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    Travelers: Nova série sci-fi do criador de Stargate SG-1 ganha primeiras fotos e 11 teasers

    11 de setembro de 2016 /

    O canal pago canadense showtime divulgou as primeiras fotos e teasers de sua nova série sci-fi, “Travelers”. Criada por Brad Wright, que desenvolveu o universo “Stargate” na televisão (as séries “Stargate SG-1”, “Stargate Atlantis” e “Stargate Universe”), a atração gira em torno dos últimos sobreviventes da humanidade, que descobrem como enviar suas consciências através do tempo para “possuírem” as mentes de pessoas no século 21. Estes “viajantes” assumem a vida de pessoas aparentemente aleatórias, enquanto secretamente trabalham em conjunto para salvar a humanidade de um futuro terrível. Armados apenas com seu conhecimento da História e um arquivo de perfis de mídia social, os viajantes descobrem que a vida e os relacionamentos no século 21 são tão desafiadores quantos suas arriscadas missões. O elenco inclui Eric McCormack (séries “Will & Grace” e “Perception”), Mackenzie Porter (série “Hell on Wheels”), Patrick Gilmore (“O Segredo da Cabana”), Jared Paul Abrahamson (série “Awkward”), Nesta Marlee Cooper (série “Heroes Reborn”) e Reilly Dolman (“Percy Jackson e o Ladrão de Raios”). O Showcase já experimentou grande sucesso com tema similar, mostrando, em “Continuum”, viajantes do tempo que tentavam mudar a história do planeta. Após quatro temporadas, a série foi encerrada no ano passado. “Travelers” estreia em 17 de outubro no Canadá e deverá ser distribuída pelo serviço de streaming Netflix no Brasil.

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    Arq: Robbie Amell vive loop temporal em trailer de sci-fi do Netflix

    11 de setembro de 2016 /

    O Netflix americano divulgou o pôster e o trailer sem legendas de “Arq”, filme de ficção científica estrelado por Robbie Amell (série “The Flash”). A prévia revela uma trama de loop temporal. O dia reinicia, como no clássico “Feitiço do Tempo” (1993), quando mascarados invadem o quarto em que dormem Amell e sua namorada (Rachael Taylor, da série “Jessica Jones”), culminando na morte do protagonista, repetidamente. Retendo a memória dos acontecimentos, ele tenta evitar que a situação continue em moto perpetuo, tomando decisões diferentes a cada reset. A ficção científica usou esse formato em dois filmes recentes, “Contra o Tempo” (2011) e “No Limite do Amanhã” (2014). “Arq” é menos ambicioso, devido ao pequeno orçamento de produção independente, mas, como revela a prévia, tem robôs! Primeiro longa escrito e dirigido por Tony Elliott (roteirista da série “Orphan Black”), a trama se passa num futuro onde corporações lutam contra nações soberanas pelas últimas fontes de energia do mundo. O casal Renton e Hannah tenta salvar uma tecnologia experimental de energia que poderia acabar com as guerras, mas uma invasão de domicílio faz com que ela entre em curto, criando o loop temporal. A estreia acontece em 16 de setembro no Netflix americano.

