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  • Música

    Nova versão de A Bela e a Fera terá três canções inéditas do compositor do desenho animado

    7 de novembro de 2016 /

    A revista americana Entertainment Weekly revelou que a versão com atores de “A Bela e a Fera”, da Disney, terá três canções inéditas, compostas por Alan Menken, que assinou a trilha original do desenho animado. Ele trabalhou nas músicas com o célebre letrista Tim Rice (“Jesus Cristo Superstar”), repetindo a premiada parceria da animação “Aladdin”. Uma das músicas novas será repetida várias vezes ao longo do filme, informou Menken em entrevista para a publicação. Trata-se de “Our Songs Live On”, que será cantada por Bela, interpretada por Emma Watson. Em sua primeira versão, a música surgirá num dueto com o pai da jovem, Maurice (Kevin Kline). Depois, ela será cantada num número solo de Bela. E, finalmente, aparecerá ao final, junto com os créditos. A repetição sugere que se trata do tema principal do filme, que a Disney tentará emplacar no Oscar 2018. Menken venceu dois Oscars em 1992 com as músicas da animação original. Outra canção, intitulada “For Evermore”, será interpretada pela Fera, vivida pelo ator Dan Stevens, no momento em que percebe que ama a Bela. Por fim, a terceira música é chamada “Days In The Sun”, em que os habitantes do castelo comemoram os dias mais felizes de suas vidas. Alan Menken já tem oito Oscar por canções e trilhas de animações da Disney, criadas para “A Pequena Sereia” (1989), “Aladdin” (1992), “Pocahontas” (1995) e, claro, “A Bela e a Fera” (1991), enquanto Tim Rice contabiliza dois, por “Aladdin” e “Rei Leão” (1994), além de um Oscar conquistado por “Evita” (1996). “A Bela e a Fera” tem direção de Bill Condon (“Caminhos da Floresta”) e estreia marcada para 16 de março. Não há como ignorar que a data é cedo demais para um filme que pretenda se destacar no Oscar do ano seguinte.

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  • Filme

    Passageiros: Novo pôster e comercial deixam Jennifer Lawrence e Chris Pratt sozinhos no espaço

    5 de novembro de 2016 /

    A Sony Pictures divulgou o novo pôster e o primeiro comercial (sem legendadas) da sci-fi “Passageiros”, que mostra Jennifer Lawrence (“Jogos Vorazes”) e Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”) sozinhos no espaço. Na trama, o casal hibernava durante uma grande expedição para outro planeta, até que um problema no computador de bordo fez com que acordassem antes dos demais viajantes e se vissem sozinhos numa grande nave espacial, com 90 anos de jornada para frente. Mas enquanto o defeito encaminha a sci-fi para o romance, a prévia revela que nada foi casual e os dois precisarão impedir a nave de ser destruída, mesmo que isso custe suas vidas. O detalhe final é que o personagem de Pratt tem um segredo que quer confessar antes de ser tarde demais. Só que os produtores já contaram para todos, logo que o projeto foi anunciado. Quem quiser saber, está na internet. Apesar da sinopse se limitar aos dois personagens, o filme também inclui em seu elenco Michael Sheen (série “Masters of Sex”) como um robô, além de Laurence Fishburne (série “Hannibal”) e Aurora Perrineau (“Jem e as Hologramas”). Com roteiro de Jon Spaihts (“Prometheus”) e direção do norueguês Morten Tyldum (indicado ao Oscar por “O Jogo da Imitação”), “Passageiros” tem estreia prevista para 5 de janeiro no Brasil, duas semanas após o lançamento nos EUA.

