Kirstie Alley, estrela da comédia “Olha quem Está Falando”, morre aos 71 anos
A atriz Kirstie Alley, que ficou famosa com o sucesso da comédia “Olha quem Está Falando”, morreu na segunda-feira (5/12) aos 71 anos, em decorrência de um câncer. A informação foi compartilhada por seus filhos nas redes sociais. “Estamos tristes em informar que nossa mãe incrível, feroz e amorosa faleceu após uma batalha contra um câncer descoberto recentemente. Ela estava cercada por sua família mais próxima e lutou com muita força, deixando-nos com a certeza da sua eterna alegria de viver e das aventuras que vierem pela frente”, escreveram True e Lillie Parker em comunicado. “Por mais icônica que ela tenha sido na tela, ela era ainda mais maravilhosa como mãe e avó”, completaram. Kirstie Alley ficou mais conhecida por comédias, mas chamou atenção pela primeira vez numa sci-fi. Ela viveu uma oficial vulcana à bordo da nave Enterprise no filme “Jornada nas Estrelas 2: A Ira de Khan” (de 1982), que é considerado o melhor filme da franquia espacial. O sucesso do filme a colocou no elenco de sua primeira série, “Missão Secreta” (1983), que só durou uma temporada, mas a impediu de repetir o papel da Tenente Saavik em “Jornada nas Estrelas III: À Procura de Spock” (1984) – acabou substituída por Robin Curtis, que também viveu Saavik em “Jornada nas Estrelas IV: A Volta para Casa” (1986). Ela acabou mudando a direção de sua carreira ao entrar na série “Cheers”. Kristie foi contratada para substituir Shelley Long na 6ª temporada e acabou aparecendo em 148 episódios, entre 1987 e 1993, como a nova da gerente do bar Rebecca Howe. O papel lhe rendeu um Emmy de Melhor Atriz de Comédia em 1991. A experiência em “Cheers” a impulsionou como atriz de comédia. Mas o estouro só veio com o filme “Olha quem Está Falando” (1989), narrado pelo ponto de vista de um bebê falante, que comenda a vida e o namoro de sua mãe solteira com um taxista vivido por John Travolta. Foi um sucesso enorme, que rendeu duas continuações: “Olhe quem Está Falando Também” (1990) e “Olhe quem Está Falando Agora” (1993). Ela também estrelou as comédias “Tem um Morto ao Meu Lado” (1990), “A Casa Maluca” (1990), “As Namoradas do Papai” (1995) com as gêmeas Olsen e até “Desconstruindo Harry” (1997), de Woody Allen. E quando se cansou do gênero, fez um clássico do terror: “A Cidade dos Amaldiçoados” (1995), de John Carpenter. No final dos anos 1990, ela voltou para a TV para estrelar a comédia “Veronica’s Closet”, que durou três temporadas entre 1997 e 2000, seguida pela gordofóbica “Fat Actress”, com apenas cinco episódios em 2005, e mais tarde “Kirstie”, com uma temporada entre 2013 e 2014. Entre esses trabalhos, fez várias participações especiais em séries e virou estrela de realities, como “Kirstie Alley Contra a Balança” (de 2010), em que expôs seu drama para perder peso, e até a edição de 2018 de “Celebrity Big Brother”, quando foi vice-campeã. Nesta época, Kristie revelou ser viciada em cocaína há 40 anos e também sua tática para se afastar das drogas: gastar o dinheiro do vício em flores, que presenteava a si mesma. Seus últimos trabalhos como atriz foram um papel recorrente na série “Scream Queens” (2016) e uma participação num episódio de “Os Goldbergs” (em 2019). Seu grande parceiro nos três “Olha quem Está Falando”, John Travolta lamentou a perda da amiga no Instagram. “Kirstie foi um dos relacionamentos mais especiais que já tive. Eu te amo Kirstie. Sei que nos veremos novamente”, disse. Assim como Travolta, a atriz era uma adepta da Igreja da Cientologia desde a década de 1970. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por John Travolta (@johntravolta)
Trailer de “Star Trek: Picard” revela ameaça que volta a juntar “A Nova Geração”
A Paramount+ divulgou um novo trailer trailer da 3ª e última temporada de “Star Trek: Picard”, que revela a ameaça responsável por reunir novamente a antiga tripulação da Enterprise D. A prévia mostra a participação da atriz Amanda Plummer (“Pulp Fiction”) como Vadic, uma alienígena no comando de uma nave sinistra que ataca a equipe de Picard e vocifera planos de destruição contra a Federação dos Planetas Unidos. Mas ela não é a única surpresa da produção. Os novos episódios marcarão o reencontro de Patrick Stewart (Picard) com Jonathan Frakes (Ryker), LeVar Burton (Geordi La Forge), Michael Dorn (Worf), Marina Sirtis (Deanna Troi) e Gates McFadden (Dra. Beverly Crusher), personagens da série clássica “Star Trek: A Nova Geração”, que introduziu o personagem-título Jean-Luc Picard nos anos 1980. E embora o androide Data tenha sido desmontado, o vídeo revela, em seus segundos finais, a participação do ator Brent Spiner como outro robô criado pelo Dr. Soong na série clássica, o maligno Lore. Outra ameaça que aparece brevemente no vídeo é Moriarty, o vilão de Sherlock Holmes, que foi criado artificialmente como um personagem para aventuras no Holodec e ganhou consciência própria na produção dos anos 1980. Os tripulantes da NCC1701-D não compartilhavam uma missão conjunta há duas décadas, desde que a Paramount lançou o filme “Jornada nas Estrelas: Nêmesis” (2002), mas Picard encontrou Ryker e Troi – e conheceu a filha deles – na 1ª temporada da nova série, que ainda mostrou lembranças de Data. Além destes, até Wil Wheaton, que viveu Wesley Crusher nas primeiras temporadas de “A Nova Geração”, retomou brevemente seu papel no final da temporada passada. O elenco ainda vai contar com duas atrizes que sobreviveram aos eventos das temporadas anteriores de “Picard”, Michelle Hurd (Raffi) e Jeri Ryan (Seven of Nine), após Isa Briones (Soji/Kore Soong), Evan Evagora (Elnor), Santiago Cabrera (Capitão Rios) e Alison Pill (Dra. Agnes Jurati) terem se despedido no final da 2ª temporada. Para completar, Mica Burton (“Critical Role”) e Ashlei Sharpe Chestnut (“Cruel Summer”) viverão oficiais da Federação que são filhas do personagem La Forge – e Mica realmente é filha do ator LeVar Burton. A última temporada de “Star Trek: Picard” tem previsão de estreia em fevereiro de 2023. A série é exibida no Brasil pela plataforma Amazon Prime Video.
