Filme Jumper vai virar série do YouTube
O YouTube Red, serviço de streaming por assinatura do YouTube, encomendou a série sci-fi “Impulse”, que será produzida e dirigida pelo cineasta Doug Liman (“No Limite do Amanhã”). “Impulse” é baseado no terceiro livro da série literária “Jumper”, de Steven Gould. O primeiro rendeu um filme em 2009, estrelado por Hayden Christensen e Samuel L. Jackson, também dirigido por Liman. A trama foi escrita por Jeffrey Lieber (série “Lost”), Jason Horwitch (série “Luke Cage”) e Gary Spinelli (do vindouro “Feito na América”, dirigido por Liman) e acompanha uma adolescente rebelde de 16 anos, Henry (Maddie Hasson, da série “Twisted”) que sempre se sentiu diferente de seus pares e desejava escapar de sua cidade pequena, aparentemente pitoresca. Seus desejos são atendidos quando ela descobre que possui a habilidade extraordinária de se teletransportar. O elenco também inclui Missi Pyle (“O Artista”), Sarah Desjardins (série “Van Helsin”), Enuka Okuma (série “Rookie Blue”) e Craig Arnold (série “Degrassi: A Próxima Geração”). A previsão de estreia é para 2018. O YouTube também aprovou recentemente a produção de uma série sci-fi de Dwayne Johnson (“Velozes e Furiosos 8”), intitulada “Lifeline”.
YouTube encomenda série sci-fi produzida por Dwayne Johnson
O YouTube Red, serviço de streaming por assinatura do YouTube, encomendou a série de sci-fi “Lifeline”, que será produzida pelo ator Dwayne Johnson (“Velozes e Furiosos 8”). “Lifeline” se passa em um futuro não muito distante, onde uma pequena companhia de seguros de vida desenvolveu um estratégia diferente para nunca pagar indenizações: ela envia seus funcionários em viagens no tempo para evitar mortes acidentais de seus clientes. O melhor funcionário da empresa, Conner Hooks, nunca perdeu nenhum cliente – até assumir o caso mais pessoal de sua vida. Quando uma adolescente de 16 anos fica órfã no seu turno, Conner promete protegê-la, mesmo que isso signifique sacrificar sua carreira na Lifeline. A série foi criada pelos pouco conhecidos Ben Freiburger e Grant Wheeler e será estrelada por Zach Gilford (série “Friday Night Lights”), Sydney Park (série “The Walking Dead”), Eden Estrella (“Velozes e Furiosos 8”), Usman Ally (série “Agents of SHIELD”) e Lilan Bowden (série “Andi Mack”). Com oito episódios, a produção deve estrear no final do ano. O YouTube também aprovou recentemente a produção de uma série sci-fi derivada do filmee/franquia literária “Jumper”, intitulada “Impulse”, produzida pelo cineasta Doug Liman (“No Limite do Amanhã”).
Intérprete de Han Solo é obrigado a ter aulas de atuação e editor é demitido do spin-off de Star Wars
A demissão dos diretores Phil Lord e Christopher Miller (“Anjos da Lei”) do spin-off de “Star Wars” sobre o jovem Han Solo acabou se revelando a ponta de um iceberg gigante nos bastidores da produção da Lucasfilm. As “divergências criativas” citadas como motivo da substituição da dupla por Ron Howard (“Inferno”) foram mais profundas que o imaginado, segundo apurou o site The Hollywood Reporter. O site entrou em contato com algumas fontes próximas da produção, que revelaram os principais pontos de confronto. Conforme já tinha sido antecipado, houve grande divergência no incentivo dos diretores para que o elenco improvisasse seu texto, conferindo mais humor às cenas. Entretanto, não ficou nisso. Na verdade, o principal agravante foi que Lord e Miller usaram poucas câmeras para captar as imagens, reduzindo a quantidade de ângulos à disposição dos editores. A estratégia visava lhes dar maior controle do corte final, evitando que uma versão muito diferente do que filmaram chegasse às telas. Mas isso acabou se tornando um grande entrave após suas demissões, dificultado o aproveitamento do material que eles rodaram. Por conta desse arranjo, a Lucasfilm também demitiu o editor Chris Dickens, que estava trabalhando com Lord e Miller, substituindo por outro: o vencedor do Oscar Pietro Scalia, um veterano na indústria cinematográfica que costuma ser parceiro de Ridley Scott – em filmes como “Gladiador”, “Perdido em Marte”, entre outros. Mas o que chama mais atenção é que o estúdio presidido por Kathleen Kennedy também não ficou feliz com a atuação de Alden Ehrenreich (“Ave César”) como Han Solo. Segundo uma fonte, a produtora contratou um profissional para dar aulas de atuação ao ator durante as filmagens. O spin-off de “Star Wars” começou a ser filmado no final de janeiro e sua produção encontra-se atualmente em hiato, enquanto Ron Howard revê, com o roteirista Lawrence Kasdan (“O Império Contra-Ataca”), como aproveitar os quase cinco meses de material filmado. Mesmo com as mudanças, o filme mantém sua previsão de estreia para maio de 2018.
