Cancelamentos de Inhumans e Ten Days in the Valley são oficializados
A rede ABC oficializou os cancelamentos das séries “Inhumans” e “Ten Days in the Valley”. Ambas já eram tratadas como canceladas em decorrência de baixas audiências, críticas negativas e falta de novidades sobre seus futuros, apesar das temporadas inaugurais terem ido ao ar no ano passado. Baseada nos quadrinhos dos Inumanos, “Inhumans” foi o primeiro grande fracasso da Marvel, encerrada com público de 1,9 milhão e 0,4 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Alardeada como uma superprodução, a primeira série a estrear no cinema com projeção grandiosa no circuito Imax, tornou-se uma frustração de tamanho colossal, com a escalação de um diretor especialista em continuações de filmes trash para o projeto. Não por acaso, foi considerada a pior atração televisiva de 2017, com apenas 10% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Com isso, a Marvel queimou a franquia, que a certa altura esteve cotada para chegar aos cinemas com Vin Diesel no papel principal – como o herói mudo Raio Negro. Por sua vez, “Ten Days in the Valley” foi a primeira série virtualmente cancelada da temporada passada. Devido à falta de interesse do público, o programa passou a ser exibido com episódios duplos aos sábados, dia em que tradicionalmente não há séries na TV aberta americana. e durante o período de fim de ano, quando as demais séries estavam em pausa. A audiência, que já era baixa, chegou a 1,3 milhão e 0,2 ponto. Criada por Tassie Cameron (que criou a bem-sucedida série canadense “Rookie Blue”), a série misturava suspense e trama novelesca, e marcava a volta de Kyra Sedgwick à TV após cinco anos. A atriz, que estrelou a série policial “The Closer” por sete temporadas, vivia uma mãe solteira e produtora de televisão, que passa por um divórcio turbulento. Quando sua filha desaparece, seu mundo – e a controversa série policial que ela produz – implode.
The Crossing, Deception, Kevin (Probably) Saves the World e Alex, Inc são canceladas na 1ª temporada
A rede ABC cancelou quatro séries recém-lançadas. Os dramas “The Crossing” e “Deception” e as comédias “Kevin (Probably) Saves the World” e “Alex, Inc” não voltarão para uma 2ª temporada. Ainda em exibição, “The Crossing” e “Deception” até tiveram boas estreias, entre as melhores da ABC em três anos. A primeira abriu 5,4 milhões de telespectadores ao vivo e 1,0 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes) no começo de abril, mas a trama repleta de clichês do gênero sci-fi não segurou o público, que caiu para 3,6 milhões e 0,5 ponto. Criada por Dan Dworkin e Jay Beattie (da série “Scream”), “The Crossing” trazia Steve Zahn (série “Treme”) como o xerife de uma cidadezinha que tem que lidar com a chegada de refugiados em sua praia. De forma misteriosa, eles aparecem sem barco e dizendo fugir de uma guerra devastadora. O detalhe é que a guerra só vai acontecer no futuro. Para completar, alguns deles começam a demonstrar superpoderes. “Deception” tinha mais público, mas experimentou uma queda maior, de 5,9 milhões de telespectadores ao vivo e 1,2 ponto na demo para 3,9 milhões e 0,7 ponto. A trama girava em torno de um mágico famoso, chamado Cameron Black, que decide ajudar o FBI a resolver um mistério e logo passa a solucionar um caso por semana, usando os truques e segredos de sua profissão como guia para a resolução de crimes impossíveis. Criada por Chris Fedak (criador de “Chuck”), a ideia remete a “Truque de Mestre” (2013), além de evocar a interação volátil entre um leigo presunçoso e uma policial/agente federal sexy, que é o lugar-comum de “The