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    12 séries pra entrar no clima da parada LGBTQIAP+

    18 de junho de 2022 /

    A maior parada LGBTQIAP+ brasileira acontece neste domingo (19/6) em São Paulo, e para entrar no clima destacamos 12 séries com gays, lésbicas, bissexuais, trans, não binários e queers em geral. A lista tem até cenas gravadas durante uma parada pré-pandêmica na capital paulista, e tanto pode servir de aquecimento como pós-festa. Entre minisséries e produções de até sete temporadas, as opções também podem servir como lição de História ou simples passatempo, já que abraçam gêneros tão diversos quanto seus personagens.       | POSE | STAR+   Com três temporadas brilhantes, a produção de Ryan Murphy, Brad Falchuk e Steven Cannals contou os bastidores das festas de ballroom de Nova York na virada dos anos 1980 para 1990, onde surgiu a dança Vogue popularizada pela música de mesmo nome de Madonna. Mas além deste lado festivo, também mostrou o avanço da Aids e as lutas do período contra vários preconceitos. O detalhe é que, enquanto fazia isso, “Pose” também derrubou muitos preconceitos do presente, ao reunir o maior elenco transexual já visto na TV, estabelecer a carreira da roteirista-produtora-diretora trans Janet Mock, além de transformar Michaela Jaé (MJ) Rodriguez em superstar, como a primeira estrela trans indicada ao Emmy de Melhor Atriz de Drama, e confirmar o talento do ícone gay da Broadway Billy Porter, também vencedor do Emmy como Melhor Ator.   | VENENO | HBO MAX   A minissérie biográfica celebra La Veneno, ícone transgênero e personalidade da TV espanhola. Após se tornar reclusa, sua vida é narrada em flashback para um fã que descobre seu endereço, no momento em que atravessa a angústia da transição sexual.   | IT’S A SIN | HBO MAX   Passada em 1981, a minissérie gira em torno de um grupo de jovens atraídos à Londres pela agitada vida noturna gay da cidade. Mas essa alegria é rapidamente impactada pela epidemia de Aids. A produção foi criada por Russell T. Davies, que também criou a versão moderna de “Doctor Who” em 2005 e foi responsável pela série que introduziu o universo gay na televisão, “Queer as Folk” (não disponível em streaming), em 1999 – fez tanto sucesso que ganhou dois remakes americanos: o primeiro em 2000 e o segundo em junho passado na plataforma (indisponível no Brasil) Peacock.   | LOVE, VICTOR | STAR+   A primeira série adolescente LGBTQIAP+ é baseada no filme “Com Amor, Simon”, sobre um adolescente que saía do armário e assumia seu romance gay em 2018. “Love, Victor” é a extensão daquela história, passada na mesma escola, mas acompanhando uma classe mais nova. A adaptação é de Isaac Aptaker e Elizabeth Berger, roteiristas do filme original e showrunners de “This Is Us”. Na trama, Victor Salazar (Michael Cimino, de “Annabelle 3: De Volta Para Casa”) é um adolescente recém-chegado na cidade e na Creekwood High School, que inicia sua jornada de autodescoberta e seu primeiro namoro gay com o colega Benji (George Sear, de “As Crônicas de Evermoor”). Os episódios da 3ª e última temporada foram lançados na quarta (15/6) em streaming.   | HEARTSTOPPER | NETFLIX   Comédia romântica fofa, “Heartstopper” gira em torno de dois estudantes britânicos do Ensino Médio: Charlie (vivido pelo estreante Joe Locke), um jovem abertamente gay e muito intenso, e Nick (Kit Connor, de “Rocketman”), um jogador de rúgbi atlético e de coração mole, que um dia são forçados a sentar juntos na classe e rapidamente se conectam, tentando timidamente expressar o que realmente sentem. A história de Alice Oseman foi originalmente lançado em 2015 como quadrinhos na web, antes de ser posteriormente publicado pela divisão infantil da editora Hachette numa coleção de graphic novels que virou best-seller.   | LOOKING | HBO MAX   A atração acompanha as vidas e os casos de amor de melhores amigos em São Francisco, cidade conhecida por ter uma das cenas gays mais vibrantes do mundo. A trama estrelada por Jonathan Groff (“Mindhunter”) foi completada por um telefilme (também disponível na HBO Max) após duas temporadas da série.   | SENSE8 | HBO MAX   Criada pelas irmãs Wachowski (diretoras trans de “Matrix”) e J. Michael Straczynski (da cultuada “Babylon 5”), a atração parte de uma premissa sci-fi para virar uma exploração despudorada da sexualidade, com personagens de várias faixas do arco-íris e cenas orgásticas. A produção americana, por sinal, faz parte da história das paradas de orgulho LGBTQIAP+ de São Paulo, por ter gravado cenas durante a edição de 2016, com direito a um beijo encenado no alto de um carro alegórico protagonizado pelos personagens Lito (Miguel Ángel Silvestre) e Hernando (Alfonso Herrera). Além deles, todo o elenco central (Jamie Clayton, Brian J Smith, Max Riemelt, Freema Agyeman, Doona Bae, Tina Desai e novato Toby Onwumere) e a diretora Lana Wachowski estiveram presentes nas gravações da capital paulista – e o resultado pode ser visto no vídeo acima.   | THE L WORD: GENERATION Q | AMAZON PRIME VIDEO   A continuação da pioneira “The L Word” (não disponível em streaming) reúne Jennifer Beals, Kate Moennig e Leisha Hailey com uma nova geração de jovens de Los Angeles. A letra Q do novo subtítulo se refere à “queer”, uma das palavras da sigla LGBTQIAP+, que reflete a fluidez sexual da atual geração.   | GENTLEMAN JACK | HBO MAX   A série de época é baseada na história real da primeira lésbica moderna, Anne Lister, que foi uma mulher de negócios rica e bem-sucedida, conhecida não apenas por se vestir com ternos masculinos, mas por ter se casado com a noiva Ann Walker numa igreja em 1834, no primeiro casamento lésbico do mundo.   | ORANGE IS THE NEW BLACK | NETFLIX   Basicamente uma trama de prisão feminina, mostrou a diversidade lésbica com personagens butch e femme, além de destacar a trans vivida por Laverne Cox, primeira atriz transexual indicada ao Emmy – quatro vezes pela série, na categoria de Melhor Atriz Convidada. Taylor Schilling (“Um Homem de Sorte”) e Laura Prepon (a Donna de “That ’70s Show”) viveram o casal protagonista.   | FEEL GOOD | NETFLIX   Em sua primeira série, a comediante canadense Mae Martin – que já teve seu próprio especial de stand-up na Netflix – vive uma versão de si mesma, encontrando o amor após uma apresentação de stand-up em Londres. Na trama, ela se envolve com uma mulher previamente heterossexual e com vergonha de se assumir, ao mesmo tempo em que reluta em se abrir sobre seu passado problemático. Lisa Kudrow (de “Friends”) vive sua mãe fictícia.   | TODXS NÓS | HBO MAX   O representante nacional da lista tem como gancho questões de gênero e apresenta o primeiro personagem não binário da TV brasileira. Criada pelos cineastas Vera Egito (“Amores Urbanos”), Daniel Ribeiro (“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”) e Heitor Dhalia (“Tungstênio”), exagera no didatismo e também discute feminismo e igualdade racial em seus oito episódios de 30 minutos, que acompanham o cotidiano dos personagens vividos por Clara Gallo (“Mãe Só Há Uma”), Kelner Macêdo (“Corpo Elétrico”) e Juliana Gerais (“Selvagem”).