Atriz do novo Homem-Aranha entra no remake de Fahrenheit 451
A atriz Laura Harrier, intérprete de Liz Allan em “Homem-Aranha: De Volta para Casa”, entrou no elenco do remake de “Fahrenheit 451” em desenvolvimento na HBO. Ela terá o principal papel feminino da produção, contracenando com Michael B. Jordan (“Creed” e “Pantera Negra”). A escalação completa a reviravolta racial das filmagens. No clássico dirigido por François Truffaut em 1966, os personagens eram todos brancos europeus. A influente trama distópica de Bradbury, originalmente publicada em 1953, passa-se num futuro totalitário, em que as pessoas sofrem lavagem cerebral de programas de televisão idiotizantes e são proibidas de ler. Nesta sociedade, o trabalho do corpo de bombeiros é um dos mais importantes, responsável por incendiar bibliotecas e qualquer resquício de cultura antiquada. O nome da obra se refere à temperatura (451 em graus fahrenheit) da queima dos livros. A história gira em torno de um dos bombeiros, Montag, que será vivido por Jordan, a partir do momento em que ele passa a questionar a motivação dos subversivos para esconder livros. Harrier viverá Millie, a mulher de Montag, cuja imersão nas mídias sociais e consumismo resultam num casamento distante. O elenco também destaca Sofia Boutella (“A Múmia”) como Clarisse, uma apaixonada por literatura que desperta em Montag dúvidas sobre o seu próprio trabalho, e Michael Shannon (“O Homem de Aço”) como o chefe dos bombeiros. A nova versão terá roteiro e direção de Ramin Bahrani (“A Qualquer Preço” e “99 Casas”), e Michael B. Jordan também participa do telefilme como produtor. Ainda não há previsão para a estreia.
Vídeo de bastidores destaca os incríveis efeitos visuais de Planeta dos Macacos: A Guerra
A Fox divulgou um vídeo de bastidores de “Planeta dos Macacos: A Guerra”, que destaca o incrível trabalho de captura de performance e os efeitos visuais da produção, com depoimentos da equipe técnica, do diretor Matt Reeves e do ator Andy Serkis, intérprete de Caesar na franquia. O resultado realista é impressionante. Segundo filme da franquia dirigido por Reeves, após “Planeta dos Macacos: O Confronto” (2014), o novo capítulo foi recebido com aplausos efusivos da crítica norte-americana, que o considerou o melhor de toda a trilogia e provavelmente o melhor filme de entretenimento do ano. A estreia está marcada para 3 de agosto no Brasil, duas semanas após o lançamento nos Estados Unidos.
Tommy Lee Jones e Brad Pitt serão pai e filho em sci-fi espacial
Os atores Tommy Lee Jones e Brad Pitt vão viver pai e filho no épico espacial “Ad Astra”, próximo filme dirigido por James Gray (“Z: A Cidade Perdida”). Segundo o site Deadline, Lee Jones está acertando os últimos detalhes para atuar no longa de ficção científica, que será co-produzido pela Plan B, de Brad Pitt, e a RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira. Na trama, Pitt vai interpretar um engenheiro espacial autista, que embarca numa viagem pelo sistema solar para encontrar seu pai, 20 anos depois dele partir em uma missão para Netuno em busca de sinais de inteligência extraterrestre. O roteiro é do próprio Gray em parceria com Ethan Gross (série “Fringe”). As filmagens estão marcadas para setembro e ainda não há previsão de estreia.
Sci-fi espacial do autor de Game of Thrones pode virar série
O canal pago americano SyFy encomendou o piloto de um série baseada em “Nightflyers”, conto de ficção científica de George R.R. Martin. A história original foi escrita em 1980, uma década antes de “As Crônicas de Gelo e Fogo” (que originou a série “Game of Thrones”), e até rendeu um filme em 1987, considerado trash total (veja o trailer abaixo). A trama espacial se passa num futuro apocalíptico. Às vésperas da destruição do planeta Terra, uma tripulação de cientistas embarca no veículo mais avançado da galáxia, The Nightflyer, para interceptar uma misteriosa fonte de sinais do espaço que pode representar uma chance de sobrevivência da humanidade. Contudo, à medida em que a tripulação se aproxima de seu destino, descobre que a inteligência artificial da nave e seu misterioso capitão podem conduzi-los a horrores mortais. A adaptação está a cargo do roteirista Jeff Buhler (“O Último Trem”) e a produção inclui Robert Jaffe, roteirista e produtor da versão de cinema. O piloto precisará ser aprovado para receber encomenda de temporada.
