Nelson Sargento (1924–2021)
O sambista Nelson Sargento morreu nesta quinta (27/5) aos 96 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência da covid-19. Ele estava internado desde o dia 20 e havia sido transferido para a UTI no último sábado (22/5) já com um quadro considerado grave. O músico havia recebido as duas doses da vacina contra a covid-19 em fevereiro, no Rio de Janeiro. Mas um novo estudo da Vebra Covid-19 divulgado em 18 de maio apontou que a efetividade da vacina entre os que têm mais de 80 anos é menor que a eficácia global de 50,7% encontrada nos estudos do Instituto Butantan. Nelson era compositor dos sambas-enredo da Mangueira, onde chegou com 18 anos. Ele também desfilou ininterruptamente pela escola de samba até o Carnaval de 2020. No Carnaval de 2019, quando a Mangueira conquistou seu último título com um enredo que enfocava personagens esquecidos pelos livros de história, Nelson desfilou representando Zumbi dos Palmares. Parceiro de bambas como Cartola, Carlos Cachaça, Zé Kéti e Paulinho da Viola, foi fundador com os antigos companheiros do Voz do Morro, grupo musical que trouxe o samba dos morros para o asfalto nos anos 1960, popularizando a música que então tocava nas favelas cariocas. Ao todo, compôs mais de 400 canções e lançou cerca de 30 discos. Seu repertório eternizou clássicos da música brasileira, como “Ciúme Doentio” (em parceria com Cartola), “Encanto da Paisagem”, “Deixa”, “Falso Amor Sincero” e o grande sucesso “Agoniza, Mas Não Morre”. Mas além de ser reconhecido pela vasta contribuição musical, Nelson Sargento também foi artista plástico, escritor e ator. Ele estrelou a minissérie “Presença de Anita”, em que interpretou Seu João, funcionário da fazenda onde a trama de 2001 foi retratada, além de ter atuado em filmes como “Dente por Dente” (1994), “O Primeiro Dia” (1998) e “Orfeu” (1999). Em “Orfeu”, remake do clássico “Orfeu Negro” e grande homenagem ao samba dos morros, interpretou a si mesmo, Nelson Sargento, um mestre do gênero musical que por muitos anos foi o som oficial do Rio de Janeiro. Mais recentemente, voltou a viver a si mesmo numa participação na novela “A Força do Querer” (2017), que foi reprisada durante a pandemia no horário nobre na Globo. Na época, foi muito tietado pelas atrizes da trama, inclusive Isis Valverde e Maria Fernanda Candido. Sua carreira foi colocada em perspectiva num documentário, “Nelson Sargento: Mémoria do Samba”, de 2012, que ele conseguiu apreciar ainda em vida.
Miguel Falabella, Marisa Orth e Tom Cavalcante podem estrelar nova série de comédia
Miguel Falabella, Tom Cavalcante e Marisa Orth podem voltar a trabalhar juntos num novo projeto. Sem contratos com a Globo, os humoristas que marcaram época no “Sai de Baixo” estariam planejando um reencontro na Band. O trio de “Sai de Baixo” voltaria a estrelar novamente uma comédia de situação. Falabella e Orth interpretaram o casal Caco Antibes e Magda nas oito temporadas do programa lançado em 1996 na Globo – incluindo o revival de quatro episódios no canal pago Viva, em 2013. Já Cavalcante foi o porteiro Ribamar até o começo da 4ª temporada. Todos eles voltaram a se encontrar no filme com os personagens, lançado em 2019. A informação surgiu na coluna de Flávio Ricco e seria desdobramento da volta de Fausto Silva à Band em 2022, que tem trazido boas perspectivas financeiras para o ano que vem na emissora paulista.
