Ray Donovan: Cancelamento na 7ª temporada deixa série sem fim
O canal pago americano Showtime decidiu cancelar a série “Ray Donovan” no final da sua 7ª temporada. “Após sete temporadas incríveis, ‘Ray Donovan’ concluiu sua exibição no Showtime”, disse o canal em um comunicado divulgado nesta terça-feira (4/20. “Estamos orgulhosos de que a série tenha terminado em meio a uma audiência tão forte e com uma nota tão poderosa. Nossos agradecimentos mais profundos aos atores Liev Schreiber, Jon Voight, ao showrunner David Hollander e todo o elenco e equipe, do passado e do presente, por seu trabalho dedicado”. O cancelamento significa que a série ficou sem final. O último episódio, exibido em 19 de janeiro, acabou num cliffhanger e deixou o destino de vários personagens em aberto. Por conta disso, centenas de fãs já estão protestando contra o canal nas redes sociais. “Foi um grande f***-se para os fãs”, resumiu no Twitter Steven Weintraub, editor do Collider, sobre a decisão. Liev Schreiber, que interpreta o personagem-título, e Eddie Marsan, seu irmão mais velho na série, já demonstravam desconfiar desse destino ao convocarem os fãs, ao final da temporada, a pressionarem por um final junto à Showtime. “A história não foi completada, a última página não foi escrita. Se vocês querem outra temporada de ‘Ray Donovan’, deixem a Showtime saber. O que quer que aconteça, foi uma honra participar da série”, escreveu Marzan em 22 de janeiro. “A verdade é que a decisão está nas mãos do canal”, ponderou Schreiber, mais pessimista, na mesma ocasião. O cancelamento de “Ray Donovan” se junta ao recente final de “The Affair” e às despedidas de “Homeland” e “Shameless”, que terão desfechos apropriados ao longo de 2020. O fato é que estas “aposentadorias” decretam o fim de uma era no canal pago americano. Graças aos cortes, “Billions”, que vai para a 5ª temporada, tornou-se a atração mais longeva ainda em exibição no Showtime. E não há notícias de encomenda de novos hits, à exceção do spin-off de “Penny Dreadful”, para substituir as grandes perdas citadas.
Chris Pratt vai voltar a estrelar uma série
Cinco anos depois de sair da sitcom “Parks and Recreation” para um bem-sucedida carreira no cinema, Chris Pratt vai voltar para o universo das séries. O astro da franquia “Guardiões da Galáxia” vai estrelar e produzir o thriller “The Terminal List”, nova série criada por David DiGilio (criador de “Traveler” e produtor-roteirista de “Strange Angel”), que tem sua história baseada no livro de mesmo nome de Jack Carr. Na trama, Pratt vai interpretar Reece, um Navy SEAL que volta para casa após uma missão traumatizante, em que seu pelotão foi surpreendido por uma emboscada inimiga. Conforme tenta se readaptar a uma vida normal, ele percebe que suas memórias sobre o incidente são conflituosas, e começa a buscar evidências de uma suposta conspiração do governo que possa estar tentando incriminá-lo. O projeto ainda marca um reencontro entre Pratt e o diretor Antoine Fuqua, após trabalharem juntos em “Sete Homens e um Destino” (2016). Fuqua é coprodutor da série e vai assinar a direção do episódio piloto. A dupla se juntou à produtora MRC Television para oferecer a série ao mercado, visando o lançamento de várias temporadas. Por conta disso, ainda não há canal ou plataforma atrelados ao projeto, muito menos previsão de estreia.
