Elon Musk fez Twitter perder mais da metade de seu valor
O jornal americano New York Times teve acesso a um e-mail privado do bilionário Elon Musk, onde ele revela que o Twitter perdeu mais da metade de seu valor de mercado desde que o adquiriu. Esta seria, ao menos, sua avaliação pessoal. Segundo a reportagem, Musk afirma que o Twitter agora vale US$ 20 bilhões, um valor muito abaixo dos US$ 44 bilhões que ele desembolsou em outubro passado para comprar a plataforma. O e-mail foi enviado aos funcionários para anunciar um programa de remuneração em ações. Nele, Musk disse que o Twitter ainda está em má situação financeira, mesmo com demissões em massa e cortes de benefícios que reduziram o número de funcionários. Ele alegou que a empresa estava a quatro meses de ficar totalmente sem dinheiro, necessitando de mudanças urgentes. “O Twitter está sendo reformulado rapidamente”, escreveu Musk, acrescentando que a empresa deveria ser considerada “uma start-up inversa”. A descrição de “uma start-up inversa” virou piada e até o site de entretenimento Deadline entrou na zoação para citar um gracejo conhecido: “Como se faz uma pequena fortuna? Começa-se com uma grande”. Elon Musk said Twitter is now worth about $20 billion, according to an email he sent the company’s employees — a significant drop from the $44 billion that he paid to buy the social network in October. https://t.co/UguitAMz8j — The New York Times (@nytimes) March 26, 2023
Selena Gomez se torna primeira mulher com mais de 400 milhões de seguidores no Instagram
A atriz e cantora Selena Gomez atingiu uma nova marca histórica no Instagram, como a primeira mulher a ter mais de 400 milhões de seguidores na rede social. O recorde foi atingido poucas semanas após a artista se tornar a mulher mais seguida do Instagram — no final de fevereiro, ela ultrapassou Kylie Jenner, que atualmente tem 382 milhões de fãs virtuais. O mais curioso é que o recorde de Selena foi atingido no momento em que a estrela decidiu se distanciar da rede, postando em menor regularidade. A publicação mais recente da protagonista da série “Only Murders in the Building” já tem quatro dias: é uma sequência de fotos, na qual aparece sem maquiagem. Enquanto Selena é a mulher mais seguida da plataforma, o jogador de futebol Cristiano Ronaldo é o homem com mais seguidores da mídia. São nada menos que 562 milhões.
Regina Duarte se desculpa por vídeo xenófobo: “Não tenho embasamento suficiente”
A atriz Regina Duarte teve que se desculpar nesta quinta-feira (2/3) após compartilhar um vídeo xenófobo do vereador bolsonarista Sandro Fantinel, de Caxias do Sul, ao falar sobre a descoberta de escravidão forçada nas vinícolas da região. Segundo ele, a única cultura dos “baianos” escravizados nas vinícolas era “viver na praia tocando tambor”. “Produtores, vou dar um conselho a vocês: não contratem mais aquela gente lá de cima”, exclamou, criticando os escravos por não quererem escravidão. Nas redes sociais, a atriz bolsonarista se desculpou e afirmou que não tem “embasamento suficiente” para falar do assunto: “A partir das interpretações que fui recebendo a respeito do meu post com a fala do vereador Sandro Fantinel, tenho buscado mais informações sobre o caso das vinícolas gaúchas e volto agora para um pedido de desculpas por ter abordado um assunto de que não tenho embasamento suficiente. Quem me conhece e me segue aqui sabe que não seria nunca do meu feitio apoiar xenofobia, preconceito e injustiça social”, relatou Regina. A ex-secretária especial de Cultura relembrou sua trajetória de vida e fez questão de enfatizar que é filha de um nordestino. “Minha história tem mostrado que os brasileiros, para mim, são amados em sua totalidade e eu jamais me colocaria a favor de discriminações quanto aos meus irmãos nordestinos. Aproveito para lembrar aqui que sou filha de uma gaúcha e um cearense que criou sete filhos vindo de ‘pau de arara’ do Nordeste para o Rio de Janeiro para trabalhar”, pontuou. Regina disse que ao compartilhar o discurso do vereador queria propor uma discussão no seu perfil sobre xenofobia e leis trabalhistas. “Senti