Spin-off de The Middle pode ocupar lugar de Roseanne na TV americana
Com o cancelamento inesperado e súbito de “Roseanne”, a rede ABC ficou com um buraco em sua programação de outono (que começa em setembro nos Estados Unidos). Várias alternativas tem sido vislumbradas, desde o aproveitamento de algum piloto rejeitado (mas quase aprovado) da temporada atual até o adiantamento de alguma estreia prevista para a midseason. Mas a revista Variety surgiu com uma nova opção nesta quarta (30/5), igualmente inesperada e súbita, que pode se mostrar a melhor solução. A ABC estaria considerando produzir um spin-off de “The Middle”, uma de suas séries de família mais bem-sucedidas, que chegou ao fim na semana passada (em 22/5) após nove temporadas. O projeto teria foco em Sue, a filha atrapalhada do casal Frankie (Patricia Heaton) e Mike Heck (Neil Flynn) no mundo complexo da faculdade. Recentemente, uma série da ABC rendeu spin-off similar. “Black-ish” originou “Grown-ish”, acompanhando a filha do casal da série original na faculdade. Como “Grown-ish” está sendo exibida no canal pago adolescente Freeform, que pertence ao mesmo conglomerado, um novo spin-off não seria considerado uma repetição temática na grade da ABC. Caso o projeto saia do papel, seria estrelado pela atriz Eden Sher, intérprete de Sue Heck em “The Middle”, e deve começar a ser produzido ainda neste ano, o mais rapidamente possível. Desenvolvido pelos criadores de “The Middle”, Eileen Heisler e DeAnn Heline, a trama mostraria como a nerd zoada no colegial faria sua transição para a vida adulta entre as tribos universitárias. Vale lembrar que “The Middle” seguia um casal de classe média que passava por diversos perrengues financeiros para sustentar os três filhos: Brick, Sue e Axl. A trama não era muito diferente de “Roseanne”, sobre um casal da classe baixa dando duro para também sustentar os três filhos.
Oito Mulheres e um Segredo: Novo trailer apresenta a gangue de Sandra Bullock
A Warner divulgou um novo trailer de “Oito Mulheres e um Segredo”, a versão feminina de “Onze Homens e um Segredo” (2001). A prévia apresenta cada uma das oito mulheres do título, enquanto explica o plano de Sandra Bullock (“Gravidade”) para roubar joias no glamouroso baile de gala do Metropolitan Museum, em Nova York. O vídeo também situa o filme na franquia original, ao mencionar claramente, via exposição do comediante James Corden (“Caminhos da Floresta”), que a personagem de Sandra Bullock “é irmã de Danny Ocean”, o papel de George Clooney nos outros filmes. Explicação que inspira em Anne Hathaway (“Colossal”) uma cara de quem não entendeu a referência. Na trama, Debbie Ocean (Bullock) sai da prisão planejando o golpe do século no baile anual do Met Gala, recheado de estrelas de Hollywood e um colar extremamente precioso, que desfila no pescoço de Hathaway. É a deixa para reunir um supertime de ladras com Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”), Helena Bonham Carter (“Alice Através do Espelho”), Sarah Paulson (série “American Crime Story”), Mindy Kaling (série “The Mindy Project”), Awkwafina (“Vizinhos 2”) e a cantora Rihanna (“Battleship”). Com produção de Steven Soderbergh, que dirigiu a trilogia de “Onze Homens e um Segredo”, o filme tem roteiro e direção de Gary Ross (“Jogos Vorazes”) e previsão de estreia para 7 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Emilia Clarke diz que Ron Howard “salvou” Han Solo
Emilia Clarke assumiu sua felicidade pela substituição dos diretores demitidos de “Han Solo: Uma História Star Wars”, Phil Lord e Chris Miller, pelo cineasta Ron Howard. Em entrevista para a revista Vanity Fair, ela alega que o veterano diretor, vencedor do Oscar por “Uma Mente Brilhante” (2001), “salvou” a produção. “Salve Kathy [Kennedy] por contratar Ron.” Ela também inclui o que pode ser considerado uma crítica sutil aos ex-diretores: “Eu lutei muito com Qi’ra”, disse Clarke sobre sua personagem. “Eu reclamava, tipo: ‘Vocês todos precisam parar de me dizer que ela é ‘film noir’, porque isso não é uma explicação’.” Não é complicado presumir que “vocês todos” em questão são Lord e Miller. “Quando se trata dessa quantidade de dinheiro, você quase espera que isso aconteça”, acrescentou Clarke sobre a demissão da dupla na metade das filmagens. “O dinheiro ferra tudo, não é? Há muita pressão. Han Solo é um personagem muito amado. Este é um filme realmente importante para a franquia como um todo. É uma tonelada ferrada de dinheiro. Uma quantidade ferrada de gente. Uma tonelada ferrada de expectativas”, resumiu, com um vocabulário um pouco mais, digamos, explícito. “Han Solo: Uma História Star Wars” estreou na quinta-feira no Brasil, mas os primeiros resultados já apontam que seu lançamento mundial não repetirá as bilheterias dos filmes mais recentes da saga espacial.
