Alice Braga anuncia estreia de “Eduardo e Mônica” em janeiro
A atriz Alice Braga revelou no Instagram a nova data de estreia de “Eduardo e Mônica”, longa inspirado na música homônima do Legião Urbana. No post, uma arte mostra as sombras de Braga e do ator Gabriel Leone, anunciando que a produção chegará aos cinemas em 6 de janeiro. “Finalmente temos nossa data de estreia”, ela comemorou ao lado da imagem. Seu colega de cena ecoou nos comentários: “Finalmente”, pontuando com três exclamações. Vencedor o Festival de Edmonton, no Canadá, “Eduardo e Mônica” deveria ter estreado nos cinemas brasileiros em abril de 2020. Com o começo da pandemia, foi adiado para 12 de junho, junto do Dia dos Namorados. Mas como os cinemas continuaram fechados, a produção acabou desistindo de remarcar uma nova data. A estreia ficou oficialmente para “em breve” até receber a atual data definitiva. No filme, Gabriel Leone (novela “Os Dias Eram Assim”) e Alice Braga (“A Rainha do Sul”) dão vida ao casal que ficou conhecido pela música homônima de Renato Russo, gravada pela banda Legião Urbana em 1986. A direção é de René Sampaio, que já levou com sucesso outra música da banda brasiliense para o cinema, “Faroeste Caboclo” (2013). Por sinal, o elenco coadjuvante do novo filme inclui um integrante da adaptação anterior, Fabricio Boliveira – além de Victor Lamoglia (“Socorro! Virei uma Garota”), Otávio Augusto (“Hebe”), Bruna Spinola (“Impuros”) e Ivan Mendes (“Me Chama de Bruna”). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alice Braga (@alicebraga)
Trailer de documentário lembra colapso de Brian Wilson em busca do pop perfeito
A Screen Media divulgou o pôster e o trailer do documentário “Brian Wilson: Long Promised Road”. Apesar de contar com depoimentos de artistas tão variados quanto Elton John, Bruce Springsteen e Nick Jonas, o ponto alto do trailer é a emoção transmitida pelo próprio Brian Wilson, que volta à casa em que compôs os maiores hits dos Beach Boys para falar sobre sua inspiração e os problemas mentais que o afligiram em sua busca por realizar uma obra-prima da música pop. O filme encontra Brian prestes a fazer um show com o repertório exclusivo daquela época e daquele que é considerado um dos melhores discos de todos os tempos, “Pet Sounds”. A prévia combina imagens históricas das gravações de 1966 com as reminiscências do cantor, músico e compositor, em preparação para a performance ao vivo de clássicos como “Good Vibrations”, “Wouldn’t It Be Nice” e “God Only Knows”. O disco é tão bom que, ao tentar superá-lo, os Beatles criaram “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, e Brian Wilson pirou ao buscar ir além no inacabado “Smile”, mítico disco perdido de 1967, que só veio a ganhar edição oficial em 2011, completada pelo artista. Com direção de Brent Wilson (sem parentesco), que fez o documentário sobre doo-woop “Streetlight Harmonies” (2020), o filme foi premiado no Festival de Nashville e estreia em 19 de novembro nos EUA.
Casamento de Ozzy e Sharon Osbourne vai virar filme
A história de amor de Ozzy e Sharon Osbourne será apresentada ao mundo em tela grande. Ainda sem título, o filme sobre o famoso casal roqueiro entrou em desenvolvimento pela Sony Pictures e a Polygram Entertainment, e seguirá seu relacionamento ao longo das décadas. Ozzy e Sharon se casaram em 1982 e tiveram três filhos: Aimee, Jack e Kelly Osbourne. A dinâmica pouco convencional da família ficou mundialmente conhecida pelo reality show “The Osbournes”, exibido entre 2002 e 2005 pela MTV. O roteiro dessa história está sendo escrito por Lee Hall, que assinou a cinebiografia de Elton John, “Rocketman”. Outro detalhe igual ao filme de Elton John é que o projeto é chapa branca, com produção dos biografados. “A nossa relação foi muitas vezes selvagem, insana e perigosa, mas foi o nosso amor imortal um pelo outro que nos manteve juntos”, definiu a produtora e personagem Sharon Osbourne. “Ficamos felizes de levar a nossa história para a tela, com a ajuda da Sony e da Polygram”. Se a participação do casal impede que detalhes críticos venham à tona, garante, por outro lado, que as músicas de Ozzy possam ser usadas no projeto. Ainda não há diretor, elenco e previsão de filmagem para o longa biográfico.
