London Town: Jonathan Rhys Meyer é Joe Strummer em fotos e trailer de filme sobre The Clash
A IFC Films divulgou nove fotos, dois pôsteres e o trailer de “London Town”, produção britânica passada na era do punk rock, que traz o ator irlandês Jonathan Rhys Meyers (série “Dracula”) como Joe Strummer, líder da banda The Clash. A prévia mostra ensaios e shows do Clash como pano de fundo para a história de um menino, que cresce no ambiente de contestação da época. Dirigido por Derrick Borte (“Amor por Contrato”), o longa se passa em 1978 e acompanha um garoto de 14 anos (Daniel Huttlestone, o Jack de “Caminhos da Floresta”), que tem a vida alterada radicalmente quando uma garota lhe fala sobre The Clash, “a única banda que importa”, como ficou conhecida. O roteiro foi escrito por Kirsten Sheridan (diretora de “O Som do Coração”) e Sonya Gildea (diretora assistente de “Ventos da Liberdade”) e agradou aos membros sobreviventes do Clash, que liberaram suas músicas para serem usadas na trilha. o elenco também inclui Natascha McElhone (série “Californication”), Dougray Scott (série “Hemlock Grove”) e Nell Williams (a versão jovem de Cersei em “Game of Thrones”). A produção marcará o retorno de Meyers para os filmes de rock’n’roll. Ele se destacou como um roqueiro fictício no filme “Velvet Goldmine” (1998), sobre a era do glam rock, e viveu Elvis Presley na minissérie “Elvis” (2005).
Menino de Stranger Things volta a ser raptado em clipe da banda Panic! At The Disco
O ator mirim Noah Schnapp, que se tornou conhecido como o intérprete de Will Byers, o “baixinho que sumiu” na série “Starnger Things”, voltou a ser raptado. Desta vez, para um ritual satânico, no clipe de “LA Devotee”, nova música da banda Panic! at the Disco,. A canção faz parte do disco “Death of a Bachelor”, que a banda americana liderada por Brendon Urie lançou em janeiro deste ano. A direção, inclusive, é da mesma dupla, Scantron e Mel Soria, que assinou o clipe da faixa-título, bem mais convencional. Schnapp, que também estrelou o filme “Ponte dos Espiões” (2015), ao lado de Tom Hanks, está garantido na 2ª temporada de “Stranger things”, com lançamento previsto para julho de 2017.
Scarlett Johansson canta cover do New Order em coletânea beneficente
A atriz Scarlett Johansson voltou a atacar de cantora. Ela gravou com sua banda feminina, Sugar for Sugar, um cover para “Bizarre Love Triangle”, do New Order, que pode ser ouvido logo abaixo. Além da voz que já ganhou um prêmio de Melhor Atriz no Festival de Roma (por “Ela”), Sugar for Sugar é formada por Julia Haltigan, Holly Miranda, Kendra Morris e Este Haim. À exceção da última, que faz parte da banda Haim (com suas irmãs), as demais têm carreira solo como cantoras-compositoras. A faixa compõe a coletânea “The Time Is Now”, criada para arrecadar fundos para a amfAR, uma fundação para pesquisa da cura da Aids, que será lançada no dia 7 de outubro. O álbum reúne diversos artistas gravando covers variados, inclusive Bebel Gilberto, numa surpreendente versão do hit new wave “Rio”, do Duran Duran.