Woody Harrelson confirma “pequena” participação em Venom
O ator Woody Harrelson (“Planeta dos Macacos: A Guerra”) confirmou parte das especulações sobre seu envolvimento no filme do personagem dos quadrinhos Venom. Em entrevista ao site Collider, ele confirmou que estará realmente no longa. Não só isso. Disse que a participação era pequena, mas deveria aumentar na continuação. “Estou em uma pequena fração do filme, mas estarei no próximo, sabe? Então ainda não li o roteiro [do próximo], apenas confiei na sorte”, disse o ator, que apesar disso elogia o roteiro do “primeiro” (e único se a bilheteria for baixa) filme. “Ruben Fleischer dirigiu ‘Zumbilândia’, isso foi uma parte determinante para eu decidir. E tem também Tom Hardy, que eu respeito e acho um grande ator. Então, isso e um roteiro maravilhoso me fizeram achar que eu deveria participar”, completou. Ele não contou qual é seu papel, mas os rumores mais antigos sugeriam que ele interpretaria o vilão Carnificina. O antagonista seria introduzido apenas na cena pós-creditos do filme. Mas não há confirmação oficial. “Venom” tem direção de Ruben Fleischer (“Zumbilândia”), é estrelado por Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”) no papel-principal e ainda traz em seu elenco Michelle Williams (“Todo o Dinheiro do Mundo”) e Riz Ahmed (“Rogue One: Uma História Star Wars”). A estreia está marcada para 4 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Han Solo mostra que “fan service” é pouco para sustentar um filme
Han Solo conhecendo Chewbacca? Confere. Han e Chewie entrando na Millennium Falcon pela primeira vez? Confere. A Millennium Falcon fazendo o Percurso de Kessel em menos de 12 parsecs? Tudo lá! Só faltou inspiração para o diretor Ron Howard e os roteiristas Lawrence e Jonathan Kasdan entregarem uma aventura empolgante e surpreendente em “Han Solo: Uma História Star Wars”. Afinal, era o que um dos personagens mais adorados da saga criada por George Lucas merecia. Mas esse filme de origem não combina com ele. Não se deve culpar Alden Ehrenreich, porque o garoto faz um trabalho competente emulando trejeitos e o espírito do contrabandista e mercenário eternizado por Harrison Ford. E não se limita a imitá-lo, esforçando-se para entregar sua própria versão de um jovem Han Solo anos antes de encontrar Luke Skywalker, Obi-wan Kenobi, C-3PO e R2-D2 numa certa cantina em Tatooine. Alden é um novo Han e consegue fazer o público aceitar o personagem numa versão diferente da eternizada por Harrison Ford. O processo é similar à aprovação de Roger Moore, Pierce Brosnan ou Daniel Craig num papel que nasceu e entrou para a história do cinema com Sean Connery. Enfim, mérito do ator. O problema de “Han Solo: Uma História Star Wars” é a impressão de que Lawrence Kasdan – autor dos textos de “O Império Contra-Ataca”, “O Retorno de Jedi” e “O Despertar da Força” – entrou nessa pela grana, quando ele mesmo demonstrou em entrevistas que estava de saco cheio de “Star Wars”. Teve a companhia do filho, Jonathan Kasdan, para escrever o filme. Mas, diante do resultado, fica clara a razão pela qual Phil Lord e Chris Miller, os diretores demitidos no meio das filmagens, entraram em colisão com o veterano roteirista e acabaram defenestrados pela Lucasfilm. Responsáveis por “Tá Chovendo Hambúrguer”, “Uma Aventura Lego” e a versão cinematográfica de “Anjos da Lei”, Lord e Miller nasceram da comédia. Lawrence Kasdan é bem mais sério e um talento consagrado de um cinema mais classudo, operístico. E isso não combina muito com o estilo de Han Solo, quando ele ainda não conheceu elementos dramáticos mais grandiosos, como o amor verdadeiro, a nobreza dos jedi, a mística em torno da Força e o sacrifício exigido por uma guerra. É provável que Lord e Miller tenham tentado quebrar o gelo e imprimir um tom menos sisudo. Isso não quer dizer que a intenção era avacalhar e deixar Solo com cara de bobo, afinal devem ser fãs de “Star Wars”, como