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  • Série

    Série The Last Ship é renovada até 2018

    10 de setembro de 2016 /

    Um mês após anunciar a renovação de “The Last Ship” para sua 4ª temporada, o canal pago americano TNT dobrou a aposta, renovando a atração até 2018, para sua 5ª temporada. O anúncio foi publicado no Twitter oficial da atração (veja a imagem abaixo). Segundo o site Deadline, o TNT decidiu que irá gravar as duas próximas temporadas de uma só vez para economizar no orçamento da produção, que é uma das mais caras da TV americana. Por sinal, as duas temporadas serão menores, com apenas dez episódios cada uma – a atual teve 13. Produzida pelo cineasta Michael Bay (“Transformers”), a série acompanha a tripulação de um destroyer da Marinha dos EUA durante uma pandemia, que dizimou a maioria da população mundial. Após encontrar a cura na 1ª temporada e iniciar a vacinação dos sobreviventes na 2ª temporada, a tripulação do comandante Tom Chandler (Eric Dane, ex-“Grey’s Anatomy”) tem agora que lidar com conspirações mundiais e a dissolução dos EUA. Desenvolvida por Hank Steinberg (criador da série “Desaparecidos/Without a Trace”), “The Last Ship” também é estrelada por Adam Baldwin (série “Cuck”), Marissa Neitling (“Terremoto: A Falha de San Andreas”), Travis Van Winkle (“Transformers”), Charles Parnell (série “Os Irmãos Aventura”), Tania Raymonde (“O Massacre da Serra Elétrica 3D – A Lenda Continua”), Maximiliano Hernández (“Os Vingadores”), Jocko Sims (“Planeta dos Macacos: O Confronto”), Bren Foster (“Operações Especiais”) e John Pyper-Ferguson (“Alphas”). A 3ª temporada se encerra neste domingo (11/9) nos EUA, e a próxima só irá ao ar no verão americano de 2017.  

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  • Filme

    Jeff Nichols vai dirigir remake da sci-fi Missão Alien

    10 de setembro de 2016 /

    O cineasta Jeff Nichols foi escolhido pela 20th Century Fox para comandar o remake da sci-fi “Missão Alien” (1988). Segundo o site Deadline, ele também vai escrever o roteiro, buscando uma abordagem menos convencional da trama original. Não está claro se ele vai trabalhar em cima do roteiro de Art Marcum e Matt Holloway (ambos de “Homem de Ferro”), encomendado pela Fox no ano passado, ou se escreverá a história do zero. O filme original foi escrito por um especialista no gênero, Rockne S. O’Bannon, criador das séries sci-fi “Farscape” e “Defiance”, e se passava no futuro, após uma raça de refugiados alienígenas chegar à Terra e passar a co-existir com os humanos, sofrendo preconceito. A história antecipou alguns dos temas de “Distrito 9” (2009). Contudo, sua ênfase foi numa dinâmica típica de filme policial, juntando um “tira” racista veterano (James Caan, da série “Las Vegas”) com um novato (Mandy Patinkin, da série “Homeland”). O detalhe é que o novato era um alienígena. A ideia agradou e o filme deu origem a uma série de TV (com outro elenco) e cinco telefilmes nos anos 1990. Com a refilmagem, que deve contar como e porque os alienígenas chegaram à Terra, a Fox pretende relançar a franquia, como fez com o recente reboot de “Planeta dos Macacos”. Jeff Nichols fez sua primeira sci-fi neste ano: “Destino Especial”, lançado no Brasil no mês passado, direto em DVD. Ele também está sendo cotado para o Oscar 2017 por conta do drama racial “Loving”, que ainda não tem previsão de estreia nacional. Curiosamente, os dois filmes juntos oferecem uma justaposição dos temas de “Missão Alien”.

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  • Filme

    Diretor diz que novo Blade Runner é “projeto insano” e “encontro artístico enorme”

    7 de setembro de 2016 /

    O cineasta canadense Denis Villeneuve falou rapidamente sobre a continuação de “Blade Runner”, durante o Festival de Veneza. Sem querer revelar muito, ele adiantou apenas elogios ao ator Ryan Gosling (“Dois Caras Legais”) e afirmou que se trata de um “projeto insano”. “Não posso dizer nada. É um projeto insano que está indo em frente”, resumiu, antes de revelar sua satisfação com o trabalho e com seu protagonista. “Estamos no meio da filmagem neste momento e Ryan Gosling é fantástico. Para mim, é um encontro artístico enorme, enorme, enorme… Jamais me senti tão inspirado por um ator… Ele está fazendo algo realmente especial diante da câmera neste momento”. Além de Gosling, o elenco inclui Jared Leto (“Esquadrão Suicida”), Robin Wright (série “House of Cards”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Mackenzie Davis (série “Halt and Catch Fire”), a cubana Ana de Armas (“Bata Antes de Entrar”), a holandesa Sylvia Hoeks (“O Melhor Lance”), a suíça Carla Juri (“Zonas Úmidas”) e o retorno de Harrison Ford, que viveu o protagonista do filme original. O roteiro foi escrito por Hampton Fancher (do primeiro “Blade Runner”) e Michael Green (“Lanterna Verde”) e deve se passar décadas após o enredo do longa dirigido por Ridley Scott em 1982, adaptado de um conto do escritor Philip K. Dick. A continuação de “Blade Runner”, ainda sem título definitivo, será a segunda sci-fi de Villeneuve, que levou a Veneza sua estreia no gênero, “A Chegada”, bastante elogiada pela crítica. A estreia está marcada para 5 de outubro de 2017 no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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  • Filme

