The Gifted: Série derivada dos X-Men será exibida com um dia de diferença no Brasil
A Fox anunciou a data de estreia da série “The Gifted”, derivada do universo dos “X-Men”, no Brasil. Composta por 13 episódios de uma hora, a série irá ocupar todas as noites de terça do canal pago a partir de outubro. A estreia foi programada para as 22h30 do dia 3 de outubro, um dia após o lançamento nos Estados Unidos, com um episódio dirigido pelo cineasta Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”). Singer é um dos produtores da atração, criada por Matt Nix (série “Burn Notice”). A série se passa numa realidade distópica, em que mutantes são caçados pelo governo americano, e gira em torno de uma família em fuga, após seus filhos manifestarem poderes. Perseguidos por uma equipe militarizada, eles encontram refúgio com um grupo de mutantes rebeldes, conhecidos dos quadrinhos dos X-Men. A família é formada por Amy Acker (série “Pessoa de Interesse/Person of Interest”) , Stephen Moyer (série “True Blood”) e os adolescentes Natalie Alyn Lind (série “The Goldbergs”) e Percy Hynes White (série “Between”). Já os super-heróis que os ajudam são Pássaro Trovejante (Blair Redford, da séries “The Lying Game”), Polaris (Emma Dumont, da série “Aquarius”), Blink (Jamie Chung, da série “Gotham”) e Eclipse (Sean Teale, da série “Reign”), único dos quatro que não existe nos quadrinhos. Mostrando que a expectativa da Fox é alta, o segundo episódio da série tem direção de outro cineasta: Len Wiseman (diretor e roteirista de “Anjos da Noite”). Ele também vai produzir a atração.
Valerian e a Cidade dos Mil Planetas é superficialmente deslumbrante
Luc Besson não é o melhor dos realizadores quando o assunto é roteiro, diálogos e dramaticidade. Mesmo quando faz filmes históricos, como foi o caso de “Joana D’Arc” (1999). Seu novo filme, “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” (2017) guarda parentesco com um de seus trabalhos mais marcantes, a aventura sci-fi “O Quinto Elemento” (1997), e é puro visual, a ponto de praticamente dispensar a trama. Vinte anos separam os dois filmes, mas há muito em comum neles, principalmente a ambição e o capricho na direção de arte de espaços inventados e incrivelmente belos e coloridos. E pode-se dizer isso num momento em que efeitos digitais raramente impressionam. O filme de Besson tem imagens tão espetaculares que nem mesmo os óculos escuros do 3D conseguem atrapalhar. Ao contrário, é um dos raros exemplares em que a tecnologia soma pontos ao filme. A produção mais cara da história do cinema europeu é uma adaptação dos quadrinhos franceses do herói espacial Valerian, criado em 1967, o ano mais lisérgico do século 20. Até por isso, o filme flui como uma espécie de viagem de ácido, gerando uma das mais bonitas e interessantes experiências sensoriais dos últimos anos. O problema é a dificuldade que Besson tem em transformar seus filmes em algo um pouco mais elaborado, no que diz respeito à construção dos personagens, aos diálogos (algumas vezes constrangedores) e à narrativa em si, que é bem problemática. Por isso, o melhor é se perder na viagem, compensando com a beleza da paisagem os inúmeros problemas da produção, que já começam com a escalação de Dane DeHann (“O Espetacular Homem-Aranha 2”) no papel-título, cuja personalidade sorumbática não combina com o personagem. Por outro lado, a modelo e atriz Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”) está muito bem como Laureline, a parceira do herói na aventura, que chega a eclipsar o protagonista com o charme, beleza e inteligência da personagem. Mas falta química à dupla. Um dos detalhes que mais chama a atenção em “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” é sua semelhança com o universo e trama de “Star Wars”. Entretanto, desta vez não se trata de plágio. Os quadrinhos de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières foram mesmo grande influência para a franquia de George Lucas. Há até mesmo um vilão parecidíssimo com Jabba the Hutt. Quanto às apontadas semelhanças dos Pearls com os Na’vi de “Avatar”, talvez isso tenha sido puramente acidental. Também se destaca a ação non-stop, que soma o gosto do próprio Besson pelo cinema de aventura hollywoodiano com o ritmo dos quadrinhos, que se caracterizam por dar pouco espaço para um respiro – no filme, os poucos momentos de tranquilidade são aqueles em que Valerian tenta convencer sua parceira Laureline a casar com ele. A ausência de uma construção narrativa satisfatória é compensada por essa bagunça de certa forma divertida, sustentada por um dos mais brilhantes trabalhos de direção de arte e efeitos visuais do cinema contemporâneo. O problema é que a produção dura duas horas e nem mesmo a paisagem mais linda do mundo é capaz de sustentar um fiapo de trama por tanto tempo.
