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    Ninguém Tá Olhando e Órfãos da Terra vencem o Emmy Internacional

    23 de novembro de 2020 /

    A 48ª edição do Emmy Internacional, premiação voltada à produção televisiva mundial, consagrou em sua cerimônia de 2020, realizada nesta segunda (23/11) em Nova York, duas produções brasileiras: “Órfãos da Terra”, da TV Globo, venceu a categoria de Melhor Novela, enquanto a precocemente cancelada “Ninguém Tá Olhando”, da Netflix, foi eleita Melhor Série de Comédia. O cancelamento deixa a Netflix sem graça para comemorar a vitória, mas não seus criadores, o cineasta Daniel Rezende (“Bingo: O Rei das Manhãs”, “Turma da Mônica: Laços”), que também dirigiu episódios da atração, Teodoro Poppovic (“3%”) e Carolina Markowicz (“O Órfão”). Lançada em novembro do ano passado, a série destacava em seu elenco Kéfera Buchmann (“Eu Sou Mais Eu”), mas tinha como protagonista Victor Lamoglia (“Socorro, Virei uma Garota!”), como o mais novo integrante de uma repartição celestial dos anjos da guarda. Ou melhor, Angelus, que usam camisa e gravata para trabalhar e proteger os humanos. A trama mostrava um Céu burocratizado e a rebelião do anjo vivido por Lamoglia, que decide ignorar as regras do trabalho, que considera arbitrárias, para ajudar mais humanos que o permitido, entre eles a cativante Miriam (Kéfera), o veterinário Sandro (Leandro Ramos) e Richard (Projota), um homem que teve o coração partido. E assim sua atitude acaba contagiando outros anjos – como Julia Rabelo (“Porta dos Fundos”), Danilo de Moura (“Sequestro Relâmpago”), Augusto Madeira (“Bingo: O Rei das Manhãs”) e Telma Souza (“Ò Paí Ó”). Os produtores apostaram num elenco repleto de YouTubers – Kéfera Buchmann, Victor Lamoglia, Júlia Rabello e Leandro Ramos. Mas a Netflix não considerou que eles atraíam interesse suficiente para merecer investimento em sua continuação. Ao todo, o Brasil disputou sete prêmios no Emmy Internacional deste ano. Entre os cinco que bateram na trave, o destaque era Andréa Beltrão na vaga de Melhor Atriz por sua interpretação de Hebe Camargo em “Hebe – A Estrela do Brasil”, filme transformado em minissérie pela Globo. Mas a brasileira perdeu para uma veterana atriz britânica, Glenda Jackson, pelo telefilme “Elizabeth is Missing”. Outro filme que a Globo transformou em minissérie, “Elis – Viver é Melhor que Sonhar”, originalmente uma cinebiografia da cantora Elis Regina, também perdeu a disputa de sua categoria. O vencedor foi o telefilme “Responsible Child”, que também rendeu o prêmio de Melhor Ator para o menino Billy Barratt, de 13 anos. Ele superou o brasileiro Raphael Logam, que concorria por seu trabalho em “Impuros”. Fechando a participação de brasileiros no Emmy Internacional 2020, “Refavela 40” disputou o troféu de Melhor Programa de Arte, mas quem levou foi o francês “Vertige de la Chute”, enquanto “Canta Comigo” perdeu para o australiano “Old People’s Home for 4 Year Olds” na lista da categoria Entretenimento não-roteirizado. Confira abaixo a lista completa dos vencedores. Melhor Série de Drama “Delhi Crime” – Índia Melhor Série de Comédia “Ninguém tá Olhando” – Brasil Melhor Filme para TV / Minissérie “Responsible Child” – Reino Unido Melhor Ator Billy Barratt em “Responsible Child” – Reino Unido Melhor Atriz Glenda Jackson em “Elizabeth is Missing” – Reino Unido Melhor Série Curta “#martyisdead” – República Tcheca Melhor Novela “Órfãos da Terra” – Brasil Melhor Documentário “For Sama” – Reino Unido Melhor Entretenimento Não-roteirizado “Old People’s Home for 4 Year Olds” – Austrália Melhor Programa de Arte “Vertige de la Chute” (Ressaca) – França (VENCEDOR) Melhor Programa de Língua Estrangeira Exibido nos Estados Unidos “20th Annual Latin GRAMMY®? Awards” – Estados Unidos (VENCEDOR) “La Reina del Sur” – Estados Unidos

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  • Etc,  Filme,  TV

    Jonas Mello (1937 – 2020)

    19 de novembro de 2020 /

    O ator Jonas Mello, que participou de várias novelas e filmes clássicos, morreu na tarde de quarta (18/11), aos 83 anos, em seu apartamento no bairro de Santana, na Zona Norte de São Paulo. As informações foram confirmadas em uma publicação no Facebook do artista, feita por um amigo. A causa da morte, porém, ainda não foi divulgada. “Hoje infelizmente Jonas se foi, para tristeza de muitos. Fui seu amigo mais próximo nos últimos dez anos, pois me tornei seu ajudante para que entrasse no mundo digital, para que não ficasse parado no tempo. Tive o prazer de incluir ele no Facebook e ajudá-lo com seus e-mails”, escreveu Edson Brandão. Josefina Rodrigues de Mello, irmã do artista, disse à Agência Record que ele tinha uma rotina ativa e vivia sozinho. “Ele dirigia, fazia as compras, caminhava pelo bairro e estava bem para um senhor de 83 anos”, contou. Segundo ela, na tarde de ontem o ator ligou para um primo após passar mal. O parente foi até a casa e o encontrou morto na cama. O paulistano Jonas Mello estreou na TV em 1969, com “A Cabana do Pai Tomás”, da TV Globo, pouco depois de começar a carreira cinematográfica com “Hitler IIIº Mundo” (1968), de José Agripino de Paula, clássico do cinema marginal. No cinema, também atuou em “Um Anjo Mau” (1971), de Roberto Santos, “Nenê Bandalho” (1971), de Emilio Fontana, “A Carne” (1975) e “Passaporte para o Inferno” (1976), ambos de J. Marreco, e “Que Estranha Forma de Amar” (1977), do autor de novelas da Tupi Geraldo Vietri, além de produções mais recentes como “O Cangaceiro” (1997), de Anibal Massaini Neto, e o premiado “Um Céu de Estrelas” (1996), de Tata Amaral. Nos anos 1970, também fez novelas da Tupi e da Record, como “Os Inocentes”, “Os Deuses Estão Mortos”, “O Tempo Não Apaga” e “Sol Amarelo”, chegando a viver os papéis-títulos de “Meu Rico Português”, “Os Apóstolos de Judas” e “João Brasileiro, o Bom Baiano”, entre 1975 e 1978. Com a implosão da Tupi em 1980, Jonas foi para a Globo, onde continuou sua carreira de sucesso. Em dois anos de contrato, fez nada menos que cinco novelas, “Os Gigantes”, “Chega Mais”, “Coração Alado”, “Baila Comigo” e “Terras do Sem-Fim”. Mas, acostumado a ser protagonista, preferiu trocar papéis de coadjuvantes nas produções da emissora carioca por desempenhos mais destacados em produções paulistas do SBT, Band, Gazeta e TV Cultura. Sem exclusividade, ainda encaixou “Partido Alto”, da Globo, e o fenômeno “Dona Beja”, da Manchete, entre uma série de projetos de diversos canais. A carreira itinerante lhe permitiu atuar em “O Outro”, “Bambolê”, “Barriga de Aluguel” e “Vila Madalena” na Globo, “Mandacaru” na Manchete, “Dona Anja”, “Amor e Ódio” e “Canavial de Paixões” no SBT, “Estrela de Fogo” e “A Escrava Isaura”, na Record, entre muitos outros trabalhos. Seus últimos papéis o levaram de volta à Globo, com participações em “O Astro”, “Salve Jorge” e “Flor do Caribe”. Esta novela de 2013, por sinal, é atualmente reprisada na emissora. A Record emitiu uma nota de pesar: “Expressamos nossas condolências aos familiares, amigos e admiradores do talento deste profissional que ajudou a escrever a história da televisão brasileira.”