todo diretor de sua geração. Mas, provavelmente, a dupla percebeu que o filme podia ser, no mínimo, mais divertido, e com isso mais eletrizante e, por que não, emocionante. Coisa que o substituto, Ron Howard, não fez. Porque o tom de “Han Solo” é frio, lento e, por vezes, sonolento. O filme, não o personagem. A verdade é que o protagonista passa a sensação de estar em outro filme. Assim como Donald Glover como o jovem Lando Calrissian, que honra o personagem interpretado por Billy Dee Williams na trilogia original, mas tem pouco tempo para fazer algo inesperado – embora isso seja exatamente que se espera de Donald Glover. Como sempre, Ron Howard entrega o que pediram. Respeitou 100% o Kasdan pai e a amiga e presidente da Lucasfilm, Kathleen Kennedy, que lhe confiou seu produto. Sim, essa é a palavra que define “Han Solo: Uma História Star Wars”: produto. Mas se Howard ficar para possíveis sequências, afinal Alden Ehrenreich assinou para três filmes, talvez tenha como pedir um texto mais leve e inspirado, para entregar finalmente um filme de verdade, porque é um cineasta que sabe como se faz. E uma nova abordagem é inevitável, pois Lawrence Kasdan admitiu que esta foi sua última contribuição para “Star Wars”. É aquela velha história: “Han Solo” reafirma que filme não se faz somente com fan service. É preciso paixão aliada à habilidade de se contar uma história que, aqui, foi concebida como uma lista de “eventos” que precisavam ser mostrados e ficou muito difícil para Howard sair disso. É um filme tão errado que nem mesmo há um vilão – o que não é uma regra, mas neste caso a trama precisava desesperadamente de um (mesmo que fosse um vilão patético). Assim como era necessário ver uma cena de ação decente, capaz de tirar a situação do marasmo. Elas existem, mas são modorrentas quando temos um protagonista aficcionado por velocidade numa década em que o cinema nos deu algo como “Mad Max: Estrada da Fúria”. Em vez disso, “Han Solo” tem muito falatório, flerta superficialmente com política e aposta tudo em referências da saga para os fãs mais ardorosos. A estranheza aumenta com relação à abordagem cinematográfica da produção. Desde que a Disney comprou a Lucasfilm, “Star Wars” explorou cenários e planos abertos, gigantescos, uma herança da câmera de Peter Jackson em “O Senhor dos Anéis”, que tem os filmes mais influentes do século e poucos notaram. É só reparar o olhar épico, que preenche toda a tela em “O Despertar da Força”, “Os Últimos Jedi” e até mesmo no problemático “Rogue One”. Mas isso não acontece com “Han Solo”. Como o filme é o mais caro de todos da saga, não se trata de restrição orçamentária, mas de opção assumida por planos mais fechados e cenas em ambientes internos. Talvez Howard quisesse homenagear a “simplicidade” que a produção do primeiro “Guerra nas Estrelas”, lançado em 1977, deve sugerir hoje em dia. Mas se o clássico de George Lucas é atemporal, “Han Solo” parece querer ser simplesmente antigo. Com tantos senões, é bom deixar claro que “Han Solo” não é ruim como outros lançamentos da saga espacial. Não há momentos constrangedores de envergonhar os fãs, como Anakin Skywalker (Hayden Christensen) se equilibrando num boi e dando frutinha na boca de Padmé (Natalie Portman), em “Ataque dos Clones”, ou Jar Jar Binks fazendo palhaçadas em “A Ameaça Fantasma”. Mas também não há uma cena que empolgue, embora haja uma surpresa no finalzinho, que parece deslocada neste ponto da saga, a ponto de parecer plantada para uma continuação – e, com isso, afetar não só o futuro da série, mas também seu passado. A curiosidade despertada por esta aparição inesperada é o que “Han Solo” deveria ter provocado no restante do filme. Surpresa, emoção, ansiedade. Infelizmente, o filme se contenta em ser a versão de cinema da wikipedia do protagonista. O encontro com Chewie, o jogo com Lando, a Millennium Falcon, etc. Mas precisava MESMO explicar o sobrenome do personagem?