Filha de Will Smith lança clipe de rock com Avril Lavigne
A cantora Willow, filha dos atores Will Smith e Jada Pinkett Smith, lançou o clipe de “GROW”, punk pop que conta com participação vocal de Avril Lavigne e do baterista Travis Barker, da banda Blink-182. A gravação segue a guinada roqueira da jovem, que ficou conhecida aos 10 anos de idade com o sucesso da música pop “Whip My Hair”. E reforça como a nova geração, que também inclui Olivia Rodrigo, fixou a imagem “Sk8er Boy” de Avril como influência. O vídeo até dá close numa manobra de skate logo que ela entra em cena. “GROW” também é o segundo clipe a destacar a parceria entre Willow e Barker. O baterista punk tem feito várias participações em gravações de artistas inusitados, ajudando a fortalecer o atual e inesperado revival roqueiro na cena pop atual. Depois de gravar o clipe, Willow deu um show fantástico com Avril e Barker, que terminou com ela raspando o cabelo no palco, enquanto cantava seu hit infantil. Cabeluda no vídeo, ela agora está carequinha na vida real.
Filmes online: “Pedro Coelho 2”, “Maligno” e mais 20 estreias digitais
O cinema em casa da semana tem lançamentos para públicos muito diversos, como “Pedro Coelho 2” para as crianças e “Maligno” para os adultos. Ambos passaram pelos cinemas, mas “Maligno” chega em formato digital apenas um mês depois de entrar em cartaz, demonstrando como a janela cinematográfica diminuiu durante a pandemia. “Pedro Coelho 2” aprimora o humor e a fofura do primeiro filme dos personagens infantis de Beatrix Potter, trazendo – em inglês – vários astros famosos como as vozes dos coelhos falantes – James Corden (“Cinderela”) no papel-título e nada menos que Margot Robbie (a Arlequina de “O Esquadrão Suicida”), Daisie Ridley (a Rey da nova trilogia “Star Wars”) e Elizabeth Debicki (“Tenet”) como coelhinhas. A programação infantil ainda destaca “Zarafa”, uma animação francesa premiada, entre outros desenhos. A proximidade do Halloween aumenta a oferta de filmes de terror, gênero em que se encaixa “Maligno”, a volta do diretor James Wan (“Invocação do Mal”) ao horror sobrenatural após dirigir o blockbuster “Aquaman” (2018). E se trata de um retorno com vingança, extremamente autoral e divisivo (pra amar ou odiar), mas com um dos finais mais perturbadores e inesperados do ano. Duas produções sul-americanas também se destacam no filão: “O Fio Invisível”, suspense psicológico da premiada cineasta peruana Claudia Llosa, vencedora do Festival de Berlim por “A Teta Assustada” (2010), e “História do Oculto”, do argentino Cristian Ponce, que se tornou cult após vencer prêmios em festivais internacionais. Para fãs de humor sombrio, há ainda “The Trip”, do norueguês Tommy Wirkola (do cult “Zumbis na Neve”), que transforma Noomi Rapace (“Prometheus”) e Aksel Hennie (“Hedhunters”) numa espécie de versão psicopata de “Sr. e Sra. Smith” (2005). Entre os lançamentos cinéfilos, “Shadow” eclipsa todos os demais. O filme é um show expressionista de sombras, luzes e artes marciais do mestre Zhang Yimou (“Herói”), que venceu “apenas” 38 prêmios internacionais e tem 94% de aprovação no Rotten Tomatoes. A lista ainda inclui dramas brasileiros premiados e o importante documentário investigativo “Controlling Britney Spears”, empurrão que faltava para Britney Spears se livrar da tutela do pai, Jamie Spears, no fim de setembro. Mas o documentário que autodeclarados fãs de música precisam ver neste fim de semana é “The Velvet Underground”, recebido com aplausos e elogios rasgados em sua première no Festival de Cannes deste ano. Dirigido por Todd Haynes (“Carol”) e com 97% de aprovação no site Rotten Tomatoes, conta a história da lendária banda nova-iorquina liderada por Lou Reed e apadrinhada por Andy Warhol, que revolucionou o rock nos anos 1960 e influenciou gerações, de David Bowie a Jesus and Mary Chain. São, ao todo, 22 indicações de estreias para assistir nas plataformas digitais neste fim de semana. As