Jack Black e Cate Blanchett são bruxos bonzinhos no segundo trailer de O Mistério do Relógio na Parede
A Universal Pictures divulgou o novo pôster e o segundo trailer legendado de “O Mistério do Relógio na Parede”, aventura infantil estrelada por Jack Black (“Jumanji”) e Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”). A trama é uma adaptação do livro de fantasia de John Bellairs, mas a maior curiosidade deste história de terror para menores é quem dá os sustos nas crianças: um time especializado em horrores sangrentos. O roteiro foi escrito por Eric Kripke, criador da série “Supernatural”, e a direção está a cargo de Eli Roth, do ultraviolento “O Albergue”. Já a produção é da Amblin Entertainment, empresa de Steven Spielberg – que fez “ET”, mas também “Poltergeist”. O filme gira em torno de Lewis Barnavelt (Owen Vaccaro, de “Pai em Dose Dupla”), um órfão de 10 anos que descobre um mundo de passagens escondidas, magia e perigo na casa do tio, que é feiticeiro. Antiga moradia de um bruxo maligno, o local faz tique-taque sem parar, já que seu coração é um relógio antigo, e guarda inúmeros segredos, potencialmente perigosos. O pior acontece quando Lewis tenta impressionar um amigo com o pouco de magia que aprendeu, conseguindo, em vez disso, ressuscitar quem que quer trazer o apocalipse. Lançado em 1973, o livro fez tanto sucesso que originou uma trilogia centrada em Lewis Barnavelt – que foi retomada após a morte de Bellairs e rende aventuras sobrenaturais até hoje. O primeiro livro já tinha sido adaptado anteriormente, como um dos três episódios da antologia televisiva de terror “Once Upon a Midnight Dreary”, apresentada por Vincent Price em 1979. O elenco também inclui Kyle MacLachlan (série “Twin Peaks”), Colleen Camp (“Joy”), Renée Elise Goldsberry (série “Altered Carbon”) e Sunny Suljic (“O Sacrifício do Cervo Sagrado”). A estreia está marcada para 20 de setembro no Brasil, um dia antes dos Estados Unidos.
Game Halo vai virar série do diretor de Planeta dos Macacos
A série baseada no game “Halo”, desenvolvida há praticamente uma década pela Amblin, produtora de Steven Spielberg, vai finalmente sair do papel. O canal pago Showtime assumiu o projeto e anunciou a produção de dez episódios. Será a primeira superprodução sci-fi do canal. O projeto tem roteiro de Kyle Killen (criador das séries “Lone Star”, “Awake” e “Mind Games”, todas canceladas na 1ª temporada) e inclui entre seus produtores outro cineasta, Rupert Wyatt, diretor de “Planeta dos Macacos: A Origem”, que vai comandar alguns episódios. A trama vai se inspirar no jogo original, lançado em 2001, e ainda não tem previsão para a estreia. Os games da franquia “Halo” são focados na luta da humanidade contra uma aliança alienígena e já renderam uma websérie em 2014, “Halo: Nightfall”, estrelada por Mike Coulter (o Luke Cage). Este projeto visava inaugurar um serviço de streaming da Microsoft, incorporado ao Xbox, que nunca foi adiante. O envolvimento de Spielberg é ainda anterior e data de 2009, quando ele considerou produzir um filme de “Halo”, após uma iniciativa de Peter Jackson (“O Senhor dos Anéis”) e Neill Blomkamp (“Elysium”) encontrar dificuldades para sair do papel. Diante da complexidade da trama, Spielberg passou a negociar a transformação do projeto em série e as conversas com o próprio canal Showtime começaram há pelo menos quatro anos.
Vídeo legendado traça evolução dos dinossauros de Jurassic Park ao novo Jurassic World
A Universal divulgou um novo vídeo legendado de “Jurassic World: Reino Ameaçado”, que traz Steven Spielberg, diretor do primeiro “Jurassic Park”, Colin Trevorrow, diretor do primeiro “Jurassic World”, e J.A. Bayona, diretor do filme atual, discutindo a evolução da franquia, desde a criação da história por Michael Crichton. De forma significativa, Spielberg comete o ato falho de declarar que os novos filmes o remetem a seu trabalho original. E esta é a maior crítica que se pode fazer aos “novos” longas. Também chama atenção como a Universal mudou a estratégia de divulgação, avisando, ao final do vídeo, sobre “sessões a partir de 14 de junho”. Reparem que a palavra “estreia” foi omitida. É que a estreia está marcada oficialmente para a próxima semana, mas o estúdio decidiu antecipar o lançamento, supostamente devido à Copa do Mundo – espera-se que não, pois denotaria completa falta de planejamento, considerando-se que a Copa do Mundo estava no calendário antes do filme – , mas provavelmente por conta da estreia de “Os Incríveis 2” na semana seguinte – ganhando assim uma semana a mais para dominar as bilheterias. Assim, com um elenco novamente encabeçado por Chris Pratt e Bryce Dallas Howard (ambos de “Jurassic World”), o novo filme já está em cartaz nos cinemas brasileiros.