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  • Filme

    A Bela e a Fera: Primeiras fotos oficiais destacam Emma Watson e uma Fera caricatural

    2 de novembro de 2016 /

    A revista Entertainment Weekly divulgou as primeiras imagens oficiais de “A Bela e a Fera”, a nova adaptação de fábula encantada da Disney. As fotos têm baixa resolução e o logo indefectível da publicação, o que dificulta a apreciação dos efeitos, criando dúvidas sobre a qualidade visual da Fera. A união da Emma Watson de carne e osso e a fera digital não acompanha o realismo de “Mogli, o Menino Lobo”, por exemplo, numa opção pela recriação caricatural do desenho animado. Imagens que tinham sido vazadas anteriormente eram tão caricatas que sugeriam ser fakes. Mas as fotos da EW estampam uma Fera com as mesmas características do material pirata. Um cartum animado que contrasta muito com os atores reais. O filme traz Dan Stevens (série “Downton Abbey”) como a Fera, Luke Evans (“Drácula – A História Nunca Contada”) como o vilão Gaston e um elenco de coadjuvantes famosos, formado por Josh Gad (“Jobs”), Stanley Tucci (“Jogos Vorazes”), Emma Thompson (“Walt nos Bastidores de Mary Poppins”), Kevin Kline (“Última Viagem a Vegas”), Ewan McGregor (“Jack, o Caçador de Gigantes”) e Ian McKellen (franquia “O Hobbit”). A direção é de Bill Condon (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer”), o roteiro de Stephen Chbosky (que dirigiu Emma Watson no drama adolescente “As Vantagens de Ser Invisível”) e a trilha de Alan Menken, que ganhou dois Oscars pelo clássico animado em 1991. Por sinal, o filme contará com regravações das canções originais, além de várias músicas inéditas compostas por Menken e Tim Rice. Ou seja, “A Bela e a Fera” também preservará a característica musical da animação. A estreia está marcada para o dia 16 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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  • Série

    Gotham: Fotos, cena e vídeo de bastidores destacam o ciúmes do Pinguim pelo Charada

    29 de outubro de 2016 /

    A rede americana Fox divulgou fotos, um vídeo de bastidores e uma cena de “Red Queen”, próximo episódio da série “Gotham”, que destacam o relacionamento de Oswald Cobblepot, o Pinguim, com Edward Nygma, o Charada. O vídeo, inclusive, traz os intérpretes dos dois vilões, Robin Lord Taylor e Cory Michael Smith, para discutir abertamente essa curiosa atração, que nunca existiu nos quadrinhos, mas está se revelando bastante popular entre os fãs da série. “Oswald e Ed estão sendo shippados, como os meninos dizem hoje em dia”, chega a comentar Taylor. Um detalhe que chama atenção no material é o ciúmes do Pinguim, quando Nygma começa a se encontrar com uma nova personagem, Isabella, vivida por Chelsea Spack. A atriz é a mesma intérprete de Kristen Kringle, a paixão do vilão no começo da série. Vale lembrar que foi justamente o ciúmes de Kringle que despertou o lado psicótico do até então inofensivo nerd Ed Nygma, dando início a sua coleção de cadáveres. Sétimo episódio da 3ª temporada de “Gotham”, “Red Queen” vai ao ar nos EUA na segunda-feira (31/10). No Brasil, a série é exibida no canal pago Warner.

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  • Filme

    Fallen: “Crepúsculo com anjos” ganha pôster e trailer oficial legendado

    28 de outubro de 2016 /

    A H2O Filmes divulgou o pôster e o trailer legendado de “Fallen”, fantasia juvenil sobrenatural que segue a linha inaugurada por “Crepúsculo” no cinema, em que jovens lindos e brancos sentem uma paixão irresistível, apenas para descobrirem que não podem nem se beijar. É a escola mórmon de educação sexual, mas não diga isso para os milhões que consumiram o best-seller juvenil escrito por Lauren Kate, ainda que eles possam admitir que a inspiração venha da Bíblia. O filme será lançado no Brasil, no Chile, em diversos países da Ásia e em Botswana, mas não tem previsão de estreia na Europa e nos EUA. A Relativity Media, responsável pela produção, enfrenta uma falência e não parece entusiasmada em gastar no marketing desse lançamento. Isto porque desde 2014, quando o longa foi filmado, a febre por “fantasias sobrenaturais” acabou substituída por “distopias juvenis”, que até já perderam terreno para “romances de doença”, e nenhum outro estúdio está investindo mais em filmes como “Fallen”. Após a produção ser encomendada, “Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos”, “A Hospedeira”, “Dezesseis Luas” e “Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras” fracassaram nas bilheterias, marcando o fim do ciclo. Para quem não conhece a premissa, “Fallen” é centrado numa adolescente alienada de 17 anos, que chega numa escola nova e se apaixona por um rapaz que cultiva o clichê do “olhar distante”. O jeito afetado significa, claro, que se trata de um ser sobrenatural. É, você já viu isto antes. A “diferença” é que aqui os personagens são anjos caídos, que vivem uma história de amor há séculos, embora ela não se lembre. Para completar, se ela beijar o garoto, uma maldição acabará com sua vida. O elenco traz Jeremy Irvine (“A Mulher de Preto 2”), Addison Timlin (“Namoro ou Liberdade”), Harrison Gilbertson (“Need for Speed”), Lola Kirke (“Mistress America”), Malachi Kirby (remake da minissérie “Raízes”), Joely Richardson (série “Nip/Tuck”) e Elliot Levey (“Florence: Quem É Essa Mulher?”). Com direção de Scott Hicks (“Um Homem de Sorte”) e roteiro da dupla Nichole Millard e Kathryn Price (“Treinando o Papai”), o filme chega ao Brasil em 1 de dezembro.  

