John Corbett vai reprisar papel de “Sex and the City” em “And Just Like That…”
Um antigo amor vai voltar a aparecer na vida de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker). Segundo o site Deadline, o ator John Corbett vai retomar o papel de Aidan Shaw, da época de “Sex and the City”, na 2ª temporada de “And Just Like That…”. O personagem é um simpático fabricante de móveis, que pode alegrar a agora viúva, após a morte de Mr. Big (Chris Noth) nos primeiros episódios da série da HBO Max. Junto com Samantha (Kim Cattrall), o personagem de Corbett foi uma das maiores ausências do revival rebatizado de “Sex and the City”. O ator já tinha dito ao site Page Six em 2021 que poderia aparecer em alguns episódios, mas sua participação não se materializou na 1ª temporada, encerrada em fevereiro. Corbett interpretou o namorado intermitente e mais tarde noivo de Carrie nas temporadas 3 e 4 de “Sex and the City”. Eles se separaram duas vezes, a primeira depois que ela confessou ter dormido com Mr. Big – que viria a ser seu futuro marido – , e a segunda vez quando ela não conseguiu se comprometer com a consumação de um casamento. Os dois personagens voltaram a se encontrar na 6ª temporada, quando Aidan revelou que estava casado e tinha um filho pequeno. O destino os reuniu novamente no filme “Sex and the City 2” em um mercado em Abu Dhabi. A dupla compartilhou um beijo apaixonado durante um jantar, mas, como ambos estavam casados na época (e Aidan já era pai de três), Carrie fugiu. Uma reunião de Carrie e Aidan em “And Just Like That…” provavelmente terá que abordar o que aconteceu com a esposa de Aidan. Por curiosidade, Corbett também está reprisando outro personagem amado dos fãs de comédias românticas: Ian Miller de “Casamento Grego”, no terceiro filme da franquia, que acabou de ser rodado na Grécia e ainda não tem previsão de estreia.
“Duro na Queda” vai virar filme com Ryan Gosling e Emily Blunt
A adaptação da série clássica “Duro na Queda” (The Fall Guy) foi oficializada pela Universal. A produção vai trazer Ryan Gosling (“Agente Oculto”) no papel de Colt Seavers, um dublê de Hollywood que nas horas de folga atua como caçador de recompensas. A série original, estrelada por Lee Majors, foi um sucesso enorme dos anos 1980, exibida durante cinco temporadas entre 1981 e 1986. Além de Gosling, a produção ainda adicionou Emily Blunt (“Jungle Cruise”) em papel não revelado, embora provavelmente seja o da dublê feminina Jody Banks, uma das três personagens principais da trama, que nos anos 1980 foi vivida por Heather Thomas. A direção está a cargo de David Leitch (“Trem-Bala”), que, antes de se consagrar com “John Wick” e “Deadpool 2”, era justamente dublê de cinema. Drew Pearce, que trabalhou com Leitch em “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”, escreveu o roteiro e atua como produtor executivo junto a Gosling e ao criador da série original, Glen A. Larson. A data de estreia foi marcada para 1º de março de 2024. Lembre abaixo a abertura da série original.
Roger E. Mosley: Ator da série “Magnum” morre aos 83 anos
O ator Roger E. Mosley, que viveu o piloto de helicóptero Theodore “TC” Calvin na série de televisão clássica “Magnum”, morreu na manhã deste domingo (7/8) aos 83 anos. A causa da morte não foi revelada. Mosley participou de todos os 158 episódios, da estreia ao capítulo final das oito temporadas de “Magnum”, entre 1980 e 1988. Sua forte ligação com a atração clássica lhe rendeu um convite para aparecer na 1ª temporada do reboot atual, numa participação especial de 2019 como um personagem diferente. Fez tanto sucesso que ainda voltou mais uma vez em 2021, numa nova participação que acabou se tornando sua última aparição nas telas. Depois da “Magnum” original, Mosley foi escalado como protagonista da sitcom “You Take the Kids”, que só durou uma temporada em 1990. Ele também teve papéis recorrentes em “Hangin’ with Mr. Cooper” e “Rude Awakening” durante os anos 1990. Mas com uma carreira iniciada duas décadas antes, sua lista de aparições em episódios eventuais é enorme e variada, incluindo “Barco do Amor”, “Galeria do Terror”, “Kung Fu”, “Kojak”, “San Francisco Urgente”, “Arquivo Confidencial”, “Justiça em Dobro” e “Las Vegas”, entre outras atrações. Já seus créditos cinematográficos datam da era da Blaxploitation – filmes de ação dos anos 1970 estrelados por atores negros e acompanhados por trilha funk – e destacam o cultuadíssimo “The Mack” (1973), além dos dramas biográficos “Leadbelly” (1976), em que viveu o lendário cantor de blues/folk Huddie Ledbetter, e “O Maior de Todos” (1977), cinebiografia de Muhammad Ali, na qual interpretou o pugilista Sonny Liston. Sua filmografia ainda conta com policiais clássicos como “Os Novos Centuriões” (1972) e “McQ – Um Detetive Acima da Lei” (1974), e as comédias “O Guarda-Costas” (1976), do recém-falecido Bob Rafelson, “A Disputa dos Sexos” (1977), com Burt Reynolds, e “Entre Tapas e Beijos” (1996), com Martin Lawrence.