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  • Série

    10 séries que chegam ao streaming no feriadão

    16 de junho de 2022 /

    Planeja passar o feriadão no sofá, aproveitando o frio para colocar as série sem dia? A lista de novos lançamentos favorece as maratonas. Todas as estreias chegam com temporadas inteiras e até, no caso de duas produções clássicas, com séries completas pra emendar madrugadas adentro. Da seleção da semana, apenas dois títulos chegam na sexta: “O Verão que Mudou Minha Vida” e “Vocês Não Me Conhecem”. O resto pode começar a ser visto já. Confira abaixo os títulos, os trailers e os detalhes dos destaques da programação de streaming.       | MALDIVAS | NETFLIX   Lançamento nacional mais promovido da História da Netflix, “Maldivas” chegou na quarta (15/6) acompanhada por muita expectativa, graças também a seu elenco estrelado. As personagens caricatas e a trama, que gira em torno de um “quem matou”, lembra novelas. Mas o acabamento de primeiro mundo também sugere similares americanos, como “Desperate Housewives”. Além disso, o subtexto de crítica à vida das ricas e famosas contém ironia suficiente para valorizar a maratona, que é leve e ligeira (capítulos de 30 minutos). Maldivas é o nome do condomínio em que a goiana Liz (Bruna Marquezine) se infiltra para descobrir pistas da morte de sua mãe, incendida em seu apartamento. Lá, ela se depara com personagens exóticas, como Milene (Manu Gavassi), a síndica e rainha do Maldivas, com um corpo e uma vida aparentemente perfeitos junto ao marido, o cirurgião plástico Victor Hugo (Klebber Toledo), e Rayssa (Sheron Menezzes), uma ex-dançarina de axé convertida em empresária de sucesso, casada com o ex-vocalista de sua banda, Cauã (Samuel Melo). Há também Kat (Carol Castro), uma mãezona cujo marido, Gustavo (Guilherme Winter), cumpre prisão domiciliar. E ainda estão na trama Verônica (Natalia Klein), uma outsider meio gótica que destoa das mulheres do Maldivas, Miguel (Danilo Mesquita), o noivo interiorano de Liz, e o detetive Denilson (Enzo Romani). Para completar, o papel da mãe da protagonista é encarnado por Vanessa Gerbelli, que foi mãe de Bruna Marquezine quando ela era criança na novela “Mulheres Apaixonadas”, de 2003. O roteiro irônico é assinado pela atriz Natalia Klein (que já tinha criado “Adorável Psicose”) e a direção luxuosa é do cineasta José Alvarenga (“Divã”).   | LOVE, VICTOR | STAR+   A primeira série adolescente LGBTQIAP+ chega ao fim em sua 3ª temporada com o término de relacionamentos e formações de novos casais. E o protagonista que batiza a atração é um dos personagens que balançam entre a dor de cotovelo e a esperança de um final feliz. Muito antes de “Heartstopper” existiu o filme “Com Amor, Simon”, sobre um adolescente que saía do armário e assumia seu romance gay em 2018. “Love, Victor” é a extensão daquela história, passada na mesma escola, mas acompanhando uma classe mais nova. A adaptação é de Isaac Aptaker e Elizabeth Berger, roteiristas do filme original e showrunners de “This Is Us”. Na trama, Victor Salazar (Michael Cimino, de “Annabelle 3: De Volta Para Casa”) é um adolescente recém-chegado na cidade e na Creekwood High School, que inicia sua jornada de autodescoberta e seu primeiro namoro gay com o colega Benji (George Sear, de “As Crônicas de Evermoor”). Mas o relacionamento é sempre testado e acaba fraturado. Ao mesmo tempo em que fica com o coração partido, Victor conhece outro rapaz e tenta entender se é possível recomeçar ou se alguns finais são o começo de novas experiências. O elenco também inclui Ana Ortiz (“Whiskey Cavalier”) e James Martinez (“House of Cards”) como os pais de Victor, Isabella Ferreira (“Orange Is the New Black”) e Mateo Fernandez (“Grrr”) como os irmãos, além de Rachel Hilson (“This Is Us”), Bebe Wood (“The Real O’Neals”), Anthony Turpel (“No Good Nick”) e Mason Gooding (“Fora de Série”) como colegas de classe, amigos e vizinhos.   | O VERÃO QUE MUDOU A MINHA VIDA | AMAZON PRIME VIDEO   A série baseada na “Trilogia de Verão” da escritora Jenny Han – que é mais conhecida por outra trilogia: “Para Todos os Garotos” – gira em torno de uma garota chamada Belly e dois irmãos, que, após passarem muitas férias de verão juntos, tornaram-se melhores amigos de infância. Essa amizade, porém, transforma-se quando eles chegam à adolescência e os garotos decidem disputar o coração da menina, colocando-a num dilema terrível aos 15 anos de idade. Com oito episódios e uma música inédita de Taylor Swift em sua trilha sonora, “O Verão Que Mudou Minha Vida” é estrelada pela estreante Lola Tung, Gavin Casalegno (“Walker”) e o também novato Christopher Briney, que formam o triângulo amoroso. A responsável pela produção é Gabrielle Stanton, produtora-roteirista de “The Flash” e “Haven”, que já garantiu a renovação da série para sua 2ª temporada.   | AMOR E ANARQUIA | NETFLIX   Continuação da comédia sueca safadinha sobre a transformação de Sofie (Ida Engvoll), uma consultora dedicada à carreira, casada e mãe de dois filhos, numa fetichista. Incumbida de modernizar uma editora antiquada, ela acaba conhecendo um jovem funcionário chamado Max (Björn Mosten), com quem se envolve num inesperado jogo de sedução. Ela logo percebe que gosta do jogo, mas algo inesperado acontece na 2ª temporada: uma promoção, que torna o relacionamento ainda mais proibido. Será que ela consegue dar um basta ou vai optar por seguir os mau exemplo dos colegas, também envolvidos com relações inapropriadas? A série é uma criação da cineasta Lisa Langseth (“Euforia”), que lançou a estrela Alicia Vikander no cinema – em “Pure” (2010).   | ALL AMERICAN: HOMECOMING | HBO MAX   Spin-off de “All American”, a atração acompanha a jovem Simone Hicks, interpretada por GeffriMaya, enquanto ela frequenta uma faculdade historicamente negra. Em “All American”, a personagem era uma veterana da escola de ensino médio Beverly High, além de ser namorada de um dos personagens centrais, e na atração derivada vive os altos e baixos do início da idade adulta. A série é a primeira criação da showrunner de “All American”, Nkechi Okoro, e conta com produção de Greg Berlanti (criador do Arrowverso).   | VOCÊS NÃO ME CONHECEM | NETFLIX   A minissérie criminal britânica gira em torno de um homem negro acusado de homicídio. As provas são esmagadoras. Mas ao final do julgamento, ele pede a palavra e conta uma história extraordinária. Uma história de amor. Os críticos britânicos realmente amaram a forma como a trama envolve e cria dúvidas, o tempo inteiro, sobre o caráter do personagem vivido por Samuel Adewunmi (“Angela Black”). Seria ele o herói injustiçado da história (o nome dele é Hero!) ou o vilão? Adaptada de um best-seller por Tom Edge (“Strike” e “Vigil”), a atração é dirigida por Sarmad Masud, responsável pelo primeiro longa selecionado pelo Reino Unido para disputar o Oscar de Melhor Filme Internacional – “Minha Terra” (2017), falado em urdu.   | FAIRFAX | AMAZON PRIME VIDEO   A animação explora o mundo de Los Angeles – especificamente a Fairfax Avenue, um lugar real que tem sua própria cultura, desde as roupas até a comida. Os criadores da série cresceram na região e usam o velho truque o choque cultural – a mudança de um garoto do interior para a cidade grande – para apresentar esse universo, refletindo modismos, gírias e várias manias da chamada Geração Z, que usa telefones para tudo, menos para telefonar. A 2ª temporada revela-se ainda mais divertida, com aumento de diversidade e inclusão de novos personagens, resultado de excursões dos protagonistas para o mundo além da avenida Fairfax. Criada pelos amigos de longa data Matthew Hausfater, Aaron Buchsbaum e Teddy Riley (que também assinam o roteiro do vindouro “Bater ou Correr 3”), a série é dublada por Skyler Gisondo (de “Santa Clarita Diet”) como o novato que tenta se encaixar entre os jovens descolados de Fairfax, Kiersey Clemons (“A Dama e o Vagabundo”), Peter S. Kim (“Dia do Sim”) e Jaboukie Young-White (“Alguém Especial”), e chama atenção por ter participações especiais de vários famosos, como Billy Porter (“Pose”), Zoey Deutch (“The Politician”), Camila Mendes (“Riverdale”), Rob Delaney (“Deadpool 2”), Yvette Nicole Brown (“Community”), Ben Schwartz (“Space Force”), JB Smoove (“Curb Your Enthusiasm”), John Leguizamo (“Olhos que Condenam”), Pamela Adlon (“Better Things”), Henry Winkler (“Barry”) e Colton Dunn (“Superstore”).   | LUPIN III PARTE 6 | HBO MAX   Exibida entre outubro e março passado no Japão, a sétima (sim, sétima) série anime de Lupin III traz o célebre descendente do ladrão Arséne Lupin perseguido por ninguém menos que Sherlock Holmes, que o considera o principal suspeito da morte de seu assistente, Dr. Watson. Além disso, ele é investigado pela Scotland Yard e a agência de espionagem MI6, já que o novo alvo do personagem é a Raven, uma organização misteriosa que manipula o governo britânico nas sombras e que supostamente guarda um grande tesouro. Diversão garantida no melhor estilo da franquia, que também já rendeu 11 longas animados e dois filmes live-action. Para quem não sabe, Lupin III faz parte até da história de Hayao Miyazaki, o Walt Disney japonês, vencedor do Oscar de Melhor Animação por “A Viagem de Chihiro” (2001). Miyazaki dirigiu o anime original de 1977 e estreou no cinema com o segundo longa animado de Lupin III, “O Castelo de Cagliostro” (1979). Criado por Monkey Punch (pseudônimo de Kato Kazuhiko) num mangá de 1967, Arsène Lupin III, neto de Arsène Lupin, o mais famoso ladrão da literatura francesa, mantém a tradição da família viajando pelo mundo para roubar objetos de valor inestimável – por isso, a nova aventura se passa em Londres. Mais que isto, ele anuncia suas intenções antes de realizar os assaltos, apenas para provocar a polícia. Apesar da ousadia, Lupin não está sozinho nessa empreitada. Junto com ele, agem o exímio atirador e braço direito Daisuke Jigen e o mestre espadachim Goemon Ishikawa XIII, além da femme fatale Fujiko Mine, uma eterna rival e interesse romântico do ladrão, que às vezes é aliada, mas geralmente só quer passar a perna em Lupin. Todos eles ainda são perseguidos pelo inspetor Koichi Zenigata, que tem como missão de vida pegar a quadrilha.   | SHERLOCK | HBO MAX   A série premiada tem suas quatro temporadas disponibilizadas em streaming. Com três capítulos (com tamanho de filme) por temporada, a produção foi responsável pelo reconhecimento da indústria televisiva ao talento do ator Benedict Cumberbatch, que venceu o BAFTA e o Emmy pelo papel-título, deslanchando sua carreira internacional. Criação de Steven Moffat (que depois foi fazer “Doctor Who”) e Mark Gatiss, a série exibida entre 2010 e 2017 transporta as tramas clássicas do maior detetive do mundo, escritas por Arthur Conan Doyle na virada do século 19 para o 20, para a Inglaterra contemporânea. E além de Cumberbatch como Sherlock Holmes, destaca Martin Freeman (“Pantera Negra”) como o Dr. Watson e um elenco grandioso de apoio – o próprio Gatiss tem o papel de Mycroft Holmes, irmão de Sherlock. Vale lembrar que Basil Rathbone foi pioneiro neste tipo de experimento, quando se tornou o primeiro Sherlock do mundo contemporâneo – enfrentando nazistas nos anos 1940. Mas seus filmes do período se desviavam muito dos livros de Doyle, ao contrário da série moderna. Além dos 12 episódios disponibilizados, há mais dois especiais que ficaram de fora do lançamento – um deles traz a única produção dessa equipe encenada na era vitoriana, numa adaptação mais tradicional, que venceu o Emmy de Melhor Telefilme.   | BABYLON 5 | HBO MAX   As cinco temporadas de uma das melhores séries sci-fi de todos os tempos, “Babylon 5”, desembarcam em streaming no momento em que uma nova versão está sendo desenvolvida pelo criador original, J. Michael Straczynski – o piloto foi encomendado pela rede americana The CW. “Babylon 5” teve seu piloto original exibido como um telefilme em 1993, fez um sucesso inesperado e acabou estendendo sua história por cinco temporadas até 1998, além de ter originado uma série derivada, “Crusade” em 1999, e vários telefilmes até 2007, sem esquecer livros, quadrinhos e games. Straczynski, que também foi cocriador de “Sense8” na Netflix, concebeu um verdadeiro fenômeno cultural. O título se refere a...