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  • Série

    Gotham: Série surpreende ao mostrar Pinguim apaixonado pelo Charada

    26 de outubro de 2016 /

    Santa reviravolta. O último episódio da série “Gotham”, exibido na noite de segunda-feira (24/10) nos EUA, surpreendeu os fãs de Batman ao revelar um romance homossexual que nunca existiu dos quadrinhos. Dois dos vilões mais conhecidos da DC Comics estariam se apaixonando. Depois de Edward Nygma, que nos gibis é mais conhecido como Charada, dizer que faria tudo por Oswald Cobblepot, o Pinguim, no episódio anterior (intitulado, justamente, “Anything for You”), o novo Prefeito de Gotham City também admitiu estar apaixonado por seu melhor amigo. Logo nos minutos iniciais do capítulo “Follow the White Rabbit”, Oswald resolveu que irá confessar seus sentimentos por Edward. “Eu encontrei alguém, mas amar apenas de um lado não é uma coisa boa. Eu vou confessar para Ed o que sinto por ele”, disse Oswald. Mas será que Nygma vai corresponder? Aparentemente não, já que a sinopse do próximo episódio, “Red Queen”, diz que o Pinguim terá dificuldades de aceitar o novo relacionamento de Nygma. Vale lembrar, ainda, que o futuro Charada tem sido retratado como heterossexual desde o começo da série. Como consolo, pela ousadia demonstrada até aqui, “Gotham” já foi mais longe que qualquer outra produção – filmes, inclusive – ao abordar o universo do Batman. Se bem que até hoje há quem garanta que Dupla Dinâmica dos anos 1960 nem se esforçava muito para enganar ninguém. Na série, Edward Nygma é vivido por Cory Michael Smith e Oswald Cobblepot por Robin Lord Taylor. O próximo episódio de “Gotham” vai ao ar no dia 31 de outubro no canal americano Fox. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Warner.