Mentalist” (2008-2015), “Castle” (2009–2016), “Limitless” (2015–2016), “Rosewood” (2015-2017), “Lucifer” (2015-) e inúmeras outras séries de procedimento. O mágico é vivido por Jack Cutmore-Scott (“Kingsman: Serviço Secreto”) e a agente sexy por Ilfenesh Hadera (“Baywatch”). Já as comédias nunca flertaram com a possibilidade de renovação. Estrelada por Jason Ritter (série “Parenthood”), “Kevin (Probably) Saves the World” começou com 4,2 milhões telespectadores e 1 ponto, desabando episódio a episódio, até terminar em março com 2,5 milhões e 0,7 – a pior audiência dentre as séries de comédia do canal. Na trama, Kevin era um divorciado fracassado que passa a ser assediado por uma mulher que só ele vê. Dizendo ser do céu, ela afirma que ele foi escolhido para salvar o mundo. Mas, para cumprir seu destino, precisará melhorar de atitude e de vida. Curiosamente, a premissa foi concebida por Tara Butters e Michele Fazekas, que já tinham produzido uma narrativa inversa, sobre um cara comum aliciado pelo diabo na divertida – e cultuada – série “Reaper” (2007–2009). Por fim, “Alex, Inc” estreou em março com 4,6 milhões de telespectadores e 1,12 ponto, mas seu episódio mais recente foi visto por 3 milhões e registrou 0,7 na demo. A série marcou a volta de Zach Braff à televisão, sete anos após o final de “Scrubs”. E era basicamente uma extensão das ideias de “Lições em Família” (2014), a comédia indie em que o diretor-roteirista-ator interpretava um sonhador em crise, forçado a reexaminar sua vida e carreira, tendo mulher e filhos para sustentar. Apesar dessa semelhança, não foi o ator quem criou a premissa, mas o roteirista Matt Tarses (criador de “Mad Love”). Os dois tinham trabalho juntos em “Scrubs”.
Rede ABC renova cinco séries de comédia
A rede ABC anunciou a renovação de cinco séries de comédia sobre famílias modernas: “Black-ish”, “Fresh Off the Boat”, “Speechless”, “American Housewife” e “Splitting Up Together”. Elas se juntam a “Modern Family”, que chegará à sua 10ª e possivelmente última temporada no canal. O quarteto renovado tem famílias de várias configurações, inclusive de pais separados, caso de “Splitting Up Together”, a caçula da turma. Lançada em março deste ano, a série marca a volta de Jenna Fischer aos sitcoms, após marcar época como a recepcionista Pam, de “The Office”. Na trama, ela e o marido (Oliver Hudson, de “Rules of Engagement”) resolvem se separar, mas sem se separar de verdade, já que também decidem continuar a morar juntos, para acomodar suas finanças e a criação dos filhos. Após seis episódios, a atração desenvolvida por Emily Kapnek (criadora de “Suburgatory”) foi aprovada com uma média de 4,4 milhões de telespectadores e 1,3 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Já “Speechless” e “American Housewife” vão chegar aos seus terceiros anos, após desempenhos similares – respectivamente: 4,3 milhões e 1,1 ponto, e 4,5 milhões e 1,2 ponto. Criada por Scott Silveri (criador de “Joey”, “Perfect Couples” e “Go On”), “Speachless” tem o diferencial de lidar com a família de um adolescente cadeirante. A atração é estrelada por Minnie Driver (“Dou-lhes Um Ano”) como Maya, uma mãe apaixonada por seu marido e os três filhos pré-adolescentes, um deles com necessidades especiais. O elenco também inclui Cedric Yarbrough (“Meu Nome é Taylor, Drillbit Taylor”) como o cuidador do menino, cuja presença na trama evoca imediatamente o filme francês “Intocáveis” (2011). “American Housewife” é uma criação de Sarah Dunn (roteirista da clássica “Spin City”) e gira em torno da mãe vivida por Katy Mixon (série “Mike & Molly”). Sua personagem é Katie, que também é mãe de três crianças complicadas e sofre com seu temperamento forte, enquanto tenta criar sua