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  • Filme

    10 filmes novos pra ver em casa no feriadão

    16 de junho de 2022 /

    A programação digital de lançamentos está intensa neste feriadão, repleta de boas novidades. Além de dois sucessos que estiveram recentemente nos cinemas, disponibilizados nas locadoras virtuais, há muitas estreias exclusivas nas plataformas de streaming. E muitas estrelas famosas também, como Taís Araújo, Sandra Bullock, Chris Hemsworth, Dakota Johnson, Andy Garcia e outros. Entre os 10 principais destaques, 9 já podem ser vistos nesta quinta (16/6). Apenas “Pleasure” precisa ser “agendado”, já que só chega no MUBI na sexta-feira. Confira abaixo os títulos, os trailers e mais detalhes das sugestões desta semana.       | MEDIDA PROVISÓRIA | VOD*   A estreia de Lázaro Ramos como diretor de cinema produziu o filme mais falado do Brasil em 2022. Prenúncio do que virou o país, foi originalmente concebido em 2017 e adapta uma peça teatral de 2011, mas bolsonaristas veem claramente o governo de seu mito retratado no pesadelo descrito na tela. É mesmo infernal, para usar uma palavra da atriz Taís Araújo, uma das estrelas do elenco ao lado do inglês Alfred Enoch (“How to Get Away with Murder”) e Seu Jorge (“Marighella”). A trama distópica se passa num futuro não muito distante, em que uma nova lei do governo federal de direita manda deportar todos os brasileiros de “melanina acentuada” para o continente africano. Com a desculpa de se tratar de uma reparação histórica, a iniciativa também visa acabar de vez com o racismo no Brasil, deixando o país só com brancos. Aplaudido pela crítica mundial, o filme foi comparado a “Corra!” e “The Handmaid’s Tale” nos EUA, atingindo 92% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes. Tem sido exibido e premiado em festivais internacionais desde 2020, mas levou dois anos para chegar ao Brasil por enfrentar dificuldades envolvendo a Ancine, a Agência Nacional do Cinema – problema semelhante ao que também atrasou “Marighella”, de Wagner Moura, outro filme politizado com protagonista negro.   | CHA CHA REAL SMOOTH | APPLE TV+   A dramédia indie que venceu o prêmio do público no Festival de Sundance deste ano conta como um jovem recém-formado acaba num emprego de animador de festas infantis, onde conhece e se envolve com uma jovem mãe solteira, vivida por Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”). Escrito, dirigido e estrelado por Cooper Raiff (“Shithouse”), o filme tem o nome de um meme americano, ilustrado por uma estátua horrorosa do dinossauro Barney, que é usado para se referir a alguém que fez algo idiota achando que arrasou. Vale lembrar que o vencedor de Sundance do ano passado, “No Ritmo do Coração”, também foi adquirido pela Apple… e venceu o Oscar de Melhor Filme de 2022.   | PALM SPRINGS | STAR+   O conceito do “loop temporal” virou fenômeno pop com a comédia “Feitiço do Tempo” (1993). E depois de passar pela sci-fi, terror e até por séries, finalmente volta ao gênero original neste filme divertidíssimo, em que Cristin Milioti (“How I Met Your Mother”) e Andy Samberg (“Brooklyn Nine-Nine”) acordam sempre no mesmo dia. Presos num reboot infinito, os dois decidem viver como se não houvesse amanhã. E literalmente não há. O roteiro de Andy Siara (“Lodge 45”) foi indicado ao prêmio do Sindicato dos Roteiristas e premiado no Spirit Awards. O filme dirigido pelo curtametragista Max Barbakow ainda atingiu 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. E seu elenco ainda inclui em seu elenco J.K. Simmons (“Counterpart”), Peter Gallagher (“Covert Affairs”), Camila Mendes (“Riverdale”) e Tyler Hoechlin (“Superman e Lois”).   | CIDADE PERDIDA | CLARO TV+, VOD*   A comédia estrelada por Sandra Bullock (“Imperdoável”) e Channing Tatum (“Magic Mike”) segue uma escritora de romances de aventura que se vê forçada a fazer uma turnê literária com o modelo de capa de seu novo livro. Irritada com a companhia do bonitão sem conteúdo, ela se vê numa situação ainda mais indesejável ao ser sequestrada. Mas até isso piora, quando o tal modelo sem noção resolve tentar salvá-la, fazendo com que os dois acabem perdidos na selva. No meio dessa confusão, ainda há uma trama de tesouro perdido, um vilão vivido por Daniel Radcliffe (o “Harry Potter”) e participação especial de Brad Pitt (“Era uma Vez… em Hollywood”). O roteiro é da dupla Dana Fox (“Megarrromântico”) e Oren Uziel (“Mortal Kombat”) e a direção dos irmãos Adam e Aaron Nee (“The Last Romantic”).   | SPIDERHEAD | NETFLIX   O diretor Joseph Kosinski, que atualmente voa alto nas bilheterias mundiais com “Top Gun: Maverick”, assina este thriller estrelado por Chris Hemsworth (“Thor”). A trama é baseado num conto de ficção científica de George Saunders e se passa em um futuro próximo, quando condenados podem se voluntariar como pacientes de experiências médicas para encurtar suas sentenças. Os testes a que se submetem são de drogas que alteram as emoções. Mas a situação logo sai de controle, quando as emoções passam do amor para a raiva, com resultados sangrentos. O filme tem roteiro da dupla Rhett Reese e Paul Wernick (“Deadpool”) e destaca em seu elenco Miles Teller (“Top Gun: Maverick”), Jurnee Smollett (“Aves de Rapina”), Tess Haubrich (“Treadstone”) e Charles Parnell (outro de “Top Gun: Maverick”).   | THE GIRL AND THE SPIDER | MUBI   O segundo filme dos gêmeos suíços Ramon e Silvan Zürcher, quase uma década após sua estreia com o premiado “A Gatinha Esquisita” (2013), usa a experiência renovadora e traumatizante de uma mudança para explorar o simbolismo da situação. Sem muitas explicações, os personagens surgem entre caixas transportadas, reformas e plantas imobiliárias, para apenas aos poucos servir à tensão entre uma jovem que festeja sua nova moradia e outra que sofre uma experiência contrastante, ajudando na mudança sem ir junto, deixada no antigo apartamento com suas emoções. Vendeu dois troféus na mostra Encounters do Festival de Berlim, dedicada a filmes com uma perspectiva independente: Melhor Direção e o Prêmio da Crítica.   | PLEASURE | MUBI   Uma das produções mais provocantes do ano – em mais de um sentido – , a estreia premiada da diretora sueca Ninja Thyberg mostra com crueza realista os bastidores ​​da indústria de filmes adultos. A câmera acompanha uma jovem de 19 anos (Sofia Kappel), que deixa sua pequena cidade da Suécia para se aventurar em Los Angeles com o objetivo de se tornar Jessica, a próxima grande estrela pornô mundial. Mas o caminho para esta consagração se prova mais acidentado do que ela imagina. Com cenas explícitas, mas artísticas – ao estilo de Gaspar Noé – , e com integrantes reais da indústria pornô californiana (Zelda Morrison é a principal coadjuvante), o filme traz um ponto de vista diferente da pornografia, desnudando as negociações de cenas adultas e as relações de poder entre artistas e empresários, em busca de sucesso nesse business. A obra chegou a disputar o prêmio de Descoberta do ano da Academia Europeia de Cinema. Perdeu para “Bela Vingança”, mas venceu outros oito troféus internacionais, inclusive o Prêmio do Júri no Festival de Deauville, na França.   | O PAI DA NOIVA | HBO MAX   Andy Garcia (de “Onze Homens e um Segredo”) tem o papel-título na versão latina (cubana-americana) da conhecida premissa, em que um pai orgulhoso prepara o casamento da filha (Adria Arjona, de “Morbius”) com o noivo (Diego Boneta, de “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”). Na nova adaptação, ele também guarda um segredo sobre seu próprio casamento (com a cantora Gloria Estefan), que se encaminha para um divórcio. Baseada num romance de Edward Streeter, esta história tem sido filmada desde 1960, quando Spencer Tracy foi o pai da noiva, e até virou uma série em 1961, mas é mais lembrada pela adaptação de 1991, estrelada por Steve Martin, que chegou a ganhar sequência quatro anos depois. A nova versão foi escrita por Matt Lopez (“O Aprendiz de Feiticeiro”) e dirigida por Gary Alazraki (“Club de Cuervos”).   | CRUSH: AMOR COLORIDO | STAR+   Depois de divertidas rom-coms com adolescentes enrustidos, “Crush” abre o arco-íris LGBTQIAP+ com uma história moderna sobre uma estudante de high school assumidíssima em busca do primeiro amor. Na trama, a jovem Page decide ir contra todas suas inclinações artísticas para entrar no time de atletismo da escola, apenas para se aproximar da menina por quem sempre foi apaixonada. Só que lá fica mais próxima da irmã de seu crush, e percebe que seu coração começa a balançar. Um detalhe interessante desse triângulo lésbico é que ele formado por estrelas da Disney. Page é vivida por Rowan Blanchard (protagonista da serie do Disney Channel “Garota Conhece o Mundo”) e seus crushes são Isabella Ferreira (atualmente na rom-com gay “Love, Victor”) e Auli’i Cravalho (ninguém menos que a “Moana”). “Crush” é o primeiro longa da diretora Sammi Cohen (da série “CollegeHumor Originals”) e seu elenco ainda inclui Megan Mullally (da pioneira sitcom gay “Will & Grace”) como a mãe da protagonista e Tyler Alvarez (“Eu Nunca…”) no papel de seu melhor amigo.   | NOITES QUENTES DE VERÃO | Vivo Play, VOD*   Timothée Chalamet (“Duna”) vive um traficante adolescente nesta comédia de humor sombrio passada nos anos 1980. Na trama, ele descobre o submundo das drogas quando um desconhecido entra no estabelecimento em que ele trabalha e pede para esconder um punhado de maconha, segundos antes da polícia aparecer. Vítima de bullying na escola, o jovem imagina que esse acesso às drogas pode lhe tornar descolado e oferece ao traficante uma parceria para explorar o mercado potencial do Ensino Médio. Ele até fica com a garota de seus sonhos. Mas ser traficante tem seus percalços, como descobre entre socos e tiros de parceiros perturbadores. Escrito e dirigido pelo estreante Elijah Bynum, o filme ainda traz em seu elenco Alex Roe (série “Sirens”) como o parceiro mais velho, Maika Monroe (“Corrente do Mal”) como o interesse romântico e ainda William Fichtner (“12 Heróis”), Thomas Jane (série “The Expanse”), Emory Cohen (“Brooklyn”), Maia Mitchell (“The Fosters”) e Jack Kesy (“The Strain”).     * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.

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  • Série

    Trailer de “Only Murders in the Building” tem novo mistério e participações especiais

    15 de junho de 2022 /

    A plataforma Star+ divulgou um novo trailer legendado de “Only Murders in the Building”, série de comédia estrelada por Selena Gomez, Steve Martin e Martin Short como três vizinhos obcecados por documentários criminais. A série foi criada por Steve Martin e John Robert Hoffman (roteirista de “Grace and Frankie”), tem produção de Dan Fogelman (criador de “This Is Us”) e além do trio famoso conta com várias celebridades no mistério da 2ª temporada. Algumas dão as caras no trailer. Entre as participação famosas, estão confirmadas a premiada atriz Shirley MacLaine (vencedora do Oscar por “Laços de Ternura”), a comediante Amy Schumer (“Descompensada”) e a modelo/atriz Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”). Na trama, os três fãs de “true crime” resolvem criar um podcast ao se depararem em seu prédio com um mistério igual aos que amam assistir, o que também, por azar, os transforma em principais suspeitos. A trama continua na 2ª temporada, quando os três se veem confrontados por uma pessoa misteriosa interessada em incriminá-los e vê-los presos, enquanto surge um podcast rival e todos no prédio passam a olhá-los com desconfiança. A atração é a primeira série da carreira de Steve Martin e marca a volta de Selena Gomez ao formato, uma década após “Os Feiticeiros de Waverly Place”, encerrada em 2012 no Disney Channel. A estreia da 2ª temporada está marcada para 28 de junho.

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  • Filme

    Dissonantes: Marcelo Serrado é roqueiro grunge em trailer de comédia

    14 de junho de 2022 /

    A Star+ divulgou o pôster e o trailer de “Dissonantes”, nova comédia brasileira que investe na briga entre o pop e o rock. A trama traz Marcelo Serrado (“Crô em Família”) como um ex-grunge frustrado, que vê os ex-colegas dos anos 1990 seguindo outros caminhos, enquanto se afunda em dívidas para não comprometer sua integridade roqueira. A chance de uma virada chega a contragosto, quando um jurado de calouros da TV, ex-músico de sua antiga banda, propõe alugar seu estúdio para a gravação de uma artista do programa musical. Thati Lopes (“Diários de Intercâmbio”) vive a cantora em início de carreira, que convence o grunge aposentado a colocar guitarra no seu pop. Mais que isso, ela quer que ele se apresente com ela na disputa ao prêmio televisivo, que pode alavancar suas carreiras. “Dissonantes” tem roteiro de Mariana Trench Bascos (criadora de “Pico da Neblina”) e Pedro Riera (“Clube da Anittinha”), direção de Pedro Amorim (“Divórcio”) e produção da Querosene Filmes. A estreia está marcada para 23 de junho nos cinemas, antes do lançamento em streaming.

