Mestres do Universo: Netflix desiste de filme do He-Man
A Netflix desistiu de produzir a nova adaptação live-action de “Mestres do Universo”. Segundo reportagem da Variety, a plataforma cancelou a pré-produção do filme, que já havia escalado Kyle Allen (“Amor, Sublime Amor”) como He-Man. Fontes revelaram à publicação que o streaming já havia gasto cerca de US$ 30 milhões com os custos do desenvolvimento, mas há versões que afirmam que os gastos totais chegam ao dobro desse valor. O longa estava em pré-produção há mais de um ano pela Netflix em parceria com a Mattel, empresa detentora dos brinquedos da franquia. Na última atualização, o orçamento do filme ultrapassava US$ 200 milhões, com as filmagens programadas para começa em fevereiro. Entretanto, uma queda nas ações da Netflix teria feito a plataforma voltar atrás. A empresa líder do streaming perdeu cerca de US$ 50 bilhões no ano passado. Com isso, o longa dirigido pelos irmãos Aaron e Adam Nee (“Cidade Perdida”) foi suspenso. Uma fonte ainda afirma que a equipe do filme tentou negociar com a Netflix a possibilidade de gravar uma sequência logo em seguida para compensar os custos altos da produção. O streaming não aceitou a proposta e decidiu cancelar a adaptação. Produção tumultuada A adaptação de “Mestres do Universo” enfrenta uma jornada cheia de obstáculos para sair do papel. Ao longo dos anos, o filme passou pelas mãos dos estúdios da Warner Bros. e da Sony Pictures, antes de chegar a Netflix. Em 2019, o estúdio chegou a anunciar o ator Noah Centineo (“Adão Negro”) como protagonista para assumir o manto do He-Man. Com o passar do tempo, a produção não parecia andar para frente e o ator revelou que desistiu do projeto durante uma entrevista ao “The Tonight Show” em 2021. Segundo a Variety, a Netflix teria comprado os direitos do filme por US$ 30 milhões da Sony nesta época – quando a empresa estava procurando investir em grandes franquias cinematográficas para competir com a Disney no streaming. Com a desistência da Netflix, a Mattel tenta negociar com outro estúdio. Em seu levantamento, a Variety diz que a Universal Pictures já foi abordada e rejeitou o projeto. Era de ouro de He-Man Originalmente, “Mestres do Universo” era uma linha de bonecos da Mattel, focada em fantasia, lançada em 1982. Acabou se tornando desenho animado e ganhou até um spin-off, centrado na irmã do He-Man, She-Ra. Ambos tiveram muito sucesso nas manhãs da TV Globo nos anos 1980. Esta popularidade rendeu um primeiro – e até hoje único – longa em 1987, em que Dolph Lundgren (“Mercenários”) viveu He-Man e Frank Langella (“Frost/Nixon”) foi o vilão Esqueleto. Graças aos efeitos precários e resultado discutível, “Mestres do Universo” é mais lembrado atualmente por ter lançado a carreira da atriz Courteney Cox (de “Friends”). E por ter sido dirigido por um suposto pedófilo, denunciado por oito ex-atores mirins. Por conta do fracasso do primeiro filme, o reboot habita o limbo conhecido como “produção em desenvolvimento” há 15 anos, período pelo qual passou por várias configurações. A pilha das páginas escritas para roteiros já descartados do longa inclui textos de Terry Rossio (“O Cavaleiro Solitário”), Alex Litvak (“Predadores”), Michael Finch (“Hitman: Agente 47”), Art Marcum e Matt Holloway (“Homem de Ferro”) e Jeff Wadlow (“Kick-Ass 2”), que ainda tinha a pretensão de dirigir o longa. Nos últimos anos, He-Man e She-Ra foram revividos em séries animadas da Netflix.
“O Poder e a Lei” supera “The Witcher” na liderança da Netflix
O drama jurídico “O Poder e a Lei” finalmente conquistou o 1º lugar no ranking das séries em inglês mais vistas na Netflix. Desde o lançamento da primeira parte da 2ª temporada, no dia 6 de julho, a atração não conseguia desbancar a 3ª temporada de “The Witcher” – até agora. Com 8,3 milhões de visualizações, os novos episódios de “O Poder e a Lei” dominaram a lista desta semana. Vale mencionar que a Parte 2 da temporada tem lançamento marcada para o dia 3 de agosto. Diante do sucesso, a 1ª temporada da série também retornou ao ranking no 5º lugar, com 3,4 milhões de visualizações. Enfrentando sua primeira queda desde a estreia no dia 29 de junho, a 3ª temporada de “The Witcher” registrou 6,7 milhões de visualizações. Os novos episódios fazem parte da primeira parcela do novo ano, enquanto o restante da temporada chega no catálogo na próxima quinta-feira (27/7). Já o 3º lugar foi ocupado pela série sul-africana “Desejo Fatal”, com 6,6 milhões de visualizações. Baseada no drama mexicano “Desejo Sombrio”, a trama é um thriller erótico sobre uma professora casada que fez sua estreia no streaming no dia 7 de julho. O restante do ranking das séries é ocupado pela 1ª temporada da comédia “Sobrevivendo em Grande Estilo” (3,7 milhões), a série documental “Quarterback” (3,3 milhões), a 5ª temporada do reality “Brincando com Fogo” (2,8 milhões), a 2ª temporada da competição culinária “Isso é um Bolo?” (2,6 milhões), a estreante “Minha Casa Repaginada” (2,6 milhões) e a 2ª temporada da animação “Sonic Prime” (2,4 milhões). Filmes mais vistos No universo dos filmes, o principal lançamento da plataforma na semana, “Bird Box Barcelona”, abriu em 1º lugar na lista dos títulos não falados em inglês. A produção espanhola teve 16,3 milhões de visualizações. Ficou à frente da comédia alemã “O Cheiro do Ouro” (6,2 milhões) e da aventura polonesa “Sr. Carrinho e os Cavaleiros Templários” (4,2 milhões). Entre as produções em inglês, a comédia de ação “Meus Sogros Tão pro Crime” seguiu no topo pela segunda semana. O longa estrelado por Adam Devine, Nina Dobrev, Ellen Barkin e Pierce Brosnan reuniu mais 28,6 milhões de visualizações. O Top 3 dos filmes em inglês incluiu duas obras licenciadas de outros estúdios. O 2º lugar foi ocupado por “65 – Ameaça Pré-Histórica” (2023), sci-fi estrelada por Adam Driver, com 6,8 milhões de visualizações, enquanto a 3ª posição trouxe a animação aclamada “Gato de Botas 2: O Último Pedido”, com 5,5 milhões de visualizações na última semana. O ranking ainda conta com duas produções da Netflix, “Resgate 2” (5,2 milhões) e a animação “Nimona” (4,7 milhões) para fechar o Top 5. Confira abaixo os trailers das cinco séries em inglês mais vistas da semana na Netflix. 1 | O PODER E A LEI 2 | NETFLIX 2 | THE WITCHER 3 | NETFLIX 3 | DESEJO FATAL | NETFLIX 4 | SOBREVIVENDO EM GRANDE ESTILO | NETFLIX 5 | QUARTERBACK | NETFLIX
Prólogo de “Cemitério Maldito” ganha primeira imagem
A franquia “Cemitério Maldito” não ficou enterrada por muito tempo. Quatro anos após o lançamento da segunda versão da obra de terror de Stephen King, a Paramount prepara mais um filme sobre o cemitério onde os enterros viram ressurreições. Intitulada em inglês “Pet Sematary: Bloodlines”, a produção ganhou sua primeira imagem, que traz o ator Henry Thomas (o menino de “ET: O Extraterrestre” já na Meia Idade). O filme é um prólogo, que se passa em 1969. A trama segue o jovem Jud Crandall (o personagem de John Lithgow no remake), que sonha em deixar sua cidade natal para trás, mas ao descobrir segredos sinistros é forçado a enfrentar uma história familiar sombria que o manterá para sempre conectado àquele local. Juntos, Jud e seus amigos de infância devem lutar contra um antigo mal que tomou conta de Ludlow desde a sua fundação e, uma vez desenterrado, tem o poder de destruir tudo em seu caminho. O elenco também inclui Jackson White (“Me Conte Mentiras”), Forrest Goodluck (“O Regresso”), Jack Mulhern (“Mare of Easttown”), Natalie Alyn Lind (“The Goldbergs”) e Isabella Star LaBlanc ( “Solte o Ar Bem Devagar”), além de participações de Pam Grier (“Jackie Brown”), David Duchovny (“Arquivo X”) e Samantha Mathis (“Billions”). A adaptação foi escrita pela roteirista Lindsey Beer (“Sierra Burgess é uma Loser”), que também faz sua estreia na direção no projeto. A nova produção será lançada com exclusividade na plataforma de streaming Paramount+ no dia 6 de outubro, inclusive no Brasil.
