Os Dez Mandamentos ganhará nova versão nos cinemas, com cenas inéditas para a Páscoa
O filme “Os Dez Mandamentos” vai ganhar uma nova versão especialmente para a exibição durante o fim de semana da Páscoa, que terá duração maior e a inclusão de cenas inéditas da 2ª temporada da novela. A informação foi divulgada durante o programa jornalístico “Domingo Espetacular”, na rede Record, responsável pela produção. A nova versão entra em cartaz na quinta-feira (24/3), véspera da Sexta-Feira Santa. Atualmente, “Os Dez Mandamentos – O Filme” soma 8,3 milhões de ingressos vendidos, consagrando-se como a terceira maior bilheteria do cinema brasileiro em todos os tempos – atrás apenas de “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (10,7 milhões) e “Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro” (11,1 milhões). Dirigido por Alexandre Avancini, o filme condensa a história da novela de 2015, acompanhando Moisés (Guilherme Winter), o órfão judeu que cresce como príncipe do Egito, mas volta-se contra sua família adotiva em favor do sofrido povo de Israel, que ele conduz à libertação, com a ajuda de Deus.
Convergente não tira Zootopia da liderança das bilheterias dos EUA
Maior lançamento do fim de semana nos EUA, “A Saga Divergente: Convergente” não foi capaz de tirar “Zootopia – Essa Cidade É o Bicho” da liderança das bilheterias do país. A animação de bichos falantes da Disney fez mais US$ 38 milhões e se manteve como o filme mais visto da América do Norte pela terceira semana consecutiva. O sucesso de “Zootopia” tem surpreendido até a própria Disney. Com sua arrecadação atual, o filme já fez mais de US$ 200 milhões nos EUA e está a um dia de atingir US$ 600 milhões em todo o mundo. Para se ter ideia, “Frozen – Uma Aventura Congelante” levou uma semana a mais para chegar nesses números. Além de “Frozen”, apenas “Operação Big Hero” superou US$ 600 milhões em arrecadação, entre todos os lançamentos da história da Disney Animation. Por sua vez, “A Saga Divergente: Convergente” fez US$ 29 milhões, muito abaixo do desempenho dos dois filmes anteriores da franquia – “Divergente” fez US$ 54,6 milhões em 2014 e “Insurgente” rendeu US$ 52,2 milhões em 2015. Para piorar, foi também o título de pior recepção crítica entre as franquias distópicas que tem sido produzidas em série nos últimos anos, com apenas 10% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Até o público parece concordar, dando nota B na pesquisa do CinemaScore (contra notas A de “Divergente” e A- de “Insurgente”). A Lionsgate, porém, anteviu o problema e tomou iniciativas importantes. Primeiro, antecipou o lançamento no mercado internacional, evitando a contaminação das críticas negativas e o desempenho pífio nos EUA. Resultado disso é que, no Brasil, o filme liderou as bilheterias da semana passada, faturando R$ 10 milhões. A arrecadação brasileira só perdeu para a estreia na França, com US$ 8,1 milhão. Assim, a soma mundial do filme está agora em US$ 82,4 milhões. O problema é que “Convergente” custou, só em produção, US$ 110 milhões, e já é o segundo fiasco milionário do estúdio em 2016, após a implosão de “Deuses do Egito”. Neste contexto, os produtores foram rápidos em sua segunda iniciativa: demitir o diretor Robert Schwentke, que será substituído por Lee Toland Krieger (“A Incrível História de Adeline”) no último filme da “Série Divergente”, intitulado “Ascendente”, que continua previsto para 2017. O 3º lugar ficou com outro lançamento, “Milagres do Paraíso”. Distribuído em mais de 3 mil cinemas, fez US$ 18,5 milhões – uma arrecadação por sala relativamente baixa. Embora o baixo rendimento reflita uma certa descrença do público na atual onda de filmes sobre milagres religiosos contemporâneos, seu desempenho não é nem de longe um desastre de proporções bíblicas, já que custou apenas US$ 13 milhões e se pagará, a princípio, com uma bilheteria na casa dos US$ 35 milhões, algo que nem depende de muita fé para se tornar realidade. O Top 5 tem ainda “Rua Cloverfield, 10”, que chegou