Diretor de Logan filmará “uma história de Star Wars” de Boba Fett
O diretor James Mangold, responsável por “Logan”, vai comandar o próximo spin-off da franquia “Star Wars”, que será focado em Boba Fett, o caçador de recompensas espacial. Embora a Lucasfilm e a Disney não tenham feito um anúncio oficial, fontes da revista The Hollywood Reporter informaram que o diretor co-escreverá o roteiro com Simon Kinberg, que também produzirá o longa. Os dois já trabalharam juntos em “Logan”, filme de super-herói produzido pelo primeiro, que rendeu a Mangold uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado – dividida com Michael Green e Scott Frank. Boba Fett foi apresentado em “O Império Contra-Ataca”, de 1980, e rapidamente se tornou um personagem querido pelos fãs, apesar do papel relativamente pequeno e da qualificação como um dos vilões da trama. Na trilogia que serviu de prólogo para a saga, George Lucas mostrou a origem do caçador de recompensas, dando ainda mais destaque para ele. Mas as principais histórias do personagem foram originadas no chamado “universo expandido”, publicadas em livros e quadrinhos que não são oficialmente reconhecidos como integrantes do cânone oficial. Além desse projeto, a Lucasfilm estaria desenvolvendo spin-offs centrados em outros personagens, como Obi-Wan Kenobi. Stephen Daldry (“Trash: A Esperança Vem do Lixo”) é quem estaria em negociações para dirigir o longa do mentor de Luke Skywalker.
Liam Neeson será o novo chefe dos Homens de Preto no cinema
O ator Liam Neeson (“Busca Implacável”) vai trocar seus thrillers violentos habituais pela comédia de ação como o chefe da divisão britânica dos Homens de Preto, no spin-off da franquia, também conhecida como “MIB” (abreviatura de Men in Black, homens de preto em inglês). A produção vai trazer Chris Hemsworth e Tessa Thompson, que trabalharam juntos em “Thor: Ragnarok”, como uma nova dupla de Homens de Preto, sob direção de F. Gary Gray (“Velozes e Furiosos 8”). O filme não contará com a participação dos atores Will Smith e Tommy Lee Jones, que estrelaram os três longas anteriores, focando-se em outra divisão da organização secreta dedicada a policiar e acobertar a presença de alienígenas na Terra. A ideia é relançar os “Homens de Preto” sem reinventar a franquia, do mesmo modo como “Jurassic World” fez com “Jurassic Park”. O roteiro aprovado pela Sony foi escrito por Matt Holloway e Art Marcum, que assinaram juntos “Homem de Ferro” (2008) e “Transformers: O Último Cavaleiro” (2017). Apesar de ainda não ter título oficial, o spin-off de “Homens de Preto” já tem data de estreia: 14 de junho de 2019.
Vídeo de bastidores revela grandiosidade da produção do filme de Han Solo
A Disney divulgou um novo vídeo legendado de “Han Solo: Uma História Star Wars”, que desvenda os bastidores da produção em toda a sua grandiosidade, flagrando filmagens e trazendo comentários não apenas do diretor e do elenco, mas da equipe técnica. Entre outras coisas, o vídeo revela que “Han Solo” é o filme com mais figurinos diferentes de toda a saga “Star Wars”, além de contar com cenários e naves realistas, e menos efeitos computadorizados do que se imagina. Totalmente diferente das produções da saga “Star Wars”, a trama de “Han Solo” é um prólogo que antecede a rebelião, portanto é o primeiro filme da franquia a mostrar como era a vida há muito tempo, numa galáxia distante, sob o domínio do Império. A prévia também enfatiza o design ambicioso – e sombrio – de diferentes planetas, alienígenas, robôs e naves. “Han Solo: Uma História Star Wars” tem roteiro do veterano Lawrence Kasdan (“O Império Contra-Ataca”) e de seu filho Jon Kasdan (“A Primeira Vez”), e Ron Howard assina a direção final, após a demissão da dupla Christopher Miller e Phil Lord (“Anjos da Lei”) pela Lucasfilm, no meio das filmagens. A estreia está marcada para quinta, dia 24 de maio, no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Showrunner de NCIS: New Orleans é demitido após denúncias de má-conduta