    Rogue One: Veja a primeira imagem do novo droide C2-B5

    4 de setembro de 2016 /

    A LucasFilm liberou a primeira imagem do novo droide que será apresentado em “Rogue One: Uma História Star Wars”. Trata-se de C2-B5, cujas características “físicas” são idênticas ao R2-D2. A diferença principal é a cor preta. Trata-se de um robô do Império que, diferente de outros modelos sob o comando de rebeldes (que dão independência aos seus robôs), sofre frequentes limpezas de memória a fim de mantê-lo sob controle absoluto. O filme também terá outro robô preto, que já apareceu com proeminência em fotos e nos trailers: K-2SO. Por sinal, pela característica bípede e falante, este seria um equivalente ao C-3PO na nova história. Será que os dois novos droides também vão formar uma parceria? Com roteiro original de Chris Weitz (“Cinderela”) e direção de Gareth Edwards (“Godzilla”), o filme será o primeiro spin-off da franquia “Star Wars”, exibido fora de sincronia com a trama central. A trama gira em torno da missão de um grupo de rebeldes para roubar os planos de construção da Estrela da Morte. No filme clássico “Guerra nas Estrelas” (1977), estes planos acabam nas mãos da Princesa Leia, que os transfere para o robô R2-D2, enquanto é caçada por Darth Vader. O elenco inclui ainda Mads Mikkelsen (série “Hannibal”), Alan Tudyk (série “Firefly”), Forest Whitaker (“O Mordomo da Casa Branca”), Ben Mendelsohn (“O Lugar Onde Tudo Termina”), Riz Ahmed (“O Abutre”), Donnie Yen (“O Grande Mestre”) e Jiang Wen (“Guerreiros do Céu e da Terra”), além da voz de James Earl Jones, que desde “Guerra nas Estrelas” dubla o vilão Darth Vader. “Rogue One: Uma História Star Wars” estreia em 15 de dezembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    Westworld: Pôster da nova série sci-fi evoca versão robótica de arte de Leonardo Da Vinci

    3 de setembro de 2016 /

    O canal pago HBO divulgou o pôster de “Westworld”, a nova série sci-fi produzida por J.J. Abrams (criador de “Lost” e diretor de “Star Wars: O Despertar da Força”). A imagem estampa a inicial “W” do programa, mostra um cenário de western ao fundo e traz, em primeiro plano, uma mulher nua, com pele e metal robótico expostos, no interior de uma máquina futurista. Sua posição remete diretamente ao desenho do Homem Vitruviano, de Leonardo Da Vinci – a famosa imagem de um homem de braços abertos, dentro de um círculo. Para completar, a arte ainda afirma que “todo herói possui um código”. A série é inspirada no filme de ficção científica “Westworld – Onde Ninguém Tem Alma” (1973), escrito e dirigido por Michael Crichton (o autor de “Parque dos Dinossauros”). O longa original contava a história de um parque de diversões futurístico, em que robôs encenavam situações do Velho Oeste, até um defeito transformar um dos pistoleiros numa ameaça real. A prévia extrapola essa premissa, transformando o defeito numa espécie de rebelião, durante a tomada de consciência de uma inteligência artificial. A produção é repleta de atores famosos, como Anthony Hopkins (“Thor”), inclui Ed Harris (“Expresso do Amanhã”), Jeffrey Wright (“Jogos Vorazes: Em Chamas”), Ingrid Bolsø Berdal (“Hércules”), Ben Barnes (“As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian”), James Marsden (“X-Men”), Thandie Newton (série “Rogue”), Clifton Collins Jr. (“Círculo de Fogo”), Evan Rachel Wood (série “True Blood”), Angela Sarafyan (“Era uma Vez em Nova York”), Simon Quarterman (“Filha do Mal”), Jimmi Simpson (série “House of Cards”) e o brasileiro Rodrigo Santoro (“Ben-Hur”). A adaptação para a TV foi desenvolvida por Jonathan Nolan (roteirista de “Interestelar” e criador da série “Person of Interest”) em parceria com Lisa Joy (roteirista da série “Pushing Dasies”), e a produção está a cargo do cineasta J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”). A estreia está marcada para 2 de outubro e, assim como “Game of Thrones”, “Westworld” deve ser exibida no mesmo dia nos EUA e no Brasil.

