Let the Right One In: TNT encomenda piloto de série baseada no terror sueco Deixe Ela Entrar
O canal pago americano TNT encomendou o piloto de “Let the Right One In”, uma série de vampiros baseada no livro do autor sueco John Ajvide Lindqvist que já rendeu dois filmes. A história acompanha um pré-adolescente que, atormentado por seus colegas de classe, encontra conforto na amizade com a garotinha estranha que acaba de se mudar para seu prédio. O detalhe é que a menina é uma vampira muito velha, embora aparente ter a mesma idade que ele, e sua chegada coincide com uma série de assassinatos sangrentos, que começaram a abalar a população local. A trama está sendo adaptada por Jeff Davis, responsável pela série dos lobisomens adolescentes “Teen Wolf”. O problema é que “Let The Right One In”, apesar de centrado numa vampira mirim, é uma trama bastante adulta, e a participação de Davis deixa os fãs dos filmes ressabiados. O filme original foi roteirizado pelo próprio Lindqvist. Cultuadíssimo, “Deixa Ela Entrar” (2008) também catapultou a carreira do diretor sueco Tomas Alfredson, que desde então passou a filmar em inglês (“O Espião que Sabia Demais” e o vindouro “The Snowman”). O sucesso foi tanto que a produção ganhou um remake hollywoodiano, “Deixe-me Entrar” (2010), estrelado por Chloe Moretz e assinado por Matt Reeves. Ao contrário do esperado, a versão americana também teve ótima recepção e impulsionou a carreira do cineasta, levando-o a dirigir “Planeta dos Macacos: O Confronto” (2014). Segundo Sarah Aubrey, responsável pela programação original da TNT, a série “vai combinar elementos de terror, thriller de vingança e romance adolescente em um conto inesquecível e um tanto quanto perturbador”. “Let The Right One In” se junta a outros projetos de terror em desenvolvimento na TNT, como um remake da série “Contos da Cripta” e dois outros projetos produzidos pelo cineasta M. Night Shyamalan, “Time of Death” e “Creatures”.
Ash vs. Evil Dead: Vídeo de bastidores revela rumos da trama na 2ª temporada
O canal pago americano Starz divulgou um novo pôster e um vídeo de bastidores de “Ash vs Evil Dead”. Repleto de cenas inéditas, a prévia traz o elenco comentando os rumos da trama na 2ª temporada, que, além do quarteto principal vivido por Bruce Campbell, Ray Santiago, Dana DeLorenzo e Lucy Lawless, trará novidades: o veterano Lee Majors (“O Homem de Seis Milhões de Dólares”) como o pai de Ash e Ted Raimi, irmão do cineasta Sam Raimi (que criou a franquia de terror “Evil Dead”), como um amigo de infância do protagonista. Ted já tinha aparecido nos filmes “A Morte do Demônio” (1981) e “Uma Noite Alucinante” (1987), mas como monstro. Será a primeira vez que usará sua aparência real na franquia iniciada nos filmes dos anos 1980. A 2ª temporada estreia em 2 de outubro nos Estados Unidos.
Blunt Talk: Patrick Stewart mostra sua arrogância refinada no trailer da 2ª temporada
O canal pago americano Starz divulgou o trailer da 2ª temporada da série de comédia “Blunt Talk”, estrelada por Patrick Stewart (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”). A prévia continua a dar mostras do humor negro do texto de Jonathan Ames (criador da série “Bored to Death”), ao trazer Stewart como um jornalista inglês arrogante e prepotente, que faz sucesso na TV americana. Criada por Ames e produzida por Seth MacFarlane (“Ted”), a atração gira em torno de Walter Blunt (Stewart), apresentador britânico de um programa de entrevistas da TV americana, que acredita ter a missão de transmitir a sua sabedoria e orientação sobre como os americanos devem viver, pensar e se comportar. O elenco ainda conta com Jacki Weaver (“O Lado Bom da Vida”), Adrian Scarborough (série “Edge of Heaven”), Dolly Wells (série “Doll & Em”) e Timm Sharp (série “Enlightened”). Entusiasmado com o projeto o Starz encomendou duas temporadas de uma vez. A 2ª temporada, com 10 novos episódios, estreia em 2 de outubro nos EUA.