Steven Spielberg e Leonardo DiCaprio planejam filmar “continuação” de Lincoln
O ator Leonardo DiCaprio e o diretor Steven Spielberg planejam voltar a trabalhar juntos, 16 anos depois da parceria feita na comédia “Prenda-me se For Capaz” (2002). Eles estão circulando uma cinebiografia do ex-presidente norte-americano Ulysses S. Grant, informou o site Deadline. O filme seria praticamente uma continuação de “Lincoln”, dirigido por Spielberg em 2012. Fontes revelaram ao Deadline que o projeto é “prioridade” para a dupla. Entretanto, ambos estão envolvidos em outros filmes atualmente. O ator vencedor do Oscar por “O Regresso” (2015) vai começar a filmar o novo filme de Quentin Tarantino, “Once Upon Time in Hollywood”, nos próximos meses. Enquanto isso, o experiente diretor de 71 anos prepara o quinto “Indiana Jones” e, dizem, um remake de “Amor, Sublime Amor” (1961). Ulysses S. Grant é uma figura controvertida nos Estados Unidos. Herói para alguns, vilão para outros, ele foi o comandante militar que venceu a Guerra Civil Americana, sob a presidência de Abraham Lincoln. Graças à popularidade conseguida por sua vitória, cheia de batalhas árduas, mas também marcadas por grandes estratégias, tornou-se o 18º presidente dos Estados Unidos aos 47 anos, o mais jovem do país até então e apenas três anos após derrotar o exército confederado. Ele presidiu o país por dois mandatos. No primeiro, ajudou a unificar a República após a guerra, perseguindo a Ku Klux Klan e reforçando leis de direitos civis e de voto para os antigos escravos do Sul. Grant empregou o exército para impor Justiça nos antigos estados confederados, criou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e construiu o Partido Republicano no sul com apoio de eleitores negros. Mas o segundo mandato enfrentou a reação conservadora, que alimentou o ódio racial por meio de violência sem controle. Isto aconteceu porque o exército passou a ser mobilizado para outra frente – apaziguar conflitos com os índios – e porque seu governo implodiu sob acusações de corrupção – a ponto de ser considerado o mais corrupto da história dos Estados Unidos. Para completar, sua política econômica mergulhou o país numa grande crise. Por conta disso, sua morte, aos 63 anos por câncer, foi muito comemorada. Entretanto, após mais de um século, o lado positivo de seu legado é o que prevalece nas análises do período, com ênfase para seu papel na reconstrução de um país dividido, fortalecimento da Justiça, enfrentamento do racismo e pacificação dos índios com a criação de reservas federais.
Jogador Nº 1 ultrapassa US$ 500 milhões de bilheteria mundial
“Jogador Nº 1”, retorno à sci-fi do diretor Steven Spielberg, ultrapassou a bilheteria de US$ 500M (milhões) ao redor do mundo. O valor total arrecadado é de 521,5M. Curiosamente, a produção da Warner fez mais sucesso na China, onde superou os US$ 200M de arrecadação, do que no mercado norte-americano, no qual está com US$ 126,1M. O filme é uma adaptação do livro homônimo de Ernie Cline e se passa no ano 2044, quando a decadência do planeta se torna tão insuportável que a humanidade passa os dias vivendo no Oasis, uma utopia virtual. Graças a tecnologia dos óculos VR, as pessoas podem viver o que sonham, interagir com outros jogadores e até se apaixonar nesse mundo digital. Mas Wade Watts (Tye Sheridan, de “X-Men: Apocalipse”) quer mais que isso. Ele pretende resolver o enigma do criador do Oasis, que escondeu uma série de pistas no “jogo”, que levarão quem resolvê-las a herdar sua enorme fortuna e um poder incalculável. Milhões já tentaram conseguir o prêmio, sem sucesso. Isto porque as chaves do enigma são baseadas numa cultura esquecida: o entretenimento pop do final do século 20. O elenco ainda inclui Olivia Cooke (série “Bates Motel”), Ben Mendelsohn (série “Rogue One: Uma História Star Wars”), Simon Pegg (“Missão Impossível: Nação Fantasma”), Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”), Hannah John-Kamen (série “Killjoys”), Ralph Ineson (“A Bruxa”) e T.J. Miller (“Deadpool”). A marca foi comemorada poucos dias após Spielberg estabelecer um recorde em sua carreira, ao se tornar o primeiro cineasta a ultrapassar US$ 10 bilhões de bilheteria com seus filmes.