Claudia Raia vai estrelar série baseada na obra de Nelson Rodrigues
A atriz Claudia Raia vai voltar ao universo do dramaturgo Nelson Rodrigues. Vinte e seis anos depois de viver o papel-título da série “Engraçadinha” na Globo, ela fará parte de “Paraíso Perdido” na Globoplay. O novo papel da atriz não foi revelado, mas “Paraíso Perdido” vai juntar quatro textos de Rodrigues, “A Mulher sem Pecado”, “Toda Nudez Será Castigada”, “Bonitinha, mas Ordinária” e “Os Sete Gatinhos”. As tramas vão se juntar numa série de 50 capítulos, escritos pela dupla de roteiristas George Moura e Sergio Goldenberg. Eles assinaram juntos “O Canto da Sereia” (2013), “Amores Roubados” (2014), o remake de “O Rebu” (2014), “Onde Nascem os Fortes” (2018) e a recém-lançada “Onde Está Meu Coração”. Por curiosidade, todos estes trabalhos foram parcerias com o diretor José Luiz Villamarim (“Redemoinho”), que também irá comandar a nova produção Para participar da série, Claudia Raia precisou sair do elenco de “Além da ilusão”, novela das 18h que está sendo reformulada. A atriz, que interpretaria a mãe da protagonista (Larissa Manoela), mudou de projeto porque as gravações das duas produções devem coincidir, e a direção da Globo decidiu que a prioridade é a participação na série, pela relação anterior da atriz com a obra de Nelson Rodrigues. Além de Claudia Raia, Marina Ruy Barbosa também deverá integrar o elenco de “Paraíso Perdido”.
“Lov3”: Nova série do criador de “Samantha!” apresenta protagonistas
A Amazon divulgou a primeira foto dos protagonistas de “Lov3”, série de comédia nacional estrelada por Elen Clarice (“Sob Pressão”), Bella Camero (“Onde Está Meu Coração”) e João Vithor Oliveira (“Os Dias Eram Assim”). Criada por Felipe Braga (criador de “Samantha!”) e Rita Moraes (produtora de “Sintonia”), a série gira em torno de três irmãos que fogem de relacionamentos convencionais. A decisão tem como impulso uma separação na família. A mãe (Cris Couto) decide encerrar seu casamento depois de 30 anos. A trama tratará de poliamor, trisal, relações abertas e sexo virtual, além de abordar questões de gênero. Na história, Ana (Elen) tem 33 anos e reata com o ex-marido Artur (Drayson Menezes, de “5X Comedia”) sem abrir mão de ficar com quem quer. Sofia (Bella), de 24, acabou de ser demitida e precisa dividir o teto com dois parceiros. E Beto é um rapaz gay que só sente atração por homens heterossexuais. Produzida pela LB Entertainment, a série tem direção da curta-metragista Mariana Youssef (“B-flat”), Gustavo Bonafé (“O Doutrinador”) e do próprio Felipe Braga. E no elenco ainda estão Donizete Mazonas, Caio Horowicz, Ingrid Gaigher, Jorge Neto, Samuel de Assis e Tatsu Carvalho. A 1ª temporada terá seis episódios. As gravações acabaram de começar em Montevidéu, no Uruguai, e não há previsão para a estreia.
Eduardo Sterblitch trocará comédia por papel de policial em nova série
O ator Eduardo Sterblitch, mais lembrado por papéis em comédias como o filme “Os Penetras” e a série “Shippados”, vai encarar um desempenho dramático em nova série. Ele será um dos protagonistas de “Os Outros”, de Lucas Paraizo. O projeto do roteirista de “Sob Pressão” recebeu sinal verde da Globo e terá direção e Luísa Lima (“Onde Está Meu Coração”). A escalação está a todo vapor, com Sterblitch entre os primeiros contratados para interpretar um ex-policial solitário que vive num condomínio da Barra. Não há maiores detalhes da trama nem previsão para a estreia da atração.