American Gods: Veja a foto de Kristin Chenoweth como uma deusa na nova série de fantasia
O produtor Bryan Fuller (criador da série “Hannibal”) divulgou em seu Twitter a primeira imagem da atriz Kristin Chenoweth (série “Glee”) no papel de Easter (Ēostre), a deusa germânica da madrugada, em “American Gods”, nova série do canal pago Starz, que adapta o romance de fantasia “Deuses Americanos”, de Neil Gaiman. A série gira em torno de Shadow Moon, um ex-condenado que é libertado mais cedo da prisão quando a sua esposa e o seu melhor amigo morrem num acidente. Completamente só e falido, ele aceita trabalhar como guarda-costas para um vigarista misterioso chamado Mr. Wednesday, que parece saber mais sobre a sua vida do que deixa transparecer. Isto porque Wednesday é a encarnação do deus Odin, que está percorrendo a Terra para reunir todos os deuses antigos e iniciar uma batalha contra os novos deuses que controlam a humanidade atual: internet, televisão, cartão de crédito, etc. O ótimo elenco inclui Ricky Whittle (Lincoln em “The 100”) como Shadow Moon, Ian McShane (série “Deadwood”) como Mr. Wednesday, além de Emily Browning (“Sucker Punch”), Gillian Anderson (“Arquivo X”), Crispin Glover (“Alice no País das Maravilhas”), Peter Stormare (série “Prison Break”), Pablo Schreiber (série “Orange Is the New Black”), Jonathan Tucker (série “Justified”), Dane Cook (“Tiros, Garotas e Trapaças”), Yetide Badaki (série “Sequestered”), Kristen Chenoweth (série “Glee”) e a veterana Cloris Leachman (“Como Sobreviver a um Ataque Zumbi”). Criada por Bryan Fuller e Michael Green (roteirista do filme do “Lanterna Verde”), a série terá uma 1ª temporada de oito episódios com estreia prevista para 2017.
Empire: Novo comercial apresenta participação de Mariah Carey na 3ª temporada
A rede americana Fox divulgou um novo comercial da 3ª temporada de “Empire”, que apresenta a participação da cantora Mariah Carey – e seu fabuloso decote. Ela vai interpretar Kitty, uma estrela da música pop que colaborará com Jamal (Jussie Smollett) numa música explosiva. Kitty também ajudará Jamal a superar algumas dificuldades pessoais, levando-o a alcançar realização profissional por meio da gravação do dueto. “Empire” é o primeiro projeto televisivo do cineasta Lee Daniels (“O Mordomo da Casa Branca”), criado em parceria com o roteirista Danny Strong (também de “O Mordomo da Casa Branca”), e gira em torno de uma família proprietária de uma gravadora de hip-hop. Um dos maiores sucessos recentes da TV americana, a série chega a atingir 21,2 milhões de telespectadores por episódio, quando somadas todas as suas plataformas de exibição. A 3ª temporada estreia em 21 de setembro nos EUA. No Brasil, a atração é exibida no canal pago FoxLife.
Lucifer: Novo comercial destaca a chegada da mãe do diabo na 2ª temporada
A rede americana Fox divulgou um novo comercial da 2ª temporada de “Lucifer”, centrado em “quem escapou do inferno” no final da temporada inaugural. Ninguém menos que a mãe do diabo (Tom Ellis), que será vivida na série por Tricia Helfer (série “Battlestar Galactica”). Além de Helfer, a nova temporada também introduzirá outra personagem exclusiva da TV, uma técnica forense vivida por Aimee Garcia (“Dexter”), que se juntará aos demais personagens policiais da série, que nunca apareceram nos quadrinhos. Por sinal, quase nada na produção da Fox vem da publicação da Vertigo (divisão adulta da DC Comics). O projeto foi desenvolvido pelo roteirista e produtor Tom Kapinos (criador da série “Californication”), que acabou substituído com a entrada de dois pesos pesados na produção, o cineasta Len Wiseman (diretor de “Anjos da Noite” e co-criador de “Sleepy Hollow”) e o produtor Jerry Brukheimer (“Piratas do Caribe” e “CSI”). A 2ª temporada estreia em 19 de setembro nos EUA.