sugestões podem ser conferidas, com seus respectivos trailers, logo abaixo. Maligno | EUA | Terror (Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) O Fio Invisível | Peru, Chile, Espanha | Terror (Netflix) História do Oculto | Argentina | Terror (Netflix) Lucky – Uma Mulher de Sorte | EUA | Terror (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) The Trip | Noruega | Thriller (Netflix) Entre Frestas | Polônia | Thriller (Netflix) A Batalha Esquecida | Holanda | Guerra (Netflix) Shadow | China | Ação (Apple TV, Google Play, Looke, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Nunca mais Nevará | Polônia | Comédia (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Sole | Itália | Drama (MUBI) Moving On | Coreia do Sul | Drama (MUBI) Suk Suk – Um Amor em Segredo | Hong Kong | Drama (Apple TV, Google Play, NOW, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Veneza | Brasil | Drama (Star+) Piedade | Brasil | Drama (Apple TV, Google Play, YouTube Filmes) Abe | EUA, Brasil | Drama (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Pedro Coelho 2: O Fugitivo | EUA | Infantil (Google Play, Looke, NOW, YouTube Filmes) Zarafa | França, Bélgica | Animação (Reserval Imovision) Bright: Alma de Samurai | EUA, Japão | Animação (Netflix) Violet Evergarden – O Filme | Japão | Animação (Netflix) Vil, Má | Brasil | Documentário (MUBI) Controlling Britney Spears | EUA | Documentário (Globoplay) The Velvet Underground | EUA | Documentário (Apple TV+)
Intimidade dos Beatles ganha nova luz em trailer com cenas nunca antes vistas
A Disney+ divulgou o pôster e o trailer legendado da série documental “The Beatles: Get Back”. Com quase 4 minutos de duração, a prévia é repleta de cenas nunca vistas antes dos bastidores da gravação de “Let It Be” e deixa claro que se trata de conteúdo indispensável para qualquer um que se defina como fã dos Beatles. A filmagem original durou um mês e foi feita pelo diretor Michael Lindsay-Hogg de 2 de janeiro a 31 de janeiro de 1969 para um especial de televisão focado na produção de um novo álbum dos Beatles. Só que “Let It Be” acabou virando o último disco. Após John, Paul, George e Ringo anunciarem a separação, o registro teve outro rumo: virou filme, lançado em maio de 1970, destacando as brigas e disputas internas que teriam levado ao fim da melhor banda de todos os tempos. Intrigado com as muitas horas registradas e que nunca tinham vindo a luz, o cineasta Peter Jackson (da trilogia “O Senhor dos Anéis”) teve aprovação para vasculhar os arquivos dos dois integrantes vivos dos Beatles, Paul McCartney e Ringo Starr, além das bênçãos das viúvas de John Lennon, Yoko Ono, e de George Harrison, Olivia Harrison. E encontrou 56 horas de filmagens desconhecidas do público, que ele se propôs a editar e lançar num novo documentário. Durante as negociações com a Disney, a estrutura foi modificada para uma série de três episódios, de modo a não não deixar nada importante de fora. O mais o curioso do projeto, como mostra a prévia, é que, ao contrário do visto em 1970, as imagens encontradas por Jackson não mostram músicos amargos e envolvidos em discussões estéreis. Ao contrário, o registro tem contexto distinto, com os artistas alegres, brincando e se divertindo durante o trabalho em conjunto, que inclui o célebre show no telhado do estúdio da Apple, em Londres, última vez que tocaram juntos. “Fiquei aliviado ao descobrir que a realidade é muito diferente do mito. Claro, há momentos de drama — mas nenhuma das discórdias com as quais esse projeto está associado há muito tempo. Observar John, Paul, George e Ringo trabalhando juntos, criando músicas agora clássicas a partir do zero, não é apenas fascinante — é engraçado e surpreendentemente íntimo”, contou o cineasta no comunicado sobre o projeto. “The Beatles: Get Back” será disponibilizado ao longo de três dias, com cada capítulo chegando um dia após o outro, entre 25 e 27 de novembro na plataforma da Disney.