Clu Gulager, de “A Volta dos Mortos Vivos”, morre aos 93 anos
O ator Clu Gulager, que estrelou a série clássica “O Homem de Virgínia” e o terrir cult “A Volta dos Mortos Vivos”, morreu na sexta-feira (5/8) em sua casa em Los Angeles, de causas naturais aos 93 anos. William Martin Gulager nasceu em 16 de novembro de 1928, em Holdenville, uma cidade arborizada a cerca de 120 quilômetros de Oklahoma City, e era descendente de indígenas da nação Cherokee. Seu pai, John, era um ator da Broadway que se tornou juiz do condado, e seu primo em segundo grau era ninguém menos que o cowboy cantor Will Rogers. O nome artístico “Clu” foi um apelido carinhoso de seu pai, imitando o piado de pássaros que faziam ninhos ao redor da casa da família. Após o ensino médio e serviço no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Gulager recebeu uma bolsa para estudar em Paris com o famoso ator e mímico Jean Louis Barrault. E ao voltar começou a trabalhar em teleteatros transmitidos ao vivo de Nova York, antes de se mudar para Los Angeles em 1959. Ele pegou o começo da febre dos westerns televisivos, trabalhando em atrações que marcaram época, como “Procurado Vivo ou Morto”, “Paladino do Oeste”, “Caravana” e “Laramie”, até ser contratado para seu primeiro papel fixo, passando a viver o famoso pistoleiro Billy the Kid em “The Tall Man”. “Eu era um cowboy de Oklahoma. Eu andava pelas cercas [ao redor do gado] no inverno e, no verão, adentrava o campo atrás de cascavéis”, disse Gulager em uma entrevista de 2019. “Um dia imaginei que poderia interpretar um cowboy, e vi que era fácil pra mim montar a cavalo e usar um chapéu.” “The Tall Man” durou duas temporadas muito longas – de 75 episódios – exibidas entre 1960 e 1962. E só foi cancelada porque o Congresso dos EUA se opôs à forma como o fora-da-lei Billy the Kid era “incorretamente” retratado como um herói para os jovens telespectadores do programa. Mas o cancelamento acabou sendo a melhor providência do destino para a vida de Gulager. “Eu estava falido quando entrei [naquela série]”, disse ele em 2014. Por isso, com o fim dos trabalhos, procurou o produtor da atração, Frank Price (futuro presidente da Universal e da Columbia Pictures), para pedir um novo emprego. “Ele demitiu um ator em pleno set e me contratou”, contou. Gulager foi encaixado num episódio da 1ª temporada de “O Homem de Virgínia” (The Virginian), em 1963, e depois voltou em outro capítulo do segundo ano como um personagem diferente. Nesse meio tempo, fez outras séries e estreou no cinema, chamando atenção como um gângster raivoso no clássico neo-noir “Os Assassinos” (1964), de Don Siegel. Embalado pelo filme, recebeu o convite para voltar a “O Homem de Virgínia” na 3ª temporada, agora como integrante do elenco, no papel do pistoleiro Emmett Ryker, que, numa reviravolta, vira um homem da lei na cidadezinha de Medicine Bow. Ele apareceu em mais de 100 episódios até 1968. Uma das séries de maior audiência dos anos 1960, “O Homem de Virgínia” tornou Gulager bastante popular. E ele aproveitou para se lançar de vez ao cinema, coadjuvando em “500 Milhas” (1969), como o mecânico do piloto vivido por Paul Newman, e em “A Última Sessão de Cinema” (1971), na pele do capataz do campo petrolífero que se envolve com Ellen Burstyn e seduz a adolescente Cybill Shepherd em um salão de bilhar. Ele também atuou ao lado de John Wayne no policial “McQ – Um Detetive Acima da Lei” (1974), de John Sturges, e juntou-se a Chuck Norris em “Força Destruidora” (1979). Mas sua carreira de tipos viris deu uma reviravolta após ser assassinado no slasher “Iniciação” (1984). De repente, Gulager enveredou pelo terror e encontrou novo público com alguns clássicos do gênero, especialmente “A Volta dos Mortos-Vivos” (1985), a primeira comédia de zumbis, onde viveu o dono do armazém em que os mortos-vivos “reais” estavam guardados desde a contaminação original dos anos 1960 – aquela registrada no filme “A Noite dos Mortos-Vivos” (1968), que supostamente seria um documentário e não uma ficção. Com cenas antológicas de punks num cemitério, o longa de Dan O’Bannon (criador da franquia “Alien”) marcou época, ganhou continuações e popularizou o subgênero terrir. “Eu particularmente não queria fazer aquele filme”, ele lembrou em 2017. “Eu pensei que estava um pouco acima daquilo. E acabou que, se eu for lembrado, se é que serei lembrado… será por este filme!” Depois disso, ele se tornou figurinha fácil em produções fantásticas. Entre outras produções do gênero, apareceu em “A Hora do Pesadelo 2: A Vingança de Freddy” (1985), contracenou com Vincent Price em “Do Sussurro ao Grito” (1987) e entrou em outro cult, vivendo um oficial da lei na sci-fi “O Escondido” (1987), de Jack Sholder. Ele ainda voltou a se destacar em 2005 em “Banquete do Inferno”, trabalho especial em sua filmografia porque marcou a estreia de seu filho, John Gulager, como diretor de cinema. Com produção de Wes Craven (diretor de “A Hora do Pesadelo” e “Pânico”) e dos astros Matt Damon e Ben Affleck, o filme foi outro que virou culto e ganhou sequências (lançadas direto em vídeo). Nas duas continuações, ele ainda contracenou com seu outro filho, o caçula Tom Gulager. O filho cineasta comandou o pai mais uma vez em “Piranha 2”, de 2012, mesmo ano em que o veterano lançou sua única incursão como diretor de longa-metragem, “Memories”, exibido apenas em festivais. Clu Galager ainda colheu elogios por sua performance em “Tangerina” (2015), filme de estreia de Sean Baker (“Projeto Flórida”), antes de se despedir das telas em 2019, com uma pequena participação em “Era uma Vez em… Hollywood”, de Quentin Tarantino.