Capitã Jeneway caça “Star Trek: Prodigy” em trailer
A Paramount+ divulgou o trailer da midseason de “Star Trek: Prodigy”, sua mais recente série animada do universo trekker, que conclui a 1ª temporada com mais 10 episódios disponibilizados a partir de 27 de outubro. “Prodigy” é a primeira série da famosa franquia espacial voltada para crianças, além da primeira animação em CGI (computadorizada) e o primeiro conteúdo desse universo em que a maioria dos personagens é alienígena. Além de apresentar novos personagens, a série resgata uma presença icônica da franquia, a Capitã Kathryn Janeway, novamente interpretada por Kate Mulgrew, só que desta vez como um holograma de computador baseado na Capitã original da nave Voyager. A Capitã serve como guia para os novatos da série, adolescentes de diferentes planetas que encontram, por acaso, uma nave abandonada da Frota Estelar e planejam usá-la para viver várias aventuras, aprendendo com o holograma de bordo a navegar pelo espaço. O detalhe é que no trailer da Parte 2 da temporada, quem aparece em cena é a verdadeira Janeway, agora uma Almirante, caçando a tripulação da nave ilegalmente apropriada pelas crianças, em clima de batalha. “A eu verdadeiro está nos caçando? Boa sorte com isso”, diz o holograma para os jovens. Desenvolvida pelos irmãos Dan e Kevin Hageman, que venceram o Emmy como roteiristas (de “Caçadores de Trolls: Contos de Arcadia”), “Star Trek: Prodigy” foi concebido originalmente para o canal pago infantil Nickelodeon, mas acabou indo parar na plataforma de streaming Paramount+, que é a prioridade atual do conglomerado ViacomCBS. A série já se encontra renovada para a 2ª temporada.
Trailer apresenta novos personagens de “Star Trek: Discovery”
A Paramount+ divulgou o pôster e o trailer da 5ª temporada de “Star Trek: Discovery”, que traz o personagem vivido pelo cineasta David Cronenberg (“Crimes of the Future”) introduzindo a nova missão liderada por Michael Burnham (Sonequa Martin-Green) a bordo da Discovery. As novidades do elenco da temporada também tiveram destaque no trailer. São elas Callum Keith Rennie (“Battlester Galactica”), Eve Harlow (“Agents of SHIELD”) e Elias Toufexis (“Caçadores de Sombras”). O resto da equipe continua formada por Doug Jones, Anthony Rapp, Mary Wiseman, Wilson Cruz, Emily Coutts, Oyin Oladejo, Patrick Kwok-Choon, Tig Notaro e os mais recentes David Ajala, Blu del Barrio, Ian Alexander e Oded Fehr, que passaram a integrar a produção (junto com Cronenberg) a partir da 3ª temporada. Sem data de estreia marcada, os novos episódios da série são esperados para 2023.
Paramount tira “Star Trek 4” do calendário de produções
A Paramount Pictures retirou seu novo filme de “Star Trek” oficialmente de seu calendário de lançamentos. O longa, que era esperado em dezembro de 2023 nos cinemas, perdeu o diretor recentemente e ainda não definiu um substituto. No final de agosto, Adam Shakman (“WandaVision”) desistiu do projeto devido a problemas de agendamento e optou por filmar o Quarteto Fantástico da Marvel. “Matt Shakman é um cineasta incrivelmente talentoso, e lamentamos que o momento não tenha se alinhado para ele dirigir nosso próximo filme de ‘Star Trek’”, disse a Paramount em um comunicado na época. “Somos gratos por suas muitas contribuições, estamos empolgados com a visão criativa deste próximo capítulo e ansiosos para trazê-lo para o público em todo o mundo.” A versão mais recente do roteiro foi escrita por Josh Friedman (“Avatar: O Caminho da Água”) e Cameron Squires (“WandaVision”), que trabalharam numa primeira versão assinada por Lindsey Beer (“Sierra Burgess É uma Loser”) e Geneva Robertson-Dworet (“Capitã Marvel”). O último filme da nave Enterprise a chegar aos cinemas foi “Star Trek: Sem Fronteiras”, de 2016. Dirigido por Justin Lin, fez US$ 343 milhões mundiais, a menor bilheteria dos três filmes desde o reboot da franquia em 2009. A continuação deveria voltar a reunir o elenco dos três longas anteriores: Chris Pine (Capitão Kirk), Zachary Quinto (Sr. Spock), Simon Pegg (Scotty), Karl Urban (Dr. McCoy), Zoe Saldaña (Tenente Uhura) e John Cho (Sr. Sulu).
