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  • Filme

    Guardiões da Galáxia Vol. 2 ganha seis novas imagens

    4 de fevereiro de 2017 /

    A Marvel divulgou seis novas fotos de “Guardiões da Galáxia Vol. 2”, que incluem cenas de ação, repletas de efeitos visuais, e a participação de Mantis, nova integrante da equipe, vivida por Pom Klementieff (“Oldboy”). Na trama da sequência, os heróis galácticos têm que lutar para manter sua recém-formada família unida enquanto desvendam o mistério em torno do pai de Peter Quill. O elenco traz de volta Chris Pratt como Peter Quill/Senhor das Estrelas, Zoe Saldana como Gamora, Dave Bautista como Drax, Vin Diesel como a voz de Groot e Bradley Cooper como o dublador de Rocket Raccoon, além de Karen Gillan como uma reformada Nebula, Michael Rooker como Youndu e Glenn Close como Nova Prime. As novidades incluem Elizabeth Debicki (“O Agente da UNCLE”), Kurt Russell (“Os Oito Odiados”) e Sylvester Stallone (“Creed”). O filme tem estreia marcada para 4 de maio no Brasil. Clique nas fotos abaixo para ampliá-las.

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  • Filme

    Resident Evil 6 leva a franquia ao Capítulo Final que merece

    3 de fevereiro de 2017 /

    A maior qualidade de “Resident Evil 6: O Capítulo Final” é o fato de ser o último filme da franquia. Chega a ser um alívio na verdade. Interessante como filmes ruins se tornam imensamente piores quando vistos numa tela gigante IMAX. É como se todos os seus defeitos ficassem ainda maiores, mais nítidos, mais incômodos. Foi assim no ano passado com coisas como “Independence Day: O Ressurgimento”, “Inferno – O Filme” e “Esquadrão Suicida”. E é assim inevitavelmente com essa… na falta de outro nome, adaptação de game. O segredo dessa franquia ter rendido tantas sequências concebidas por seu diretor e roteirista Paul W.S. Anderson está na forma como ele explora sem pudor sua esposa, a atriz Milla Jovovich, de forma fetichista, mostrando-a em trajes apertados, segurando armas e lutando em câmera lenta contra monstros e zumbis. Boa parte da franquia se resumiu a justificativas para mostrar Milla chutando traseiros de criaturas de forma geek-sexy. Muitas vezes, na companhia de outras atrizes bonitas – Michelle Rodriguez, no primeiro e quinto filmes, Sienna Guillory, no segundo e também no quinto filmes, Ali Larter, que apareceu em três longas, inclusive neste “Capítulo Final”, e a novata Ruby Rose, debutante nesta última bomba. Mesmo assim, houve alguns momentos memoráveis sem exploração feminina ao longo do caminho, como a incursão no interior da Colmeia e os cães zumbis bizarros do primeiro filme, a homenagem a “Os Pássaros” (1963), de Hitchcock, no terceiro, e a utilização de efeitos 3D digitais no quarto, até hoje visto por muitos como um dos melhores usos dessa tecnologia no cinema. Infelizmente, nada de memorável acontece em “Resident Evil 6: O Capítulo Final”. Os cenários não transmitem o mínimo senso de realismo ou beleza, a areia do deserto não parece areia, o roteiro, que nunca foi algo forte em “Resident Evil”, mostra-se ainda mais desleixado. E o filme avança aos trancos, para mostrar a revanche de Alice, a personagem de Milla, contra a corporação Umbrella, com direito a mais lutas em câmera lenta. Cenas que poderiam ser impactantes de alguma maneira, como a luta de Alice sobre um veículo militar, amarrada e perseguida de perto por uma multidão de zumbis, não conseguem despertar a mínima empolgação. A apatia, que já se manifestava nos outros filmes da franquia, agora toma conta do filme como um todo. Tudo é ruim: diálogos, cenas de ação, cenários, fotografia escura, efeitos 3D vagabundos, personagens desinteressantes e conclusão apressada e nada criativa. A única satisfação gerada pelo filme, após quase duas horas de projeção, é saber que acabou. E com direito a um “Capítulo Final” capaz de superar todos os defeitos dos longas anteriores. Um final à altura da franquia.