Spinning Out é cancelada pela Netflix
Mais uma série foi cancelada pela Netflix. “Spinning Out” não terá 2ª temporada. A decisão se tornou pública um mês após o lançamento dos 10 episódios inaugurais – e finais – da série, que chegaram à plataforma em 1 de janeiro. A série trazia a atriz inglesa Kaya Scodelario (“Maze Runner”, “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”), que é filha de brasileira, como uma atleta no competitivo mundo da patinação no gelo. Prestes a desistir do esporte após uma desastrosa queda, que fez com que perdesse uma competição importante, ela decide passar para a categoria de duplas, com um patinador “bad boy” que não consegue arranjar um par. O elenco ainda destacava January Jones (“Mad Men”) como a mãe da protagonista, Willow Shields (“Jogos Vorazes”) como sua irmã e Evan Roderick (“Arrow”) como o “bad boy” da patinação. “Spinning Out” foi criada por Samantha Stratton (“The Arrangement”), que teve carreira como patinadora, em coprodução com Lara Olsen (“A Bela e a Fera”). Vale destacar, ainda, que a série ganhou uma das “traduções” mais bizarras da seleção de bizarrices da Netflix Brasil. “Spinning Out” foi lançada no Brasil com o título “nacional” de “Spin Out”! É sério. Será que foi cancelada porque pesquisas de “Spinning Out” resultavam em série inexistente? Não deve ser possível.
I Am Not Okay with This: Série teen com astros de It – A Coisa ganha primeiro teaser
A Netflix divulgou o primeiro teaser de “I Am Not Okay with This”, série teen estrelada por Sophia Lillis e Wyatt Oleff (a Beverly e o Stanley de “It: A Coisa”). A prévia mostra justamente um encontro constrangedor dos dois a caminho da escola. De quebra, revela como os dois atores adolescentes mudaram fisicamente em três anos, mas mantém os mesmos cortes de cabelo. A série adapta os quadrinhos homônimos de Charles Forsman (autor de “The End of the F***ing World”), que giram em torno de Sydney (a personagem de Lillis), uma garota que está tentando passar pelo ensino médio enquanto lida com as complexidades de sua família, suas dúvidas sobre sexualidade e misteriosos superpoderes que começa a desenvolver. A adaptação tem roteiros de Christy Hall e direção de Jonathan Entwistle, justamente a dupla responsável pela versão live-action de “The End of the F***ing World”. O elenco ainda inclui os jovens atores Sofia Bryant (“The Good Wife”), Kathleen Rose Perkins (“You’re the Worst”), Aidan Wijtak-Hissong (“Falling Water”) e Richard Ellis (“Veronica Mars”). Com oito episódios de meia hora em sua 1ª temporada, “I Am Not Okay with This” chega na plataforma de streaming em 26 de fevereiro.
Marvel revela primeiras cenas de Falcão e o Soldado Invernal, WandaVision e Loki
A Marvel surpreendeu o público com as primeiras imagens de suas séries exclusivas da plataforma Disney+ (Disney Plus), apresentadas sem aviso durante o intervalo do Super Bowl (final do campeonato de futebol americano), espaço publicitário mais valorizado da TV dos EUA. O comercial com cenas inéditas de “Falcon and the Winter Soldier” (Falcão e o Soldado Invernal), “WandaVison” e “Loki” foi imediatamente disponibilizado na internet e pode ser conferido abaixo. Na prévia, é possível ver Sam/Falcão (Anthony Mackie) treinando com o escudo do Capitão América, o novo visual de cabelos curtos de Bucky/Soldado Universal (Sebastian Stan), o vilão Barão Zemo (Daniel Brühl), o Agente Americano (Wyatt Russell) em evento patriótico, a metamorfose ambulante criada por Wanda/Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) para sua vida “doméstica” ao lado do androide Visão (Paul Bettany) e Loki (Tom Hiddleston) prometendo incendiar tudo. Sem dúvida, a maior revelação do vídeo diz respeito ao tom de “WandaVison”, que vai alternar radicalmente de estilo entre os episódios, indo do sitcom clássico em preto e branco à comédia teen dos anos 1990, sem esquecer de evocar as produções de super-heróis mais recentes – Wanda aparece, finalmente, com seu traje clássico de Feiticeira Escarlate. Vale considerar que a série “Supernatural” já usou o recurso de mostrar os personagens presos num universo televisivo, em que cada sequência vinha de um programa diferente. A trama de “Falcão e o Soldado Invernal” está a cargo do roteirista Malcolm Spellman (da série “Empire”) e a direção é assinada por Kari Skogland, diretora premiada de episódios de “The Handmaid’s Tale”, “The Walking Dead” e “The Americans”. “WandaVision” é escrita por Jac Schaeffer (do vindouro filme da “Viúva Negra”) e dirigida por Matt Shakman (de “Game of Thrones”). E “Loki” tem roteiros de Michael Waldon (“Rick & Morty”) e direção de Kate Herron (“Sex Education”). As duas primeiras séries devem estrear ainda em 2020, enquanto “Loki” está prevista para 2021.
