Weezer vai lançar música nova no próximo episódio de Os Simpsons
O próximo clipe do Weezer será exibido em “Os Simpsons”! A banda vai participar de um episódio da série animada e encarou o convite dos produtores como oportunidade para lançar uma música nova. No capítulo que vai ao ar no domingo (10/5) nos EUA, os músicos liderados por Rivers Cuomo vão apresentar pela primeira vez a faixa “Blue Dream”. O Weezer anunciou a novidade com um vídeo disponibilizado nas redes sociais, em que aparecem como seus alter-egos animados, tocando a música dos créditos de “Os Simpsons”. “Oi, nos somos a banda Weezer. Vocês garotos podem nos reconhecer e às nossas músicas (velhas e novas) no episódio deste domingo”, escreveram. A música “Blue Dream” faz parte do próximo disco do Weezer, cujo lançamento foi adiado por causa do novo coronavírus. O álbum vai se chamar “Van Weezer” e será o 14º da carreira da banda. Intitulado “The Hateful Eight-Year Olds” (“As Odiadas de Oito Anos”, em tradução literal, numa referência ao filme “Os Oito Odiados”), o episódio do fim de semana também contará com outras participações especiais. Três estrelas da série “Riverdale”, Lili Reinhart (Betty), Camila Mendes (Veronica) e Madelaine Petsch (Cheryl), além da jovem atriz Joey King (indicada ao Emmy pela minissérie “The Act”) estão confirmadas como dubladoras do grupo de meninas malvadas do título. Os novos episódios de “Os Simpsons” são exibidos no Brasil pelo canal pago Fox. Hi, we're the band Weezer, you kids might recognize us and our music (old and new) on Sunday's episode of @TheSimpsons so tune in 8/7c on @AnimationOnFOX. pic.twitter.com/nuLy8wyjyE — weezer (@Weezer) May 7, 2020
Weezer homenageia profissionais da saúde em novo clipe
A banda Weezer lançou o clipe de seu novo single, “Hero”, em que presta homenagem aos profissionais de saúde e todos os demais trabalhadores que estão ajudando a manter as pessoas protegidas durante a pandemia do novo coronavírus. O vídeo é uma grande demonstração de solidariedade, tanto na forma quanto no conteúdo. Ele foi dirigido à distância por Brendan Walter (seu quarto clipe da banda) e Jasper Graham, com a ajuda de várias pessoas em quarentena. Graças a uma eficaz e divertida montagem, a produção reúne dezenas de pessoas, que compartilham a tela sem sair de seus isolamentos, para passar adiante um bilhete escrito por Rivers Cuomo, o líder do Weezer. Ao final, após inúmeras passagens do bilhete entre diferentes residências e estabelecimentos, o papel é finalmente aberto, revelando um texto de agradecimento. No bilhete, Cuomo agradece aos trabalhadores que seguem lutando pelo bem-estar da população, especialmente “aqueles que não têm máscaras de proteção adequadas e arriscam suas vidas para o bem maior”. Difícil ler esta frase sem contrastar essa homenagem do rock com a forma como os profissionais de saúde foram tratados por apoiadores de Bolsonaro em 1º de maio. Weezer conseguiu tornar ainda maior a desumanidade dos terraplanistas fãs do coronavírus, que atacaram enfermeiros em Brasília, com ameaças e xingamentos, quando estes se manifestaram com pedidos de maior proteção para realizar seu trabalho de salvar vidas. O nível está terrivelmente baixo no país em que vivemos. O Weezer esteve no Pais dos Bolsominions em setembro do ano passado, quando se apresentou em São Paulo e no Rock in Rio.