Lethal Weapon: Veja as fotos do elenco da série baseada no filme Máquina Mortífera
A rede americana Fox divulgou as fotos dos personagens de “Lethal Weapon”, série baseada na franquia cinematográfica “Máquina Mortífera”. Os personagens centrais e seu relacionamento volátil são os mesmos dos filmes. Clayne Crawford (série “Rectify”) vive Martin Riggs, que chega a Los Angeles buscando um recomeço, após a morte da mulher, mas age impulsivamente, colocando-se em perigo como reflexo de sua depressão. Damon Wayans (série “Eu, a Patroa e as Crianças”) vive seu parceiro Roger Murtaugh, que sofreu uma ataque cardíaco e deve evitar qualquer tipo de estresse. Os dois não poderiam ser mais diferentes. E esta é a graça da produção – e também do longa original de 1987, escrito por Shane Black, o diretor de “Homem de Ferro 3”. O elenco também conta com Kevin Rahm (série “Bates Motel”) como o Capitão Avery, chefe da dupla, Golden Brooks (série “Hart of Dixie”) como Trish Murtaugh, esposa do personagem de Wayans, Chandler Kinney (“Gortimer Gibbon’s Life on Normal Street”) e Dante Brown (série “Mr. Robinson”) como seu filhos adolescentes, e Jordana Brewster (uma das estrelas da franquia “Velozes e Furiosos”) no papel de uma personagem que não existia no filme, a Dra. Maureen “Mo” Cahill, negociadora de sequestros e terapeuta da polícia de Los Angeles. A adaptação foi desenvolvida pelo roteirista Matt Miller, criador da recém-cancelada “Forever”, e teve seu piloto dirigido pelo cineasta McG (“3 Dias Para Matar”). A série vai estrear no dia 21 de setembro nos EUA.
The Exorcist: Veja as fotos dos personagens da série baseada no clássico de terror O Exorcista
A rede americana Fox divulgou as fotos dos personagens de sua série “The Exorcist”, que apesar de se apresentar como adaptação do famoso filme de terror dos anos 1970, terá uma uma história diferente da apresentada em “O Exorcista”. A trama vai acompanhar a preocupação de uma mãe católica, vivida por Geena Davis (“Thelma & Louise”, “O Pequeno Stuart Little”), cuja filha teria voltado da faculdade possuída. Ao sentir outros sinais demoníacos em sua casa, ela pede ajuda ao padre de sua paróquia (o mexicano Alfonso Herrera, ex-“Rebelde” e atualmente na série “Sense8”), que, por sua vez, sente sinais do diabo e procura se consultar com um exorcista experiente (o inglês Ben Daniels, da série “House of Cards”). O elenco ainda inclui Alan Ruck (o eterno Cameron, de “Curtindo a Vida Adoidado”) como o marido da personagem de Davis e as jovens Hannah Kasulka (série “The Fosters”) e Camille Guaty (série “Scorpion”) como suas filhas. Desenvolvida pelo roteirista Jeremy Slater (“Renascida do Inferno” e “Quarteto Fantástico”) e com piloto dirigido pelo cineasta Rupert Wyatt (“Planeta dos Macacos: A Origem”), “The Exorcist” vai estrear em 23 de setembro nos EUA.