“Daisy Jones & The Six” ganha primeiras imagens de bastidores
A produtora Hello Sunshine, de Reese Witherspoon (“The Morning Show”), divulgou no Instagram as primeiras imagens de bastidores de “Daisy Jones & The Six”, nova minissérie da Amazon Prime Video. Adaptação do romance de mesmo nome da escritora Taylor Jenkins Reid – também lançado no Brasil com o título em inglês – , a trama apresenta os altos e baixos de uma renomada banda de rock dos anos 1970, liderada pela personagem do título. A protagonista Daisy Jones é descrita como uma garota que nasceu em uma família privilegiada e abandona os pais para seguir a carreira como cantora, começando a participar da cena musical roqueira de Los Angeles. Um detalhe curioso da produção é que o papel principal é desempenhado por Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”), que além de atriz é neta de Elvis Presley. Por sinal, ela já viveu uma roqueira dos anos 1970 no cinema. Em “The Runaways”, de 2010, ela interpretou a cantora Marie Currie, irmã de Cherie Currie (Dakota Fanning). “Daisy Jones & The Six” foi criada pela dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber, roteiristas dos sucessos “A Culpa é das Estrelas” (2014) e “Artista do Desastre” (2017), e terá episódios dirigidos pela cineasta neozelandesa Niki Caro (do filme “Mulan” e da série “Anne with an E”). O elenco também inclui a atriz e modelo Suki Waterhouse (“Miss Revolução”), a também modelo e atriz Camila Morrone (do remake de “Valley Girl”), Josh Whitehouse (que igualmente estrelou “Valley Girl”), o astro Sam Claflin (“Enola Holmes”), o novato Will Harrison (visto em “Madam Secretary”), Nabiyah Be (“Pantera Negra”) e Sebastian Chacon (“Penny Dreadful: City of Angels”). Ainda não há previsão para a série chegar ao serviço de streaming da Amazon. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Hello Sunshine (@hellosunshine)
“No Ritmo do Coração” é a principal estreia dos cinemas
Os cinemas recebem 13 estreias nesta quinta (23/9), mas a maioria é restrita ao circuito invisível de “arte” – uma dúzia de cinemas nas maiores capitais. Para o grande público que vai aos cinemas de shopping centers, a lista se resume, na verdade, a apenas três lançamentos. Dois deles foram atrações do Festival de Sundance deste ano. O terceiro é mais um longa animado da série infantil “Abelha Maya”. O principal título é “No Ritmo do Coração” (Coda), que venceu Sundance e foi comprado (e exibido) pela Apple TV+ nos EUA. Dilema de partir o coração, o drama gira em torno de uma adolescente (Emilia Jones, de “Locke & Key”) de família surda, que se vê dividida entre perseguir sua paixão pela música ou servir de conexão entre seus pais e o mundo auditivo, como a única capaz de impedir a falência da família. Além de vencer dois troféus de Melhor Filme (do Júri e do Público), a obra de Siân Heder (“Tallulah”) também conquistou prêmios de Melhor Elenco e Melhor Direção no principal festival de cinema independente dos EUA. “A Casa Sombria” não foi premiado em Sundance, mas arrancou muitos elogios durante sua exibição, atingindo 86% de aprovação no Rotten Tomatoes. No terror, Rebecca Hall (“Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas”) vive uma viúva que começa a desvendar os segredos perturbadores de seu marido, recentemente falecido, ao explorar a arquitetura pouco convencional de sua casa. A direção é de David Bruckner (“O Ritual”), que a seguir vai comandar o remake de “Hellraiser”. Há um terror ainda mais bem-avaliado no circuito limitado: “A Chorona”, com 96% no Rotten Tomatoes (a mesma cotação de “No Ritmo do Coração”). Produção guatemalteca, o longa de Jayro Bustamante (“Tremores”) inova ao juntar assombração e política com resultados arrepiantes. Venceu nada menos que 23 troféus internacionais, inclusive no Festival de Veneza. Entre os demais, seis longas são brasileiros, com destaque para o suspense “O Silêncio da Chuva”, de Daniel Filho (“Boca de Ouro”), que volta a trazer às telas o universo dos mistérios policiais do escritor Luiz Alfredo Garcia-Roza. Na trama, ao investigar o assassinato de