Shows clássicos: Veja 25 apresentações raras dos Beatles, Stones, Doors, Led Zeppelin, etc
Pipoca Moderna apresenta uma coleção de especiais de TV e shows de música pop dos anos 1960, especialmente selecionados nos arquivos profundos do YouTube, com o objetivo de oferecer mais opções de passatempo nesses dias de isolamento social. É a primeira parte de um festival virtual de atrações musicais, com início pela era dos compactos de vinil. A curadoria passa pela Beatlemania, o movimento mod, a invasão britânica, o folk engajado, a surf music, a música soul, a psicodelia, o blues pesado e a origem do heavy metal. Alguns vídeos são especiais ou documentários completos. Outros, trechos de programas televisivos. Há desde um mini-concerto dos Beatles feito para promover o disco “Help!” até uma performance da banda The Who tocando o LP duplo “Tommy” completo, em registros raros da TV britânica e alemã, respectivamente. Entre os vídeos de importância histórica, incluem-se o primeiro show televisado do Led Zeppelin, num especial dinamarquês de 1969, e o show de despedida do Cream, que também foi a única apresentação do grupo exibida na TV, numa produção da BBC de 1968. A maioria dos vídeos selecionados destaca uma banda ou artista solo, mas há uma exceção: um episódio temático do programa “Ready Steady Go” de 1965, dedicado à gravadora Motown, com apresentação da cantora Dusty Springfield e participação de várias lendas do soul, das Supremes à Stevie Wonder. Confira abaixo. #FiqueEmCasa #StayHome The Beach Boys | 1964 The Beatles | 1965 Herman’s Hermits | 1966 The Byrds | 1965 Bob Dylan | 1964 Donovan | 1967 Simon & Garfunkel | 1966 Melanie | 1969 Marianne Faithfull | 1966 The Rolling Stones | 1964 The Spencer Davis Group | 1967 The Animals | 1966 Otis Redding | 1966 Sam & Dave | 1967 Aretha Franklin | 1968 Nina Simone | 1968 Nancy Sinatra | 1967 Motown: Vários | 1965 Janis Joplin | 1969 The Doors | 1968 The Small Faces | 1967 Cream | 1968 Jimi Hendrix | 1967 Led Zeppelin | 1969 The Who | 1969
Rolling Stones disponibilizam shows antigos no YouTube. Veja
Os Rolling Stones anunciaram que vão exibir documentários de antigas turnês em seu canal no YouTube, para ajudar a entreter os fãs durante o período de isolamento social. O projeto recebeu o nome de “Extra Licks” e vai durar seis semanas, apresentando um show diferente a cada domingo, sempre a partir das 16 horas. O primeiro vídeo já foi disponibilizado neste domingo (3/5) e traz 53 minutos de shows da turnê de 2016, realizados na Argentina, Brasil (no Morumbi) e no Peru, durante a última passagem da banda pela América Latina. Partes dessa performance já apareceram no documentário da turnê, “Olé Olé Olé: A Trip Across Latin America”, lançado em Blu-ray há quatro anos e que também inclui cenas no Brasil. Depois disso, os Stones só fizeram mais uma turnê mundial, a “No Filter Tour”, que foi interrompida duas vezes, primeiro por uma cirurgia cardíaca de Mick Jagger e mais recentemente pela pandemia do novo coronavírus.
Paradise City: Trailer da série revela Cameron Boyce como roqueiro em seu último papel
A gravadora de rock Sumerian Records divulgou o primeiro teaser da série “Paradise City”, trabalho final do falecido ator Cameron Boyce (“Descendentes”). A série é derivada do filme “American Satan” (2017) e foi criada pelo cineasta do longa, Ash Avildsen. Boyce interpreta um músico chamado Simon, que lidera uma banda de rock em ascensão. “Você acha que a adoração ao diabo é real em Hollywood, como a magia negra e todas essas coisas”, pergunta o personagem de Boyce no teaser. “Ah, eu definitivamente acho que há bons e maus espíritos, e a magia negra é real”, responde a personagem de Perrey Reeves (“Entourage”). O elenco também inclui outro integrante de “Descendentes”, Booboo Stewart, além de Andy Biersack (protagonista de “American Satan”), Rhys Coiro (outro de “Entourage”), Bella Thorne (“Famous in Love”), Fairuza Balk (“Jovens Bruxas”), Drea de Matteo e Mark Boone Junior (ambos de “Sons of Anarchy”). Com oito episódios, a série foi gravada poucos meses antes da morte trágica de Boyce, falecido durante uma crise epilética em julho passado, com apenas 20 anos de idade. O vídeo anuncia a estreia para 2020, mas ainda não há data definida.