Paramount+ oficializa série animada de “Todo Mundo Odeia o Chris”
A Paramount+ vai transformar a série clássica “Todo Mundo Odeia o Chris” numa atração animada. O projeto, em parceria com o canal pago Comedy Central, foi oficializado nesta terça (2/8), 15 meses após a notícia vazar pela primeira vez. Em março do ano passado, quando a ideia veio à tona, o objetivo era desenvolver a série para oferecer ao mercado. Mas o conglomerado ViacomCBS mudou os planos e agora a produção será lançada em sua própria plataforma de streaming. De acordo com o comunicado oficial, Chris Rock voltará a narrar as histórias de sua adolescência no Brooklyn, durante os anos 1980 em Nova York, além de atuar como produtor-executivo. “Chris Rock é um dos comediantes mais talentosos de todos os tempos e estamos animados em trabalhar com ele, 3 Arts e CBS Studios para trazer esse projeto à vida e dar boas-vindas ao nosso novo sucesso de animação adulta”, disse Chris McCarthy, presidente da Paramount Media Networks e MTV Entertainment Studios, no anúncio da produção. Exibida de 2005 a 2009 na TV americana, a série foi um fenômeno de audiência em todo o mundo, especialmente no Brasil, onde cansou de reprisar na televisão. Graças a isso, o intérprete do jovem Chris, Tyler James Williams, ficou traumatizado com os fãs brasileiros, de tanto que encheram suas redes sociais com mensagens em português, que ele simplesmente não conseguia entender. Não há informações sobre a participação do elenco original na nova produção, para fazer as vozes dos personagens, mas em julho do ano passado Terry Crews e Tichina Arnold, que viviam os pais de Chris, apareceram juntos em vídeos publicados nas redes sociais, afirmando que estavam “de volta”. “Advinha quem voltou? Sua mãe e seu pai! Eu e a incrível Tichina Arnold! Nós temos uma surpresa para vocês!”, disse Terry Crews. Ele ainda escreveu ao lado do vídeo, em seu Instagram, o nome da série e a palavra “Classic” como hashtags.
Zoe Saldana homenageia Nichelle Nichols: “Um ícone”
Um dia após a morte de Nichelle Nichols, a Uhura da série original “Jornada nas Estrelas”, a atriz Zoe Saldana, que interpretou a mesma personagem em três filmes, escreveu uma longa homenagem à atriz em seu Instagram. Dizendo que “perdemos uma verdadeira estrela – uma artista única que sempre esteve à frente de seu tempo”, Saldana descreveu Nichols como “um ícone, uma ativista e, mais importante, uma mulher incrível – que abriu um caminho que mostrou a tantos como ver as mulheres de cor sob uma luz diferente”. “Sua luta pela igualdade foi inabalável”, acrescentou. Saldana também lembrou seu primeiro encontro com Nichols depois de ser escalada como Uhura no filme “Star Trek” de 2009, que reiniciou a franquia. Chamando-o de um “momento muito especial” em sua vida, ela disse que o encontro a ajudou a se sentir confiante interpretando a personagem icônica. “A energia dela era contagiante toda vez que eu estava na presença dela. Ela me convenceu a acreditar que tudo era possível, se você colocar seu coração nisso”, escreveu Saldaña. “Quero dizer, ela inspirou Mae Jemison a seguir seus sonhos de se tornar uma astronauta e foi exatamente isso que Mae fez. Eu sabia que teria grandes dificuldades para preencher o papel quando fui escolhido para interpretar Uhura, e Nichelle me fez sentir segura, me disse para interpretá-la com toda a confiança do mundo”. “Minha esperança é que continuemos a manter sua memória viva, celebrando seu incrível corpo de trabalho e espalhando a mensagem de paz e igualdade entre todas as pessoas. Ela viveu uma vida longa e impactante e não apenas prosperou, mas ajudou muitos outros a prosperar também”, completou. A atriz deverá retornar ao papel de Uhura em uma próxima sequência da franquia cinematográfica, recentemente anunciada pela Paramount. Além dela, Celia Rose Gooding também estreou este ano como uma versão mais jovem de Uhura, na série “Star Trek: Strange New Worlds”, que encerrou sua 1ª temporada no mês passado. Em seu próprio tributo nas redes sociais, Gooding escreveu: “Ela abriu espaço para muitos de nós. Ela foi o lembrete de que não apenas podemos alcançar as estrelas, mas nossa influência é essencial para a sobrevivência delas. Esqueça a sacudida de mesa, ela construiu a mesa!”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Zoe Saldana (@zoesaldana)
Astros celebram pioneirismo de Nichelle Nichols, a Uhura de “Jornada nas Estrelas”
A morte da atriz Nichelle Nichols, intérprete da tenente Uhura na série clássica “Jornada nas Estrelas” (Star Trek) e seus filmes derivados, emocionou a comunidade artística e fãs do universo “Star Trek” nos EUA. As redes sociais encheram de homenagens e manifestações de tristeza por ocasião do falecimento da atriz de 89 anos, num tributo ao pioneirismo e importância de seu desempenho na franquia sci-fi. As publicações no Twitter juntaram diversas estrelas do universo trekker, bem como outras celebridades que foram inspiradas por Nichols, que também desempenhou um papel importante para a NASA na vida real, ajudando a recrutar mulheres e negros para o programa espacial dos EUA. Entre os comentários, George Takei, que interpretou o Sr. Sulu ao lado de Nichols na série original de “Jornada nas Estrelas”, foi um