a US$ 45 milhões em dez dias nos EUA, e “Deadpool”, que aumentou seu recorde de arrecadação para US$ 340 milhões no mercado doméstico. Para se ter ideia, o filme de censura “R” (para maiores de 17 anos) agora só perde para quatro lançamentos PG-13 (para maiores de 13 anos) da Marvel: “Vingadores” (2012), “Vingadores: Era de Ultron” (2015) e “Homem de Ferro 3” (2013), além dos dois primeiros “Homem-Aranha” da Sony. Em todos os tempos. No mercado mundial, “Deadpool” chegou a impressionantes US$ 730 milhões, o que o deixa a apenas US$ 17 milhões de superar “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014) e assumir a condição de filme de super-herói mais bem-sucedido do estúdio 20th Century Fox. Vale observar que ele também é o mais autoral e radical de todos esses filmes citados. BILHETERIA: TOP 10 EUA 1. Zootopia Fim de semana: US$ 38 milhões Total EUA: US$ 201,8 milhões Total Mundo: US$ 591,7 milhões 2. A Série Divergente: Convergente Fim de semana: US$ 29 milhões Total EUA: US$ 29 milhões Total Mundo: US$ 82,4 milhões 3. Milagres do Paraíso Fim de semana: US$ 18,5 milhões Total EUA: US$ 18,5 milhões Total Mundo: US$ 18,5 milhões 4. Rua Cloverfield, 10 Fim de semana: US$ 12,5 milhões Total EUA: US$ 45,1 milhões Total Mundo: US$ 52,3 milhões 5. 5. Deadpool Fim de semana: US$ 8 milhões Total EUA: US$ 340,9 milhões Total Mundo: US$ 730,6 milhões 6. Invasão a Londres Fim de semana: US$ 6,8 milhões Total EUA: US$ 50 milhões Total Mundo: US$ 50 milhões 7. Uma Repórter em Apuros Fim de semana: US$ 2,8 milhões Total EUA: US$ 19,2 milhões Total Mundo: US$ 19,2 milhões 8. The Perfect Match Fim de semana: US$ 1,9 milhão Total EUA: US$ 7,3 milhões Total Mundo: US$ 7,3 milhões 9. 5. Irmão de Espião Fim de semana: US$ 1,4 milhão Total EUA: US$ 5,9 milhões Total Mundo: US$ 22,6 milhões 10. O Regresso Fim de semana: US$ 1,2 milhão Total EUA: US$ 181,1 milhões Total Mundo: US$ 483,1 milhões
Zootopia é a maior e melhor estreia em semana repleta de bons lançamentos no cinema
Numa semana repleta de bons lançamentos, o mais amplo é “Zootopia – Essa Cidade É o Bicho”, nova animação da Disney, que chega em 950 salas (600 em 3D e 12 em Imax). O estúdio de Walt Disney, que tem como símbolo um animal falante que se veste como gente, trouxe a premissa antropomórfica à sua maturidade com “Zootopia”, uma obra repleta de intertexto, capaz de lidar com preconceitos e estereótipos, e trazer uma mensagem relevante de inclusão, enquanto diverte como poucas. Não só a coelha Judy Hopps e o raposo Nick Wilde são ótimos personagens, mas o ambiente elaborado em que vivem, repletos de coadjuvantes hilários, vira do avesso a história dos desenhos antropomórficos, gênero que, no passado, serviu para perpetuar inúmeros preconceitos raciais. Ágil, esperta, vibrante e bastante engraçada, a produção é simplesmente a melhor animação de bicho falante da Disney desde que os curtas do Mickey Mouse se tornaram falados. Não há como elogiá-la mais que isso. O épico “Ressurreição” tem a segunda maior distribuição da semana, ocupando 470 salas no vácuo do sucesso de “Os 10 Mandamentos”. Entretanto, apesar de sua narrativa estar fortemente ligada à origem do cristianismo, a produção é menos estridente em sua pregação religiosa. Na verdade, opta pela abordagem oblíqua, como “O Manto Sagrado” (1953), “Ben-Hur” (1959) e “Barrabás” (1961), clássicos do gênero sandália e espada que incluem histórias de Jesus. Na trama, Joseph Fiennes (que já foi “Lutero”) vive um centurião romano cético, que tem a missão de averiguar a ressurreição de Jesus e desmentir o boato do milagre. O resultado é uma aventura bem melhor que o esperado, com direito a um Jesus finalmente retratado como (Yeshua) um homem de pele mais escura e sem olhos azuis (o maori Cliff Curtis, da série “Fear the Walking Dead”). Em 86 salas, o suspense brasileiro “Mundo Cão” marca o reencontro do diretor Marcos Jorge com o roteirista Lusa Silvestre, que fizeram juntos o ótimo “Estômago” (2007). Mas os clichês de gênero e a dificuldade com que o