Um Lugar Silencioso recupera o 1º lugar das bilheterias da América do Norte


O terror “Um Lugar Silencioso” continua a surpreender as expectativas do mercado, ao retomar o 1º lugar das bilheterias da América do Norte neste fim de semana. O longa dirigido pelo ator John Krasinski tinha perdido o topo para “Rampage – Destruição Total” na semana passada. Mas a situação agora se inverteu, com “Rampage” ficando com o 2º lugar.

A diferença entre os dois filmes é pequena, com o terror faturando US$ 22M (milhões), enquanto a aventura de Dwayne Johnson ficou com US$ 21M.

Ao todo, “Um Lugar Silencioso” já soma US$ 132,3M nos Estados Unidos e Canadá e US$ 207,1M em todo o mundo. Uma façanha e tanto para uma produção barata, orçada em apenas U$ 17 milhões.

Já “Rampage” se arrasta com US$ 66,6M na América do Norte, tendo custado o dobro, US$ 120M apenas de produção. A situação só não é pior porque os chineses ajudaram a diminuir o prejuízo, fazendo com o que o longa atingisse US$ 283M em todo o mundo.

O azar da Warner é que o estúdio está competindo contra si mesmo na China, onde “Jogador Nº 1” está se provando um fenômeno de popularidade. A nova sci-fi de Spielberg não estourou na América do Norte, onde acumula apenas US$ 126,1M, mas fez mais de US$ 200M só no mercado chinês, ajudando sua arrecadação mundial a ultrapassar os US$ 500M.

A programação teve três estreias. As mais destacadas foram as comédias “Sexy por Acidente” e “Super Troopers 2”, que ocuparam o 3º e o 4º lugares, respectivamente. Mais ambiciosa, a primeira é estrelada por Amy Schumer e não teve o desempenho imaginado pelo estúdio STX, que está se especializando em tomar prejuízos com comédias femininas. A produção custou US$ 32M e abriu com apenas US$ 16,2M. Para completar, foi destruída pela crítica, com 34% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes. A estreia no Brasil está marcada para 10 de maio.

A continuação do besteirol “Super Tiras” (2001) não teve resultado muito diferente, com US$ 14,7M de faturamento e 35% de aprovação. Mas é uma produção menos dispendiosa, realizada por US$ 13,5M. Não há previsão para seu lançamento no Brasil.

A última estreia foi um desastre completo. Apostando no suspense de temática racial, que catapultou “Corra!” para o Oscar, “Traffik” conseguiu ser ainda pior avaliado que os demais, com 24% de aprovação. Praticamente ignorado pelo grande público, abriu em 9º lugar com somente US$ 3,8M. Não há planos para seu lançamento no país.

Vale destacar ainda a estreia de “Ghost Stories” no circuito limitado. Lançado em apenas uma sala, a antologia de terror indie faturou US$ 12,5 mil, o maior valor por sala da semana, e arrancou elogios da crítica, com 84% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique nos títulos para saber mais sobre cada lançamento.



BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte

1. Um Lugar Silencioso
Fim de semana: US$ 22M
Total EUA e Canadá: US$ 132,3M
Total Mundo: US$ 207,1M

2. Rampage
Fim de semana: US$ 21M
Total EUA e Canadá: US$ 66,6M
Total Mundo: US$ 283M

3. Sexy por Acidente
Fim de semana: US$ 16,2M
Total EUA e Canadá: 16,2M
Total Mundo: 16,2M

4. Super Troopers 2
Fim de semana: US$ 14,7M
Total EUA e Canadá: US$ 14,7M
Total Mundo: US$ 14,7M

5. Verdade ou Desafio
Fim de semana: US$ 7,9M
Total EUA e Canadá: US$ 30,3M
Total Mundo: US$ 38,29M

6. Jogador Nº 1
Fim de semana: US$ 7,5M
Total EUA e Canadá: US$ 126,1M
Total Mundo: US$ 521,5M

7. Não Vai Dar
Fim de semana: US$ 6,9M
Total EUA e Canadá: US$ 48,2M
Total Mundo: US$ 67,7M

8. Pantera Negra
Fim de semana: US$ 4,6M
Total EUA e Canadá: US$ 6819M
Total Mundo: US$ 1,3B

9. Traffik
Fim de semana: US$ 3,8M
Total EUA e Canadá: US$ 3,8M
Total Mundo: US$ 3,8M

10. Ilha de Cachorros
Fim de semana: US$ 3,4M
Total EUA e Canadá: US$ 24,3M
Total Mundo: US$ 39,6M


Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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