família normal de classe média em uma cidade rica, repleta de esposas perfeitas e filhos ideais. Única série sobre família asiática na TV americana – e a primeira com protagonistas asiáticos da TV aberta desde 1994 – , “Fresh off the Boat” vai chegar a sua 5ª temporada com a menor audiência da turma – 3,8 milhões de telespectadores e 1 ponto na demo. Criada por Nahnatchka Khan (série “Apartment 23”), a trama é inspirada no livro de memórias do chef Eddie Huang e investe no tom nostálgico, ao estilo de “Todo Mundo Odeia o Cris”, “Os Goldbergs” e “Anos Incríveis”. Passada nos anos 1990, conta como a família taiwanesa do menino Eddie se adapta ao choque cultural de morar em Orlando, na Flórida. O elenco é encabeçado por Randall Park (que estará em “Homem Formiga e a Vespa”) e Constance Wu (que estará em “Podres de Ricos”), e a produção conta com o cineasta Jake Kasdan (do fenômeno “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”). “Black-ish” também chega na 5ª temporada, mas em meio a muitas tensões nos bastidores. Seu criador, Kenya Barris (autor dos roteiros de “Viagem das Garotas” e do novo “Shaft”), estaria ensaiando trocar a TV pelo streaming, após ter se desentendido publicamente com o canal. No mês passado, a ABC vetou a exibição de um episódio politicamente temático do “Black-ish”, citando “diferenças criativas” com Barris. “Dadas as nossas diferenças criativas, nem ABC nem eu estávamos felizes com a direção do episódio e concordamos em não colocá-lo no ar”, Barris disse na época. Além disso, a rede não tem apostado em novas criações do roteirista, tendo recusado “Libby e Malcolm”, série política que seria estrelada por Felicity Huffman e Courtney B. Vance, “Unit Zero”, que mostraria Toni Collette na CIA, além de uma comédia com Alec Baldwin, que implodiu após o ator desistir do projeto. Assistida por 4,2 milhões de telespectadores ao vivo, com 1,1 ponto na demo, “Black-ish” já foi mais popular, mas, em compensação, rende frutos para o ABC Studios, como o spin-off “Grown-ish”, exibido no canal pago Freeform – do mesmo conglomerado. A série tem seis indicações ao Emmy e Tracee Ellis Ross venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz, por sua performance como a mãe sofredora da família Johnson.
How to Get Away With Murder terá 5ª temporada
A rede ABC anunciou a renovação da série “How to Get Away With Murder”, estrelada por Viola Davis (vencedora do Oscar por “Um Limite entre Nós”), para sua 5ª temporada. A série tinha encerrado sua 4ª temporada em março com uma média de 3,6 milhões telespectadores e 0,9 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. A trama dos novos episódios irá abordar o mistério introduzido na season finale, quando um estudante chamado Gabriel Maddox deu a entender, em sua chegada, que é filho de um personagem do elenco central. “How to Get Away With Murder” é exibida no Brasil pelo canal pago Sony
Limpa de séries: Quantico, Designated Survivor, Taken e The Brave são canceladas
As redes americanas ABC e NBC promoveram uma limpa em suas séries de ação. Cada canal cancelou um par de séries do gênero. Os cortes mais sentidos aconteceram na ABC, responsável por tirar do ar duas atrações anteriormente badaladas, que se perderam pelo caminho ao passar por reinvenções. Mais longeva das séries, “Quantico” vai acabar em sua 3ª temporada. A decisão foi tomada após a exibição de apenas três episódios do atual arco narrativo, que confirmaram o desgaste, com 2,2 milhões de telespectadores e 0,5 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Vale lembrar que “Quantico” teve 4,3 milhões de telespectadores e 1,24 pontos na temporada inaugural. Contribuíram para esta queda três