dos mais emocionados. “Terei mais a dizer sobre a pioneira e incomparável Nichelle Nichols, que dividiu a ponte de comando conosco como tenente Uhura da USS Enterprise, e que faleceu hoje aos 89 anos. Mas hoje meu coração está pesado e meus olhos brilham como as estrelas entre as quais você agora descansa, minha querida amiga”, escreveu Takei no Twitter. “Vivemos muito e prosperamos juntos”, acrescentou, evocando a tradicional despedida vulcana da série – “Vida longa e próspera”. We lived long and prospered together. pic.twitter.com/MgLjOeZ98X — George Takei (@GeorgeTakei) July 31, 2022 William Shatner, intérprete do Capitão Kirk, com quem Nichelle compartilhou o primeiro beijo interracial da história da TV, testemunhou o impacto do trabalho da atriz na série. “Fico triste em saber da morte de Nichelle. Ela era uma mulher bonita e interpretou uma personagem admirável que fez muito por redefinir as questões sociais tanto aqui nos EUA quanto em todo o mundo. Eu certamente sentirei falta dela. Enviando meu amor e condolências à sua família”, tuitou. I am so sorry to hear about the passing of Nichelle. She was a beautiful woman & played an admirable character that did so much for redefining social issues both here in the US & throughout the world. I will certainly miss her. Sending my love and condolences to her family. Bill — William Shatner (@WilliamShatner) July 31, 2022 A atriz Celia Rose Gooding, que herdou o papel de Nichols, como a novata Nyota Uhura na série prólogo da Paramount+, “Star Trek: Strange New Worlds”, se disse honrada em poder dar continuidade ao legado da atriz. “Ela abriu espaço para muitos de nós. Ela foi o lembrete de que não apenas podemos alcançar as estrelas, mas nossa influência é essencial para a sobrevivência delas. Esqueça a sacudida de mesa, ela construiu a mesa!”, comentou. She made room for so many of us. She was the reminder that not only can we reach the stars, but our influence is essential to their survival. Forget shaking the table, she built it! #RIPNichelleNichols 🕊✨🖖🏾 pic.twitter.com/k1aVw15w3d — ALIEN SUPERSTAR CRG (@celiargooding) July 31, 2022 O ator Wilson Cruz, intérprete do Dr. Culber em “Star Trek: Discovery”, celebrou a importância da atuação de Nichols como Uhura: “Antes que entendêssemos o quanto Representatividade Importa, Nichelle Nichols mostrou para nós. Com sua presença e graça, ela iluminou quem nós, como pessoas de cor, somos e nos inspirou a alcançar nosso potencial. Descanse bem, diamante brilhante no céu”. Before we understood how much #RepresentationMatters #NichelleNichols modeled it for us. With her very presence & her grace she shone a light on who we as people of color are & inspired us to reach for our potential. Rest well glittering diamond in the sky https://t.co/DmeLFbg825 — Wilson Cruz (@wcruz73) July 31, 2022 Kate Mulgrew, que foi a Capitã Janeway da série “Star Trek: Voyager”, compartilhou: “Nichelle Nichols foi a primeira. Ela foi uma pioneira que percorreu uma trilha muito desafiadora com coragem, graça e um fogo lindo que provavelmente não veremos novamente. Que ela descanse em paz.” Nichelle Nichols was The First. She was a trailblazer who navigated a very challenging trail with grit, grace, and a gorgeous fire we are not likely to see again. May she Rest In Peace. #NichelleNichols pic.twitter.com/DONSz6IV2b — Kate Mulgrew (@TheKateMulgrew) July 31, 2022 Marina Sirtis, a conselheira Deanna Troi em “Star Trek: A Nova Geração”, exaltou: “Você liderou o caminho e abriu a porta para o resto de nós, que seguimos em seu rastro. Seremos eternamente gratos. Meu coração está partido”. RIP @NichelleIsUhura. You led the way and opened the door for the rest of us who followed in your wake. We will be forever grateful. My heart is broken💔😢 — Marina Sirtis (@Marina_Sirtis) July 31, 2022 Jeri Ryan, intérprete de Sete de Nove (Seven of Nine) em “Star Trek: Voyager” e “Star Trek: Picard”, a definiu como “uma verdadeira lenda”: “Seu legado viverá para sempre”. RIP to a true legend. Her legacy will live forever.#NichelleNichols — Jeri Ryan (@JeriLRyan) July 31, 2022 O produtor e cineasta JJ Abrams, que dirigiu o reboot de “Star Trek” de 2009 e sua continuação, salientou que ela era “uma mulher notável em um papel notável”. “Nichelle, você fará muita falta”, postou. A remarkable woman in a remarkable role. Nichelle, you will be deeply missed. Sending much love and respect. pic.twitter.com/ZRnMblXx0Z — JJ Abrams (@jjabrams) July 31, 2022 Alex Kurtzman, que escreveu os dois filmes dirigidos por Abrams e atualmente comanda o universo de séries de “Star Trek” da Paramount+, disse que foi a atriz quem lhe abriu os olhos para o significado da franquia. “Nichelle foi uma inspiração singular. Ela foi quem realmente abriu meus olhos para o que é ‘Star Trek’ e o que representa. Eu não posso te dizer quantas pessoas me disseram que ela é a razão pela qual eles se tornaram… uma astronauta, uma cientista, uma escritora, uma linguista, uma engenheira… e continua. Estamos sob sua luz e a honramos hoje e todos os dias. Obrigado, querida Nichelle, por abrir o caminho”, escreveu. We stand in her light and honor her today and every day. Thank you, dear Nichelle, for leading the way. 2/2 — Alex Kurtzman (@Alex_Kurtzman) July 