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  • Filme

    Juliana Knust tentará curar pandemia em série da Record

    18 de novembro de 2020 /

    A atriz Juliana Knust (de “Malhação” e “Apocalipse”) será a protagonista de “Ameaça Invisível”, série sobre uma nova pandemia, que a Record está desenvolvendo para 2021. De acordo com o colunista Fefito, a atriz interpretará Renata, uma médica empenhada em descobrir a cura para um misterioso vírus chamado Orto K9, que causa uma doença chamada “febre do gelo”. A personagem usará de métodos pouco convencionais e causará controvérsia. O elenco ainda destaca Zécarlos Machado (“Sessão de Terapia” como o chefe da médica. Alguns nomes que circulam na imprensa, ligados ao projeto, são Henri Pagnoncelli (“Apocalipse”), Nicola Siri (“Os Dias Eram Assim”), Dudu Pelizzari (“Negócio da China”), Ernani Moraes (“Carcereiros”), Vanessa Gerbelli (“A Divisão”), Paloma Bernardi (“Os Parças”), Laize Câmara (“A Força do Querer”), Daniel Erthal (“A Terra Prometida”) e Juan Alba (“Gostosas, Lindas e Sexies”). A produção também buscará atores em outros países, que gravariam suas participações remotamente, de suas casas, falando sobre os efeitos da doença no exterior. A trama foi desenvolvida por Ingrid Zavarezzi (“Malhação”) com colaboração de Vitor de Oliveira (“Jesus”) e terá ao todo 12 episódios. A ideia é, além de retratar uma pandemia global, contar uma história policial e de suspense. As gravações devem começar em breve com direção de Ajax Camacho (“O Rico e Lázaro”).

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  • Série

    Ameaça Invisível: Record fará série sobre pandemia

    14 de novembro de 2020 /

    A rede Record está desenvolvendo “Ameaça Invisível”, uma série de suspense sobre uma pandemia causada por um vírus misterioso. A trama foi desenvolvida por Ingrid Zavarezzi (“Malhação”) e Vitor de Oliveira (“Jesus”) e encontra-se em fase de escalação de elenco. Alguns nomes que circulam na imprensa, ligados ao projeto, são Henri Pagnoncelli (“Apocalipse”), Nicola Siri (“Os Dias Eram Assim”), Dudu Pelizzari (“Negócio da China”), Ernani Moraes (“Carcereiros”), Vanessa Gerbelli (“A Divisão”), Paloma Bernardi (“Os Parças”), Laize Câmara (“A Força do Querer”), Daniel Erthal (“A Terra Prometida”), Juan Alba (“Gostosas, Lindas e Sexies”) e Zécarlos Machado (“Sessão de Terapia”). Apesar do alinhamento do canal com o governo Bolsonaro, a pandemia da história não será retratada como uma “gripezinha” nem “conversinha”. Mas tampouco será a covid-19. Na trama, os personagens enfrentarão um vírus fictício chamado “Orto K9”, que causa uma doença chamada “febre do gelo”. A ideia é retratar uma pandemia global e, para isso, a produção buscará atores em outros países, que gravariam suas participações remotamente, de suas casas, falando sobre os efeitos da doença no exterior. Serão ao todo 12 episódios. As gravações devem começar no começo de 2021 com direção de Ajax Camacho (“O Rico e Lázaro”).

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  • TV

    Tom Veiga (1973 – 2020)

