Minha Mãe É uma Peça: Marieta Severo será mãe de Dona Hermínia na série
O ator e humorísta Paulo Gustavo revelou que a atriz Marieta Severo fará parte da série de “Minha Mãe É uma Peça”, interpretando a mãe da Dona Hermínia. A novidade veio à tona durante entrevista ao programa “Conversa com Bial”, exibida na noite de terça (19/5). “A 1ª temporada vai voltar lá atrás na vida de Dona Hermínia, e vai mostrar a personagem quando ainda era casada, com os filhos com oito anos de idade. O primeiro episódio será sobre a mãe de Dona Hermínia; sobre o que a mãe deixou para a filha. Vai mostrar como a Dona Hermínia se tornou o que é”. Segundo Gustavo, a Dona Hermínia foi inspirada em alguma medida na personagem de Mariana Severo na peça “A Estrela do Lar”, por isso considera escalação perfeita. A série baseada em “Minha Mãe É uma Peça” tinha estreia prevista para o segundo semestre, na plataforma Globoplay, antes das gravações serem paralisadas por causa da pandemia do coronavírus. Paulo Gustavo criou Dona Hermínia na peça homônima, que virou filme em 2013, tornando-se o lançamento mais assistido no Brasil naquele ano, com mais de 4,6 milhões de espectadores. A última encarnação da personagem foi no terceiro longa da franquia, lançado no final de 2019, que faturou mais de R$ 180 milhões, a maior bilheteria da história do cinema nacional.
Coisa Mais Linda: 2ª temporada da série “bossa nova” da Netflix ganha primeiras fotos
A Netflix divulgou as primeiras fotos da 2ª temporada de “Coisa Mais Linda”, série brasileira passada na época da Bossa Nova, que chega ao streaming em 19 de junho. Apesar do contexto musical, a atração opta pelo melodrama ao dar maior ênfase à jornada de suas personagens femininas na sociedade machista do período, que chega aos anos 1960 nos novos episódios. As imagens divulgadas pela plataforma também revelam novos personagens. Segundo a sinopse, Malu (Maria Casadevall) continua sendo a mesma mulher determinada, mãe dedicada e amiga leal. No entanto, após os acontecimentos do final da temporada inaugural, a mocinha ganha uma força interior, alimentada pelo trauma. Ela fica ainda mais forte, sem filtro e desinibida. Já Thereza (Mel Lisboa) opta por dedicar-se ao lar e à família, mas não demora muito para sentir falta do trabalho. Desta vez, a loira vai se aventurar em uma rádio. Antes de seu casamento, Adélia (Pathy Dejesus) pensa muito em sua infância e em seu pai. Ela deseja começar do zero a relação com Capitão (Ícaro Silva) e decide seguir em frente para sempre. Enquanto isso, a irmã de Adélia, Ivone (Larissa Nunes), passa de uma adolescente típica a uma talentosa aspirante a artista, que tem a chance de provar sua capacidade para uma indústria ainda dominada por homens, com a ajuda de Malu. Vale observar que Fernanda Vasconcellos, intérprete de Lígia, não aparece nas imagens divulgadas pela plataforma. A ausência da personagem pode ser uma dica sobre o que aconteceu após a tragédia do último episódio do drama. No elenco da segunda temporada, retornam Leandro Lima, Gustavo Machado, Alexandre Cioletti e Gustavo Vaz. Já entre os intérpretes dos novos personagens estão Val Perré, Breno Ferreira, Eliana Pittman, Angelo Paes Leme, Alejandro Claveaux e Kiko Bertholini. A nova temporada de “Coisa Mais Linda”, que estreia daqui a um mês, terá apenas seis episódios de 50 minutos cada.