Marlene Mattos ameniza acusações de assédio moral: “Meu jeito de ser”
A diretora Marlene Mattos voltou a mandar indiretas em meio as acusações de assédio moral no ambiente de trabalho. Nos últimos dias, a ex-empresária foi alvo de relatos polêmicos sobre a época em que trabalhou com a cantora e apresentadora Xuxa Meneghel. No Instagram, Marlene reforçou seu jeito “bruto” de ser com uma publicação reflexiva: “Você pode ter resultados ou desculpas, não os dois”, dizia o texto na imagem. A postagem da diretora teria sido vista como alfinetada à Xuxa, já que a artista fez revelações contudentes sobre Marlene em seu documentário no Globoplay. “Eu vou continuar na luta por resultados. É do meu jeito de ser”, ela sustentou. Acusações e práticas abusivas Marlene Mattos foi diretora dos programas infantis de Xuxa Meneghel por 18 anos. As duas trabalharam juntas na extinta TV Manchete e na TV Globo. A dupla rompeu parceria profissional (e pessoal) em 2002. Contudo, Marlene se viu numa fase turbulenta neste mês, desde que a apresentadora expôs seu relacionamento abusivo com a ex-empresária em “Xuxa – O Documentário”, lançado no streaming Globoplay. Em depoimentos, Xuxa e seus funcionários contaram práticas abusivas e situações controversas promovidas pela diretora. “A Marlene me apavorada um pouco. Ela falava: ‘você tem que fazer o trabalho, isso, isso e isso’. […] Eu ficava perdida lá atrás”, lembrou Letícia Spiller, a paquita Pastel. Já em entrevistas externas, há relatos intensos sobre o comportamento tóxico da diretora, como quando ela desejou a morte precoce da apresentadora do “Xou da Xuxa”. “[Ela] já chegou de um jeito assim: ‘Se vocês acham que vou pedir desculpas, não vou’. Ela não mudou nada. Isso me deixou chocada, eu mudo quase diariamente”, pontuou Xuxa ao jornal O Globo.
Daryl passeia pela Paris pós-apocalíptica em teaser do derivado de “The Walking Dead”
O canal pago americano AMC divulgou um novo teaser de “The Walking Dead: Daryl Dixon”, que mostra o personagem de Norman Reedus andando de barco pelo rio Sena numa Paris pós-apocalíptica, com as ruínas da Torre Eifel como postal da paisagem desolada. A série, que se passa na França e mostra um lado inexplorado do apocalipse zumbi, vai encontrar Daryl despertando na Europa, após ser surpreendido numa emboscada durante uma missão de reconhecimento. Sem saber como chegou lá, ele vai tentar de tudo para voltar para os EUA. Só que o plano se complica, conforme ele cria laços com novas pessoas. O elenco da produção contará com o ator britânico Adam Nagaitis (“Red Rose”) e os franceses Clémence Poésy (“Tenet”), Anne Charrier (“Um Amante Francês”), Eriq Ebouaney (“Conexões”), Laika Blanc Francard (“Le Monde de Damain”), Romain Levi (“Les Sauvages”) e o estreante Louis Puech Scigliuzzi. A estreia está marcada para 10 de setembro nos EUA. Além da série de Daryl, o AMC está lançando duas outras atrações derivadas de “The Walking Dead”, centradas nos “casais” Rick e Michonne, e Negan e Maggie. Esta segunda, batizada de “The Walking Dead: Dead City”, já está no ar nos EUA.