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  • Série

    Séries sci-fi Killjoys e Dark Matter são renovadas

    3 de setembro de 2016 /

    O canal pago americano Syfy anunciou as renovações de “Killjoys” e “Dark Matter”, séries de trama espacial que retornam para suas respectivas terceiras temporadas, com estreias previstas para 2017. Ambas as atrações são produções canadenses, passam-se em universos distantes e trazem uma mulher forte à frente do elenco, no comando de uma nave espacial. “Dark Matter” companha um grupo de criminosos intergalácticos, que após acordar sem memórias em sua nave, tenta descobrir suas verdadeiras identidades e se choca ao conhecer suas próprias histórias. A premissa foi originalmente publicada como uma minissérie de quadrinhos em 2012, desenvolvida pelos roteiristas Joseph Mallozzi e Paul Mullie, responsáveis pela cultuada série espacial “Stargate Universe”. O elenco canadense destaca alguns atores conhecidos do gênero, como Roger R. Cross (série “Continuum”), Anthony Lemke (série “The Listener”), Zoie Palmer (série “Lost Girl”), Jodelle Ferland (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1”), Alex Mallari Jr. (série “True Justice”) e a revelação Melissa O’Neil (reality “Canadian Idol”). Por sua vez, “Killjoys” foi desenvolvida por Michelle Lovretta (criadora de “Lost Girl”) e acompanha as aventuras de um trio de caçadores de recompensas espaciais, vividos por Hannah John-Kamen (série “The Hour”), Luke Macfarlane (série “Brothers and Sisters”) e Aaron Ashmore (série “Warehouse 13”), num sistema espacial marcado por intrigas planetárias e muito rock’n’roll.

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  • Filme

    A Chegada: Amy Adams contata alienígenas numa cena da sci-fi do diretor de Sicário

    3 de setembro de 2016 /

    Aproveitando a première de “A Chegada” no Festival de Veneza, a Sony Pictures divulgou uma cena de “A Chegada” (Arrival), sci-fi dirigida por Dennis Villeneuve (“Sicario”). Muito tensa, a prévia mostra o primeiro contado da personagem de Amy Adams (“Batman vs. Superman”) com alienígenas. Na trama, a atriz vive uma especialista em linguística convocado pelo governo americano para tentar estabelecer comunicação com uma nave que pousou nos EUA, durante a chegada de uma dúzia de veículos espaciais na Terra, buscando entender a intenção dos visitantes. O filme é baseado no conto “Story of Your Life” de Ted Chiang, laureado com os prêmios Hugo e Nebula (as mais importantes premiações da ficção científica), numa adaptação escrita por Eric Heisserer (“Quando as Luzes se Apagam”) e que também inclui Jeremy Renner (“Capitão América: Guerra Civil”) e Forest Whitaker (“O Mordomo da Casa Branca”) em seu elenco. A estreia está marcada para 11 de novembro nos EUA e apenas três meses depois, em 9 de fevereiro, no Brasil.