Todxs Nós: Nova série brasileira da HBO ganha primeiro teaser
A HBO divulgou o primeiro teaser de “Todxs Nós”, nova série brasileira, que apresenta o trio de protagonistas dançando de forma descontraída. Criada pelos cineastas Vera Egito (“Amores Urbanos”), Heitor Dhalia (“Tungstênio”) e Daniel Ribeiro (“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”), a série abordará, ao longo de oito episódios de 30 minutos, a temática LGBTQIA+ e questões como racismo e assédio. O elenco é encabeçado por Clara Gallo (“Mãe Só Há Uma”), Kelner Macêdo (“Corpo Elétrico”) e Julianna Gerais (do vindouro “Selvagem”). Clara vive Rafa, jovem de 18 anos, pansexual e não-binário que decide deixar a família no interior de São Paulo e mudar-se para a casa de seu primo, Vini (Kelner Macêdo), na capital. Vini, que já divide o espaço com Maia (Julianna Gerais), fica surpreso ao descobrir que Rafa se identifica com o pronome neutro e não com o gênero feminino ou masculino. Realizada com investimentos próprios da HBO Latin America, a série tem estreia marcada para 22 de março.
The Plot Against America: Trailer legendado imagina EUA presididos por nazista em 1940
A HBO divulgou o primeiro trailer legendado de “The Plot Against America”, minissérie sobre História alternativa, estrelada por Morgan Spector (“The Mist”), Winona Ryder (“Stranger Things”), John Turturro (“Transformers”) e Zoe Kazan (“Doentes de Amor”). A produção adapta o livro homônimo de 2004 do renomado autor Philip Roth (“Pastoral Americana”), lançado no Brasil como “Complô Contra a América”, e imagina o que aconteceria se o aviador Charles Lindbergh tivesse se candidatado a presidente e vencido Franklin D. Roosevelt em 1940. Considerado um herói nacional após realizar a primeira travessia aérea do Atlântico, Lindbergh simpatizava com a filosofia nazista, manifestando-se contra a miscigenação racial e a “predominância” dos judeus nos EUA, além de ser contra a participação do país na 2ª Guerra Mundial. A narrativa acompanha uma família judia de classe média, que mora em Nova Jersey, enquanto acontecem as eleições presidenciais. Ryder interpreta Evelyn, que não pode aproveitar sua juventude porque estava cuidando de sua mãe, gravemente doente. Quando um apoiador de Lindbergh se apaixona por ela, Evelyn fica dividida entre sua herança cultural e este novo amor. Tururro vive o apaixonado Lionel Bengelsdorf, que apesar de ser rabino apoia Lindbergh. Zoe Kazan (“Doentes de Amor”) vive a irmã mais nova de Evelyn, uma dona de casa dedicada que vê seu mundo desmoronar com as tensões criadas pelo novo presidente. Morgan Spector (“Homeland”) interpreta seu marido, que sente na própria pele como o preconceito contra os judeus começa a crescer, sob a sombra do nazismo. A minissérie é criação do premiado roteirista-produtor David Simon (criador de “A Escuta/The Wire” e “The Deuce”) em parceria com o ator-produtor-roteirista-diretor Edward Burns (criador de “Public Morals”). A estreia está marcada para 16 de março.