anos com elencos e missões diferentes, sem falar que a trama já não tinha nada a ver com o título da produção – o centro de treinamento de agentes do FBI de Quantico só apareceu nos primeiros episódios. O fim de “Designated Survivor” acontece com a conclusão da 2ª temporada, após atingir seu pior público: 3,2 milhões na quarta-passada (9/5). A série, que traz Keifer Sutherland (“24 Horas”) como presidente dos EUA, caiu de 5,8 milhões de telespectadores em seu primeiro ano para uma média 3,9 milhões e 0,72 ponto. Os produtores tentaram reverter a tendência com mudanças no elenco – entraram Kim Raver (também de “24 Horas”) e até Michael J. Fox (o eterno Marty McFly de “De Volta ao Futuro”). Mas não teve jeito. A trama criada por David Guggenheim, roteirista do filme de ação “Protegendo o Inimigo” (2011), despede-se do público na próxima quarta (16/5). Na NBC, os cortes causaram menos abalo por atingirem “Taken”, que nunca decolou, e a estreante “Valor”. Inspirada na franquia “Busca Frenética”, “Taken” era uma espécie de prólogo dos filmes estrelados por Liam Neeson, mas com muita liberdade criativa. Apesar de acompanhar a juventude do agente Bryan Mills, a trama era ambientada nos dias atuais e não nos anos 1970, como seria o caso se a idade do ator original fosse levada em conta. A atração já era considerada virtualmente cancelada, ao voltar irreconhecível após intervenção do canal, que reagiu à aprovação de apenas 32% de seu primeiro ano no site Rotten Tomatoes. Ela só chegou na 2ª temporada devido ao interesse internacional. Por se basear numa franquia conhecida, atraiu interesse de muitos mercados estrangeiros, tornando-se lucrativa para o estúdio NBCUniversal, parceiro da EuropaCorp (estúdio do filme) na produção. Mas o público do canal não aprovou as mudanças a rodo. Diante de uma sintonia de 2,7 milhões ao vivo e 0,4 ponto na demo, a NBC optou por tirar a série do ar após a exibição de 11 episódios de sua 2ª temporada. Os capítulos que restam serão despejados nos sábados, dia em que não há outras séries no ar, durante o verão americano. Já o cancelamento de “The Brave” reflete a saturação do gênero das séries de ação militar na atual safra da TV aberta dos Estados Unidos. Após o sucesso de “Six” na TV paga, as redes americanas lançaram nada menos que três atrações similares, centradas em missões perigosas realizadas por equipes de elite das forças armadas do país. “The Brave” é a segunda cancelada, após “Valor” na rede CW. Em compensação, “SEAL Team” foi renovada na rede CBS. Criada por Dean Georgaris (roteirista de “Lara Croft: Tomb Raider – A Origem da Vida”), “The Brave” destacava em seu elenco Mike Vogel (série “Under the Dome”) e Anne Heche (série “Aftermath”), e tinha o maior público entre todas as séries canceladas desta leva: 4,6 milhões ao vivo e 0,9 ponto. O último episódio foi exibido em janeiro. No Brasil, “Quantico” e “The Brave” são exibidas pelo canal pago AXN, “Designated Survivor” pela Netflix e “Taken” pela Amazon Prime.
The Expanse é cancelada na 3ª temporada
O canal pago SyFy cancelou a série “The Expanse”. A 3ª temporada, que ainda está em sua reta inicial na TV americana, será a última da produção, considerada a mais cara do SyFy, graças a efeitos visuais cinematográficos. Mas “The Expanse” não era apenas visualmente deslumbrante. Seu universo, com inúmeros personagens e diferentes alianças, foi construído de forma paciente e complexa, como apenas a literatura costuma realizar – por isso, era considerada um “Game of Thrones” espacial. Não por acaso, a atração era baseada numa franquia literária: “Leviathan Wakes”, escrita por James S.A. Corey. E embora os episódios atuais pareçam apontar para