Nova foto de Liga da Justiça junta Batman, Mulher-Maravilha e Flash
A Warner divulgou uma nova foto dos heróis “Liga da Justiça”. A imagem junta Batman (Ben Affleck), Mulher-Maravilha (Gal Gadot) e Flash (Ezra Miller), que encaram alguma ameaça do filme. Além deles, o grupo de super-heróis contará com Aquaman (Jason Momoa), Ciborgue (Ray Fisher) e Superman (Henry Cavill). Dirigido por Zack Snyder (“Batman vs. Superman”) e refeito por Joss Whedon (“Os Vingadores”), “Liga da Justiça” estreia em 16 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Heróis da Liga da Justiça ganham coleção de retratos
A Warner divulgou uma coleção de retratos dos heróis “Liga da Justiça”. As imagens sombrias são variações do pôster divulgado durante a Comic-Con Além das artes de fundo preto, que trazem Batman (Ben Affleck), Mulher-Maravilha (Gal Gadot), Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller) e Ciborgue (Ray Fisher), também há uma imagem clara que inclui pela primeira vez o Superman (Henry Cavill), que ainda não tinha aparecido nos pôsteres e vídeos da produção – porque supostamente “morreu” em “Batman vs. Superman”. Dirigido por Zack Snyder (“Batman vs. Superman”) e refeito por Joss Whedon (“Os Vingadores”), “Liga da Justiça” estreia em 16 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Adaptação do mangá A Lâmina do Imortal ganha trailer ultraviolento
A Magnet Releasing divulgou o trailer americano e ultraviolento de “Blade of the Immortal” (Mugen no jûnin), filme de número 100 da prolífica filmografia de Takashi Miike. Apesar de ser a adaptação de um mangá, lançado no Brasil como “A Lâmina do Imortal”, que inclusive rendeu série animada, a produção não é para crianças. Nisso, lembra o cultuado “Azumi” (2003). A versão de Miike exibe cada corte, jorro de sangue, amputação, decapitação e aleijamento resultante das lutas de espada. É quase um filme de terror, que não abre mão do humor negro desconsertante que os fãs do diretor aprenderam a apreciar. Na trama, baseada no mangá de Hiroaki Samura, Takuya Kimura (de “Patrulha Estelar”) vive Manji, um ás da espada amaldiçoado com a vida eterna, que por isso se torna imbatível em combate. Visando cumprir uma cota de mil mortes, ele atende ao apelo de uma jovem (Hanna Sugisaki, de “Bathroom Pieta”) para ajudá-la a se vingar do assassinato de sua família, iniciando com ela uma jornada sanguinária. “Blade of the Immortal” teve première mundial no Festival de Cannes deste ano, onde foi elogiadíssimo pela crítica internacional pela forma estilizada com que Miike orquestrou sua violência. O filme estreia em novembro nos Estados Unidos e não tem previsão para chegar ao Brasil.