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  • Série

    André Gonçalves é dispensado da série “Impuros”

    3 de junho de 2022 /

    O ator André Gonçalves não vai mais continuar na da série “Impuros”, exibida na plataforma Star+. O fim de sua participação será exibida na estreia da 4ª temporada, prevista para o primeiro semestre do ano. Ele interpretava o personagem Salvador, um dos protagonistas da trama. Segundo o jornal O Globo, André soube de sua dispensa ao receber os roteiros e descobrir que Salvador morreria logo no primeiro capítulo. Apesar da morte ser uma possibilidade prevista pelo final da temporada anterior, o ator teria ficado bastante abalado com a saída repentina da série, uma vez que era um dos principais personagens e, de acordo com as fontes do jornal, estaria “convicto” de que a prisão decretada pela Justiça de Santa Catarina pelo não pagamento de pensão alimentícia às filhas pesou na decisão da Star+. Em novembro, o ator teve a prisão domiciliar decretada num processo movido em Santa Catarina por sua ex-mulher, a jornalista e atriz Cynthia Benini, por dívidas com a pensão alimentícia de cerca de R$ 350 mil a filha Valentina, de 18 anos. A decisão previa prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica. Uma semana depois, ele se tornou alvo de um novo pedido de prisão pelo mesmo motivo, só que dessa vez no Rio de Janeiro e tendo a sua filha mais velha como autora da ação. Manuela, de 23 anos, assumiu o processo movido por sua mãe, a atriz Tereza Seiblitz, também por alimentos atrasados. Em entrevista na ocasião, André Gonçalves afirmou que estava “devastado” e que pretendia encerrar a carreira de ator. Ele ainda tem o filho Pedro, de 20 anos, do casamento com atriz Myrian Rios, o único com quem mantém uma boa relação. A série da plataforma do grupo Disney era sua principal fonte de rendimentos. Recentemente, ele teve um pedido de habeas corpus para trabalhar fora do país negado pela Justiça. A Disney afirmou que não vai comentar o caso. “Nós não comentamos questões contratuais de talentos que trabalham com a empresa”, disse a companhia em nota.

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  • Filme

    “Sonic 2”, “Animais Fantásticos 3” e mais filmes pra ver em casa

    3 de junho de 2022 /

    A sessão de cinema em casa destaca dois títulos populares de apelo juvenil, que estiveram recentemente em cartaz nas salas de exibição. Mas os adultos estão mais bem-servidos, graças a uma seleção de thrillers intensos, comédias divertidas e dramas premiados, que chegam às plataformas digitais sem passar pelas filas de ingressos dos multiplexes nacionais. Confira abaixo as 10 principais novidades da semana nos serviços de assinatura e locação online.     | SONIC 2: O FILME | CLARO TV+, VIVO PLAY, VOD*   No mesmo tom de comédia infantil do primeiro filme, mas com mais personagens digitais, “Sonic 2” volta a mostrar que não há problemas que o ouriço mais veloz do mundo não possa vencer e canastrice que Jim Carrey não seja capaz de superar. Como o vilão bigodudo Dr. Ivo Robotnik, desta vez o comediante alista o fortão Knuckles para lutar contra Sonic e seu novo aliado Tails, recriando elementos da famosa franquia de videogames da SEGA – em meio a muitas citações de filmes de super-heróis. Com personagens animados ligeiros e imagens de colorido intenso, a produção foca especificamente o público infantil, sem perder tempo em apresentar atrativos para os jovens adultos que cresceram jogando “Sonic”.     | ANIMAIS FANTÁSTICOS: OS SEGREDOS DE DUMBLEDORE | CLARO TV+, HBO MAX, VIVO PLAY, VOD*   O terceiro e possivelmente último filme da franquia “Animais Fantásticos” mantém o visual suntuoso de “Harry Potter” e oferece momentos divertidos para os fãs dos personagens. Mas sofre com a falta de concisão dos roteiros de JK Rowling, que deixam claro como o papel do roteirista Steve Kloves foi subestimado na adaptação da saga original. Novamente dirigido por David Yates, que assinou todos os “Animais Fantásticos”, além dos quatro últimos “Harry Potter”, as 2h22 de filme passam de forma arrastada e aos trancos, sem nem sequer explicar porque o vilão Grindelwald trocou de rosto, com a substituição de Johnny Depp (antagonista em “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”) por Mads Mikkelsen (“Hannibal”) durante as filmagens. O motivo foi o escandaloso processo aberto por Depp contra o jornal The Sun, contestando um artigo que o chamou de espancador de esposa. Depp perdeu, virou legalmente um espancador de esposa e foi convidado a se retirar do filme. Representando a emergência do fascismo nos anos 1930, época em que o filme se passa, Grindelwald tenta transformar seus planos de extermínio em plataforma político-eleitoral, ao mesmo tempo em que o suposto protagonista Newt Scamander (Eddie Redmayne) embarca numa nova missão para justificar a quantidade absurda de coadjuvantes sem função na história, incluindo desta vez uma bruxa vivida pela brasileira Maria Fernanda Cândido (quase sem diálogos). Vários personagens que estiveram nos dois filmes anteriores voltam se amontoar na trama, incluindo Jude Law (Alvo Dumbledore) Ezra Miller (Credence/Aurelius Dumbledore), Alison Sudol (Queenie Goldstein), Dan Fogler (Jacob Kowalski), Katherine Waterston (Tina Goldstein), Callum Turner (Theseus Scamander) e Jessica Williams (Eulalie “Lally” Hicks), disputando minutos de cenas com as novidades do elenco. A falta de foco seria um dos motivos dos baixos 47% de aprovação no Rotten Tomatoes e a pior bilheteria entre todos os títulos do universo “Harry Potter”. Outro motivo seria a desimportância dos tais segredos de Dumbledore, a menos que se considere bombástico o fato do diretor de Hogwarts ter vivido no armário durante todos os filmes do bruxinho. A nova produção confirma que ele e Grindelwald costumavam ser… bem íntimos. Há também revelações sobre o sobrinho do mestre bruxo, que mal registram como detalhes periféricos.     | LIVRAI-NOS DO MAL | VIVO PLAY, VOD* O violento thriller sul-coreano volta a reunir Lee Jung-jae (o protagonista de “Round 6”) com Jung-min Hwang após o premiado policial “Nova Ordem” (2013). Desta vez, os dois querem se matar. Hwang vive um assassino profissional que eliminou seu último alvo e planeja se aposentar. Jung-jae é o irmão do último alvo, que persegue Hwang para se vingar, jurando matá-lo e a todos os que o conheceram de forma brutal e sanguinária. No meio dessa disputa feroz, a filha de Hwang – que ele não sabia existir – é sequestrada na Tailândia, levando a ação a cruzar fronteiras. Considerado um dos melhores filmes de ação recentes da Coreia do Sul, atingiu 95% de aprovação no Rotten Tomatoes e venceu 11 prêmios internacionais. Roteiro e direção são de Won-Chan Hong, que escreveu os excelentes thrillers “O Caçador” (2008) e “Confissão de Assassinato” (2012).     | INTERCEPTOR | NETFLIX   A espanhola Elsa Pataky, ex-integrante da franquia “Velozes e Furiosos” e esposa de Chris Hemsworth (o Thor da Marvel) estrela estre thriller de ação, que segue uma fórmula de sucesso dos anos 1990. A premissa é basicamente “A Força em Alerta” (1992), 30 anos depois. Em vez de um navio, desta vez é uma base militar isolada no Atlântico que sofre a invasão de terroristas armados, e novamente só há uma pessoa capaz de impedi-los de assumir o controle de mísseis perigosos. Para atualizar a trama, desta vez o herói brutamontes é uma mulher, uma corajosa capitã do exército que usa seus anos de treinamento tático e experiência contra os inimigos. Repleto de explosões e cenas de ação mirabolantes, o filme escrito pelo roteirista do primeiro “Piratas do Caribe”, Stuart Beattie, investe na adrenalina para oferecer um pouco mais do que se espera de seus clichês, sua locação reduzida e seu orçamento limitado, resultando num passatempo na média para os fãs de ação. Detalhe: o marido famoso de Pataky aparece numa figuração e é um dos produtores do longa.     | ORGULHO & SEDUÇÃO | STAR+   Esta comédia muito divertida é uma versão gay de “Orgulho & Preconceito”, clássico romântico de Jane Austen, encenada nos dias de hoje durante férias de verão. Escrita e estrelada pelo comediante Joel Kim Booster (“Sunnyside”), a produção acompanha amigos de descendência asiática determinados a se divertir numa ilha famosa por ser itinerário de festas LGBTQIAP+, mas ao chegar lá acabam travando numa espécie de competição com gays de beleza instagramável, que se portam de forma esnobe, fazendo julgamentos ferinos com base em raça e classe social. Logicamente, um dos amigos se vê atraído pelo mais orgulhoso de todos. Elogiadíssima pela crítica americana, a comédia estreou com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes. Seu tom alegre é equivalente a uma Sessão da Tarde sem preconceitos, e ainda serve de antídoto para as muitas histórias de repressão à comunidade LGBTQIAP+ que costumam dominar as produções cinematográficas dos últimos anos – segue um exemplo mais abaixo.     | A EXTRAORDINÁRIA GAROTA CHAMADA ESTRELA EM HOLLYWOOD | DISNEY+   A continuação do sucesso “A Extraordinária Garota Chamada Estrela” encontra a protagonista de mudança para Los Angeles em busca de expandir seus horizontes e conhecer pessoas que possam ajudá-la a brilhar como seu nome. Destacando mais a personagem-título que o primeiro filme, a produção também permite à cantora Grace VanderWaal expandir seus talentos dramáticos. Doce ao extremo, a trama também tem uma mensagem importante sobre a busca de sucesso: o que é, como obtê-lo e como sustentá-lo em um mercado instável como o alimentado pela indústria musical. A jornada da protagonista, entre recusas e resoluções, é uma carta de amor ao processo artístico e criativo, e dedicada a sonhadores com ambição inabalável. Ou seja, este é um filme infantil com a fagulha clássica da Disney, o estúdio que nasceu estimulando sonhos. A direção é novamente de Julia Hart. E além de Grace VanderWaal como Stargirl/Estrela, o elenco inclui Uma Thurman (“Kill Bill”), Judy Greer (“Homem-Formiga e a Vespa”), Elijah Richardson (“Falcão e o Soldado Invernal”), Tyrel Jackson Williams (“Lab Rats”) e o veterano Judd Hirsch (“Superior Donuts”).     | DESERTO DO OURO | VIVO PLAY, VOD* Zac Efron (“Chamas da Vingança”) vive um homem obstinado, que viaja ao deserto na companhia de um guia e lá descobre a maior pepita de ouro já encontrada. Entretanto, eles não tem as ferramentas para desenterrá-la. Enquanto o parceiro vai buscar equipamento, Efron guarda seu tesouro, enfrentando o calor terrível, cães selvagens, tempestade de areia e possíveis alucinações, sem que o outro dê sinais de voltar. O drama de sobrevivência e ganância tem roteiro e direção do australiano Anthony Hayes, que também interpreta o parceiro de Efron. Ele é conhecido por atuar nos filmes de David Michôd, como “Reino Animal” (2010) e “The Rover – A Caçada” (2014).     | NUCLEAR | VIVO PLAY, VOD* Protagonista de “No Ritmo do Coração”, vencedor do Oscar 2022, a jovem Emilia Jones já mostrava toda sua capacidade de conduzir uma trama complexa nesta produção britânica de 2019 sobre uma família tóxica. Ela vive uma jovem traumatizada, que testemunha um ataque violento do próprio irmão contra sua mãe, e foge com ela para um abrigo isolado, próximo de uma velha usina nuclear, onde a toxidade do ambiente se torna mais que uma metáfora. O filme de estreia da diretora Catherine Linstrum tem atmosfera semi-alucinatória e repleta de simbolismos, que exploram o impacto do trauma e a locação quase pós apocalíptica no estado mental da adolescente, que pode ou não ter conhecido um garoto ao explorar aquele lugar deserto sob a sombra do castelo de Drácula – apelido dado para a usina abandonada. O elenco também inclui Sienna Guillory (“Clifford, O Gigante Cão Vermelho”) como a mãe e George MacKay (“1917”) como o rapaz do campo.     | WET SAND | MUBI Premiado no Festival de Locarno, o drama de Elene Naveriani se passa numa aldeia no Mar Negro georgiano, cheia de pessoas amigáveis convencidas de que são gente de bem. Até o dia em que um morador é encontrado enforcado e ninguém quer perder tempo com o enterro. Quando sua neta chega para organizar seu funeral, ela é confrontada com uma surpreendente falta de simpatia ou ajuda para organizar os pertences do avô. Logo, descobre o motivo: homofobia. E não demora para a população supostamente amigável mostrar-se detestável, ao descobrir que o falecido tinha uma amante homossexual ainda vivo na cidade. Profundamente humanista, o filme apresenta uma história de resistência diante do atraso, preconceito e fanatismo de mentes de cidade pequena.     | A MESMA PARTE DE UM HOMEM | VOD* O primeiro drama de ficção da documentarista Ana Johann é uma alegoria feminista, passada numa localidade isolada do interior, onde a personagem de Clarissa Kiste (“Amor de Mãe”) vive com a filha adolescente (Laís Cristina, de “Fora de Série”) e o marido dominador (Otavio Linhares, de “Deserto Particular”). Até que, de repente, o marido some e outro homem (Irandhir Santos) surge para ocupar seu espaço. Diferente do bruto que as dominava, o forasteiro é um homem urbano e viajado, e o jogo de dominação se inverte, com a mulher assumindo o controle. Entretanto, cada gesto brusco, cada brincadeira mal compreendida acende um alerta, que leva mãe e filha a desconfiarem deste e de qualquer outro homem.     * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.