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    Novo Star Trek é jornada divertida no espírito da série clássica

    2 de setembro de 2016 /

    Em “Star Trek” (2009) e “Além da Escuridão: Star Trek” (2013), J.J. Abrams foi criativo ao dar novo fôlego para a franquia e apontá-la para horizontes jamais explorados. Mas esse “Star Trek: Sem Fronteiras”, de Justin Lin, possui algo que os filmes de Abrams não tinha: cara e alma de episódio de série de TV. E isso é “Star Trek”. Antes que os fãs reclamem, não quer dizer que o terceiro filme da fase estrelada por Chris Pine, Zachary Quinto & Cia. seja cópia de um episódio clássico da série, mas é o exemplar que mais se aproxima. É mais leve e otimista, deixando de lado aquela carga emocional pesada do segundo filme de Abrams. É claro que a veia cerebral, científica que marcou a série – um tanto abandonada nos filmes anteriores e neste aqui também – provavelmente não volta mais. Na era dos blockbusters, e em pleno tsunami de adaptações de quadrinhos, Abrams estabeleceu um padrão mais dinâmico e Lin deu sequência. Só que, digamos, com muito mais amor pela coisa. Não dava para ser diferente, afinal este é o filme de 50 anos da série. Quem diria que chegaríamos a meio século de “Star Trek” e viveríamos para contar? Diferente dos “dois primeiros”, “Star Trek: Sem Fronteiras” não mira o futuro da saga. Longe de seguir seu subtítulo à risca, o filme prefere ficar em território conhecido, não inventa tanto e funciona quase como um episódio isolado e redondinho, divertidíssimo para todos e emocionante para os fãs. Basicamente, “Sem Fronteiras” é sobre o Capitão Kirk (Pine) tentando entender sua vocação e lutando para não enlouquecer no meio do infinito em uma jornada nas estrelas de cinco anos a bordo da Enterprise. Também é sobre aceitar que, um dia, todos nós morreremos, e que isso não é tão ruim assim, apenas será a nossa fronteira final. No fundo é sobre nostalgia. O filme pode ir aos cafundós do espaço, mas é quando olha para dentro de seu próprio legado que “Star Trek: Sem Fronteiras” voa alto. Exemplos: prepare-se para engasgar o choro numa fala de Zachary Quinto sobre um personagem. E existe fã neste universo que não sinta na alma qualquer arranhão sofrido pela Enterprise? Mesmo assim, não espere um filme dominado pelo fan service. “Star Trek: Sem Fronteiras” não esquece de onde veio, mas tem ideias próprias. O lado científico agregado pelo criador Gene Roddenberry pode ter sido deixado de lado, mas Justin Lin traz de sua experiência em “Velozes e Furiosos” a força da união da família que escolhemos. Com os laços entre os tripulantes da Enterprise mais apertados e estabelecidos, inclusive na aceitação do outro – observe a cena em que conhecemos a família de Sulu (John Cho) e notamos a admiração no rosto de Kirk – , e com tudo em seu devido lugar, Justin Lin ainda resolve acelerar. Como na franquia de Vin Diesel e Paul Walker, ele pisa fundo na ação. A ponto de “Star Trek: Sem Fronteiras” registrar as batalhas espaciais mais empolgantes da franquia – por sinal, há tempos não se via o uso de música pop tão bem inserido numa narrativa. Claro, não dá para encerrar sem citar a presença magnífica de Sofia Boutella (“Kingsman – Serviço Secreto”) como Jaylah, a Neytiri albina que rouba todas as cenas. Que personagem! Ela é peça fundamental no plano de Justin Lin (e dos roteiristas Doug Jung e, claro, Simon Pegg, o Sr. Scotty em pessoa, fã e nerd) de deixar as nossas vidas mais divertidas por duas horas. Numa década em que os blockbusters andam muito sombrios, e com o peso do mundo nas costas, apenas relaxe e aproveite a jornada. Vida longa e próspera, Sr. Nimoy. E Sr. Yelchin.