clima tenso se encaixa no início mais leve e cômico deixam o filme nas mãos do elenco, que impressiona por sua capacidade de fazer o espectador embarcar na sua história de vingança setentista, sobre um homem violento, em busca de justiça pela morte de seu cachorro nas mãos de um funcionário do Departamento de Controle de Zoonoses (a popular carrocinha). Lázaro Ramos (“O Vendedor de Passados”) e Babu Santana (“Tim Maia”) estão ótimos como protagonistas, Adriana Esteves (“Real Beleza”) perfeita como a esposa evangélica, mas a surpresa fica por conta da jovem Thainá Duarte, em sua estreia no cinema, poucos meses após debutar como atriz na novela “I Love Paraisópolis” (2015). O circuito limitado destaca mais dois filmes brasileiros, ambos documentários. “Eu Sou Carlos Imperial” resgata uma figura histórica, fomentador da Jovem Guarda e cafajeste assumido, que escreveu hits, estrelou pornochanchadas e foi jurado de calouros do Programa Sílvio Santos. Repleto de imagens de arquivo e entrevistas exclusivas com Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Eduardo Araújo, Tony Tornado, Dudu França, Mário Gomes e Paulo Silvino, o filme tem direção da dupla Renato Terra e Ricardo Calil, que já havia realizado um ótimo resgate da história musical brasileira em “Uma Noite em 67” (2010). Chega em apenas três salas do Espaço Itaú, no Rio e em São Paulo. Por sua vez, “Abaixando a Máquina 2 – No Limite da Linha” é desdobramento de um documentário anterior sobre a ética do fotojornalismo, do “uruguaio carioca” Guillermo Planel. Com imagens muito potentes (de fato, sensacionais) e tom crítico, o filme mergulha nos protestos que se seguiram à grande manifestação de junho de 2013, questionando a cobertura da mídia tradicional, ao mesmo tempo em que abre espaço para a autoproclamada “mídia ninja”, buscando refletir o jornalismo na era das mídias sociais – que, entretanto, é tão ou até mais tendencioso. Desde que o filme foi editado, por sinal, aconteceram as maiores manifestações de rua do Brasil, que, além de historicamente mais importantes, politizaram o país com um debate que escapou da reflexão filmada – e que a tal “mídia ninja” faz de tudo para menosprezar. Será exibido em apenas uma sala, no Cine Odeon no Rio. Entre os filmes de arte que pingam nos cinemas, o que chega mais longe é “Cemitério do Esplendor”, nova obra climática do tailandês Apichatpong Weerasethakul, que venceu a Palma de Ouro em 2010 com “Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”. Ocupa oito salas – quatro no Rio e as demais em Niterói, Maceió, Porto Alegre e São Paulo. A trama se desenvolve em torno de um hospital na Tailândia que recebe 27 soldados vítimas de uma estranha doença do sono. O drama francês “A Linguagem do Coração”, de Jean-Pierre Améris (“O Homem que Ri”) faz o público chorar em apenas seis salas (quatro em São Paulo, mais Porto Alegre e Campinas). Passada em 1885, mostra a dedicação de uma freira para ajudar uma menina nascida surda e cega a ter convívio social. A história é baseada em fatos reais. Por fim, a comédia dramática argentina “Papéis ao Vento” ocupa uma única sala, o Cine Belas Artes em Belo Horizonte. Trata-se da mais recente adaptação do escritor Eduardo Sacheri (“O Segredo dos Seus Olhos”), que a direção de Juan Taratuto (“Um Namorado para Minha Esposa”) transforma em filme sensível e envolvente, comprovando a qualidade atual do cinema argentino. A história gira em torno de três amigos que decidem recuperar o investimento do quarto integrante da turma, recém-falecido, que apostou tudo o que tinha num jogador de futebol decadente. Divertido e humanista, pena o lançamento ser invisível pra a maioria dos brasileiros, pois é questão vital aprender como o cinema de nuestros hermanos consegue ser popular e artístico simultaneamente. Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado
Ben-Hur: Rodrigo Santoro é Jesus Cristo em trailer dublado