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  • Série

    “The Boys”, “Sob Pressão” e as novas séries da semana

    3 de junho de 2022 /

    As novas temporadas de “The Boys” e “Sob Pressão” (agora exclusivamente online) são as estreias mais esperadas da semana. Mas também refletem a nova estratégia das plataformas de streaming de estender as produções com episódios semanais. Para os adeptos das maratonas, as principais opções são minisséries, desde uma adaptação de terror de Stephen King até suspenses criminais europeus com boa repercussão mundial. E ainda há um lançamento especialmente indicado para os campeões do atletismo digital: todas as seis temporadas de “Glee”, para ver e cantar junto. Confira abaixo mais detalhes e os trailers das 10 melhores séries disponibilizadas em streaming nesta semana.     | THE BOYS | AMAZON PRIME VIDEO   A série de super-heróis com mais sexo e violência já feita volta ainda mais explícita e extrema, com closes urológicos e chuvas de vísceras, numa temporada marcada por banhos de sangue literais – e que ainda contrabandeia uma participação surpreendente de Charlize Theron (“The Old Guard”) em sua abertura. Baseada nos quadrinhos adultos de Garth Ennis (que também criou “Preacher”), a produção acompanha um grupo de vigilantes que pretende revelar o segredo sujo dos super-heróis: eles são serial killers de sangue frio, que escapam impunemente de seus crimes graças ao trabalho da empresa de marketing que os financia e comercializa suas imagens. Na verdade, aqueles que normalmente seriam considerados vilões é que são os verdadeiros heróis, lutando contra um esquema superpoderoso que mantém a farsa para dominar a economia e a política dos EUA. Esta luta desigual pelos corações e mentes da população começou a se equilibrar com a revelação de que Tempesta (Storm Front, interpretada por Aya Cash), uma das integrantes dos Sete (a Liga da Justiça da trama), era em segredo uma nazista alucinada. Mas se a desgraça da personagem na 2ª temporada jogou nova luz sobre os heróis, ela também alimenta a psicopatia crescente do Capitão Pátria (Homelander, vivido por Antony Starr), o líder dos Sete, que começa a surtar com a morte da namorada Tempesta nos novos episódios. A 3ª temporada também destaca a história do Soldier Boy (Jensen Ackles, o Dean de “Supernatural”), que é uma espécie de Capitão América desse universo, além de uma decisão arriscada de Billy Bruto (Billy Butcher, de Karl Urban), que resolve adquirir poderes para lutar de igual para igual, e o aguardado “Herogasm”, uma orgia de super-heróis que rendeu muita controvérsia nos quadrinhos originais – prevista para o sexto episódio. Grande vencedora do Critics Choice Super Awards, a premiação geek da crítica americana, “The Boys” também é a série mais popular da Amazon, detendo o recorde de público da plataforma de streaming em sua 2ª temporada. Não por acaso, a atração ganhou um spin-off animado, “The Boys: Diabolical” (veja antes de começar os novos episódios) e prepara um spin-off juvenil, centrado em estudantes de uma universidade de super-heróis, que contará com participação do brasileiro Marco Pigossi (“Cidade Invisível”). Após o lançamento dos três primeiros episódios nesta sexta (3/6), a plataforma vai liberar um novo capítulo inédito toda a semana.     | SOB PRESSÃO | GLOBOPLAY   O Dr. Evandro (Júlio Andrade) e a Dra. Carolina (Marjorie Estiano) estão de volta, mas agora apenas no streaming. E logo de cara precisam lidar com uma explosão numa refinaria, que vitima dois irmãos gêmeos e mobiliza a equipe do hospital Edith de Magalhães. Baseada no filme de mesmo nome de Andrucha Waddington, a atração desenvolvida por Lucas Paraizo é a série dramática mais popular da Globo e em sua 5ª temporada – e primeira exclusiva da Globoplay – contará com participações especiais de luxo, incluindo Lázaro Ramos (“O Silêncio da Chuva”), Marco Nanini (“A Grande Família”), Tony Ramos (“Getúlio”), Irene Ravache (“A Memória que me Contam”), Douglas Silva (ele mesmo, do “BBB 22”) e Fabio Assunção (“Onde Está Meu Coração”). A temporada também vai marcar a estreia de um novo ator: Joaquim Andrade, o filho de 6 anos de Júlio Andrade. O menino vai aparecer em flashbacks como Evandro, o papel do pai, na infância. Além dele, Ravel Andrade, irmão de Júlio, também participará de flashbacks como o protagonista em outra fase. O ator da série “Aruanas” já tinha aparecido no especial “Plantão Covid” como o Evandro jovem. Na nova leva de episódios, o médico ainda reencontrará o pai, que não vê há 20 anos e está com Alzheimer. Este é o papel desempenhado por Marco Nanini. Outros desenvolvimentos dramáticos envolvem a descoberta de um câncer de mama na Dra. Carolina, um novo residente que está mais preocupado consigo mesmo do que com os pacientes e uma mudança na diretoria do hospital que afetará todo corpo médico da série. A plataforma vai liberar os 12 episódios da 5ª temporada ao ritmo de dois por semana. Já a exibição na TV aberta só deve ocorrer no segundo semestre.     | BORGEN: O REINO, O PODER E A GLÓRIA | NETFLIX   Nove anos após seu final, o premiado drama político dinamarquês revive no streaming com um subtítulo e a indicação de que se trata de uma nova série. Mas não é um reboot e sim uma continuação da boa e velha “Borgen”, que segue acompanhando a poderosa Brigitte Nyborg, agora como ministra das relações exteriores. Os novos episódios equivalem à 4ª temporada da atração, que venceu com dois BAFTA (o Emmy britânico) de Melhor Série Internacional. Em seu retorno, a carreira de Nyborg corre perigo quando uma controvérsia relacionada à descoberta de petróleo na Groenlândia vira uma crise internacional. A atriz Sidse Babett Knudsen segue no papel principal, enquanto Birgitte Hjort Sørensen volta a viver Katrine Fønsmark. Depois de ser chefe de imprensa de Birgitte, na nova temporada ela está de volta ao jornalismo, com um emprego importante em um grande canal de televisão.     | PHYSICAL | APPLE TV+   A comédia sombria de época gira em torno da febre de ginástica aeróbica dos anos 1980 e traz Rose Byrne (“Vizinhos”) como uma dona de casa entediada, que após se viciar em exercícios descobre uma forma de unir essa nova paixão com a promissora tecnologia das fitas de videocassete para dar início a um empreendimento revolucionário, transformando-se em guru de um novo estilo de vida. A 2ª temporada vai acompanhar sua evolução empresarial, que conduz à lutas contra rivais que querem seu lugar. Porém, apesar de poderosa nos negócios, a protagonista ainda tem que aturar um marido cafajeste (Rory Scovel) e vários personagens intragáveis. A plataforma vai disponibilizar um episódio por semana da série criada por Annie Weisman (“Almost Family”), sempre às sextas-feiras.     | CHAPELWAITE | HBO MAX   Baseada em um conto de terror de Stephen King, a minissérie se passa em meados do século 19 e traz Adrien Brody (vencedor do Oscar por “O Pianista”) como um viúvo que se muda com os três filhos para uma antiga mansão da família no Maine, após a morte da esposa. Lá, ele descobre que precisará enfrentar os segredos sórdidos que assombram os Boones há gerações. Seu sobrenome é malvisto, mas também há uma boa dose de racismo na hostilidade dos moradores locais, pelo fato de seus filhos terem herdado a aparência asiática da mãe. Para piorar, a casa faz barulhos estranhos durante a noite. O ritmo é lento e o terror atmosférico, uma vez que os aspectos sobrenaturais só começam a se manifestar próximo da metade da produção por opção dos roteiristas, os irmãos Jason (“17 Outra Vez”) e Peter Filardi (“Jovens Bruxas”), que ampliaram uma história relativamente curta, focada num personagem central, em 10 capítulos e mais filhos. Fãs da obra de Stephen King podem conhecer essa história com outro nome: “Jerusalem’s Lot”. Trata-se do prólogo (até então inédito nas telas) do clássico “Salem’s Lot”, já adaptado três vezes – a primeira também como minissérie: “Os Vampiros de Salem”, em 1979, e a mais recente como um filme do diretor Gary Dauberman (“Annabelle 3: De Volta Para Casa”), previsto para setembro.     | THE ORVILLE: NOVOS HORIZONTES | STAR+   Originalmente, “The Orville” era exibida na rede americana Fox, mas com a compra do estúdio 20th Century Fox pela Disney, a atração foi remanejada para o streaming e ganhou um subtítulo para diferenciar sua nova versão das duas temporadas apresentadas na TV. Dá para ver a diferença no orçamento dos efeitos digitais caprichados. O detalhe é que muita gente nem lembrava que a série tinha sido renovada, já que seu último episódio foi exibido em abril de 2019. A pandemia estourou em meio à produção dos episódios, gerando um grande atraso nos trabalhos. Desenvolvida e estrelada por Seth MacFarlane (que também é o criador da série animada “Uma Família da Pesada”/Family Guy), a série acompanha a tripulação da Orville, uma nave exploratória da União Planetária, em sua missão de cinco anos para homenagear as produções clássicas do universo “Star Trek”. Todo o visual e o estilo narrativo dos episódios é anacrônico, resultando numa sci-fi retrô, que, entretanto, apresenta efeitos especiais mais avançados que os disponíveis nos anos 1980 e 1990, décadas que claramente inspiram a atração. MacFarlane interpreta o Capitão Ed, que tem um relacionamento conflituoso com sua Primeira Oficial Kelly, pelo simples fato dela ser sua ex-esposa. A personagem é vivida por Adrianne Palicki (série “Agents of SHIELD”) e o elenco ainda inclui Scott Grimes (“Plantão Médico/E.R.”), Halston Sage (“Cidades de Papel”), Penny Johnson Jerald (“Castle”) e Peter Macon (“Shameless”). O piloto foi dirigido pelo cineasta Jon Favreau (criador de “The Mandalorian”), que também é um dos produtores, e a lista de diretores dos episódios inclui nada menos que Brannon Braga (roteirista de “Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato”) e Jonathan Frakes (intérprete de William Riker na série “Star Trek: A Nova Geração”).     | UMA MÃE PERFEITA | NETFLIX   A minissérie criminal francesa traz Julie Gayet (“O Palácio Francês”) como uma mãe dedicada, que tem a filha acusada de homicídio. Convencida da inocência da jovem (Eden Ducourant, de “Inocência Roubada”), ela faz descobertas perturbadoras e a linha que separa vítima e agressor começa a desaparecer. A atração foi criada por Thomas Boullé (“Tandem”) e Carol Noble (“A Bailarina”) e tem direção de Frédéric Garson, assistente de Luc Besson nos filmes “O Quinto Elemento” (1997) e “Joanna D’Arc” (1999).     | DOIS VERÕES | NETFLIX   Um grupo de amigos se reencontra para passar férias luxuosa numa ilha, décadas após um caso de abuso sexual acontecer entre eles. Só que alguém sabe o que eles fizeram naquele verão que gostariam de esquecer. E um passeio que deveria ser relaxante se transforma num pesadelo, quando vídeos com cenas de seus segredos começam a ser recebidos por cada um deles. Criada por Paul Baeten Gronda e Tom Lenaerts (ambos de “Over Water”), a série belga destaca em seu elenco An Miller (“Loft”), Tom Vermeir (“Hotel Beau Séjour”), Kevin Janssens (“Vingança”), Lukas Bulteel (“Déjà Vu”), Tijmen Govaerts (“Girl”) e Inge Paulussen (“Vermist”).     | TURBULÊNCIAS DE VERÃO | NETFLIX   Expulsa da escola e enviada para morar com parentes na Austrália contra sua vontade, uma adolescente rebelde – e skatista – de Nova York tenta encontrar seu lugar em meio a uma turma de jovens surfistas interioranos. Mas apesar da contrariedade, Summer acaba se apaixonando pela cidadezinha de Shorehaven, pelas pessoas e pelo surfe. Criada por Josh Mapleston e Joanna Werner (ambos de “Dance Academy”), a produção australiana é estrelada por uma nova-iorquina de verdade: Sky Katz, conhecida pelo papel de Tess O’Malley em “A Casa da Raven”, do Disney Channel. E tem um público-alvo claro, com a exibição de muitos adolescentes descamisados de pele dourada.     | GLEE | DISNEY+   A comédia musical adolescente lançada em 2009 foi um fenômeno de audiência, que catapultou a carreira de seu criador, Ryan Murphy, e transformou seu elenco então desconhecido em estrelas da TV. A trama girava em torno de nerds que encontravam estimulo de um professor (Matthew Morrison) para reabrir o coral da William McKinley High School. Mas o que deveria ser um clube de perdedores logo passa a atrair estrelas...