Débora Falabella diz que Bolsonaro não é normal e deve ser tratado como lunático
A atriz Débora Falabella, que estrela a série “Aruanas”, atualmente exibida pela rede Globo, aproveitou o tema politizado da produção, que acompanha ativistas ambientais, para criticar o governo Bolsonaro. Durante uma entrevista ao portal UOL, Falabella foi direta ao falar a respeito do presidente. “A gente precisa ter a percepção de que estamos lidando com algo que não é normal. Durante muito tempo, no início desse governo, acho que as pessoas estavam lidando com ele de uma forma muito normal, como se fosse só uma pessoa que fala coisas absurdas. Agora está muito explícito. Não sei como que a gente não trata essa pessoa [Bolsonaro] como um louco, um lunático, há muito tempo”, disparou a a atriz. Na série, Falabella interpreta Natalie, uma jornalista que busca a verdade, doa a quem doer, e que usa seu trabalho para auxiliar a ONG Aruana em luta pela defesa da Amazônia. Sua personagem chegou a declarar num episódio que o papel do jornalismo é colocar o dedo na ferida, e a atriz viu paralelos na relação dos vilões da produção com o comportamento de Bolsonaro, que chegou a mandar jornalista “calar a boca” para não responder a uma pergunta. Ela acrescenta que a resposta do atual governo à pandemia do novo coronavírus só reforçou sua percepção. “Vejo com muita tristeza o que está acontecendo com o nosso país agora. Acho que já é um momento muito difícil para o mundo. O que a gente escuta [no Brasil] é muito vergonhoso, absurdo. Chegou em um momento em que não dá mais para fingir que isso é normal. A gente está precisando defender a vida e estamos lidando com um governo que está fechando os olhos para isso e ao mesmo tempo tenta atacar quem está defendendo. Hoje no nosso país a gente está lidando com duas virulências [o governo e o coronavírus]”, frisa ela. Falabella diz considerar as omissões do governo na saúde tão ou mais perigosas que a devastação que incentiva na Amazônia. “A série foi escrita há muito tempo, acho que a Amazônia já vem sofrendo há muito tempo, com governos anteriores também. Mas agora a gente chegou nas vias do absurdo. Se trata da nossa sobrevivência defender a natureza, a floresta, nossos recursos naturais. Quem é contra isso é contra a vida. É muito claro que não estamos levantando uma questão política controversa, estamos falando de algo de um bem geral, que precisa ser defendido”. Em sua pesquisa para compor sua personagem, ela visitou a Amazônia e conheceu de perto a atuação de ONGs, em especial do Greenpeace, que chegou a ser atacado com fake news pelo presidente. “O Greenpeace foi transformador para mim: eu ouvia falar, via as matérias, achava incrível, mas quando você conhece, conversa com aquelas pessoas, você tem uma sensação mesmo que eles são heróis”, afirma. Ela reforça que é preciso defender a atuação de ativistas. “O Brasil tem um número horrível: é o país onde mais se mata ativistas. Isso é muito triste. O interessante da série é mostrar que ativistas são pessoas reais, que estão lutando por algo de um bem maior. Elas poderiam estar dentro de suas casas, não se preocupando com isso”. Vale lembrar que Bolsonaro culpou até Leonardo DiCaprio de incendiar a Amazônia. Ele também acusou, sem provas, ONGs de fazerem picaretagem, ao mesmo tempo em que desmontou mecanismos de fiscalização e proteção de reservas indígenas, incentivando demissões de funcionários eficientes e premiando invasores de terras com a regularização de seus crimes. O resultado é um desmatamento sem qualquer precedente na região, com recordes que não param de crescer.
Criador e diretor de Arcanjo Renegado fazem nova série criminal para a Globoplay
O roteirista-produtor José Junior, criador das séries “A Divisão” e “Arcanjo Renegado”, sucessos da plataforma Globoplay, prepara uma nova atração criminal para a plataforma. Trata-se de “Verônica”, sobre uma criminalista que passa a trabalhar para o crime organizado. O projeto terá direção geral do cineasta Heitor Dhalia (“Serra Pelada”), que também dirigiu a série “Arcanjo Renegado”. Segundo o jornal O Globo, os dois dividirão a produção e buscarão escalar atores negros nos papéis principais. A proposta, inclusive, é contratar roteiristas negras e uma equipe técnica formada por mulheres para as gravações. O roteiro do piloto começará a ser escrito entre agosto e outubro. Originalmente, o projeto seria desenvolvido de forma independente pela AfroReggae Audiovisual, que, ainda de acordo com o jornal, já havia recebido R$ 4,7 milhões via FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) para a produção. Com a entrada da Globo no negócio, o dinheiro será devolvido ao fundo.