que era a fala de um agricultor defendendo seu trabalho de contribuir para diminuir o desemprego no país. Espero que a Justiça, na observância das leis trabalhistas, dê razão a quem merece. O mais importante agora é fazermos uso deste debate para buscar mais oportunidades de educação e consequente respeito aos produtores/agricultores e trabalhadores assalariados brasileiros”. Recentemente, o Instagram decidiu punir Regina Duarte pelo excesso de desinformação e mentiras publicadas em seu perfil. Após receber vários alertas de fake news em seus posts, a militante bolsonarista passou a merecer um aviso que alerta quem quiser segui-la que ela é uma fonte da desinformação. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Regina (@reginaduarte)
Instagram marca Regina Duarte como difusora de informações falsas
O Instagram decidiu punir Regina Duarte pelo excesso de desinformação e mentiras publicadas em seu perfil. Após receber vários alertas de fake news em seus posts, a militante bolsonarista passou a merecer um aviso de alerta da rede social. O aplicativo passou a emitir uma mensagem quando um usuário tenta segui-la. O aviso indaga se vale a pena seguir alguém que vem postando uma série de desinformações. “Tem certeza de que deseja seguir Regina Duarte?”, começa a mensagem. “Esta conta publicou repetidamente informações falsas que foram analisadas por verificadores de fatos independentes ou que eram contra nossas Diretrizes da Comunidade”. Uma de suas postagens mais recentes foi um vídeo do discurso xenófobo do vereador bolsonarista Sandro Fantinel, de Caxias do Sul, ao falar sobre a descoberta de escravidão forçada nas vinícolas da região. Segundo ele, a única cultura dos “baianos” escravizados nas vinícolas era “viver na praia tocando tambor”. “Produtores, vou dar um conselho a vocês: não contratem mais aquela gente lá de cima”, exclamou, criticando os escravos por não quererem escravidão.
Key Alves perde 300 mil seguidores nas redes sociais
Com fama de “pipoqueira”, a sister Key Alves está perdendo centenas de seguidores nas redes sociais após polêmicas. Até então, a jogadora de vôlei era tira como uma das favoritas do “BBB 23”. Key entrou no confinamento com cerca de 7 milhões de seguidores, chegando registrar 7,9 milhões no início desta semana. No entanto, o perfil marcou 300 mil admiradores a menos na manhã desta sexta-feira (24/2). A queda nos números de Key aconteceu após certos comportamentos tidos como inaceitáveis, como a traição com o ex-aliado Cristian Vanelli e a acusação de intolerância religiosa contra Fred Nicácio. Além disso, a sister criou o hábito de criticar os colegas do “BBB 23” apenas pelas costas, resultando no apelido de “Pipokey” nas redes sociais. Ela chegou a prometer briga com Larissa Santos, Bruna Griphao e MC Guimê, mas não cumpriu nenhuma delas até o momento. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por VEM ME BUSCAR HEBE (@vemebuscarhebe)
Selena Gomez vira mulher mais seguida do Instagram e se afasta das redes sociais
A cantora Selena Gomez voltou a ser a mulher com maior número de seguidores no Instagram. A estrela ultrapassou a marca dos 381 milhões, superando a socialite Kylie Jenner, que está com 380 milhões. Selena já tinha sido a pessoa mais seguida do Instagram entre 2016 e 2018, mas perdeu o trono quando se afastou das redes sociais devido a uma crise de lúpus e depressão. Na ocasião, foi superada pelo jogador de futebol Cristiano Ronaldo. O detalhe é que, após recuperar o trono, ela anunciou que vai se afastar novamente de todas as redes sociais. A decisão foi comunicada aos fãs durante uma live no TikTok – que já foi deletada – , num discurso que pode ter sido motivado por comentários sobre sua aparência. Recentemente, ela reclamou da fixação dos seguidores sobre seu peso. “Eu estou muito feliz. Sou muito abençoada. Tenho os melhores amigos e fãs no mundo. Amo quem eu sou, não ligo se sou gorda ou não. Vou tirar um tempo das redes sociais, porque isso é ridículo. Tenho 30 anos, sou velha demais para isso”, declarou. “Vou me afastar de tudo por um tempo, amo muito vocês. Vejo vocês em breve, só vou tirar um tempo de tudo. Tchau!”, completou. Em seguida, postou uma foto no Instagram, dizendo que já tinha a deletado antes, pois a pose era “um pouco demais”, mas decidiu postar assim mesmo porque estaria dando “um tempo no social” depois disso. Selena Gomez announces she’s taking a break from social media: “I’m gonna be taking a second from social media cause this is a little silly and I’m 30, I’m too old for this.” pic.twitter.com/LxWbSpxThj — Pop Base (@PopBase) February 23, 2023 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Selena Gomez (@selenagomez)