Um Lugar Silencioso recupera o 1º lugar das bilheterias da América do Norte
O terror “Um Lugar Silencioso” continua a surpreender as expectativas do mercado, ao retomar o 1º lugar das bilheterias da América do Norte neste fim de semana. O longa dirigido pelo ator John Krasinski tinha perdido o topo para “Rampage – Destruição Total” na semana passada. Mas a situação agora se inverteu, com “Rampage” ficando com o 2º lugar. A diferença entre os dois filmes é pequena, com o terror faturando US$ 22M (milhões), enquanto a aventura de Dwayne Johnson ficou com US$ 21M. Ao todo, “Um Lugar Silencioso” já soma US$ 132,3M nos Estados Unidos e Canadá e US$ 207,1M em todo o mundo. Uma façanha e tanto para uma produção barata, orçada em apenas U$ 17 milhões. Já “Rampage” se arrasta com US$ 66,6M na América do Norte, tendo custado o dobro, US$ 120M apenas de produção. A situação só não é pior porque os chineses ajudaram a diminuir o prejuízo, fazendo com o que o longa atingisse US$ 283M em todo o mundo. O azar da Warner é que o estúdio está competindo contra si mesmo na China, onde “Jogador Nº 1” está se provando um fenômeno de popularidade. A nova sci-fi de Spielberg não estourou na América do Norte, onde acumula apenas US$ 126,1M, mas fez mais de US$ 200M só no mercado chinês, ajudando sua arrecadação mundial a ultrapassar os US$ 500M. A programação teve três estreias. As mais destacadas foram as comédias “Sexy por Acidente” e “Super Troopers 2”, que ocuparam o 3º e o 4º lugares, respectivamente. Mais ambiciosa, a primeira é estrelada por Amy Schumer e não teve o desempenho imaginado pelo estúdio STX, que está se especializando em tomar prejuízos com comédias femininas. A produção custou US$ 32M e abriu com apenas US$ 16,2M. Para completar, foi destruída pela crítica, com 34% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes. A estreia no Brasil está marcada para 10 de maio. A continuação do besteirol “Super Tiras” (2001) não teve resultado muito diferente, com US$ 14,7M de faturamento e 35% de aprovação. Mas é uma produção menos dispendiosa, realizada por US$ 13,5M. Não há previsão para seu lançamento no Brasil. A última estreia foi um desastre completo. Apostando no suspense de temática racial, que catapultou “Corra!” para o Oscar, “Traffik” conseguiu ser ainda pior avaliado que os demais, com 24% de aprovação. Praticamente ignorado pelo grande público, abriu em 9º lugar com somente US$ 3,8M. Não há planos para seu lançamento no país. Vale destacar ainda a estreia de “Ghost Stories” no circuito limitado. Lançado em apenas uma sala, a antologia de terror indie faturou US$ 12,5 mil, o maior valor por sala da semana, e arrancou elogios da crítica, com 84% de aprovação no Rotten Tomatoes. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique nos títulos para saber mais sobre cada lançamento. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Um Lugar Silencioso Fim de semana: US$ 22M Total EUA e Canadá: US$ 132,3M Total Mundo: US$ 207,1M 2. Rampage Fim de semana: US$ 21M Total EUA e Canadá: US$ 66,6M Total Mundo: US$ 283M 3. Sexy por Acidente Fim de semana: US$ 16,2M Total EUA e Canadá: 16,2M Total Mundo: 16,2M 4. Super Troopers 2 Fim de semana: US$ 14,7M Total EUA e Canadá: US$ 14,7M Total Mundo: US$ 14,7M 5. Verdade ou Desafio Fim de semana: US$ 7,9M Total EUA e Canadá: US$ 30,3M Total Mundo: US$ 38,29M 6. Jogador Nº 1 Fim de semana: US$ 7,5M Total EUA e Canadá: US$ 126,1M Total Mundo: US$ 521,5M 7. Não Vai Dar Fim de semana: US$ 6,9M Total EUA e Canadá: US$ 48,2M Total Mundo: US$ 67,7M 8. Pantera Negra Fim de semana: US$ 4,6M Total EUA e Canadá: US$ 6819M Total Mundo: US$ 1,3B 9. Traffik Fim de semana: US$ 3,8M Total EUA e Canadá: US$ 3,8M Total Mundo: US$ 3,8M 10. Ilha de Cachorros Fim de semana: US$ 3,4M Total EUA e Canadá: US$ 24,3M Total Mundo: US$ 39,6M
