsky admitia o caso com Clinton, Annaleigh Ashford (“Masters of Sex”) como Paula Jones, que processou o ex-presidente por assédio sexual, e Edie Falco (“Nurse Jackie”) como Hillary Clinton. A equipe ainda inclui a própria Monica Lewinsky, creditada como coprodutora. | KILLING EVE # 4 | GLOBOPLAY Lançada em 2018, a série criada por Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”) se tornou o maior sucesso e a produção mais premiada da BBC America após o fim de “Orphan Black”. Mas chega ao final com a pior avaliação de sua trajetória – apenas 55% no Rotten Tomatoes. Muitos criticaram o desfecho, mas o grande vilão foi o hiato de dois anos desde a 3ª temporada. A produção acompanha Eve Polastri (Sandra Oh), uma agente secreta britânica que persegue Villanelle (Jodie Comer), assassina profissional de um cartel internacional, e aos poucos passa a desenvolver uma estranha obsessão por ela. Até que, inesperadamente, começa a ser correspondida de forma doentia. O jogo de gato e rato vira uma brincadeira perigosa entre duas gatas. | CHLOE # 1 | AMAZON PRIME VIDEO A minissérie britânica de suspense acompanha a história de Becky Green, uma stalker digital obcecada em acompanhar as redes sociais de sua antiga amiga de infância Chloe Fairbourne. A vida encantadora de Chloe, o marido adorável e o círculo de amigos bem-sucedidos estão sempre a um clique de distância, num grande contraste com a própria vida de Becky cuidando da mãe, que foi diagnosticada com demência precoce. Até que Chloe morre de repente, deixando a stalker em crise de abstinência. Inconformada, ela quer continuar seguindo a vida – ou melhor, a morte – da falecida. Para isso, assume uma nova identidade e se infiltra no cotidiano invejável dos amigos mais próximos da falecida, espantando-se ao descobrir que o mundo real de Chloe não era nada instagramável. O contraste levanta suspeitas, mas, para descobrir mais, Becky precisa ousar e mentir muito, arriscando-se a se perder em seu próprio jogo. Criada por Alice Seabright (roteirista e diretora de “Sex Education”), a minissérie é estrelada por Erin Doherty (a Princesa Anne de “The Crown”) como Becky e Poppy Gilbert (“Fique Comigo”) como Chloe. | PLAYERS # 1 | PARAMONT+ Sátira do universo competitivo dos jogadores de LoL (League of Legends), a série é apresentada como uma falso documentário, que revela os bastidores de uma equipe de eSports. Em crise, a equipe precisa lidar com o choque de egos entre seus astros: o ex-campeão em decadência e o novato recém-chegado de 17 anos, considerado um prodígio dos jogos. A série é uma criação de Tony Yacenda e Dan Perrault, que usaram a mesma técnica de falso documentário na sátira “American Vandal”, da Netflix, e o elenco inclui vários rostos desconhecidos para dar a impressão de que as gravações são factuais – incluindo os protagonistas Misha Brooks e Da’Jour Jones como o veterano Creamcheese o prodígio Organizm. | FORTUNA # 1 | APPLE TV+ Maya Rudolph (“Missão Madrinha de Casamento”) vive uma bilionária mimada e extravagante, que tem sua vida virada do avesso ao descobrir a amante de duas décadas do marido. Ridicularizada pelas publicações de fofoca e sem saber como lidar com o divórcio, ela faz uma segunda descoberta: tem uma fundação beneficente em plena atividade no seu nome. A partir daí, decide provar que é mais que uma ricaça alienada, reinventando-se como filantropa. Criada por Alan Yang (“Little America”) e Matt Hubbard (“30 Rock”), “Fortuna” (Loot) é uma sátira da ostentação dos ricaços. Além de Rudolph, destaca ainda Michaela Jaé “MJ” Rodriguez em seu primeiro papel após “Pose”, como a gerente da fundação. | HOMEM X ABELHA: A BATALHA # 1 | NETFLIX Rowan Atkinson volta a estrelar uma série de humor físico, lembrando seu papel mais famoso, Mr. Bean. O ator vive o homem do título, que trava uma batalha destrutiva contra um inseto, enquanto cuida de uma mansão de luxo. O resultado deste conflito vai parar na Justiça. Criada por Atkinson e a equipe de sua franquia “Johnny English” – o roteirista William Davies e o diretor David Kerr – , a premissa é simples e leva a imaginar como foi estendida numa série de 10 episódios. A resposta é simples: cada capítulo dura em torno de 10 minutos cada. O que remete ao tamanho das produções da falida plataforma Quibi (do slogan dos “10 minutos ou menos”). Vista numa maratona, a atração tem tamanho de um filme de 90 minutos. | MENUDO: SEMPRE JOVENS # 1 | HBO MAX Os meninos que cantavam “Não se Reprima” nos anos 1980 contam tudo, desde o estresse causado pela rotatividade das formações aos assédios sexuais e até estupros que sofreram quando eram adolescentes. Mesmo para quem não sabe quem foi Menudo ou seu integrante mais famoso, Rick Martin, o registro documental da época é fascinante, ao desvendar como era a vida da primeira boy band do mundo, fabricada por um empresário de Porto Rico. A direção é de Ángel Manuel Soto, que está à frente da vindoura adaptação de quadrinhos “Besouro Azul”, e de Kristofer Ríos (de “Havana Skate Days”).