Top 10: “The Underground Railroad”, “Halston” e as melhores séries pra maratonar
As estreias desta semana destacam minisséries completas. Uma delas já está sendo aclamada pela crítica norte-americana como um dos melhores lançamentos do ano, com elogios que gastam a expressão “obra-prima”. Trata-se de “The Underground Railroad”, que atingiu 100% de aprovação entre os críticos “top” (imprensa tradicional), segundo levantamento do Rotten Tomatoes. “The Underground Railroad” é um obra de realismo mágico sobre um casal de uma plantação de algodão na Geórgia, no sul dos EUA, que busca encontrar a rota de fuga utilizada por escravos foragidos para escapar de seus captores. O detalhe é que essa rota, que tem nome figurativo de “trilhos subterrâneos”, revela-se na trama da Amazon um inesperado metrô de verdade, funcionando com funcionários e clientes exclusivamente negros em pleno século 19. A premissa fantasiosa leva a heroína da história e o espectador por várias “estações” de diferentes experiências negras, funcionando como uma guia da História dos pretos nos EUA, que pode ser excruciante, mas também repleta de realizações e esperança – e sempre lindamente fotografada. Baseada no livro homônimo de Colson Whitehead, a série é uma criação do diretor Barry Jenkins, que venceu o Oscar de Melhor Filme com “Moonlight” (2016). Ele escreveu o piloto e dirigiu todos os 10 episódios da atração, que parecem pinturas de tanta plasticidade visual. E vai arrebatar todos os prêmios do Emmy 2021. A nova aposta da Netflix é “Halston”, nova produção de Ryan Murphy (“Pose”, “American Horror Story”), que aborda o mundo da moda dos anos 1970 e 1980. A atração dramatiza a vida badalada do estilista Roy Halston Frowick, ícone da era das discotheques em Nova York e um dos maiores nomes da moda americana do período. Seus designs minimalistas e limpos, muitas vezes feitos de cashmere ou ultrasuede, tornaram-se um fenômeno nas passarelas e pistas de dança, redefinindo a moda americana. Mas ele perdeu toda a sua fortuna com problemas financeiros na década seguinte e morreu de Aids logo em seguida, aos 57 anos de idade. Estrelada por Ewan McGregor (“Aves de Rapina”), a minissérie toma várias liberdades com a história real para enfatizar a recriação da época mais hedonista do século 20. A lista também incluem duas minisséries documentais: “O Caso Evandro”, do cineasta Aly Muritiba (“Ferrugem”), sobre um assassinato que chocou o Brasil, e “O Crime do Século”, do vencedor do Oscar Alex Gibney (“Um Táxi para a Escuridão”), que denuncia a conspiração da indústria farmacêutica (“Big Farma”) para viciar a população em remédios perigosos. Ainda há o refil de novas temporadas de atrações contínuas, entre elas duas produções animadas para adultos da Netflix: a antologia sci-fi “Love, Death & Robots”, vencedora de cinco Emmys e quatro Annies (o Oscar da animação), e a adaptação do game de terror “Catlevania”, que chega ao fim em sua 4ª temporada. Além disso, carentes das séries da Marvel no Disney+ podem rever/descobrir as duas temporadas completas de “The Gifted”, baseada nos quadrinhos dos X-Men. Confira abaixo a curadoria (com os trailers) das 10 melhores séries disponibilizados em streaming nesta semana. The Underground Railroad | EUA | Minissérie (Amazon Prime Video) Halston | EUA | Minissérie (Netflix) O Caso Evandro | Brasil | Minissérie (Globoplay) O Crime do Século | EUA | Minissérie (HBO Go) City on a Hill | EUA | 2ª Temporada (Paramount+) High School Musical: A Série: O Musical | EUA | 2ª Temporada (Disney+) Love, Death & Robots | EUA | 2ª Temporada (Netflix) Castlevania | EUA | 4ª Temporada (Netflix) The Gifted | EUA | 2 Temporadas (Disney+) The Bold Type | EUA | 4 Temporadas (Disney+)
Dom: Série dirigida por Breno Silveira ganha trailer repleto de ação
A Amazon divulgou o pôster e o trailer completo de “Dom”, série brasileira estrelada por Gabriel Leone (o Roberto Carlos de “Minha Fama de Mau”) e dirigida pelo cineasta Breno Silveira (dos filmes “2 Filhos de Francisco”, “Gonzaga: De Pai pra Filho”, “Entre Irmãs” e da série “1 Contra Todos”). A prévia apresenta a história, alternando cenas de melodrama familiar e thriller criminal repleto de ação. “Dom” adapta o livro homônimo de Tony Bellotto (autor de ficções policiais e também guitarrista dos Titãs), baseado na figura real de Pedro Dom (1981-2005), filho de policial que se tornou chefe de uma quadrilha especializada em assaltar prédios de luxo no Rio de Janeiro. A trama explora a dinâmica entre o pai policial e o filho viciado, que se torna “criminoso fashion” para sustentar o vício, até um desfecho trágico. Produção da Conspiração Filmes, a série também destaca em seu elenco Flávio Tolezani (“Boca a Boca”) como o pai policial do protagonista, além de Filipe Bragança (“Órfãos da Terra”), Raquel Villar (“Mato sem Cachorro”), Isabella Santoni (“Orgulho e Paixão”), Ramon Francisco (“1 Contra Todos”), Digão Ribeiro (“Dente por Dente”), Julia Konrad (“Cidade Invisível”), André Mattos (“Tropa de Elite 2”) e Fabio Lago (“Cidade Invisível”). A estreia está marcada para 4 de junho.