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  • Série

    Novas séries: “Stranger Things” e “Obi-Wan Kenobi” movimentam streaming

    27 de maio de 2022 /

    Fãs de sci-fi estão cancelando todos os compromissos para aproveitar um “fim de semana do orgulho nerd” com o lançamento da primeira parte da 4ª temporada de “Stranger Things” e a estreia de “Obi-Wan Kenobi”. São duas das atrações mais esperadas do ano, que chegam no mesmo dia (27/5) ao streaming. Mas ainda há maratonas de anime, duas atrações completas baseadas em personagens de “O Silêncio dos Inocentes” e nada menos que 15 temporadas da série de comédia mais longeva da TV. E para quem gosta de “true crime”, as ofertas incluem ainda uma minissérie de crime famoso americano e uma produção documental sobre o PCC. Confira abaixo as 10 melhores séries para assistir neste fim de semana.     | STRANGER THINGS | NETFLIX   Após três anos de espera e expectativa nas alturas, a série sobrenatural adolescente retorna com clima cinematográfico, deixando claro que não foram economizadas despesas na produção de sua 4ª temporada – supostamente mais cara que a temporada final de “Game of Thrones”. São mais efeitos, mais ação e mais personagens, resultando em tramas paralelas e capítulos bastante longos. Em resumo, os episódios exploram uma guerra iminente entre os jovens protagonistas da atração e as ameaças do Mundo Invertido, levando a turma das bicicletas a encarar um novo monstrão batizado com o nome de mais uma criatura de “Dungeons and Dragons”. O jogo, por sinal, se torna ainda mais importante, porque um dos novos personagens é um grande mestre dos calabouços de tabuleiro. Parte do elenco mirim ainda vai lidar com uma casa mal-assombrada relacionada a Freddy Krueger – na verdade, a residência pertence a um personagem atormentado vivido pelo astro da franquia “A Hora do Pesadelo”, Robert Englund. E ainda há as histórias de Eleven (Millie Bobby Brown), que busca se adaptar a uma nova escola e cidade, e do xerife Hopper (Jim Harbour) preso na Rússia. Tudo isso equilibrando drama e humor, mas com muito mais terror que antes, resultando na temporada mais madura de toda a série. Lançada em duas partes, a 4ª temporada da série criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer tem apenas sete de seus nove episódios disponibilizados nesta sexta (27/5), com os dois remanescentes guardados para o dia 1º de julho.     | OBI-WAN KENOBI | DISNEY+   Sequência direta da trilogia “Star Wars” dos anos 2000, a série se passa dez anos após os eventos de “Star Wars: A Vingança dos Sith” (2005) e mostra a perseguição ao personagem-título, que volta a ser interpretado por Ewan McGregor. Após desafiar o Império e fugir com os filhos de seu ex-pupilo Anakin Skywalker, Obi-Wan Kenobi se esconde no planeta Tatooine, acompanhando à distância o crescimento do jovem Luke. Mas o Império não desistiu de encontrar o velho mestre foragido, um dos poucos remanescentes do massacre da ordem Jedi, o que coloca em risco a segurança da menina Leia, sequestrada para tirar Kenobi de seu esconderijo. O elenco da produção também inclui Joel Edgerton e Bonnie Piesse, retomando seus papéis como os tios que criaram Luke Skywalker, Jimmy Smits como o Senador Organa, pai adotivo de Leia, além de Hayden Christensen, intérprete de Anakin, agora completamente transformado em Darth Vader. Escrita por Joby Harrold (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e dirigida por Deborah Chow (“The Mandalorian”), a produção ainda inclui participações de Kumail Nanjiani (“Eternos”), Indira Varma (“Game of Thrones”), Rupert Friend (“Homeland”), O’Shea Jackson Jr. (“Straight Outta Compton”), Sung Kang (“Velozes e Furiosos 6”), Simone Kessell (“Terremoto: A Falha de San Andreas”), Maya Erskine (“PEN15”), o ator-cineasta Benny Safdie (“Bom Comportamento”), Moses Ingram (“O Gambito da Rainha”) formidável como vilã e a menina Vivien Lyra Blair (“Bird Box”), um fenômeno como a Leia mirim. Depois dos dois primeiros capítulos para começar a aventura, a Disney+ vai liberar um episódio inédito a cada quarta.     | HANIBAL | AMAZON PRIME VIDEO   O psicopata de “O Silêncio dos Inocentes” apareceu em cinco filmes, mas esta série supera quase todos (a exceção é justamente o longa estrelado por Anthony Hopkins e Jodie Foster), com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. Criação de Bryan Fuller (“Deuses Americanos”), exibe cenas viscerais, estabelecidas em episódios de puro terror, graças ao talento de cineastas especialistas em pavor como David Slade (“30 Dias de Noite”) e Vincenzo Natali (“O Cubo”). Na produção, Mads Mikkelsen (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”) assume o papel que consagrou Hopkins sem ficar em sua sombra, criando nuances tão brilhantes que levam o público a torcer pelo vilão. A trama é um prólogo, que mostra como o psiquiatra Hannibal Lecter começou a trabalhar como consultor do FBI na criação de perfis de serial killers, sem que a polícia soubesse que ele próprio era um canibal assassino. Hannibal faz parceria com Will Graham (Hugh Dancy, de “Downton Abbey II: Uma Nova Era”), um agente do FBI com um dom especial, que o transforma em expert na caça de serial killers, mas também abala sua sanidade. Tentando evitar o pior, seu superior, Jack Crawford (Laurence Fishburne, de “Matrix”), recomenda a Graham se consultar com o Dr. Lecter, o que dá início a uma amizade improvável e prepara terreno para um confronto violento. O ótimo elenco da produção ainda destaca Gillian Anderson (“Sex Education”) como a psicóloga do canibal. Todas as três temporadas produzidas, entre 2013 e 2015, estão sendo disponibilizadas em streaming. No final, a trama atinge a narrativa do primeiro livro do personagem, “Dragão Vermelho”, de Thomas Harris, que chegou a render dois filmes – em 1986 e 2002 – , mas a produção foi cancelada antes que Fuller pudesse adaptar “O Silêncio dos Inocentes” e introduzir Clarice Starling. De todo modo, o episódio final é um desfecho digno.     | CLARICE | AMAZON PRIME VIDEO   A Clarice do título é Clarice Starling, a protagonista de “O Silêncio dos Inocentes”, o que torna esta série continuação de “Hannibal”. Entretanto, por uma peculiaridade contratual, Lecter não é citado na trama, que acompanha a agente do FBI em 1993, após prender o psicopata Buffalo Bill e salvar sua última vítima (conforme mostrado no final do filme premiado de 1991). Esta façanha, entretanto, a deixou abalada psicologicamente, situação com a qual precisa lidar enquanto persegue novos assassinos. Criada por Alex Kurtzman e Jenny Lumet, que depois acertaram a mão em “Star Trek: Strange New Worlds” e “The Man Who Fell to Earth”, a série não teve a mesma aclamação de “Hannibal” e acabou com apenas uma temporada produzida. O elenco destaca a australiana Rebecca Breeds (“The Originals”) como a terceira intérprete da personagem, que rendeu um Oscar para Jodie Foster em “O Silêncio dos Inocentes” (1991) e foi interpretada por Julianne Moore na continuação cinematográfica “Hannibal” (1999).     | THE THING ABOUT PAM | STAR+   A minissérie de true crime destaca a nova transformação visual da atriz Renée Zellweger, duas vezes vencedora do Oscar – por “Cold Mountain” (2003) e “Judy” (2019) – ao incorporar Pam Hupp, assassina que atualmente cumpre prisão perpétua. Mãe de meia-idade e funcionária de um escritório de seguros, ela se envolveu no homicídio brutal de sua melhor amiga em 2011 e foi condenada por outro homicídio cometido em 2016. A mulher ainda é suspeita de ter matado a própria mãe. Originalmente, o assassinato de Betsy Faria em 2011 resultou na condenação do marido da falecida, que sempre insistiu que não matara a esposa, mas jamais imaginou que a doce Pam fosse a verdadeira culpada. Com novas descobertas, sua condenação foi anulada, desencadeando uma série de reviravoltas. Na época, o escândalo da mãe suburbana sanguinária virou sensação na mídia e se tornou tema de um popular podcast da NBC News, “The Thing About Pam”, que é um dos podcasts mais baixados do iTunes. A minissérie tem o mesmo nome do podcast e foi escrita por Jessika Borsiczky (“House of Lies”) com produção da Blumhouse Television e da própria Zellwegger. O elenco também destaca Katy Mixon (“Bela, Recatada e do Lar”/American Housewife) como Betsy Faria e Glenn Fleshle (“Billions”) como seu marido Russ, além de Judy Greer (“Homem-Formiga”), Josh Duhamel (“Transformers”), Mac Brandt (“Lovecraft Country”), Sean Bridgers (“Get Shorty”) e Adam David Thompson (“A Teacher”).     | IT’S ALWAYS SUNNY IN PHILADELPHIA | STAR+   Série de comédia mais duradoura da história da televisão dos EUA, a produção criada em 2005 era inédita no Brasil até chegar nesta semana completa em streaming, com todas as suas 15 temporadas produzidas para maratonar a perder de vista. Concebida pelos comediantes Rob McElhenney e Glenn Howerton, que também estrelam a atração ao lado de Charlie Day, Kaitlin Olson e o veterano Danny DeVito, a série acompanha cinco amigos que administram um bar na Filadélfia. Ao estilo de “Seinfeld”, a trama é conhecida por seu humor ácido e por não esconder o egoísmo e os comportamentos antiéticos dos personagens. Recentemente, a produção foi renovada por mais três anos, até a 18ª temporada, prevista para 2025.     | TUDO IGUAL… SQN | DISNEY+   A nova produção nacional para o público adolescente acompanha Carol (Gabriella Saraivah, de “Juacas”), que aos 16 anos atravessa uma crise com várias mudanças em sua vida, incluindo o súbito segundo casamento de sua mãe, o novo irmão postiço, o primeiro namoro e testes em relação às amizades antigas que ela tanto estima. A história é baseada no romance infanto-juvenil “Na Porta ao Lado”, de Luiza Trigo (autora de “Meus 15 Anos”), e conta com roteiros da própria escritora e de André Rodrigues (“Juacas”). Os episódios tem direção de Juliana Vonlanten (também de “Juacas”) e ainda trazem Guilhermina Libanio (“Órfãos da Terra”), Duda Matte (“Ela Disse, Ele Disse”), Ana Jeckel (“Super Nova”), a cantora Clara Buarque, Kiko Pissolato (“O Doutrinador”), Miá Mello (“A Vida Secreta dos Casais”) e vários jovens estreantes.     BEM-VINDOS AO ÉDEN | NETFLIX A série espanhola da Netflix lembra um pouco “The Wilds”, da Amazon. Criada por Joaquín Górriz e Guillermo López Sánchez (ambos de “Atrapada”), acompanha um grupo de jovens que é convidado a participar de uma festa privada em uma ilha paradisíaca, com tudo pago. Mas o que deveria ser um evento de lançamento de um novo energy drink se prova uma armadilha. O drinque é batizado e, quando acordam, apenas cinco continuam no local, descobrindo aos poucos, por meio de anfitriões adultos, os segredos e perigos que os aguardam. Com apenas oito episódios, a trama deixa muitas perguntas sem respostas, mas o mistério deve ser resolvido na 2ª temporada, já confirmada.     | GHOST IN THE SHELL: SAC-2045 | NETFLIX   A 2ª temporada de “SAC-2045” traz novas aventuras de Motoko Kusanagi, estrela da longeva franquia animada “Ghost in the Shell”, em bela animação por computação gráfica. O anime é uma coprodução dos estúdios Production IG e Sola Digital Arts, com direção de uma dupla de peso: Shinji Aramaki (“Appleseed”) e Kenji Kamiyama (“Ghost in the Shell: Stand Alone Complex”). Uma união curiosa e apropriada, considerando que o criador do mangá original de “Ghost in the Shell, Masamune Shirow, também criou “Appleseed”. Aramaki e Kamyama também trabalharam juntos na série “Ultraman”, da Netflix. A longa trajetória de “Ghost in the Shell” começou em quadrinhos em 1989, mas só foi explodir na cultura pop seis anos depois, ao originar o cultuado anime homônimo de 1995. Comparado ao impacto de “Akira” (1988), o longa animado apresentou a obra de Shirow ao mundo ocidental e influenciou todas as produções focadas em sci-fi cyberpunk que vieram depois – inclusive a trilogia “Matrix”. O sucesso de filme de 1995 deu origem a uma franquia animada, composta por mais três longas, quatro OVAs (filmes lançados diretamente em vídeo) e duas séries de televisão. O que acabou chamando atenção de Hollywood e rendendo uma adaptação live-action estrelada por Scarlett Johansson, que foi muito criticada por trazer uma atriz não asiática no papel principal. Todos os lançamentos acompanham investigações da major Mokoto Kusanagi, comandante ciborgue de uma unidade de combate ao terrorismo cibernético chamada Seção 9, que luta contra uma conspiração de hackers,...