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    Veneza: Amy Adams tem chegada triunfal no festival com sci-fi elogiada pela crítica

    2 de setembro de 2016 /

    A consolidação do Festival de Veneza como plataforma de lançamentos de filmes vencedores do Oscar cria um forte expectativa para a exibição das produções americanas, paralela à disputa do Leão de Ouro. E em seu segundo dia, o evento acrescentou mais uma surpresa positiva à lista, com a elogiada première de “A Chegada”, do diretor canadense Denis Villeneuve (“Sicario”). A crítica internacional rendeu-se ao clima criado pelo cineasta, ao roteiro inteligente de Eric Heisserer (“Quando as Luzes se Apagam”), à fotografia belíssima de Bradford Young (“Selma”) e à interpretação de Amy Adams(“Batman vs Superman”), que ainda está em outro filme bastante aguardado no evento. “A Chegada” é uma ficção científica realista centrada numa mulher determinada, como “Gravidade”, que saiu de Veneza para conquistar sete Oscars em 2014. Na trama, Amy vive uma linguista contratada pelo governo dos Estados Unidos para entrar em uma de 12 naves espaciais que chegaram à Terra sem aviso. Sua missão: estabelecer contato com os alienígenas a bordo, decifrando sua língua para descobrir o motivo da visita. Para ilustrar a frustração com a barreira da linguagem, várias cenas do filme são mudas, levando o diretor a se focar na expressividade de Amy para mostrar que a comunicação de verdade nem sempre precisa de palavras. “Denis disse ‘preciso saber o que ela está pensando’… Ele confiou que o público irá entrar em uma jornada emocional”, disse a atriz, sobre a forma como interpretou a personagem. Durante a entrevista coletiva, ela foi perguntada sobre o que faria caso encontrasse alienígenas de verdade. “Eu só esperaria que eles fossem tão pacientes comigo quanto os do filme”, ela riu. “Que eles deixassem que a gente experimentasse e superasse nossas falhas de comunicação. Na verdade, acho que uma das nossas primeiras presunções, caso uma raça alienígena chegasse aqui, seria que eles se comunicam de forma parecida conosco – e essa é uma presunção perigosa de se fazer”, comentou, dando pista sobre o desenvolvimento da trama. Amy também está no filme “Nocturnal Animals”, do estilista Tom Ford, que será apresentado no mesmo festival. Perguntada se um dos dois filmes pode ajudá-la a conquistar seu aguardado Oscar, Amy assumiu sua ansiedade. “Quando você tem Tom Ford, que é excelente, e você tem Denis Villeneuve, acho que você não consegue evitar de se animar sobre o potencial que os filmes têm”, disse. “Mas tento não me preocupar com o resultado… Sou sortuda o suficiente de estar nestes filmes”. Além de Amy Adams, também estão no elenco de “A Chegada” os atores Jeremy Renner (“Capitão América: Guerra Civil”), Forest Whitaker (“O Mordomo da Casa Branca), Michael Stuhlbarg (“Steve Jobs”) e Tzi Ma (“A Hora do Rush”). A estreia no Brasil está marcada apenas para 9 de fevereiro.

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    Star Trek – Sem Fronteiras é maior estreia da semana