31, 2022 Lynda Carter, que foi a Mulher-Maravilha dos anos 1970, também destacou a importância da intérprete de Uhura: “Muitos atores se tornam estrelas, mas poucas estrelas podem mover uma nação. Nichelle Nichols nos mostrou o poder extraordinário das mulheres negras e abriu caminho para um futuro melhor para todas as mulheres na mídia. Obrigado, Nichelle. Nós sentiremos sua falta”. Many actors become stars, but few stars can move a nation. Nichelle Nichols showed us the extraordinary power of Black women and paved the way for a better future for all women in media. Thank you, Nichelle. We will miss you. pic.twitter.com/KhUf4YM6pX — Lynda Carter (@RealLyndaCarter) July 31, 2022 Jason Alexander, da série “Seinfeld”, assumiu-se um trekker de carterinha ao lamentar a perda: “Meu amor pela ‘Star Trek’ original é profundo. Nichelle Nichols foi uma pioneira e uma embaixadora gloriosa de sua série, de seu papel e da Ciência durante toda a sua vida. E foi uma pessoa verdadeiramente adorável. Que ela tenha uma aventura maravilhosa até a fronteira final”. My love for the original Star Trek is profound. Nichelle Nichols was a ground-breaker and a glorious ambassador for her show, her role and science all her life. And a truly lovely person. May she have a wonderful adventure to the final frontier.#ripnichellenichols — jason alexander (@IJasonAlexander) July 31, 2022 Colman Domingo, ator de “Fear the Walking Dead” e “Euphoria”, escreveu: “Nichelle Nichols nos disse que pertencíamos ao espaço sideral. Nós somos ilimitados. Os céus ganharam um Uhura hoje”. Nichelle Nichols told us that we belonged in outer space. We are limitless. The heavens have gained an Uhura today. — Colman Domingo (@colmandomingo) July 31, 2022 O rapper Chuck D, da banda Public Enemy, também prestou sua homenagem. “Antes de Scotty teleportar, antes de Spock mandar sinais de Vulcan, antes de Kirk dizer a Sulu para levá-lo à velocidade Warp Fator 9… A mana Uhura… Nichelle Nichols tinha que ter aquele cabelo jeitoso, a saia perfeita e os brincos pendurados ANTES de lidar com o espaço sideral…” Before Scotty beamed up , Before Spock threw Vulcan signs, Before Kirk told Sulu take it to Warp Factor 9 .. Sis Uhura.. Nichelle Nichols was gonna have that hair tight , skirt right and earrings dangling BEFORE she was dealing with outer space.. 🙏🏿 pic.twitter.com/bWPR3LJwTQ — Chuck D (@MrChuckD) July 31, 2022 Até a NASA se manifestou: “Celebramos a vida de Nichelle Nichols, atriz de ‘Jornada nas Estrelas’, pioneira e modelo, que simbolizou para muitos o que era possível. Ela fez parceria conosco para recrutar algumas das primeiras mulheres e astronautas de minorias raciais e inspirou gerações a alcançar as estrelas”. We celebrate the life of Nichelle Nichols, Star Trek actor, trailblazer, and role model, who symbolized to so many what was possible. She partnered with us to recruit some of the first women and minority astronauts, and inspired generations to reach for the stars. pic.twitter.com/pmQaKDb5zw — NASA (@NASA) July 31, 2022
Nichelle Nichols, a Uhura de “Jornada nas Estrelas”, morre aos 89 anos
A atriz Nichelle Nichols, que interpretou a oficial de comunicações Nyota Uhura na série clássica “Jornada nas Estrelas” (Star Trek) e seus filmes derivados, morreu na noite de sábado (30/7) em Silver City, Novo México (EUA), aos 89 anos. Nascida Grace Nichols em Robbins, Illinois, em 28 de dezembro de 1932, Nichols começou sua carreira aos 16 anos cantando na big band de Duke Ellington, e após encontrar dificuldades para seguir carreira em musicais, ela virou coelhinha do Playboy Club de Chicago. Paralelamente, insistiu na carreira teatral, sendo indicada duas vezes ao prêmio de Melhor Atriz de Chicago. Ela estreou no cinema em 1959, como figurante dançarina na adaptação do musical “Porgy & Bess”, mas só se dedicou às telas a partir de meados anos 1960, quando emplacou seus primeiros papéis de coadjuvante, no thriller “A Mulher Sem Rosto” (1968), com James Garner, e a comédia “Doutor, O Sr. Está Brincando!” (1967), com Sandra Dee. Ela também chegou a participar de episódios duplos das séries “A Caldeira do Diabo” e “Tarzan” antes de ser escalada em “Jornada nas Estrelas”. Ela entrou para a história da TV ao compartilhar o primeiro beijo interracial das telinhas com seu colega de elenco William Shatner, intérprete do Capitão Kirk, num episódio de 1968 da série de ficção científica. A iniciativa deu muito o que falar na época, em que protestos por igualdade racial sofriam grande repressão, a ponto de seus líderes serem assassinados. Mas o episódio “Herdeiros de Platão” (Plato’s Stepchildren) encontrou uma saída para mostrar a ousadia sem criar reação negativa. Na trama, Uhura e o Capitão Kirk não escolhiam se beijar, mas eram obrigados a fazê-lo por alienígenas com a capacidade de controlar humanos. Nervosa com uma possível rejeição do público, a rede NBC insistiu que a cena tivesse takes alternativos, com e sem beijo, mas Nichols e Shatner erraram de propósito todas as gravações para que a emissora não tivesse opção a não ser transmitir o beijo aparente, deixando no ar se seus lábios realmente se tocaram ou não – segundo Nichols, em seu livro de memórias, o beijo foi pra valer. Mesmo com todas