O produtor Brad Kern foi demitido do posto de showrunner da série “NCIS: New Orleans”. Segundo a revista Variety, a dispensa foi consequência de acusações de má-conduta feitas contra o produtor por sua própria equipe desde 2016, que a CBS tentou abafar, até não conseguir mais contornar os protestos dos funcionários. Acusado de misoginia, preconceito, assédio sexual e violência psicológica pela equipe, ele será substituído por Christopher Silber, que já era produtor-roteirista da série. Apesar disso, a punição não é tão grave quando parece, já que Kern permanecerá como um consultor de “NCIS: New Orleans”, recentemente renovada para sua 5ª temporada. O produtor foi investigado duas vezes pela emissora CBS, após reclamações de hostilidade no ambiente de trabalho. E, em dezembro, a emissora anunciou que havia tomado medidas em relação ao seu comportamento e que, desde então, não tinha recebido novas reclamações. Oficialmente, pode ser o caso, mas a mídia registrou o descontentamento e, passados cinco meses, uma decisão mais drástica precisou ser tomada. Isto porque, segundo apurou a Variety, a falta de punição teria incentivado Kern a se comportar ainda pior. Diante disso, alguns funcionários pediram demissão, outros ameaçaram dar mais detalhes do comportamento do produtor em público. Duas investigações chegaram a ser conduzidas pelo departamento de recursos humanos da produtora CBS Television Studios sobre o comportamento de Kern tão logo ele assumiu a série, em 2016. A primeira não deu em nada. A segunda o obrigou a frequentar um treinamento de sensibilidade por seis meses, mas não o afastou do trabalho nem sequer durante este período. O caso foi tratado internamente e abafado, como assumiu a CBS em seu comunicado de dezembro, quando a situação chegou à imprensa. “Nós estávamos cientes dessas alegações quando aconteceram em 2016, e as levamos muito a sério”, disse a empresa em um comunicado. “Ambas as queixas foram respondidas imediatamente com investigações e medidas disciplinares subseqüentes. Enquanto não fomos capazes de corroborar todas as alegações, tomamos essa ação para contornar o comportamento e o estilo de gerenciamento, e não recebemos mais reclamações desde que isso foi implementado”. Apesar do teor da nota, o comportamento de Kern não se alterou, segundo sete pessoas ouvidas pela Variety, que pediram para não serem identificadas. “Ele discrimina as mulheres, as mães que trabalham e qualquer uma que ele não possa controlar”, disse uma fonte. O fato de ter sido chamado pelo RH virou até piada, afirmam. “Ele começou a dizer: ‘Eu não posso tocar em você, porque o RH me colocou uma coleira de choque’. Era hilário para ele. Esse foi o único resultado da investigação do RH”, afirma um funcionário que pediu demissão. A maioria dos ouvidos pela publicação informam que Kern “duplicou” suas observações questionáveis e comportamentos de assédio. “Ele foi encorajado”, destacou uma fonte. Kern teria o costume de fazer comentários de natureza sexual para as mulheres de sua equipe, dar-lhes massagens sem perguntar e também humilhá-las com frases pejorativas. Além disso, de acordo com múltiplas fontes, ele gosta de imitar de forma exagerada e ofensiva como falam os atores negros da série. Ele também vetou um casal interracial na atração, porque “não via como uma mulher branca poderia ser casada com um negro”. São muitas acusações. As mais graves afirmam que ele retalhou e demitiu impunemente a roteirista que fez uma das queixas contra ele, além de ter decidido afastar uma das atrizes do elenco porque não a achava “f*dível”. A atriz em questão era Zoe McLellan, que foi procurada pela Variety e preferiu não comentar. As fontes ressaltaram que o ambiente de trabalho na série é o pior possível. E que não adianta reclamar, porque o RH do CBS Television Studios não faz nada. A saída foi vir à público, o que tornou a pressão tão grande que Kern acabou caindo. Para cima. Virou consultor. Uma vitória que não pode ser festejada, já que demonstra que o movimento #MeToo não parece ter sensibilizado algumas hierarquias. Brad Kern é um produtor veterano da TV americana, com passagens por séries como “Remington Steele” (1982-1987), que lançou a carreira de Pierce Brosnan, e “Charmed” (1998-2006), estrelada por duas atrizes que tiveram destaque no movimento de denúncias de assédio em Hollywood, Rose McGowan e Alyssa Milano. E as histórias de bastidores sobre o que ele fazia na época de “Charmed” são de arrepiar, desde comentários explícitos na reunião dos roteiristas sobre as fotos da atriz Shannen Doherty na Playboy, sugestões para as roteiristas escreverem seus textos peladas, até a forma como se referia ao elenco da atração como “cadelas” e fazia pedidos para ser alertado quando “atrizes quentes” fossem fazer testes para participar de algum episódio. Nos EUA, as séries da franquia “NCIS” estão entre as mais vistas de toda a programação da TV aberta. Em sua 4ª temporada, o spin-off passado em New Orleans foi visto por mais de 8 milhões de telespectadores todas as semanas.