Lady Gaga vira roqueira no clipe de Perfect Illusion
A cantora Lady Gaga divulgou o clipe de “Perfect Illusion”, primeiro single de seu novo álbum, “Joanne”. O vídeo registra sua transformação em roqueira, rodando microfone pelo fio, batendo cabeça, chutando areia e até pulando com integrantes de uma banda. Mas é tudo miragem, porque ela continua a ser uma cantora solo de música pop, e está mesmo é delirando sozinha no meio do deserto-metáfora do clipe, dirigido pelas fotógrafas de moda Ruth Hogben e Andrea Gelardin (responsáveis pelo visual de “Joanne”). Por incrível que pareça, alguns fãs de Madonna acusaram Gaga de plagiar “Papa Don’t Preach”, especialmente no refrão. Mas a música está mais para uma versão dubstep de Pat Benatar, que fez muito sucesso com essa fórmula híbrida de melodias pop e pose roqueira. O DNA é o mesmo, com batidas dançantes, refrão gritado e guitarras distorcidas – tocadas pelo coautor da música, Kevin Parker, o homem por trás da banda Tame Impala. Para completar, a atmosfera de “rock” e “ilusão” do clipe também é do tempo da MTV. “Perfect Illusion” é apenas o aperitivo de “Joanne”, que terá várias outras participações roqueiras, como Father John Misty, líder da banda Fleet Foxes, Josh Homme, do Queens of The Stone Age, Florence Welch e Beck. A conversão roqueira de Lady Gaga é mais uma curva numa carreira que jamais seguiu linha reta, do começo mais ligado ao hip-hop, passando pelo pop dançante, o flerte com o pop gótico e quase parando no lounge dos duetos com Tony Bennett. Sem identidade clara, ela lança “Joanne”, intitulado com seu nome do meio, no dia 21 de outubro.
Jared Leto vai viver Andy Warhol em cinebiografia
O ator e cantor Jared Leto, que venceu o Oscar por “Clube de Compra Dallas” (2013) e recentemente interpretou o Coringa em “Esquadrão Suicida”, vai viver o artista plástico Andy Warhol em uma cinebiografia escrita por Terence Winter, criador das séries “Boardwalk Empire” e “Vinyl”. Segundo o site The Hollywood Reporter, Leto também vai produzir o filme, intitulado “Warhol”, em parceria com Michael De Luca (“Cinquenta Tons de Cinza”, “A Rede Social”). Ainda não há diretor definido no projeto, mas as filmagens só devem acontecer em 2017. Andy Warhol, que morreu em 1987, aos 58 anos, deixou sua marca em quadros, esculturas, filmes, música e até no jornalismo, como o artista multimídia mais popular da História. O filme será inspirado em sua biografia, publicada em 1989, de autoria de Victor Bockris. O longa deve mostrar as inspirações e os bastidores das criações do artista, que começou a expor seus trabalhos ainda nos anos 1950. Suas obras, que misturavam ícones de consumo, estrelas de cinema e elementos da cultura pop norte-americana questionavam a própria definição do que era arte. Nos anos 1960, o artista manteve um badalado atelier em Nova York, The Factory, que serviu de ponto de encontro para os mais diferentes artistas e celebridades, em clima de festa permanente. Ele também ajudou a lançar e produziu o primeiro álbum da banda Velvet Underground, que tinha Lou Reed como guitarrista, transformou a modelo Nico em cantora, vislumbrou que modelos seriam estrelas de cinema, incentivou a popularização das drag queens, fomentou o movimento do cinema underground em antecipação à cena indie, produziu uma nova geração de cineastas, identificou que o grafite era uma forma de arte moderna e levou Jean Michel Basquiat para as galerias de arte, criou a revista Interview, profetizou que, no futuro, todo mundo seria famoso por 15 minutos. E tudo isso sem falar em seus quadros fantásticos. As criações de Warhol tiveram impacto tão grande que são reproduzidas à exaustão até hoje. Warhol já foi personagem de 44 produções de cinema e TV. Dentre as aparições mais famosas, destaca-se a interpretação do cantor David Bowie, no filme “Basquiat – Traços de Uma Vida” (1996). Mais recentemente, ele foi interpretado por John Cameron Mitchell em três episódios da série “Vinyl”, criada justamente pelo autor da cinebiografia atual.