Steven Spielberg vai filmar herói dos quadrinhos da DC Comics
O diretor Steven Spielberg fechou com a Warner sua estreia no universo cinematográfico da DC Comics como produtor, via sua empresa Amblin Entertainment, do longa do herói Falcão Negro. O roteiro já foi encomendado para David Koepp, que assinou as histórias das maiores bilheterias de Spielberg, “Jurassic Park” (1993), “Guerra dos Mundos” (2005) e “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (2008). O acordo prevê que Spielberg pode decidir se irá ou não dirigir o filme após receber o roteiro, mas, como é fã do herói, só um imprevisto deve impedi-lo de comandar o projeto. Caso a expectativa se confirme, “Blackhawk” (o título em inglês dos quadrinhos) será o segundo longa baseado em quadrinhos de sua filmografia, após “As Aventuras de Tintim” (2011). A produção também será o segundo filme do herói, depois de mais de meio século. Ele ganhou um seriado de aventuras em 1952, “O Falcão Negro”, no qual foi vivido por Kirk Alyn, o primeiro Superman do cinema. Apesar de pouco badalado, Falcão Negro é um personagem que sempre atraiu Spielberg, pois seus quadrinhos tem o clima de seriado de aventuras da franquia “Indiana Jones” e envolvem um grupo militar em missões da 2ª Guerra Mundial – como “O Resgate do Soldado Ryan” (1998). Falcão Negro foi criado em 1941 pela lenda dos quadrinhos Will Eisner, em parceria com Chuck Cuidera e Bob Powell, na primeira edição da revista Military Comics, da editora Quality Comics. O personagem era o líder de um esquadrão de aviadores de elite, conhecidos como Falcões Negros, que reunia pilotos de várias nacionalidades para realizar missões ousadas de combate aos nazistas. O fim do conflito mundial coincidiu com o fim da Era de Ouro dos quadrinhos, levando várias editoras à falência. Numa das negociações da época, a DC Comics acabou adquirindo o personagem em 1957, e continuou a publicar suas histórias com a mesma equipe criativa. Apesar disso, os quadrinhos da DC foram, aos poucos, alterando a premissa da série. De positivo, introduziram a primeira piloto feminina do esquadrão, Lady Falcão Negro, que rapidamente se tornou favorita dos leitores. Mas logo depois os Falcões viraram super-heróis fantasiados, fazendo com que a revista fosse cancelada em 1968. Dois anos depois, a DC decidiu reinventar os personagens como mercenários contemporâneos, o que perdurou até novo cancelamento em 1977. Curiosamente, rumores de que Spielberg considerava filmar Falcão Negro nos anos 1980 foram responsáveis pelo retorno da publicação, em revistas que retomaram a encenação na 2ª Guerra Mundial. Mas o filme nunca saiu do papel e o título voltou a ser cancelado após dois anos. Por fim, o artista Howard Chaykin fez uma nova tentativa de reinventar o personagem em 1988, com o lançamento de uma minissérie mais sexy e violenta, passada nos anos 1940. Foi um grande sucesso, inclusive de crítica, mas as histórias seguintes, passadas nos anos 1950 e criadas por outros roteiristas, não repetiram o desempenho, fazendo com que o esquadrão dos Falcões Negros enfrentasse o cancelamento definitivo no começo dos anos 1990. Antes do filme do Falcão Negro, Spielberg irá filmar o quinto “Indiana Jones” e, segundo rumores, uma nova adaptação do musical da Broadway “West Side Story” – a primeira, “Amor Sublime Amor” (1961), venceu 10 Oscars.