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  • Filme

    Kéfera Buchmann engata terceiro filme consecutivo

    21 de outubro de 2016 /

    Kéfera Buchmann já emplacou seu terceiro projeto cinematográfico. Em cartaz no sucesso “É Fada”, visto por mais de 1 milhão de pessoas, e prestes a estrear em seu primeiro papel dramático com “O Amor de Catarina”, que chega aos cinemas em novembro, a (ex?)youtuber adiantou que em poucas semanas começa a gravar “Resto”, em que fará par romântico com Cassiano Gabus Mendes. Ela contou a novidade durante o evento “Meus Prêmios Nick” na noite de quinta-feira (20/10), afirmando que as filmagens começam em novembro, mas não deu maiores detalhes. Agora atriz, Kéfera não pôde falar muito, pois também contratou assessoria de imprensa que manda jornalista parar de perguntar. O chega-pra-lá se deu em razão do questionamento sobre se ela tinha largado o Youtube de vez. “Ela não vai falar disso. Já soltamos um comunicado. Ela não vai parar com o canal, foi especulação”, disparou o assessor, que não permitiu a resposta. Especulação, não foi. Assessor pode “soltar” comunicado informando que a Terra é quadrada, mas isso não vira verdade porque ele “soltou”. Kéfera disse, com todas as letras, num vídeo do Snapchat, que não atualizaria seu canal por um tempo. “Já vou começar este Snap pedindo desculpas porque estou sumida de todas as redes sociais e falar que amanhã não vai ter vídeo novo. Semana passada não teve vídeo novo, essa semana também não vai ter. Preciso de um tempo para a minha cabeça, de verdade. Todos nós temos nossas fases e estou em uma em que preciso parar um pouco”, disse na ocasião. Não é fofoca. Não é especulação. Não é um tuíte do Rafinha Bastos. É da boca da própria Kéfera. Com este novo projeto anunciado, é capaz do tempo ser bem grande. E imagine se tiver outro filme já engatilhado… Vale lembrar que ela também não teve tempo (“conflito de agenda”) para participar de “Internet – O Filme” com outros youtubers.

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  • Etc

    Kristen Stewart e a cantora St. Vincent são flagradas aos beijos em clima de romance

    18 de outubro de 2016 /

    Os paparazzi de Nova York descobriram se era namoro ou amizade a recente aproximação entre a atriz Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”) e a cantora St. Vincent, ex de Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”). Depois de duas semanas passeando juntas, as duas baixaram a guarda, deram as mãos e até um beijo público, em clima de romance em um restaurante em East Village, no domingo passado (16/10). Segundo as publicações de celebridades, o casal teria se aproximado no início de outubro durante o Festival de Cinema de Nova York. Uma fonte disse à revista US Weekly que “elas passaram quase todos os dias juntas depois disso”. Curiosamente, não faz nem três meses que Kristen revelou estar apaixonada por Alicia Cargile, sua ex-assistente, que a levou a assumir sua – ao menos – bissexualidade. St. Vincent também estava firme no romance com a modelo e atriz Cara Delevingne até setembro, quando terminaram o relacionamento de um ano juntas.

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  • Filme

    Cléo Pires vai estrelar comédia romântica do roteirista de Pequeno Segredo

    14 de outubro de 2016 /

    A atriz Cléo Pires vai voltar a estrelar uma comédia romântica após dois filmes dramáticos (“Operações Especiais” e “Mais Forte que o Mundo: A História de José Aldo”) e a série de terror “Supermax”. Ela fará par com Igor Angelkorte (minissérie “Nada Será Como Antes”) em “Todo Amor”. Com roteiro e direção de Marcos Bernstein (roteirista de “Central do Brasil” e “Pequeno Segredo”), o filme aborda relações amorosas de um médico (Angelkorte) que passou um ano fora do Brasil trabalhando na África, de onde trocou correspondência com sua ex-cunhada (Pires), achando que se tratava da ex-namorada. A confusão, logicamente, rende o romance prometido pelo título. A produção está sendo patrocinada por Lojas Americanas e Americanas.com. As filmagens tem início marcado para o dia 15 de novembro, visando um lançamento em 2017.

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  • Filme

    Cinquenta Tons Mais Escuros: Marketing do filme usará realidade virtual para colocar fãs no quarto vermelho

    14 de outubro de 2016 /

    O diretor James Foley revelou que gravou cenas de realidade virtual (RV) com o casal de “Cinquenta Tons Mais Escuros” para o marketing do filme. Durante uma mesa-redonda nos estúdios da Paramount, ele disse ter ficado fascinado pela experiência, a ponto de prever que este será o futuro do cinema. Para ele, trabalhar num cenário de 360 graus fornece a “libertação máxima” tanto para o ator como para o diretor. “Acredito que o cinema vai mudar para a RV porque ela é uma extensão da linguagem visual. Assistir ao material gerado por essa nova tecnologia ajudou a expandir minha mente”, disse o diretor. Foley explicou como funcionou o processo de gravações de VR no cronograma das filmagens. “Depois que terminávamos as filmagens do dia, os atores ficariam um pouco mais e as pessoas ligadas à realidade virtual recriavam as cenas que fizemos para o longa”, revelou. A intenção dessas gravações é colocar os espectadores dentro do polêmico quarto vermelho, ao lado de Anastasia Steele e Christian Grey, interpretados respectivamente por Dakota Johnson e Jamie Dornan. “Temos bastante material de marketing para produzir os bastidores do longa”, acrescentou. “Cinquenta Tons Mais Escuros”, a continuação do romance erótico “Cinquenta Tons de Cinza” (2015), estreia em fevereiro nos cinemas.