Grimm é cancelada! 6ª temporada será a última da série
Numa notícia surpreendente, tanto para os fãs quanto para a indústria televisiva, a rede americana NBC anunciou o cancelamento da popular série “Grimm”. O anúncio foi feito pelo Twitter oficial da série, com o mínimo de preparação. “Prepara-se para uma despedida Grimm quando a 6ª e última temporada estrear em 6 de janeiro”, diz o texto que acompanha uma foto do elenco na San Diego Comic-Con. Veja abaixo. Para completar a decepção, o arco final terá menos capítulos que as temporadas anteriores, apenas 13 episódios no total, e sua estreia foi adiada em três meses, de outubro para janeiro de 2017. Além disso, será exibido uma hora mais cedo nos EUA. Ou seja, terminará com menos violência e insinuação sexual que todos as temporadas anteriores. Com isso, o cartaz oficial da temporada ganha novo sentido. O pôster destaca o protagonista Nick Burkhardt (David Giuntoli) com cara de poucos amigos, acompanhando do texto revanchista: “Ainda não acabou”. Criada por dois veteranos do buffyverso, David Greenwalt (que além de escrever “Buffy” foi cocriador do spin-off “Angel”) e Jim Kouf (roteirista de “Angel”), a série resgata as tramas de mitologia, conspiração e personagens sobrenaturais que marcaram a trajetória de “Buffy” e “Angel” na televisão. Os dois desenvolveram a série em parceria com o cineasta Stephen Carpenter (do cult “Criação Monstruosa”) partindo da premissa que as fábulas encantadas eram baseadas em criaturas reais, e que um submundo habitado por monstros coexiste, desde a antiguidade, com a humanidade. Na temporada anterior, “Grimm” manteve média 4 milhões de telespectadores nas noites de sexta-feira, que historicamente registram o pior público da semana televisiva. Esses números chegam a crescer até 90% quando consideradas gravações digitais e outras plataformas nos 7 dias seguintes à exibição original. São os maiores números que a NBC atingiu nas noites de sexta nesta década, período em que viu fracassar todas as tentativas de emplacar uma nova atração para acompanhar o sucesso de “Grimm”, entre elas as séries “Dracula”, “Constantine” e “Hannibal”. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Universal. Quer saber mais novidades sobre o final de “Grimm” e o destino do elenco? Clique aqui. Prepare for #AGrimmFarewell as the sixth and final season of #Grimm premieres January 6 at 8/7c. pic.twitter.com/s9LPpM3GSv — Grimm (@NBCGrimm) August 29, 2016
Pretty Little Liars: Elenco confirma que a série acaba na atual temporada
Confirmando boatos, a produção de “Pretty Little Liars” revelou que a atual temporada será a última da série. O anúncio foi feito pelas protagonistas no Facebook oficial da atração. “Foi um capítulo incrível das nossas vidas, e estamos muito felizes em compartilhá-lo com vocês, mas tudo que é bom um dia acaba. Esses últimos episódios são bem loucos, então vamos terminar com tudo!”, disse Lucy Hale, a Aria da série. Criada pela produtora e roteirista I. Marlene King (“Sorte no Amor”) em 2010, a partir dos livros da escritora Sara Shephard, a série virou um fenômeno de popularidade, batendo recordes de citação nas redes sociais. Tudo graças à forma engenhosa com que fisgou o público, envolvendo-o numa teia de mistério, que a cada temporada incluiu novas reviravoltas. A trama de mistério juvenil não deve nada aos melhores volumes da Coleção Vagalume. Tudo começou com o suposto assassinato da menina mais odiada da escola, Alison DiLaurentis (Sasha Pieterse), e ameaças por SMS nos celulares de suas quatro melhores amigas, que eram suspeitas do crime. O tom de suspense adolescente, entretanto, foi crescendo junto com o público e o elenco, tornando-se mais sombrio a cada temporada, até explodir no ano passado com uma trama digna de filme de terror com psicopata assassino. A 7ª e atual temporada deu um salto de cinco anos na trama, após a aparente conclusão do mistério, e mostrando as personagens mais próximas da idade de suas intérpretes na vida real. Mas um novo assassinato reiniciou o clima de horror, com direito a tortura de uma das protagonistas e uma nova trilha de cadáveres. Paralelamente à sua trama macabra central, a série também inovou ao abordar sem pudor temas adolescentes poucas vezes explorados na TV, mostrando a romântica Aria num relacionamento com seu professor mais velho, a corajosa Emily (Shay Mitchell) encontrando forças para se assumir lésbica, a vaidosa Hanna (Ashley Benson) lidando com conceitos de beleza física e consumo, que a fazem roubar, e a inteligente Spencer (Troian Bellisario) sucumbindo à pressão de ser a melhor aluna, que a leva a um colapso mental. Desde 2010, a série vem colecionando incontáveis pranchas de surfe concedidas como troféu do Teen Choice Awards, que coroa os favoritos dos adolescentes, com vitórias consecutivas como Melhor Série de Drama da TV americana, além de atrizes, casais, etc. São mais de 14 milhões de “curtidas” no Facebook e 3,71 milhões de seguidores no Twitter, sem contar a responsabilidade de liderar a audiência do antigo canal ABC Family, que este ano virou Freeform e precisará encontrar logo um substituto à altura de sua popularidade. Mas, claro, o final será precedido de muito suspense. A exibição da série será interrompida após a exibição do episódio desta terça (30/8) nos EUA, que, segundo I. Marlene King, vai trazer a morte espetacular de um personagem, e só voltará, para seus 10 episódios finais, em abril de 2017.