Trailer da 3ª temporada de Legends of Tomorrow inclui César e circo
A rede CW divulgou um novo trailer da 3ª temporada de “Legends of Tomorrow”, que após recordar cenas dos últimos capítulos, mostra como os heróis tentarão restaurar a História, voltando a viajar no tempo para consertar os estragos que eles próprio causaram. Entre as aventuras temporais do novo ano, a prévia revela um encontro com Julio César (Simon Merrells, de “Spartacus”) e até um circo de P.T. Barnum (Billy Zane, de “Titanic”), além de uma inevitável citação a “O Exterminador do Futuro”. A 3ª temporada de “Legends of Tomorrow” estreia em 10 de outubro nos Estados Unidos. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Warner.
Após refilmagens, Joss Whedon ganha crédito de roteirista de Liga da Justiça
O estúdio Warner Bros. divulgou uma atualização da ficha técnica do filme da “Liga da Justiça”, que confirma rumores sobre os conflitos de autoria da produção. Como os fãs sabem, Joss Whedon assumiu a finalização das filmagens, após o diretor Zack Snyder se afastar da produção em decorrência do trágico suicídio de sua filha. Mas o trabalho foi muito mais extenso que o divulgado, com alterações significativas no roteiro, inclusão de cenas inéditas e refilmagens, além do acompanhamento da pós-produção, inclusive edição final. Apesar de toda essa trabalheira, Whedon não deverá receber créditos pela direção de “Liga da Justiça”. O motivo se deve tanto a uma preocupação em preservar Snyder quanto às regras do Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos, que buscam evitar justamente substituições no comando dos filmes. Em compensação, ele está sendo creditado como co-roteirista – além de receber um salário polpudo, é claro. Há precedentes. Tony Gilroy foi creditado como roteirista de “Rogue One: Uma História Star Wars”, após fazer exatamente o que Whedon está fazendo – só que, em seu caso, em suposto sigilo. Joss Whedon vai dividir os créditos de roteiro com Chris Terrio, o roteirista original. Fontes da Variety já tinham revelado que ele tinha reescrito o filme inteiro, do começo ao fim, ajustando o material anteriormente filmado. O estúdio teria gostado tanto de seu texto que topou estender as filmagens e estourar o orçamento. O cineasta é realmente reconhecido por escrever diálogos memoráveis, e teria criando várias passagens ao longo de todo o filme, para encaixar entre as cenas de ação filmadas por Snyder. Mesmo assim, a vontade de desconversar é maior do que admitir que houve uma intervenção. Durante a Comic-Con, o elenco fez de tudo para minimizar a extensão do trabalho. “São filmagens pequenas”, disse Ray Fisher, que interpreta Ciborgue, antes de acrescentar: “Zack escolheu um grande diretor para ajudar a aprimorar o filme para nós”. “Liga da Justiça” estreia em 16 de novembro no Brasil.
Atriz de Supernatural viverá filha de Damien Darhk em Legends of Tomorrow
A atriz Courtney Ford (séries “Dexter”, “True Blood” e “Supernatural”) terá um papel recorrente na 3ª temporada de “Legends of Tomorrow”. Segundo o site da revista Entertainment Weekly, ela viverá uma das principais antagonistas do grupo de heróis: a filha de Damien Darhk (Neal McDonough). Darhk tinha realmente uma filha em suas primeiras aparições na série “Arrow”. Mas era uma criança e se chamava Nora Darhk. A personagem de Ford, além de ser adulta, está sendo chamada de Eleanor. Mas pode muito bem ser a mesma pessoa, vinda do futuro e com um pseudônimo – vale lembrar que a série combina super-heróis e viagens no tempo. “Eleanor” será apresentada no quinto episódio da nova temporada e a EW a descreve como uma mulher inteligente e muito manipuladora, capaz de dizer às pessoas exatamente o que querem ouvir para ficar em vantagem. Apesar da aparência inocente, seria extremamente perigosa e possui um charme macabro, que lhe rende uma comparação à Wandinha Addams adulta. A escalação embute mais uma curiosidade. Courtney Ford é casada na vida real com o ator Brandon Routh, que interpreta Ray Palmer na série. E, aproveitando-se disto, a trama explorará uma atração do herói por Eleanor, apesar de suas maquinações maléficas. Ela não virá sozinha. Durante o evento semestral da TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA), o produtor Marc Guggenheim revelou que Neal McDonough voltaria a viver Darhk em “Legends of Tomorrow”. “Será o Darhk posterior à ‘Arrow’. Vamos encontrá-lo depois que ele é morto. Achamos uma forma divertida de trazê-lo de volta”, disse o produtor. Não só isso. Darhk voltará como líder de um novo grupo de supervilões, diferente da Legião do Mal recrutada por Zoom. A 3ª temporada de “Legends of Tomorrow” estreia em 10 de outubro nos Estados Unidos. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Warner.