Pagodeiros do Kiloucura e Molejo viverão polícia e bandido em nova produção nacional
Os pagodeiros Anderson Leonardo e Gerson Dupan vão interpretar seus primeiros personagens de ficção em “Contravenção”, produção que vai se passar nos bastidores da jogatina e do tráfico no Rio de Janeiro. Dupan, ex-integrante do grupo Kiloucura e atual Família Retrô, vai estrear como ator no papel de um inspetor da polícia civil, chamado Freitas. Já Anderson, do grupo Molejo, que já apareceu como ele mesmo nos filmes “Chocante” (2017) e “No Gogó do Paulinho” (2020), viverá Bundinha, traficante em quem outro criminoso, um homossexual conhecido como Fátima Vitória, estará “de olho” na trama. As gravações de “Contravenção” já estão acontecendo para uma expectativa de estreia em agosto na plataforma de streaming NOW. Um teaser do projeto começou a circular no final de março, antes da inclusão de Anderson Leonardo, revelando que se trata de uma série com direção do ator Felippe Luhan, o Manjubinha da novela “Verão 90”. Entretanto, a notícia da escalação do integrante do Molejo chegou na imprensa carioca nesta terça (11/5) mencionando “Contravenção” como um filme dirigido por outro ator, Sandro Villas (que no teaser é identificado como roteirista). Como curiosidade, o elenco ainda conta com outros músicos, como MC Smith, Rogerinho do Querô e Titto Jr, além de Peter Brandão, que é o CEO da Tamanduá Produções, produtora do projeto.
Marcelo Adnet processa secretário da Cultura Mario Frias
O humorista Marcelo Adnet está processando o secretário da Cultura Mario Frias civil e criminalmente por danos morais. Na ação civil, ele pede R$ 80 mil de indenização e retratação após receber ofensas nas redes sociais. A ação criminal foi protocolada na 42ª Vara criminal do Tribunal da Justiça do Rio de Janeiro e a civil na 5ª Vara Cível da Barra da Tijuca. A ação foi motivada por ataques do integrante do governo Bolsonaro contra o humorista após a publicação de uma paródia do vídeo “Um Povo Heroico”. A campanha do Governo Federal, estrelada por Mario Frias, foi veiculada às vésperas de 7 de setembro do ano passado, data que marca a Independência do Brasil. Segundo o advogado do humorista, Ricardo Brajterman, “a reação do Mario Frias foi completamente desproporcional diante da piada que foi feita pelo Marcelo Adnet, onde não teve xingamento, ofensa à honra ou à intimidade”. O advogado ainda comparou a imitação com outras feitas por comediantes. “Só fez graça como fazem com Silvio Santos, Faustão, Galvão Bueno, são pessoas públicas que estão sujeitas a esse tipo de piada”. Mário Frias reagiu ao vídeo, em setembro do ano passado chamando Adnet de “criatura imunda”, “crápula”, “frouxo”, “sem futuro”, “palhaço”, “idiota”, “egoísta”, “fraco”, frouxo” e “bobão”, além de atacar sua vida privada, comentando sua infidelidade no casamento com a ex Dani Calabresa. “Um Judas que não respeitou nem a própria esposa, traindo a pobre coitada em público por pura vaidade e falta de caráter”. Na época, Adnet respondeu com nova piada, dizendo que Frias “recomendou” o esquete. “Até o Secretário Frias recomendou no Instagram dele! Vale conferir o post! A Secom deve replicar em suas redes!”, postou o humorista. O tom agora é outro. Na petição, os advogados de Adnet alegam que Frias “explodiu em fúria, com ameaça, injúria e difamação depois de tomar ciência de uma singela e inofensiva paródia feita pelo autor, em que ele imita o discurso feito pelo demandado, num vídeo oficial da Secretaria Especial de Comunicação do Governo Federal”. Ainda segundo a defesa de Adnet, o autor da ação