Ordinary World: Cantor do Green Day vira roqueiro frustrado no trailer de seu primeiro filme como protagonista
A Universal Pictures divulgou o quatro fotos, dois pôsteres e o trailer de “Ordinary World”, primeira incursão do roqueiro Billie Joe Armstrong, vocalista da banda Green Day, como protagonista de cinema. Ele também compôs e canta as músicas da trilha sonora. Billie Joe já tinha feito participações nos filmes “Bem-Vindo aos 40” (2012) e “Um Domingo de Chuva” (2014), mas nada sério. Desta vez, tem o papel principal, como um músico frustrado, que sonha com seus dias de ídolo do rock, enquanto trabalha como balconista e vive seu cotidiano banal com mulher e filha. Até que, cansado de sua vida, resolve cometer uma loucura. Mas logo se arrepende, ao perceber que é um pai de família e não mais um punk rebelde. O elenco também inclui Selma Blair (série “The People vs. O.J. Simpson – American Crime Story”), Judy Greer (“Homem-Formiga”), Chris Messina (série “The Mindy Project”), Sean Gunn (“Guardiões da Galáxia”), Fred Armisen (série “Unbreakable Kimmy Schmidt”) e Brian Baumgartner (série “The Office”). Escrita e dirigida por Lee Kirk (“The Giant Mechanical Man”), a comédia dramática teve première no Festival de Tribeca, em abril, e estreia em 14 de novembro nos EUA. Não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Filme inspirado em lenda urbana da banda The Smiths define elenco
A história do garoto que amava The Smiths a ponto de invadir uma rádio armado para exigir que tocassem as músicas da banda vai mesmo virar filme. A produção já definiu o elenco, que irá trazer dois jovens integrantes do elenco de “Boyhood”, Nick Krause e Ellar Coltrane (o próprio “boy”), além da revelação de “American Honey” Sasha Lane, a já veterana adolescente Isabelle Fuhrman (“Jogos Vorazes”) e o fortão Joe Maganiello (“Magic Mike”). Maganiello será o “refém” e é quem está ajudando a tirar o projeto do papel, como produtor executivo. O filme é basicamente uma encenação do hit “Panic” de 1986, em que os Smiths conclamavam seus fãs a enforcarem os DJs das rádios que não tocavam músicas que tinham a ver com suas vidas. Poucos meses depois deste lançamento, a letra inspirou um fã incondicional de 18 anos a tentar invadir uma rádio americana, em Denver, para manter o DJ como refém, obrigando-o a tocar repetidamente as músicas dos Smiths. Com o passar dos anos, esta história ganhou status de lenda urbana e o sequestro radiofônico até inspirou a trama de uma comédia, “Os Cabeça-de-Vento” (1994). Mas, agora, a “lenda real” de 1987 finalmente será mostrada nos cinemas, e com o título de outra música famosa dos Smiths, “Shoplifters of the World”. A verdade, porém, é que há mais lenda que realidade nessa história. Foi o próprio cantor dos Smiths, Morrissey, quem começou a espalhar o mito, contando detalhes em entrevistas e até em sua biografia. Mas, segundo a imprensa de Denver da época, o jovem fã de 18 anos que teria cometido o crime se arrependeu em cima da hora e se entregou para a polícia no estacionamento da rádio. Apesar de armado com um rifle, um LP e sete fitas K7 dos Smiths, ele nunca entrou na emissora, sendo recolhido pela polícia para uma avaliação psiquiátrica. Os policiais acreditavam que só mesmo um louco poderia adorar – naquela época e naquele lugar – aquela banda inglesa obscura, com letras depravadas e ainda por cima liderada por um cantor de inclinação sexual suspeitíssima. O roteiro e a direção da versão lendária do fato real estão a cargo de Stephen Kijak, responsável por documentários musicais sobre os Rolling Stones, Scott Walker e Jaco Pastorius. E, para completar, o projeto conta com a benção de Morrissey, que facilitou a negociação dos direitos das músicas da banda para a produção. As filmagens vão começar no fim do ano. Além deste longa, há outro filme sobre os Smiths em desenvolvimento: uma cinebiografia de Morrissey intitulada “Steven”, com roteiro e direção de Mark Gill, indicado ao Oscar pelo curta “The Voorman Problem” (2011), e estrelada por Jack Lowden (“71: Esquecido em Belfast”) e Jessica Brown Findlay (série “Downton Abbey”).