Flávio Migliaccio (1934 – 2020)
O ator Flávio Migliaccio, visto recentemente na novela “Órfãos da Terra”, foi encontrado morto na manhã desta segunda (4/5) em seu sítio em Rio Bonito, no Rio de Janeiro, aos 85 anos. Junto com o corpo, o caseiro do sítio encontrou uma carta escrita pelo ator. A notícia foi confirmada pelo 35º BPM de Rio Bonito, delegacia que ainda investiga a causa da morte. Flávio nasceu no Brás, em São Paulo, em 15 de outubro de 1934, e teve uma longa carreira. Sua estreia como ator aconteceu no teatro, ainda nos anos 1950, ao lado da irmã, Dirce Migliaccio (1933-2009). Os dois participaram de diversas montagens do Teatro de Arena. Décadas depois, Dirce acabou virando a Emília, do “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, e também uma das irmãs Cajazeira, de “O Bem Amado”. Do teatro, Flávio foi para as telas. E embora sua carreira televisiva tenha sido notável, seus filmes foram ainda mais impressionantes. A lista incluiu clássicos absolutos como “O Grande Momento” (1958), de Roberto Santos, precursor do Cinema Novo, a antologia “Cinco vezes Favela” (1962), no segmento de Marcos Farias, “Fábula” (1965), de Arne Sucksdorff, “A Hora e Vez de Augusto Matraga” (1965), trabalhando novamente com Santos, “Todas as Mulheres do Mundo” (1966), de Domingos de Oliveira, “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha, “Arrastão” (1967), do francês Antoine d’Ormesson, “O Homem que Comprou o Mundo” (1968), de Eduardo Coutinho, “O Homem Nu” (1968), outra parceria com Roberto Santos, “Pra Frente, Brasil” (1982), de Roberto Farias, só para citar alguns, inscrevendo seu nome na história do Cinema Novo e da comédia contemporânea brasileira. Ele também foi cineasta. Escreveu e dirigiu nada menos que sete comédias, de “Os Mendigos” (1963) até uma produção dos Trapalhões, “Os Trapalhões na Terra dos Monstros” (1989). Paralelamente, deu início à carreira televisiva na antiga rede Tupi, encontrando grande sucesso em 1972 com o papel de Xerife, na novela “O Primeiro Amor”. O personagem se tornou tão popular que ganhou derivado, “Shazan, Xerife e Cia”, série infantil que Flávio estrelou com Paulo José (o Shazan). A atração marcou época. O ator se tornou muito popular com as crianças dos anos 1970, tanto pelo Xerife quanto pelo Tio Maneco, papel que ele criou e desempenhou no cinema e na TV. O primeiro filme, “Aventuras com Tio Maneco” (1971), virou fenômeno internacional, vendido para mais de 30 países. Sua criação ainda apareceu em “O Caçador de Fantasma” (1975) e “Maneco, o Super Tio” (1978), antes de ganhar série, “As Aventuras do Tio Maneco”, exibida pela TVE entre 1981 e 1985. A estreia na rede Globo aconteceu com a novela de comédia “Corrida do Ouro”, em 1974. E vieram dezenas mais, como “O Casarão” (1976), “O Astro” (1977), “Pai Herói” (1979), “Chega Mais” (1980), “O Salvador da Pátria” (1989), “Rainha da sucata” (1990), “A Próxima Vítima” (1994), “Torre de Babel” (1998), “Vila Madalena” (1999), “Senhora do Destino” (2004), “América” (2005), “Caminho das Índias” (2007), “Passione” (2010), “Êta! Mundo Bom” (2017) e a recente “Órfãos da Terra”, exibida no ano passado, em que viveu o imigrante Mamede. Ele também fez muitas séries, com destaque para “Tapas & Beijos” (2011–2015), ao lado de Andréa Beltrão e Fernanda Torres. E se manteve ligado ao universo infantil por toda a carreira, aparecendo nos filmes “Menino Maluquinho 2: A Aventura” (1998), de Fernando Meirelles, e “Os Porralokinhas” (2007), de Lui Farias. A lista enorme de interpretações de Flávio Migliaccio ainda inclui dois dos melhores filmes sobre futebol já feitos no Brasil, “Boleiros: Era Uma Vez o Futebol…” (1998) e a continuação “Boleiros 2: Vencedores e Vencidos” (2006), ambos com direção de Ugo Giorgetti. Em 2014, ele foi homenageado no Festival de Gramado com um Troféu Oscarito honorário pelas realizações de sua carreira. Seus últimos trabalhos foram a minissérie “Hebe”, da Globoplay, e o filme “Jovens Polacas”, de Alex Levy-Heller, lançado em fevereiro passado.