“Guardiões da Galáxia Vol. 3” ganha data de estreia na Disney+
“Guardiões da Galáxia Vol. 3”, um dos destaques do início do ano nos cinemas, finalmente ganhou data para chegar ao catálogo do Disney+. O longa, que conclui a saga do grupo de heróis que conquistou o público, será disponibilizado no streaming em 2 de agosto, três meses após a estreia cinematográfica. A aclamação da crítica e do público foi notável, especialmente pela exploração do passado do personagem Rocket Raccoon, mesclando bom humor, ação e momentos de tensão e drama. A novidade foi divulgada nas redes da Disney+ e da Marvel com a publicação de um vídeo e um pôster do filme. Respeitando a janela cinematográfica tradicional, a Disney+ programou a estreia global de “Guardiões da Galáxia Vol. 3” 90 dias após o lançamento do filme nos cinemas em 4 de maio. A estratégia de manter uma janela de exibição nos cinemas antes da disponibilização no streaming é uma prática comum da Disney, como evidenciado por seus outros lançamentos da Marvel na plataforma digital. Mas outros estúdios optaram por encurtar a distância entre o cinema e o streaming, aproveitando a crise gerada pela pandemia. Sucesso de público e crítica “Guardiões da Galáxia Vol 3”, do diretor James Gunn, é atualmente o segundo filme de maior bilheteria do ano, com US$ 842,4 milhões arrecadados em todo o mundo, ficando atrás apenas da animação “Super Mario Bros. – O Filme”, que arrecadou US$ 1,34 bilhões. Considerado um dos filmes com melhor recepção da fase 5 do MCU, “Guardiões da Galáxia 3” tem 82% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes e 94% do público. O enredo segue o grupo de heróis desajustados após os eventos de “Vingadores: Ultimato”, mostrando a relação de Peter Quill com a nova Gamora e aprofundando as origens de Rocket. Prepare as lágrimas e os berros. 💥#GuardiõesDaGaláxia Vol. 3, em 2 de agosto no #DisneyPlus. pic.twitter.com/29AlsWQxdp — Disney+ Brasil (@DisneyPlusBR) July 17, 2023 Aumente o volume! A trilogia está completa. ❤️#GuardiõesDaGaláxia Vol. 3, em 2 de agosto no #DisneyPlus. pic.twitter.com/amNflJxVcb — Disney+ Brasil (@DisneyPlusBR) July 17, 2023
“De Volta aos 15” é renovada para 3ª temporada com teaser inédito
A Netflix oficializou a renovação de “De Volta aos 15” para uma 3ª temporada. O anúncio feito nesta segunda-feira (17/7) veio acompanhado de uma prévia do que está por vir nos próximos episódios. Enquanto temporadas anteriores acompanharam a versão adulta de Anita, interpretada por Camila Queiroz, voltando sua versão adolescente ainda na escola, interpretada por Maisa, o novo ano levar a protagonista de volta a um desafio ainda maior – a faculdade. O vídeo mostra o que acontece quando Anita (Camila) deletar a conta do Floguinho para acabar com as viagens no tempo de uma vez por todas ao final da 2ª temporada. Ao invés de voltar a viver seus 30 anos com tranquilidade, ocorre um erro no site e a personagem é levada ao passado novamente – em uma reviravolta inesperada. Dessa vez, ela não volta como uma adolescente em 2006 e acaba parando no ano de 2009, aos 18 anos. Agora universitária, Anita (Maisa) aparece no dormitório da faculdade, vestindo um moletom do curso de Direito e um piercing no nariz. “Dois mil e nove?! Não pode ser”, se desespera. Baseada no livro de mesmo nome escrito por Bruna Vieira, a série traz uma história cativante de viagem no tempo e decisões que podem mudar o curso da vida dos personagens. Insatisfeita com sua vida adulta, Anita descobre o poder de uma rede social antiga, capaz de mandá-la de volta ao passado – e com isso, consequentemente, ganha a capacidade de alterar seu futuro. Sucesso na Netflix A 1ª temporada estreou em fevereiro de 2022, enquanto o 2º ano chegou no catálogo da Netflix no último dia 5 de julho. Sucesso entre o público, a atração continua no ranking das séries de língua não-inglesa mais vistas do streaming após duas semanas de disponibilização. “O universo de Anita e seus amigos produziu uma série fenomenal e impactante que é ao mesmo tempo engraçada e dramática, representativa e sincera. Nossos assinantes se apaixonaram pela nostalgia que transborda da história, e queremos continuar viajando com eles no tempo, agora em uma nova fase na vida desses jovens”, declarou Elisabetta Zenatti, vice-presidente de conteúdo da Netflix Brasil, sobre a renovação. Ainda sem previsão de estreia, a nova temporada trará aventuras inéditas de Anita ao lado de Carol (Klara Castanho/Yana Sardenberg), Luiza (Amanda Azevedo/Mariana Rios), Camila (Nila/Alice Marcone), Henrique (Caio Cabral/Breno Ferreira), Fabricio (João Guilherme/Bruno Montaleone), Joel (Antonio Carrara/Gabriel Stauffer) e companhia. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Netflix Brasil (@netflixbrasil)
Alice Wegmann revela abuso sexual ao final de “Justiça 2”
Alice Wegmann, protagonista na 2ª temporada da série “Justiça”, produzida para o Globoplay, compartilhou uma despedida emocionada de sua personagem e fez a revelação de um desafio pessoal particularmente intenso, ao celebrar o final das gravações. Na trama escrita por Manuela Dias, Wegmann interpreta Carolina, uma jovem que sofre abuso sexual do próprio tio, Jayme (Murilo Benício), durante sua adolescência. Durante o fim de semana, em seu perfil no Instagram, a atriz compartilhou que também foi vítima de abuso. “Me despedir das personagens é sempre mais difícil do que entrar nelas. Talvez porque dentro eu esteja desde sempre, ou elas dentro de mim. O adeus é sempre um luto. É como se uma amiga próxima morresse, ou como se a gente tivesse que aniquilar uma parte de si mesma, o que também é bem difícil”, escreveu a atriz. Identificação e denúncia Em um desabafo corajoso, Wegmann revelou que o papel lhe trouxe muita reflexão, contando sobre seu caso de abuso sexual. “Carolina me trouxe desafios e enfrentamentos muito íntimos. A história dela cruza com a minha e com a de milhares de meninas e mulheres do nosso país. A maioria esmagadora de nós já sofreu abusos, dentre eles estupros, assédios e outros tipos de violência. Eu já sofri”, confessou. Segundo a atriz, mesmo diante do teor difícil da trama, foi um privilégio poder contar essa história e fazer um alerta importante para os telespectadores. “Não teve um dia que eu chegasse desanimada ou triste, porque contar essa história que a Manuela Dias botou no papel é contar a história de um Brasil real, que existe, e que a gente mesmo escreve. Dar vida a Carolina foi como dar também um tanto mais de vida a mim mesma. Essa série é para mim uma denúncia”, declarou. Justiça e trauma Wegmann usou o momento para refletir sobre as questões de justiça no Brasil e a necessidade de não permitir que uma vida seja resumida a um acontecimento traumático. “É muito difícil falar de justiça num país tão desigual quanto o Brasil. E também para lembrar que a vida não pode e não deve se resumir a um acontecimento, a um trauma, e que o horizonte é logo ali”, avaliou. A atriz concluiu agradecendo à equipe e expressou esperança de que a série chegue ao coração dos espectadores para promover questionamentos e mudanças. “Que ‘Justiça 2’ chegue no coração de vocês para questionar, transformar, e mudar o curso da história. Obrigada a toda equipe que fez com que eu passasse esses meses tão densos do melhor e único jeito possível: rindo muito. Eu sou muito grata a cada um de vocês”, finalizou. Junto do texto, ela publicou duas fotos da produção, que foram complementadas em seguida por um vídeo com vários momentos dos bastidores. Veja abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alice Wegmann (@alicewegmann) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alice Wegmann (@alicewegmann)
The Walking Dead: Série de Daryl ganha teaser, fotos e data de estreia
O canal pago americano AMC divulgou fotos e um novo teaser de “The Walking Dead: Daryl Dixon”, além de anunciar a data de estreia do spin-off da franquia de zumbis focado no personagem de Norman Reedus. As imagens mostra o personagem perambulando sozinho por uma região rural da França pós-apocalíptica, ao lado de novos aliados, enquanto o vídeo mostra Daryl sendo tratado por freiras num mosteiro medieval. A série, que se passa na França e mostra um lado inexplorado do apocalipse zumbi, vai estrear no dia 10 de setembro nos EUA. A trama vai encontrar Daryl despertando na Europa, após ser surpreendido numa emboscada durante uma missão de reconhecimento. Ao chegar lá, ele deve encontrar não só um mundo novo, como pistas sobre o começo da pandemia, mutações e pesquisas de uma cura para a infecção que transforma os mortos em zumbis. Entretanto, seu principal foco será voltar para os EUA. Só que o plano se complica, conforme ele cria laços com novas pessoas. O elenco da produção vai contar com o ator britânico Adam Nagaitis (“Red Rose”) e os franceses Clémence Poésy (“Tenet”), Anne Charrier (“Um Amante Francês”), Eriq Ebouaney (“Conexões”), Laika Blanc Francard (“Le Monde de Damain”), Romain Levi (“Les Sauvages”) e o estreante Louis Puech Scigliuzzi. Além da série de Daryl, o AMC está lançando duas outras atrações derivadas de “The Walking Dead”, centradas nos “casais” Rick e Michonne, e Negan e Maggie. A segunda, batizada de “The Walking Dead: Dead City”, já está no ar nos EUA.