Flipped: Nova série de comédia com Will Forte e Kaitlin Olson ganha primeiro trailer
A plataforma de streaming Quibi divulgou o trailer de sua primeira série de comédia, “Flipped”. E é hilário. A prévia resume a premissa, que mistura gângsteres e reality show de renovação de interiores. A série traz Will Forte (“The Last Man on Earth”) e Kaitlin Olson (“It’s Always Sunny in Philadelphia”) como um casal que entra num concurso para apresentar um programa televisivo de renovação de interiores, e ao invadir uma casa abandonada para gravar seu piloto, descobrem uma fortuna de traficantes nas paredes da residência. Com o dinheiro, resolvem contratar uma equipe profissional para fazer o trabalho para eles, ganhando o programa de TV. Mas o gângster dono da bolada logo aparece para cobrar a dívida. Eles terão que pagar cada centavo… reformando casas de todo o cartel. É que o traficante adorou o que o casal fez em seu antigo esconderijo e os coloca sob “contrato” privado. Os criadores da série, Steve Mallory (“A Chefa”) e o estreante Damon Jones, inspiraram-se no casal de apresentadores do programa americano “Fixer Upper” para conceber “Flipped”, que também traz em seu elenco os atores Andy Garcia (“Doze Homens e um Segredo”) e Eva Longoria (“Desperate Housewives”). A série estará disponível junto com o lançamento da Quibi, em abril. O detalhe é que todas as produção desse serviço tem episódios de curta duração, com 10 minutos ou menos, na contramão das longas maratonas da Netflix. A aposta é no baixo nível de atenção e foco de quem navega por celular, tanto que o conteúdo será disponibilizado via aplicativo, exclusivamente para aparelhos móveis. Saiba mais sobre a Quibi aqui.
O Fugitivo: Nova versão da série clássica ganha trailer com Boyd Holbrook e Kiefer Sutherland
A plataforma de streaming Quibi divulgou o primeiro trailer da nova versão de “O Fugitivo” (The Fugitive), série clássica dos anos 1960 que também rendeu um filme premiado em 1993. O novo fugitivo do título é interpretado por Boyd Holbrook (“O Predador”), ex-presidiário acusado de um crime que não cometeu, que passa a ser perseguido pelo detetive vivido por Kiefer Sutherland (“24 Horas”) – situação vivida por Harrison Ford e Tommy Lee Jones no cinema. Como mostra a prévia, a trama básica será atualizada com a paranoia terrorista dos dias atuais. E também com uma boa dose de fake news. A sinopse divulgada diz que, quando uma bomba explode no metrô de Los Angeles, tuítes sugerem que o personagem de Holbrook foi o responsável pelo atentado. Acusado injustamente – e muito publicamente -, ele deve provar sua inocência descobrindo o verdadeiro criminoso, antes que o lendário policial que lidera a investigação possa prendê-lo. O reboot foi criado por Nick Santora (criador de “Scorpion”) e a direção estará a cargo do cineasta Stephen Hopkins (“Raça”). A série estará disponível junto com o lançamento da Quibi, em abril. O detalhe é que todas as produção desse serviço tem episódios de curta duração, com 10 minutos ou menos, na contramão das longas maratonas da Netflix. A aposta é no baixo nível de atenção e foco de quem navega por celular, tanto que o conteúdo será disponibilizado via aplicativo, exclusivamente para aparelhos móveis. Saiba mais sobre a Quibi aqui.
Soundtrack: Criador de série cancelada critica divulgação inexistente da Netflix
Inconformado com o cancelamento de “Sountrack” poucas semanas após seu lançamento, o criador e produtor executivo da série, Joshua Safran (criador de “Quantico ), desabafou suas frustrações com a Netflix nas redes sociais, reclamando da falta de atenção recebida pela atração. “E se você fizesse uma série e ninguém soubesse?”, ele escreveu, para introduzir o problema de divulgação que enfrentou. Dizendo que ele e a equipe “trabalharam incansavelmente” em “Soundtrack”, sentindo “que tínhamos feito algo único, novo, diferente e ótimo”, ele apontou que a série não teve repercussão alguma. “Ela simplesmente desapareceu. Quase não rendeu críticas. Pessoalmente, sinto que nem sequer estreou”. Safran reparou que, mesmo assim, “a série encontrou fãs. E normalmente eles indagavam: ‘Como é que ninguém conhece essa série?’, o que só aumentava nossa dor”. Apesar do cancelamento, ele ainda incentivou quem não viu a série a conhecê-la, porque os episódios não terminam em gancho para algo que nunca virá. “Embora tenha uma única temporada, ‘Sountrack’ tem começo e fim, e encerra sua jornada. É realmente como aquele termo temido: um filme de 10 horas de duração. E eu espero que você consiga vê-lo algum dia.” O desabafo de Safran revela que não é apenas dinheiro que a Netflix está queimando com sua atual prática de lançar séries sem divulgação em sua plataforma. A empresa também está comprando brigas com criadores de conteúdo e sinalizando para o mercado