Queen lança novo clipe de We Are the Champions em homenagem aos profissionais de saúde
A banda Queen lançou um novo clipe de “We Are the Champions”, gravado à distância, por videoconferência, reunindo o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor com a participação especial do cantor Adam Lambert. A nova versão foi feita para homenagear os profissionais da saúde e de outros serviços essenciais que continuam a trabalhar durante a pandemia do novo coronavírus. De acordo com um comunicado oficial da banda, todo o lucro resultante da execução online da faixa será revertido diretamente para o Fundo de Resposta Solidária covid-19, criado pela Organização Mundial da Saúde. Um dos maiores hits do Queen, “We Are The Champions” virou trilha de vitórias e conquistas esportivas no mundo inteiro. Ela é uma das principais faixas do disco “News of the World”, lançado em 1977, de onde também saiu o sucesso “We Will Rock You”.
Rolling Stones lança clipe de música nova inspirada pela quarentena do coronavírus
A quarentena preventiva contra o novo coronavírus provou-se criativa para os Rolling Stones, inspirando a primeira canção nova da banda desde 2012. “Living on a Ghost Town” foi finalizada pelos músicos durante o período de isolamento, após sessões em estúdio no ano passado, e ganhou um clipe que reflete o esvaziamento atual das ruas em todo o mundo. O vídeo mostra cidades desertas, como Londres, Los Angeles, Oslo, Cidade do Cabo, Toronto, Margate e Kyoto, sob o impacto da pandemia. E graças ao contexto das imagens e à produção caprichada da canção, os roqueiros septuagenários voltam a soar incrivelmente atuais, mais de meio século depois de dizer que o tempo estava do lado deles. Em comunicado, a banda contou que começou a gravar o blues, com arranjo de dub reggae, em Los Angeles em 2019. Depois, à medida que o isolamento social começou a se disseminar pelo mundo, eles ajustaram parte da letra e acrescentaram detalhes finais na mixagem. “Estávamos trabalhando em novo material antes do isolamento, e achamos que esta canção poderia ressoar nos tempos que estamos vivendo agora”, explicou Mick Jagger. Keith Richards acrescentou que a faixa foi pensada para um novo disco, “aí a merda atingiu o ventilador… Mick e eu decidimos que esta precisava ser trabalhada agora mesmo”. “A vida era tão linda, depois fomos todos isolados. Me sinto como um fantasma vivendo em uma cidade-fantasma”, reflete a letra. O single é a segunda manifestação musical dos Stones durante a pandemia. A banda foi a principal atração da “live das lives” de sábado passado (18/4), tocando por videoconferência “You Can’t Always Get What You Want” no evento “One World: Together at Home”. Antes de “Living in a Ghost Town”, o último conteúdo original inédito dos Stones foram duas canções novas incluídas no álbum de hits “GRRR!”, em 2012 – “Doom and Gloom” e “One More Shot”. Mas vale observar que o título, o tema e até certos elementos musicais da nova gravação evocam um grande sucesso dos anos 1980, “Ghost Town”, da banda The Specials. Soam diferentes, mas compartilham diversas semelhanças, como pode ser facilmente verificado na comparação abaixo.
Cantor do Green Day lança clipe com cover de That Thing You Do!