A Paramount Pictures divulgou o pôster e o primeiro trailer do remake de “Ben-Hur”. A prévia (em versões dublada e legendada) investe no clima épico, mas resume a trama de forma mais maniqueísta, demonstrando grande influência de “Gladiador” (2000), que, ironicamente, era influenciado pela versão de “Ben-Hur” de 1959, vencedora de 11 Oscars. Além da simplificação da relação entre Jack Huston (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”) no papel-título e Toby Kebbell (“Quarteto Fantástico”) como um Messala mais vilanesco que nunca, também há destaque para a interpretação de Rodrigo Santoro (“Os 33”) como Jesus Cristo e o famoso duelo de bigas no coliseu – que, inclusive, ilustra o pôster. O elenco multinacional ainda inclui Morgan Freeman (“Truque de Mestre”), que narra o trailer, Pilou Asbaek (“Lucy”), Nazanin Boniadi (série “Homeland”), Marwan Kenzari (“A Acusada”), Moises Arias (“Os Reis do Verão”), Ayelet Zurer (“O Homem de Aço”) e Sofia Black-D’Elia (“Projeto Almanaque”). O roteiro, adaptado do célebre livro de Lew Wallace, foi escrito por John Ridley (“12 Anos de Escravidão”) e Keith R. Clarke (“Caminho da Liberdade”). A direção é de Timur Bekmambetov (“Abraham Lincoln: Caça-Vampiros”) e a estreia está marcada para 18 de agosto no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Ben-Hur: Primeiras fotos do remake trazem Jack Huston numa corrida de bigas
A Paramount Pictures divulgou as primeiras fotos oficiais do remake de “Ben-Hur”, épico clássico do cinema, cuja versão de 1959 foi vencedora de 11 Oscars. As fotos destacam Jack Huston (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”) no papel-título, conversando com Morgan Freeman (“Truque de Mestre”) e pilotando uma biga durante uma corrida, numa das cenas mais famosas da história. A refilmagem vai se focar nos primeiros anos da vida de Judah Ben-Hur e seu amigo Messala (Toby Kebbell, de “Quarteto Fantástico”) – além de mostrar, num enredo paralelo, a via crucis de Jesus Cristo, vivido por Rodrigo Santoro (“300”). O elenco multinacional ainda inclui Pilou Asbaek (“Lucy”), Nazanin Boniadi (série “Homeland”), Marwan Kenzari (“A Acusada”), Moises Arias (“Os Reis do Verão”), Ayelet Zurer (“O Homem de Aço”) e Sofia Black-D’Elia (“Projeto Almanaque”). O roteiro, adaptado do livro de Lew Wallace, foi escrito por John Ridley (“12 Anos de Escravidão”) e Keith R. Clarke (“Caminho da Liberdade”). A direção é de Timur Bekmambetov (“Abraham Lincoln: Caça-Vampiros”) e a estreia está marcada para 1 de setembro no Brasil.
Milagres no Paraíso: Melodrama religioso estrelado por Jennifer Garner ganha trailer dublado
A Sony Pictures divulgou dois pôsteres e o trailer de “Milagres no Paraíso”, filme que explora a fé religiosa, em versões dublada e legendada. A trama gira em torno de uma garotinha (Kylie Rogers, da série “The Whispers”) diagnosticada com uma doença que a prévia não sabe precisar. Mas após cenas de desespero da mãe (Jennifer Garner, de “Clube de Compra Dallas”) e de muita reza na família, a criança acaba levando um tombo que a cura milagrosamente. Para completar, o vídeo amplifica o melodrama com músicas piegas e sugestões de intervenção divina. Baseada numa história real, transformada em livro por Christy Beam (a mãe vivida por Garner), o filme também inclui em seu elenco Martin Henderson (“Evereste”), Brighton Sharbino (série “The Walking Dead”), Queen Latifah (“Bessie”), John Carroll Lynch (“Belas e Perseguidas”) e o mexicano Eugenio Derbez (“Não Aceitamos Devoluções”). O roteiro é de Randy Brown (“Curvas da Vida”), a direção da mexicana Patricia Riggen (“Os 33”) e os produtores são os mesmos de “O Céu É de Verdade”, outro filme de criança que dizia ter falado com Deus. Nunca é demais lembrar que a história real anterior também veio de um livro escrito por um pai aflito. Um terceiro menino milagroso, de outro best-seller religioso, escrito por mais um pai de olho no filão lucrativo, já tornou público o fato de que crianças mentem – algo que Fellini já demonstrara em “A Doce Vida” (1960). A estreia da nova “história real” de milagre infantil está marcada para 21 de abril no Brasil.