que trata sua programação com desaso. O romance passado em meio à indústria musical e estrelado por Callie Hernandez (“La La Land”), Paul James (“Greek”), Jenna Dewan (“Ela Dança, Eu Danço”) e Madeline Stowe (série “Revenge”) foi cancelado sem jamais ter rendido trailer para o mercado brasileiro. E, poucos dias depois, a mesma prática foi ensaiada com a série nacional “Onisciente”, gerando polêmica nas redes sociais. De modo significativo, o próximo trabalho de Safran será numa concorrente da Netflix, a vindoura plataforma HBO Max. Ele é cocriador e showrunner do revival de “Gossip Girl” para o serviço de streaming da WarnerMedia, que será inaugurado em maio nos EUA. Some thoughts on today. pic.twitter.com/wbFKpx90tg — Joshua Safran (@Anthologist) February 1, 2020
Gwyneth Paltrow é acusada de promover charlatanismo em série sobre saúde da Netflix
A atriz Gwyneth Paltrow (“Vingadores: Ultimato”) está às voltas com uma nova polêmica envolvendo seu negócio como empresária-celebridade. A série da Netflix em que divulga sua grife de produtos femininos e dá dicas para mulheres foi considerada um “risco considerável à saúde” por Simon Stevens, diretor-executivo do respeitado Serviço Público de Saúde Britânico (NHS, na sigla em inglês). Durante um evento acadêmico realizado na quinta (30/1) em Oxford, Stevens condenou os “produtos duvidosos de bem-estar e tratamentos suspeitos” oferecidos pela Goop, empresa de Paltrow, que são abordados na série de streaming “The Goop Lab”, apresentada pela atriz. Para ele, a série serve apenas para espalhar “mitos” e “desinformação”. A crítica contundente levou a Netflix a divulgar uma nota, em que afirma que o programa foi “criado para entreter e não para fornecer orientações médicas”. “The Goop Lab”, que estreou em 24 de janeiro, testa a suposta eficácia de terapias alternativas para doenças físicas e mentais — e é gravada na sede da Goop. Uma porta-voz da empresa também disse que eles são “transparentes ao abordar tópicos que podem não ter respaldo científico ou estar em estágios iniciais de avaliação”. Ao longo da série de seis capítulos, Paltrow se cerca de médicos, pesquisadores e profissionais de medicina alternativa para avaliar práticas que variam de “exorcismos energéticos” ao uso de drogas psicodélicas no tratamento de distúrbios de saúde mental. Mas, para Stevens, o resultado é a simples promoção do charlatanismo às custas da saúde dos espectadores. “A Goop acaba de lançar uma nova série de TV, na qual Gwyneth Paltrow e sua equipe testam tratamentos como ‘facelift do vampiro’ e apoiam um massagista que afirma curar tanto traumas psicológicos agudos quanto efeitos colaterais, simplesmente ao mover as mãos duas polegadas acima do corpo do cliente”, disse o chefe do NHS. “A marca dela vende repelente para vampiros, diz que filtro solar químico é uma péssima ideia, promove a lavagem intestinal e máquinas para enema de café, apesar de apresentarem riscos consideráveis à saúde.” “Enquanto antes as notícias falsas costumavam passar de boca em boca, agora todo mundo sabe que mentiras e informações incorretas podem circular pelo mundo com um clique”, continuou Stevens. “Os mitos e a desinformação foram turbinados pela disponibilidade de informações equivocadas online. Embora o termo ‘fake news’ leve a maioria das pessoas a pensar em política, a preocupação natural com a própria saúde e, especialmente, com a de seus entes queridos, torna esse terreno particularmente fértil para charlatães, impostores e excêntricos”, acrescentou. A Goop surgiu em setembro de 2008 como uma newsletter sobre estilo de vida produzida por Paltrow para seus amigos. Desde então, se transformou em um negócio de beleza e estilo de vida avaliado em US$ 250 milhões, com um site, loja online, lojas físicas, uma revista e, agora, a série da Netflix. Mas todo esse crescimento foi acompanhado por polêmicas e até processos judiciais. Em 2018, a Goop fez um acordo para pagar uma multa de US$ 145 mil por ter feito “afirmações não científicas” sobre o uso de “ovos vaginais” de pedras e cristais, que estava vendendo. A empresa dizia que os ovos de jade e quartzo rosa, inseridos no canal vaginal, eram capazes de equilibrar os hormônios e regular o ciclo menstrual, entre outras coisas. Segundo especialistas médicos, o uso de tais ovos não tinha embasamento científico e poderia até ser perigoso para a saúde. O pagamento foi feito rapidamente num acordo dentro de um processo de propaganda enganosa movido pelo Departamento de Proteção ao Consumidor da Califórnia, que acusou a Goop de fazer afirmações infundadas sobre supostos benefícios para a saúde do ato de inserir pedras na vagina. Apesar disso, os chamados “ovos de jade” continuam a ser comercializados até hoje no site da companhia. Veja abaixo o trailer da série de Paltrow.