a resolução da trama, eles adaptam apenas o segundo volume de um total de seis livros. Logicamente, havia planos para continuar a série. Tanto que os diretores da produtora Alcon Entertainment anunciaram que pretendem buscar um novo canal/plataforma para a produção. A série é distribuída internacionalmente pela Netflix. “Estamos muito desapontados que a série não vá voltar para o Syfy”, disseram Andrew Kosove e Broderick Johnson em comunicado. “Respeitamos a decisão do Syfy de terminar esta parceria, mas dado o sucesso crítico e comercial da série, planejamos buscar outras oportunidades para essa incrível e original criação”. Desenvolvida pela dupla Mark Fergus e Hawk Ostby (roteiristas de “Homem de Ferro”), a série se passa 200 anos no futuro, quando a Terra vive uma crise política com suas colônias em Marte e o cinturão de asteroides. A situação é agravada pelo ataque a uma nave espacial terrestre, falsamente creditado à Marte, e por um teste com arma biológica num asteroide habitado, ecoando uma conspiração interplanetária que pretende conduzir a uma guerra entre mundos. O elenco multinacional é encabeçado por Steven Strait (série “Magic City”), Shohreh Aghdashloo (“Star Trek: Sem Fronteiras”), Wes Chatham (“Jogos Vorazes – A Esperança – Parte 1”), Cas Anvar (série “Olympus”), Dominique Tipper (“Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras”), Jared Harris (série “Mad Men”), Frankie Adams (do vindouro “Máquinas Mortais”) e Chad Coleman (série “The Walking Dead”). Além deles, a 3ª temporada ainda acrescentou a Elizabeth Mitchell (das séries “Lost” e “Revolution”). Pelos custos elevados, “The Expanse” foi concebida como uma série limitada de 10 episódios. Mas o sucesso obtido, especialmente entre a crítica, animou o Syfy a investir na sua continuação. A série foi cancelada ao atingir seu melhor momento. A 3ª temporada de “The Expanse” está com 100% de aprovação da crítica, na média do site Rotten Tomatoes. Entretanto, vinha registrando baixa audiência, com 570 mil telespectadores por episódio e média de 0,18 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Segundo o site Deadline, a decisão de cancelar a série não foi unânime. Mas o SyFy preferiu apostar em outro grande investimento com trama espacial para a próxima temporada: “Nightflyers”, baseada na obra do escritor George R.R. Martin (autor que inspirou “Game of Thrones”).
Série baseada no terror O Exorcista é oficialmente cancelada
A Fox oficializou o cancelamento da série “The Exorcist”, que era sua série de menor audiência. Criada por Jeremy Slater (roteirista de “Quarteto Fantástico”) e produzida por Rupert Wyatt (diretor de “Planeta dos Macacos: A Origem”), “The Exorcist” era inspirada no clássico de terror “O Exorcista” (1973) e acompanhava casos de possessão demoníaca enfrentados pelos padres Tomas Ortega (Alfonso Herrera) e Marcus Keane (Ben Daniels). A atração tinha média de 1,3 milhão de telespectadores e registrava apenas 0,4 na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Por isso, nem com reza brava havia chances de a série retornar para uma 3ª temporada. Muitos acreditavam que a 2ª temporada já tinha sido um ato de intervenção divina. Mas a verdade é que a série era muito boa, possivelmente a melhor produção com tema de terror da atualidade na TV norte-americana, e ficou ainda mais assustadora em seus episódios finais. Longe de representar perda de tempo para quem vinha acompanhando, as duas temporadas contaram histórias completas e de qualidade superior a muitos filmes de terror disponíveis em streaming. Infelizmente, a palavra da crítica, que deu 100% de aprovação ao segundo ano, não foi acreditada pelo público televisivo.