Trailer legendado de Planeta dos Macacos: A Guerra destaca a personagem Nova
A Fox divulgou a versão legendada do trailer de “Planeta dos Macacos: A Guerra” centrado em Nova. A prévia é mais emocionante que todas as anteriores sem uma cena de ação sequer. Ela mostra a origem da menina muda, que é criada pelos macacos inteligentes e se apega a Caesar (Andy Serkis), revelando brevemente de onde surgiu seu nome e como sua afeição e lealdade determinará seu lado durante a guerra do título, entre os macacos e o exército humano liderado pelo personagem de Woody Harrelson (“Jogos Vorazes”). A menina Nova tem o mesmo nome da humana selvagem que guiava o astronauta Taylor (Charleton Heston) pelo “Planeta dos Macacos” original de 1968. Vivida pela alemã Linda Harrison, a personagem de mini-saia de pele ainda apareceu na continuação apocalíptica “De Volta ao Planeta dos Macacos” (1970) e foi uma das personagens da animação homônima, lançada em 1975. Por sinal, a atriz fez até uma pequena participação como prisioneira humana no remake de 2001, dirigido por Tim Burton. Na nova versão, Nova ainda é uma criança e tem interpretação de Amiah Miller (“Quando as Luzes se Apagam”). Vale observar que “Planeta dos Macacos: A Origem” (2011) já continha uma cena breve em que um noticiário referia-se ao desaparecimento de uma nave espacial chamada Icarus – justamente a nave que carregava Taylor para o Planeta dos Macacos. Dirigido por Matt Reeves, que assinou o filme anterior, “Planeta dos Macacos: O Confronto” (2014), o novo capítulo da franquia estreia em 3 de agosto no Brasil, duas semanas após o lançamento nos Estados Unidos.
Blade Runner 2049 ganha meia dúzia de vídeos que revelam bastidores e spoilers da trama
A Warner divulgou um longo vídeo de bastidores de “Blade Runner 2049”, que oferece um olhar tão detalhado sobre a produção que rendeu cinco vídeos derivados, também disponíveis abaixo, além de spoilers da trama. Entre os sets grandiosos e declarações dos profissionais responsáveis pela realização da sequência, o material traz cenas inéditas do longa, que acabam revelando um detalhe importante sobre o personagem de Ryan Gosling (“La La Land”). Quem olhar com atenção perceberá. Trata-se de uma tese muito discutida pelos fãs do original a respeito de Rick Deckard, mas que a presença envelhecida de Harrison Ford nos trailers já tinha refutado. Há ainda indícios relevantes sobre como os papéis de Mackenzie Davis (série “Halt and Catch Fire”) e Sylvia Hoeks (“O Melhor Lance”) se conectam a replicantes originais. Enquanto Davis parece ser uma variação do modelo sexual de Pris (Daryl Hannah), Hoeks pode ser a própria Rachael (Sean Young), ecoando rumores antigos. O elenco também inclui Jared Leto (“Esquadrão Suicida”), Robin Wright (série “House of Cards”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), a cubana Ana de Armas (“Bata Antes de Entrar”), o inglês Lennie James (série “The Walking Dead”), o somali Barkhad Abdi (“Capitão Phillips”), a holandesa Sylvia Hoeks (“O Melhor Lance”), a suíça Carla Juri (“Zonas Úmidas”) e Edward James Olmos, que retoma o papel de Gaff, visto no primeiro filme. Escrita por Hampton Fancher (do primeiro “Blade Runner”) e Michael Green (“Logan”), a continuação gira em torno da investigação de um novo caçador de androides (blade runner), o oficial K (Gosling), que descobre um segredo há muito tempo enterrado com o potencial para mergulhar o que resta da sociedade no caos. A descoberta o leva a uma busca por Rick Deckard (Harrison Ford), o ex-blade runner que está desaparecido há 30 anos. “Blade Runner 2049” tem direção de Denis Villeneuve (“A Chegada”) e produção de Ridley Scott, o diretor do longa original. A estreia acontece em 5 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Continuação de Jurassic World ganha primeiro pôster e título oficial
A Universal Pictures finalmente revelou o título original da continuação de “Jurassic World” (2015). O estúdio divulgou o primeiro pôster da produção, que traz o logotipo da franquia com o título “Jurassic World: Fallen Kingdom”. A tradução oficial ainda não foi revelada, mas “Fallen Kingdom” significa Reino Caído. O pôster ainda traz a frase “A vida encontra um meio”, referência ao que diz o personagem Ian Malcolm no primeiro “Jurassic Park”: “A vida sempre encontra um meio”. A citação não é gratuita. O filme trará de volta o próprio Ian Malcolm, interpretado pelo ator Jeff Goldblum. Além dele, estão confirmados os retornos de Chris Pratt, Bryce Dallas Howard e BD Wong, que repetirão os papéis que interpretaram no blockbuster de 2015, cujo faturamento atingiu US$ 1,6 bilhão nas bilheterias mundiais. Em entrevista ao site Collider, o cineasta Colin Trevorrow, que dirigiu o filme anterior e produz o novo, disse que a continuação abordará “a ganância e as profundezas da depravação que a humanidade alcança para satisfazer suas necessidade de lucro”. O produtor também afirmou que a trama será mais do que “pessoas correndo de dinossauros em uma ilha”. Com direção do espanhol Juan Antonio Bayona (“O Impossível”), “Jurassic World: Fallen Kingdom” chega aos cinemas em junho de 2018.