Jornal do Vaticano elogia vitória de Spotlight no Oscar 2016
O Oscar de “Spotlight: Segredos Revelados”, eleito Melhor Filme pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, foi aplaudido pelo Vaticano. O filme, que retratou os bastidores da investigação jornalística que denunciou o abuso sexual de crianças por padres nos EUA, mereceu um elogioso artigo publicado na terça-feira (1/3) no jornal do Vaticano, o L’Osservatore Romano. Assinado por Lucetta Scaraffia, a primeira mulher editora do jornal, o artigo inicia com uma reposta aos críticos do filme que o taxaram de “anticatólico”. Pelo contrário, Scaraffia diz que ele “dá voz ao choque e à profunda dor dos fiéis ao confrontarem a descoberta dessas terríveis realidades”. A única ressalva feita pela jornalista é reservada ao roteiro de Josh Singer, que não teria se debruçado sobre os esforços feitos para combater a pedofilia empreendidos por Joseph Ratzinger, tanto como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e como Papa Bento XVI. Ainda assim, o artigo reconhece que “um filme não é capaz de esgotar um assunto”. Quando os casos de pedofilia ocorridos em Boston vieram à tona, a Igreja Católica passou por uma crise de grandes dimensões, obrigando a instituição a mudar sua antiga postura leniente com relação aos sacerdotes acusados de crimes sexuais. Em abril de 2002, o então Papa João Paulo II convocou os 13 cardeais americanos para discutir o escândalo, quase quatro meses após publicação da primeira reportagem, em uma atitude sem precedentes. Anteriormente, ele apenas havia falado na necessidade de educar adequadamente os acusados de pedofilia. Scaraffia ecoa a visão oficial do Vaticano, classificando como “extremamente graves” os atos de pessoas vistas como representantes de Deus que “usam essa autoridade e prestígio para explorar os inocentes”. Ela termina seu artigo citando o discurso de agradecimento do produtor Michael Sugar, que conclamou nominalmente o Papa Francisco a “proteger as crianças e restaurar a fé”. Para a jornalista, o chamado de Sugar é positivo, pois seria um sinal de que ainda haveria confiança na instituição. Não é a primeira vez que a Igreja Católica se manifesta favoravelmente ao filme. Em fevereiro deste ano, o Arcebispo de Malta, Charles J. Scicluna, disse ao jornal italiano La Repubblica que “todos os bispos e cardeais devem assistir a este filme porque eles precisam entender que são as denúncias que vão salvar a Igreja, não a omerta”, referindo-se ao código de silêncio. Em uma crítica publicada pelo serviço de notícias católicas, o filme é caracterizado como “dolorosamente preciso” e com o poder de “educar espectadores católicos maduros”, ressaltando que a temática é forte e inadequada a menores de 17 anos. Em uma entrevista ao jornal católico “America”, o diretor e roteirista Tom McCarthy mostrou entusiasmo com o Papa Francisco, a quem chamou de progressista. No entanto, ele afirmou que ainda é cedo para saber a extensão das mudanças que ele será capaz de promover.