Steven Spielberg se torna primeiro diretor a ultrapassar US$ 10 bilhões de bilheteria na carreira
Com o sucesso internacional de “Jogador Nº 1”, que já faturou US$ 474 milhões milhões em bilheteria mundial, o cineasta Steven Spielberg se tornou o primeiro diretor a superar a marca de US$ 10 bilhões de arrecadação com seus filmes. Spielberg já era o diretor mais bem-sucedido da história, após inaugurar a era dos blockbusters modernos com “Tubarão”, em 1975, e reinventar o cinema juvenil com uma série de clássicos que ele dirigiu ou produziu nos anos 1980, além de emplacar diversos hits ao longo da carreira. Para se ter ideia, “Jogador Nº 1” ocupa apenas a 17ª colocação entre os maiores sucessos do diretor. O Top 3 de Spielberg é “Jurassic Park” (1993), “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (2008) e “E.T. – O Extraterrestre” (1982). Em 2º lugar no ranking dos diretores mais bem-sucedidos, aparece Peter Jackson, que dirigiu duas trilogias consecutivas de blockbusters, “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”. Mas ele aparece muito atrás de Spielberg, com faturamento de US$ 6,5 bilhões. Logo atrás, também na casa dos US$ 6 bilhões, aparecem Michael Bay (da franquia “Transformers”) e James Cameron (das duas maiores bilheterias da História, “Titanic” e “Avatar”). Confira abaixo a lista dos diretores com maior arrecadação mundial de bilheteria, segundo levantamento do site Box Office Mojo: 1 – Steven Spielberg – US$10.009 bilhões 2 – Peter Jackson – US$6.520 bilhões 3 – Michael Bay – US$6.414 bilhões 4 – James Cameron – US$6.138 bilhões 5 – David Yates – US$5.346 bilhões 6 – Christopher Nolan – US$4.749 bilhões 7 – Robert Zemeckis – US$4.243 bilhões 8 – Tim Burton – US$4.075 bilhões 9 – Chris Columbus – US$4.060 bilhões 10 – Ridley Scott – US$3.923 bilhões
Rampage estreia em 1º lugar na América do Norte, mas sem causar Destruição Total
Os monstros gigantes de “Rampage – Destruição Total” fizeram mais barulho que as criaturas de “Um Lugar Silencioso” neste fim de semana nas bilheterias da América do Norte. “Rampage” estreou em 1º lugar. Entretanto, não causou a “Destruição Total” anunciada por seu subtítulo brasileiro. Mais que a conquista do topo do ranking, o que chamou atenção foi sua pouca vantagem sobre o líder da semana passada, o surpreendente “Um Lugar Silencioso”. A diferença, ainda em fase estimada, girou em torno de apenas US$ 2M (milhões). O feito de “Rampage” diz mais sobre a popularidade do astro Dwayne Johnson do que qualquer expectativa do público sobre outro filme de “Destruição Total” com monstros vitaminados. Afinal, “Rampage” chega aos cinemas logo após o fracasso de “Círculo de Fogo: A Revolta”, que fez ao todo US$ 57,6M no mercado doméstico desde seu lançamento em 23 de março. Além disso, veio acompanhado por uma avaliação medíocre – 50% de aprovação – da crítica. Apesar da abertura no topo, a verdade é que os US$ 34,5M arrecadados só podem ser comemorados como reforço de caixa. A estreia realmente festejada foi a chinesa, que rendeu US$ 55M e ajudou o montante mundial a atingir US$ 148,6M. Graças ao exterior, a Warner vê chances reais de recuperar o investimento na produção, orçada em US$ 120M – sem contar as despesas de marketing. “Um Lugar Silencioso”, por outro lado, é só lucro para a Paramount. O filme de US$ 17M já soma quase US$ 100M nas bilheterias domésticas – e ultrapassou os US$ 150M mundiais – , uma façanha e tanto para um longa de terror barato. O gênero do terror está tão prestigiado que até um filme fraquíssimo como “Verdade ou Desafio” já deu lucro em seu primeiro fim de semana de exibição. “Verdade ou Desafio”, que custou apenas US$ 3,5M, faturou US$ 19M entre sexta (13/4) e domingo (15/4), e abriu em 3º lugar nos Estados Unidos e no Canadá. Considerada podre, com 15% de aprovação no Rotten Tomatoes, o longa estrelado por diversos atores de TV chega em 3 de maio no Brasil. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique nos títulos para saber mais sobre cada lançamento. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Rampage Fim de semana: US$ 34,5M Total EUA e Canadá: US$ 34,5M Total Mundo: US$ 148,6M 2. Um Lugar Silencioso Fim de semana: US$ 32,6M Total EUA e Canadá: US$ 99,6M Total Mundo: US$ 151,3M 3. Verdade ou Desafio Fim de semana: US$ 19M Total EUA e Canadá: 19M Total Mundo: 21,6M 4. Jogador Nº 1 Fim de semana: US$ 11,2M Total EUA e Canadá: US$ 114,6M Total Mundo: US$ 474,8M 5. Não Vai Dar Fim de semana: US$ 10,2M Total EUA e Canadá: US$ 36,9M Total Mundo: US$ 52,9M 6. Pantera Negra Fim de semana: US$ 8M Total EUA e Canadá: US$ 673,7M Total Mundo: US$ 1,3B 7. Ilha de Cachorros Fim de semana: US$ 5M Total EUA e Canadá: US$ 18,4M Total Mundo: US$ 27,1M 8. Eu Só Posso Imaginar Fim de semana: US$ 3,8M Total EUA e Canadá: US$ 74,9M Total Mundo: US$ 74,9M 9. Acrimony Fim de semana: US$ 3,7M Total EUA e Canadá: US$ 37,8M Total Mundo: US$ 38,9M 10. Chappaquiddick Fim de semana: US$ 3M Total EUA e Canadá: US$ 11M Total Mundo: US$ 11M
Um Lugar Silencioso assusta com estreia em 1º lugar na América do Norte
Um grande silêncio baixou sobre as bilheterias dos Estados Unidos e do Canadá neste fim de semana, fruto de um susto que só os melhores filmes de terror conseguem causar. Até os executivos do estúdio Paramount ficaram de boca aberta, tamanho foi o desempenho de “Um Lugar Silencioso”, superando todas as projeções feitas ao longo da semana. Havia a expectativa de uma disputa acirrada pelo 1º lugar, entre o terror e a sci-fi “Jogador Nº 1”, que tinha estreado no topo na semana passada. Mas “Um Lugar Silencioso” rendeu o dobro do filme de Steven Spielberg – e 60% a mais que as estimativas dos analistas do mercado, que previam uma estreia na casa dos U$ 20 milhões. “Um Lugar Silencioso” abriu com U$ 50 milhões no mercado doméstico, valor que representa a segunda maior bilheteria de estreia do ano, atrás apenas do fenômeno “Pantera Negra” na América do Norte. Com isso, o filme já se pagou. Afinal, foi uma produção modesta, orçada em apenas U$ 17 milhões, o que ajuda a explicar a surpresa da Paramount. Vale lembrar que a última vez que o estúdio teve uma estreia com abertura superior a US$ 50 milhões foi com “Star Trek: Sem Fronteiras” em julho de 2016, e aquele lançamento custou US$ 185M. O resultado positivo demonstrou a importância do boca-a-boca, que pode se tornar viral nessa época de redes sociais. Importante lembrar que a produção foi rodada em sigilo e não contou com um marketing espontâneo de fotos vazadas de set ou expectativa criada em antecipação ao projeto. Em vez disso, todo o barulho foi causado pelo próprio filme, a partir da première estrategicamente realizada há um mês no Festival SXSW, diante dos principais críticos dos Estados Unidos, onde foi aplaudido de pé. A qualidade do trabalho foi elogiadíssima na imprensa, rendendo 100% de aprovação no Rotten Tomatoes por ocasião da exibição. E os elogios continuaram num crescendo que culminaram em recomendação até do escritor Stephen King, em seu Twitter pessoal. A obra também consagrou o trabalho de direção de John Krasinski, como aconteceu com Jordan Peele ao comandar “Corra!” no ano passado – por coincidência, outro filme de terror. Ao contrário de Peele, porém, Krasinski já tinha dirigido dois filmes antes, as comédia indies “Brief Interviews with Hideous Men” (2009) e “Família Hollar” (2016). Além de dirigir e escrever, o ator também estrelou o longa, trabalhando pela primeira vez ao lado de sua esposa na vida real, a atriz Emily Blunt (“Sicario”). Na trama, os dois vivem os pais de uma família em fuga, que se afasta da civilização para viver no mais completo silêncio, numa fazenda isolada. O motivo do silêncio são criaturas terríveis, que invadiram o planeta e reagem ao menor barulho. “Jogador Nº 1” ficou com o 2º lugar, arrecadando US$ 25 milhões. Como é típico dos filmes de Spielberg, o longa não desabou após a estreia, mantendo-se entre os mais assistidos. Esta