10 Séries: Novidades incluem documentários de Xuxa e Balão Mágico
A lista de séries estreantes da semana é tomada pelo clima de nostalgia, com produções documentais de Xuxa e Balão Mágico, que revivem memórias da infância dos anos 1980, resgatando histórias da TV e da cultura pop brasileiras. Entre as produções estrangeiras, os destaques são novas temporadas de “The Great”, “A Fundação” e “O Verão que Mudou Minha Vida”, além do lançamento da minissérie de suspense “Círculo Fechado”, dirigida pelo cineasta Steven Soderbergh (“Contágio”). O Top 10 também inclui duas animações adultas com enorme potencial cult. Confira a relação completa. A SUPERFANTÁSTICA HISTÓRIA DO BALÃO | STAR+ A série documental conta a história do “Balão Mágico”, fenômeno infantil dos anos 1980, voltando a reunir Simony, Tob, Mike e Jairzinho para uma conversa franca, que passa a limpo a história do grupo, enquanto cenas históricas são recordadas e exibidas. Mas nem todas as memórias são douradas. Os depoimentos também revivem os momentos de polêmica em torno do grupo. “Balão Mágico” foi um programa infantil de grande sucesso, exibido pela TV Globo entre 1983 a 1986. Originalmente, o projeto surgiu como um grupo musical formado por um casal de crianças, Tob e Simony (que iniciou a carreira aos 3 anos, quando começou a cantar no programa de Raul Gil), mas logo recebeu reforço de dois filhos de celebridades: Jairzinho, filho do cantor Jair Rodriguez, e Mike, filho de Ronald Biggs, ladrão foragido do Reino Unido que gravou punk rock com os Sex Pistols no Rio de Janeiro. Além do sucesso televisivo, a Turma emplacou hits como “Superfantástico” e “Amigos do Peito”, lembrados até hoje. Da origem despretensiosa na música à explosão televisiva, o quarteto recorda tudo: os ginásios lotados, os hits emblemáticos e como a pressão da fama começou a afetá-los, deixando traumas que perduraram até hoje. Com roteiro de Fernando Ceylão (“Zorra Total”) e Beatriz Monteiro (“Caso Evandro”), a série tem direção-geral de Tatiana Issa (de “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniela Perez”). XUXA – O DOCUMENTÁRIO | GLOBOPLAY Sem filtros, a série documental recorda a carreira de Xuxa com imagens clássicas e depoimentos de pessoas importantes na trajetória de mais de quatro décadas da eterna rainha dos baixinhos. A produção traz à tona fatos desconhecidos do público e que nem mesmo Xuxa sabia ou lembrava, num trabalho de pesquisa profundo, que contou com a direção geral de Pedro Bial (“Linha Direta”) e que destaca participação das Paquitas, de Marlene Mattos, de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, e até de Marcelo Ribeiro, ex-ator mirim que atuou com a famosa em “Amor Estranho Amor” (1982), filme polêmico que causou até processo judicial. Entre seus próprios depoimentos para o programa, Xuxa relata ter sido vítima de diversos tipos de abusos, desde o moral por Marlene, sua empresária por quase duas décadas, até sexuais – na infância e na carreira de modelo. Ela também fala de seus relacionamentos famosos com Pelé e Ayrton Senna, além do impacto do nascimento da filha Sasha em sua vida. THE GREAT 3 | LIONSGATE+ Ao contrário de outras produções de época, “The Great” é uma comédia, marcada pelo humor ácido de seu criador, Tony McNamara – indicado ao Oscar pelo Roteiro de “A Favorita” (2018), também focado numa monarca do século 18. A série traz Elle Fanning (“Mulheres do Século 20”) como a imperatriz russa Catarina, que trava uma guerra íntima pelo trono com o marido, o czar Pedro III, vivido por Nicholas Hoult (“X-Men: Fênix Negra”). Os protagonistas retornam com disputas e tensões renovadas, após Catarina inadvertidamente assassinar o sósia de Pedro, Pugachev (também interpretado por Hoult). Este incidente coloca um dilema no casamento de Catarina e Pedro e resulta em momentos cômicos e absurdos de aconselhamento matrimonial do século XVIII. As tramas secundárias apresentam duelos até a morte entre meninos de 11 anos e cavalos que se recusam a copular e produzir um “super cavalo europeu”. Além disso, a 3ª temporada explora novas narrativas, com mudanças de poder intrigantes e conflitos interpessoais intensos. Destaca-se o conflito entre Georgina (Charity Wakefield) e Marial (Phoebe Fox) numa reprodução da dinâmica de “A Favorita”, para definir qual delas é a conselheira mais próxima da imperatriz, causando disputas físicas entre as duas mulheres. A chegada do Rei Hugo (Freddie Fox) e da Rainha Agnes (Grace Molony) à corte, fugindo de uma tentativa bem-sucedida de derrubar seu reinado na Suécia, também agita o reino. Mas é a morte inesperada de um personagem relevante que finalmente envia todos os personagens ao caos. FUNDAÇÃO 2 | APPLE TV+ A ambiciosa série sci-fi baseada na franquia literária de Isaac Asimov retorna para encenar a guerra com o Império Galáctico. A trama clássica dos livros “Fundação” (1951), “Fundação e Império” (1952) e “Segunda Fundação” (1953) são considerados a mais importante trilogia literária da sci-fi. Na trama, o matemático Hari Seldon desenvolve uma fórmula que prevê que os dias do Império estão contatos. Ele descobre que a atual forma de governo vai entrar em colapso e mergulhar a humanidade numa era de trevas, na qual todo o conhecimento será perdido e o homem voltará à barbárie. A descoberta o transforma em inimigo do Império e também origina um grupo conhecido como A Fundação, criado para preservar o conhecimento humano do inevitável apocalipse. Ao se distanciar do material fonte no final da 1ª temporada, os roteiristas David S. Goyer (de “Batman: O Cavaleiro das Trevas”) e Josh Friedman (de “Avatar: O Caminho da Água”) prepararam uma trama original e complexa para o segundo ano, que se passa mais de um século após os eventos anteriores, com a tensão se espalhando por toda a galáxia. A trama acompanha Hari (Jared Harris), Gaal (Lou Llobell), Salvor (Leah Harvey), e os Cleons (interpretados por Lee Pace, Terrence Mann, e Cassian Bilton), que enfrentam a reviravolta de serem clones geneticamente únicos – e não idênticos a Cleon I, como se pensava. Com esta descoberta, a rainha Sareth (Ella-Rae Smith) busca vingança e planeja destruir o