Britney Spears retorna revoltada ao Instagram: “Não, não estou surtando”
Britney Spears reativou seu Instagram e aproveitou o espaço para fazer uma nova crítica aos fãs. Nos últimos dias, após desativar sua conta na rede social, a cantora teve que receber a polícia em sua casa devido a várias ligações de emergência de admiradores preocupados com sua saúde mental. A ligação para a polícia do Condado de Ventura, na Califórnia, foi compartilhada no TikTok por um perfil com o nome de Josiah Sinanan. O vídeo mostra três fãs de Britney falando com as autoridades, estressadas por ela ter desativado o Instagram. De acordo com a polícia, a cantora não sofreu nenhum tipo de perigo. Revoltada com a situação, a dona do hit “Toxic” desabafou na internet: “Já que todos acham que conhecem minha história, pensem de novo!!! Um mero lado seu em um domingo não mostra o que acontece lá fora… (…) É o que é… Não, não estou surtando… sou quem sou e estou seguindo em frente minha vida. Eu nunca me senti melhor!!! Não, não sou esta ou aquela garota… sou River Red… e poder dar volume à minha voz em um mundo em que perdi os meus direitos por 15 anos… me dá uma oportunidade de ter sucesso!!!”, iniciou ela. “Ainda estou aprendendo essa coisa de não ter regras… não penso de maneira tão limitada. Me sinto mais jovem e maravilhada… infelizmente sou chata pra caramba e tomo chocolate quente a noite!!!”, relatou a popstar. “Esperei quase 15 anos para beber álcool apenas para perceber que odeio isso!!! Beber me deixa triste e me sinto inchada, embora a comida tenha um sabor melhor… Continue abençoado e motivado… Sente-se e fique humilde… E ah, prefiro mostrar a minha bunda!!! PS: Sim, tirei meu Instagram do ar e agora ele voltou porque eu posso!!!”, finalizou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por River Red (@britneyspears) Segundo a cantora, o principal motivo de ter se ausentado do Instagram foi o grande número de pessoas julgando seus vídeos de dança caseiros. É possível ler nos comentários várias pessoas a chamando de “louca”, o que obviamente incomodou a artista.
Paulo Betti se revolta com nova fake news de Regina Duarte
O ator Paulo Betti (“Tieta”) se revoltou de vez com a colega Regina Duarte (“Vale Tudo”), que está disparando notícias falsas e alegações infundadas em seu Instagram sobre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Na publicação mais recente, Regina criticou o governo petista por supostamente aumentar o auxílio reclusão para o valor de R$ 1.754,18. A declaração foi vista como um “desserviço”, já que a quantia segue limitada ao valor do salário mínimo desde 2019. “Ladrões, aproveitadores da boa fé de brasileiros honrados e trabalhadores. O do bandido foi aumentado, [mas] e o salário mínimo de gente do bem fica na mesma?”, esbravejou a atriz. Betti, por sua vez, ficou incomodado com as acusações inverídicas. “Fake! Regina, você não se envergonha de atrapalhar? Não ficou satisfeita com o vandalismo em Brasília?”, questionou a colega nos comentários. Vale ressaltar que a plataforma do Instagram já entrou em ação e, rapidamente, os verificadores de fatos alertaram que a postagem não se baseia em fatos reais. Esta já foi a segunda postagem de Regina marcada como notícia falsa pelo Instagram em 2023. A situação está tão grave que até a filha da atriz, Gabriela Duarte (“Por Amor”), tomou a decisão drástica de dar unfollow nas redes sociais da própria mãe. Na ocasião, ela ainda aproveitou para publicar um protesto contra os vândalos bolsonaristas.