Trailer mostra reencontro da “Nova Geração” em “Star Trek: Picard”
A Paramount+ exibiu um trailer da 3ª e última temporada de “Star Trek: Picard”. A prévia mostra um pedido de ajuda da Dra. Beverly Crusher a seu antigo capitão, que se torna responsável por reunir a antiga tripulação da Enterprise. Esta é a deixa para o reencontro de Patrick Stewart (Picard) com Jonathan Frakes (Ryker), LeVar Burton (Geordi La Forge), Michael Dorn (Worf), Marina Sirtis (Deanna Troi) e Gates McFadden (Dra. Beverly Crusher), personagens da série clássica “Star Trek: A Nova Geração”, que introduziu o personagem-título Jean-Luc Picard nos anos 1980. Os tripulantes da Enterprise NCC1701-D não compartilham uma missão conjunta há duas décadas, desde que a Paramount lançou o filme “Jornada nas Estrelas: Nêmesis” (2002), mas Picard encontrou Ryker e Troi – e conheceu a filha deles – na 1ª temporada da nova série, que ainda mostrou lembranças de Data. Por sinal, o ator Brent Spiner tem sido visto na série em outros papéis – como o Dr. Altan Inigo Soong, criador de Data, e seu antepassado Adam Soong. Além deles, até Wil Wheaton, que viveu Wesley Crusher nas primeiras temporadas de “A Nova Geração”, retomou brevemente seu papel no final da temporada passada. Além da “Nova Geração”, o elenco também vai contar com duas atrizes que sobreviveram aos eventos das temporadas anteriores de “Picard”, Michelle Hurd (Raffi) e Jeri Ryan (Seven of Nine). Vale observar que as baixas no elenco de Isa Briones, Evan Evagora, Santiago Cabrera e Alison Pill aconteceram de forma orgânica, após seus personagens terem destinos definidos no final da 2ª temporada. Infelizmente, a 3ª temporada será a última de “Star Trek: Picard”, com previsão de estreia para fevereiro de 2023. A série é exibida no Brasil pela plataforma Amazon Prime Video.
Cinzas de Nichelle Nichols serão enviadas ao espaço
As cinzas da atriz americana Nichelle Nichols, que interpretou a tenente Uhura na série clássica “Jornadas nas Estrelas” (Star Trek), serão enviadas ao espaço. Pioneira da representatividade, ela ajudou a quebrar estereótipos raciais e redefinir papéis de Hollywood para atores negros no auge do movimento pelos direitos civis dos EUA, como uma das primeiras mulheres negras a retratar uma personagem empoderada na televisão. Morta no dia 30 de julho, aos 89 anos, Nichols agora vai fazer uma jornada nas estrelas real, com suas cinzas adicionadas a um voo espacial que seguirá em direção à lua. Nessa última viagem, ela será acompanhada por colegas da nave Enterprise, pois o voo também levará os restos mortais de James Doohan, intérprete de Scotty, e o casal Majel Barrett Roddenberry, que interpretou a Enfermeira Chapel, e Gene Roddenberry, criador de “Star Trek”, além do renomado artista de efeitos visuais de ficção científica Douglas Trumbull, cujo trabalho foi apresentado em filmes como “2001: A Odisseia no Espaço” e, sim, “Jornada nas Estrelas: O Filme”. Chamada de Missão Enterprise, a jornada das cinzas será uma “carga secundária” no projeto Artemis da NASA, que retomará a exploração da lua. A data para o lançamento ainda não foi definida, mas a primeira missão não tripulada Artemis está programada para 29 de agosto. Ela será seguida por Artemis 2, um voo que circundará a lua, e depois Artemis 3, o primeiro pouso lunar tripulado em mais de 50 anos.
Sem querer, Paramount confirma diretor do novo “Quarteto Fantástico”
A Paramount Pictures basicamente confirmou o diretor de “Quarteto Fantástico”, da Marvel, com um anúncio sobre “Star Trek” no fim da sexta-feira (26/8). Poucas horas após Matt Shakman ser mencionado em negociações para assumir o filme dos super-heróis, o estúdio emitiu um comunicado afirmado que conflitos de agenda impediriam o diretor de continuar à frente do próximo filme de “Star Trek”, que voltaria a trazer a tripulação encabeçada pelo Capitão Kirk, de Christopher Pine. “Matt Shakman é um cineasta incrivelmente talentoso e lamentamos que o momento não permita que ele dirija nosso próximo ‘Star Trek’”, disse a Paramount. “Somos gratos por suas muitas contribuições, estamos empolgados com a visão criativa deste próximo capítulo e estamos animados para [levar o filme] para o público em todo o mundo”. À procura de um novo diretor, o próximo “Star Trek” deve sofrer alteração de datas, já que sua estreia estava marcada para 23 de dezembro de 2023. O último filme da nave Enterprise a chegar aos cinemas foi “Star Trek: Sem Fronteiras”, de 2016. Dirigido por Justin Lin, fez US$ 343 milhões mundiais, a menor bilheteria dos três filmes desde o reboot da franquia em 2009. Shakman deve assumir agora o comando do reboot de “Quarteto Fantástico”, que estava sem diretor desde que Jon Watts (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) abandonou o projeto em abril, para fazer uma nova série de “Star Wars”. A produção vai apresentar a terceira versão do grupo neste século, após três filmes lançados pela 20th Century Fox, marcando o ingresso oficial de Reed Richards (Senhor Fantástico), Sue Storm (Mulher Invisível), Johnny Storm (Tocha Humana) e Ben Grimm (O Coisa) no universo dos Vingadores. O elenco pode contar com o ator John Krasinski (“Um Lugar Silencioso”), que apareceu como Reed Richards de outra dimensão em “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, mas isso ainda não foi confirmado. A nova versão de “Quarteto Fantástico” vai chegar aos cinemas em 8 de novembro de 2024.