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  • Filme

    Diretor de A Chegada é confirmado à frente do remake de Duna

    2 de fevereiro de 2017 /

    Denis Villeneuve foi confirmado como diretor da nova versão de “Duna”. O anúncio foi feito via Twitter por Brian Herbert, filho do autor do romance clássico de ficção científica, Frank Herbert (1920-1986). A Lionsgate adquiriu os direitos da obra em novembro, logo após Villeneuve admitir seu desejo de filmar a obra clássica de Herbert. Agora, o filho do escritor revelou que o contrato entre o estúdio e o cineasta já foi assinado. A adaptação será a terceira sci-fi consecutiva de Villeneuve, após o reconhecimento de público e crítica conquistado por “A Chegada” e a grande expectativa que cerca o vindouro “Blade Runner 2049”. “Duna” se passa no futuro e em outro planeta, um local árido chamado Arrakis, que produz uma matéria essencial às viagens interplanetárias: a Especiaria. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real que supervisiona o local sofra um atentado. Apenas seu filho escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra daquele mundo como sua principal arma. Em especial, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. Ao longo dos anos, muitos tentaram adaptar “Duna” no cinema. Um documentário sobre a primeira tentativa, a versão nunca realizada do diretor Alejandro Jodorowsky nos anos 1970, foi lançado em 2013 com detalhes espetaculares. O único filme produzido chegou aos cinemas na década de 1980, mas sofreu cortes que prejudicaram muito seu resultado, ainda assim com visuais fantásticos. Dirigido por ninguém menos que David Lynch, “Duna” foi lançado em 1984 com um elenco que tinha Kyle MacLachlan, Patrick Stewart, Linda Hunt, Max von Sydow e até o cantor Sting. Depois disso, ainda foram produzidas duas minisséries sobre o universo de “Duna”, em 2000 e 2003, pelo canal atualmente conhecido como SyFy. A Legendary ainda não divulgou a data para o início das filmagens nem uma previsão para o lançamento da nova produção.

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  • Filme

    Scarlett Johansson vira personagem de mangá em novo pôster de Vigilantes do Amanhã

    1 de fevereiro de 2017 /

    A Paramount Pictures divulgou um novo pôster estilizado de “Ghost in the Shell”, que trasnforma Scarlett Johansson (“Os Vingadores”) em personagem de quadrinhos japoneses. Batizado no Brasil como “A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell”, o filme adapta o mangá criado em 1989 por Masamune Shirow (também autor de “Appleseed”). A história original se passava em 2029 e acompanhava a major Mokoto Kusanagi, comandante ciborgue de uma unidade de combate ao terrorismo cibernético (Seção 9), que luta contra uma conspiração de hackers, cujo objetivo é levar anarquia às ruas de uma megacidade japonesa. Seu sucesso deu origem a uma franquia animada, composta por três longas, quatro OVAs (filmes lançados diretamente em vídeo) e duas séries de televisão. Apesar de Scarlett Johansson surgir com o mesmo visual do anime/mangá, os produtores batizaram seu papel de Major, sua patente, visando evitar muitas críticas à etnia da atriz, trazidas à tona em meio às queixas de embranquecimento de personagens orientais por Hollywood. O elenco ainda inclui Michael Pitt (série “Boardwalk Empire”) como um terrorista virtual, o dinamarquês Pilou Asbæk (série “Os Borgias”) como o policial Batou, o lendário cineasta japonês Takeshi “Beat” Kitano (“Zatoichi”) como Daisuke Aramaki, chefe da Seção 9, a francesa Juliette Binoche (“Godzilla”) como a Dra. Ouelet, que não existe nos quadrinhos, além de diversos atores orientais no elenco de apoio, como Rila Fukushima (“Wolverine – Imortal”), Kaori Momoi (“Memórias de uma Gueixa”), Yutaka Izumihara (“Invencível”) e Chin Han (“Contágio”). A direção é de Rupert Sanders (“Branca de Neve e o Caçador”) e a estreia está marcada para 13 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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  • Star Trek: Discovery
    Série