    1 de novembro de 2020 /

    O ator Tom Veiga, intérprete do Louro José no programa “Mais Você”, da TV Globo, morreu neste domingo (1/11) no Rio de Janeiro, aos 47 anos. Ele foi encontrado morto em sua casa na Barra da Tijuca. Segundo a 16ªDP do Rio, o caso está sendo investigado pela perícia e diligências estão em andamento. A apresentadora Ana Maria Braga manifestou-se nas redes sociais citando “fragilidade da vida” e “sem chão”. “Perdi meu parceiro de todo dia, meu amigo, meu filho. O Tom era um menino de sorriso solto, sempre alegre, com um humor único e talentoso demais. A fragilidade da vida nos pegou mais uma vez de surpresa e me deixou completamente sem chão. O momento agora é de oração”, escreveu ela em seu perfil no Instagram. Entre Record e Globo, Tom Veiga trabalhava há mais de 20 anos com Ana Maria. Em agosto do ano passado, a apresentadora celebrou a parceria de duas décadas e disse, na ocasião, que os dois nunca tinham brigado. Em março, Ana Maria Braga aproveitou o aniversário de Veiga para declarar que considerava o colega como um filho. “Parabéns pro meu filhote mais lindo, Louro José, que está fazendo aniversário hoje. Obrigada pela companhia, parceria, lealdade. A gente nunca ficou sem se falar por nenhuma razão. É uma das relações mais fantásticas da minha vida. Ele é irmão do meu papagaio que está lá na fazenda, que também é Louro José. É meu filho de penas”, disse ela. Veiga conheceu Ana Maria Braga em 1995, quando organizava feirinhas de artesanato onde a apresentadora ia para divulgar o “Note e Anote”, programa que ela comandava na TV Record. Convidado a integrar a equipe, ele aceitou e virou assistente de palco. O personagem Louro José foi criado por Ana Maria Braga naquele programa, dois anos depois. Ela queria um mascote que chamasse também a atenção das crianças, porque o “Note e Anote” começava logo após a programação infantil. “Precisava ser um bicho que falasse, que interagisse comigo, mas não podia ser cachorro, porque cachorro não fala, passarinho não fala. E, por eliminação, decidimos pelo papagaio. Eu tenho um em casa chamado Louro José. Ele fala e assobia o hino nacional. E eu disse: ‘Vamos pôr o Louro'”, ela contou ao site Memória Globo. Tom Veiga interpretou o Louro desde o começo. Ele trabalhava como assistente de estúdio do “Note e Anote” e, um dia, pegou o fantoche para brincar com seus colegas. Ana Maria Braga viu, gostou e pediu que ele interpretasse o papagaio ao vivo no dia seguinte. Ele nunca mais deixou de lado o fantoche e ainda apareceu como Louro José em outros programas, desde o “Fantástico” até séries como “A Mulher Invisível” (em 2011) e “Louco por Elas” (em 2012), além de uma novela, “Cheias de Charme” (também em 2012). Em 2017, Tom Veiga chegou a se afastar do programa depois de passar mal. Nas redes sociais, ele contou que passou por um cateterismo e foi internado no hospital Samaritano no Rio de Janeiro. Neste mês, ele anunciou o fim de seu casamento de oito meses com a investidora Cybelle Hermínio Costa. Anteriormente, ele foi casado com Alessandra Veiga, com quem teve uma filha. Eles terminaram em 2018 o casamento de 14 anos. Ver essa foto no Instagram Perdi meu parceiro de todo dia, meu amigo, meu filho. O Tom era um menino de sorriso solto, sempre alegre, com um humor único e talentoso demais. A fragilidade da vida nos pegou mais uma vez de surpresa e me deixou completamente sem chão. O momento agora é de oração. #tomveiga #lourojose #lourojoseoficial #anamariabraga #anamariabragaoficial Uma publicação compartilhada por Ana Maria Braga (@anamaria16) em 1 de Nov, 2020 às 2:17 PST

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  • Etc,  Filme,  Série,  TV

    Cecil Thiré (1943 – 2020)

    9 de outubro de 2020 /

    O ator Cecil Thiré morreu nesta sexta-feira (9/10), aos 77 anos, enquanto dormia em sua casa, no Rio de Janeiro. Filho da famosa atriz Tônia Carrero, ele enfrentava o Mal de Parkinson há alguns anos. Além de ser reconhecido como ator de novelas da Globo, especialmente por seus papéis de vilões, como Mário Liberato, em “Roda de Fogo” (1987), e Adalberto, em “A Próxima Vítima” (1995), Thiré também foi roteirista e diretor de diversas obras no cinema e no teatro. Nascido em 28 de maio de 1943, no Rio, Cecil Aldary Portocarrero Thiré foi o filho único do casamento entre Tônia Carrero e o artista plástico Carlos Arthur Thiré, e desde cedo seguiu a tradição artística da família. Sua estreia nas telas foi aos 9 anos, numa pequena participação no filme “Tico-Tico no Fubá”, sucesso musical de 1952 estrelado pela mãe. Sua carreira teve impulso durante o apogeu do Cinema Novo. Aos 19 anos, apareceu em dois segmentos do clássico “Cinco Vezes Favela” (1962). Aos 21, fez sua estreia atrás das câmeras, como assistente de direção de Ruy Guerra em “Os Fuzis” (1964), em que também atuou. Com 24, ganhou projeção internacional no filme “Arrastão” (1967), do francês Antoine d’Ormesson, e virou ator de novelas, no elenco de “Angústia de Amar” (1967), da TV Tupi. Ao chegar aos 25, tornou-se diretor de cinema, comandando o drama “O Diabo Mora no Sangue” (1968). Mas depois desse começo avassalador, o AI-5 mudou os rumos do cinema brasileiro e da maioria das pessoas que trabalhavam nele. Com a censura dos filmes de temática política e social, Cecil Thiré se reinventou como comediante. Integrou o programa humorístico “Balança Mas Não Cai” e ingressou nas pornochanchadas, que faziam sucesso na época, tanto como ator, em “Como Nos Livrar do Saco” (1973), “Ainda Agarro Esta Vizinha…” (1974) e “Eu Dou o que Ela Gosta” (1975), quanto como roteirista, do último filme citado e de “O Roubo das Calcinhas” (1975). Ele também escreveu o sucesso musical “Amante Latino” (1979), estrelado pelo cantor Sidney Magal, enquanto se dedicava, ao mesmo tempo, ao teatro e à televisão. Sua primeira experiência como diretor de teatro foi em 1971, numa montagem de “Casa de Bonecas”, de Henrik Ibsen, e em 1975 recebeu o Prêmio Molière por sua montagem da peça “A Noite dos Campeões”, de Jason Miller. Ao ingressar na Globo, deu vazão ainda maior à sua versatilidade. Após se destacar como ator de novelas – em “O Espigão” (1974) e “Escalada” (1975) – , começou a aparecer em humorísticos, como “Planeta dos Homens” (a partir de 1976), o que o aproximou de Jô Soares e lhe abriu novos caminhos. Quando Jô Soares ganhou seu próprio programa, “Viva o Gordo”, em 1981, Thiré virou diretor de TV. Depois disso, passou a se alternar na frente e atrás das câmeras, inclusive em novelas. Ele estrelou “Sol de Verão” (1982), “Champanhe” (1983), “Roda de Fogo” (1987), “Top Model” (1989), “Renascer” (1993), “A Próxima Vítima” (1995), “Celebridade” (2003) e dirigiu “Sassaricando” (1987), “Araponga” (1990) e episódios de “Você Decide” e “Sai Debaixo”, além de ter ido para Portugal com sua mãe, para dirigi-la na série “Cupido Electrónico”, em 1993. Mesmo com tanto trabalho, sempre reservou espaço na agenda para o cinema, atuando em filmes famosos, como “Luz del Fuego” (1982), de David Neves, “A Bela Palomera” (1988), de Ruy Guerra, “Forever – Juntos para Sempre” (1991), de Walter Hugo Khouri, “O Quatrilho” (1995), de Fábio Barreto, indicado ao Oscar, “Cronicamente Inviável” (2000), de Sergio Bianchi, “Sonhos Tropicais” (2001), de André Sturm, entre outros. Thiré chegou a viver o mesmo personagem, o Marechal Henrique Lott, na TV e no cinema, respectivamente na minissérie “JK” (2006) e no filme “Bela Noite para Voar” (2009), de Zelito Viana. Ainda apareceu em três novelas da Record, antes de se afastar das telas em 2013, após a novela “Máscaras” e a série “Se Eu Fosse Você”, ano em que também publicou o livro “A Carpintaria do Ator”, resultado de outra atividade paralela, ensinando o ofício da atuação. A doença o impediu de continuar em atividade. Durante a cerimônia de cremação da mãe, em março de 2018, seu estado de saúde chamou atenção, pela dificuldades demonstradas para andar e falar. Em um vídeo enviado pelo WhatsApp a pessoas próximas da família, a filha de Cecil, a atriz Luisa Thiré, disse: “Ele vai deixar muita saudade, porque papai foi um cara muito importante para a arte toda. Deixou muita coisa boa, muito aprendizado. Foi professor de muita gente, tanto de cinema quanto de teatro. Lembro de eu, pequena, entrando no Teatro Fênix, ele gravando o ‘Viva o Gordo’, e a claque inteira vindo falar comigo como papai era querido. Por onde andou, ele fez amigos de A a Z. Que ele descanse, porque ele merece. Esse final estava bem difícil”, contou a atriz. A família puxou o pai e a avó, com três dos quatro filhos de Thiré seguindo a carreira de atores: Luisa, Carlos e Miguel.