Zoe Saldana homenageia Nichelle Nichols: “Um ícone”
Um dia após a morte de Nichelle Nichols, a Uhura da série original “Jornada nas Estrelas”, a atriz Zoe Saldana, que interpretou a mesma personagem em três filmes, escreveu uma longa homenagem à atriz em seu Instagram. Dizendo que “perdemos uma verdadeira estrela – uma artista única que sempre esteve à frente de seu tempo”, Saldana descreveu Nichols como “um ícone, uma ativista e, mais importante, uma mulher incrível – que abriu um caminho que mostrou a tantos como ver as mulheres de cor sob uma luz diferente”. “Sua luta pela igualdade foi inabalável”, acrescentou. Saldana também lembrou seu primeiro encontro com Nichols depois de ser escalada como Uhura no filme “Star Trek” de 2009, que reiniciou a franquia. Chamando-o de um “momento muito especial” em sua vida, ela disse que o encontro a ajudou a se sentir confiante interpretando a personagem icônica. “A energia dela era contagiante toda vez que eu estava na presença dela. Ela me convenceu a acreditar que tudo era possível, se você colocar seu coração nisso”, escreveu Saldaña. “Quero dizer, ela inspirou Mae Jemison a seguir seus sonhos de se tornar uma astronauta e foi exatamente isso que Mae fez. Eu sabia que teria grandes dificuldades para preencher o papel quando fui escolhido para interpretar Uhura, e Nichelle me fez sentir segura, me disse para interpretá-la com toda a confiança do mundo”. “Minha esperança é que continuemos a manter sua memória viva, celebrando seu incrível corpo de trabalho e espalhando a mensagem de paz e igualdade entre todas as pessoas. Ela viveu uma vida longa e impactante e não apenas prosperou, mas ajudou muitos outros a prosperar também”, completou. A atriz deverá retornar ao papel de Uhura em uma próxima sequência da franquia cinematográfica, recentemente anunciada pela Paramount. Além dela, Celia Rose Gooding também estreou este ano como uma versão mais jovem de Uhura, na série “Star Trek: Strange New Worlds”, que encerrou sua 1ª temporada no mês passado. Em seu próprio tributo nas redes sociais, Gooding escreveu: “Ela abriu espaço para muitos de nós. Ela foi o lembrete de que não apenas podemos alcançar as estrelas, mas nossa influência é essencial para a sobrevivência delas. Esqueça a sacudida de mesa, ela construiu a mesa!”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Zoe Saldana (@zoesaldana)
Astros celebram pioneirismo de Nichelle Nichols, a Uhura de “Jornada nas Estrelas”
A morte da atriz Nichelle Nichols, intérprete da tenente Uhura na série clássica “Jornada nas Estrelas” (Star Trek) e seus filmes derivados, emocionou a comunidade artística e fãs do universo “Star Trek” nos EUA. As redes sociais encheram de homenagens e manifestações de tristeza por ocasião do falecimento da atriz de 89 anos, num tributo ao pioneirismo e importância de seu desempenho na franquia sci-fi. As publicações no Twitter juntaram diversas estrelas do universo trekker, bem como outras celebridades que foram inspiradas por Nichols, que também desempenhou um papel importante para a NASA na vida real, ajudando a recrutar mulheres e negros para o programa espacial dos EUA. Entre os comentários, George Takei, que interpretou o Sr. Sulu ao lado de Nichols na série original de “Jornada nas Estrelas”, foi um dos mais emocionados. “Terei mais a dizer sobre a pioneira e incomparável Nichelle Nichols, que dividiu a ponte de comando conosco como tenente Uhura da USS Enterprise, e que faleceu hoje aos 89 anos. Mas hoje meu coração está pesado e meus olhos brilham como as estrelas entre as quais você agora descansa, minha querida amiga”, escreveu Takei no Twitter. “Vivemos muito e prosperamos juntos”, acrescentou, evocando a tradicional despedida vulcana da série – “Vida longa e próspera”. We lived long and prospered together. pic.twitter.com/MgLjOeZ98X — George Takei (@GeorgeTakei) July 31, 2022 William Shatner, intérprete do Capitão Kirk, com quem Nichelle compartilhou o primeiro beijo interracial da história da TV, testemunhou o impacto do trabalho da atriz na série. “Fico triste em saber da morte de Nichelle. Ela era uma mulher bonita e interpretou uma personagem admirável que fez muito por redefinir as questões sociais tanto aqui nos EUA quanto em todo o mundo. Eu certamente sentirei falta dela. Enviando meu amor e condolências à sua família”, tuitou. I am so sorry to hear about the passing of Nichelle. She was a beautiful woman & played an admirable character that did so much for redefining social issues both here in the US & throughout the world. I will certainly miss her. Sending my love and condolences to her family. Bill — William Shatner (@WilliamShatner) July 31, 2022 A atriz Celia Rose Gooding, que herdou o papel de Nichols, como a novata Nyota Uhura na série prólogo da Paramount+, “Star Trek: Strange New Worlds”, se disse honrada em poder dar continuidade ao legado da atriz. “Ela abriu espaço para