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  • Série

    Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças pode virar série

    8 de outubro de 2016 /

    O cultuado filme “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” pode ganhar uma versão para a TV, informou o site The Hollywood Reporter. A produtora Anonymous Content, responsável pelo filme original e pelas séries “True Detective” e “Mr. Robot”, está desenvolvendo a adaptação em parceria com a Universal TV. O projeto ainda está em seus estágios iniciais e, por enquanto, só tem fechada a participação do produtor Steve Golin, que produziu o filme de 2004. Antes de ser oferecida no mercado, a adaptação precisa definir um roteirista e negocia com Zev Borow (séries “Forever” e “Chuck”) para escrever o episódio piloto. A trama original, que rendeu um Oscar para seus roteiristas, Michel Gondry (também diretor do filme), Charlie Kaufman e Pierre Bismuth, acompanhava um casal, vivido por Jim Carrey e Kate Winslet, que, após terminar o namoro, resolve apagar as memórias do seu relacionamento. Algo em voga no futuro próximo em que a história acontece. Entretanto, sem lembrarem do que passaram, os dois acabam se atraindo novamente.

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  • Filme

    Um Homem Só consegue ir além do pastiche da comédia fantástica

    2 de outubro de 2016 /

    Bem como a maioria de nós, Arnaldo (Vladimir Brichta, de “Muitos Homens Num Só”) é um sujeito sufocado por um cotidiano banal, não encontrando em suas tarefas padronizadas algum respiro para repensar o que o importuna e qual a melhor maneira de agir. Os seus incômodos vão desde um casamento no piloto automático com Aline (Ingrid Guimarães, numa personagem ainda mais antipática que a Nena de “Um Namorado Para Minha Mulher”) até o emprego burocrático no qual o único alívio é a amizade com Mascarenhas (Otávio Muller, de “O Gorila”). Ao usar o banheiro privativo do seu trabalho, Arnaldo ouve uma conversa sobre uma clínica secreta capaz de clonar pessoas. O intento do procedimento é fazer com que a cópia assuma as funções do original enquanto este recebe uma segunda chance para viver uma outra possibilidade. A única regra é que as duas versões jamais devem se cruzar: caso infringida, a cópia deverá ser imediatamente eliminada e o original reassumir o seu posto. A princípio, Cláudia Jouvin, diretora de primeira viagem e roteirista com vasta experiência em produções televisivas e cinematográficas, parece fazer nada mais que um pastiche de comédia e fantasia, como “O Homem do Futuro” (2011) realizou com “De Volta ao Futuro” (1985). O teor fantástico da premissa se mostra sem qualquer complexidade e as coisas parecem rumar para um romance de pegada hipster com a entrada de Josie (Mariana Ximenes, “Uma Loucura de Mulher”), uma jovem tresloucada que trabalha em um cemitério de animais com a sua “tia” Leila (Eliane Giardini, de “Olga”), que é, na realidade, a ex-companheira de sua falecida mãe. Ledo engano. O diferencial de “Um Homem Só” já começa pelo tratamento visual e cenográfico. Premiado no penúltimo Festival de Gramado, o diretor de fotografia argentino Adrian Teijido (série “Narcos”) transforma uma cidade ensolarada como o Rio de Janeiro no ambiente mais lúgubre imaginável, algo que reverbera ainda mais com a direção de arte de Claudio Amaral Peixoto e Joana Mureb (que trabalharam juntos em “Qualquer Gato Vira-Lata”), conferindo no acúmulo de objetos nas residências de cada personagem um sentimento de apego por algo que já partiu, seja uma pessoa ou uma ambição de vida. Há também outra virtude em “Um Homem Só” e ela deve ser creditada totalmente à Cláudia Jouvin. A diretora e roteirista carioca tem um domínio de seu material, comprovado não somente pelas surpresas que prega na segunda metade do filme, mas principalmente ao não abrir nenhuma concessão no ato final. É como se Jouvin sustentasse o discurso de que não há mágica capaz de camuflar a nebulosidade de nossas escolhas. Um ceticismo em forma de um risco que vai fazer muita gente sair de cabeça baixa do cinema, mas que fortalece a nossa singularidade como indivíduos que não podem ser duplicados.