não fez nenhuma ofensa ou ataque em sua paródia. “Não existe discurso de ódio ou intolerância que justifique a reação do secretário especial de Cultura do Governo Federal”. No processo civil, os advogados ainda pedem, além da indenização de R$ 80 mil por danos morais, a retirada da publicação ofensiva do perfil de Mario Frias no Instagram, sob multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da determinação judicial. Caso o juiz acate o pedido da defesa de Adnet, Mario Frias terá ainda que se retratar publicamente com o autor, via postagem e divulgação em suas redes sociais, com igual destaque conferido à mensagem ofensiva que motivou o processo. Veja abaixo o vídeo que fez Frias ofender Adnet. Arquivo Confidencial com o presidente no #SintaSeEmCasa Pgm completo https://t.co/t26nDkk4gq pic.twitter.com/t3jPIJhhE5 — Marcelo Adnet (@MarceloAdnet) September 5, 2020
Top 10: A volta de “The Handmaid’s Tale” e as melhores séries da semana
A 4ª temporada de “The Handmaid’s Tale” começou a ser disponibilizada na plataforma Paramount+ simultaneamente ao lançamento nos EUA. Além dos novos episódios da série distópica, as novidades da semana incluem três estreias: a adaptação de quadrinhos “O Legado de Júpiter”, a animação “Star Wars: The Bad Batch” e o drama brasileiro “Onde Está Meu Coração”. Em seu retorno, “The Handmaid’s Tale” apresenta um salto temporal para mostrar June (Elisabeth Moss) já recuperada de seus ferimentos sangrentos, consequências da reação à sua artimanha para embarcar dezenas de crianças num avião em fuga do governo opressor dos antigos EUA. Agora, ela está pronta para instigar uma insurreição, mudando o tom da história, que inicialmente era um relato de opressão, para ação de resistência. No entanto, não espere que a guerra termine tão cedo. A série criada por Bruce Miller, que adapta o romance distópico “O Conto da Aia”, de Margaret Atwood, já foi renovada para uma 5ª temporada. Portanto, a batalha continuará por pelo menos mais um ano. “O Legado de Júpiter” é um drama épico de super-heróis que se estende por décadas. Depois de quase um século mantendo a humanidade segura, a primeira geração de super-heróis do mundo deve confiar nos seus filhos para continuar seu legado. Mas as tensões aumentam à medida que os jovens, na tentativa de provar seu valor, encontram dificuldades para viver de acordo com a lendária reputação pública de seus pais. O lançamento é o primeiro resultado da compra da Millarworld pela Netflix em 2017. O objetivo da aquisição era lançar novos títulos do criador de “Kingsman” e “Kick-Ass” que pudessem ser explorados em streaming. Mas “O Legado de Júpiter” não acrescenta nada nas tramas de super-heróis que os fãs do gênero já conhecem de atrações melhores, rendendo a série mais fraca do Top 10. “Star Wars: The Bad Batch” mantém o nível de excelência das animações da Lucasfilm. A primeira série animada de “Star Wars” exclusiva da Disney+ é uma continuação de “Star Wars: A Guerra dos Clones” (Star Wars: The Clone Wars) e faz uma ponte inesperada com “Star Wars Rebels”. A trama acompanha o chamado “bad batch”, um grupo de clones imperiais que se diferencia por conta de falhas no processo de clonagem, que concederam a cada um deles personalidades e habilidades excepcionais. Como se recusam a seguir ordens genocidas do Imperador Palpatine, a falha do grupo identificado como Força Clone 99 passa a ser considerado perigosa por permitir decisões independentes e o Grand Moff Tarkin (vilão clássico do primeiro “Star Wars”) ordena sua destruição. Em fuga, eles se tornam mercenários em busca de um