as precauções, o beijo se tornou um momento marcante e muito falado, especialmente por se considerar que, antes disso, o máximo de carinho interracial aceito tinha sido um beijo de Sammy Davis Jr. no rosto de Nancy Sinatra durante um especial da cantora, exibido um ano antes. Mas a importância televisiva de Uhura, cujo nome vem de uma palavra suaíli que significa “liberdade”, foi muito maior que seu beijo interracial. Ela foi uma das primeiras personagens afro-americanas em papel de comando numa série, além de representar o futuro racialmente integrado da utopia trekker, imaginado pelo escritor Gene Roddenberry. Whoopi Goldberg, que mais tarde interpretou Guinan em “Jornada nas Estrelas: A Nova Geração”, descreveu Uhura como seu modelo, dizendo ter ficada encantada na adolescência ao ver uma personagem negra na televisão que não fosse uma empregada doméstica. Goldberg não foi a única a perceber a importância da personagem. Quando Nichols cogitou deixar “Jornada nas Estrelas” após a 1ª temporada para seguir carreira na Broadway, o maior líder negro dos EUA, o reverendo Martin Luther King Jr., a persuadiu a continuar na atração. Fã da série, ele entendia a importância de Uhura para cultura e a sociedade norte-americana, não apenas em termos de representatividade, mas também como fator trabalhista para o mercado de profissionais negros. De fato, até a NASA empregou mais tarde Nichols em uma campanha para encorajar mulheres e afro-americanos a se tornarem astronautas. O Grupo 8 de Astronautas da NASA, selecionado em 1978, incluiu as primeiras mulheres e minorias étnicas a serem recrutadas, incluindo três negras. Dr. Mae Jemison, a primeira mulher negra a voar a bordo do ônibus espacial, citou “Jornada nas Estrelas” como uma influência em sua decisão de ingressar na agência espacial. Nichols interpretou a tenente Uhura nas três temporadas da série original, de 1966 a 1969, e depois retomou a personagem em mais duas temporadas de “Jornada nas Estrelas: A Série Animada” (1973–1975) e nos seis primeiros filmes da franquia, de “Jornada nas Estrelas: O Filme” (1979) a “Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida” (1991). Após a série clássica, a atriz compartilhou as telas com o cantor Iaac Hayes no filme “Truck Turner” (1974) e coestrelou o terror “Os Sobrenaturais” (1986), antes de iniciar uma carreira como dubladora de animações, que incluiu séries como “Gárgulas”, “Homem-Aranha” e “Futurama”. Mais recentemente, ela participou das comédias “Neve pra Cachorro” (2002) e “Querem Acabar Comigo” (2005), e de cinco episódios da série “Heroes” (em 2007), cujo elenco também incluía George Takei (o Sr. Sulu de “Jornada nas Estrelas”). Um de seus últimos trabalhos comerciais foi uma aparição em “Sharknado 5: Voracidade Global” (2017). Mas ela sempre se manteve ligada aos fãs, apoiando várias produções não comerciais inspiradas em “Star Trek”. Nichols chegou até a retomar o papel de Nyota Uhura em “Star Trek: Of Gods and Men” (2007), “Star Trek: First Frontier” (2020) e no podcast “Starship Excelsior” (2016), além de viver uma nova personagem em “Star Trek: Renegades” (2017), todas criadas por fãs. Em 1991, a atriz também se tornou a primeira mulher afro-americana a ter as impressões de suas mãos imortalizadas diante do TCL Chinese Theatre, junto de celebridades da era de ouro de Hollywood.
Taurean Blacque: Ator da série “Chumbo Grosso” morre aos 82 anos
O ator Taurean Blacque, que viveu o detetive Neal Washington na série clássica “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues) morreu na quinta-feira (21/7) em Atlanta após uma breve doença, aos 82 anos. Ele estrelou todas as sete temporadas do drama que revolucionou as séries policiais nos anos 1980, aparecendo em 144 episódios de 1981 a 1987. A atuação na produção criada por Steven Bochco e Michael Kozoll, que acompanhava o cotidiano numa delegacia de polícia com um realismo nunca antes visto na TV, rendeu a Blacque uma indicação ao Emmy de Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática em 1982. O personagem de Blacque, o detetive Neal Washington, era um policial veterano respeitado, mas severo, conhecido por usar boina e ter um palito de dentes a mão, que eram verdadeiras marcas registradas. O ator nasceu Herbert Middleton Jr. em Newark, Nova Jersey, em 10 de maio de 1940. Começou a atuar em meados da década de 1970 na Negro Ensemble Company, uma companhia de teatro composta apenas por integrantes negros com sede em Nova York, onde adotou o pseudônimo Taurean (por causa de seu signo, Touro) Blacque (pela cor), e logo começou a aparecer como convidado em séries de TV como “Sanford and Son”, “Good Times”, “What’s Happening”, “The Bob Newhart Show” e “Taxi”. Depois do sucesso em “Chumbo Grosso”, ele ainda interpretou outro policial nos anos 1990, durante as duas temporadas da série dramática “Savannah” (1996-97). Ele deixa 12 filhos, muitos dos quais adotou, além de 18 netos e dois tataranetos.
LQ Jones: Ator dos westerns de Sam Peckinpah morre aos 94 anos