Unidade Básica: 2ª temporada estreia após hiato de quatro anos
A série médica brasileira “Unidade Básica” voltou ao ar, após quatro anos, em plena pandemia do novo coronavírus. Com estreia neste domingo, às 23h, pelo canal pago Universal, a 2ª temporada terá episódio duplos semanais, retomando a abordagem do sistema de saúde no Brasil por meio da ficção. “Unidade Básica” é similar, porém anterior à “Sob Pressão”. É fácil esquecer qual veio primeiro, devido ao espaçamento muito grande entre os episódios iniciais e os novos da produção da Gullane para a Universal. Como a gravação foi feita no ano passado, os novos capítulos não abordam a pandemia, mas outros temas potencialmente polêmicos, como feminicídio e aborto, além dos diagnósticos imediatistas e o corporativismo. A série acompanha a rotina de médicos, enfermeiros e outros profissionais de uma UBS (Unidade Básica de Saúde) na periferia de São Paulo, concentrando-se em dois pontos de vistas conflitantes. De um lado está o dr. Paulo (Caco Ciocler, de “Um Namorado para Minha Mulher”), médico de família que trabalha há mais de dez anos na mesma UBS. Ele se envolve com as histórias de vida de cada paciente, dá importância a questões emocionais e busca soluções não convencionais para os casos. Do outro, está a jovem médica Laura (Ana Petta, de “Trabalhar Cansa”). Recém-formada, seu projeto é ficar pouco tempo na UBS, onde pretende ganhar experiência e logo se tornar uma bem-sucedida especialista. Anna e a irmã, Helena Petta, infectologista que faz doutorado na USP, com período em Harvard, foram as idealizadoras da série, produzida pela Gullane, empresa com currículo cinematográfico premiado, de “Bicho de Sete Cabeças” (2001) a “Que Horas Ela Volta?” (2015). O roteirista-produtor Newton Cannito (“Reza a Lenda” e “Bróder”) completa a equipe criativa. Embora seja uma obra de ficção, todos os casos da série são baseados em fatos reais. Seguindo um antigo padrão das redes de TV americanas, a produção mostra, em cada episódio, um desafio médico diferente. Entre os casos da 1ª temporada, destacaram-se uma paciente diabética que não aderiu ao tratamento e um doente terminal de câncer que tem indicação de cuidados paliativos. Veja abaixo o trailer da 2ª temporada.
Hard: Natália Lage herda produtora de vídeos adultos em trailer de nova série da HBO
A HBO divulgou o primeiro trailer de “Hard”, sua nova série de comédia brasileira, que traz Natália Lage (“A Divisão”) como herdeira de uma produtora de vídeos adultos. Na trama, a atriz vive Sofia, uma dona de casa que, ao ficar viúva, descobre que o marido mentia sobre sua verdadeira profissão. Ela recebe como herança uma produtora pornô e precisa se adaptar à essa nova forma de sustentar a família. A série é remake de uma produção francesa de mesmo nome e terá duração de três temporadas, com 6 episódios de 30 minutos em cada uma delas. Gravada em São Paulo com direção geral de Rodrigo Meirelles (“Psi”, “Vade Retro”), a atração também traz no elenco Julio Machado (“Divino Amor”), Martha Nowill (“A Garota da Moto”), Fernando Alves Pinto (“A Vida Secreta dos Casais”) e Denise Del Vecchio (“Os Dez Mandamentos”). “Hard” estreia na HBO no dia 17 de maio às 23h.