um empresário, o detetive interpretado por Lázaro Ramos (“Mundo Cão”) se depara com um submundo de corrupção e femme fatales digno dos melhores filmes noir. Outro destaque pela criatividade narrativa é “Dora e Gabriel”, passado quase todo no interior do porta-malas de um carro, onde os personagens do título são jogados após serem sequestrados. A direção é de Ugo Giorgetti (“Festa”), um mestre do cinema de risco. A lista ainda tem “A Garota da Moto”, filme de ação baseado na série do SBT, o drama “Aranha”, indicação do Chile ao Oscar passado, a comédia “A Dona do Barato”, em que Isabelle Huppert (“Elle”) vira traficante, o trash não intencional “O Filho Único do Meu Pai” e três documentários. Os documentários são “Nem Tudo se Desfaz”, análise da eleição de Bolsonaro por Josias Teófilo, diretor de “O Jardim das Aflições” (sobre Olavo de Carvalho, o guru chulo do bolsonarismo), “Oasis Knebworth 1996”, sobre os 25 anos dos dois shows do Oasis no Knebworth Park, que reuniram 250 mil pessoas e se tornaram os maiores já realizados no Reino Unido, e “Você Não é um Soldado”, que acompanha o premiado fotógrafo brasileiro de guerra André Liohn em cenas de tirar o fôlego. Cheia de imagens impactantes, a obra de Maria Carolina Telles (“A Verdada da Mentira”) foi selecionada para três festivais internacionais: Hot Docs, DOXA e Doc Edge Festival, que qualificam ao Oscar. Confira abaixo a relação completa das estreias da semana com seus respectivos trailers. No Ritmo do Coração | EUA | Drama A Casa Sombria | EUA | Terror A Chorona | Guatemala, França | Terror O Silêncio da Chuva | Brasil | Suspense Dora e Gabriel | Brasil | Drama Garota da Moto | Brasil | Ação Aranha | Argentina, Brasil, Chile | Drama A Dona do Barato | França | Comédia O Filho Único do Meu Pai | Brasil | Comédia A Abelhinha Maya e o Ovo Dourado | Alemanha | Animação Nem Tudo se Desfaz | Brasil | Documentário Você Não É um Soldado | Brasil | Documentário Oasis Knebworth 1996 | Reino Unido | Documentário
Caetano Veloso lança seu primeiro clipe em quase uma década
Caetano Veloso lançou um novo clipe após quase uma década distante do formato, hiato tão longo que transformou sua página do YouTube numa coleção de trechos de shows e registros ao violão. Mas é como se o tempo não tivesse passado. O registro de “Anjos Tronchos” retoma a estética minimalista do último clipe produzido, “A Bossa Nova É Foda”, de 2013, voltando a trazer o cantor em poses acanhadas num estúdio escuro. O diretor é o mesmo, Fernando Young, também responsável pela fotografia, que explora reflexos. Em vez de ser abraçado sem parar, agora Caetano reflete-se infinitamente, num novo afago ao ego. Moderna e desconcertante, a música destaca a guitarra de Pedro Sá, outro parceiro da década passada de Caetano, que integrou a banda Cê. A melodia de rock sombrio (choque de pós-punk com música concreta) embala uma letra pós-moderna, focada na internet. Vão longe os tempos em que Caetano mandava notícias “via Intelsat” para “O Pasquim”. “Agora, a minha história é um denso algoritmo”, ele canta em “Anjos Tronchos”, poetizando desde a toxidade das redes (“Um post vil poderá matar”) até suas possibilidades artísticas (“Miss Eilish faz tudo o quarto com o irmão”). A letra parafraseia o “anjo torto” de Carlos Drummond de Andrade, que já tinha inspirado Chico Buarque a ir “Até o Fim”. Desta vez, o anjo de silício faz Caetano olhar para a internet e se ver refletido, fazendo descobertas para redescobrir a si mesmo, porque “há poemas como jamais/Ou como algum poeta sonhou/Nos tempos em que havia tempos atrás/E eu vou, por que não?/Eu vou, por que não? Eu vou”. Afinal, “Alegria, Alegria” também era um contraste ambulante, criada numa época de colagens poéticas, onde o sol em capas de revistas era mais mais relevante que as notícias censuradas da ditadura. “Anjos Tronchos” é um excelente cartão de visitas para o novo disco de Caetano, batizado de “Meu Coco”, que deve incluir composições do poeta da MPB nunca gravadas por ele próprio, como “Noite de Cristal” (lançada por Maria Bethânia, em 1988), além de faixas inéditas.