    Nova série derivada de Star Trek ganha teaser com imagens de bastidores

    31 de janeiro de 2017 /

    A Netflix divulgou um teaser, com cenas de bastidores de “Star Trek: Discovery”, a nova série passada no universo de “Star Trek”. O vídeo registra fotos de produções clássicas da franquia, que completou 50 anos em 2016, e apresenta imagens inéditas do desenvolvimento da nova atração, revelando o estúdio, onde cenários estão sendo construídos, e detalhes das maquiagens de alienígenas e figurinos finalizados, encerrando com uma poltrona vazia de capitão de nave espacial. O vídeo ressalta que a produção ainda não tem data de estreia, ao incluir um indefectível “em breve” em seu encerramento. Esperada para maio, após já ter sofrido um primeiro adiamento, “Star Trek: Discovery” estourou os prazos de produção, devido à ambição de seus produtores, focados em realizar uma série com efeitos visuais cinematográficos. Apesar disso, Bryan Fuller (criador de “Hannibal”), que desenvolveu o projeto, foi afastado da produção em outubro, porque a rede CBS, responsável pela série, creditava os atrasos ao fato dele dividir sua atenção com outras séries simultaneamente – “American Gods” e “Amazing Stories”, ambas também sem previsão de estreia. Mas os novos showrunners, os produtores Gretchen Berg e Aaron Harberts (que trabalharam com Fuller em “Pushing Daisies”), também não conseguiram apurar a produção. Eles ainda contam com a ajuda de Akiva Goldsman e Alex Kurtzman, como consultores criativos. Os dois trabalharam juntos na série “Fringe”, mas também tem agendas lotadas. Kurtzman, por sinal, foi responsável pelos roteiros dos dois primeiros filmes do reboot de “Star Trek”. O elenco confirmado inclui Sonequa Martin-Green (série “The Walking Dead”), Michelle Yeoh (estrela de “O Tigre e o Dragão”), Anthony Rapp (“Uma Mente Brilhante”) e Doug Jones (conhecido por viver monstros em produções de Guillermo del Toro, como “Hellboy”, “O Labirinto do Fauno” e “Mama”), que viverá o membro de uma espécie alienígena inédita no universo trekker, além do trio Chris Obi (minissérie “Raízes”), Shazad Latif (o Jekyll de “Penny Dreadful”) e Mary Chieffo (“Miss Dial”), como intérpretes de klingons, e participação especial de James Frain (série “Gotham”) como Sarek, o pai do Sr. Spock. Projeto considerado de alta prioridade, “Star Trek: Discovery” vai lançar uma nova plataforma de streaming nos EUA, a CBS All Access, mas será disponibilizada pela Netflix no resto do mundo.

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  • Série

    Peter Capaldi confirma que deixará Doctor Who ao final da temporada

    30 de janeiro de 2017 /

    O ator Peter Capaldi confirmou que deixará de ser o misterioso e divertido Doutor ao final da 10ª temporada do revival de “Doctor Who”. “A nova temporada de ‘Doctor Who’ será a minha última… Sinto que é hora de seguir em frente”, disse o ator, em entrevista a Jo Whiley na Radio 2, da BBC. Ouça abaixo. A notícia foi reforçada pelo Twitter oficial da série, que publicou: “Peter confirma que deixará a série no Natal de 2017 mas ‘Ainda sou o #DoctorWho! Estamos fazendo coisas épicas! Ainda não acabei'”. 12º intérprete de Doctor Who, Capaldi entrou para a série em 2014, durante a 8ª temporada, e deixará o programa no especial de Natal no final deste ano. Steven Moffat (criador de “Sherlock”), produtor principal da atração, também deixará “Doctor Who” no final de ano, sendo substituído por Chris Chibnall (criador de “Broadchurch”), que assim ganha carta branca para mudar tudo. A série possui, ao todo, 54 anos de idade, mas teve sua produção interrompida em 1989. Seu retorno em 2005 é considerado a 1ª temporada do revival. Desde esta data, cinco intérpretes diferentes já viveram o bom Doutor. Além de Capaldi, o protagonista foi interpretado por, em ordem cronológica, Christopher Eccleston (hoje na série “The Leftovers”), David Tennant (nas séries “Jessica Jones” e “Broadchurch”), Matt Smith (série “The Crown”) e John Hurt, que faleceu na sexta (27/1). A 10ª temporada de “Doctor Who” vai estrear em 15 de abril e introduzirá uma nova companheira para o Doutor, Billy, vivida por Pearl Mackie. Ela entra na produção no lugar da protagonista Clara Oswald, a simpática professorinha encarnada por Jenna Coleman, que teve um destino trágico no final da temporada passada. Aproveite e veja o trailer dos próximos episódios.