Globoplay libera Os Normais, A Grande Família e mais séries clássicas em streaming
A plataforma Globoplay liberou mais cinco séries de comédia que fizeram grande sucesso na TV. A partir desta segunda-feira (20/4), “Os Normais” (2001-2003), “A Grande Família” (2001-2014), “Toma Lá Dá Cá” (2007-2009), “Tapas e Beijos” (2011-2015) e “A Diarista” (2004-2007) estão liberadas de graça para não assinantes do serviço. O conteúdo permanecerá disponível gratuitamente durante 60 dias na plataforma, juntando-se a outros títulos que já tinham sido liberados, como as séries “Shippados” (2019) e “Sandy & Junior” (1999-2002), a primeira parte da novela “Amor de Mãe” e o “Sinta-se em Casa”, humorístico que Marcelo Adnet protagoniza durante a quarentena. Para completar, o serviço de streaming também tinha liberado, durante o mês passado, séries infantis como “Detetives do Prédio Azul”, “Escola de Gênios”, “Mya Go”, “Bob Zoom”, “Valentins”, “Dr. Calça Dimensional”, longas animados da Disney e todas as temporadas de “Malhação”. “Desde que o isolamento social se intensificou no país, a Globoplay vem disponibilizando, de tempos em tempos, uma série de conteúdos que podem ser acessados gratuitamente. Ao todo já foram mais de 70 títulos”, disse a plataforma, em comunicado.
Rubem Fonseca (1925 – 2020)
O escritor Rubem Fonseca morreu na tarde desta quarta (15/4). Ele sofreu um infarto no horário do almoço e foi levado às pressas para o Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, onde veio a falecer. Autor de alguns dos livros mais emblemáticos da literatura brasileira e diversos roteiros de cinema, ele completaria 95 anos em maio. Nascido em 1925, em Juiz de Fora, Minas Gerais, Rubem Fonseca se mudou para o Rio ainda criança. Formado em Direito, tornou-se comissário em um Distrito Policial do bairro de São Cristóvão, uma vivência que o inspirou a se tornar o maior escritor do gênero policial no Brasil. Ele tinha 38 anos quando publicou o primeiro livro, a coletânea de contos “Os Prisioneiros” (1963), saudada como “revelação do ano” pelo Jornal do Brasil. Outras antologias, como “A Coleira do Cão” (1965) e “Lúcia McCartney” (1967) se seguiram, reinventando a narrativa policial, ao incluir em suas tramas as rápidas e brutais transformações das grandes metrópoles brasileiras. O ápice desse estilo se deu em “Feliz Ano Novo” (1975), que chegou a ser proibido pela ditadura militar por se basear num tripé de sexo, violência e conflitos de classes. Após superar a censura, sua fama de proibidão ajudou a torná-lo um dos maiores best-sellers do escritor. Reconhecido como um dos principais contistas da literatura brasileira, Fonseca também assinou romances premiados. A estreia no gênero se deu com “O Caso Morel” (1973), rendeu o impactante “Bufo & Spallanzani” (1986) e atingiu o ápice com o icônico “Agosto” (1990), que tinha o suicídio de Getúlio Vargas como pano de fundo e a criatividade voraz de um marco literário. Muitos de seus livros viraram filmes e séries, e o próprio escritor assinou algumas adaptações como roteirista, a começar por “Lúcia McCartney, Uma Garota de Programa” (1971), dirigida por David Neves. A mesma história, baseada em seu livro de 1967, virou série em 2016. Com “Relatório de um Homem Casado” (1974), iniciou grande amizade com Flávio Tambellini, que no ano seguinte rendeu seu primeiro roteiro original, “A Extorsão” (1975), escrito em parceira com o diretor, falecido logo após o lançamento. Rubem também trabalhou com o filho do cineasta, Flávio Ramos Tambellini, na adaptação de seu livro “Bufo & Spallanzani” (2001). O escritor assinou o roteiro original de “Stelinha” (1990), de Miguel Faria Jr., que venceu o Festival de Gramado, e estreou na TV com a adaptação de “Mandrake” (1983), telefilme produzido pela Globo com direção de Roberto Farias. Esta história ainda inspirou a série de mesmo nome, sobre um advogado do submundo carioca, vivido por Marcos Palmeira na HBO, entre 2005 e 