muitos de nós. Ela foi o lembrete de que não apenas podemos alcançar as estrelas, mas nossa influência é essencial para a sobrevivência delas. Esqueça a sacudida de mesa, ela construiu a mesa!”, comentou. She made room for so many of us. She was the reminder that not only can we reach the stars, but our influence is essential to their survival. Forget shaking the table, she built it! #RIPNichelleNichols 🕊✨🖖🏾 pic.twitter.com/k1aVw15w3d — ALIEN SUPERSTAR CRG (@celiargooding) July 31, 2022 O ator Wilson Cruz, intérprete do Dr. Culber em “Star Trek: Discovery”, celebrou a importância da atuação de Nichols como Uhura: “Antes que entendêssemos o quanto Representatividade Importa, Nichelle Nichols mostrou para nós. Com sua presença e graça, ela iluminou quem nós, como pessoas de cor, somos e nos inspirou a alcançar nosso potencial. Descanse bem, diamante brilhante no céu”. Before we understood how much #RepresentationMatters #NichelleNichols modeled it for us. With her very presence & her grace she shone a light on who we as people of color are & inspired us to reach for our potential. Rest well glittering diamond in the sky https://t.co/DmeLFbg825 — Wilson Cruz (@wcruz73) July 31, 2022 Kate Mulgrew, que foi a Capitã Janeway da série “Star Trek: Voyager”, compartilhou: “Nichelle Nichols foi a primeira. Ela foi uma pioneira que percorreu uma trilha muito desafiadora com coragem, graça e um fogo lindo que provavelmente não veremos novamente. Que ela descanse em paz.” Nichelle Nichols was The First. She was a trailblazer who navigated a very challenging trail with grit, grace, and a gorgeous fire we are not likely to see again. May she Rest In Peace. #NichelleNichols pic.twitter.com/DONSz6IV2b — Kate Mulgrew (@TheKateMulgrew) July 31, 2022 Marina Sirtis, a conselheira Deanna Troi em “Star Trek: A Nova Geração”, exaltou: “Você liderou o caminho e abriu a porta para o resto de nós, que seguimos em seu rastro. Seremos eternamente gratos. Meu coração está partido”. RIP @NichelleIsUhura. You led the way and opened the door for the rest of us who followed in your wake. We will be forever grateful. My heart is broken💔😢 — Marina Sirtis (@Marina_Sirtis) July 31, 2022 Jeri Ryan, intérprete de Sete de Nove (Seven of Nine) em “Star Trek: Voyager” e “Star Trek: Picard”, a definiu como “uma verdadeira lenda”: “Seu legado viverá para sempre”. RIP to a true legend. Her legacy will live forever.#NichelleNichols — Jeri Ryan (@JeriLRyan) July 31, 2022 O produtor e cineasta JJ Abrams, que dirigiu o reboot de “Star Trek” de 2009 e sua continuação, salientou que ela era “uma mulher notável em um papel notável”. “Nichelle, você fará muita falta”, postou. A remarkable woman in a remarkable role. Nichelle, you will be deeply missed. Sending much love and respect. pic.twitter.com/ZRnMblXx0Z — JJ Abrams (@jjabrams) July 31, 2022 Alex Kurtzman, que escreveu os dois filmes dirigidos por Abrams e atualmente comanda o universo de séries de “Star Trek” da Paramount+, disse que foi a atriz quem lhe abriu os olhos para o significado da franquia. “Nichelle foi uma inspiração singular. Ela foi quem realmente abriu meus olhos para o que é ‘Star Trek’ e o que representa. Eu não posso te dizer quantas pessoas me disseram que ela é a razão pela qual eles se tornaram… uma astronauta, uma cientista, uma escritora, uma linguista, uma engenheira… e continua. Estamos sob sua luz e a honramos hoje e todos os dias. Obrigado, querida Nichelle, por abrir o caminho”, escreveu. We stand in her light and honor her today and every day. Thank you, dear Nichelle, for leading the way. 2/2 — Alex Kurtzman (@Alex_Kurtzman) July 31, 2022 Lynda Carter, que foi a Mulher-Maravilha dos anos 1970, também destacou a importância da intérprete de Uhura: “Muitos atores se tornam estrelas, mas poucas estrelas podem mover uma nação. Nichelle Nichols nos mostrou o poder extraordinário das mulheres negras e abriu caminho para um futuro melhor para todas as mulheres na mídia. Obrigado, Nichelle. Nós sentiremos sua falta”. Many actors become stars, but few stars can move a nation. Nichelle Nichols showed us the extraordinary power of Black women and paved the way for a better future for all women in media. Thank you, Nichelle. We will miss you. pic.twitter.com/KhUf4YM6pX — Lynda Carter (@RealLyndaCarter) July 31, 2022 Jason Alexander, da série “Seinfeld”, assumiu-se um trekker de carterinha ao lamentar a perda: “Meu amor pela ‘Star Trek’ original é profundo. Nichelle Nichols foi uma pioneira e uma embaixadora gloriosa de sua série, de seu papel e da Ciência durante toda a sua vida. E foi uma pessoa verdadeiramente adorável. Que ela tenha uma aventura maravilhosa até a fronteira final”. My love for the original Star Trek is profound. Nichelle Nichols was a ground-breaker and a glorious ambassador for her show, her role and science all her life. And a truly lovely person. May she have a wonderful adventure to the final frontier.