Aaron Paul escreve texto emocionante de despedida para a série BoJack Horseman
O ator Aaron Paul usou as redes sociais para se despedir de outro personagem marcante de sua carreira. Após ter a chance de mostrar o destino de Jesse Pinkman, de “Breaking Bad”, no telefilme do ano passado “El Camino”, foi a vez de dar adeus a Todd, seu personagem na animação “BoJack Horseman”, que disponibilizou seus últimos capítulos na última sexta (31/1), na Netflix. Ele publicou uma galeria de fotos da equipe no Instagram e citou cada um dos protagonistas, parabenizando o trabalho de Will Arnett, Amy Sedaris, Alison Brie e Paul F. Tompkins, além do criador Raphael Bob-Waksberg e a roteirista-produtora Lisa Hanawalt. O texto é extremamente emocionante. Leia abaixo: “As palavras não podem descrever como tem sido trabalhar em ‘BoJack Horseman’ nos últimos 6 anos. Raphael Bob-Waksberg, você é uma lenda, meu amigo. Obrigado por me deixar ir nessa jornada com você. Lisa Hanawalt, o mundo que você criou para interpretar não poderia ser mais perfeito. Você é um talento tão incrível e um espírito ainda mais bonito. Will Arnett, meu deus, homem. Eu tenho sido um grande fã seu por tantos anos, mas você levou seu talento a um nível completamente diferente com esta série. Tão orgulhoso de ter trabalhado ao seu lado nesta tragédia lindamente dramática. Nós não estaríamos aqui sem você. A vida é difícil e esse programa nunca teve medo de contar as verdades difíceis. Paul F Tompkins, você, meu amigo, é extraordinário. As vozes que você tem flutuando dentro da sua cabeça são algo que eu sempre admirarei. Só posso sonhar em ter um mínimo do seu talento. Que tesouro você é. Obrigado pelo Sr. Peanut Butter e todos os outros personagens incríveis que você criou para nós. Alison Brie, o que você fez com Diane será para sempre a âncora deste show para mim. Ela era tão honesta e pura, quebrada e bonita. Você absolutamente arrasou todas as temporadas e esse show não seria o mesmo sem você. Amy Sedaris, sentirei falta de ouvir sua voz pelo viva-voz enquanto você telefonava toda semana para nossas leituras escandalosamente agradáveis. Sempre que você falava, a sala vibrava com amor e energia que só poderiam ser criadas por você. À quantidade infinita de escritores e animadores … eu me curvo diante de vocês. Obrigado. E para nossos fãs, esta série não existiria sem o amor e o apoio de cada um de vocês. Obrigado por espalhar o amor e nos manter no ar. Para a Netflix, obrigado por nos dar uma casa! Obrigado por acreditar em nós. Todd Chavez, eu não poderia ter mais orgulho de interpretar você. Para representá-lo. Representar uma comunidade pela qual me apaixonei profundamente. Vou sentir saudades. E para Bojack, eu amo você. Meu querido amigo, eu sinto muito pela dor que você passou quando criança. Pela dor que você superou como adulto. Você merecia mais. Obrigado por todas as risadas e todas as lágrimas. Adeus, meu amigo” Ver essa foto no Instagram Words could not possibly describe what it’s been like working on @bojackhorseman over the past 6 years. Raphael Bob-Waksberg you are a damn legend my friend. Thank you for letting me come on this journey with you. @lisadraws the world you created for us to play in couldn’t be more perfect. You are such an incredible talent and an even more beautiful spirit. @arnettwill my god man. I have been such a huge fan of yours for so many years but you took your talents to a completely different level with this one. So proud to have worked along side you on this beautifully dramatic tragedy. We wouldn’t be here without you. Life is hard and this show