2007. Um de seus maiores sucessos cinematográficos foi a adaptação de “A Grande Arte” (1991), que ele próprio escreveu para o diretor Walter Salles. Mas após trabalhar com alguns dos principais nomes do cinema brasileiro, o escritor foi encontrar seu grande parceiro das telas em sua própria casa: seu filho, o diretor José Henrique Fonseca. Os dois adaptaram “Agosto” numa minissérie da Globo em 1993 e trabalharam juntos na estreia de José Henrique no cinema, no violento “O Homem do Ano” (2003), roteirizado por Rubem, que pela primeira vez adaptou a obra de outro autor – Patrícia Melo – , e estrelado pela nora do escritor, Claudia Abreu. José Henrique também comandou as adaptações de “Mandrake” e “Lúcia McCartney” em séries. Outras obras adaptadas do escritor ainda incluem os longas “O Cobrador” (2006), dirigido pelo mexicano Paul Leduc, “O Caso Morel” (2006), de Sheila Feitel, e “Axilas” (2016), filme derradeiro do angolano José Fonseca e Costa. Curiosamente, a última contribuição de Fonseca para as telas foi também sua única telenovela. Ele concebeu a história original de “Tempo de Amar” com sua filha, a também escritora Bia Corrêa do Lago, que foi exibida com grande sucesso pela rede Globo, entre 2017 e 2018. Rubem Fonseca não concedia entrevistas há mais de 50 anos e sua reclusão ganhou ares de folclore. Mas ele não se impunha um auto-isolamento social. Segundo a filha, o objetivo de não ter o rosto fotografado ou exibido na TV era poder caminhar à vontade pelas ruas do Leblon. “Meu pai diz que a vantagem de não ser uma pessoa conhecida é poder olhar as coisas sem ser incomodado. Para ele, o escritor tem que observar, não ser observado”, contou ela em uma entrevista de 2015, quando o pai completou 90 anos. O escritor continuou ativo até o fim da vida, tendo publicado cinco livros de contos na década passada.
Hard: Nova série brasileira da HBO ganha fotos e data de estreia
A HBO divulgou as primeiras fotos e a data de estreia de “Hard”, sua nova série de comédia brasileira. Estrelada por Natália Lage (“A Divisão”), a série é remake de uma produção francesa de mesmo nome e terá duração de três temporadas, com 6 episódios de 30 minutos em cada uma delas. Na trama, a atriz vive Sofia, uma dona de casa que, ao ficar viúva, descobre que o marido mentia sobre sua verdadeira profissão. Ela recebe como herança uma produtora de filmes pornô e precisa se adaptar à essa nova forma de sustentar a família. Gravada em São Paulo com direção geral de Rodrigo Meirelles (“Psi”, “Vade Retro”), a série também traz no elenco Julio Machado (“Divino Amor”), Martha Nowill (“A Garota da Moto”), Fernando Alves Pinto (“A Vida Secreta dos Casais”) e Denise Del Vecchio (“Os Dez Mandamentos”). “Hard” estreia na HBO no dia 17 de maio às 23h.
Elenco do Castelo Rá-Tim-Bum se reúne em vídeo para incentivar isolamento social
O elenco do programa “Castelo Rá-Tim-Bum”, um dos maiores sucessos televisivos infantis dos anos 1990, gravou um vídeo para incentivar o isolamento social durante a pandemia do novo coronavírus. A publicação foi feita no perfil do jornalista Marcelo Tas, que dava vida ao personagem Telekid na atração da TV Cultura. “Vamos aproveitar esse tempo em casa para brincar muito e ensinar os pais a brincar também”, diz Tas em um trecho da gravação “Puxa, puxa, que chato… todo mundo preso dentro de casa e não tem nada pra fazer. Imagine eu, preso dentro de um castelo por 300 anos”, brinca Nino, interpretado pelo ator Cássio Scapin. Também aparecem no vídeo os atores Sérgio Mamberti (Doutor Vitor), Angela Dipp (Penélope) e Alvaro Petersen, que deu vida aos bonecos Celeste, a serpente do castelo, e Godofredo, um monstro que vivia nos encanamentos. Criador de “Castelo Rá-Tim-Bum”, Cao Hamburger também deu sua contribuição: “Vilões querem que você saia de casa, mas não caia nessa. Fique em casa”. Nos últimos dias, a música “Lavar as Mãos”, que na série clássica já ensinava a importância da higiene contra doenças, multiplicou-se em versões na internet, evocando a atualidade do programa para enfrentar a crise sanitária. Ver essa foto no Instagram Recadinho dos moradores #casteloratimbum Uma publicação compartilhada por Marcelo Tas 👽 (@marcelotas) em 12 de Abr, 2020 às 7:58 PDT