Jared Leto estaria furioso com a ideia de um filme do Coringa com outro ator
As fontes anônimas que alimentaram o site The Hollywood Reporter com a informação de que Leonardo DiCaprio estaria cotado para estrelar um filme solo do Coringa podem ter conseguido seu objetivo. Várias publicações de fofoca – geeks e noveleiras – estão afirmando que o ator Jared Leto ficou irritadíssimo com os boatos. Segundo a própria reportagem do THR, Leto “deixou sua insatisfação clara sobre múltiplos Coringas com os agentes que o representam”, e uma agência rival estaria usando essa “falha” dos representantes do ator para tentar atraí-lo para sua lista de clientes. Ou seja, causa e efeito. Um boato bem plantado pode render negócios em Hollywood. Ou apenas outro boato refletindo o boato original. Fato ou invenção, o filme solo do Coringa não foi confirmado pela Warner, que, por outro lado, confirmou a produção de “Esquadrão Suicida 2” e “Coringa vs. Arlequina”, ambos com Leto no papel do Palhaço do Crime.
Leonardo DiCaprio estaria cotado para viver o Coringa em filme produzido por Martin Scorsese
Leonardo DiCaprio está sendo cotado para viver o Coringa no filme solo do vilão, informou o site da revista The Hollywood Reporter. A preferência teria relação com o produtor do longa, o cineasta Martin Scorsese, com quem DiCaprio já filmou cinco longa-metragens. Caso o boato se confirme, a contratação de DiCaprio mudaria toda a concepção conhecida da produção. Quando os planos da Warner Bros. vieram à tona, falava-se num ator mais jovem e que se encaixasse “dentro do orçamento” para um filme de origem. A trama do novo longa, ainda sem previsão de lançamento, seria passada em Gotham City durante os anos 1980. Mas vale observar que a notícia é especulativa e parte de uma teoria de conspiração de fonte anônima. Segundo a fonte informou e o THR publicou, sem destacar que é um rumor, a ideia de contratar Scorsese como produtor seria apenas uma artimanha para trazer DiCaprio a bordo. Detalhe: Scorsese não assinou (ainda?) contrato com o estúdio para participar do projeto. Além disso, apesar do nome de Scorsese estar em evidência, o cineasta contratado para comandar o longa, na verdade, é completamente diferente: Todd Phillips, diretor de comédias, mais conhecido pela franquia “Se Beber Não Case!”. Phillips também está escrevendo o roteiro, em parceria com Scott Silver (“8 Mile: Rua das Ilusões”). A notícia plantada pelo THR ainda insiste que o filme de Batman que Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: A Guerra”) irá dirigir não fará parte da continuidade do Universo DC e nem terá Ben Affleck no papel principal, afirmações já negadas oficialmente por todas as partes – Warner, Affleck e Reeves. A Warner tampouco se pronunciou sobre este filme do Coringa, que inauguraria um projeto de filmes de prestígio sobre os personagens da DC Comics, concebidos como as graphic novels da editora nos anos 1980, criadas por autores renomados e fora da cronologia das publicações convencionais. Desta forma, enquanto Jared Leto continuaria a ser o Coringa nos filmes do Universo DC – em “Esquadrão Suicida 2” e num longa sobre o Coringa e a Arlequina – , outro ator interpretaria o personagem neste projeto. Fontes anônimas tem tradição em causar polêmicas sobre projetos da Warner. Uma delas, inclusive, vociferou – e ganhou eco em grande parte da mídia – sobre como o estúdio considerava o filme da “Mulher-Maravilha” desastroso e um fracasso à espera da estreia. Uma mentira que ganhou repercussão da mídia geek. O THR tem seu próprio blog geek, chamado de Heat Vision, e é de lá que vem o novo rumor, que potencialmente criará problemas para o estúdio em relação a Jared Leto.