Império por dentro. Enquanto isso, a Fundação entra em sua fase religiosa, disseminando a Igreja de Seldon em todo o Alcance Exterior e incitando a Segunda Crise: a guerra com o Império. Para completar, a série deverá abordar o desenvolvimento da “Segunda Fundação”, com a Fundação agora se expandindo para sete ou oito mundos e enfrentando a ameaça total do Império. O elenco destaca Jared Harris (“Chernobyl”) como Hari Seldon, Lee Pace (“Capitã Marvel”) como o imperador Brother Day e Lou Llobell (“Voyagers”) no papel da pioneira da Fundação Gaal Dornick – além de Terrence Mann (“Sense8”), Alfred Enoch (“How to Get Away with Murder”), Leah Harvey (minissérie “Les Misérables”), Laura Birn (“Caçada Mortal”), Mido Hamada (“Counterpart”), Geoffrey Cantor (“Demolidor”), Ella-Rae Smith (“Into the Badlands”) e Daniel MacPherson (“Strike Back”). CÍRCULO FECHADO | HBO MAX Dirigida pelo cineasta Steven Soderbergh e escrita por Ed Solomon, que anteriormente colaboraram em “Mosaic”, a minissérie de suspense envolve uma história de conflito de classes e de famílias, imigração e segredos longamente guardados, todos vistos de três pontos de vista distintos e interconectados por um sequestro. O primeiro desses pontos de vista é da misteriosa e supersticiosa chefona do crime Sra. Mahabir (CCH Pounder, de “Avatar: O Caminho da Água”), que acredita que um crime deve ser cometido para restaurar o equilíbrio em sua família após a perda de um ente querido. Seu sobrinho audacioso e ambicioso, Aked (Jharrel Jerome, de “Moonlight”), é encarregado de realizar o ato, com a ajuda dos adolescentes Louis (Gerald Jones) e Xavier (Sheyi Cole, de Um Natal Entre Nós”), recém-chegados da Guiana. No outro extremo do espectro, estão Derek (Timothy Olyphant, de “Justified”) e Sam (Claire Danes, de “Homeland”), um casal rico que mora em um apartamento espaçoso em Nova York e trabalha no império midiático do pai de Sam, o famoso chef de cozinha “Chef Jeff” (Dennis Quaid, de Quatro Vidas de um Cachorro”). O último elemento do triângulo é representado por uma inspetora chamada Melody Harmony (Zazie Beetz, de “Coringa”), uma detetive extremamente inteligente com transtorno de personalidade limítrofe, e seu chefe desleixado e cínico, Manny Broward (Jim Gaffigan, de “Peter Pan”). Quando o sequestro dá errado e desencadeia uma série de eventos, incluindo revelações de crimes cometidos há 20 anos, é a dupla de inspetores que assume a liderança na investigação. Com uma narrativa rica e performances estelares, a série é uma grata surpresa, que junta pontas aparentemente desconexas numa trama complexa e envolvente. O VERÃO QUE MUDOU MINHA VIDA 2 | AMAZON PRIME VIDEO Depois de acompanhar Belly (Lola Tung) e seus dilemas amorosos entre os irmãos Conrad (Christopher Briney) e Jeremiah (Gavin Casalegno), em meio às mudanças da puberdade aos 15 anos, os novos episódios lidam com as consequências de sua dúvida. Ao final dos episódios passados, apesar de estar aparentemente comprometida com Jeremiah, ela acaba beijando Conrad. Agora, com os irmãos brigando por sua causa e o retorno do câncer de Susannah (Rachel Blanchard), a volta de Belly a Cousins Beach encontra um verão mais sombrio. E quando até o futuro da amada casa de Susannah é colocado em jogo, ela busca convencer a todos a deixarem as picuinhas de lado para reunir a gangue e salvar suas amizades. Vale lembrar que a história de “O Verão que Mudou Minha Vida” faz parte de uma trilogia literária de Jenny Han – que é mais conhecida como autora de outra trilogia: “Para Todos os Garotos”, adaptada com sucesso na Netflix. Os novos episódios sãos baseados em “Sem Você Não É Verão”, o segundo livro da saga. O novo ano segue com Jenny Han como showrunner ao lado de Sarah Kucserka (“Alta Fidelidade”). | OS PROTETORES | STAR+ A comédia argentina acompanha um trio de empresários que resolvem se unir para agenciar a carreira de grandes craques de futebol, como Lionel Messi, que faz sua estreia como ator na produção. O problema é que o negócio dá tão certo que gera inimigos no ramo. E logo eles são vítimas de uma ataque hacker que faz com que percam todos os seus clientes. Assim, os personagens vividos por Adrián Suar (“O Futebol ou Eu”), Andrés Parra (“El Presidente”) e Gustavo Bermúdez (“El Host”) precisam correr para limpar seus nomes, recuperar os clientes e até evitar atentados fatais. A série é uma criação do cineasta Marcos Carnevale (“Inseparáveis”) e já se encontra renovada para a 2ª temporada. EAST NEW YORK | HBO MAX A série policial criada pelos especialistas William Finkelstein (“Law & Order”) e Mike Flynn (“Power Book III: Raising Kanan”) traz Amanda Warren (“The Purge”) como a inspetora negra Regina Haywood. Promovida a nova chefe do 74º Distrito do Leste de Nova York, ela resolve promover mudanças na polícia para enfrentar a agitação social e os primeiros sinais de gentrificação no local, um bairro de classe trabalhadora na periferia do Brooklyn. Com laços familiares com a área, Haywood pretende implantar métodos criativos para proteger sua amada comunidade com a ajuda de seus oficiais e detetives. Mas, antes disso, ela tem o desafio de conquistar os policiais, tanto os céticos em relação à sua promoção quando os que resistem às mudanças que ela está desesperada para fazer. Apesar de críticas positivas, a atração foi cancelada em maio, ao final da 1ª temporada, mas deixou sua história completa. Além de Warren, o elenco inclui Jimmy Smits (“Sons of Anarchy”), Ruben Santiago-Hudson (“Relações Perigosas”), Kevin Rankin (“Unforgettable”), Richard Kind (“Big Mouth”), Elizabeth Rodriguez (“Shameless”), Lavel Schley (“O Pior Vizinho do Mundo”) e Olivia Luccardi (“Candy Land”). ZUM 100: BUCKET LIST OF THE DEAD | NETFLIX Adaptação do popular mangá de Haro Asô, autor de “Alice in Borderland”, a história segue Akira Tendō, um jovem de 24 anos que, preso em um emprego corporativo desgastante no Japão, se vê subitamente imerso no apocalipse zumbi. A perspectiva aterrorizante, no entanto, traz um alívio surpreendente para Akira – ele nunca mais precisará trabalhar novamente. Este evento cataclísmico acaba se tornando o catalisador para Akira voltar a...