    1 de setembro de 2016 /

    “Star Trek – Sem fronteiras” finalmente pousa no Brasil. Lançado em julho nos EUA, o filme só agora chega a 686 salas do circuito, incluindo 492 telas 3D e todas as 12 Imax. Terceiro filme do novo elenco da franquia, é também o primeiro desde o reboot sem a direção de J.J. Abrams, que foi atraído pela força de “Star Wars”. Em seu lugar, Justin Lin (franquia “Velozes & Furiosos”) injetou mais ação na franquia e, com auxílio de um roteiro bem equilibrado de Simon Pegg (o intérprete de Scotty), também mais humor, além de introduzir uma nova personagem, a alienígena Jaylah, vivida por Sofia Boutella (“Kingsman: Serviço Secreto”), que rouba as cenas. A aventura espacial conquistou a crítica americana, com 83% de aprovação. Mas não saiu do vermelho nas bilheterias, com “apenas” US$ 151 milhões nos EUA. Orçada em US$ 185 milhões, a produção precisa ter bom desempenho internacional para ganhar nova continuação. Mesmo assim, tem um lançamento nacional bem menor que os mais recentes blockbusters que desembarcaram por aqui, inclusive o fracassado “Ben-Hur”. O outro filme americano que chega aos shoppings nesta quinta (1/9) é o terror “O Sono da Morte”. O gênero sempre rende bom público, mas raramente bons filmes. Este não é exceção. O destaque da produção é a presença do ator mirim Jacob Tremblay, revelado em “O Quarto de Jack” (2015), como um órfão que, sem saber, transforma seus sonhos e pesadelos em realidade. Com 30% no Rotten Tomatoes, é um terror para maiores de 14 anos que não assusta ninguém. Em 145 salas. A programação ampla também inclui uma comédia brasileira. Na verdade, são três os lançamentos nacionais da semana, incluindo os títulos de distribuição limitada. Todos são obras de ficção, mas totalmente diferentes uns dos outros. Com melhor distribuição, o besteirol “Um Namorado para Minha Mulher” chega a 414 telas com uma trama típica de comédia brasileira. Ou seja, algo que ninguém jamais faria na vida real. Cansado da mulher chata, o personagem de Caco Ciocler (“Disparos”) decide contratar um homem para conquistá-la e assim conseguir a separação. Mas se arrepende. O problema é que o sedutor exótico (Domingos Montagner, de “Gonzaga: De Pai para Filho”) se apaixona pela mulher do “corno”. A ideia só não é totalmente ridícula por conta da atriz Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”), que para encarnar o clichê da mulher chata assume um mau-humor espirituoso, inteligente e divertidíssimo, que vê defeito em tudo e não suporta lugares comuns. Em outras palavras, ela parece crítica de cinema. A direção é de Julia Rezende (“Meu Passado Me Condena” duas vezes – o filme e a continuação). “Aquarius”, por sua vez, encalha em 85 salas. Sempre foi difícil imaginar a pequena Vitrine Filmes distribuir um blockbuster, mas o diretor Kleber Mendonça Filho, cujo filme anterior, “O Som ao Redor” (2012), abriu em 24 telas, não poderá reclamar de perseguição política, pois a classificação etária caiu para 16 anos. De todo modo, seu marketing de viés político, criado por uma postura intransigente de enfrentamento contra o governo, desde a denúncia em Cannes de que “o Brasil não é mais uma democracia” graças a um “golpe de estado”, até a patrulha ideológica contra um crítico da comissão que vai selecionar o candidato brasileiro ao Oscar, tem um lado positivo, ao mostrar inconformismo em apenas realizar o filme. Ao contrário de muitos colegas de profissão, que parecem se contentar em contabilizar os cheques das leis de incentivo para filmar, sem se posicionar diante da invisibilidade das estreias dramáticas nacionais, Filho quer que seu trabalho seja visto. E nisto tem razão. O bom cinema brasileiro merce ser visto. E “Aquarius” é um bom filme, sim, especialmente pela oportunidade que dá ao público de ver Sonia Braga novamente como protagonista, aos 66 anos de idade. É o resgate de uma carreira que estava restrita, nos últimos anos, a pequenas aparições em séries americanas ruins. Seu desempenho evoca a performance consagradora de Fernanda Montenegro em “Central do Brasil” (1998). São papeis completamente diferentes, mas que conduzem e humanizam suas narrativas. Entretanto, pela politização que o cineasta quis dar ao lançamento, é preciso observar mais atentamente a ironia da trama, que mostra Clara, a personagem de Braga, enfrentando as investidas de uma construtora que quer demolir o antigo edifício onde mora, muito bem localizado em Recife, para construir um novo empreendimento. Embora seja fácil puxar a analogia do “golpe” sofrido por Dilma Rousseff num embate contra as forças econômicas, é mais sutil perceber que, na vida real, empresas como a que representa o “mal” no filme foram responsáveis por financiar o projeto populista, alimentado por propinas, corrupção política e construções superfaturadas, que destroçou o patrimônio do país e de todas as Claras do Brasil, nos últimos 13 anos. O fato é que o cinema militante não reflete sutilezas, tanto que só um drama brasileiro recente foi capaz de evitar as armadilhas do maniqueísmo e do proselitismo para retratar um quadro mais complexo da situação política, econômica e social do país: “Casa Grande” (2014), de Fellipe Barbosa. Quanto mais o tempo passa, melhor e mais representativo aquele filme se torna do Brasil contemporâneo. Ocupando 15 telas, a terceira estreia nacional é “Rondon, O Desbravador”, de Marcelo Santiago (por coincidência, codiretor do mitológico “Lula, o Filho do Brasil”) e do estreante Rodrigo Piovezan. Pode-se até considerá-lo o oposto político de “Aquarius”, por apresentar um ufanismo como não se via desde o auge da ditadura militar. Cinebiografia do Marechal Rondon, que desbravou as florestas brasileiras para levar o telégrafo (a internet do final do século 19) ao sertão, o longa evita todas as polêmicas possíveis para apresentá-lo como herói, responsável pela integração pacífica dos índios na civilização brasileira. Claro que sua defesa da ocupação do país “do Oiapoque ao Chuí” levou à desapropriação de terras indígenas, iniciou o desmatamento em massa, realocou tribos e as infectou com doenças, mas nada disso é relatado pela trama, que parte de um encontro fictício do velho militar (Nelson Xavier, de “Chico Xavier”) com um jornalista para recordar seus grandes feitos. O pôster, com bandeira tremulando e continências militares, ilustra perfeitamente o estilo de Educação Moral e Cívica da produção. A programação se completa com dois lançamentos europeus limitados, que exploram o humor em tons diversos. “Loucas de Alegria”, do italiano Paolo Virzì (“A Primeira Coisa Bela”), leva a 14 salas a história de amizade entre duas mulheres, que fogem de um hospital psiquiátrico em busca de um pouco de felicidade. Divertido, terno e belo nas doses certas. A menor distribuição da semana cabe a “A Comunidade”, do dinamarquês Thomas Vinterberg (“A Caça”), com exibição em seis telas. É outro ótimo filme, que ironiza o espírito comunal dos anos 1970. A trama parte de um casal típico da década mais liberal de todas, que resolve convidar estranhos a compartilhar de sua casa espaçosa. Quando seu casamento entre em crise, eles têm que lidar com amantes e votações coletivas para determinar como viver no próprio lar. Trine Dyrholm (“Amor É Tudo o que Você Precisa”), intérprete da esposa, foi premiada como Melhor Atriz no Festival de Berlim deste ano.