O cantor e guitarrista Billie Joe Armstrong, líder da banda Green Day, divulgou no YouTube um vídeo com seu cover de “That Thing You Do!”, em homenagem ao compositor Adam Schlesinger, que faleceu em 1º de abril por complicações do coronavírus. A música foi tema do filme “The Wonders – O Sonho Não Acabou”, de 1996. Ex-integrante da banda Fontains of Wayne e conhecido também como compositor das músicas da série “Crazy Ex-Girlfriend”, Schlesinger foi indicado ao Oscar pela canção do filme dirigido por Tom Hanks. Billie Joe Armstrong mantém a rotina de lançar um cover diferente por semana, numa iniciativa batizada de “No Fun Mondays”. Ela já gravou uma versão de “Manic Mondays”, em parceria (via videoconferência) com Susanna Hoffs, da banda The Bangles, e um cover de “Corpus Christi”, da antiga banda punk The Avengers. “Mais uma semana, outra segunda-feira sem diversão”, ele escreveu nas redes sociais. “A música de hoje é uma homenagem ao falecido Adam Schlesinger e às músicas incríveis que ele compôs, incluindo esta, ‘That Thing You Do!’.” A gravação foi a segunda homenagem recebida por Schlesinger após sua morte. Os integrantes da banda fictícia The Wonders, que interpretaram “That Thing You Do!” no cinema, voltaram a se reunir na semana passada numa transmissão ao vivo do YouTube, marcando o primeiro reencontro do elenco desde que o filme foi lançado em 1996.
Johnny Depp estreia no Instagram e lança cover de John Lennon
O ator Johnny Depp está aproveitando bem sua quarentena. Não só inaugurou seu perfil oficial no Instagram na quinta (16/4) com seus primeiros posts, conseguindo em poucas horas mais de 1,6 milhão de seguidores, como lançou uma música nova na internet. Um dos posts explica essa atividade súbita. Num longo monólogo em vídeo sobre os tempos atuais, gravado num cenário que mais parece um caverna de pirata iluminada por velas, ele contou que o isolamento social o inspirou a abrir esse canal para falar diretamente com os fãs, e ainda fez a relação da sua nova música com o momento atual. “Agora é a hora de abrir diálogo, já que a ameaça desse inimigo invisível já causou tragédias imensuráveis e enormes danos à vida das pessoas”, comentou. Depp então sugeriu que a quarentena era um ótimo momento para ouvir músicas, revisitar algumas canções antigas, descobrir novas melodias e se abrir para sons diferentes. Sem perder o tema e o marketing pessoal de vista, aproveitou para falar de seu novo projeto, um disco que gravou no ano passado com o veterano guitarrista Jeff Beck. E convidou os fãs a descobrirem o primeiro single. Trata-se, apropriadamente, de uma faixa chamada “Isolation” (isolamento), cover da música homônima, lançada por John Lennon em seu primeiro disco solo, de 1970. Linkado no post, Jeff Beck também comentou sobre a gravação em seu Instagram. Confira abaixo as duas postagens e aproveite para ouvir o cover de “Isolation”, que teve um lyric video divulgado no Youtube. Ver essa foto no Instagram Collaboration with my dear friend @jeffbeckofficial . Link in Bio Uma publicação compartilhada por Johnny Depp (@johnnydepp) em 16 de Abr, 2020 às 11:05 PDT Ver essa foto no Instagram "Johnny and I have been working on music together for a while now and we recorded this track during our time in the studio last year. We weren’t expecting to release it so soon but given all the hard days and true ‘isolation’ that people are going through in these challenging times, we decided now might be the right time to let you all hear it. You’ll be hearing more from Johnny and me in a little while but until then we hope you find some comfort and solidarity in our take on this Lennon classic." -JB https://Rhino.lnk.to/isolation Uma publicação compartilhada por Jeff Beck (@jeffbeckofficial) em 16 de Abr, 2020 às 7:01 PDT
Banda fictícia do filme The Wonders: O Sonho Não Acabou vai se reunir em live no YouTube