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  • TV

    Andrea Beltrão e programa do Gugu são indicados ao prêmio Emmy Internacional

    24 de setembro de 2020 /

    Os organizadores do Emmy Internacional divulgaram nesta quinta (24/9) os indicados nas 11 categorias de sua premiação em 2020. E há brasileiros em 7 das categorias em disputa. Andréa Beltrão puxa a lista na vaga de Melhor Atriz por sua interpretação de Hebe Camargo. Originalmente um filme, “Hebe – A Estrela do Brasil” foi transformado em minissérie pela Globo. Ela vai competir pelo prêmio com a veterana atriz britânica Glenda Jackson, a alemã Emma Bading e a malaia Yeo Yann Yann. Na seleção masculina, Raphael Logam voltou a aparecer como Melhor Ator por seu papel em “Impuros”, da Disney (Fox), esperando ter maior sorte que no ano passado, quando também foi indicado pela série. Outro filme que a Globo transformou em minissérie, “Elis – Viver é Melhor que Sonhar”, originalmente uma cinebiografia da cantora Elis Regina, foi selecionado como Melhor Minissérie (ou Filme feito para a TV). Já na categoria de Melhor Comédia apareceu “Ninguém Tá Olhando”, uma produção do cineasta Daniel Rezende (“Turma da Mônica – Laços”) sobre anjos ruivos, que foi rapidamente cancelada pela Netflix. As demais produções brasileiras da lista são “Órfãos da Terra”, da Globo, como Melhor Telenovela, “Cante Comigo”, competição da Record apresentada por Gugu Liberato até sua morte, como Melhor Programa de Entretenimento Sem Roteiro, e “Refavela 40”, da HBO, sobre o impacto cultural do disco “Refavela”, de Gilberto Gil, como Melhor Programa Artístico. A premiação, que reúne produções de diversos países, terá seus vencedores anunciados em 23 de novembro, numa cerimônia em Nova York, nos Estados Unidos. Veja abaixo a lista completa dos indicados. Melhor Drama Charité 2 – Alemanha Criminal UK – Reino Unido Delhi Crime – Índia O Jardim de Bronze – Argentina Melhor Comédia Back to Life – Reino Unido Fifty – Israel Four More Shots Please – India Ninguém Tá Olhando – Brasil Melhor Minissérie ou Filme para TV L’Effondrement (The Collapse) – França Elis – Viver é Melhor que Sonhar – Brasil The Festival of the Little Gods – Japão Responsible Child – Reino Unido Melhor Ator Billy Barratt (Responsible Child) – Reino Unido Guido Caprino (1994) – Itália Raphael Logam (Impuros) – Brasil Arjun Mathur (Made in Heaven) – Índia Melhor Atriz Emma Bading (Play) – Alemanha Andrea Beltrão (Hebe) – Brasil Glenda Jackson (Elizabeth is Missing) – Reino Unido Yeo Yann Yann (Invisible Stories) – Singapura Melhor Novela Chen Xi Yuan (Love And Destiny) – China Na Corda Bamba – Portugal Órfãos da Terra – Brasil Pequeña Victoria – Argentina Melhor Programa de Arte Jake and Charice – Japão Refavela 40 – Brasil Vertige de la Chute (Ressaca) – França Why do We Dance? – Reino Unido Melhor Documentário El Testigo – Colômbia For Sama – Reino Unido Granni-E-minem – Coreia do Sul Terug naar Rwanda – Bélgica Melhor Programa de Entretenimento Não Roteirizado Canta Comigo – Brasil Folkeopplysningen – Noruega MasterChef Tailândia – Tailândia Old People’s Home for 4 Year Olds – Austrália Melhor Série Curta Content – Australia #martyisdead – República Tcheca Mil Manos por Argentina – Argentina People Like Us – Singapura Programa de Língua Estrangeira exibido nos Estados Unidos 20th Annual Latin GRAMMY®? Awards A Rainha do Tráfico No te Puedes Esconder Preso No.1

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    Guerra Cultural: Bolsonaro nomeia pastor e diretora de festival cristão para a Ancine