Os Dez Mandamentos já é a 3ª maior bilheteria brasileira de todos os tempos
“Os Dez Mandamentos – O Filme” atingiu 6,5 milhões de espectadores no país. Em quatro semanas em cartaz, o filme já rendeu R$ 60 milhões e segue firme entre os mais assistidos. A performance recordista deve lhe render não apenas a liderança das bilheterias brasileiras em 2016, mas destaque no ranking histórico de faturamento do país. A produção derivada da novela religiosa já é o terceiro filme brasileiro que mais vendeu ingressos em todos os tempos e o segundo maior sucesso nacional desde a chamada Retomada, que aconteceu em 1995, após a promulgação da Lei Rouanet de incentivo à cultura. O 1º lugar pertence a “Tropa de Elite 2” (2010), que teve 11,1 milhões de ingressos vendidos, seguido de perto pelo clássico “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), com 10,7 milhões.
Oficialmente “um fenômeno”, Deadpool quebra novo recorde de bilheteria nos EUA
O sucesso de “Deadpool” continua imbatível em seu segundo fim de semana em cartaz. O filme do super-herói desbocado não só se manteve em 1º lugar como também quebrou um novo recorde nos EUA, superando a arrecadação de US$ 200 milhões em seu nono dia de exibição, mais rapidamente que qualquer outra produção com classificação “R” (para maiores de 17 anos). Além disso, chegou quase a US$ 500 milhões em todo o mundo, o que o coloca no rumo de outro recorde, visando a maior bilheteria de um filme “R” em todos os tempos. O recordista mundial da categoria é “Matrix Reloaded”, que fez US$ 742,1 milhões em 2003. “‘Deadpool’ se tornou um fenômeno cultural”, conclamou o chefe de distribuição doméstica da Fox Chris Aronson, em entrevista ao site The Hollywood Reporter. “O público está repercutindo o filme em todo o planeta”. “Kung Fu Panda” também manteve sua posição, solidificado em 2º lugar. Em seu quarto fim de semana, o longa da DreamWorks Animation superou os US$ 100 milhões nos EUA, mas já encontra pela frente a concorrência de “Zootopia” em vários mercados internacionais. A nova animação da Disney saiu na frente em diversos países, já batendo recorde de arrecadação do estúdio na França, antes de chegar aos EUA – e no Brasil – em março. Com isso, as três estreias amplas da semana replicaram os desempenhos modestos dos lançamentos da semana passada, acomodando-se entre o 3º e o 6º lugares. Na luta direta entre Deus e o diabo, o vencedor foi “Ressurreição”, épico religioso sobre a busca dos romanos pelo cadáver desaparecido de Jesus Cristo, que faturou US$ 11,8 milhões (sobre um orçamento de produção de US$ 20 milhões). Enquanto isso, o terror “A Bruxa”, oficialmente endossado pelo Templo Satânico, fez US$ 3 milhões a menos. Porém, repercutiu muito mais. A obra foi adquirida no Festival de Sundance de 2015 por apenas US$ 1 milhão para ser lançado direto em VOD. Mas suas diversas premiações inspiraram uma mudança de planos, visando uma distribuição modesta nos cinemas, com pouca divulgação para manter um break even (ponto em que passa a dar lucro) na faixa de US$ 4 milhões. O resultado foi mais que o dobro. A estreia de US$ 8,6 milhões tornou-se, na verdade, a maior abertura da curta história do estúdio A24, inaugurado em 2013. O diabo também pareceu mais atraente para a crítica, que deu 88% de aprovação para “A Bruxa”, refletindo as conquistas da produção, como o prêmio de Melhor Direção para Robert Eggers em Sundance e vitórias em festivais como Londres, New Hampshire e Austin. O público, porém, discordou frontalmente, dando nota C- na pesquisa do CinemaScore – o que não é incomum entre filmes de terror que agradam a crítica. “Ressurreição”, por sua vez, converteu 59% da crítica, o que representa uma conquista significativa, já que críticos costumam ser avessos a filmes de temática religiosa. Isto o deixou praticamente empatado com a avaliação de “Race” (60%), a cinebiografia do atleta Jesse Owens, velocista negro que venceu a Olimpíada de Berlim sob o olhar perplexo de Adolph Hitler. Ambos, inclusive, foram bem aceitos pelo público, com notas A no CinemaScore. Mas o drama racial rendeu apenas US$ 7,6 milhões, abrindo em 6º lugar. BILHETERIA: TOP 10 EUA 1. Deadpool Fim de semana: US$ 55 milhões Total EUA: US$ 235,3 milhões Total Mundo: US$ 491,8 milhões 2. Kung Fu Panda 3 Fim de semana: US$ 12,5 milhões Total EUA: US$ 117,1 milhões Total Mundo: US$ 279,7 milhões 3. Ressurreição Fim de semana: US$ 11,8 milhões Total EUA: US$ 11,8 milhões Total Mundo: US$ 11,8 milhões 4. A Bruxa Fim de semana: US$ 8,6 milhões Total EUA: US$ 8,6 milhões Total Mundo: US$ 8,6 bilhões 5. Como Ser Solteira Fim de semana: US$ 8,2 milhões Total EUA: US$ 31,7 milhões Total Mundo: US$ 55,8 milhões 6. Race Fim de semana: US$ 7,2 milhões Total EUA: US$ 7,2 milhões Total Mundo: US$ 7,2 milhões 7. Zoolander 2 Fim de semana: US$ 5,5 milhões Total EUA: US$ 23,7 milhões Total Mundo: US$ 40,8 milhões 8. Star Wars: O Despertar da Força Fim de semana: US$ 3,83 milhões Total EUA: US$ 921,6 milhões Total Mundo: US$ 2 bilhões 9. O Regresso Fim de semana: US$ 3,8 milhões Total EUA: US$ 165,1 milhões Total Mundo: US$ 369,1 milhões 10. Ave, César Fim de semana: US$ 2,6 milhões Total EUA: US$ 26,1 milhões Total Mundo: US$ 31,9 milhões
Os Dez Mandamentos atinge 5 milhões de ingressos vendidos em 15 dias
O filme “Os Dez Mandamentos” atingiu a marca recorde de público de 5 milhões após 15 dias nas salas de cinema do país. Com isso, a versão condensada da novela da Record já empata com “2 Filhos de Francisco” (2005) como a terceira maior bilheteria do cinema brasileiro pós-Retomada (anos 1990), ficando atrás apenas de “E Se Eu Fosse Você” (2006) e “Tropa de Elite 2” (2010). Para superar o primeiro colocado, será preciso vender mais que o dobro do que já foi arrecadado até agora. O fenômeno “Tropa de Elite 2” foi assistido por cerca de 11 milhões de espectadores. “Os Dez Mandamentos” condensa e resume mais de 170 capítulos da novela escrita por Vivian de Oliveira e dirigida por Alexandre Avancini, que registrou a maior audiência da história da Record. O filme também registra o maior lançamento do cinema brasileiro, em 1,1 mil salas (um terço de todo o parque exibidor nacional), e, após sair de cartaz, será exibido primeiro no Telecine, canal pago do conglomerado de comunicações rival da Record, a Globo.
Seal vai viver Pôncio Pilatos em versão musical da Paixão de Cristo
O cantor Seal entrou para o elenco de “The Passion”, próximo musical da rede americana Fox, baseado na Paixão de Cristo. Segundo o site Variety, ele interpretará Pôncio Pilatos. Seal vai se juntar a um elenco multirracial, que destaca o latino de olhos azuis Jencarlos Canela (série “Telenovela”) como Jesus Cristo. No musical, ele será filho de uma loira, a cantora country Trisha Yearwood, no papel de Maria. Entre os discípulos, ainda se destacam o roqueiro Chris Daughtry (revelado em “American Idol”) como Judas e o cantor de pop latino Prince Royce como Pedro. Para completar, o comediante negro Tyler Perry (“Diário de uma Louca”) servirá como narrador da história. A ideia é transformar o sofrimento das últimas horas da vida de Jesus Cristo num passatempo divertido, cheio de músicas e danças. Com texto do Monty Python? Não, o roteiro está a cargo de Peter Barsocchini, especialista em musicais para pré-adolescentes, como os sucessos do Disney Channel “High School Musical” (2006) e “Summer Camp” (2010). A Fox se entusiasmou com a transmissão de especiais musicais após o sucesso de “Grease Live”, visto por 18 milhões de espectadores em 31 de janeiro. A rede também prepara uma versão televisiva de “Rocky Horror Picture Show” para o final de 2016. Por sua vez, a estreia de “The Passion” está marcada para 20 de março.