#ripnichellenichols — jason alexander (@IJasonAlexander) July 31, 2022 Colman Domingo, ator de “Fear the Walking Dead” e “Euphoria”, escreveu: “Nichelle Nichols nos disse que pertencíamos ao espaço sideral. Nós somos ilimitados. Os céus ganharam um Uhura hoje”. Nichelle Nichols told us that we belonged in outer space. We are limitless. The heavens have gained an Uhura today. — Colman Domingo (@colmandomingo) July 31, 2022 O rapper Chuck D, da banda Public Enemy, também prestou sua homenagem. “Antes de Scotty teleportar, antes de Spock mandar sinais de Vulcan, antes de Kirk dizer a Sulu para levá-lo à velocidade Warp Fator 9… A mana Uhura… Nichelle Nichols tinha que ter aquele cabelo jeitoso, a saia perfeita e os brincos pendurados ANTES de lidar com o espaço sideral…” Before Scotty beamed up , Before Spock threw Vulcan signs, Before Kirk told Sulu take it to Warp Factor 9 .. Sis Uhura.. Nichelle Nichols was gonna have that hair tight , skirt right and earrings dangling BEFORE she was dealing with outer space.. 🙏🏿 pic.twitter.com/bWPR3LJwTQ — Chuck D (@MrChuckD) July 31, 2022 Até a NASA se manifestou: “Celebramos a vida de Nichelle Nichols, atriz de ‘Jornada nas Estrelas’, pioneira e modelo, que simbolizou para muitos o que era possível. Ela fez parceria conosco para recrutar algumas das primeiras mulheres e astronautas de minorias raciais e inspirou gerações a alcançar as estrelas”. We celebrate the life of Nichelle Nichols, Star Trek actor, trailblazer, and role model, who symbolized to so many what was possible. She partnered with us to recruit some of the first women and minority astronauts, and inspired generations to reach for the stars. pic.twitter.com/pmQaKDb5zw — NASA (@NASA) July 31, 2022
Nichelle Nichols, a Uhura de “Jornada nas Estrelas”, morre aos 89 anos
A atriz Nichelle Nichols, que interpretou a oficial de comunicações Nyota Uhura na série clássica “Jornada nas Estrelas” (Star Trek) e seus filmes derivados, morreu na noite de sábado (30/7) em Silver City, Novo México (EUA), aos 89 anos. Nascida Grace Nichols em Robbins, Illinois, em 28 de dezembro de 1932, Nichols começou sua carreira aos 16 anos cantando na big band de Duke Ellington, e após encontrar dificuldades para seguir carreira em musicais, ela virou coelhinha do Playboy Club de Chicago. Paralelamente, insistiu na carreira teatral, sendo indicada duas vezes ao prêmio de Melhor Atriz de Chicago. Ela estreou no cinema em 1959, como figurante dançarina na adaptação do musical “Porgy & Bess”, mas só se dedicou às telas a partir de meados anos 1960, quando emplacou seus primeiros papéis de coadjuvante, no thriller “A Mulher Sem Rosto” (1968), com James Garner, e a comédia “Doutor, O Sr. Está Brincando!” (1967), com Sandra Dee. Ela também chegou a participar de episódios duplos das séries “A Caldeira do Diabo” e “Tarzan” antes de ser escalada em “Jornada nas Estrelas”. Ela entrou para a história da TV ao compartilhar o primeiro beijo interracial das telinhas com seu colega de elenco William Shatner, intérprete do Capitão Kirk, num episódio de 1968 da série de ficção científica. A iniciativa deu muito o que falar na época, em que protestos por igualdade racial sofriam grande repressão, a ponto de seus líderes serem assassinados. Mas o episódio “Herdeiros de Platão” (Plato’s Stepchildren) encontrou uma saída para mostrar a ousadia sem criar reação negativa. Na trama, Uhura e o Capitão Kirk não escolhiam se beijar, mas eram obrigados a fazê-lo por alienígenas com a capacidade de controlar humanos. Nervosa com uma possível rejeição do público, a rede NBC insistiu que a cena tivesse takes alternativos, com e sem beijo, mas Nichols e Shatner erraram de propósito todas as gravações para que a emissora não tivesse opção a não ser transmitir o beijo aparente, deixando no ar se seus lábios realmente se tocaram ou não – segundo Nichols, em seu livro de memórias, o beijo foi pra valer. Mesmo com todas as precauções, o beijo se tornou um momento marcante e muito falado, especialmente por se considerar que, antes disso, o máximo de carinho interracial aceito tinha sido um beijo de Sammy Davis Jr. no rosto de Nancy Sinatra durante um especial da cantora, exibido um ano antes. Mas a importância televisiva de Uhura, cujo nome vem de uma palavra suaíli que significa “liberdade”, foi muito maior que seu beijo interracial. Ela foi uma das primeiras personagens afro-americanas em papel de comando numa série, além de representar o futuro racialmente integrado da utopia trekker, imaginado pelo escritor Gene Roddenberry. Whoopi Goldberg, que mais tarde interpretou Guinan em “Jornada nas Estrelas: A Nova Geração”, descreveu Uhura como seu modelo, dizendo ter ficada encantada na adolescência ao ver uma personagem negra na televisão que não fosse uma empregada doméstica. Goldberg não foi a única a perceber a importância da personagem. Quando Nichols cogitou