novo propósito. “Onde Está Meu Coração” é a opção mais adulta e dramática. Gravada em 2019 e adiada em meio à pandemia de coronavírus, a minissérie gira em torno da personagem de Letícia Colin (destaque das novelas “Novo Mundo” e “Segundo Sol”), uma médica do pronto-socorro de um hospital de São Paulo que se vicia em crack, vivendo o dilema de ceder aos impulsos ou manter emprego, posição, família e marido. Com 10 episódios, a atração tem roteiros de George Moura e Sergio Goldenberg, autores de “Onde Nascem os Fortes” (2018) e “O Rebu” (2014), e também destaca Daniel de Oliveira (“Aos Teus Olhos”) como marido de Letícia, Fábio Assunção (“Onde Nascem os Fortes”) e Mariana Lima (“O Banquete”) como os pais e Manu Morelli (“Domingo”) como a irmã. Confira abaixo a seleção completa (com os trailers) das 10 melhores séries disponibilizados em streaming nesta semana. The Handmaid’s Tale | EUA | 4ª Temporada (Paramount+) O Legado de Júpiter | EUA | 1ª Temporada (Netflix) Star Wars: The Bad Batch | EUA | 1ª Temporada (Disney+) Onde Está Meu Coração | Brasil | 1ª Temporada (Globoplay) Garota de Fora | Tailândia | 2ª Temporada (Netflix) Mystic Quest | EUA | 2ª Temporada (Apple TV+) The Girlfriend Experience | EUA | 3ª Temporada (Starzplay) Selena: A Série | México, EUA | 2ª Temporada (Netflix) The Good Doctor | EUA | 4ª Temporada (Globoplay) Os Filhos de Sam: Loucura e Conspiração | EUA | 1ª Temporada (Netflix)
Paulo Gustavo (1978-2021)
O ator Paulo Gustavo, um dos maiores nomes da nova safra do humor brasileiro, morreu aos 42 anos por complicações relacionadas à covid-19. Internado com sintomas da doença desde o dia 13 de março, ele foi entubado oito dias depois e continuou a apresentar piora do quadro respiratório, precisando sofrer intervenções cirúrgicas e broncoscópicas e ser submetido à terapia por ECMO, uma técnica também conhecida como pulmão artificial que auxilia na oxigenação do sangue. Seu estado de saúde se agravou definitivamente no domingo passado (2/5), em decorrência de uma fístula bronquíolo-venosa (uma abertura entre os pulmões e as veias), permitindo a passagem de bolhas de ar na corrente sanguínea. Isto causou uma embolia, que atingiu seu sistema nervoso central, tornando o quadro irreversível. O falecimento foi anunciado no começo da noite desta terça (4/5). “Às 21h12 desta terça-feira, lamentavelmente o paciente Paulo Gustavo Monteiro faleceu, vítima da covid-19 e suas complicações. Em todos os momentos de sua internação, tanto o paciente quanto os seus familiares e amigos próximos tiveram condutas irretocáveis, transmitindo confiança na equipe médica e nos demais profissionais que participaram de seu tratamento”, disse a equipe do ator, em nota enviada à imprensa. “A equipe profissional que participou de seu tratamento está profundamente consternada e solidária ao sofrimento de todos”, completou o comunicado. Natural de Niterói, Paulo usou a cidade como cenário dos filmes de “Minha Mãe é uma Peça” e encontrava inspiração em várias histórias de sua vida, baseando-se em sua mãe para criar sua personagem mais conhecida, Dona Hermínia, protagonista da mais famosa trilogia cinematográfica do Brasil. Dona Hermínia surgiu pela primeira vez em 2004 na peça “Surto”, que Paulo estrelou ao lado de Samatha Schmütz. “A primeira vez que minha mãe viu, ela brincou: ‘quero 10% da bilheteria, sou eu que estou ali!”, o ator contou no “Programa do Jô” em 2007. A personagem ganhou ainda mais destaque em 2006, com a estreia de “Minha Mãe é uma Peça”, com a qual Paulo Gustavo ganhou o Prêmio Shell de Melhor Ator. Dona Hermínia entrou