Todos os quatro membros da banda fictícia The Wonders, do filme “The Wonders: O Sonho Não Acabou” (1996), vão se reunir numa live na sexta-feira (17/4) para ajudar a arrecadar dinheiro para um fundo de ajuda ao enfrentamento a covid-19 e para prestar homenagem a Adam Schlesinger, que compôs o hit do filme. Os atores Tom Everett Scott (que interpretou o baterista Guy Patterson), Johnathon Schaech (o vocalista Jimmy), Steve Zahn (o guitarrista Lenny) e Ethan Embry (o baixista TB Player) estão confirmados e tuitaram posts sobre evento, que será transmitido pelo YouTube, neste link. No filme, eles interpretava uma banda dos anos 1960, que sai do anonimado para o estrelato da noite para o dia, graças ao sucesso de uma canção. Mas a pressão inesperada também demonstra que eles não estavam prontos para levar a carreira a sério, culminando na separação precoce do grupo. A chamada do evento de sexta, inclusive, fala em reunir a banda novamente. No reencontro, via Zoom, o elenco responderá perguntas dos fãs, mas também deve fazer algum tributo à música do filme, criada por Schlesinger, que morreu em 1 de abril, aos 52 anos, após contrair o novo coronavírus. O hit “That Thing You Do!”, título do filme nos EUA, foi indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro de 1997 nas categorias de Melhor Canção Original. “The Wonders: O Sonho Não Acabou” foi o primeiro longa escrito e dirigido por Tom Hanks, que também pegou covid-19 nas últimas semanas, mas conseguiu se recuperar. OH MY GOODNESS!!! https://t.co/d4JgPnItEL — Ethan Embry (@EmbryEthan) April 13, 2020
50 anos após a separação, imagine os discos que os Beatles teriam feito até 1980
50 anos anos após sua separação, os Beatles continuam a banda de rock mais popular de todos os tempos. Prova disso é que até fãs que nem tinham nascido em 10 de abril de 1970, quando Paul McCartney revelou que eles não voltariam mais a tocar juntos, lamentaram o aniversário da separação do grupo, comemorado neste fim de semana. Os fãs, porém, foram os últimos a saber. Paul já tinha gravado seu primeiro álbum solo quando respondeu “não” à pergunta de um jornalista sobre se voltaria a compor com John Lennon. “McCartney rompe com os Beatles”, publicou imediatamente o New York Times. Só que todos os Beatles estavam desenvolvendo trabalhos solos naquele instante. Ringo Starr e George Harrison já haviam lançado álbuns separados, enquanto John Lennon e sua esposa – Yoko Ono – se apresentavam como a Plastic Ono Band há cerca de um ano. A verdade irônica é que Paul foi o último a iniciar sua carreira individual. O autor da biografia oficial de Paul McCartney, publicada em 2016, recorda como a confirmação da separação representou o fim de uma era. “Uma geração inteira cresceu com os Beatles. Eles lançaram um novo álbum para cada etapa importante da vida”, disse Philip Norman, em entrevista ao jornal The New York Times neste fim de semana. “Muitas pessoas pensaram que o futuro seria sombrio sem eles, era realmente um sentimento generalizado”, acrescentou. Mas e se John, Paul, George e Ringo tivessem conseguido superar seus atritos? E se, como os Rolling Stones e The Who, tivessem continuado a gravar juntos todos esses anos? Em meados da década de 1970, eles quase voltaram atrás. Afinal, a amizade permaneceu, mesmo após o rompimento musical. Tanto que Paul McCartney e Ringo Starr ainda se reúnem para tocar, e em 2019 até se juntaram num cover de John Lennon, “Grow Old With Me”, música de 1980, no mais recente disco solo do baterista. Que músicas eles teriam feito se tivessem permanecidos juntos? Nunca saberemos. Mas é possível ter uma vaga ideia, ao ouvir as melhores gravações das carreiras solo de cada um nas décadas seguintes. Com alguma imaginação, as seleções musicais abaixo sugerem os discos imaginários dos Beatles, que teriam sido lançados nos anos 1970 e 1980. The Imaginary Beatles em 1970 O