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  • Filme

    Lembranças de um Amor Eterno exacerba romantismo melodramático

    2 de outubro de 2016 /

    Alguns filmes têm uma pegada tão sentimental que é até compreensível que cheguem a irritar alguns espectadores. Ainda mais os de hoje, que são menos tolerantes a sentimentalidades. Pode ser muito bem o caso de “Lembranças de um Amor Eterno” (2016), novo trabalho de Giuseppe Tornatore (“O Melhor Lance”). O filme é um exemplar perfeito de um cinema canceriano por excelência (algo que não se via desde “Rocky Balboa”, de Sylvester Stallone), derramando romantismo exacerbado por todos os lados e com personagens trocando juras de amor, ainda que a situação em si seja bastante complicada para os dois. Até o símbolo do caranguejo aparece em pelo menos duas vezes no filme, seja isso uma coincidência ou não, intenção ou não do diretor. Mas há também a questão do guardar, da força das palavras de afeto, seja em cartas, seja em vídeo. Com a impossibilidade do amor físico dos personagens, o que sobra são as cartas – no caso, ou principalmente, os e-mails recebidos numa tentativa de enfrentar a morte até o último respiro de vida. Outra coisa que pode incomodar, até mesmo para aqueles que curtem a proposta estética do filme, é o clima carregado que fica no ar, como um luto prolongado. Tornatore leva o tema do amor impossível – pelo menos o amor carnal e presente – a um novo patamar. Aqui não é exatamente uma família que impede o amor do casal, como em Romeu e Julieta, para citar um exemplo clássico, mas algo maior. E esse algo maior é desafiado pelos personagens. E embora seja um filme que fala sobre questões existenciais ligadas à física, à ciência, há também uma carga de mistério e de espiritualidade, ainda que apareça de maneira quase sutil. É especialmente tocante a primeira sequência, quando o casal de amantes vivido por Jeremy Irons (“Batman vs. Superman”) e Olga Kurylenko (“Oblivium”) está se beijando e se abraçando calorosamente antes de se despedirem. Há, naquele momento, um descompasso entre os dois discursos. Ele quer que ela lhe conte um segredo; ela quer focar no amor físico, fala que quer uma camisa dele para sentir o seu cheiro quando dormir. Aquele amor adquire um tom de urgência poucas vezes impresso no cinema recente. Lembremos que a atriz ucraniana já esteve em uma espécie de filme-ensaio sobre o amor, no arriscado “Amor Pleno” (2012), de Terrence Malick. E ela tem uma aura de beleza e um olhar que passa uma melancolia que combina com esse tipo de papel. No caso do filme de Tornatore, vemos Amy, sua personagem, quase sempre desolada, em busca de migalhas deixadas pelo amor de sua vida. Pequenas mensagens, pequenos e-mails rápidos, mas que demonstram uma paixão intensa daquele homem por ela. O fato de ele saber tudo sobre ela, onde estaria em determinado momento, é um indicativo de que o mundo dele girava em torno dela, por mais que os encontros fossem escassos para tão grande amor. Pra completar, o filme ainda conta com trilha sonora do grande Ennio Morricone, este senhor de quase 90 anos que ainda está ativo e fazendo temas tão lindos. A presença da música do maestro é fundamental para a construção deste melodrama que não tem medo de ser melodrama. Algumas notas até lembram o que o músico fez em parceria com Tornatore em sua obra mais conhecida, “Cinema Paradiso” (1988). São dois artistas mais uma vez tratando da saudade. Mas muitos cinéfilos vão sentir é saudades de “Cinema Paradiso”, após o novo trabalho.

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