    21 de fevereiro de 2020 /

    Jair Bolsonaro costuma repetir, nos mais de 40 eventos evangélicos que frequentou desde que assumiu a presidência da República, que o Estado é laico, mas ele é cristão. Mas com cada vez mais nomeações de cristãos e servidores “terrivelmente evangélicos” para cargos estratégicos, a linha que separa a atividade estatal da religião começa a se dissipar. Nesta sexta (21/2), o presidente nomeou um pastor e uma diretora de festival de cinema cristão para integrar a diretoria da Ancine. As indicações foram publicadas no Diário Oficial da União e agora o Senado precisa avaliar e aprovar os nomes de Edilásio Santana Barra Júnior e Verônica Brendler. Edilásio Barra, o “pastor Tutuca”, já faz parte dos quadros da Ancine. Em 2019, ele assumiu a Superintendência de Desenvolvimento Econômico da Ancine, responsável pela gestão do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), a verba que responde pela principal fonte de fomento à produção de cinema no país, e que se encontra congelada desde que Bolsonaro foi eleito. Ele também é apresentador de TV e bispo da Igreja Continental do Amor de Jesus. Verônica Brendler é produtora cultural e diretora do Festival Internacional de Cinema Cristão. Em seu currículo, ela cita “mais de 80 projetos aprovados pela Rei Rouanet”, além de ter realizado a 1ª Mostra de Cinema Cristão, dirigir a Escola de Cinema Cristão e organizar 30 encontros de cineastas cristãos. As indicações fazem parte do projeto de instalar “filtros” na liberação de verbas para a aprovação de filmes e séries no Brasil, anunciado por Bolsonaro no ano passado. Bolsonaro já tinha posicionado peça importante na nova orientação que pretende impor ao cinema brasileiro ao nomear Hiran Silveira, um diretor da rede Record, braço televisivo da Igreja Universal, para o comitê que administra o caixa do FSA. Seria uma forma “malandra” de driblar a Constituição, que estabelece que o presidente pode ser cristão, mas o Estado não. Na prática, porém, o Estado deixa de ser laico quando regras religiosas passam a determinar a produção cultural de um país, estabelecendo que tipo de conteúdo é incentivado e, consequentemente, o que será vetado.

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    Guerra Cultural: Veto de Bolsonaro à Lei do Audiovisual é publicado no Diário Oficial

    30 de dezembro de 2019 /

    O veto integral da prorrogação do Recine (Regime Especial de Tributação para Desenvolvimento da Atividade de Exibição Cinematográfica) e incentivos fiscais da Lei do Audiovisual foi publicado nesta segunda-feira (30/12) no Diário Oficial da União. O projeto de lei foi aprovado na primeira metade de dezembro pelo Congresso Nacional e vetado na sexta (27/12) por Bolsonaro. O autor do projeto, o deputado Marcelo Calero (Cidadania-RJ), ex-ministro da Cultura, considerou a decisão um reflexo do “obscurantismo” do governo em relação à Cultura brasileira. “É inacreditável o obscurantismo do governo e a falta de visão da importância de uma indústria que gera mais de 300 mil empregos e responde por meio ponto percentual do PIB”, criticou o deputado em declaração para a imprensa, prometendo trabalhar para derrubar o veto no Congresso. “Todos os países desenvolvidos têm programas de incentivo, como forma de estímulo a um setor de relevância econômica e cultural. Trabalharemos pela derrubada desse absurdo veto”, disse ele. O veto de Bolsonaro prejudica principalmente cidades que poderiam receber salas de cinema. O parque exibidor nacional tem grande potencial, mas enorme déficit. Enquanto o mercado chinês estourou com incentivos, que multiplicaram as telas do país, Bolsonaro optou pelo inverso do “milagre chinês”, cortando a já pequena ajuda federal que incentivava a abertura de cinemas no Brasil. Criado em 2012, o Recine visa justamente a expansão e a modernização do parque cinematográfico. Graças ao Recine, o número de salas de exibição do país deu um salto quantificativo, chegando ao maior nível da série histórica, com 3.356 telas em 2018, superando o recorde anterior, de 3.276 salas em 1975, quando o Estado tinha maior presença no mercado, via a extinta Embrafilme. Deste total de 2018, 93 salas foram construídas com apoio no mecanismo. O mais importante é que 60 foram construídas em cidades do interior – da Bahia, de Pernambuco, de São Paulo, do Paraná, e do Rio de Janeiro – , muitas das quais não tinham acesso à programação de cinema até então. Isto porque o mecanismo, que oferece incentivos fiscais para abertura de novas salas, visa democratizar o circuito audiovisual, ainda muito restrito às grandes capitais brasileiras. As regiões Norte e Nordeste, além de cidades do interior com poucos ou nenhum cinema, recebem estímulos especiais para investimentos. Só em 2019, o programa destinou aproximadamente R$ 27 milhões em isenção fiscal para compra de bens, máquinas e equipamentos para a construção de novas salas. Dos R$ 11 milhões aprovados para a modernização de salas já existentes, a maior parte foi destinada à aquisição de equipamentos para acessibilidade a portadores de necessidades especiais. Ou seja, o Recine também é (era?) um programa de cidadania. Já os benefícios fiscais previstos na Lei do Audiovisual permitem que pessoas físicas e empresas possam deduzir do imposto de renda valores que financiem projetos de produções de filmes e séries. É “apoio indireto” porque permite que contribuintes tenham abatimento de imposto, ao direcionar recursos a projetos aprovados na Ancine. Para empresas, a dedução prevista é de até 4%, enquanto pessoas físicas podem abater até 6%. Além disso, o patrocinador pode associar sua imagem ao produto resultante do projeto fomentado. A Lei do Audiovisual difere dos mecanismos de “fomento direto”, nos quais a Ancine apoia projetos por meio de editais e seleções públicas, financiando a produção com as verbas do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual). Ao vetar a continuidade desses incentivos, Bolsonaro busca concentrar deliberadamente toda a verba do audiovisual no FSA, que é resultante de uma taxa (Condecine) cobrada diretamente do próprio setor – não é “dinheiro público”, na medida que não sai do orçamento federal para Educação, Saúde e oba-oba eleitoreiro, e sim de empresas de filmes, séries e telefonia – e funciona como uma espécie de imposto regulador do mercado. Bolsonaro já avisou que vai proibir que determinados filmes recebam verba do FSA, transformando esse mecanismo num instrumento de controle analógico à censura. Entre os alvos prioritários citados pelo presidente estariam filmes que contem “mentiras” sobre a ditadura, produções com temática LGBTQIA+, que foram atacadas em várias oportunidades, e provavelmente as produções da Globo, que o presidente considera sua inimiga pessoal. Para realizar esse controle, que ele já chamou de “filtros”, Bolsonaro colocou algumas peças importantes em lugares estratégicos, contando com a participação de um diretor da rede Record, braço televisivo da Igreja Universal, no comitê que administra o caixa do FSA, e de um pastor nomeado como diretor da Ancine, justamente na outra ponta da liberação da verba. Vale lembrar que, ao tomar conhecimento desse projeto em agosto passado, o então secretário da Cultura, Henrique Pires, demitiu-se e acusou o governo de planejar impor censura à expressão artística no Brasil por meio da implantação de “filtros” para a liberação de verbas e incentivos fiscais. Caso o Congresso derrube o novo veto, tornará mais difícil para Bolsonaro concentrar todo incentivo do audiovisual numa única “torneira”, que ele poderia fechar a seu bel prazer, deixando escorrer verba apenas para filmes evangélicos e de “educação moral e cívica”.