último disco dos Beatles, “Let It Be”, começou a ser vendido em maio 1970, um mês depois de Paul anunciar a separação. Àquela altura, os integrantes da banda já estavam mergulhados em suas carreiras solos. Ringo Starr chegou a lançar dois discos no período: um de standards e outro de country e blues – nenhum marcou época. George Harrison, por outro lado, emplacou seu maior hit individual. Paul McCartney fez um LP romântico e intimista, que era uma declaração de amor a sua esposa, Linda. E John Lennon se antecipou a todos, lançando singles individuais desde 1969. Em seu período individual mais criativo, ainda concebeu seu disco mais engajado, um clássico de arrepiar. E cantou que o sonho acabou. Mas e se esses esforços fossem coletivos, como seria o álbum que produziriam? Confira abaixo as “faixas” do álbum imaginário dos Beatles de 1970. The Imaginary Beatles em 1971 Em 1971, John Lennon estava mais inspirado que nunca e Paul McCartney tinha canções suficientes para dois discos – um deles se tornou marco do movimento vegan e dos direitos dos animais, enquanto o outro apresentou uma nova banda, The Wings, liderada pelo casal McCartney. Em compensação, George Harrison e Ringo Starr não produziram novos álbuns. Ringo gravou apenas um single – e foi seu primeiro hit individual. George estava ocupado organizando o primeiro concerto beneficente da era do rock, o famoso “Concerto para Bangladesh”, mas também ajudou o amigo John a gravar seu segundo álbum solo. Sim, dois Beatles voltaram a se encontrar novamente no estúdio, um ano somente após o final oficial da banda. O resultado? “Imagine”. Imagine mais. Imagine se todos eles tivessem trabalhado juntos. Como seria o álbum que produziriam em 1971? The Imaginary Beatles de 1972 a 1973 John foi o único ex-Beatle a gravar um álbum em 1972, inspirado por acontecimentos trágicos e causas políticas. A famosa rebelião na prisão de Attica e o massacre do domingo sangrento na Irlanda do Norte saíram das manchetes da época direto para suas canções – não por acaso, a capa de “Sometime in New York City” imitava a arte de um jornal impresso. Paul não lançou LP, mas fez bastante barulho. Também se politizou e gravou uma música em favor da causa irlandesa, devidamente banida das rádios britânicas. Para seu azar, seu single seguinte, considerado apologia às drogas, teve o mesmo destino. De saco cheio, resolveu ironizar a situação lançando uma musiquinha infantil, que não teve problemas em tocar à exaustão na programação da BBC. Como os poucos singles do período não rendem um bom mix coletivo, digamos que esse disco imaginário levou mais tempo para ser lançado, incluindo composições criadas em 1973. Este ano encontrou Paul compensando seus contratempos com o lançamento de dois álbuns e a composição de um dos melhores temas dos filmes de James Bond, enquanto George radicalizou sua trilha espiritual, incorporando filosofia e instrumentos indianos em suas gravações. Nada, porém, foi mais incrível que Ringo conseguir emplacar uma música no 1º lugar das paradas. E tudo isso junto? The Imaginary Beatles em 1974 Paul também não lançou LP em 1974, mas o disco que disponibilizou no dezembro anterior rendeu singles durante o ano inteiro. Afinal, não foi um disco qualquer, mas o clássico “Band on the Run”, melhor álbum de sua carreira à frente dos Wings. Em contraste, John Lennon iniciou seu afastamento dos palcos, compondo baladas depressivas, mas também inesperados funks dançantes em parceria com Elton John – e até o hit “Fame”, com David Bowie. Ele ainda ajudou Ringo Starr a gravar mais um álbum. The Imaginary Beatles de 1975 a 1976 O próximo LP imaginário foi um dos mais sofridos. Afinal, John lançou um disco quase perdido, apenas com covers, brigou com Yoko Ono e sumiu por um período de cinco anos. George fez um trabalho que não emplacou hits. Até Paul concebeu um álbum de glam rock