deixar “Jornada nas Estrelas” após a 1ª temporada para seguir carreira na Broadway, o maior líder negro dos EUA, o reverendo Martin Luther King Jr., a persuadiu a continuar na atração. Fã da série, ele entendia a importância de Uhura para cultura e a sociedade norte-americana, não apenas em termos de representatividade, mas também como fator trabalhista para o mercado de profissionais negros. De fato, até a NASA empregou mais tarde Nichols em uma campanha para encorajar mulheres e afro-americanos a se tornarem astronautas. O Grupo 8 de Astronautas da NASA, selecionado em 1978, incluiu as primeiras mulheres e minorias étnicas a serem recrutadas, incluindo três negras. Dr. Mae Jemison, a primeira mulher negra a voar a bordo do ônibus espacial, citou “Jornada nas Estrelas” como uma influência em sua decisão de ingressar na agência espacial. Nichols interpretou a tenente Uhura nas três temporadas da série original, de 1966 a 1969, e depois retomou a personagem em mais duas temporadas de “Jornada nas Estrelas: A Série Animada” (1973–1975) e nos seis primeiros filmes da franquia, de “Jornada nas Estrelas: O Filme” (1979) a “Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida” (1991). Após a série clássica, a atriz compartilhou as telas com o cantor Iaac Hayes no filme “Truck Turner” (1974) e coestrelou o terror “Os Sobrenaturais” (1986), antes de iniciar uma carreira como dubladora de animações, que incluiu séries como “Gárgulas”, “Homem-Aranha” e “Futurama”. Mais recentemente, ela participou das comédias “Neve pra Cachorro” (2002) e “Querem Acabar Comigo” (2005), e de cinco episódios da série “Heroes” (em 2007), cujo elenco também incluía George Takei (o Sr. Sulu de “Jornada nas Estrelas”). Um de seus últimos trabalhos comerciais foi uma aparição em “Sharknado 5: Voracidade Global” (2017). Mas ela sempre se manteve ligada aos fãs, apoiando várias produções não comerciais inspiradas em “Star Trek”. Nichols chegou até a retomar o papel de Nyota Uhura em “Star Trek: Of Gods and Men” (2007), “Star Trek: First Frontier” (2020) e no podcast “Starship Excelsior” (2016), além de viver uma nova personagem em “Star Trek: Renegades” (2017), todas criadas por fãs. Em 1991, a atriz também se tornou a primeira mulher afro-americana a ter as impressões de suas mãos imortalizadas diante do TCL Chinese Theatre, junto de celebridades da era de ouro de Hollywood.
David Warner: Ator de “A Profecia”, “Tron” e “Titanic” morre aos 80 anos
O ator britânico David Warner, que estrelou vários clássicos e se especializou em viver vilões, morreu no domingo (24/7) numa casa de repouso em Londres, aos 80 anos. Uma nota escrita por seus filhos Luke e Melissa Warner esclareceu que a morte foi decorrência de câncer. “Nos últimos 18 meses, ele abordou seu diagnóstico com uma característica graça e dignidade… pai, cujo legado de trabalho extraordinário tocou a vida de tantos ao longo dos anos. Estamos com o coração partido”, declararam à BBC. David Hattersley Warner nasceu em 29 de julho de 1941 e se formou em artes dramáticas. Sua formação clássica o levou a trabalhar com Peter Hall, responsável pela prestigiosa Royal Shakespeare Company, e com Tony Richardson, um dos mais respeitados diretores do West End londrino. Os dois foram padrinhos de sua transição para as telas. A estreia de Warner no cinema foi em “As Aventuras de Tom Jones” (1963), de Tony Richardson, que lhe deu o papel do irmão antagonista de Tom Jones (Albert Finney) após dirigi-lo no teatro. Foi também o primeiro dos inúmeros vilões da carreira do ator. E após atuar em montagens de Shakespeare – e ser considerado o melhor Hamlet dos palcos – , foi escalado por Peter Hall numa minissérie da BBC que adaptou quatro peças do famoso dramaturgo, “War of the Roses” (1965), além de uma versão de cinema para “Sonhos de uma Noite de Verão” (1968). Por conta disso, só foi viver seu primeiro papel contemporâneo em 1966, como o marido de Vanessa Redgrave na comédia “Deliciosas Loucuras de Amor”. Após trabalhar com os cineastas americanos John Frankenheimer (em “O Homem de Kiev”) e Sydney Lumet (“A Gaivota”) no Reino Unido, Warner foi convidado a filmar em Hollywood por Sam Peckinpah. Mas teve um ataque de pânico ao entrar no avião e ameaçou desistir, sendo convencido pelo diretor a viajar de navio até os EUA e completar de trem o trajeto até o local das filmagens, no deserto de Nevada. Peckinpah insistiu tanto que conseguiu Warner para o papel do pregador itinerante Joshua Duncan Sloane em “A Morte Não Manda Recado” (1970). E ainda estendeu a parceria, indo ao Reino Unido filmar “Sob o Domínio do Medo” (1971), um dos melhores filmes de sua carreira, em que o ator viveu um personagem-chave: um homem ingênuo com problemas mentais, metido no meio de uma disputa entre o turista americano vivido por Dustin Hoffman e os homens violentos de uma cidadezinha rural. Na época, Warner estava envolvido num escândalo – teria quebrado as pernas ao pular da janela de um hotel ao ser flagrado pela esposa com outra mulher, supostamente Claudia Cardinale – e não queria chamar atenção com um filme, mas o diretor não se importou. Aproveitou o ferimento como característica do personagem e ainda sugeriu que ele atuasse sem que seu nome aparecesse nos créditos. Por conta disso, Warner declarou numa entrevista antiga: “Peckinpah tem um lugar, se não no meu coração, na minha vida”. Depois disso, o americano ainda o escalou como um oficial alemão em “Cruz de Ferro” (1977), filme de guerra brutal que Peckinpah filmou na Europa. Os ataques de pânico foram se tornando piores e, em 1972, Warner fugiu de uma montagem mal recebida de “Eu, Claudius”, dirigida por Tony Richardson. Um mês depois, ao assistir outra peça, começou a transpirar e passar mal. “Eu pensava: ‘Como eles podem ficar lá na frente de todas essas pessoas? Como eles aprendem as falas?’ Entrei em pânico e saí no intervalo.” Isto o fez abandonar o teatro. Como resultado, sua filmografia disparou, rendendo-lhe quase 100 participações em filmes, muitos deles considerados clássicos absolutos, como o terror “A Profecia” (1976), de Richard Donner, no qual viveu o malfadado jornalista que descobre a conspiração satanista para colocar o filho do diabo numa família influente. Depois de interpretar o serial killer Jack, o Estripador na fantasia de viagem no tempo “Um Século em 43 Minutos” (1979), de Nicholas Meyer, e o maligno Evil em “Bandidos do Tempo” (1981), de Terry Gilliam, ele ainda se destacou como o vilão de “Tron” (1982), que rouba o trabalho inovador de Kevin Flynn (Jeff Bridges) e o corrompe. Ele também viveu vilões cômicos, como o cientista louco de “O Médico Erótico” (1983), de Carl Reiner, e três personagens diferentes na franquia “Star Trek”. Depois de estrear como um representante humano da Federação em “Jornada nas Estrelas V: A Última Fronteira” (1989), foi um chanceler klingon em “Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida” (1991) e um oficial cardassiano em dois episódios da série “Jornada nas Estrelas: A Nova Geração” (em 1992). Também apareceu em muitas tramas de terror, como “Terrores da Noite” (1979), de Arthur Hiller, “A Companhia dos Lobos” (1984), de Neil Jordan, “A Passagem” (1988), de Anthony Hickox, “À Beira da Loucura” (1994), do mestre John Carpenter, e até na comédia “Meu Doce Vampiro” (1987), chegando a ser sondado por Wes Kraven para viver Freddy Krueger no primeiro “A Hora do Pesadelo” (1984), o que acabou não acontecendo. Mesmo assim, foi dirigido por Kraven em “Pânico 2” (1997). Warner ainda foi um dos vilões do blockbuster “Titanic” (1997), de James Cameron: o implacável guarda-costas do industrial Cal Hockley (Billy Zane). E um dos vilões símios do remake de “O Planeta dos Macacos” (2001), de Tim Burton. Sua especialidade em malvadões estendeu-se para a televisão e lhe rendeu um Emmy de Melhor Ator Coadjuvante pelo desempenho como o perverso Pomponius Falco na minissérie “Masada” (1981). Outros destaques entre seus mais de 100 papéis televisivos incluem ainda participações recorrentes em “Twin Peaks” (em 1991) e “The Larry Sanders Show” (em 1993 e 1994) e a dublagem de dois supervilões: Cerebelo, em “Freakazoid!”, e Ra’s al Ghul em três séries animadas de Batman e Superman nos anos 1990. Seus trabalhos finais foram personagens das séries “Wallander” (de 2008 a 2015), “Ripper Street” (2016) e “O Alienista” (2018), seguidos por uma participação no filme “O Retorno de Mary Poppins” (2018) e uma última dublagem em “Os Jovens Titãs em Ação!” (2020), em que reviveu Cerebelo.
Personagens de “Star Trek: Lower Decks” vão aparecer em “Strange New Worlds”
A franquia “Star Trek” planeja um dos crossovers mais improváveis entre suas séries. A tripulação valorosa da USS Enterprise vai encontrar a tripulação desvalorizada da USS Cerritos. E se isso seria simples de realizar na série animada “Star Trek: Lower Decks”, a opção dos produtores é mostrar o encontro na 2ª temporada da série live-action “Star Trek: Strange New Worlds”. E tem mais. Aparentemente, os personagens de “Lower Decks” vão continuar animados na interação com os atores de “Strange New Worlds”. De acordo com o anúncio feito na Comic-Con Internacional, de San Diego, a alferes Beckett Mariner (dublada por Tawny Newsome) e o alferes Brad Boimler (dublado por Jack Quaid) vão se juntar à USS Enterprise num episódio especial dirigido por Jonathan Frakes, astro de “Star Trek: A Nova Geração” que virou diretor de séries. O anúncio foi reforçado por uma postagem no Twitter oficial de “Star Trek” da Paramount+. Confira abaixo. The Enterprise will collide with #StarTrekLowerDecks in a mind-bending crossover episode during Season 2 of #StarTrek #StrangeNewWorlds, directed by @jonathansfrakes! #SDCC #StarTrekSDCC pic.twitter.com/jlPl4F9J7t — Star Trek on Paramount+ (@StarTrekOnPPlus) July 23, 2022