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    Guerra Cultural: Bolsonaro veta incentivos ao audiovisual brasileiro

    28 de dezembro de 2019 /

    O presidente Jair Bolsonaro vetou, na sexta-feira (27/12), o projeto de lei que prorrogaria até 2024 benefícios fiscais voltados ao audiovisual por meio do Recine (Regime Especial de Tributação para Desenvolvimento da Atividade de Exibição Cinematográfica) e a renovação da Lei do Audiovisual. A lei destinava incentivos fiscais à modernização e expansão de salas de cinema pelo país e também à produção cinematográfica e televisiva brasileira. De acordo com a Presidência, o veto ocorreu por uma questão técnica: faltou ao projeto esclarecer a fonte de custeio e os impactos orçamentários dos incentivos. O secretário do Audiovisual André Sturm afirma que o veto não tem relação com a guerra cultural levada adiante por Bolsonaro contra o audiovisual visual brasileiro, que se reflete em vários outros bloqueios que ele já realizou no setor, como a proibição de apoios estatais a festivais de cinema, suspensão de edital de produção de séries, eliminação de programas voltados à exportação de filmes e o congelamento total das verbas do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), que não foram liberadas durante todo o ano de 2019. Para ele, o veto foi “técnico”. “Garanto que não tem nada nisso”, disse Sturm para a imprensa. “Quando o Congresso aprova um benefício fiscal, ele tem que apontar de onde vem o dinheiro para custeá-lo, porque é uma receita a menos. Infelizmente, isso não foi feito, então o que acontece agora é que o projeto tem que voltar para o Congresso”, explicou. O projeto de lei foi aprovado pela Câmara dos Deputados no começo de dezembro e votado no último dia 12 pelo Senado, que também deu sinal verde para a prorrogação dos benefícios. O veto de Bolsonaro será agora analisado pelo Congresso, que pode derrubá-lo. Curiosamente, o veto acontece dois dias após Bolsonaro declarar que não poderia ficar vetando tudo que vem do Congresso. “Na elaboração de leis quem dá a última palavra sempre é o Congresso, ‘derrubando’ possíveis vetos. Não posso sempre dizer não ao Parlamento, pois estaria fechando as portas para qualquer entendimento”, falou o presidente na quarta-feira (25/12), como justificativa para aprovar vários pontos polêmicos do pacote anticrime, contrariando o ministro da Justiça Sergio Moro e, inclusive, criando despesa obrigatória (não discricionária) com a invenção do “juiz de garantias”. Na quinta (26/12), Bolsonaro também adiantou que pretende acabar com a Lei de Cota, que protege o cinema nacional da distribuição predadora dos blockbusters americanos, e que vai proibir que determinados filmes recebam verba do FSA, dinheiro que vem do próprio mercado audiovisual. Entre os alvos citados estariam filmes que contem “mentiras” sobre a ditadura. Mas também devem entrar na lista de censura federal as produções com temática LGBTQIA+, que foram atacadas em oportunidades anteriores por Bolsonaro, e as produções da Globo, que o presidente considera sua inimiga pessoal. Para realizar esse controle, que ele já chamou de “filtros”, Bolsonaro colocou algumas peças importantes em lugares estratégicos, contando com a participação de um diretor da rede Record, braço televisivo da Igreja Universal, no comitê que administra o caixa do FSA, e de um pastor nomeado como diretor da Ancine, justamente na outra ponta da liberação da verba. Vale lembrar que, ao tomar conhecimento desse projeto em agosto passado, o então secretário da Cultura, Henrique Pires, demitiu-se e acusou o governo de planejar impor censura à expressão artística no Brasil por meio da implantação de “filtros” para a liberação de verbas e incentivos fiscais. Caso o Congresso derrube o novo veto, tornará mais difícil para Bolsonaro exercer seu desejo imperial de censurar veladamente o audiovisual do país, prejudicar a Globo e trocar a atual produção premiada brasileira por filmes evangélicos e de “educação moral e cívica”.

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    Bolsonaro diz que Brasil não faz filme bom há muito tempo e vai proibir “mentiras” contra a ditadura