Série criada pelo diretor de Quase Famosos, Roadies é cancelada no fim da 1ª temporada
A série “Roadies”, primeira incursão televisiva do cineasta Cameron Crowe, de “Jerry Maguire” (1996) e “Quase famosos” (2000), foi cancelada depois de apenas uma temporada. O canal pago americano Showtime decidiu não renovar a atração. Escrita e dirigida por Cameron, a série focava o pouco decantado mundo dos roadies, assistentes de palco que fazem o transporte e a montagem dos equipamentos antes dos shows. A trama acompanhava uma grande turnê de rock pelos EUA, descrita, durante a divulgação original, como a combinação de um filme de Fellini com um episódio da série dos Monkees. O elenco era cinematográfico e incluía Luke Wilson (“Legalmente Loira”), Carla Gugino (“Terremoto: A Falha de San Andreas”), Imogen Poots (“Need for Speed”), Rafe Spall (“A Grande Aposta”) e Keisha Castle-Hughes (série “Game of Thrones”). O cancelamento representa um raro fracasso na carreira de seu produtor, que também é um cineasta famoso: J.J. Abrams, criador das séries “Lost” e “Fringe” e diretor de “Star Trek” (2009) e “Star Wars — O despertar da força” (2015) Num post em seu site, Crowe comentou o fim da empreitada: “Sou grato ao Showtime e a J.J. Abrams pela oportunidade da 1ª e única temporada de ‘Roadies’. Minha cabeça ainda está girando pela satisfação de trabalhar com esse elenco e equipe épicos. Apesar da gente ainda ter mil histórias para contar, esse trabalho acaba com uma história completa de dez horas sobre músicas e amor”, escreveu o cineasta. A crítica não foi tão autocomplacente. Com apenas 36% de aprovação no site Rotten Tomatoes, a série foi considerada uma decepção crítica, além de nunca ter conquistado muito público, assistida em média por 300 mil pessoas ao vivo. “Roadies” foi a segunda série sobre o mundo do rock que não emplacou em 2016, após “Vinyl”, da HBO, produzida por Martin Scorsese e Mick Jagger, também ser cancelada ao término de sua temporada de estreia.
White Stripes “ressuscita” em clipe do diretor Michel Gondry
A banda White Stripes foi “ressuscitada” brevemente pelo clipe de “City Lights”. Na verdade, apesar de inédita, a gravação é antiga e faz parte do novo disco acústico do guitarrista e cantor Jack White, dedicado a material de seu arquivo. Para o clipe, o músico voltou a trabalhar com o diretor Michel Gondry (“Besouro Verde”). “City Lights” é o quinto vídeo do cineasta francês para canções do White Stripes e, assim como em “Fell In Love With A Girl”, não inclui os integrantes da banda. Gondry filmou o vídeo por conta própria, sem orçamento, a partir de uma premissa bem simples, registrada num take contínuo de câmera parada. A cena mostra uma pessoa fazendo desenhos no vidro do box de um chuveiro, enquanto toma banho, aproveitando o vapor para sobrepor uma sucessão de imagens, que se estende por quase cinco minutos. A música foi composta na época do disco “Get Behind Me Satan”, de 2005, mas permaneceu inédita até reaparecer na compilação “Acoustic Recordings 1998 – 2016”, lançada na semana passada.
Sex&Drugs&Rock&Roll é cancelada na 2ª temporada
O canal pago americano FX cancelou a série “Sex&Drugs&Rock&Roll” ao final de sua 2ª temporada. A atração exibiu seu episódio final no dia 1º de setembro nos Estados Unidos, após a temporada registrar queda significativa de audiência em relação a seu primeiro ano. Criada, produzida e estrelada pelo ator Denis Leary (“O Espetacular Homem-Aranha”), a série girava em torno de um roqueiro de meia-idade (o próprio Leary), cujo comportamento irresponsável nos anos 1990 fez sua banda acabar logo após o lançamento do seu celebrado primeiro álbum. Depois de 20 anos, ele tenta juntar a banda novamente, desta vez para acompanhar a filha que ele negligenciou. A produção também marcou o retorno de Leary para o FX, dois anos após o final da premiada série “Rescue Me”, sobre bombeiros de Nova York traumatizados pelo 11 de setembro de 2001. Em sua 2ª temporada, o progrma registrou a média de 419 mil telespectadores ao vivo. “Sex&Drugs&Rock&Roll” foi a segunda série cancelada pelo FX nos últimos dias, logo após “Tyrant”, que registrava o dobro da audiência.