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  • Filme

    Filme de Han Solo inicia produção com referência à cena clássica de Guerra nas Estrelas

    30 de janeiro de 2017 /

    Christopher Miller, que é co-diretor da próxima “História Star Wars”, centrada no jovem Han Solo, publicou em seu Instagram uma foto que marca o início das filmagens. A imagem compartilha foi a da claquete do primeiro dia de trabalho. Mas a legenda aproveita para fazer referência a uma cena clássica de “Guerra nas Estrelas” (1977). Veja abaixo. O texto diz, em inglês, “Han First Shot”. Em linguagem cinematográfica, isto quer dizer “primeira tomada de Han”. Mas também significa, literalmente, “primeiro tiro de Han”, num trocadilho com a maior polêmica digital da franquia – conhecida como “Han Shot First”, em inglês. No filme antigamente conhecido como “Guerra nas Estrelas”, Han Solo dava um tiro no caçador de recompensas Greedo, durante uma conversa na famosa cena da cantina de Mos Eisley. Mas no relançamento rebatizado em 1997 como “Star Wars: Uma Nova Esperança”, o confronto foi retocado digitalmente para que Greedo atirasse primeiro, dando a Han Solo o “direito” de defesa – segundo a lógica do Velho Oeste, que até hoje é preservada na cultura americana. Embora o resultado seja o mesmo nas duas versões – Geedo morre – , George Lucas quis mudar o detalhe de quem atira primeiro para que as crianças não vissem Han Solo como um assassino. Han virou assim um, digamos, assassino justificado. Outra curiosidade é que o logo da claquete identifica a produção com o título “Star Wars: Red Cup”. Trata-se de um nome provisório, já que a LucasFilm ainda não definiu o título oficial do filme. Ao mesmo tempo, a claquete confirma o nome de Bradford Young (“A Chegada”) como diretor de fotografia. Assim como “Rogue One: Uma História Star Wars”, o filme vai se passar antes dos eventos mostrados no clássico “Guerra nas Estrelas” (1977). O elenco destaca Alden Ehrenreich (“Ave César”), que viverá o personagem imortalizado por Harrison Ford, além de Donald Glover (série “Atlanta”), Emilia Clarke (série “Game of Thrones”) e Woody Harrelson (“Truque de Mestre”). O roteiro é de Lawrence Kasdan (“Star Wars: O Despertar da Força”) e seu filho Jon, e a direção está a cargo da dupla Phil Lord e Christopher Miller (“Anjos da Lei”), com lançamento marcado para maio de 2018. Han First Shot Uma foto publicada por Chris Miller (@chrizmillr) em Jan 30, 2017 às 8:10 PST

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  • Filme

    Menino de O Quarto de Jack vai enfrentar o Predador

    29 de janeiro de 2017 /

    Revelação de “O Quarto de Jack” (2015), o ator mirim Jacob Tremblay entrou no elenco do novo filme da franquia “Predador”. Seu personagem, assim como todos os detalhes da produção, estão sendo mantidos em sigilo, mas informações preliminares sugerem que a trama será passada num subúrbio americano. As filmagens devem começar em fevereiro na cidade de Vancouver e o elenco ainda inclui Boyd Holbrook (série “Narcos”) Trevante Rhodes (“Moonlight”), Olivia Munn (“X-Men: Apocalypse”), Sterling K. Brown (série “The People v O.J. Simpsons – American Crime Story”) e Keegan-Michael Key (“Tinha Que Ser Ele?”). O roteiro é de Fred Dekker (“RoboCop 3”) e a direção está a cargo de Shane Black (“Homem de Ferro 3”), que retorna à franquia. Ele participou como ator, num papel secundário, do filme original de 1987, protagonizado por Arnold Schwarzenegger. A raça de alienígenas introduzida naquele filme voltou a aparecer em mais quatro longa-metragens, dois deles num crossover com a franquia “Aliens”. A produção mais recente, “Predadores” (2010), incluiu a brasileira Alice Braga (série “The Queen of South”) no elenco. A produção da 20th Century Fox tem data de estreia prevista para agosto de 2018.