    27 de dezembro de 2019 /

    O presidente Jair Bolsonaro não poderia terminar o ano sem lançar um novo ataque verbal à indústria audiovisual brasileira, um de seus alvos favoritos em 2019 e uma das áreas em que o país têm maior reconhecimento internacional. Durante uma live realizada nesta quinta-feira (26/12), em vez de condenações ao ataque terrorista contra o grupo Porta dos Fundos, o presidente do Brasil preferiu questionar a qualidade da atual produção audiovisual brasileira e confirmou que vai acabar com a Cota de Tela para os filmes nacionais. A Cota de Tela evita que filmes estrangeiros façam ocupações predatórias nos cinemas e é uma das razões do sucesso dos mercados cinematográficos asiático e europeu. Nesta semana, Bolsonaro assinou o decreto que determina a cota anual de filmes nacionais que devem ser exibidos em 2020, após se omitir em 2019. Na live, ele falou que foi “a primeira e última vez”, confirmando planos de extinguir esse mecanismo importante do mercado. Para defender seu ponto de vista, Bolsonaro afirmou que a indústria cinematográfica brasileira não faz filmes que interessem à população, apenas “às minorias”, e ameaçou fazer “filmes diferentes dos que vinham sendo feitos”. “Obviamente que, fazendo bons filmes, não vamos precisar de cota mais. Há quanto tempo a gente não faz um bom filme, não é?”, perguntou, retoricamente, sugerindo que o cinema brasileiro não tem qualidade. “Não vou entrar nesse detalhe aqui”, encurtou. Ao cometer sua generalização, Bolsonaro inclui sem querer no pacote de filmes sem qualidade as cinebiografias de seu amigo, o bispo Edir Macedo, lançadas em duas partes no ano passado e neste ano. Será que seu canal de estimação, a TV Record, de propriedade de Macedo, ousará contestar declaração tão convicta? A verdade é que, apesar de Bolsonaro, que subestima e trata como inimiga a produção cultural, a qualidade do cinema brasileiro vive uma de suas fases de maior reconhecimento mundial. Em setembro passado, a mais tradicional revista de cinema do mundo, a francesa Cahiers du Cinema, dedicou uma edição especial aos filmes do país. Com capa para “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, a publicação fez um dossiê de 20 páginas sobre o cinema brasileiro atual. Chamando a atual geração de cineastas de a melhor do Brasil desde os movimentos do Cinema Novo e os ditos “marginais”, a revista lamentou que eles precisassem enfrentar o governo, em vez de receber apoio para levar sua arte ao resto do mundo. O cinema brasileiro é presença constante nos principais festivais do planeta e neste ano foi premiado duplamente no mais importante de todos, Cannes. “Bacurau” recebeu o Prêmio do Júri da Mostra Competitiva, e “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, venceu a mostra paralela Um Certo Olhar. Recentemente, “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu, tornou-se a primeira animação brasileira indicada ao Oscar. Regina Casé e Camila Márdila foram premiadas no Festival de Sundance, nos EUA, pelo desempenho dramático em “Que Horas Ela Volta”, de Anna Muylaert. Crítica publicada no jornal inglês The Guardian considerou “Arábia”, de João Dumans e Affonso Uchoa, vencedor do Festival de Brasília, como o “filme da década”. São muitas conquistas e realizações para ficar enumerando apenas para contestar quem deveria ser o maior porta-voz da cultura nacional. Bolsonaro jamais vai aceitar que o mundo o contrarie. Para ele, o cinema brasileiro é ruim e pronto. É ruim porque, segundo ele, não é educativo. “Vamos fazer filmes da história do Brasil, da nossa cultura e arte, que interessa a população como um todo e não as minorias”, o presidente descreveu. Pior que o Bolsonaro “crítico de cinema”, só o Bolsonaro “educador”, saudoso da época da Educação Moral e Cívica. Em sua live, ele vestiu a carapuça, prometendo reescrever a História do Brasil com a ajuda do cinema. Ele afirmou que não permitirá à indústria nacional fazer filmes que abordem a “questão da ideologia” e defendeu uma releitura do período da ditadura militar. Na avaliação dele, as produções sobre o assunto contam “mentiras” sobre o passado. “Os filmes que estamos fazendo a partir de agora não vai ter mais a questão de ideologia, aquelas mentiras todas de histórias passadas, falando do período de 1964 a 1985. É sempre fazendo a cabeça da população como se esse pessoal da esquerda foi o mais puro, ético e moral do mundo. E o resto como se fosse o resto”, afirmou, em seu português peculiar. E ainda provocou, com bordão: “Perderam!” Demonstrando sua mais completa desinformação sobre o tema, Bolsonaro acabou jogando uma casca de banana para escorrer por conta própria em suas generalizações. “Eu não quero citar aqui o nome de filmes [da última vez que citou, errou tudo] que eu peguei fazendo na Embrafilme no corrente ano. Eu tenho vergonha, vergonha de falar, então não vou falar o nome dos filmes… Mexe com religião, mexe com evangélico, com católico, mexe com criança, mexe com afro-descendente, mexe com pessoa deficiente e tudo com a questão de sexo no meio”. Apesar do tom escandaloso de falsa denúncia, títulos como “Os Bons Tempos Voltaram – Vamos Gozar Outra Vez”, “Senta no Meu que Eu Entro na Tua” e “Escola Penal de Meninas Violentadas” são dos tempos áureos da ditadura militar. Época, por sinal, da Embrafilme citada por Bolsonaro, que não fez nada no “corrente ano”, porque foi extinta por Fernando Collor de Mello… em 1990! A conclusão que se chega é que Bolsonaro não conhece absolutamente nada sobre o cinema brasileiro. Mas sempre é possível que o presidente do golden shower tenha deixado o ato falho escapar por saudosismo das ponochanchadas que se fazia durante a ditadura. Como já virou tradição, ele insiste que sua proibição seletiva de financiamento a determinados filmes não é censura. É irônico como tenta censurar até o uso da palavra censura. Para Bolsonaro, não é censura vetar aporte financeiro à realização de projetos que não rezem por sua cartilha. “Nós não estamos censurando nada. Quem quiser fazer filme, que faça. Mas com dinheiro próprio, não com dinheiro público”. Há, contudo, um – vamos chamar de – equívoco na definição da verba disponível para o financiamento audiovisual como “dinheiro público”. Afinal, trata-se de dinheiro da própria indústria do audiovisual. Não são pessoas físicas, mas empresas de cinema, TV e telefonia que alimentam o FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) por meio de uma taxa chamada Condecine, de onde sai o financiamento para novas produções. Na prática, funciona assim: filmes bem-sucedidas contribuem, por meio da taxa, para fomentar o mercado, fazendo com que as grandes bilheterias gerem investimento em conteúdo nacional, em vez de simplesmente remeterem todo o lucro para os EUA. Em suma, os recursos destinados ao setor se originam nele próprio, e não fatiam as verbas realmente públicas, destinadas para saúde, educação e campanhas milionárias dos políticos nacionais. Uma prática similar transformou a China numa potência cinematográfica mundial – ao sobretaxar os filmes americanos e cobrar em cada ingresso uma contribuição para a produção de novas obras chinesas. O que Bolsonaro defende é que o dinheiro arrecadado junto do mercado, via Condecine, não seja mais usado de forma democrática e isenta, por meio de critérios que muitas vezes vêm do próprio mercado. Criando dificuldades subjetivas, abrem-se oportunidades para a realização de desvios e favorecimentos. Por isso, é estratégico chamar o FSA de “dinheiro público” – isto é, do presidente, na visão autoritária da coisa pública. Afinal, se realmente quisesse impedir que o “dinheiro público” fosse gasto à toa com filmes, Bolsonaro poderia trocar a retórica pela extinção do Condecine. Simples assim. Em vez de partir para um corte – vamos chamar de – liberal extremo, o presidente sem partido prefere utilizar a verba disponível no FSA para realizar uma intervenção ideológica – outro nome para direcionamento sem critérios objetivos. Neste sentido, não deixa de ser uma grande coincidência esse tipo de inciativa se encaixar sob medida para privilegiar produções religiosas, como as da Record, empresa alinhada ideologicamente com Bolsonaro. Vamos chamar também de grande coincidência o fato de o governo, inclusive, já ter até incluído um representante da emissora no comitê que controla o caixa do FSA – o diretor da rede Record Hiran Silveira. Seguindo esse raciocínio, quem duvida que projetos da Globo, empresa rival da Record e que sofre ataques constantes de Bolsonaro, encontrem dificuldades – digamos – temáticas para ter acesso ao FSA, apesar de ser uma das empresas que mais contribui com pagamentos via taxa para o setor? Não se pode esquecer o contexto. O presidente já indicou que pretende dificultar até a renovação da concessão federal para a Globo continuar funcionando. A atual concessão vence em 2022 e “o processo tem que estar enxuto, tem que estar legal. Não vai ter jeitinho pra vocês, nem pra ninguém”, disse Bolsonaro em tom ameaçador, em vídeo gravado como reação à inclusão de seu nome numa reportagem do canal sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco. Ao final, a questão pode mesmo passar longe de uma visão peculiar do que seria cinema de qualidade. Como costuma dizer o próprio Bolsonaro, “não estou afirmando”, mas parece – parece! – muita fumaça para disfarçar um projeto autoritário de revanche e, em última instância, avanço sobre as verbas milionárias do audiovisual brasileiro – R$ 703 milhões em 2019, ainda não liberados.