Monark tem perfis no Twitter e Instagram derrubados por ordem judicial
O Youtuber Bruno Aiub, mais conhecido como Monark, teve os perfis de suas redes sociais derrubados por ordem judicial na sexta-feira (13/1). Além dele, também foram retidas as contas do deputado Nikolas Ferreira e da influencer de direita Barbara “Te Atualizei” Destefani. Os três disseminaram notícias falsas sobre as urnas eletrônicas e outras narrativas bolsonaristas, além de incentivarem os ataques terroristas contra os Três Poderes em Brasília. Durante os ataques de 8 de janeiro, Monark escreveu: “Eu sinto simpatia pelas pessoas que estão protestando, esse nosso estado é uma ditadura nefasta e autoritária, só roubam o povo. Algo deve ser feito, mas nossa classe política se provou covarde e conivente, com isso é normal o povo se sentir sem esperanças e rebelar”. Ele também culpou o STF pelas invasões. “A culpa disso que está acontecendo é do STF. Lembra do ‘perdeu mane’ [que] os caras esfregaram na cara de milhões de brasileiros que eles tão cagando pro povo. O resultado tá aí, caos social”. Depois de ver a dimensão da destruição, Monark buscou se distanciar do estrago que incentivou com sua retórica. “Quero deixar claro que eu não apoio a invasão, meus comentários tem como propósito apenas analisar e situação. Espero que todos os envolvidos voltem para suas casas em segurança, e que os atos de violência sejam punidos”. A conta do Twitter de Monark tinha 1,4 milhões de seguidores, enquanto no Instagram ele possuía 618 mil. Ambos os perfis tinham os selos de verificação das plataformas. Relacionadas Ele já tinha perdido seu canal no YouTube por decisão judicial em novembro. Antes disso, Monark perdeu sua participação no “Flow”. Durante uma edição do podcast que apresentava até o começo de 2022, ele defendeu a legalização do nazismo no Brasil. Foi expulso e emitiu um pedido de desculpas bizarro, alegando que estava bêbado. “Peço também um pouco de compreensão: são quatro horas de conversa e eu estava bêbado”, publicou na ocasião. Os outros influenciadores de direita que tiveram as contas retidas também fizeram postagens tendenciosas em relação à marcha da destruição em Brasília. As contas de Nikolas Ferreira já tinham sido bloqueadas em outra ocasião. Em novembro de 2022, ele perdeu o acesso temporariamente ao Twitter, Facebook e Instagram por compartilhar mentiras sobre o sistema eleitoral. Mas vale apontar que Nikolas não foi o único político a fazer publicações polêmicas sobre os atos golpistas. O The Intercept Brasil fez um levantamento que apontou 46 deputados federais eleitos em 2022 que incentivaram, defenderam ou mesmo buscaram justificar o terrorismo em Brasília.
Redes sociais são postas em cheque após atos terroristas de Brasília
Os ataques terroristas que ocorreram em Brasília no domingo (8/1) foram realizados com suporte das redes sociais. A convocação do atentado foi feita através do WhatsApp, Telegram, TikTok, Twitter, Instagram, YouTube e Facebook. Diante disso, a Meta, dona do Facebook, Whatsapp e Instagram, afirmou nesta segunda-feira (9/1) ter decidido remover todo “conteúdo que apoia ou elogia as ações [bolsonaristas/criminosas]”. “Estamos acompanhando ativamente a situação e continuaremos removendo conteúdo que viole nossas políticas”, declarou a empresa em comunicado oficial. Mas é por prever esse tipo de reação que os usuários de extrema-direita optam por serviços sem sede no Brasil. A maior parte de ação de domingo foi planejada em grupos do Telegram, que definiram datas, horários e rotas para a chegada das caravanas para o ataque. Num dos prints vazados, um financiador chegou a dizer que precisavam de “2 milhões de pessoas em Brasília”. O TikTok é outro recurso visado e já virou foco de denúncias de supostas fraudes eleitorais, que não aconteceram em nenhuma das votações brasileiras. Pesquisas pelo termo “bolsonaro” levam a vídeos negacionistas. No YouTube, canais que divulgam alegações de fraude eleitoral receberam dezenas de milhões de visualizações antes de domingo. A empresa do grupo Alphabet (Google) prefere manter o conteúdo, mas desmonetizar seus propagadores, evitando que lucrem com golpismo. Até o canal