Spin-off de Pretty Little Liars ganha fotos e o primeiro trailer
O canal pago Freeform divulgou duas imagens e o primeiro trailer de “Pretty Little Liars: The Perfectionists”, título oficial do novo spin-off de “Pretty Little Liars”. A prévia enfatiza a participação de Sasha Pieterse e Janel Parrish, intérpretes de Alison DiLaurentis e Mona Vanderwaal, enquanto introduz rapidamente os novos personagens e o mistério da atração, que novamente girará em torno de um “quem matou?”. O projeto foi desenvolvido por I. Marlene King, criadora de “Pretty Little Liars”, e tem inspiração em outro livro de Sara Shepard, autora de “Maldosas – Pretty Little Liars”, que foi adaptada na série original. Trata-se de “As Perfeccionistas”, que ganhará mudanças para integrar Alison e Mona na trama, já que o livro não tem relação com as personagens de “Pretty Little Liars”. A história se passa em outra cidadezinha fictícia, Beacon Heights, em Washington, onde cinco amigas frequentam o último ano do ensino médio. Enquanto planejam seu futuro e lidam com suas próprias questões pessoais e familiares, elas descobrem que não precisam ser boas para serem perfeitas, além de perceber que odeiam o mesmo garoto, o rico e convencido Nolan. Mas quando Nolan aparece morto, exatamente do jeito que brincaram que aconteceria, elas precisarão provar que não são culpadas, enquanto suas vidas – e segredos – desmoronam ao seu redor. Uma das fotos abaixo apresenta Sofia Carson (a Evie de “Descendentes”) como Ava, Sydney Park (Cyndie em “The Walking Dead”) como Caitlin e o novato Eli Brown como Dylan. Pelo que indica a prévia, Alison e Mona entram nesta história como professoras. Só não está claro o que isso significa para o final feliz de Alison e Emily (Shay Mitchell) na série original, sem esquecer das bebês gêmeas! Vale lembrar que “Pretty Little Liars” já teve um spin-off, mas não deu muito certo. Em 2013, King lançou “Ravenswood”, que era focada em Caleb (Tyler Blackburn) e suas conexões sobrenaturais com a cidade fictícia de Ravenswood. A série teve apenas 10 episódios e Caleb acabou voltando para Rosewood, a cidade onde se passava “Pretty Little Liars”. Maior sucesso do antigo canal ABC Family, que virou o Freeform em 2016, “Pretty Little Liars” foi encerrada há um ano, em junho de 2017, após sete temporadas.
Saiba quais spin-offs e remakes de atrações famosas foram rejeitados e não vão virar séries em 2018
“Wayward Sisters”, spin-off de “Supernatural”, não foi o único projeto tido como certeiro que acabou recusado para a temporada de outono na TV aberta dos Estados Unidos. Outras atrações derivadas de franquias conhecidas e com elencos e produtores famosos ficaram pelo caminho, decepcionando não apenas os envolvidos em seus pilotos, mas a expectativa dos fãs. Ao todo, os pilotos rejeitados incluem três remakes e três spin-offs, totalizando seis desdobramentos de franquias reprovados. Destes, os spin-offs são os que possuem mais chances de reviver em outro canal ou em outra data. Confira abaixo os cinco projetos inesperadamente recusados pelas redes de TV americanas na temporada de pilotos de 2018. Clique nos títulos de cada atração para saber mais detalhes sobre seus desenvolvimentos. “Cagney & Lacey” Remake de uma das séries mais bem-sucedidas dos anos 1980, que durou sete temporadas, entre 1981 e 1988, sobre o trabalho e a amizade de duas detetives da polícia de Nova York. Desenvolvido por Bridget Carpenter (criadora da minissérie “11.22.63”), o piloto contava com Sarah Drew (recém-saída de “Grey’s Anatomy”) como Cagney e Michelle Hurd (da série “Blindspot”) como Lacey, numa revisão racial da trama original. Além delas, o ator Ving Rhames (da franquia “Missão Impossível”) integrava o elenco, como o chefe da delegacia de polícia de Los Angeles – numa mudança também de locação. Na hora de definir sua programação, a rede CBS preferiu aprovar apenas o remake de “Magnum”. Caso prosseguisse com “Cagney & Lacey”, poderia virar um canal de nostalgia, acrescentando mais um remake à exibição de “Hawaii 5-0”, “MacGyver” e o anunciado “Magnum P.I.”