10 Filmes: O novo Bird Box e as principais estreias do streaming
Filmes de terror marcam a programação de estreias para ver em casa nesta semana, com o lançamento do derivado espanhol de “Bird Box” na Netflix e mais dois títulos elogiados – e inéditos – nas locadoras digitais. A relação de destaques ainda inclui a superprodução “Babilônia”, dramas indies e europeus, além de dois documentários – um de rock e outro brasileiro. Confira abaixo a curadoria do Top 10. BIRD BOX BARCELONA | NETFLIX Derivado do sucesso apocalíptico “Bird Box”, estrelado por Sandra Bullock em 2018, o filme é uma história paralela, passada em Barcelona e com um elenco espanhol. A trama acompanha a proliferação de casos de loucura e suicídio pela Europa, concentrando-se num grupo de sobreviventes na cidade do título, que tentam escapar ao caos cobrindo os olhos com vendas, para não ser influenciado pela ameaça que ninguém pode ver. O detalhe é que um grupo de fanáticos faz questão que todos vejam as criaturas enlouquecedoras. O elenco conta com alguns astros conhecidos dos filmes de Pedro Almodóvar, como Lola Dueñas (“Abraços Partidos”), Michelle Jenner (“Julieta”) e o argentino Leonardo Sbaraglia (“Dor e Gloria”), além de Diego Calva (“Aceleradas”), Mario Casas (“As Bruxas de Zugarramurdi”), Alejandra Howard (“Fátima: A História de um Milagre”), Patrick Criado (“Antidisturbios”), Celia Freijeiro (“Uma Visão Diferente”), Gonzalo de Castro (“Sob Suspeita”), a inglesa Georgina Campbell (“Krypton”) e a menina alemã Naila Schuberth (“Blackout”). Roteiro e direção estão a cargo dos irmãos Álex e David Pastor, responsáveis pelo bom thriller apocalíptico “Virus”, pelas séries “Incorporated” e “The Head: Mistério na Antártida”, além do suspense “A Casa” na própria Netflix. Mas a crítica internacional achou o trabalho apenas mediano. PISCINA INFINITA | VOD* O novo horror de Brandon Cronenberg (“Possessor”), filho do mestre David Cronenberg (“Crimes of the Future”), passa-se num resort tropical de luxo, onde James, um escritor com bloqueio criativo (Alexander Skarsgård, de “Succession”), e sua esposa rica (Cleopatra Coleman, de “Dopesick”) tiram férias ao estilo “The White Lotus”. No entanto, a suposta tranquilidade do paraíso rapidamente desmorona quando eles são convidados por outro casal, que inclui a fã sedutora do escritor, Gabi (Mia Goth, de “Pearl”), para explorar o lado mais sombrio do país tropical. Enquanto Skarsgård apresenta uma performance cativante ao revelar instintos ferais e masoquistas, é Goth quem mantém o público na ponta dos pés com sua energia arrebatadora, alternando entre sutileza e histeria de maneira espetacular. Um acidente de carro resultante de uma noite de bebedeira coloca o protagonista em um dilema de vida ou morte, levando a trama a um rumo bizarro, com a revelação de um sistema de justiça peculiar que permite aos turistas ricos testemunhar e experimentar a sua própria morte por meio de clones. Cronenberg, seguindo os passos de seu pai, constrói uma trama que vai além do simples terror, com uma narrativa marcada pela paranoia e a sátira da elite, inspirado nos clássicos surrealistas do mestre Luis Buñuel. A visão distorcida de luxo, orgias e hedonismo, bem como o conflito entre a riqueza e a pobreza, são capturados de forma habilidosa e visceral, dando ao filme um toque de humor negro. A despeito do clima pesado e das situações perturbadoras, a narrativa é frequentemente permeada por momentos de comédia e mudanças súbitas de tom. Embora o filme seja instigante e assustador em sua maneira macabra e provocativa, também oferece uma profundidade de caracterização raramente encontrada em filmes de horror mais convencionais. EIGHT FOR SILVER | VOD* O terror gótico estrelado por Boyd Holbrook (“Logan”) e Kelly Reilly (“Yellowstone”) faz uma releitura da lenda do lobisomem. A trama se passa numa propriedade rural remota do final do século 19, que começa a sofrer ataques sobrenaturais. Após aldeões espalharem rumores sobre uma maldição, o patologista John McBride (Holbrook), que perdeu a família para um surto semelhante anos antes, chega para investigar o caso que envolve a aristocrática família Laurent. A narrativa envolve um grupo de capangas contratado pela família Laurent para exterminar um acampamento de ciganos em suas terras, o que provoca uma maldição que se manifesta através de transformações em lobisomens. Paralelamente, a comunidade enfrenta uma epidemia de cólera e desafios criados pela separação das classes. Com isso, a trama oferece uma visão única das lendas de lobisomens, misturando momentos de horror com contexto social e cultural. Também conhecido como “The Cursed”, o filme escrito e dirigido por Sean Ellis (“Operação Anthropoid”) foi exibido nos festivais de Sundance e Sitges, e atingiu 76% de aprovação no site Rotten Tomatoes (alta para terror). BABILÔNIA | PARAMOUNT+ Grande extravagância do diretor Damien Chazelle (“La La Land”), o filme é uma recriação da Era de Ouro da indústria cinematográfica americana, durante a transição do cinema mudo para o falado, como muito sexo, drogas e jazz. A maioria dos personagens é fictícia, mas inspirada em pessoas reais. Depois de viver Sharon Tate em “Era uma Vez… em Hollywood”, Margot Robbie interpreta uma versão cocainômana de Clara Bow, símbolo sexual dos anos 1920, Já o personagem de Brad Pitt (que venceu o Oscar por “Era uma Vez em… Hollywood”) é baseado em grandes atores do período, como John Gilbert, que teve dificuldades de se adaptar às mudanças tecnológicas trazidas pela sonorização. A encenação é exageradíssima, tudo é histérico, mas não faltam os que adoram justamente esse aspecto da produção. Por sinal, mesmo com críticas negativas (56% de aprovação no Rotten Tomatoes), o filme venceu 40 prêmios por sua realização técnica e foi indicado a três Oscars. Além de Pitt e Robbie, o elenco estelar inclui Diego Calva (“Narcos: México”), Tobey Maguire (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”), Samara Weaving (“Casamento Sangrento”), Olivia Wilde (“O Caso Richard Jewell”), Jovan Adepo (“Watchmen”), Li Jun Li (“Evil”), Jean Smart (“Hacks”), P.J. Byrne (“The Boys”), Lukas Haas (“O Regresso”), Olivia Hamilton (“La La Land”), Max Minghella (“The Handmaid’s Tale”), Rory Scovel (“Physical”), Katherine Waterston (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”), Eric Roberts (“Vício Inerente”), Ethan Suplee (“Dog – A Aventura de Uma Vida”), Phoebe Tonkin (“The Originals”), Jeff Garlin (“Curb Your Enthusiasm”) e o baixista Flea (“Queen & Slim”), da banda Red Hot Chili Peppers. SEM ALTERNATIVA | VOD* O drama de William Dickerson (“Detour”) é uma adaptação do romance de estreia do próprio diretor, lançado em 2012 e inspirado em sua própria vida, incluindo a luta de sua irmã contra a doença mental e o vício, que culminou em seu suicídio em 2014. Ambientada num subúrbio de classe alta de Nova York, a obra retrata a adolescência de dois irmãos durante o