Ron Howard é o novo diretor do filme de Han Solo
Confirmando rumores, o cineasta Ron Howard, vencedor do Oscar por “Uma Mente Brilhante” (2001), é o novo diretor do filme de Han Solo, próximo spin-off do universo de “Star Wars”. A Lucasfilm oficializou a contratação nesta quinta-feira (22/6), dois dias após anunciar o afastamento da dupla Christopher Miller e Phil Lord (“Anjos da Lei”). Miller e Lord chegaram a filmar quase cinco meses de cenas, o equivalente a 70% da produção, antes de “diferenças criativas” levarem à suas demissões. No comunicado da companhia, Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm, afirma que as filmagens serão retomadas em 10 de julho com Howard no comando. O diretor vem de uma série de fracassos financeiros (“Inferno”, “No Coração do Mar”, “O Dilema”), mas tem experiência em grandes produções e já trabalhou com a Lucasfilm no começo de sua carreira (em “Willow – Na Terra da Magia”). “Na Lucasfilm, acreditamos que o maior objetivo de cada filme é encantar e levar adiante o espírito da saga que George Lucas começou há 40 anos”, diz Kennedy na nota oficial. “Temos um roteiro maravilhoso, uma equipe e um elenco incríveis e o compromisso absoluto em fazer um grande filme”. O primeiro spin-off da franquia, “Rogue One: Uma história Star Wars”, também passou por turbulências e, segundo atestam fontes de bastidores, mudanças similares, com a substituição de Gareth Edwards (“Godzilla”) por Tony Gilroy (“O Legado Bourne”) em refilmagens extensivas. A diferença é que Gilroy não foi creditado e tudo se resolveu internamente. Para Miller e Lord serem dispensados publicamente, as divergências devem ter sido profundas e comprometedoras do que a Lucasfilm entende como “espírito da saga”. Fontes do site The Hollywood Reporter afirmaram que a dupla estava fazendo uma comédia e estimulando o elenco a improvisar o texto, o que causou conflitos com o veterano roteirista Lawrence Kasdan. Nesta versão da história, Kasdan teria sido responsável pelo pedido de intervenção na produção. Além de assinar o novo filme com seu filho Jon, Lawrence Kasdan é quem maior conhecimento sobre Han Solo, pois foi quem mais escreveu histórias do personagem, responsável pelas tramas clássicas de “O Império Contra-Ataca” (1980) e “O Retorno de Jedi” (1983), além do novo blockbuster “Star Wars: O Despertar da Força” (2015) Mesmo com a mudança, o filme mantém sua previsão de estreia para maio de 2018.