. “Greatest American Hero” Remake da série de comédia dos anos 1980 exibida no Brasil como “Super-Herói Americano”. A série original foi criada por Stephen J. Cannell (“Anjos da Lei”, “Esquadrão Classe A”) e durou três temporadas, entre 1981 e 1983, acompanhando um professor (William Katt) que encontrava uma roupa que lhe dava superpoderes. O problema é que ele perdia o manual de uso, tendo que aprender suas novas habilidades por meio de tentativa e erro. A atualização previa não apenas uma mudança racial, mas também de sexo. Desenvolvido por Rachna Fruchbom (roteirista-produtora de “Fresh Off the Boat”), o piloto girava em torno de Meera, uma mulher de 30 anos que ama tequila e karaokê, e cuja falta de responsabilidade sempre causou grande desgosto em sua família tradicional indiana. Hannah Simone (a Cece da série “New Girl”) tinha o papel principal. “Get Christie Love” Remake da atração homônima de 1974, batizada de “Anjo Negro” no Brasil. A versão original foi a primeira série dramática protagonizada por uma atriz negra (Teresa Graves) na TV americana, inspirada pelas heroínas valentonas dos filmes de blaxploitation. O piloto foi desenvolvido por Courtney Kemp Agboh, criadora da série “Power”, maior sucesso do canal pago Starz, e em vez de uma policial infiltrada, Christie Love seria uma agente da CIA altamente treinada e mestre de disfarces. A atriz Kylie Bunbury (séries “Under the Dome” e “Pitch”) viveria o papel principal e a produção estava a cargo da One Race Television, produtora do ator Vin Diesel (da franquia “Velozes e Furiosos”), em parceria com a Universal e a Lionsgate Television. Apesar disso, foi recusada pela rede ABC. “L.A.’s Finest” Spin-off da franquia cinematográfica “Bad Boys”, que rendeu dois filmes estrelados por Will Smith e Martin Lawrence há mais de 15 anos. O projeto era centrado na personagem Syd Burnett, irmã do detetive Marcus Burnett (Martin Lawrence), introduzida em “Bad Boys 2” (2003). A série estava sendo desenvolvido pelos roteiristas Brandon Margolis e Brandon Sonnier (ambos da série “The Blacklist”) e mostraria o trabalho de Syd para o Departamento de Combate ao Tráfico de Drogas. Ela voltaria a ser interpretada pela mesma atriz, Gabrielle Union. E, replicando a dinâmica do filme, teria uma parceira feminina, papel que marcaria o retorno de Jessica Alba (“Sin City”, “Machete”) para a TV, 16 anos após o final da série sci-fi “Dark Angel” (2000–2002). A produção estava a cargo de Jerry Bruckheimer (da franquia “CSI”), que produziu os filmes. E, segundo o site The Hollywood Reporter, só não virou série devido a impasses na negociação entre a Sony TV e a rede NBC. Ou seja, não houve rejeição do piloto e sim dos custos. Por conta disso, a Sony pretende levar o projeto para outros interessados, e ainda é possível que vire série. “Gone Baby Gone” Spin-off do filme homônimo, o primeiro dirigido pelo ator Ben Affleck, lançado em 2007 no Brasil com o título “Medo da Verdade”. A cargo de Robert Levine, co-criador de “Black Sails”, o piloto se concentrava nos personagens do livro de Dennis Lehane em que o filme original foi baseado, os detetives particulares Patrick Kenzie e Angela Gennaro. Na sinopse, eles eram descritos como uma dupla armada com inteligência, conhecimento de rua e uma química inegável para tentar corrigir os erros da lei no bairro pobre de Dorchester, na cidade de Boston. Joseph Morgan (Klaus em “The Originals”) e Payton List (atualmente na série “Colony”) interpretariam os protagonistas, que no cinema foram vividos por Casey Affleck e Michelle Monagham. O elenco do piloto também incluía a veterana Christine Lahti (série “The Blacklist”) como a mãe de Angela, e a canadense-brasileira Laysa Oliveira (“Lea to the Rescue”) como a namorada de Patrick, uma médica de pronto socorro. O projeto era o primeiro piloto desenvolvido pela Miramax, empresa que foi fundada em 1979 por Bob e Harvey Weinstein, mas que atualmente pertence ao BEIN Media Group. Mas a Fox não aprovou o resultado. “Wayward Sisters” Spin-off com as personagens femininas de “Supernatural”, cuja premissa foi apresentada num episódio da atual temporada da série original. O projeto estava sendo desenvolvido por Robert Berens e Andrew Dabb, ambos roteiristas de “Supernatural”, e seria centrado na xerife Jody Mills (Kim Rhodes) e nas adolescentes problemáticas que ela adotou: Claire Novak (Kathryn Newton), filha do receptáculo humano de Castiel (Misha Collins), Alex Jones (Katherine Ramdeen), jovem raptada por vampiros, a médium Patience Turner (Clark Backo) e possivelmente Kaia (Yadira Guevara-Prip, da série “Mad Dogs”), que pode se projetar astralmente em outras dimensões. Sob o treinamento e proteção das xerifes Jody Mills e sua amiga Donna Hanscum (Briana Buckmaster), as jovens formariam uma equipe de caçadoras de monstros, num contraponto feminino à série original – sobre dois irmãos, Sam (Jared Padalecki) e Dean (Jensen Ackles), originalmente treinados por um pai caçador. Mas a rede CW preferiu aprovar o spin-off de “The Originals”, intitulado “Legacies”, em vez deste. Como as personagens continuarão em “Supernatural”, sempre é possível retomar o projeto numa próxima temporada.