para a História do teatro num grande monólogo, escrito e interpretado pelo comediante, representando a personalidade de uma típica dona de casa brasileira, sempre à beira de um ataque de nervos. Antes de adaptar a peça para os cinemas, o ator começou a fazer pequenas participações na TV, aparecendo na novela “Prova de Amor”, da Record, e nas séries “Minha Nada Mole Vida” e “A Diarista”, da Globo. Ele integrou até o “Sítio do Picapau Amarelo”, num longo arco de 2007 como delegado de polícia, ocasião em que começou a chamar atenção por sua capacidade de se conectar com o público infantil. Conexão que também foi explorada no cinema, em “Xuxa em O Mistério de Feiurinha” (2007). Seu primeiro destaque nas telas foi o cabeleireiro Renée do filme “Divã”, de 2009, que voltou a aparecer na série homônima da Globo de 2011, roubando as cenas da protagonista, vivida por Lilia Cabral. No mesmo ano, a personalidade expansiva e divertida fez a Globo apostar em Paulo Gustavo para encabeçar vários projetos, visando uma guinada do canal pago Multishow rumo ao humor. O primeiro sucesso foi o humorístico “220 Volts”, seguido, dois anos depois, por “Vai que Cola” e, mais adiante, “A Vila”. Ele levou a divertida e resmungona Dona Hermínia para o cinema em 2013, no primeiro “Minha Mãe é uma Peça – O Filme”, que foi seguido por “Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou!” (2014) e “Vai que Cola – O Filme” (2015), todos campeões de bilheteria. Depois do sucesso de “Minha Mãe é uma Peça 2” (2016), que arrecadou surpreendentes R$ 123,8 milhões, Paulo Gustavo tornou-se tão conhecido que apareceu como ele mesmo pela primeira vez no cinema, na comédia teen “Fala Sério, Mãe” (2017), com Larissa Manoela. O ator soube equilibrar o sucesso comercial com o sucesso pessoal. Em meio ao estouro de seus filmes, ele se casou com o médico Thales Bretas, com quem teve dois filhos, Gael e Romeu, através de uma barriga de aluguel. Os meninos nasceram em agosto de 2019. Entre as festividades, Paulo Gustavo estrelou as continuações “Minha Vida em Marte” (2018) e “Minha Mãe é uma Peça 3” (2019), quebrando recordes de bilheteria. Em 2020, seu terceiro filme da Dona Hermínia se tornou a maior bilheteria do cinema brasileiro de todos os tempos, com faturamento de R$ 143,9 milhões. Prestigiado como fenômeno cinematográfico, ele passou a ser tratado como grande estrela da Globo, que resolveu exibir um especial de fim de ano de “220 Volts” em sua programação, permitindo a Paulo Gustavo apresentar aos espectadores do canal seus vários personagens, incluindo Senhora dos Absurdos, Maria Enfisema, o Palyboy, e outros, no final de 2020. O canal também trouxe as primeiras temporadas de “Vai que Cola” para a TV aberta e planejava produzir uma série inédita em torno de Dona Hermínia. Ao mesmo tempo, o ator não escondia sua preocupação com o coronavírus. Em maio do ano passado, chegou a se definir “paranoico” com a pandemia. “Estou porque tenho problema respiratório. A medicina não sabe como esse vírus reage dentro de cada pessoa”. Ele contou que estava cumprindo à risca o isolamento por pavor de se contaminar. “Tenho medo de pegar isso, a pessoa não saber o que usar em mim e eu morrer. Tenho medo”, explicou, em entrevista a Ingrid Guimarães, no canal de YouTube do programa “Além da Conta”. Apesar de todos os cuidados, ele acabou contraindo o vírus e mesmo lutando muito não conseguiu resistir. Um boletim médico divulgado na segunda (3/5) revelou que ele chegou a readquirir consciência no fim de semana e interagir com a equipe e com seu marido, conseguindo se despedir.