Documentário sobre a recente turnê latina dos Rolling Stones ganha trailer
Os Rolling Stones divulgaram, em seu canal no YouTube, o trailer de um novo documentário. O que há de diferente desta vez é que o filme retrata a recente turnê da banda britânica pela América Latina. A prévia abre com uma panorâmica da baía da Guanabara, mas seu principal destaque é o primeiro show dos Stones em Havana. Graças ao processo de abertura política de Cuba, o vídeo registra como gerações de fãs puderam mostrar sua apreciação pelos Stones, um gesto que já foi considerado atitude política e proibido pela ditadura de Fidel Castro. Isto mesmo: gostar de rock já foi considerado crime em Cuba. Vale lembrar que, nesta mesma época, a juventude esquerdista brasileira também fazia passeatas de protesto contra a guitarra elétrica. Nada que o tempo e a história não vinguem, ao expor ao ridículo. Intitulado “Olé Olé Olé: A Trip Across Latin America”, o documentário combina shows, bastidores, entrevistas, depoimentos de fãs e reflexão histórica. A première mundial vai acontecer no próximo domingo (18/9), durante o Festival de Toronto, mas ainda não há previsão para seu lançamento comercial.
Frank Jorge canta e estrela clipe da trilha de Nós Duas Descendo a Escada
A produtora gaúcha Rainer Cine divulgou o clipe da música “Me Ajude a Lembrar”, de Frank Jorge, que faz parte da trilha sonora do filme “Nós Duas Descendo a Escada”. O vídeo traz o cantor como um balconista encarregado de levar a escada que as duas do título vão descer, para cima e para baixo pelas ruas de Porto Alegre, com direito à passagens por videolocadora e sala de cinema em que o filme está em cartaz. Rodado em preto e branco, o clipe tem direção e produção de Fabiano de Souza e Milton do Prado, sócios da Rainer. Fabiano, claro, é também o diretor do longa-metragem, que foi editado por Milton. “Nós Duas Descendo a Escada” estreou neste fim de semana em “circuito nacional”: em quatro salas apenas – duas em Porto Alegre e duas em São Paulo.
Red Hot Chili Peppers revive Embalos de Sábado à Noite em novo clipe
A banda Red Hot Chili Peppers divulgou o clipe de “Go Robot”, que faz diversas referências ao filme musical “Embalos de Sábado à Noite” (1977). No vídeo, o cantor Anthony Kiedis revive os passos de Tony Manero (o personagem de John Travolta) pelas ruas do Brooklyn e acaba numa discoteca de chão iluminado similar à do filme dos anos 1970. O detalhe é que, em vez do terno extravagante da época, Kiedis aparece de forma, digamos, menos formal. Basicamente, trajando um chapéu coco branco, luvas brancas e um protetor de pênis de plástico da mesma cor. Para completar, ele também está pintado totalmente de branco. Porque, claro, é assim que se parecem os robôs. Ou mímicos. Ou robôs mímicos. O resultado é um bizarro mash-up de “Embalos” com “Laranja Mecânica” (1971), visto que o visual do cantor é bastante similar ao de Alex, o delinquente juvenil vivido por Malcolm McDowell na famosa sci-fi. Sem falar na nudez daquele filme. Os demais integrantes da banda também estão presentes, disfarçados com perucas e bigodões, ao estilo do clipe de “Sabotage”, dos Beastie Boys. A direção é da islandesa Thoranna Sigurdardottir, que trabalhou na produção de alguns blockbusters rodados em seu país, como “Lara Croft: Tomb Raider” (2001) e “Noé” (2014), e que estreou como diretora no ano passado, com o curta “Zelos”, premiado em vários festivais internacionais. Já a música não é eletrônica como o título sugere nem tem o batidão dançante que a encenação pretende evocar. É apenas aquele funk de roqueiros que o Red Hot Chili Peppers faz desde o início de sua carreira, embora com menos pegada e sem refrão contagiante.