Lucifer é cancelada na 3ª temporada, deixando a série sem final
A Fox cancelou a série “Lucifer”, que assim encerra sua produção na 3ª temporada. A informação foi adiantada pelo protagonista da série, o ator Tom Ellis, em uma mensagem compartilhada no Twitter. “Foi a experiência mais incrível interpretar Lucifer e me apaixonar por vocês, os fãs, nos últimos três anos”, escreveu o ator. “Me enche de tristeza confirmar os rumores sobre os quais alguns de vocês estavam perguntando. A Fox realmente cancelou Lucifer. Sinto muito, pessoal”. A mensagem levou os fãs da série ao desespero, já dando indícios de que não faltarão campanhas para sua continuação em outro canal – ou melhor, plataforma de streaming, para onde as esperanças estão voltadas. A série chega ao fim com uma média de 3,2 milhões de telespectadores e 0,8 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. O último episódio vai ao ar na próxima quarta-feira (16/5) nos Estados Unidos. Mas, embora conclua as jornadas de alguns personagens, não foi concebido para encerrar a série e frustrará os fãs. O produtor executivo Joe Henderson revelou que o final será “um cliffhanger enorme”. A ideia era convencer a Fox a renovar a série pelo menos para concluir a história, mas a estratégia se voltou contra eles. “Sinto muito”, escreveu Henderson pelo Twitter, pedindo desculpas pela falta de conclusão da trama. No Brasil, “Lucifer” é exibida com bastante atraso pelo canal pago Universal. Assim, a notícia chega junto da realização de um evento do canal na Av. Paulista para divulgar a série, previsto para domingo (13/5). #badtiming. It has been the most amazing experience over the past 3 years playing Lucifer and falling in love with you, the fans. It fills me with great sadness to confirm the rumours that some of you have been asking. Fox has indeed cancelled #lucifer I’m so sorry guys. #gutted — tom ellis (@tomellis17) 11 de maio de 2018 We created a season finale with a huge cliffhanger so that there was no way Fox could cancel us. Instead, we're going to frustrate the hell out of you fans. I'm so sorry for that. #Lucifer — Joe Henderson (@Henderson_Joe) May 11, 2018
Atriz de Haters Back Off terá papel importante na 3ª temporada de Strangers Things
A atriz Francesca Reale (a Emily da série “Haters Back Off”) terá um papel importante da 3ª temporada de “Strangers Things”. Ela foi anunciada como Heather, uma salva-vidas popular na piscina comunitária de Hawkins, que se torna a peça central de um mistério sombrio. A nova temporada vai se passar um ano após os eventos dos últimos episódios e introduzirá novas forças do mal, mas os detalhes da trama estão sendo mantidos em sigilo. As gravações já começaram, mas ainda não há previsão para a estreia dos próximos capítulos.
Selena Gomez lança clipe de música inédita da trilha de 13 Reasons Why
A cantora Selena Gomez lançou uma nova canção emocional, “Back To You”, que fará parte da trilha da 2ª temporada de “13 Reasons Why”. A música ganhou clipe oficial e um lyric video, que combina a letra com cenas da atração. Para quem não sabe, Selena Gomez é uma das produtoras da série. A junção de imagens de Clay (Dylan Minnette) e Hannah (Katherine Langford), porém, não evita que os fãs de Selena relacionem a letra sobre iô-iô romântico ao relacionamento da cantora com Justin Bieber. Além dos dois vídeo de Selena, a Netflix divulgou seu próprio “clipe” com um trecho da canção para revelar que lançará o segundo volume da trilha da série no dia 18, mesmo dia da estreia da 2ª temporada na plataforma. Assim como o disco da 1ª temporada – que também tinha música exclusiva de Selena Gomez – , o lançamento chegará às lojas via gravadora Interscope Records. Outras faixas confirmadas incluem OneRepublic featuring Logic (“Start Again”), Billie Eilish featuring Khalid (“lovely”), YUNGBLUD featuring Charlotte Lawrence (“Falling Skies”), Lord Huron featuring Phoebe Bridgers (uma nova versão de “The Night We Met”) e Colouring (“Time”). E, como seu predecessor, o disco também trará clássicos dos anos 1980 – New Order, Echo & The Bunnymen, Orchestral Manoeuvres In The Dark, Tears For Fears e Siouxsie and the Banshees. A trilha vai chegar nas lojas – digitais e físicas – no mesmo dia da estreia da 2ª temporada: na próxima sexta-feira, dia 18 de maio.