característica costuma render boas bilheterias aos longas do diretor, mesmo que não apresentem o comportamento típico dos blockbusters. A consistência já rendeu à sci-fi futurista US$ 96,9M no mercado doméstico e US$ 391,3M mundialmente, em seus primeiros 10 dias de exibição. É interessante analisar o contraste do desempenho de “Círculo de Fogo: A Revolta”, que liderou o ranking antes de “Jogador Nº 1”. Em apenas três semanas, o longa dos robôs gigantes caiu do 1º para o 9º lugar. A segunda melhor estreia da semana foi a comédia “Não Vai Dar” (Blockers), espécie de “American Pie” feminino, que conseguiu agradar à crítica com 83% de aprovação. Abriu em 3º lugar, com US$ 21,4M, mas só vai chegar ao Brasil em 31 de maio. O drama indie “Chappaquiddick”, sobre o escandaloso acidente de 1969 que acabou com as pretensões presidenciais do jovem senador Ted Kennedy (vivido por Jason Clarke, de “Planeta dos Macacos: O Confronto”), também agradou a crítica, com 80% de aprovação. Mas a pouca divulgação e distribuição mediana lhe rendeu um distante 7º lugar com US$ 6,2M. O filme não tem previsão de lançamento no Brasil. O pior desempenho coube ao drama edificante “The Miracle Season”, que juntou esportes, história real de superação e coadjuvantes veteranos num amontoado de clichês. Ficou com 33% de aprovação no Rotten Tomatoes e abriu fora do Top 10, em 11º lugar, com 4,1 milhão. Logo abaixo de “Ilha de Cachorros”, que finalmente entrou na parte superior do ranking. O detalhe é que a animação em stop-motion do diretor Wes Anderson continua a ser exibida em circuito limitado, num total de 554 telas. Mesmo assim, já faturou US$ 12M nos Estados Unidos. Trata-se do maior sucesso limitado de 2018. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Um Lugar Silencioso Fim de semana: US$ 50M Total EUA e Canadá: US$ 50M Total Mundo: US$ 71M 2. Jogador Nº 1 Fim de semana: US$ 25M Total EUA e Canadá: US$ 96,9M Total Mundo: US$ 391,3M 3. Não Vai Dar Fim de semana: US$ 21,4M Total EUA e Canadá: 21,4M Total Mundo: 32,1M 4. Pantera Negra Fim de semana: US$ 8,4M Total EUA e Canadá: US$ 665,3M Total Mundo: US$ 1,2B 5. Eu Só Posso Imaginar Fim de semana: US$ 8,3M Total EUA e Canadá: US$ 69M Total Mundo: US$ 69M 6. Acrimony Fim de semana: US$ 8M Total EUA e Canadá: US$ 31,3M Total Mundo: US$ 31,7M 7. Chappaquiddick Fim de semana: US$ 6,2M Total EUA e Canadá: US$ 6,2M Total Mundo: US$ 6,2M 8. Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim Fim de semana: US$ 5,6M Total EUA e Canadá: US$ 33,8M Total Mundo: US$ 45,7M 9. Círculo de Fogo: A Revolta Fim de semana: US$ 4,9M Total EUA e Canadá: US$ 54,9M Total Mundo: US$ 267M 10. Ilha de Cachorros Fim de semana: US$ 4,6M Total EUA e Canadá: US$ 12M Total Mundo: US$ 17,4M
Steven Spielberg considera possibilidade de transformar Indiana Jones em mulher
O diretor Steven Spielberg já considera continuar a franquia Indiana Jones com uma atriz no papel principal. Ele admitiu a possibilidade em entrevista ao jornal britânico The Sun, ao assumir que o próximo filme deverá encerrar a participação de Harrison Ford no lendário papel. Ford, que já tem 75 anos, voltará a interpretar o arqueólogo num vindouro quinto filme, que começará a ser filmado em abril de 2019. Mas Spielberg prevê que a franquia continuará depois disso. “Este será o último filme de Indiana Jones de Harrison Ford, tenho certeza disso, mas a franquia certamente continuará depois desse”, ela afirmou. E a continuação inevitavelmente conduzirá à escolha de um substituto para o protagonista. Que poderia ser uma mulher. “Seria preciso mudar o nome de Jones para Joan. E não teria nada de errado com isso”, opinou, considerando que o famoso explorador “deve adotar uma forma diferente” para continuar relevante. Por curiosidade, a atriz Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”) interpretou recentemente uma “Indiana Joan” numa esquete do “Red Nose Day”, programa humorístico beneficente, em sua edição de 2015. Veja abaixo.