Os Ausentes: HBO Max estreia com série brasileira inédita
A HBO Max vai chegar ao Brasil trazendo em sua programação uma série nacional inédita. “Os Ausentes” já está prontinha e será disponibilizada na íntegra do lançamento do novo serviço de streaming em junho. A novidade, na verdade, é um remanejamento da WarnerMedia. A atração foi produzida para o canal pago TNT, mas a pandemia adiou sua estreia e acabou mudando seu destino. O mais curioso é que o projeto original foi concebido pela roteirista Maria Carmem Barbosa para a Globo. E bem antes do canal começar a investir em produções para seu próprio negócio de streaming, a Globoplay. Barbosa propôs a série em 2015 visando trocar de estilo, após trabalhar em atrações mais leves, como “Sandy & Junior”, “A Lua Me Disse” e “Toma Lá, Dá Cá”. Mas a Globo não se interessou e o projeto foi parar na produtora independente Panorâmica (de “Rotas do Ódio”), que, por sua vez, atraiu a TNT. Os episódios, escritos por Thiago Luciano (“Fica Mais Escuro Antes do Amanhecer”) e dirigidos por Caroline Fioratti (“Unidade Básica”) e Raoni Rodrigues (“Quebrando o Tabú”), foram gravados em 2019 e deveriam ir ao ar no ano passado. Agora, vêm a luz como destaque da HBO Max. Com 10 episódios, a série tem estrutura procedimental e acompanha o ex-delegado Raul Fagnani, que decide abrir uma agência de investigação de pessoas desaparecidas após o sumiço de Sofia, sua filha de cinco anos. A cada episódio ele investiga o destino de um dos ausentes do título. Mas essa rotina é complicada pela chegada de Maria Júlia, uma jovem que fugiu de Buenos Aires após seu pai sumir misteriosamente. Sua chegada é como um furacão na rotina da agência. Os atores Erom Cordeiro (“A Divisão”) e Maria Flor (“3%”) têm os papéis principais. Segundo anunciou a HBO Max, a ideia é desenvolver nos próximos dois anos mais de 100 projetos nos países em que o streaming estará presente. Além de séries, a intenção também é produzir filmes, com cinco longas brasileiros previstos para chegar à plataforma nos próximos três anos.
Onde Está Meu Coração: Globo estreia nova série nesta segunda
A Globo estreia a série “Onde Está Meu Coração” nesta segunda (3/5), às 23h45, após um ano de atraso. Gravada em 2019, a produção teve seu primeiro trailer revelado em dezembro daquele ano, visando transmissão no começo de 2020, mas o lançamento acabou adiado em meio à pandemia de coronavírus. Com 10 episódios, a série tem roteiros de George Moura e Sergio Goldenberg, autores de “Onde Nascem os Fortes” (2018) e “O Rebu” (2014). A trama gira em torno da personagem de Letícia Colin (destaque das novelas “Novo Mundo” e “Segundo Sol”), uma médica do pronto-socorro de um hospital de São Paulo que se vicia em crack, vivendo o dilema de ceder aos impulsos ou manter emprego, posição, família e marido. A produção também destaca Daniel de Oliveira (“Aos Teus Olhos”) como marido de Letícia, Fábio Assunção (“Onde Nascem os Fortes”) e Mariana Lima (“O Banquete”) como os pais e Manu Morelli (“Domingo”) como a irmã. Completam o elenco Camila Márdilla, Ana Flávia Cavalcanti, Michel Melamed, Cacá Carvalho, Rodrigo Garcia, Rodrigo dos Santos e Bárbara Colen, entre outros. A TV aberta vai exibir apenas o episódio de estreia. Após a transmissão desta segunda, a atração será disponibilizada completa na sexta-feira (7/5) na plataforma Globoplay. Veja o novo trailer oficial abaixo.