Documentário sobre a banda The Velvet Underground ganha trailer
A Apple TV+ divulgou o trailer do documentário de Todd Haynes (“Carol”) sobre a banda The Velvet Underground, que revolucionou o rock nos anos 1960 e influencia novos artistas até hoje. A prévia oferece um passeio pelo lado selvagem das ruas então imundas de Nova York e a cena cultural criada em torno da Factory, um misto de estúdio de arte, estúdio de cinema e club de rock de Andy Warhol, incluindo cenas de arquivo com imagens da banda de Lou Reed, John Cale, Sterling Morrison e Maureen “Mo” Tucker, além de depoimentos inéditos dos sobreviventes daquele período. O filme tem o apoio dos últimos membros sobreviventes do Velvet Underground, os músicos John Cale e Mo Tucker, e de Laurie Anderson, a artista que foi parceira de vida do cantor Lou Reed. Formada em 1966, Velvet Underground foi a antítese das bandas hippies da época. Enquanto os psicodélicos da Califórnia pregavam paz, amor e lisergia com músicas ensolaradas, a banda nova-iorquina investia em roupas pretas, óculos escuros e microfonia para exaltar o sadomasoquismo e as drogas mais pesadas, como heroína. Eram apadrinhados pelo artista plástico Andy Warhol, que fez a capa de seu primeiro disco, mas que também lhes impôs a cantora-modelo Nico como vocalista, com quem só gravaram um disco. Após cantar algumas das melhores músicas da banda, ela teve ajuda de Cale e Reed para se lançar em carreira solo. Eventualmente, os próprios Cale e Reed largaram o Velvet Underground, que acabou implodindo. A banda nunca fez sucesso em sua época. Mas sua repercussão a tornou lendária, como fomentadora do rock das décadas seguintes. Ela é citada como maior influência por David Bowie – que fez questão de produzir Lou Reed como artista solo – , Patti Smith, Joy Division, The Jesus and Mary Chain, Sonic Youth, My Bloody Valentine, Nirvana e The Strokes, para citar só alguns dos roqueiros que impactou. Intitulado “The Velvet Underground”, o documentário foi recebido com aplausos e elogios rasgados em sua première no Festival de Cannes deste ano, atingindo 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O filme é a quarta obra roqueiro do diretor Todd Haynes, que começou a chamar atenção com “Velvet Goldmine” (1998), filme sobre artistas fictícios do rock glam, gênero influenciado pelo Velvet Underground, que incluía um personagem inspirado em Lou Reed. Ele também dirigiu “Não Estou Lá” (2007), baseado na vida de Bob Dylan, e, antes de tudo isso, um curta animado com bonecas sobre a cantora Karen Carpenter, “Superstar: The Karen Carpenter Story” (1988). A estreia está marcada para o dia 15 de outubro.