1 Contra Todos: 4ª e última temporada é disponibilizada completa em streaming
A Fox lançou, quase sem alarde, a 4ª e última temporada de “1 Contra Todos”. Após o capítulo inicial ir ao ar na noite de sexta (27/3) no canal pago Fox Premium, toda a temporada foi disponibilizada em streaming no Fox Play. Indicada ao Emmy Internacional, a série de Breno Silveira (diretor de “Gonzaga – De Pai pra Filho”) foi apelidada de “‘Breaking Bad’ brasileira” por acompanhar a trajetória de um homem inocente que se deixa corromper peloc crime. O protagonista é Cadu, vivido por Júlio Andrade (“Sob Pressão”), que também foi indicado ao Emmy Internacional pelo papel – duas vezes! Ele é um advogado e pai de família, que, mesmo inocente, acaba preso por narcotráfico. Este é o ponto de partida para sua transformação, na cadeia. Ao sair de lá, ele se lança na política, vira deputado e novamente fracassa ao tentar ser um parlamentar honesto. Até que, na 3ª temporada, vê aprofundar sua relação com o crime. Nos episódios finais, ele assume os negócios do traficante Pepe (Roberto Birindelli) e se compromete a levar da Bolívia para Miami uma tonelada de droga através do Brasil. Só que nada sai como planejado. Os oito capítulos recém-lançados encerram esta história. A Globoplay fechou uma pareceria com a Fox e disponibilizou as três primeiras temporadas em sua plataforma, o que deu ainda mais visibilidade para a produção. Vale destacar também que a série foi produzida com incentivos da Lei da TV paga, que permite a um canal estrangeiro destinar valores devidos em impostos para a produção de programas nacionais. Esse instrumento vinha contribuindo com o aumento da quantidade e da qualidade das séries nacionais, mas, desde que Jair Bolsonaro virou presidente, esse e outros recursos do audiovisual brasileiro foram bloqueados. Veja abaixo o pôster, o trailer e um vídeo de bastidores da “season finale” de “1 Contra Todos”.
Música do Castelo Rá-Tim-Bum vira hit dos tempos de coronavírus
Uma velha música do programa infantil “Castelo Rá-Tim-Bum”, da TV Cultura, virou o grande hit dos tempos do coronavírus. A música “Lavar as Mãos”, que ensina a importância da higiene contra doenças, multiplicou-se em versões na internet nos últimos dias. O exemplo mais recente surgiu nesta segunda-feira (23/3), uma versão remix do DJ Pedro Sampaio, autor de “Sentadão”, que ganhou até clipe, em que diversas pessoas, principalmente crianças, mães e profissionais de saúde, aparecem lavando as mãos. “A música passa exatamente a mensagem que queremos transmitir nesse momento. Cuide-se e estará cuidando do próximo! Lavem as mãos, não saiam de casa. Tudo isso vai passar”, escreveu o DJ sobre o vídeo no YouTube. Composta em 1995 pelo músico Arnaldo Antunes, especialmente para o “Castelo Rá-Tim-Bum”, “Lavar as Mãos” marcou época muitos antes da internet de banda larga possibilitar o compartilhamento de vídeos. O próprio Antunes lembrou do hit, postando um vídeo no YouTube e nas redes sociais em que aparece lavando as mãos e cantando a canção. A música já tinha ganhado uma versão da dupla Palavra Cantada, formada por Paulo Tatit e Sandra Peres, e os dois também repostaram seu clipe animado de 2014 há 10 dias no Instagram, protagonizado pelos personagens Pauleco e Sandreca, para resgatar o tema. Veja abaixo os clipes com a gravação original da música e as novas versões. Ver essa foto no Instagram Oi gente, essa canção foi composta por @arnaldo_antunes nos anos 90 para o Castelo Rá-Tim-Bum. Vejam que lavar as mãos é sempre necessário🖐🏻😉🦠 . . . #palavracantada Uma publicação compartilhada por Palavra Cantada (@palavracantada) em 13 de Mar, 2020 às 6:47 PDT