da Jovem Pan foi demonetizado. Usando livremente as redes sociais, influenciadores que negam os resultados das eleições presidenciais do país usaram uma frase específica para convocar “patriotas” para o vandalismo, convidando-os para a “Festa da Selma” – ajustando a palavra “selva”, um termo militar para grito de guerra, na esperança de evitar a detecção das autoridades brasileiras. O extremismo nas redes é tão brutal que, no Telegram, um vídeo pedindo que patriotas assassinassem os filhos de esquerdistas do país chegou a viralizar. Os casos estão fazendo os próprios algoritmos das redes serem questionados. Visando aumentar engajamento, eles privilegiam assuntos polêmicos e seguem direcionando os usuários para grupos que questionam a integridade das eleições e pedem golpe militar. A Meta, aparentemente, está ciente do problema. “Antes da eleição, nós entendemos o Brasil como um local de alto risco temporário e estivemos removendo os conteúdos que incentivam o uso de armas ou a invasão ao Congresso, ao Palácio presidencial e outros prédios federais”, declarou a plataforma. O Twitter, porém, vai na direção oposta. Elon Musk, seu novo proprietário, chegou a dizer que foi sensibilizado por extremistas a acreditar que “o pessoal do Twitter tenha dado preferência a candidatos de esquerda”. Para piorar, o jornal americano Washington Post apurou que ele demitiu, após os atos terroristas de domingo, os poucos responsáveis pela moderação de conteúdo da rede social no Brasil. A revista Exame confirmou pelo menos 10 demissões nesta segunda (9/1). Reflexo dessas atitudes, os negacionistas das eleições brasileiras tem aumentado seu número de seguidores no Twitter, de acordo com uma análise do Rest Of World, uma organização jornalística sem fins lucrativos. Apesar disso, a Justiça segue derrubando perfis na plataforma, denunciados por difundirem teorias conspiratórias e fomentarem o golpismo no país. Nesta segunda (9/1), os extremistas começaram a tentar emplacar uma contranarrativa com a ajuda das redes, que culpa o governo Lula e petistas por se infiltrarem nas “manifestações pacíficas” e causarem a destruição vista no domingo, visando virar o país contra os apoiadores de Bolsonaro. O Washington Post viu paralelos nessa iniciativa com a insurreição de 6 de janeiro de 2021 nos EUA, “quando muitos apoiadores de Trump culparam ativistas de esquerda pela violência”. A diferença no Brasil é que os terroristas se filmaram cometendo os atos de barbárie e publicaram em suas redes sociais, demonstrando claramente o que fizeram. Um desses autoproclamados “patriotas”, inclusive, defecou num dos símbolos da Pátria. Por outro lado, Jiore Craig, que dirige pesquisas eleitorais para o Institute for Strategic Dialogue, um think tank com sede em Londres que rastreia a desinformação online, acredita que o Brasil enfrenta um problema de disseminação epidêmica de fake news. “Elas não se concentram num lugar específico como nos EUA”, disse Craig para a Bloomberg, lembrando o uso do Facebook para sabotar Hilary Clinton, e do Twitter para espalhar hashtags em inglês como #StopTheSteal. “Grande parte da atividade é multiplataforma”, ele explicou, citando que grupos de Whatsapp e Telegram incluem vídeos do YouTube e do TikTok. “Em um lugar, você pode ver a narrativa e no outro você amplifica a narrativa. Derrubar um não derruba o outro.”
Constantino, Fiúza e Paulo Figueiredo são banidos das redes sociais em todo o mundo
Os bolsonaristas Rodrigo Constantino, Guilherme Fiúza e Paulo Figueiredo Filho foram banidos do YouTube, Facebook e Instagram em todo o mundo. Além disso, seguem com acesso barrado no X (antigo Twitter) em território brasileiro. Segundo a CNN, a decisão teria partido do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes em inquérito sigiloso, que investiga os três por divulgação de discurso de ódio e antidemocrático. Ex-comentaristas da Jovem Pan, eles disseminaram informações falsas sobre a Covid-19 e endossaram ataques contra o Tribunal Superior Eleitoral e o sistema eleitoral brasileiro. Paulo Figueiredo chegou a relatar na quarta-feira (4/1), que teve suas contas bancárias no Brasil bloqueadas e seu passaporte cancelado.