Playlist: 10 clipes da nova geração gótica e EBM
A seleção indie da semana traz muitos teclados glaciais e batidas dançantes que caracterizam uma festa gótica moderna. A jornada aberta pela cantora espanhola Sofia, que experimenta um pós-punk experimental de baixa fidelidade, vai ficando cada vez mais pesada, conforme as faixas avançam, até chegar na nova banda escocesa de EBM Vlure. A maioria dos artistas vem da França e Alemanha, onde os góticos voltaram com mais força, mas também há Pixel Grip (foto acima) representando a nova geração americana e até um veterano sul-africano, The Awakening, projeto criado pelo multi-instrumentista Ashton Nyte em 1995. Para convidar o ouvinte a dançar – ou ao menos balançar a cabeça – , os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. Sofia | Espanha | Night Haze | Grécia | Creeps | Alemanha | Zanias | Alemanha | Minuit Machine | França | Echoberyl | França | Potochkine | França | Pixel Grip | EUA | The Awakening | África do Sul | Vlure | Escócia
Rolling Stones homenageiam Charlie Watts
Os Rolling Stones homenagearam Charlie Watts com um vídeo que reúne vários momentos do baterista ao longo de mais de meio século de rock’n’roll. Falecido na terça-feira passada (24/8), o músico de 80 anos já tinha anunciado seu afastamento da banda para cuidar de problemas de saúde. Em um primeiro momento, os demais membros da banda permaneceram em silêncio sob o impacto da perda. Ele foi o último músico da formação original a entrar na banda, trocando os shows do grupo Blues Incorporated pelo novo projeto musical de Mick Jagger, Keith Richards, Brian Jones e Bill Wyman em 1963, batizado de The Rolling Stones em homenagem a um blues de Muddy Waters. A faixa que acompanha o vídeo postado nas redes sociais é “If You Can’t Rock Me”, que abre o disco “It’s Only Rock ‘n Roll”, de 1974, quando Mick Taylor fazia parte da banda, assumindo as guitarras de Brian Jones, primeiro Stone a fazer show em outra dimensão. Com a morte de Watts e a aposentadoria de Wyman em 1993, restam apenas Jagger e Richards, os principais compositores, da formação clássica dos Stones. E eles não pensam em parar. Já tinham até fechado com um baterista substituto, antes da morte de Watts, para levar adiante uma nova turnê com o guitarrista Ron Wood, que está na banda desde 1975, e o baixista Darryl Jones, que substituiu Wyman em 1993. Apesar da morte de Watts, a turnê está mantida. Batizada de “No Filter”, terá 12 apresentações nos Estados Unidos. A estreia está marcada para 26 de setembro em St. Loui, no Missouri, e o encerramento em Austin, no Texas, em 11 de novembro. pic.twitter.com/K6OKExXBED — The Rolling Stones (@RollingStones) August 27, 2021
Bebê da capa de “Nervermind” processa Nirvana por pornografia infantil
Spencer Elden, que ficou famoso como o bebê pelado da capa de “Nevermind”, disco mais conhecido da banda Nirvana, está processando o grupo musical por pornografia infantil. A famosa capa retrata Elden debaixo d’água em uma piscina como sua genitália exposta, nadando em direção a um anzol com uma nota de dólar. A imagem é geralmente entendida como uma crítica ao capitalismo e jamais gerou outro entendimento, como deixam claras as ausências de protestos conservadores contra sua venda em lojas de discos. Fotos não sexualizadas de bebês nus não são consideradas pornografia infantil de acordo com a lei dos EUA. No entanto, Robert Y. Lewis, o advogado de Elden, acredita que pode vencer o processo graças a uma interpretação incomum da imagem. Ele argumenta que a foto ultrapassa os limites da pornografia infantil porque a inclusão de dinheiro faz com que o bebê pareça “um trabalhador do sexo”. “Os réus comercializaram intencionalmente a pornografia infantil de Spencer e destacaram a natureza chocante de sua imagem para promover a si próprios e a sua música às suas custas”, diz o processo, aberto no tribunal distrital da Califórnia. “Os réus usaram pornografia infantil para retratar Spencer, como um elemento essencial de um esquema de promoção de discos comumente utilizado na indústria da música para chamar a atenção, em que as capas mostram crianças de uma maneira sexualmente provocativa para ganhar notoriedade, impulsionar as vendas e atrair a mídia e crítica.” O antigo bebê, que, como o próprio álbum “Nevermind”, completou 30 anos, está pedindo pelo menos US$ 150 mil de indenização de cada um dos alvos do