Ator de Piratas do Caribe vai viver Robin na série dos Novos Titãs
A série baseada nos quadrinhos dos Novos Titãs definiu o intérprete de Dick Grayson, o Robin original e fundador da primeira versão dos Titãs nas publicações da DC Comics. O ator australiano Brenton Thwaites (de “Deuses do Egito” e “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”) foi escalado no papel principal da produção. “Dick Grayson é um dos heróis mais importantes e icônicos no Universo da DC e não foi fácil encontrar seu intérprete, mas nós conseguimos. Brenton tem a profundidade emocional e a presença física do antigo protegido de Batman e do futuro líder dos Titãs. Temos sorte dele ter escolhido trazer seus talentos para este projeto e esse personagem”, disse Geoff Johns, presidente da DC Entertainment, em comunicado. O comunicado não explica se ele viverá Robin ou Asa Noturna em “Titans”. Querendo se distanciar de Batman e provar que não era mais um menino, ele assumiu a identidade de Asa Noturna nos anos 1980. A sinopse da série, por sinal, alude à este momento sem se aprofundar. Segundo o texto oficial da produção, série dos Titãs vai seguir um grupo de jovens super-heróis recrutados em todos os cantos do Universo DC Universe. A história gira em torno de Dick Grayson, que sai da sombra de Batman para se tornar o líder de um grupo destemido de novos heróis, incluindo Estelar (Anna Diop, da série “24: Legacy”), Ravena (Teagan Croft, da novela “Home and Away”) e outros. Com 28 anos, Thwaites é um pouco velho para viver o Robin de 13 anos (ou 16 anos, na revisão dos reboots) que formou a Turma Titã clássica, e até mesmo o Asa Noturna, que teria 21 anos na cronologia dos “Novos 52”. Fisicamente, ele também é bem diferente de Dick Grayson. Embora devesse ser, o ator não é o mais velho da equipe. A intérprete de Estelar estará com 30 anos quando a série for exibida. Para quem não lembra, Asa Noturna e Estelar formam um casal nos Novos Titãs. Thwaites é o segundo australiano do elenco. A primeira foi a atriz Teagan Croft, de apenas 13 anos, o que animou os fãs dos quadrinhos pela preocupação etária dos produtores, logo abandonada nas contratações seguintes. Intitulada “Titans”, a série está sendo desenvolvida por Akiva Goldsman, após escrever o pior de todos os “Transformers” e transformar “A Torre Negra” num fiasco, pontos baixos de uma carreira em franca decadência. Sua genialidade promete um novo fenômeno, desta vez em parceria com o produtor Greg Berlanti, responsável pelas séries de super-heróis da DC Comics na rede CW, e Geoff Johns, diretor da DC Entertainment e cocriador de “The Flash”. A participação de Berlanti, por exemplo, já garantiu que a ruiva Estelar seja interpretada por uma atriz negra, como é regra nas séries de super-heróis que ele produz – veja-se Jimmy Olsen, Miss Marte (ambos em “Supergirl”), Iris West e Kid Flash (em “The Flash”). A “Turma Titã” original foi criada pelo roteirista Bob Haney em 1964, quando ele juntou Robin, Kid Flash e Aqualad, os parceiros adolescentes (então com 13 anos) de Batman, Flash e Aquaman, numa mesma aventura. Foi um sucesso e eles voltaram a se reunir mais duas vezes antes de decidirem formar um grupo de heróis adolescentes para combater o crime, adotando o nome “Turma Titã”. Os Titãs clássicos também incluíam Ricardito e a Moça-Maravilha, que com o tempo viraram Arsenal e Troia. Robin também mudou sua identidade para Asa Noturna nos anos 1980, quando a própria Turma Titã virou os Novos Titãs, numa fase em que a equipe trazia ainda Ciborgue, Ravena, Estelar e Mutano. Mas as mudanças não acabaram ali. Quando novos membros deram origens a outras formações – e à Justiça Jovem – , a equipe original voltou a se reunir sob o nome simplificado de Titãs, o mesmo escolhido para a série. “Titans” será a segunda tentativa de transformar os heróis juvenis da DC Comics em série. O canal pago TNT chegou a encomendar um piloto, mas acabou rejeitando o projeto no ano passado. O roteirista, por sinal, era o mesmo Akiva Goldsman. Desta vez, a produção está sendo concebida para inaugurar a “Netflix” da DC Comics. Ainda não há previsão para a estreia da série ou do lançamento do serviço de streaming.