Monark dá “solução” para violência contra mulheres e revolta internautas
O Youtuber Bruno Aiub, mais conhecido como Monark, voltou a ser detonado na quinta-feira (5/1) nas redes sociais após disparar novas declarações absurdas. Pelo Twitter, o ex-“Flow” sugeriu que as mulheres deveriam ter um treinamento armamentista para evitar os casos de violência. O criador de conteúdo, que escandalizou o país no ano passado ao defender a legalização do partido nazista brasileiro, sugeriu que as próprias vítimas deveriam combater os diversos ataques, livrando os homens de aprender a respeitar o corpo alheio. “Toda mulher deveria ter e andar com uma arma na rua, deveriam ser treinadas aos 17 anos a atirar. Aí queria ver homem merda fazer alguma coisa”, afirmou. O público se indignou com o comentário de Monark pelos mais variados motivos. “Monark, qual seria a solução pra mim que sofri abuso sexual aos 9 anos? O treinamento deveria ser mais cedo? Ironizou a ex-nadadora Joanna Maranhão. Na sequência, a pesquisadora Bia Pontes retrucou dizendo que o desrespeito com mulheres se tornou parte da cultura brasileira. “Você defende que se mate o indivíduo, mas que a cultura permaneça, é isso? Calado é um poeta. Homens devem ser ensinados a respeitar”, escreveu. “Pô, Monark. Defender que a mulher tenha o direito a se armar é uma coisa, mas quem deveria ser ‘treinado’ desde adolescente a respeitar o corpo alheio são os homens, né? Pelo amor de Deus”, disse o jornalista Sam Pancher. Horas mais tarde, o “intelectual e historiador” ainda declarou que o Brasil ainda vive uma ditadura. “Muito loco pensar que em pleno 2023 nós vivemos em uma ditadura, com censura, tortura, perseguição política, o amor realmente venceu”, afirmou. A vontade de manifestar opinião equivocada sobre praticamente tudo fez Monark ser expulso do programa “Flow” no começo de 2022, após defender a legalização do nazismo. Em sua defesa, alegou que estava bêbado. “Peço também um pouco de compreensão: são quatro horas de conversa e eu estava bêbado”, publicou na ocasião. Monark, qual Seria a solução pra mim que sofri abuso sexual aos 9? O treinamento deveria ser mais cedo? — Joanna Maranhão (@Jujuca1987) January 5, 2023 O desrespeito a mulher é uma cultura nesse país. Você defende que se mate o indivíduo mas que a cultura permaneça, é isso? Calado é um poeta. Homens devem ser ensinados a respeitar. — Bia Pontes (@beatrizpontesrj) January 5, 2023 Pô, Monark. Defender que a mulher tenha o direito a se armar é uma coisa, mas quem deveria ser “treinado” desde adolescente a respeitar o corpo alheio são os homens, né? Plmdds. — Samuel Pancher (@SamPancher) January 5, 2023
Após enquete com seguidores, Elon Musk anuncia que deixará cargo de CEO do Twitter
O bilionário Elon Musk, dono do Twitter, anunciou na noite de terça (20/12) que deixará o cargo de CEO da rede social assim que encontrar alguém para substituí-lo. “Vou renunciar ao cargo de CEO assim que encontrar alguém tolo o suficiente para aceitar o cargo! Depois disso, apenas executarei as equipes de software e servidores”, escreveu Musk no próprio Twitter. O anúncio foi feito após Musk publicar uma enquete questionando ao seguidores se ele devia deixar a chefia do Twitter. Foram computados mais de 17 milhões de votos, e 57,5% responderam “sim” à pergunta. No mês passado, Musk disse a um tribunal de Delaware que reduziria seu tempo no Twitter e eventualmente encontraria um novo líder para administrar a empresa de mídia social. A pesquisa ocorreu após Musk suspender perfis de jornalistas que o criticavam e proibir a promoção de outras empresas de mídia social e conteúdos que contenham links para concorrentes no Twitter. As duas decisões causaram muitas reclamações, e para completar o Twitter ainda corre o risco de receber sanções na Europa por atentar contra a liberdade de imprensa. A vice-presidente da Comissão Europeia, Vera Jourova, classificou as decisões do magnata como “preocupantes”, e lembrou em um tuite que há “linhas vermelhas” que não podem ser ultrapassadas. Foi além: ameaçou Musk “com sanções, em breve”. Sanções na União Europeia podem gerar enorme prejuízo para Musk e se estender a outros negócios do magnata, que negocia acordos comerciais com diversos países para seu programa espacial Space X. I will resign as CEO as soon as I find someone foolish enough to take the job! After that, I will just run the software & servers teams. — Elon Musk (@elonmusk) December 21, 2022