processo, que incluem os membros sobreviventes do Nirvana, Dave Grohl e Krist Novoselic, a viúva de Kurt Cobain, Courtney Love, Guy Oseary e Heather Parry, gerentes do espólio de Cobain, o fotógrafo Kirk Weddle, o diretor de arte Robert Fisher e várias gravadoras existentes ou extintas que lançaram ou distribuíram o álbum nas últimas três décadas. Curiosamente, o baterista original do Nirvana Chad Channing também é citado como réu, mesmo que tenha sido substituído por Grohl em 1990, antes do álbum ser gravado ou da foto da capa ter sido tirada. A única explicação possível para este erro é que são US$ 150 mil a mais na conta do bebê crescido. Diz o processo: “Weddle tirou uma série de fotografias sexualmente explícitas de Spencer. Para garantir que a capa do álbum desencadeasse uma resposta sexual visceral do espectador, Weddle ativou o ‘reflexo de vômito’ de Spencer antes de jogá-lo debaixo d’água em poses destacando e enfatizando os genitais expostos de Spencer. Fisher comprou anzóis de uma loja de iscas e equipamentos para adicionar à cena. Pelo menos um ou mais cartuchos de filme foram expostos em um curto período de tempo, o que incluiu pelo menos 40 ou 50 fotos diferentes de Spencer. Cobain escolheu a imagem que mostra Spencer – como uma trabalhadora do sexo – agarrando uma nota de um dólar que está posicionada pendurada em um anzol na frente de seu corpo nu com seu pênis explicitamente exposto”. A ação ainda cita uma passagem da biografia do escritor Michael Azerrad “Come as You Are: The Story of Nirvana”, que afirma que o então selo DGC, uma divisão da Geffen Records, queria usar uma imagem diferente, mas Cobain insistiu, supostamente dizendo que a única alteração que consideraria fazer seria cobrir o pênis do bebê com um adesivo dizendo: “Se você se ofender com isso, deve ser um pedófilo enrustido”. A gravadora, é claro, optou por lançá-lo sem o adesivo sugerido por Cobain. Vale lembrar que Elden já recriou a pose da piscina várias vezes, inclusive como adulto, em celebração aos 10º, 17º, 20º e 25º aniversários do álbum. No entanto, na maioria das entrevistas que acompanharam essas sessões de fotos, ele expressou sentimentos conflitantes sobre ter ficado famoso pela capa de “Nevermind”. Mas nunca a tinha descrito como pornográfica. Em 2016, a última vez que Spencer recriou a pose como um adulto, ele disse ao New York Post: “O aniversário significa algo para mim. É estranho que eu tenha feito isso por cinco minutos quando tinha 4 meses e se tornou uma imagem realmente icônica. … É legal, mas estranho fazer parte de algo tão importante que eu nem me lembro. O que é fato é que a pose só rendeu US$ 200 para seus pais no dia do clique. Nas entrevistas comemorativas, ele disse que tentou entrar em contato com Grohl e Novoselic, de forma amigável, mas nunca obteve resposta. Uma possível controvérsia no processo é que os pais de Elden nunca assinaram papéis que permitissem qualquer uso da imagem. “Nem Spencer nem seus tutores legais jamais assinaram um documento autorizando o uso de quaisquer imagens de Spencer ou de sua semelhança, e certamente não de pornografia infantil comercial para retratá-lo”, diz o processo. O processo faz referência a várias outras capas de álbuns de rock: “O conceito e a criação desta imagem replicou campanhas polêmicas anteriores usadas para promover música com material sexualmente explícito retratando uma criança ou pornografia infantil completa, incluindo as capas dos discos “Virgin Killer” dos Scorpions, “Blind Faith”, do Blind Faith, e “Balance”, do Van Halen. Em 2008, o pai de Spencer, Rick, relatou como ocorreu a sessão de fotos de 1991 para a NPR (National Public Radio). Seu amigo Kirk Weddle, o fotógrafo, “ligou e disse: ‘Ei, Rick, quer ganhar US& 200 e jogar seu filho na água?’”, lembrou o pai. “Eu fiquei tipo, ‘Como é?’, e ele disse: ‘Bem, eu estou fotografando crianças a semana toda, por que você não me encontra no Rose Bowl (centro aquático), joga seu filho na água?’ E acabamos de dar uma grande festa na piscina e ninguém tinha ideia do que estava acontecendo!” Ele contou que a família não pensou mais sobre isso até que, três meses depois, viram uma ampliação gigante da capa na parede da Tower Records em Sunset Blvd, com a foto de Spencer. Dois meses depois, a Geffen Records enviou a Spencer Elden, de 1 ano de idade, um álbum de platina e um ursinho de pelúcia.