wasn’t ever afraid to tell the hard truths. @pftompkins you my friend are extraordinary. The voices you have swimming inside of your head is something I will always admire. I can only dream of having a glimpse of your talents. What a treasure you are. Thank you for Mr. PeanutButter and all of the other incredible characters you created for us. @alisonbrie what you did with Diane will forever be the anchor of this show for me. She was so honest and pure and broken and beautiful. You absolutely crushed it every single season and this show would not be the same without you. @amysedaris I will miss hearing your voice over the speaker phone while you called in every single week for our outrageously enjoyable table reads. Anytime you would speak up the room would vibrate with love and energy that could only be created by you. To the endless amount of writers and animators…I bow down to you. Thank you. And to our fans, this show could not exist without the love and support from each and everyone of you. Thank you for spreading the love and keeping us on the air. To @netflix, thank you for giving us a home! Thank you for believing in us. Todd Chavez, I could not be more proud to play you. To represent you. To represent a community that I have deeply fallen in love with. I will miss you. And to Bojack, I love you. My dear friend. I am so sorry for the pain you went through as a child. The pain you have overcome as an adult. You deserved more. Thank you for the laughs and all of the tears. Goodbye my friend.🥃😢 Uma publicação compartilhada por Aaron Paul (@aaronpaul) em 31 de Jan, 2020 às 11:58 PST
Netflix cancela Soundtrack, série sem divulgação no Brasil
A Netflix oficializou o cancelamento de “Soundtrack”. Nunca viu? A plataforma não divulgou no Brasil. A série musical era estrelada pela atriz Jenna Dewan (“Ela Dança, Eu Danço”) e foi desenvolvida originalmente como “Mixtape” para a rede americana Fox. A Netflix entrou no negócio após o projeto ser rejeitado na TV e investiu na produção de 10 episódios. Só que não fez muita questão de divulgar, resultando no óbvio: poucos souberam de seu lançamento em dezembro. Esta prática de gastar fortunas em produções de séries e economizar na divulgação tem sido a característica mais marcante da onda de cancelamentos recentes da plataforma. Nesta semana, a Netflix jogou a série brasileira “Onisciente” em seu catálogo do mesmo jeito, gerando polêmica nas redes sociais. Contraproducente, a estratégia de lançar conteúdo demais com divulgação de menos gera desequilíbrio fiscal, uma vez que representa o que bom-senso popular chama de “queimar dinheiro”. Trata-se de um luxo que a guerra dos streamings vai cobrar caro mais adiante. O fato é que “Soundtrack” não teve muita divulgação nem nos EUA, onde ganhou apenas um trailer e nenhum vídeo de bastidores. Criação de Joshua Safran (criador de “Quantico” e produtor do similar “Smash”), a série acompanhava um grupo variado de pessoas interconectadas pela música em Los Angeles, explorando se o tempo podia curar um coração partido e se o amor podia resistir às tragédias da vida. O par central da história era formado por Callie Hernandez (“La La Land”) e Paul James (“Greek”). Jenna Dewan era coadjuvante, como Madeline Stowe (série “Revenge”), Megan Ferguson (“O Artista do Desastre”) e Jahmil French (série “Degrassi: A Próxima Geração”). A produção foi realizada pelo estúdio Annapurna, mais conhecido por produções de prestígio no cinema – como “Trapaça”, “Joy”, “Foxcatcher”, “Ela”, “Mulheres do Século 20” e “Trama Fantasma”. Veja abaixo o trailer americano da série.