O ator LQ Jones, que trabalhou em dezenas de westerns, incluindo o clássico “Meu Ódio Será Sua Herança”, de Sam Peckinpah, morreu neste sábado (9/7) de causas naturais em sua casa em Hollywood Hills, aos 94 anos. Nascido Justice Ellis McQueen Jr. em 19 de agosto de 1927, na cidade de Beaumont, no Texas, ele ficou órfão muito pequeno e foi criado por parentes numa fazenda, aprendendo a andar a cavalo aos 8 anos de idade. Sua transformação em ator se deu por acaso. Enquanto estudava Direito na Universidade do Texas, foi companheiro de quarto de Fess Parker, o futuro Daniel Boone da TV. Mas enquanto o colega foi para Hollywood, ele investiu todo seu dinheiro num rancho que faliu. Sabendo da situação do amigo, Parker o convidou a fazer um teste para um projeto que ia filmar. Desenhou até um mapa de como chegar no estúdio. Jones foi aprovado pelo diretor Raoul Walsh e estreou no cinema como um soldado em “Qual Será Nosso Amanhã?” (1955), ao lado de Parker, Tab Hunter, Van Heflin, Aldo Ray e grande elenco. Seu personagem era um soldado chamado LQ Jones, e ele gostou tanto da experiência que adotou a denominação como seu nome artístico. No começo, especializou-se em filmes de guerra. Acumulou produções do tipo, incluindo alguns clássicos, como “Entre o Céu e o Inferno” (1956), de Richard Fleischer, “Os que Sabem Morrer” (1957), de Anthony Mann, “Os Deuses Vencidos” (1958), de Edward Dmytryk, “A Morte Tem Seu Preço” (1958), novamente de Walsh, e “O Inferno é para os Heróis” (1962), de Don Siegel. No meio de tanto tiro, foi aparecer pela primeira vez como cowboy, curiosamente, na estreia de Elvis Presley no cinema: “Ama-Me com Ternura” (1956). E ainda voltou a contracenar com o Rei do Rock em outro western, “Estrela de Fogo” (1960). Assim, aos poucos, foi mudando seu perfil. De soldado, virou cowboy e passou a cavalgar com Joel McCrea, Randolph Scott, Glenn Ford e Audie Murphy em filmes do Velho Oeste. Ao mesmo tempo, aproveitou que o gênero do “bangue-bangue” explodiu na TV e disparou rumo aos holofotes televisivos, fazendo múltiplas participações em séries como “Cheyenne”, “As Aventuras de Rin Tin Tin”, “Gunsmoke”, “Annie Oakley”, “Laramie”, “O Homem do Rifle”, “Caravana” (Wagon Train), “Couro Cru” (Rawhide), “Johnny Ringo”, “Big Valley” e especialmente “O Homem de Virgínia” – onde interpretou o ajudante de rancho Andy Belden por 25 episódios. Jones conheceu o diretor Sam Peckinpah numa dessas séries, “Klondike”. A produção só durou uma temporada, mas a amizade prosperou por décadas. Depois da série, o cineasta o escalou em cinco westerns de cinema. O primeiro foi “Pistoleiro do Entardecer” (1962), com Henry Fonda e Randolph Scott, seguido por “Juramento de Vingança” (1965), estrelado por Charlton Heston. E então veio o célebre “Meu Ódio Será Sua Herança” (1969). O filme que estabeleceu a estética ultraviolenta, das mortes em câmera-lenta, rendeu o papel pelo qual Jones é mais lembrado: o sádico caçador de recompensas TC, que se junta a Robert Ryan e Strother Martin na perseguição da quadrilha de assaltantes liderada por William Holden. Ele seguiu colaborando com Peckinpah em “A Morte Não Manda Recado” (1970) e “Pat Garrett e Billy the Kid” (1973). E em meio a essa parceria ainda apareceu em outros clássicos do gênero: “Nevada Smith” (1966), com Steve McQueen, “A Marca da Forca” (1968), com Clint Eastwood, e “Caçada Sádica” (1971), com Gene Hackman. Mas a carreira de Jones foi atingida em cheio quando os westerns saíram de moda em meados dos anos 1970. Até Peckinpah partiu para os thrillers. Quando faltaram trabalhos para antigos cowboys, Jones tratou de virar produtor. Ele e o colega Alvy Moore formaram a produtora LQ/JAF e fizeram quatro filmes de gêneros inesperados: terror e sci-fi. O próprio Jones dirigiu “O Quarto do Diabo” (1964), escreveu “A Irmandade de Satanás” (1971) e fez ambos em “O Menino e Seu Cachorro” (1975), que costuma ser apontado como a maior inspiração de “Mad Max”. Adaptação de um romance de Harlan Ellison, “O Menino e Seu Cachorro” acompanhava o ainda adolescente Don Johnson por uma terra devastada pelo apocalipse no distante ano de 2024. Virou cult. Mas Jones não seguiu como diretor. Em vez disso, voltou a fazer participações em séries – agora policiais – , como “As Panteras”, “CHiPs” e “Esquadrão Classe A”. Seu último trabalho atrás das câmeras foi a direção de um episódio de “O Incrível Hulk”, em 1980. Em uma longa entrevista recente para o site Camera in the Sun, ele explicou que dirigir dava muito trabalho. Atuar era bem mais fácil e, sempre que precisavam de um xerife, ainda lembravam dele. Nos anos 1980, Jones foi xerife em “The Yellow Rose” (1983-1984), série de faroeste contemporâneo, que juntava um elenco de feras – Sam Elliott, Cybill Shepherd e Chuck Connors. E até na sci-fi “O Cavaleiro do Tempo” (1982). Ele chegou a reviver a carreira cinematográfica na década seguinte, aparecendo em alguns sucessos de bilheteria, como a comédia de western “Rapidinho no Gatilho” (1994), com Paul Hogan, o thriller “No Limite” (1998), com Anthony Hopkins, o blockbuster de aventura “A Máscara do Zorro” (1998), com Antonio Banderas, e o premiado drama mafioso “Cassino” (1995), de Martin Scorsese, em que interpretou, para variar, o homem da lei que era o inimigo do gângster vivido por Robert De Niro. Sua última aparição nas telas foi como o cantor country Chuck Akers em “A Última Noite” (2006), que também foi o último filme de Robert Altman, falecido naquele ano.