Séries Brooklyn Nine-Nine, The Last Man on Earth e The Mick são canceladas
A Fox anunciou o cancelamento de três séries de comédias de sua programação: “Brooklyn Nine-Nine”, “The Last Man on Earth” e “The Mick” não voltarão para novas temporadas. Infelizmente, seus produtores não puderam se programar para encerrar suas tramas numa temporada abreviada, uma vantagem conquistada por “New Girl”, que exibirá seu último episódio na próxima terça-feira (15/5). “Brooklyn Nine-Nine” foi o cancelamento mais sentido, porque era a produção mais premiada do canal, com dois Globos de Ouro (Melhor Série de Comédia e Ator para Andy Samberg) e um Critics Choice (Melhor Ator Coadjuvante para Andre Braugher). Uma hashtag com o nome da série virou trending topics no Twitter, com fãs lamentando a decisão da emissora. Entretanto, a audiência vinha em queda livre – de 2,1 milhões de telespectadores ao vivo em 2017 para 1,7 milhão e 0,7 ponto na demo em sua 5ª e agora última temporada. Só não era a pior audiência do canal, porque a Fox também produziu o terror “The Exorcist”. Os números baixos também assombraram “The Last Man on Earth”, apesar de queda menos acentuada – dos mesmos 2,1 milhões para 1,9 milhões e 0,7 ponto na 4ª e derradeira temporada. Novata da turma, “The Mick” acabou com o mesmo desempenho: 2,1 milhões ao vivo e 0,7 ponto em sua 2ª temporada. Assim, do total de sete séries de comédia exibidas na última temporada, a Fox só decidiu continuar com uma: a estreante “The Orville” – que tem média de 4,3 milhões de telespectadores. Vale lembrar que o canal ainda não definiu o destino das também estreantes “Ghosted” e “L.A. to Vegas”.
Série musical Star é renovada para a 3ª temporada
A rede americana Fox anunciou a renovação da série “Star” para sua 3ª temporada. Criada pelo cineasta Lee Daniels, a série integra um universo dramático musical com “Empire”. Sem repetir o fenômeno de “Empire”, a série musical sobre um trio vocal feminino manteve em sua 2ª temporada quase a mesma média da estreia, com 4,1 milhões de telespectadores ao vivo. Esta estabilidade se deve à decisão estratégica de realizar um crossover com “Empire” logo no começo da temporada. Quando somadas as audiências de todas as plataforma, a série atinge 7,5 milhões de telespectadores. O trio central de protagonistas é formado por Jude Demorest (série “Dallas”), intérprete de Star, a personagem-título, Ryan Destiny (série “Low Winter Sun”) e Brittany O’Grady (série “The Messengers”). Mas são os coadjuvantes que se destacam, com Benjamin Bratt (série “Law & Order”), Tyrese Gibson (“Velozes e Furiosos 7”), a top model Naomi Campbell (“Zoolander”) e os cantores Lenny Kravitz (“Jogos Vorazes”), Queen Latifah (“Bessie”) e Gladys Knight, que faz participação especial como ela mesma. Assim como nas primeiras temporadas, a 3ª também também deverá ter 13 episódios.
The Rookie: Nova série estrelada por Nathan Fillion ganha primeiro comercial
A rede ABC divulgou a primeira foto oficial do protagonista e o primeiro comercial de “The Rookie”, série que traz o ator Nathan Fillion de volta à emissora americana, após oito temporadas de “Castle” (2009-2016). A prévia não reflete a expectativa por uma nova trama de processo policial com leve toque do humor. Ao contrário, assumem um tom sério, com direito a bullying contra o protagonista, chamado de “crise ambulante de meia idade” por seu superior. Na nova série, Fillion vai interpretar John Nolan, o novato mais velho da Delegacia de Polícia de Los Angeles. Numa idade em que outros atingem o auge das carreiras, ele resolveu recomeçar sua vida, deixando para trás a pequena cidade em que vivia para realizar seu sonho de ser um policial em Los Angeles. Agora, cercado por novatos de 20 anos, Nolan deve lidar com um mundo imprevisível, perigoso, mas também divertido, ao virar um policial novato com 48 anos. O elenco da atração também inclui Melissa O’Neil (série “Dark Matter”), Afton Williamson (série “The Night Of”), Richard T. Jones (série “Santa Clarita Diet”), Eric Winter (série “Secrets and Lies”), Titus Makin Jr. (série “The Path”), Alyssa Diaz (série “Zoo”) e Mercedes Mason (série “Fear the Walking Dead”). A série é uma criação de Alexi Hawley, que foi roteirista-produtor, justamente, de “Castle”. Ainda não há previsão de estreia, embora ela seja esperada para a temporada de outono (entre setembro e novembro) nos Estados Unidos.