Revival: Diretor de A Culpa É das Estrelas prepara adaptação do novo livro sobrenatural de Stephen King
Pode não parecer por seu filme “A Culpa É das Estrelas”, mas o diretor Josh Boone é fã de terror. Seu próximo projeto será uma adaptação do romance sobrenatural “Revival”, de Stephen King, informou o site Variety. O próprio Boone já escreveu o roteiro, atraindo o interesse da Universal, que pode bancar a produção. Um dos mais recentes livros de King, publicado em 2014, “Revival” foi lançado no Brasil com o título original e segue um pregador que perde sua fé quando sua esposa e filho são mortos em um acidente. Ele logo se torna obcecado em encontrar o poder cura por meio da corrente elétrica, transformando-se num curandeiro. Um de seus primeiros milagres ajuda um jovem, que combate seus próprios demônios e é aliciado pelo pregador a auxiliá-lo em sua obsessão mortal. Trata-se da segunda adaptação de Boone para um romance de Stephen King. Ele escreveu o roteiro e pretende dirigir a adaptação do clássico best-seller “The Stand – A Dança da Morte”, mas a trama apocalíptica é tão ambiciosa que enfrenta diversos problemas, inclusive financeiros, para sair do papel. Além disso, ele também está envolvido na adaptação das “Crônicas Vampíricas” da escritora Anne Rice.
Os Dez Mandamentos bate recorde de bilheteria com cinemas vazios
O filme “Os Dez Mandamentos”, versão condensada da novela de mesmo nome, vendeu 2 milhões de ingressos em seus primeiros três dias, atingindo o faturamento de R$ 24,22 milhões. Os dados são da empresa ComScore e foram divulgados nesta segunda-feira (1/2). Assim, a novela da Record bateu “Tropa de Elite 2”, que detinha o recorde anterior de maior estreia nacional, com 1,2 milhões de ingressos vendidos em seu final de semana de estreia. Os números, por sinal, aproximam a produção televisiva de blockbusters americanos, como “Vingadores: Era de Ultron”, com 2,6 milhões de ingressos, e “Velozes e Furiosos 7”, 2,3 milhões em seus primeiros três dias. A produção tinha praticamente esgotado todos os ingressos em pré-venda – fala-se em 3 milhões de ingressos vendidos para as primeiras semanas. Mas o estímulo do marketing religioso, que incluiu, segundo levantamento do site UOL, compra em massa de entradas por integrantes da Igreja Universal, rendeu um fenômeno paradoxal: bilheterias esgotadas com salas vazias. O site da revista Veja também repercutiu o fato, encontrando diversos cinemas vazios em São Paulo, mesmo com todos os seus ingressos vendidos. “Se tem lugar? Tem todos, a sala está praticamente vazia”, disse um funcionário do Playarte Marabá, no centro da capital paulista, à Veja, arriscando, inclusive, sua interpretação para o fenômeno. “Os pastores compraram as lotações de ‘Os Dez Mandamentos’ e distribuíram para os fiéis, mas eles não estão vindo em massa, não. De tarde, aparece um pessoalzinho.” Em Recife, um único comprador adquiriu 22.700 ingressos de uma rede de cinemas para todas as sessões, em todos os horários do filme durante as duas primeiras semanas de exibição do longa na cidade. “Passamos uma manhã inteira imprimindo de uma vez só os 22 mil ingressos. Nunca tinha visto algo do tipo nos dez anos em que trabalho no cinema”, revelou o funcionário do cinema ao UOL, contando que o comprador seria alguém ligado à Universal e que teria dito que pretendia distribuir os ingressos. Ao UOL, a Igreja Universal disse não ter comprado ingressos. De acordo com a distribuidora Paris filmes, o lançamento de “Os Dez Mandamentos” em 1,1 mil cinemas (um terço de todo o parque exibidor nacional) alcançou média de 550 espectadores por sala. Mas, no humor das redes sociais, esta lotação é quase toda espiritual. “Só tinha anjinhos na plateia, por isso a gente não via”, escreveu no Twitter um dos espectadores de uma das sessões vazias. A Veja também apurou que o lançamento, com números de blockbuster, não gera filas em lugar nenhum, conforme acontece com as exibições de outros filmes de vendagem similar. LEIA TAMBÉM: Sucesso de Os Dez Mandamentos inspira o surgimento da Record Filmes O Telecine, canal pago da Globo, vai exibir Os Dez Mandamentos