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    Atriz do elenco central se despede da série “SWAT”

    23 de maio de 2022 /

    A atriz Lina Esco se despediu da série “SWAT” no final da 5ª temporada da atração, exibida pela rede americana CBS na noite do último domingo (22/5), nos EUA. A atriz, que estava na atração desde a estreia, interpretou a sniper Christina “Chris” Alonso em 106 episódios. Na trama, a explicação para a saída de Alonso foi a mais simples possível: seguir novos rumos na vida. Mas a situação reflete o que a atriz queria para sua própria carreira, após cinco anos no mesmo papel. “Deixo ‘SWAT’ para buscar novos desafios criativos”, ela informou em comunicado. “Estou animada por sair da minha zona de conforto e começar a escrever um novo capítulo da minha trajetória.” “Dito isso, essa foi uma das decisões mais difíceis que tomei em toda a minha vida”, continuou. “Sou eternamente grata por toda minha família ‘SWAT’, meus colegas de elenco, escritores e produtores… foi uma jornada incrível. Aos fãs de ‘SWAT’: vocês são o coração da série, agradeço a todo o apoio que me deram.” Atualmente renovada para a 6ª temporada nos EUA, a série chega ao Brasil [bem atrasada] pela rede Globo, mas também pode ser acompanhada nos episódios mais recentes pelo canal pago AXN e pela plataforma de streaming Star+.

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    Rompimentos e novos casais marcam final de “Com Amor, Victor”

    20 de maio de 2022 /

    A plataforma Hulu divulgou o trailer da 3ª e última temporada de “Com Amor, Victor” (Love, Victor). A prévia gira em torno de término de relacionamentos e formações de novos casais. E o protagonista que batiza a série é um dos personagens que alimentam dor de cotovelo. Muito antes de “Heartstopper” existiu o filme “Com Amor, Simon”, sobre um adolescente que saía do armário e assumia seu romance gay em 2018. “Com Amor, Victor” é a extensão daquela história, passada na mesma escola, mas acompanhando uma classe mais nova. O protagonista é Victor Salazar (Michael Cimino, de “Annabelle 3: De Volta Para Casa”), adolescente recém-chegado na cidade e na Creekwood High School, que inicia sua jornada de autodescoberta e seu primeiro namoro gay com o colega Benji (George Sear, de “As Crônicas de Evermoor”). Mas o relacionamento é sempre testado e acaba fraturado. Ao mesmo tempo em que fica com o coração partido, Victor conhece outro rapaz e tenta entender se é possível recomeçar ou se alguns finais são os começos de novas experiências. O elenco também inclui Ana Ortiz (“Whiskey Cavalier”) e James Martinez (“House of Cards”) como os pais de Victor, Isabella Ferreira (“Orange Is the New Black”) e Mateo Fernandez (“Grrr”) como os irmãos, além de Rachel Hilson (“This Is Us”), Bebe Wood (“The Real O’Neals”), Anthony Turpel (“No Good Nick”) e Mason Gooding (“Fora de Série”) como colegas de classe, amigos e vizinhos. Os showrunners da série são Isaac Aptaker e Elizabeth Berger, roteiristas do filme original e também showrunners de “This Is Us”. Os capítulos finais serão lançados em 15 de junho nos EUA. A série é exibida no Brasil pela Star+, que ainda não marcou a data dos últimos episódios.

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    Volta de “Only Murders in the Building” ganha trailer nacional

    20 de maio de 2022 /

    A plataforma Star+ divulgou o trailer nacional de “Only Murders in the Building”, série de comédia estrelada por Selena Gomez, Steve Martin e Martin Short como três vizinhos obcecados por documentários criminais. Ao se depararem com um mistério exatamente como aqueles que amam assistir, no próprio prédio em que vivem, o trio resolve criar um podcast, que por azar os torna os principais suspeitos. A trama continua na 2ª temporada, quando os três se veem confrontados por uma pessoa misteriosa interessada em incriminá-los e vê-los presos, enquanto surge um podcast rival e todos no prédio passam a olhá-los com desconfiança. A série foi criada por Steve Martin e John Robert Hoffman (roteirista de “Grace and Frankie”), tem produção de Dan Fogelman (criador de “This Is Us”) e da 20th Television, e além do trio famoso deve contar com várias celebridades no mistério da 2ª temporada. Algumas dão as caras no trailer. Entre as participação famosas, estão confirmadas a premiada atriz Shirley MacLaine (vencedora do Oscar por “Laços de Ternura”), a comediante Amy Schumer (“Descompensada”) e a modelo/atriz Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”). A atração é a primeira série da carreira de Steve Martin e marca a volta de Selena Gomez ao formato, uma década após “Os Feiticeiros de Waverly Place”, encerrada em 2012 no Disney Channel. A estreia da 2ª temporada está marcada para 28 de junho.