espacial, que não estourou. Enquanto Ringo deixou 1975 simplesmente passar em branco. A história de John é a mais maluca, graças aos bastidores tumultuados de seu álbum com Phil Spector, o produtor de “Let It Be” (1970). O que era para ser um disco simples de versões de clássicos do rock’n’roll virou um show de horrores, com o louco Spector dando tiros no estúdio e fugindo com as fitas originais das gravações. Foi preciso o produtor sofrer um acidente, ficar entre a vida e a morte, para os tapes serem recuperados. A esta altura, um ano tinha se passado e John voltara para Yoko, ao lado de quem ficaria nos próximos cinco anos, sem gravar, dedicando-se apenas à família. Antes de entrar nesse longo hiato, John voltou a ajudar Ringo em seu disco de 1976. Enquanto isso, Paul também se frustrou com um disco que não rendeu o esperado. Mas não se deu por vencido. Voltou no mesmo ano para o estúdio e começou a gravação de um dos LPs mais populares dos Wings, energizado pela maior turnê internacional feita pela banda – que acabou capturada em filme (“Rockshow”). The Imaginary Beatles de 1977 a 1979 Com o “isolamento social” de John, Paul tornou-se o ex-Beatle mais bem-sucedido. Fez tanto sucesso que decidiu sair em carreira “solo”. Isto é, dissolveu sua segunda banda em 1979, após mais dois discos repletos de hits. Nesta fase, embora ainda não existisse a MTV, os ex-Beatles lançaram vários vídeos musicais, refletindo um interesse cada vez maior na representação visual de suas canções. George Harrison, retomando sua melhor forma, teve até um clipe dirigido por Eric Idle, do Monty Python – na época, George fundou uma produtora de cinema para financiar os primeiros longas dos Monty Python. Mesmo com tanta criatividade, seria possível imaginar um disco dos Beatles, mesmo imaginário, sem contribuição de John. Por sorte, ele deixou demos gravadas da música que compôs para o disco de Ringo, sua última faixa inédita por um bom tempo. The Imaginary Beatles nos anos 1980 John só retornou ao estúdio em 1980, mas quem imaginava um grande fluxo de novidades depois de uma espera de cinco anos, encontrou um disco com metade das faixas cantadas por Yoko Ono. Entretanto, ele deixou muitas demos gravadas, que acabaram originando outros dois álbuns oficiais – infelizmente, póstumos. Assim como John, Paul também decidiu recomeçar sua carreira, lançando um LP emblematicamente chamado “McCartney II” – “McCartney” foi o título de seu primeiro trabalho solo após os Beatles. Por coincidência, Lennon e McCartney, a melhor dupla de compositores do rock em todos os tempos, resolveram recomeçar ao mesmo tempo. Dá para imaginar como seria, se eles tivessem ficado juntos por mais uma década? Pelo menos, até o fatídico 8 de dezembro de 1980, quando John foi assassinado? A morte de John juntou os demais Beatles em homenagens e gravações tocantes sobre os velhos tempos e o velho amigo, rendendo, inclusive, o melhor disco da carreira solo de George. O impacto foi tanto que até músicas inéditas do quarteto de Liverpool surgiram nos arquivos da gravadora EMI. Duas canções rejeitadas pela banda, que ao virar single geraram um frisson como se fossem hits… ou como se os Beatles não tivessem acabado há muitos anos atrás. A propósito, esse último lançamento imaginário é “duplo” – mas sem as parcerias de Paul com Steve Wonder e Michael Jackson, que teriam sido, digamos, projetos paralelos. Um Álbum Preto, de luto, gravado antes e depois da morte de John, repleto de reflexões sobre a trajetória do grupo, que Paul, George e Ringo levaram até a segunda metade da década de 1980 para completar/superar. E que um fã estendeu até 2019, com um remix de “Grow Old with Me”, juntando a voz da gravação de 1980 de John, com o vocal de Paul e Ringo no cover de 2019. É a faixa que encerra esse passeio pela ladeira da memória afetiva, entre discos imaginários e músicas verdadeiras.