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  • Etc,  Filme,  Série

    John Hurt (1940 – 2017)

    28 de janeiro de 2017 /

    Morreu o ator inglês John Hurt, que marcou a história do cinema e da TV com personagens icônicos. Ao longo da carreira, ele enfrentou alienígenas e ajudou Indiana Jones, caçou espiões e foi caçado pelo Big Brother, viajou no tempo na Tardis e fabricou a varinha mágica de Harry Potter, deixando uma filmografia memorável de mais de cinco décadas de papéis inesquecíveis, vindo a falecer na sexta (27/1) em sua casa, em Norfolk, no interior da Inglaterra, aos 77 anos, após uma longa luta contra um câncer de pâncreas. Sua longa carreira começou nos anos 1960, com pequenos papéis em filmes como “O Homem que Não Vendeu sua Alma” (1966), “O Marinheiro de Gibraltar” (1967), “O Irresistível Bandoleiro” (1969) e “À Procura do Meu Homem” (1969), mas só foi se destacar na década seguinte por uma série de escolhas ousadas, a começar pelo papel de vítima do caso real de “O Estrangulador de Rillington Place” (1971) e o de canibal em “O Carniçal” (1975). O ponto de virada, porém, aconteceu na TV, no telefilme “Vida Nua” (1975) sobre a vida de Quentin Crisp. O escritor que exibia sua homossexualidade com orgulho, andando maquiado pelas ruas, era uma figura popular na Inglaterra, mas Hurt foi aconselhado por seus agentes a não vivê-lo na TV. Disseram que ficaria marcado como gay e nunca mais trabalharia novamente. Hurt ignorou os avisos e estrelou sua primeira obra como protagonista. Como resultado, ganhou seu primeiro reconhecimento da Academia britânica, o BAFTA de Melhor Ator. E, empolgado, assumiu em seguida um papel ainda mais controvertido, como o imperador Calígula na minissérie “Eu, Cláudio” (1976). O destaque obtido nas duas obras levou o diretor Alan Parker a escalá-lo em “O Expresso da Meia-Noite” (1978), como um prisioneiro viciado numa cadeia turca. A interpretação magistral lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante e o seu segundo prêmio BAFTA. O papel pelo qual é mais lembrado, porém, não lhe rendeu troféus, mas fez sua popularidade atingir as estrelas. Em 1979, ele seguiu o diretor Ridley Scott para a morte certa, a bordo de uma nave espacial. Hurt foi a primeira vítima do que viria a se tornar uma franquia, dando “luz” ao terror de “Alien” (1979), literalmente com suas entranhas. A cena em que sua barriga explode, para o surgimento de um bebê alienígena, entrou para a história do cinema. Tornou-se tão famosa que rendeu até paródias – inclusive com o próprio Hurt revivendo o papel do astronauta Kane em “S.O.S. – Tem um Louco Solto no Espaço” (1987), de Mel Brooks. Sua segunda e última indicação ao Oscar veio logo em seguida, desta vez na categoria de Melhor Ator, sob a maquiagem pesada de “O Homem Elefante” (1980), de David Lynch. Para viver John Merrick, Hurt precisou demonstrar capacidade de se comunicar sob as próteses que o deformavam, realçando seu enorme talento para transmitir emoções. Consagrado, foi coadjuvar o western épico “O Portal do Paraíso” (1980), de Michael Cimino, uma das obras mais caras da época. O fracasso do projeto faliu o estúdio United Artists e até hoje rende discussões apaixonadas entre cinéfilos. Mas representou o fim de uma era para o cinema