Diretores demitidos queriam transformar filme de Han Solo em comédia
Novos detalhes continuam emergindo dos bastidores da demissão dos diretores Phil Lord e Chris Miller do filme de Han Solo. O site da revista The Hollywood Reporter apurou que o principal problema foi o tom. A dupla, responsável pela versão comédia de “Anjos da Lei” e a animação “Uma Aventura Lego”, teria imposto um tom cômico na produção, incentivando improvisações do seu elenco. A iniciativa deixou o veterano roteirista Lawrence Kasdan incomodado. Segundo fontes ouvidas pelo THR, ele teria reclamado que a ironia de Han Solo era cínica e não piadista. “As pessoas precisam entender que Han Solo não é uma personalidade cômica. Ele é sarcástico e egoísta”, disse uma testemunha que concordou com o ponto de vista do escritor. Kasdan teria levado sua insatisfação à Kathleen Kennedy, presidente da LucasFilm, e a executiva tomou o lado de seu velho amigo na disputa, afinal foi ele quem mais contribuiu para o desenvolvimento da personalidade de Han Solo, tendo assinado três roteiros com o personagem, “O Império Contra-Ataca” (1980), “O Retorno de Jedi” (1983) e o novo blockbuster “Star Wars: O Despertar da Força” (2015). Fontes alegam que Lord e Miller esperavam convencer Kennedy ao mostrar o produto finalizado, mas não tiveram essa chance. Eles não esperavam ser demitidos, segundo este relato. Agora, Kasdan estaria revisando, com produtores da Lucasfilm, o material que foi filmado para ver o que é possível ser aproveitado. As filmagens tinham começado no final de janeiro e estimativas dão conta que 70% do longa já tinha sido rodado. Toda a produção foi colocada em hiato à espera da definição dos próximos passos. O próprio Kasdan estaria cotado para assumir a direção do longa, pois seria quem mais tem noção do que precisa ser melhorado. Ele já dirigiu 11 filmes, desde o clássico “Corpos Ardentes” (1982) até a comédia “Querido Companheiro” (2012). Mas uma regra do sindicado dos diretores impede que integrantes da equipe técnica original assumam a direção de um filme após a demissão de um diretor, a menos que se trate de situação de emergência. Por conta disso, também estão sendo sondados outros nomes, como Ron Howard, que vem de uma série de fracassos financeiros (“Inferno”, “No Coração do Mar”, “O Dilema”), mas tem experiência em grandes produções e já trabalhou com a Lucasfilm no começo de sua carreira (em “Willow – Na Terra da Magia”). Outro cineasta citado pelo THR é Joe Johnston, de “Capitão América: O Primeiro Vingador” (2011), com quem Kennedy trabalhou em “Jurassic Park III” (2001).
Diretores de Han Solo foram demitidos após 70% das filmagens
O surpreendente afastamento dos diretores do filme sobre a juventude de Han Solo teria sido resultado da rejeição completa dos quase cinco meses de filmagens realizadas até o momento. Segundo apurou a revista Variety, Phil Lord e Chris Miller não deixaram a produção porque quiseram. Na verdade, eles foram demitidos por Katheleen Kennedy, presidente da LucasFilm. A revista especula que mais de 70% do filme já tinha sido filmado desde o final de janeiro e que decisão extrema foi causada após sucessivas discussões sobre o material, inclusive com o veterano roteirista Lawrence Kasdan, responsável pelos clássicos “O Império Contra-Ataca” (1980), “O Retorno de Jedi” (1983) e o novo blockbuster “Star Wars: O Despertar da Força” (2015), que escreveu o spin-off com seu filho Jon Kasdan. Lord e Miller teriam sido confrontados desde o começo por tentar tomar liberdades com a franquia e não souberam lidar com o controle rígido de Kennedy, com quem não tiveram “química nenhuma”, segundo afirmou uma fonte ouvida pela publicação. Kathleen não teria gostado do estilo que eles imprimiram às cenas e muito menos da forma como eles comandaram o elenco e os técnicos durante as filmagens. Como ela e Lawrence Kasdan são veteranos da franquia, rejeitaram o excesso de novidades que os dois quiseram imprimir. “Foi um set muito divisivo”, revelou a fonte ouvida. A demissão de diretores no meio de uma filmagem é prática bastante incomum em Hollywood. Normalmente, há um acordo de bastidores, com a utilização de um cineasta não creditado para completar a produção, e os diretores originais só tiram seus nomes dos filmes se quiserem. Foi o que aconteceu, por exemplo, em “Quarteto Fantástico”, que manteve os créditos de Josh Trank. E, dizem, também em “Guerra Mundial Z”. E provavelmente até em “Rogue One: Uma História Star Wars”, embora ninguém da produção tenha tocado oficialmente no assunto. Como a situação é rara, não se sabe se Phil Lord e Chris Miller receberão algum crédito como diretores de “Han Solo”. Na verdade, não se sabe sequer se a LucasFilm vai aproveitar as cenas que eles filmaram. No comunicado oficial sobre o afastamento dos diretores, Kennedy disse: “Phil Lord e Christopher Miller são talentosos cineastas que reuniram um elenco e uma equipe incríveis, mas ficou claro que tivemos visões criativas diferentes neste filme e decidimos nos separar. Um novo diretor será anunciado em breve”.