auge do grunge, pouco depois da morte de Kurt Cobain em 1994. Thomas e Bridget Harrison, interpretados pelos novatos Conor Proft e Michaela Cavazos, são filhos de um juiz conservador envolvido em escândalos (Harry Hamlin, de “As Bruxas Mayfair”). Thomas é o baterista de uma banda pop punk e Bridget usa o rap para expressar sua insatisfação com o mundo. Ao mesmo tempo em que Thomas se concentra em sua banda e na ansiedade pela resposta de sua candidatura à universidade, Bridget lida com o equilíbrio delicado entre antidepressivos e um crescente alcoolismo. Ambos encontram na música um meio de expressão e uma fuga de suas realidades. Bridget logo adota o nome artístico de Bri Da B e começa a ganhar destaque no cenário do hip-hop local, enquanto Thomas aspira transformar sua banda no “novo Nirvana”. A obra se destaca por sua abordagem autêntica e profundamente sentida da adolescência, trazendo uma perspectiva sincera sobre as dificuldades de crescer em meio à turbulência da doença mental e as mudanças na cena musical da época. STARS AT NOON | VOD* Dirigido pela aclamada cineasta francesa Claire Denis (“High Life”), o drama ambientado na Nicarágua contemporânea acompanha a história de Trish, uma jornalista americana interpretada por Margaret Qualley (“Maid”). Chegando ao país com grandes ambições profissionais, ela rapidamente se vê em um modo de sobrevivência, tendo suas esperanças e recursos financeiros desgastados ao longo do tempo. Inicialmente movida por um idealismo juvenil, ela agora flutua entre bares e camas aleatórias, buscando manter-se em um país turbulento. Sua vida toma um rumo diferente quando conhece Daniel (interpretado por Joe Alwyn, de “Duas Rainhas”), um inglês misterioso que afirma trabalhar para uma empresa de petróleo. O que se inicia como uma atração superficial pela disponibilidade financeira de Daniel, rapidamente se transforma em uma intensa paixão, conduzindo a trama por uma paisagem de motéis baratos e paredes suadas, em meio ao tumulto social da Nicarágua. Mas as tensões políticas e conflitos que se desenrolam ao redor do casal são ofuscados por seus encontros intensos. Com uma performance mercurial de Qualley e Alwyn, “Stars at Noon” oferece uma representação poderosa de corpos entrelaçados, desconforto cultural e lutas por sobrevivência. Baseada no romance homônimo de 1986 de Denis Johnson, a narrativa não convencional apresenta uma abordagem honesta à experiência do expatriado, que é, ao mesmo tempo, fascinante e inquietante. TRÊS MULHERES – UMA ESPERANÇA| VOD* Inspirado em eventos reais, o drama europeu é ambientado nos últimos dias da 2ª Guerra Mundial, após um trem carregado de prisioneiros judeus ser abandonado por soldados nazistas em fuga das tropas soviéticas. Interceptados pelos comunistas, os passageiros famintos e doentes encontram refúgio numa pequena aldeia alemã sob controle do Exército Vermelho. A protagonista do filme, Simone (Hanna van Vliet, de “Anne+: O Filme”), é instruída pela líder comunista Vera (Eugénie Anselin, de “Nós Duas”) a morar na casa de uma órfã chamada Winnie (Anna Bachmann, de “Loverboy”), que teve os pais assassinados durante a invasão. A situação é complicada pela epidemia de tifo que os soviéticos tentam controlar. Enfrentando circunstâncias difíceis, as três mulheres acabam unindo seus destinos, enquanto cada uma enfrenta suas próprias injustiças e tormentos. Roteiro e direção são da holandesa Saskia Diesing (“Nena”). A SALA DOS PROFESSORES | FILMICCA O longa-metragem de estreia da diretora croata Sonja Tarokić centra-se na vida de Anamarija, uma conselheira escolar trintona interpretada por Marina Redžepović (“Batalha dos Zumbis”) em seu primeiro papel principal num grande filme. Ao começar seu trabalho numa escola primária de Zagreb, ela enfrenta uma série de desafios enquanto tenta ajudar seus alunos e lida com a dinâmica complicada da instituição. Anamarija confronta inúmeros problemas, desde um aluno problemático que luta contra a dinâmica familiar até a oposição que enfrenta de Vedrana (Nives Ivanković), a diretora da escola. No entanto, o conflito central se dá com Siniša (Stojan Matavulj), um professor de História excêntrico e paranoico que prefere evitar o convívio com os demais colegas de trabalho. Este insistente clima de caos e tensão na escola leva Anamarija a perceber que, para sobreviver neste ambiente, precisará sacrificar sua própria integridade. Apesar das múltiplas tramas e subtramas, o longa se concentra em grande parte na escola, com apenas alguns desvios para um passeio e algumas cenas na casa de Anamarija. Tarokić adota uma abordagem à la Robert Altman, criando uma mise-en-scène complexa, executada com excelência, que se desenvolve em um murmúrio incessante de vozes de adultos e crianças. A estratégia é de proporcionar, com atraso, informações sobre eventos chave que ocorrem frequentemente fora de cena, reforçando a sensação de caos mal controlado. Embora a obra seja dominada por vermelhos e brancos, a performance arrebatadora de Matavulj como o professor de História e a manipulação deliciosa de Ivanković como a diretora aparentemente ignorante são as características que adicionam tensão e tempero ao filme. SIRENS | FILMICCA A obra da diretora marroquino-americana Rita Baghdadi mergulha na vida das integrantes da banda de thrash metal Slave to Sirens, formada nos arredores de Beirute, Líbano. A banda, composta por cinco mulheres, é conduzida por suas fundadoras, Lilas Mayassi e Shery Bechara, que além de serem musicistas talentosas, enfrentam o desafio de se expressarem através de um gênero musical que não é exatamente popular em sua região. A narrativa é centrada em Lilas, uma guitarrista obstinada e apaixonada que mantém em segredo seu interesse por garotas. Lilas e Shery não apenas compartilham uma química musical intensa, mas também um passado complicado....
Henry Cavill se despede de “The Witcher” no trailer do final da 3ª temporada
A Netflix divulgou fotos e o trailer da parte 2 da 3ª temporada de “The Witcher”, que marca a despedida de Henry Cavill (“O Homem de Aço”) do papel de Geralt de Rivia. A prévia traz o protagonista da série lutando por sua vida, enquanto seus aliados são cercados por inimigos. Os próximos capítulos mostrarão algumas das páginas mais sangrentas da saga literária do escritor polonês Andrzej Sapkowski, iniciando com um massacre de feiticeiros em Aretusa. Vários personagens encontrarão a morte, enquanto Geralt tenta salvar sua protegida Siri (Freya Allan) e sua amada Yennefer (Anya Chalotra) do maior ato de traição do Continente. Mas para isso, ele terá que pagar um preço alto – que abre caminho para a substituição de seu intérprete. Com a saída de Cavill, o papel passará a ser interpretado por Liam Hemsworth (“Jogos Vorazes”). A parte final da 3ª temporada será lançada em 27 de julho. Cada vez mais comum, essa divisão tem ajudado as produções da Netflix a conquistarem audiências mais elevadas.