americano. Não por acaso, os próximo trabalhos do ator em Hollywood foram comédias de estilo besteirol, vivendo Jesus Cristo em “A História do Mundo – Parte I” (1981), de Mel Brooks, e um policial gay em “Dois Tiras Meio Suspeitos (1982), de James Burrows. Após estrelar o suspense “O Casal Osterman” (1983), do mestre Sam Peckinpah, Hurt voltou a filmar com cineastas ingleses, rodando o thriller “O Traidor” (1984), com Stephen Frears, e a sci-fi “1984” (1984), com Michael Radford. Seu retorno à ficção científica novamente marcou época, dando à história clássica do Big Brother de George Orwell sua versão definitiva, com uma cenografia retrô, que entretanto não podia ser mais visionária. Hurt continuou se destacando também em produções de época, como “Incontrolável Paixão” (1987), passada na África colonial e dirigida por Radford, e “Escândalo: A História que Seduziu o Mundo” (1989), de Michael Caton-Jones, sobre um affair entre uma stripper e um ministro britânico nos anos 1960. Sua filmografia seguiu crescendo. Entre comédias americanas ligeiras como “Este Advogado É Uma Parada” (1987) e “Rei Por Acaso (1991), e dramas britânicos sérios, como “Terra da Discórdia” (1990), de Jim Sheridan, e “Uma Nova Chance” (1994), de Chris Menges, também encontrou espaço para um terror B, como “Frankenstein – O Monstro das Trevas” (1990), realizado por ninguém menos que Roger Corman, uma sci-fi sofisticada, como “Contato” (1997), de Robert Zemeckis, e um blockbuster épico, como “Rob Roy: A Saga de uma Paixão” (1995), de Caton-Jones. O século 21 ampliou sua galeria de blockbusters, com participações nas franquias “Harry Potter” (2001-2011) e “Hellboy” (2004-2008), na adaptação de quadrinhos “V de Vingança” (2005), na aventura “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (2008), e mais recentemente no premiado suspense “O Espião Que Sabia Demais” (2011) e na sci-fi “Expresso do Amanhã” (2013). A voz rouca, capaz de soar serena ou ameaçadora, também lhe rendeu diversos trabalhos de dublagem e narração, em obras tão distintas quanto a versão animada de “O Senhor dos Anéis” (1978), de Ralph Bakshi, “Tigrão – O Filme” (2000), da Disney, e até “Dogville” (2003) e “Manderlay” (2005), de Lars Von Trier – sem esquecer a voz do dragão da série “As Aventuras de Merlin” (2008-2012). Entre seus últimos papéis, estão participações nas séries “Doctor Who” em 2013, como o personagem-título, e “The Last Panthers” (2015), além do filme “Jackie” (2016), indicado ao Oscar 2017. Incansável, Hurt deixou três filmes inéditos e trabalhava no quarto, a cinebiografia de Winston Churchill, “The Darkest Hour”, quando faleceu. Sua excepcional filmografia foi reconhecida com um BAFTA especial pela contribuição excepcional para o cinema britânico em 2012, além da distinção de ter sido nomeado cavaleiro da Ordem do Império Britânico pela Rainha Elizabeth II em 2015. Na mesma época, anunciou que lutava contra o câncer. John Hurt possui ainda a distinção de ter sido o ator que mais morreu em cena, na história do cinema. Mas sua lembrança permanecerá viva eternamente em papéis que encantaram gerações, e continuarão encantando por anos a fio. Nas redes sociais, os diversos artistas que se manifestaram sintetizaram suas homenagens basicamente numa palavra-chave: “Inspiração”.