Gene Wilder (1933- 2016)
Morreu o ator americano Gene Wilder, um dos comediantes mais populares e influentes da década de 1970, que interpretou Willy Wonka no clássico “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (1971), o personagem-título de “O Jovem Frankenstein” (1974) e inúmeros outros personagens marcantes, numa carreira repleta de sucessos. Ele faleceu na segunda (29/8) devido a complicações decorrentes do Alzheimer, aos 83 anos em Stamford, no Estado de Connecticut. Seu nome verdadeiro era Jerome Silberman. Ele nasceu em 1933, em Wisconsin, e a inspiração para seguir a vida artística veio aos 8 anos de idade, quando o médico de sua mãe, diagnosticada com febre reumática, o chamou num canto e lhe deu a receita para a saúde de sua mãe: “Faça-a rir”. Jerome só foi virar Gene aos 26 anos, pegando emprestado o nome do personagem Eugene Gant, dos romances de Thomas Wolfe, para fazer teatro. Ele participou de várias montagens na Broadway, antes de estrear no cinema como um refém no clássico filme de gângsteres “Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas” (1967). Mas foi outro filme do mesmo ano, “Primavera para Hitler” (1967), que determinou o rumo da sua carreira. Vivendo um jovem contador, que se associava a um produtor picareta de teatro para montar a pior peça de todos os tempos, Wilder construiu seu tipo cinematográfico definitivo – tímido, compenetrado, mas atrapalhado o suficiente para causar efeito oposto à sua seriedade, fazendo o público rolar de risada. Até a sisuda Academia de Artes e Ciências Cinematográficas sorriu para ele, com uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. “Primavera para Hitler” venceu o Oscar de Melhor Roteiro de 1968 e inaugurou a bem-sucedida parceria do ator com o diretor e roteirista Mel Brooks. Os dois ainda fizeram juntos “Banzé no Oeste” (1974) e “O Jovem Frankenstein” (1974), que figuram entre os filmes mais engraçados da década de 1970. O primeiro era uma sátira de western e o segundo homenageava os filmes de horror da Universal dos anos 1930, inclusive na fotografia em preto e branco. Com “O Jovem Frankenstein”, Wilder também demonstrou um novo talento. Ele foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro pelo filme, que coescreveu com Brooks. Muitas das piadas que marcaram época surgiram de improvisações que ele inclui no filme, em especial seus confrontos com o impagável Mary Feldman, conhecido pelos olhos tortos, no papel de Igor. Seu sucesso com o público infantil, por sua vez, jamais superou sua aparição em “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (1971), como o alegre mas misterioso Willy Wonka, num show de nuances que manteve o público hipnotizado, como um mestre de picadeiro. Mesmo assim, a idolatria das crianças de outrora também vem de seu papel como a Raposa, que roubou a cena de “O Pequeno Príncipe” (1974). Mas Wilder também fez filmes “cabeças”, trabalhando com Woody Allen em “Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo e Tinha Medo de Perguntar” (1972), e com o diretor de teatro Tom O’Horgan (responsável pelas montagens de “Hair” e “Jesus Cristo Superstars”) na adaptação de “Rhinoceros” (1974), de Eugene Ionesco, um clássico do teatro do absurdo. Tantas experiências positivas o inspiraram a passar para trás das câmeras. Ele escreveu e dirigiu “O Irmão mais Esperto de Sherlock Holmes” (1975), sátira ao personagem de Arthur Conan Doyle, em que voltou a se reunir com seus colegas de “O Jovem Frankenstein”, Madeline Kahn e Marty Feldman. O sucesso da empreitada o fez repetir a experiência em “O Maior Amante do Mundo” (1977), em que viveu um rival de Rodolfo Valentino, no auge do Cinema Mudo. Entre um e outro, acabou atuando em outro grande sucesso, “O Expresso de Chicago” (1976), filme do também recém-falecido Arthur Hiller. Com referências aos suspenses de Alfred Hitchock, o filme combinou ação e humor de forma extremamente eficaz, a