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  • Série

    Frequency: Série baseada no filme sobrenatural Alta Frequência ganha pôsteres e novo comercial

    1 de setembro de 2016 /

    A rede americana CW divulgou dois pôsteres e um novo comercial de “Frequency”, série sobrenatural baseada no filme “Alta Frequência” (2000). Apesar de curta, a prévia resume a premissa, mostrando uma jovem policial que, graças a um fenômeno bizarro, entra em contato pelo rádio com seu pai falecido há 20 anos. A trama tem uma reviravolta quando, ao preveni-lo de como ele iria morrer, ela consegue mudar o destino do pai. Entretanto, isso cria um efeito borboleta no presente, levando à morte de sua mãe e fazendo com que seu noivo deixe de conhecê-la. Os protagonistas da nova versão são Peyton List (séries “Blood & Oil” e “The Tomorrow People”) e Riley Smith (série “Nashville”), e o elenco ainda inclui Mekhi Phifer (série “E.R.”), Lenny Jacobson (série “Nurse Jackie”), Devin Kelley (série “Resurrection”) e Daniel Bonjour (série “The Walking Dead”). Desenvolvida por Jeremy Carver (criador da série “Being Human”), a série teve seu piloto dirigido pelo cineasta Brad Anderson (“Chamada de Emergência”), que se tornou um especialista em chancelar séries, tendo comandado os pilotos de “Zoo”, “Forever” e “Almost Human”, todos aprovados. A estreia vai acontecer em 5 de outubro nos EUA.

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