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    10 séries novas para maratonar no fim de semana

    20 de maio de 2022 /

    A programação de séries volta a promover maratonas, com lançamentos de temporadas completas em streaming, após várias semanas de estreias episódicas. E a mudança não poderia ter acontecido em melhor hora, considerando o clima, perfeito para ficar debaixo das cobertas o fim de semana inteiro. Os 10 principais destaques prometem diversão para vários gostos, além de saciar a curiosidade de quem foi fisgado pela aperitivo de “La Brea” na tela da Globo, na segunda passada (16/10). A lista tem mais opções de sci-fi, suspense, drama, comédia e animação adulta. Mas se as crianças quiserem acompanhar, prefira compartilhar “Las Bravas F.C.”, a menos que sejam adolescentes, que adoram uma ousadia como os desenhos abaixo.     | LA BREA | GLOBOPLAY   Responsável pela maior audiência da Tela Quente em mais de um ano, “La Brea” – que ganhou o subtítulo nacional de “A Terra Perdida” – chegou ao streaming nacional com sua 1ª temporada completa. Ao estilo de “Manifest”, a nova série de mistério sci-fi também foi um sucesso nos EUA, onde se tornou uma das maiores estreias da temporada na TV aberta, além de bater o recorde de audiência da plataforma Peacock. A atração é a primeira série criada por David Appelbaum (produtor-roteirista de “O Mentalista” e “NCIS: New Orleans”), mas apesar da repercussão positiva entre o público, que lhe rendeu uma rápida renovação para 2ª temporada, sua mistura de trama de catástrofe com aventura clássica de Júlio Verne/Edgar Rice Burroughs não apeteceu a crítica, ficando com apenas 38% de aprovação no Rotten Tomatoes. Para quem não viu a estreia, “La Brea” começa com a abertura de um buraco gigante em Los Angeles, que engole várias pessoas. Mas em vez de morrerem, as vítimas da tragédia vão parar no centro da Terra com criaturas pré-históricas, ou pelo menos é o que imaginam, antes de perceberem pistas sobre o verdadeiro segredo daquele lugar. Sem spoilers. Ao mesmo tempo, na superfície, um pai e uma filha lutam para reencontrar o resto de sua família, tragada para o interior do buraco, e descobrem que não foi a primeira vez que esse fenômeno aconteceu. A produção tem um grande elenco, que inclui Natalie Zea (“Justified”), Eoin Macken (“Plantão Noturno”), Nicholas Gonzalez (“The Good Doctor”), Jon Seda (“Chicago P.D.”), Karina Logue (“NCIS: Los Angeles”), Catherine Dent (“Agents of SHIELD”), Angel Parker (“Fugitivos da Marvel/Runaways”), Jag Bal (“The Romeo Section”), Ione Skye (“Camping”), Chiké Okonkwo (“O Nascimento de Uma Nação”), Chloe de los Santos (“Tidelands”), Josh McKenzie (“Entre Segredos e Mentiras”) e os adolescentes Jack Martin, Zyra Gorecki e Veronica St. Clair em seus primeiros papéis.     | NIGHT SKY | AMAZON PRIME VIDEO   Na série sci-fi, Sissy Spacek (“Bloodline”) e J.K. Simmons (“Counterpart”) são um casal idoso que, anos atrás, descobriu um bunker enterrado em seu quintal, inexplicavelmente conduzindo a um estranho planeta deserto. Por décadas, eles mantiveram o local em segredo, usando-o para proveito próprio. Mas quando um jovem enigmático (Chai Hansen, de “Caçadores das Sombras”) materializa-se naquela câmara, a existência tranquila dos dois é rapidamente perturbada, levando-os a questionar o verdadeiro significado daquele lugar. A trama foi desenvolvida pelo roteirista estreante Holden Miller e conta com direção do argentino Juan José Campanella (vencedor do Oscar por “O Segredo dos Seus Olhos”). O visual e a atuação são o ponto alto, mas a história, com uma trama paralela sobre uma mãe e uma filha na Argentina, poderia facilmente chegar à conclusão nos oito episódios. Entretanto, trata-se apenas da 1ª temporada.     | BEL-AIR | STAR+       Reboot dramático da série “Um Maluco no Pedaço”, “Bel-Air” conta a história conhecida da série clássica que lançou a carreira de Will Smith, mas sem risinhos de fundo. Na verdade, praticamente sem resquício nenhum de humor. A produção traz o ator, rapper e jogador de basquete Jabari Banks como o novo Will, que se envolve em uma briga com membros de uma gangue na Filadélfia e é enviado para morar com seus parentes ricos no afluente subúrbio de Bel-Air, em Los Angeles. Assim como na sitcom dos anos 1990, o jovem mal chega e já se torna popular na nova escola e com seus parentes. Mas além do tom, a principal diferença em relação à atração original é que, desta vez, o primo Carlton é praticamente um vilão, capaz de tudo para prejudicar Will por ciúmes de seu carisma. O projeto é baseado numa produção de fã que viralizou em 2019. O jovem Morgan Cooper produziu e postou um “trailer” de quatro minutos, apresentando como seria o clássico sitcom se os personagens interpretassem um drama em vez de uma comédia. Na época, o trabalho acabou elogiado por Will Smith e, depois da repercussão, os dois tiveram uma reunião que tomou um rumo inesperado, com Smith se propondo a produzir uma série a partir daquela ideia. O resultado dividiu a crítica – 66% no Rotten Tomatoes – , mas já foi renovado para a 2ª temporada.     | BANG BANG BABY | AMAZON PRIME VIDEO   A série italiana acompanha uma adolescente de 16 anos que, por amor paterno, acaba envolvida com a máfia calabresa em 1986. A premissa rende muita violência estilizada, humor sombrio, uma trilha sublime de músicas da época e uma fotografia de videoclipe, que prendem o espectador, enquanto a trama demora a deslanchar – o que só acontece a partir do terceiro episódio, mas a partir daí é aceleração total. Vagamente baseada em uma história real (narrada no livro “L’intoccabile”, de Marisa Merico), a trama gira em torno da introvertida Alice (Arianna Becheroni, de “Meu Irmão Persegue Dinossauros”), que tem uma vida triste com sua mãe trabalhadora após o assassinato do pai. Mas um dia, um rosto familiar salta de um jornal: seu pai não está morto, como sua mãe a levou a acreditar todos esses anos. Para entender o que aconteceu, ela parte para Milão, onde é recebida pela Vovó Lina (Dora Romano, de “My Brilliant Friend”). Só que o sorriso afetuoso da velhinha esconde a chefa impiedosa da ‘Ndrangheta, a máfia calabresa, que revela que o pai da jovem, chamado de Santo, é um criminoso, escondido após se meter numa roubada. E apenas sua princesinha pode ajudá-lo. Assim começa a educação criminal da protagonista. Criada pelo cineasta Andrea Di Stefano (de “Escobar: Paraíso Perdido” e “O Informante”), a produção é uma carta de amor à década de 1980, que usa a iconografia da época para embalar uma história por vezes tão surreal que parece uma versão de “Alice no País das Maravilhas”: a história de Alice no País da Máfia.     | QUEM MATOU SARA | NETFLIX   Lançada em março de 2021, a criação de José Ignacio Valenzuela (“La Hija Prodiga”) foi renovada quase imediatamente, três dias após chegar em streaming, virando uma das séries em espanhol mais populares da Netflix. Ao longo de seus capítulos, a trama acompanhou a busca de um homem por Justiça, depois de 18 anos preso injustamente pelo assassinato da irmã. Ao ser libertado, Alex Guzmán (Manolo Cardona) decide se vingar da família Lazcano, que o culpou pelo crime, e descobrir quem realmente matou sua irmã Sara (Ximena Lamadrid). O que ele não imagina é que a busca por provas o levaria a se apaixonar por Elisa (Carolina Miranda), filha de seu principal suspeito, e perceber que os muitos segredos de Sara eram o maior obstáculo para chegar à verdade. E a verdade é um enorme spoiler, vislumbrado no trailer acima, que responde a pergunta do título com uma reviravolta. A 3ª e última temporada do suspense mexicano revela que… ninguém matou Sara! Ao descobrir a verdade chocante, o questionamento de Alex passa a ser: o que aconteceu com Sara.     | NOW AND THEN | APPLE TV+   Gravada em Miami e falada em espanhol e inglês, “Now and Then” explora as diferenças entre as aspirações juvenis e a realidade da vida adulta, inserindo esse choque de expectativas numa trama de suspense. Os personagens são um grupo de amigos universitários, que teve seu destino afetado para sempre após um final de semana, quando um deles foi morto. 20 anos depois, os cinco amigos remanescentes voltam a se juntar diante de uma ameaça que coloca em risco suas vidas aparentemente perfeitas. A narrativa se passa em dois tempos, mas apesar desse artifício não ser muito original – “Yellowjackets” faz sucesso com história muito parecida, com a diferença de ter canibais – , a produção chama atenção pelo elenco, que reúne vários astros de diferentes nacionalidades latinas: Marina de Tavira (“Roma”), Rosie Perez (“Aves de Rapina”), José María Yazpik (“Narcos: Mexico”), Maribel Verdú (“Branca de Neve”), Soledad Villamil (“O Segredo dos Seus Olhos”), Manolo Cardona (“Quem Matou Sara?”), Jorge López (“Elite”), Alicia Jaziz, Dario Yazbek Bernal (“A Casa das Flores”), Alicia Sanz (“El Cid”), Jack Duarte (“Rebelde”) e Miranda de la Serna (“Coração Errante”). A série foi desenvolvida por Ramón Campos, Gema R. Neira e Teresa Fernández-Valdés, equipe responsável pelas atrações espanholas “Alto Mar” e “As Telefonistas” na Netflix. E conta com direção e coprodução do israelense Gideon Raff (criador de “O Espião” e “Homeland”). Depois dos três primeiros episódios nesta semana, terá um capítulo novo todas as sextas-feiras.     | LAS BRAVAS FC | HBO MAX   A comédia esportiva mexicana segue em linhas gerais a premissa clássica de “Nós Somos os Campeões” (1992), do treinador frustrado e relutante de um time infantil sem talento, que após ser forçado a ajudar os jovens tem a vida mudada e encontra a redenção. A versão boleira dessa história acompanha Roberto (Mauricio Ochmann, de “Teste de Paternidade”), um famoso jogador de futebol que, ao sofrer uma lesão de fim de carreira, resolve retornar à sua pequena cidade natal. Mas em vez de ser recebido como ídolo, é tratado como um atleta arrogante que deu as costas ao país para jogar na Espanha. Para piorar, ele enfrenta problemas com a receita federal. Sua única saída é recorrer ao tio milionário, que lhe faz uma proposta: pagar suas dívidas, desde que treine o time de futebol local para levá-lo à primeira divisão. O detalhe, que ele só descobre no primeiro treino, é que o Las Bravas F.C. é um time de futebol feminino, formado por adolescentes. E elas são muito ruins de bola. Machista assumido, Roberto só não desiste porque descobre que uma das garotas é a filha que nunca conheceu. A partir daí, a comédia criada pelo humorista Flipy (“El Hormigueiro”) vira melodrama, acompanhando a evolução do time e do protagonista, como ambos se tornando melhores.     | LOVE, DEATH & ROBOTS | NETFLIX   Com formato de antologia sci-fi, a série animada é na verdade uma coleção de curtas, que reúne sob o mesmo título o talento de diferentes autores, alguns promissores e outros já premiados. Cada capítulo/curta apresenta um estilo de animação diferente, sempre com visual refinadíssimo – do mais estilizado ao fotorrealista – e geralmente ilustrando tramas adultas, com muito sangue, sexo, monstros, violência… e robôs. Desenvolvida pelos cineastas Tim Miller (“Deadpool”) e David Fincher (“Clube da Luta”), a produção já venceu cinco Emmys e quatro Annies.     | VAMPIRO NO JARDIM | NETFLIX   À primeira vista um anime gótico passado num futuro distópico, a atração revela-se, com a evolução dos episódios, um melodrama com sugestivo subtexto lésbico. A protagonista Momo faz parte de uma sociedade humana fechada que os vampiros não conseguiram destruir. Sua mãe é uma comandante de guerra num mundo extremamente deprimente, onde cada dia é uma luta pela sobrevivência. Mas enquanto os vampiros desejam destruir a humanidade devido à sua sede implacável de sangue, a futura rainha vampira Fine já amou uma humana. Quando as duas personagens se encontram, sentem uma conexão imediata e passam a imaginar um paraíso onde possam coexistir. O problema é que o relacionamento entre as duas mulheres é proibido por suas respectivas tribos, o que conduz a uma perseguição e repressão com o objetivo de torná-las exemplos. A metáfora é evidente, mas o fato de a...

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