ponto de inspirar um subgênero, caracterizado ainda por uma parceria incomum. O segredo da fórmula era pura química. A química entre Wilder e seu parceiro em cena, Richard Pryor, responsáveis pelo estouro do primeiro “buddy film” birracial de Hollywood – tendência que logo viraria moda com “48 Horas” (1982), “Máquina Mortífera” (1987), “A Hora do Rush” (1998) e dezenas de similares. Logo depois, ele fez uma parceria ainda mais inusitada, cavalgando com Harrison Ford em “O Rabino e o Pistoleiro” (1979), penúltimo filme da carreira do mestre Robert Aldrich. Wilder ainda voltou a se reunir com Pryor mais três vezes. O reencontro, em “Loucos de Dar Nó” (1980), foi sob direção do célebre ator Sidney Poitier, que logo em seguida voltou a dirigi-lo em “Hanky Panky, Uma Dupla em Apuros” (1982), coestrelado por Gilda Radner. O ator acabou se apaixonando pela colega de cena e os dois se casaram em meio às filmagens de seu filme seguinte, o fenômeno “A Dama de Vermelho” (1984). Foi o terceiro casamento do ator, mas o primeiro com uma colega do meio artístico. Escrito, dirigido e estrelado por Wilder, “A Dama de Vermelho” marcou época e transformou a então desconhecida Kelly LeBrock, intérprete da personagem-título, numa dos maiores sex symbols da década – “A Mulher Nota Mil”, como diria o título de seu trabalho seguinte – , graças a uma recriação ousada da cena do vestido de Marilyn Monroe em “O Pecado Mora ao Lado” (1955). O estouro foi também musical. A trilha sonora, composta por Stevie Wonder, dominou as paradas graças ao hit “I Just Call to Say I Love You”, que, por sinal, venceu o Oscar de Melhor Canção. Bem-sucedido e respeitado como um artista completo, Wilder voltou a se multiplicar na frente e atrás das câmeras com “Lua de Mel Assombrada” (1986). O título também era uma referência à seu recente casamento com Radner, a atriz principal da trama. O tom da produção lembrava suas antigas comédias com Mel Brooks, mas as filmagens acabaram marcadas por uma notícia triste: Gilda Radner descobriu que tinha câncer. Durante o tratamento, o casal chegou a comemorar a remissão da doença. Aliviado, Wilder filmou uma de suas comédias mais engraçadas, “Cegos, Surdos e Loucos” (1989), seu terceiro encontro com Pryor, novamente dirigido por Hiller, em que os dois vivem testemunhas de um crime. O problema é que o personagem de Wilder é mudo e o de Pryor é cego. Radner morreu uma semana após a estreia e Wilder nunca recuperou seu bom-humor. Fez seu filme de menor graça, “As Coisas Engraçadas do Amor” (1990), dirigido por Leonard Nimoy (o eterno Sr. Spock), e em seguida encerrou a carreira cinematográfica, compartilhando sua despedida com o amigo Richard Pryor, em “Um Sem Juízo, Outro Sem Razão” (1991), no qual viveu um louco confundido com milionário. Ele se casou novamente em 1991, mas manteve viva a memória da esposa ao ajudar a fundar um centro de diagnóstico de câncer em Los Angeles com o nome de Gilda Radner. Profissionalmente, ainda tentou emplacar uma série na TV, “Something Wilder”, que durou só 15 episódios entre 1994 e 1995, e seguiu fazendo pequenos trabalhos esporádicos na televisão. Por conta de uma de suas últimas aparições na telinha, na 5ª temporada de “Will & Grace”, exibida em 2003, ele venceu o Emmy de Melhor Ator Convidado em Série de Comédia. Dois anos depois, ninguém o convidou a participar do remake de “A Fantástica Fabrica de Chocolate” (2005), dirigido por Tim Burton e com Johnny Depp em seu famoso papel. Ele resumiu sua opinião sobre o filme dizendo: “É um insulto”. Tampouco foi lembrado pelos responsáveis por “Os Produtores” (2005), versão musical de “Primavera para Hitler”. Hollywood o esqueceu completamente. Um dos maiores talentos humorísticos que o cinema já exibiu. “Um dos verdadeiros grandes talentos dos nossos tempos. Ele abençoou cada filme que fizemos com sua mágica e me abençoou com sua amizade”, definiu Mel Brooks em sua conta no Twitter.