Documentário da Turma do Balão Mágico capricha nas polêmicas. Conheça as principais
A série documental “A Superfantástica História do Balão”, lançada nesta quarta-feira (12/7) na Star+, traz à tona histórias nunca antes contadas sobre a popular banda infantil Turma do Balão Mágico, que foi um fenômeno nos anos 1980. Quatro décadas após seu sucesso estrondoso, os membros originais do grupo, Simony, Tob, Mike e Jairzinho se reuniram em um reencontro que escancara suas diferenças e os efeitos colaterais da fama precoce. São três episódios, que trazem à tona memórias de momentos fofos e outros tantos desconfortáveis. Desabafos polêmicos Logo na abertura do primeiro episódio, Mike, conhecido por ser filho de Ronald Biggs, cúmplice de um famoso roubo na Inglaterra, traz declarações surpreendentes. “Sempre tem aquele que é o dedo do meio”, ele diz. E em seguida confessa que tinha inveja de Tob e Simony, os integrantes originais do grupo. “Sentia inveja da potência vocal. Queria ser um cantor tão bom quanto eles”, recorda ele. Tob, por sua vez, afirma que nunca percebeu tal inveja, pois sempre havia um ambiente descontraído durante suas apresentações. A série documental também revela conflitos internos e diferenças financeiras entre os integrantes da banda. Tob e Mike mencionam a contratação de parentes de Simony para a equipe técnica e a percepção de que a divisão do dinheiro não era equitativa. Tob chega a alegar que “não ganhavam o mesmo” que Simony. A cantora, no entanto, se mantém na defensiva, talvez na tentativa de preservar a “memória afetiva” da banda. Já sua mãe, Maricleuza Benelli, aparece desmentindo as acusações de que teria abocanhado a maior parte dos lucros do conjunto musical. Mas Mike rebate: “Rolou muita grana, roubou-se muito dinheiro na mão de muita gente, e foi-se criando um clima, a coisa tomou uma dimensão assustadora”. Traumas Entre os vários momentos de destaque na série, um dos mais dramáticos é a lembrança de Tob de um incidente com o personagem Fofão, interpretado por Orival Pessini. Durante uma gravação, após repetidas falhas de Tob, Pessini ficou irritado, arrancou a máscara de Fofão e saiu berrando do estúdio. O acontecimento causou um trauma profundo no jovem, que lamentou o episódio e desejou que Pessini, falecido em 2016, tivesse sido mais paciente. “Eu era só uma criança”. A série documental também traz à luz temas delicados como bullying, trabalho infantil e disputas internas. Simony, por exemplo, compartilha o desconforto das constantes mudanças de escola. Mike, por outro lado, se recorda de ser alvo constante de bullying. “Virei o viadinho do Balão”, diz ele, que também surpreende ao revelar que perdeu a virgindade e fumou “o legal e o ilegal” com 11 anos. No segundo episódio, os músicos discutem sobre as mudanças significativas na estrutura do Balão em 1985, com as alterações de formação e a ameaça do surgimento de Xuxa. Tob, demitido do grupo em 1985 por estar mais crescido que os demais, passou por uma despedida prolongada de seis meses durante os shows de fim de semana, uma fase difícil tanto para ele quanto para os outros membros. Seu substituto, Ricardinho, não recebeu a mesma aceitação do público e logo desapareceu dos holofotes. Sua apresentação no programa da TV Globo da época é brevemente mostrada no documentário, porém, com seu rosto ocultado. A produção acabou logo em seguida. A suposta rixa com Xuxa Além do ex-integrante, outras ausências são sentidas, como Roberto Carlos, que gravou “É Tão Lindo” com o Balão Mágico, e principalmente Xuxa, que ao chegar nas manhãs da Globo em 1986 com sua nave espacial tirou o Balão do ar. Por coincidência, ela também está ganhando uma série documental nesta semana. Em entrevista ao Extra, a diretora Tatiana Issa (também de “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez”) alegou que a rainha dos baixinhos só não participou da produção por conflito de agenda. “Ela tem muito carinho pela turma do Balão, e esse sentimento é recíproco. Muita gente acha que existiu briga, rixa, que nada! Eram apenas pessoas que estavam vivendo o auge de suas carreiras em momentos paralelos e, em certa altura, se cruzaram. Não existe nada de polêmico aí. O Balão já tinha cumprido seu ciclo na TV, continuou na música, e Xuxa veio da TV Manchete assinando com caneta de ouro a programação infantil daquela década”, afirmou Tatiana. O legado de Jairzinho Um dos momentos mais emocionantes ficou por conta da participação do ator Lázaro Ramos. Em um dos episódios, ele destaca o quão significativo foi o papel de Jairzinho na sua formação como artista. Desde jovem, Lázaro nutria um grande fascínio pela Turma do Balão Mágico e se identificava muito com Jairzinho, por se ver representado na televisão. O jovem Lázaro percebia que a presença de Jairzinho naquele contexto, além de ser uma alegria contagiante para todos, era um símbolo de representatividade negra na mídia infantil da época. “Existia uma identificação visual. Por ser um dos poucos negros no universo televisivo infantil, Jairzinho parecia mais próximo de mim”, disse o ator, que a partir daí foi capaz de sonhar mais alto, percebendo que o estrelato e o sucesso no mundo das artes não eram exclusivos a indivíduos de uma única cor. Também ao Extra, Jairzinho refletiu sobre essa representatividade. “Na época, eu não sentia essa responsabilidade. Meu pai, Jair Rodrigues, já era um sucesso, e eu tinha esse modelo de representatividade dentro de casa. Passei a ter noção da minha importância anos depois, quando adultos me relataram que em suas infâncias eu era o espelho deles. Uma moça preta, de periferia, chamada Viviane, me fez chorar ao mandar um relato pelo Facebook dizendo que venceu na vida porque me via na TV e passou a acreditar que também poderia ser notada”, conta o cantor, que hoje tem uma carreira musical solo consolidada. O declínio Além da saída de Toby não ser bem aceita pelos fãs, a mudança de empresário, feita pela mãe de Simony, transformou as crianças, segundo o documentário, em máquinas de caça-níqueis. E isto chamou atenção até na família de Jairzinho, com conhecimento na área musical. Se impressionaram com o excesso de trabalho imposto ao menino. “Hoje, como mãe e com consciência, penso como é cruel com essa criançada. É muito cruel!”, disse a cantora Luciana Mello, irmã de Jair. Acabou saturando. E, com os integrantes crescendo rapidamente, o grupo teve seu programa de TV substituído pelo “Xou da Xuxa” em 1986. “A Superfantástica História do Balão” escancara todos os bastidores do grupo infantil, expondo uma realidade menos alegre que a vista na época. Ao mesmo tempo, traz depoimentos de fãs famosos, que confirmam o impacto duradouro que o Balão Mágico teve na cultura pop brasileira.