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    Zilda Cardoso (1936 – 2019)

    20 de dezembro de 2019 /

    A atriz Zilda Cardoso, a eterna Catifunda de inúmeros programas humorísticos, morreu aos 83 anos. Ela morava sozinha e foi encontrada morta em sua cama, na manhã desta sexta-feira (20/12), pela diarista que cuidava de sua casa no bairro de Santa Cecília, em São Paulo. Zilda se tornou indissociável da Catifunda, após interpretar a personagem por meio século em vários programas humorísticos como “Praça da Alegria”, “Escolinha do Professor Raimundo” e “A Praça É Nossa”. Com forte sotaque da zona leste paulistana, Catifunda trazia sempre um charuto na mão e saudava os colegas com a expressão “Saravá!”. Mas a personagem não foi a primeira incursão de Zilda no humor. Ela estreou na TV em 1962, substituindo a atriz Eloísa Mafalda em um programa humorístico. No ano seguinte, conquistou o famoso (na época) Troféu Roquete Pinto na categoria Melhor Teleatriz Humorística. E logo ganhou seu próprio programa, “Zilda 23 Polegadas”, exibido entre 1962 e 1964 na TV Paulista. Após essa rápida ascensão, chamou atenção do produtor Manoel da Nóbrega, que a convidou a participar de seu programa “A Praça da Alegria”, na antiga TV Record (antes da Igreja Universal). Foi então que estourou com a Catifunda, a partir de 1964. Paralelamente, Zilda virou atriz de novelas, atuando em “Quatro Homens Juntos” (1965), “Mãos ao Ar” (1966) e “Meu Adorável Mendigo” (1973) na Record. Também estrelou dois filmes de Mazzaropi, “O Lamparina” (1964) e “Meu Japão Brasileiro” (1965), além de duas chanchadas tardias, “Golias Contra o Homem das Bolinhas” (1969), com Ronald Golias e Carlos Alberto da Nóbrega, e “Se Meu Dólar Falasse” (1970), com Dercy Gonçalves e Grande Otelo. Ela passou os anos 1980 no “A Praça É Nossa”, do SBT, indo para a Globo em 1990, como aluna da “Escolinha do Professor Raimundo”. A mudança foi bastante produtiva, pois a levou ainda a aparcer na série “Delegacia de Mulheres” e roubara cena na novela “Meu Bem, Meu Mal” como Elza, enfermeira de Dom Lázaro Venturini (Lima Duarte). Mas, apesar do sucesso da personagem, não foi convidada para novos papéis, despedindo-se uma década depois com uma pequena aparição num episódio de “Você Decide”. Recentemente, a Globo resgatou a “Escolinha”, substituindo todos os atores clássicos. Na nova versão, quem vive a personagem Catifunda é a humorista Dani Calabresa, que lamentou a morte de Zilda no Instagram. “Eu sinto que tenho uma ligação muito especial com ela”, declarou emocionada em um vídeo. “Eu fico muito honrada, muito feliz, de poder fazer a personagem que eu amava na TV, de ter essa personagem emprestada.”

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    Gugu Liberato (1959 – 2019)

    22 de novembro de 2019 /

    O apresentador de TV Gugu Liberato morreu nesta sexta-feira (22/11) aos 60 anos, após um acidente doméstico em sua casa, em Orlando, nos Estados Unidos, na última quarta-feira. Ele caiu de uma altura de quatro metros, enquanto tentava trocar o filtro do ar-condicionado em sua casa, e não resistiu aos ferimentos. No momento do acidente, estava acompanhado apenas de sua mulher, Rose Di Matteo. Filho de pais portugueses, Antônio Augusto Moraes Liberato, começou na televisão aos 14 anos como auxiliar de produção do Silvio Santos, à época na TV Globo. O jovem paulistano foi chamado por Silvio porque lhe escrevia cartas sugerindo programas. Sílvio Santos o transformou em apresentador ao assumir o controle de um canal de TV, a TVS, depois transformada na rede SBT, e Gugu mais que correspondeu, conquistando grandes audiências nas noites de sábados com seus programas “Viva a Noite” (1982-1992) e “Sabadão Sertanejo (1991-1996)”. Durante sua passagem pelo SBT, ele ajudou a promover a febre das boys band no Brasil, primeiro com o grupo porto-riquenho Menudos, depois com o similar nacional Dominó. Fez tanto sucesso que, no final dos anos 1980, recebeu uma oferta da Globo para assumir a programação dominical da emissora. Mas Silvio Santos interviu, oferecendo-lhe parte de seu horário de domingo, um grande aumento salarial e honorários de publicidade. Gugu passou a apresentar os quadros “Passa ou Repassa” e “Cidade contra Cidade” na faixa que até então era inteiramente comandada por Sílvio Santos, até assumir um programa próprio, “Domingo legal” (exibido até 2009) no SBT. Enquanto isso, Faustão foi contratado pela Globo e os programas dos dois protagonizaram uma das maiores guerras de audiência da década de 1990. Nos últimos anos, o apresentador tinha se mudado para a Record, onde estrelou “Gugu” (2015-2017) e atualmente comandava o reality “Power Couple Brasil” e o show de talentos “Canta Comigo”. Por conta de sua enorme popularidade com o público brasileiro, Gugu também acabou aparecendo em alguns filmes. E não foram poucos. Ele participou de sete longa-metragens, sempre de temática infantil. A estreia aconteceu em “Padre Pedro e a Revolta das Crianças” (1984) como coadjuvante de Pedro de Lara, jurado do “Show dos Calouros”, de Sílvio Santos. Mas, curiosamente, seus filmes seguintes foram todos com astros da Globo: três filmes dos Trapalhões (“Os Fantasmas Trapalhões”, “O Casamento dos Trapalhões”, “Os Trapalhões na Terra dos Monstros”), dois longas solo de Renato Aragão (“Uma Escola Atrapalhada” e “O Noviço Rebelde”) e uma produção da Xuxa (“Xuxa e os Duendes”), que foi seu último papel no cinema em 2001. O apresentador deixa três filhos, frutos do casamento com a médica Rose Miriam di Matteo: João Augusto, de 18 anos, e as filhas gêmeas, Marina e Sofia, de 15.

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