Jane the Virgin: Eva Longoria vai dirigir episódio da 3ª temporada
A atriz Eva Longoria, até hoje lembrada pela personagem Gabi em “Desperate Housewives”, vai participar da 3ª temporada de “Jane the Virgin”. Mas a participação se dará atrás das câmeras. Ela vai dirigir o terceiro episódio da nova temporada. A notícia foi revelada em duas partes. Primeiro, pelo ator Jaime Camil (intérprete de Rogelio), que postou em seu Instagram uma foto que revela o nome da nova hóspede do Hotel Marbella. E depois pela própria Langoria, que postou no Twitter a capa do roteiro do episódio, que revela seu nome como diretora. Confira abaixo. A gravação, por sinal, já está acontecendo, como demonstra outra foto, desta vez um selfie do elenco, em que Longoria aparece em meio aos atores da série. Esta será a terceira vez que Eva Longoria dirige o episódio de uma série. Ela debutou na função em “Devious Maids” e bisou em “Telenovela”, duas atrações que ela própria produz. “Jane the Virgin” será sua estreia numa produção de terceiros. A 3ª temporada de “Jane the Virgin” começa em 17 de outubro na rede americana CW. Guess who is checking into the Marbella Hotel this Season? #JaneTheVirgin Uma foto publicada por Jaime Camil (@jaimecamil) em Ago 24, 2016 às 3:18 PDT Ohhhhh can't wait! Jane The Virgin get ready! pic.twitter.com/qI2iAW6cim — Eva Longoria Baston (@EvaLongoria) August 25, 2016 This is gonna be fun. Welcome to #janethevirgin @evalongoria ❤️ #badassdirector Uma foto publicada por Justin Baldoni (@justinbaldoni) em Ago 26, 2016 às 6:47 PDT
Criadora de The Vampire Diaries desenvolve série distópica sobre golpe de estado
A produtora Julie Plec já está planejando seu próximo projeto, diante do fim iminente de “The Vampire Diaries”, que ela criou em parceria com Kevin Williamson. Reforçando sua ligação profissional com a rede CW, Plec está desenvolvendo o piloto de uma nova série para o canal. Intitulado “Rise”, o projeto se passa após um ataque terrorista, com a declaração da lei marcial nos EUA. Mas um grupo de pessoas comuns logo descobre que o ataque foi apenas um pretexto para um golpe de estado – real e não de retórica política – , deixando os militares no comando do país. Segundo informações apuradas pelo site Deadline, “estes heróis inesperados batem de frente com o novo e tirânico regime governamental, plantando a semente da esperança que culminará na Segunda Revolução Americana”. O projeto é uma criação de Chad Fiveash e James Stoteraux, roteiristas-produtores de “The Vampire Diaries”, e será produzido pela My So-Called Company, empresa de Plec, em parceria com a Warner TV. Por enquanto, o projeto ainda está em fase de roteiro. A próxima etapa é conseguir o aval financeiro do canal para produzir seu piloto. E só se o piloto for aprovado “Rise” virará série.