Astro de “Magnum” agradece fãs pelo salvamento da série
O ator Jay Hernandez usou o Twitter neste domingo (3/7) para agradecer aos fãs pelo apoio e campanhas que resultaram no resgate de “Magnum”. A série voltará em mais duas temporadas na rede americana NBC, após ter sido cancelada em maio pela CBS. “Ok, tenho certeza que agora todos vocês já ouviram as ótimas notícias”, disse o intérprete de Magnum no vídeo. “’Magnum’ terá uma 5ª temporada. Obrigado aos fãs pelo tremendo esforço. Quero dizer, vocês tinham petições, vocês colocaram um outdoor na Times Square. Por causa de todo esse barulho que fizeram, agora temos uma nova casa na NBC. Vejo vocês na 5ª temporada!” O vídeo foi postado após um texto anterior de agradecimento. “Foi um pouco tortuoso, mas conseguimos!” tuitou Hernandez na sexta (1/7). “O amor e apoio de vocês nos ajudaram a cruzar a linha de chegada, obrigado e obrigado também à NBC por assumir a responsabilidade! Hora de tirar o pó da camisa Aloha! Ohana”. Sexta foi o dia em que a rede NBC deu sinal verde para os produtores de “Magnum” desenvolverem duas temporadas inéditas da atração, com 10 episódios cada. O acordo foi facilitado pela participação da Universal Television na produção da série, em parceria com o CBS Studios. A Universal Television faz parte do mesmo conglomerado (NBCUniversal) do canal NBC. Além disso, a NBC já teve sucesso com o resgate de outra série cancelada por rival: após ser cancelada pela Fox, a comédia “Brooklyn Nine-Nine” retornou com uma audiência 71% maior na NBC em 2019. A decisão da CBS de cancelar “Magnum” foi um choque para os produtores e também para o mercado, porque a atração estrelada por Jay Hernandez e ambientada no Havaí tinha uma média de cerca de 7,4 milhões de espectadores e liderava seu horário de exibição nas noites de sexta-feira nos EUA. A série era a última produção do CBS Studios criada por Peter M. Lenkov, após o produtor ser demitido em 2020 por denúncias de mau comportamento no ambiente de trabalho. Ele também era responsável pelos reboots de “Hawai Five-0” e “MacGyver”, anteriormente canceladas. Jay Hernandez (o El Diablo do filme do “Esquadrão Suicida”) vivia a nova versão do detetive particular eternizado por Tom Selleck nos anos 1980, que desta vez aparecia acompanhado por uma parceira feminina: a atriz galesa Perdita Weeks (“Penny Dreadful”), numa reinvenção do papel de Higgins. “Magnum” é disponibilizada em streaming no Brasil pela Globoplay, e a mudança de canal nos EUA não deve alterar esse acordo. So many people worked very hard to make this happen. CBS, Universal, Magnum execs & all you fans out there. The tremendous effort paid off in a very unlikely move for any TV show. We can't wait to start filming again. 🙏🏽 #MagnumPISaved #NBC #ohana ❣️ https://t.co/Jz7JAZN3Mi — Jay Hernandez (@jay_hernandez) July 3, 2022 It was a bit circuitous but we did it!Your love & support helped get us over the finish line, thank you & thanks to @nbc for stepping up!Time to dust off the Aloha shirt! #ohana ❣️🍾😎🏝🌈🏎 https://t.co/wJqoJ64lEh — Jay Hernandez (@jay_hernandez) July 1, 2022
“Magnum” é resgatada e terá mais duas temporadas
A série “Magnum”, cancelada no começo de maio pela rede CBS, vai voltar a ser produzida para ser exibida num canal rival nos EUA. A rede NBC deu sinal verde para os produtores desenvolverem duas temporadas inéditas da atração, com 10 episódios cada. O acordo foi facilitado pela participação da Universal Television na produção da série, em parceria com o CBS Studios. A Universal Television faz parte do mesmo conglomerado (NBCUniversal) do canal NBC. Além disso, a NBC já teve sucesso com o resgate de outra série cancelada por rival: após ser cancelada pela Fox, a comédia “Brooklyn Nine-Nine” retornou com uma audiência 71% maior na NBC em 2019. A decisão da CBS de cancelar “Magnum” foi um choque para os produtores e também para o mercado, porque a atração estrelada por Jay Hernandez e ambientada no Havaí tinha uma média de cerca de 7,4 milhões de espectadores e liderava seu horário de exibição nas noites de sexta-feira nos EUA. A série era a última produção do CBS Studios criada por Peter M. Lenkov, após o produtor ser demitido em 2020 por denúncias de mau comportamento no ambiente de trabalho. Ele também era responsável pelos reboots de “Hawai Five-0” e “MacGyver”, anteriormente canceladas. Jay Hernandez (o El Diablo do filme do “Esquadrão Suicida”) vivia a nova versão do detetive particular eternizado por Tom Selleck nos anos 1980, que desta vez aparecia acompanhado por uma parceira feminina: a atriz galesa Perdita Weeks (“Penny Dreadful”), numa reinvenção do papel de Higgins. “Magnum” é disponibilizada em streaming no Brasil pela Globoplay, e a mudança de canal nos EUA não deve alterar esse acordo.
Volta de “Who’s the Boss?” é oficializada com elenco original
Uma das séries de comédia mais populares dos anos 1980 teve sua continuação oficializada. A plataforma Freevee (ex-IMDB TV), de acesso gratuito da Amazon, encomendou a produção da 1ª temporada do revival de “Who’s the Boss?”, que voltará a trazer Tony Danza e Alyssa Milano em seus papéis originais. Eles voltarão a viver Tony e Samantha Micelli, pai e filha que vão morar na casa de uma patroa rica onde Tony arranja trabalho como empregado doméstico. Considerada bastante progressiva para 1984, a comédia lidava com uma inversão de papéis e de estereótipos de gênero, refletindo as mudanças de comportamento da época, quando mais mulheres conseguiam sucesso em carreiras de executivas. Muito bem recebida pelo público, a atração durou 8 temporadas na rede ABC, entre 1984 e 1992, chegando a atingir uma média impressionante de 33 milhões de telespectadores ao vivo. Ao longo da série, o público também acompanhou o crescimento de Milano, que tinha 11 anos no primeiro episódio e 19 em seu encerramento. A premissa da continuação vai colocar a atriz no centro dos novos capítulos. Trinta anos depois do fim da série original, Samantha (Milano) é agora uma mãe solteira, que mora na mesma casa em que foi criada. Desta vez, em vez de explorar diferenças de gênero e classe, a série terá como tema as diferenças geracionais, além de visões de mundo opostas e contará com a dinâmica de uma família moderna nos anos 2020. Outros membros do elenco original, como Judith Light, a antiga patroa Angela, e Danny Pintauro, seu filho Jonathan, também devem aparecer como seus personagens no programa. Todos os atores da série se tornaram grandes amigos e permanecem em contato até hoje. A encomenda do revival para a Sony Television reflete o sucesso atual das sitcoms clássicas, que tem rendido grandes audiências em streaming e inspirado a tendência de resgate de produções antigas – adaptadas para as novas gerações em versões repaginadas, como “One Day at a Time” e “Fuller House”. A sequência de “Who’s the Boss?” terá produção executiva do veterano Norman Lear, produtor original da atração – e criador de “One Day at a Time”, entre outros líderes de audiência do passado. Danza e Milano também servirão como produtores executivos. Ainda não há previsão de estreia.