Presidente da CW assume que spin-off de Supernatural perdeu disputa para spin-off de The Originals
Uma das maiores surpresas negativas dos Upfronts 2018 foi a decisão da rede The CW de não dar prosseguimento a “Wayward Sisters”, spin-off de “Supernatural” centrado nas personagens femininas da série e bastante aguardado pelos fãs. Em sua apresentação da programação da rede para o outono norte-americano, o presidente da CW, Mark Pedowitz, assumiu que a decisão foi tomada para exibir apenas um spin-off, e que “Wayward Sisters” perdeu para “Legacies”, spin-off de “The Originals”. “Tivemos um ótimo material neste ano”, disse Pedowitz no evento realizado na quinta-feira (17/5). “Estamos muito empolgados com as cinco séries que pegamos. Somos grandes fãs dos personagens e das mulheres que interpretaram esses personagens [em ‘Wayward’], mas não achamos que a série estava onde queríamos criativamente. Nós sentimos que tínhamos uma chance melhor com ‘Legacies’.” A premissa de “Wayward Sisters” tinha sido apresentada num episódio da atual temporada de “Supernatural”, que conseguiu boa repercussão em termos de audiência e nas redes sociais. O spin-off estava sendo desenvolvido por Robert Berens e Andrew Dabb, ambos roteiristas de “Supernatural”, e seria centrado na xerife Jody Mills (Kim Rhodes) e nas adolescentes problemáticas que ela adotou: Claire Novak (Kathryn Newton), filha do receptáculo humano de Castiel (Misha Collins), Alex Jones (Katherine Ramdeen), jovem raptada por vampiros, a médium Patience Turner (Clark Backo) e possivelmente Kaia (Yadira Guevara-Prip, da série “Mad Dogs”), que pode se projetar astralmente em outras dimensões. Sob o treinamento e proteção das xerifes Jody Mills e sua amiga Donna Hanscum (Briana Buckmaster), as jovens formariam uma equipe de caçadoras de monstros, num contraponto feminino à série original – sobre dois irmãos, Sam (Jared Padalecki) e Dean (Jensen Ackles), originalmente treinados por um pai caçador. Em entrevistas durante o Upfront, o elenco masculino de “Supernatural” afirmou que as personagens femininas não serão esquecidas e aparecerão em novas histórias dentro da série. Paralelamente, uma campanha foi iniciada no site Change.org para que o spin-off se torne realidade. A esperança é que Pedowitz possa reconsiderar o projeto, quem sabe na próxima temporada, quando não haverá disputa com outro spin-off.
Legacies: Spin-off de The Originals ganha primeiros banners e sinopse estendida
A rede The CW divulgou os banners e uma sinopse estendida de “Legacies”, spin-off da série “The Originals”. As artes confirmam que a atração será centrada na versão adolescente de Hope Mikaelson, introduzida na atual, 5ª e última temporada de “The Originals”, e em Alaric Saltzman, personagem de “The Vampire Diaries”, unindo os universos das duas séries. A sinopse oficial diz: “Na última década, os heróis e vilões icônicos de ‘The Vampire Diaries’ e ‘The Originals’ cativaram o público em todo o mundo. Eles deixaram um legado duradouro de amor e família em seu rastro, que continua em ‘Legacies’, um novo drama emocionante que conta a história da próxima geração de seres sobrenaturais na Escola Salvatore para Jovens Superdotados. É aqui que a filha de Klaus Mikaelson, Hope Mikaelson, de 17 anos, os gêmeos de Alaric Saltzman, Lizzie e Josie Saltzman, e outros jovens adultos – incluindo o descendente de político MG e o misterioso Landon Kirby – amadurecem da maneira mais anticonvencional possível, formados para serem as melhores versões de si mesmos… apesar de seus piores impulsos. Essas jovens bruxas, vampiros e lobisomens se tornarão os heróis que eles querem ser – ou os vilões que nasceram para ser? Enquanto lutam para proteger seu segredo, sua cidade de Mystic Falls e, eventualmente, o mundo, eles terão que confiar no folclore antigo e nos contos para aprender a lutar contra seus inimigos de longo alcance”. Além dos intérpretes de Hope e Alaric, o elenco inclui Kaylee Bryant (“Santa Clarita Diet”) e Jenny Boyd (“A Jornada dos Vikings”) como as irmãs Saltzman, além de Aria Shahghasemi (“No Alternative”) e Quincy Fouse (“The Goldbergs”). Criada por Julie Plec, responsável pelo universo vampírico inaugurado em “The Vampire Diaries”, “Legacies” vai estrear já no outono, entre setembro e novembro nos Estados Unidos, logo em seguida ao final de “The Originals”, previsto para agosto.