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  • Série

    The Leftovers ganha teaser e pôster de sua 3ª e última temporada

    27 de janeiro de 2017 /

    O canal pago americano HBO divulgou o primeiro teaser e o pôster da 3ª temporada de “The Leftovers”, que irá encerrar a série. A arte destaca que “o fim está próximo”. O duplo sentido apocalíptico da mensagem é reforçado na prévia, que confirma o visual barbudo de Justin Theroux, adiantado nas primeiras fotos da temporada. Além disso, o vídeo revela os retornos de parte do elenco, como Carrie Coon, Amy Brenneman, Christopher Eccleston, Scott Glenn e Jasmin Savoy Brown. Aproveitando a oportunidade, Theroux também fez sua própria divulgação, adiantando em seu Instagram uma versão animada do pôster e chamando atenção para a data do retorno da atração. Aclamada pela crítica, “The Leftovers” surgiu como adaptação do livro homônimo de Tom Perrota, mas passou a contar uma história inteiramente original de Perrota e do cocriador Damon Lindeloft (“Prometheus”) em sua 2ª temporada. O final começa ser exibido pelo canal pago HBO a partir de 16 de abril. The end is near. And we know the date. ? #theleftovers @hbo Um vídeo publicado por @justintheroux em Jan 24, 2017 às 10:08 PST

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  • Filme

    Diretor publica foto da pós-produção do novo Star Wars

    27 de janeiro de 2017 /

    O diretor e roteirista Rian Johnson publicou em seu Instagram a primeira imagem do trabalho de pós-produção do novo filme da franquia “Star Wars”. A imagem destaca a aparição, num monitor, do título oficial da produção, divulgado nesta semana pela LucasFilm. “Me senti tão bem ao incluir isso na edição hoje de manhã”, escreveu na legenda. Veja abaixo. Conhecido até então como “Star Wars: Episódio 8”, o filme vai se chamar oficialmente “Star Wars: The Last Jedi” (Star Wars: Os Últimos Jedi) e estreia em 15 de dezembro no Brasil. Felt so good to drop this into the cut this morning. Uma foto publicada por Rian Johnson (@riancjohnson) em Jan 24, 2017 às 10:06 PST

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  • Série

    Kristen Wiig vai participar da série O Último Cara da Terra

    26 de janeiro de 2017 /

    A atriz Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) vai participar da série “O Último Cara da Terra” (The Last Man on Earth). Segundo o site TVLine, ela interpretará uma personagem recorrente na 3ª temporada, mas não há mais informações a respeito de seu papel. A participação marcará um reencontro entre a atriz e Will Forte, o astro e criador da série, após trabalharem juntos no humorístico “Saturday Night Live”. Outros astros famosos que já deram as caras em “The Last Man on Earth” incluem Will Ferrell (também ex-“SNL” e “Pai em Dose Dupla”) Jason Sudeikis (“Família do Bagulho”), Jon Hamm (série “Mad Man”) e Jacob Tremblay (“O Quarto de Jack”). Atualmente em hiato, “O Último Cara da Terra” retorna com a segunda parte de sua 3ª temporada no dia 5 de março. No Brasil, a série passa no canal pago FX.

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  • Filme

    Michael Bay vai produzir sci-fi distópica que mostra os EUA falidos e comprados pela China

    26 de janeiro de 2017 /

    O cineasta Michael Bay, responsável pela franquia “Transformers”, vai produzir uma sci-fi distópica que mostrará os EUA falidos, levados à ruína após o governo de um presidente incompetente. Intitulado “Little America”, o filme foi escrito por Rowan Athale e oferecido em leilão para vários estúdios. A Universal acabou comprando a produção em parceria com Bay, na condição de que o próprio Athale a dirigisse. Ele tem apenas um longa-metragem no currículo, o thriller de baixo orçamento “Wasteland” (2012). Na trama, a situação econômica dos EUA é tão caótica que a China acaba tomando o controle do país, ao comprar suas principais empresas. Com isso, muitos cidadãos americanos viajam ao gigante asiático à procura de empregos. Mas esse verniz que sugere uma crítica ao governo de Donald Trump, não passa de pretexto para mais um plágio disfarçado de “Fuga de Nova York” (1981), já que toda esta distopia serve de pano de fundo para que um ex-militar de elite dos EUA seja contratado por um bilionário chinês para entrar em um gueto americano e resgatar sua filha. Vale lembrar que o diretor de “Fuga de Nova York”, John Carpenter, recentemente venceu uma ação de plágio contra Luc Besson por uma história similar, “Sequestro no Espaço” (2012). “Little America” ainda não tem previsão de estreia. Enquanto isso, “Transformers: O Último Cavaleiro”, próximo filme de Michael Bay, chega ao Brasil em 22 de junho.

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