How to Build a Girl: Trailer de comédia britânica mostra como virar crítico de rock
A IFC Films divulgou o pôster e o trailer de “How to Build a Girl”, comédia britânica que adapta o livro homônimo de Caitlin Moran (“Raised by Wolves”) sobre uma garota tímida e fora de forma que sonha virar crítica de rock. A prévia mostra que, para conseguir seu objetivo, ela decide se reinventar, adotando cabelos vermelhos, roupas extravagantes e uma personalidade diferente, extrovertida e “perigosa”. Tudo combinado com um novo nome: Dolly Wilde. Dá certo. E graças à críticas cada vez mais maldosas, ela rapidamente se torna a crítica mais popular do Reino Unido. Mas nem todas as consequências de sua nova atitude são positivas. A própria Caitlin Moran adaptou seu livro, que é baseado em suas experiências nos anos 1990, mas com vários nomes alterados em relação aos fatos reais – note-se que o semanário musical Melody Maker, onde a escritora trabalhou, é rebatizado de D&ME na prévia, como na obra literária. O filme é dirigido por Coky Giedroyc (da série “Harlots”) e destaca Beanie Feldstein (de “Lady Bird”) no papel principal, além de vários astros famosos em seu elenco, como Alfie Allen (“Game of Thrones”), Emma Thompson (“MIB: Homens de Preto – Internacional”), Jameela Jamil (“The Good Place”), Lucy Punch (“Caminhos da Floresta”), Sharon Horgan (“Catastrophe”), Paddy Considine (“Peaky Blinders”), Frank Dillane (“Fear the Walking Dead”), Sarah Solemani (“O Bebê de Bridget Jones”) e Chris O’Dowd (“O Paradoxo Cloverfield”). Como a maior parte dos cinemas do mundo estão fechados, como prevenção contra a pandemia do novo coronavírus, “How to Build a Girl” será lançado diretamente nas plataformas de VOD (video on demand) em 8 de maio.
Tom Hanks presta homenagem a Adam Schlesinger
O ator Tom Hanks, que sobreviveu à contaminação de coronavírus quase sem sintomas, utilizou sua conta no Twitter para prestar uma homenagem ao músico Adam Schlesinger, que não teve a mesma sorte. Falecido na quarta-feira (1/4) aos 52 anos, após complicações causadas por covid-19, Schlesinger foi quem compôs o hit “That Thing You Do!”, música que ajudou a popularizar o filme “The Wonders – O Sonho Não Acabou” (1994), primeiro longa escrito e dirigido por Hanks. “Não haveria Playtone sem o Adam Schlesinger, sem a sua ‘That Thing You Do!’”, escreveu Hanks em sua mensagem, citando a produtora de cinema e TV que criou após o sucesso do filme, batizada com o nome da gravadora fictícia da trama. “Ele foi um One-der”, acrescentou, usando o apelido dos integrantes da banda de “The Wonders – O Sonho Não Acabou”. “Terrivelmente triste hoje”. A música “That Thing You Do!” levou Schlesinger a ser indicado ao Oscar e o Globo de Ouro de 1997 nas categorias de Melhor Canção Original. O músico, que fez parte da banda Fountains of Wayne, passou duas semanas hospitalizado e respirando com a ajuda de aparelhos até finalmente sucumbir à covid-19. There would be no Playtone without Adam Schlesinger, without his That Thing You Do! He was a One-der. Lost him to Covid-19. Terribly sad today. Hanx — Tom Hanks (@tomhanks) April 2, 2020