Jogador Nº 1 é o maior “ovo de Páscoa” do mundo
Easter Egg, em tradução literal, é o famoso “ovo de Páscoa”. Usado no vocabulário nerd, o termo passou a significar aquela referência meio oculta, uma piscadinha para o fã dentro de filmes, livros e histórias em quadrinhos. Algo que é preciso procurar com cuidado para encontrar, tal qual as buscas por ovos de páscoa escondidos que as crianças fazem. Mas numa época em que o ovo de chocolate já não é suficiente em si mesmo, precisando oferecer os brindes mais diversos e sofisticados para consumo, “Jogador Nº1” vem para suprir a gula de um público ávido por referências sem que ele precise se esforçar para se se sentir recompensado. Assim como no livro de mesmo nome escrito por Ernest Cline, o filme inverte as coisas e coloca em primeiro plano aquilo que era divertido encontrar exatamente por estar escondido. Neste sentido, as referências são muito mais uma matrioska do que um ovo: são informações dentro de informações, dentro de informações. E tudo muito fácil e muito rápido para dar a sensação boa de saciamento imediato. “Jogador Nº 1” é, para o bem ou para o mal, o reflexo do que se tornou a cultura pop contemporânea. E por isso mesmo pode ser divertido pra caramba – e completamente alienado. Cheia de nostalgia por filmes, videogames e quadrinhos, a fábula distópica que imagina um mundo em que as pessoas vivem em um universo virtual chamado Oasis acompanha Wade Watts (Tye Sheridan) em sua busca pelos easter eggs deixados neste mundo de fantasia por seu inventor, James Halliday (Mark Rylance). É uma caça ao tesouro de escala épica em que quem encontrar o “ovo” herdará a maior fortuna que existe. Nesta mistura de “A Fantástica Fábrica de Chocolates” com “O Código da Vinci”, “Jogador Nº 1” abraça sem medo a explosão visual pop, debulhando informações no ritmo de uma leitura dinâmica. Se em “The Post” Steven Spielberg reverenciava seus colegas dos anos 1970, aqui ele mira não apenas em si mesmo, mas também em diretores contemporâneos que por sua vez foram influenciados por ele mesmo, de Peter Jackson a (pasme) Michael Bay. Há uma energia impressionante nas cenas de ação, dosada por uma abordagem ingênua das situações, resultando em uma aventura que não se pretende ser nada mais do que aparenta. A discussão social sobre a sociedade distópica fora do Oasis, que já não era muito aprofundada no livro, é praticamente anulada no filme, que assume para si a carapuça de fuga alienante da realidade assim como o universo virtual que retrata. As mudanças em relação ao livro são bem-vindas, priorizando aquilo que ficaria melhor na linguagem audiovisual. E a trilha sonora de Alan Silvestri funciona muito bem em parceria com clássicos pop que fazem abrir um sorriso aos primeiros acordes. Já o mundo do Oasis no filme é a melhor experiência digital de imersão no cinema desde “Avatar”. As contrapartes virtuais dos personagens convencem totalmente, com uma dinâmica do grupo dos protagonistas que, apesar de apressada, é cativante. O filme segue a estrutura simples de sucessos de Hollywood da década de 1980 para oferecer uma mise-en-scene de timeline de redes sociais, repleta de dados variados jogados uns sobres os outros. E se exagera na narração e nos diálogos pra lá de expositivos, o filme compensa na forma fluída com que nos leva para acompanhar as fases da jornada de seu protagonista. É uma aventura ágil e divertida que apresenta uma realidade em que tudo é um jogo e todo mundo acha que merece ser premiado. Wade não é um “escolhido”, é apenas um jovem com milhares de horas conectado. Seus amigos e sua rebelião não se organizam por aprofundamento ideológico, mas simplesmente por uma afinidade nos laços da bolha virtual. O universo que habitam é da hiperatividade e do consumo desenfreado de informações rasas. Tudo narrado com bastante redundância. “Jogador Nº 1″ é o “Matrix” da geração Youtube.
Diretor de Jurassic World voltará a comandar a franquia no terceiro filme
O cineasta Colin Trevorrow, que comandou o blockbuster “Jurassic World”, voltará à cadeira de direção no terceiro filme da franquia. A notícia foi compartilhada por Steven Spielberg, produtor do longa, em uma entrevista à revista Entertainment Weekly. “Ele vai escrever e dirigir o terceiro filme de ‘Jurassic World’”, afirmou Spielberg. Após dirigir e co-escrever o roteiro do primeiro filme, Trevorrow continuou na franquia como produtor e co-autor da trama da sequência, “Jurassic World: Reino Ameaçado”, mas passou a direção para J.A. Bayona (“O Impossível”), porque tinha a expectativa de comandar um longa da franquia “Star Wars”. Isto acabou não acontecendo e sua disponibilidade foi aproveitada por Spielberg, que tem o sucesso do primeiro “Jurassic World” como parâmetro para confiar no cineasta. A confiança é tanta que o terceiro longa já tem data de estreia marcada, numa decisão tomada meses antes da estreia do segundo. “Jurassic World: Reino Ameaçado” chega aos cinemas em 26 de junho no Brasil, enquanto o filme seguinte está previsto para junho de 2021.