Atitude de Ed Skrein, que desistiu de filme para não viver papel asiático, chacoalha Hollywood
A decisão de Ed Skrein (“Deadpool”) de desistir de um papel no reboot de “Hellboy”, diante da reação das redes sociais à sua escalação como um personagem que originalmente era asiático nos quadrinhos, pode ter grande influência no futuro das adaptações cinematográficas. A revista Entertainment Weekly entrevistou alguns diretores de casting de Hollywood e verificou que a repercussão deve mudar o modo como o cinema escala seus atores. Skrein tinha sido contratado para viver o Major Ben Daimio, um personagem de descendência japonesa nos quadrinhos. Branco e britânico, ele não não tinha nada em comum com o papel e, ao entender a reação do público, percebeu que também estava tirando uma oportunidade de trabalho de um ator asiático – e papéis para asiáticos são bastante escassos em Hollywood. “É claro que a representação deste personagem de uma maneira culturalmente precisa tem significado para as pessoas, e vi que negligenciar essa responsabilidade continuaria uma tendência preocupante para obscurecer histórias e vozes de minorias étnicas nas Artes”, escreveu Skrein no Twitter, justificando sua decisão de abandonar o longa. “É nossa responsabilidade tomar decisões morais em tempos difíceis e dar voz à inclusão”. “Agora, acho que todos tiveram um chamado para despertar… Esta discussão é incrivelmente saudável, e acho que já foi muito adiada”, disse a diretora de casting Lucinda Syson, que escalou Skrein no papel principal de “Carga Explosiva: O Legado”(2015). “Ele vai ser sempre lembrado por simbolizar a representação autêntica na tela”, completou o diretor de casting Russell Boast (série “Chance”), que dirige o comitê de diversidade da Casting Society of America. “Eu acho que sua decisão vai ressoar com muitos atores que nunca pensaram em recusar papéis e protestar contra este jogo de embranquecimento que está sendo jogado”. O embranquecimento de personagens (whitewashing, em inglês) é um hábito histórico de Hollywood. Mas se no passado ninguém reclamava de ver Charleton Heston como um mexicano ou hebreu, nos últimos anos a autenticidade na representação étnica tem sido bastante cobrada. Escalações equivocadas não têm mais passado em branco, gerando reclamações cada vez mais barulhentas. Seja Emma Stone como uma personagem de ascendência chinesa em “Sob o Mesmo Céu” (2015) ou Scarlett Johansson interpretando o papel principal de “A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell” (2017), uma japonesa colocada dentro do corpo de uma mulher branca, literalmente apagando sua identidade cultural original. Entretanto, até Skrein tomar sua atitude, nenhum ator optou por se afastar desse tipo de papel, e os cineastas também aceitaram as escolhas de casting, argumentando com freqüência que Hollywood não tem estrelas de cinema asiáticas. De acordo com Julia Kim (“O Protetor”), uma rara diretora de casting asiática, a decisão de Skrein vai levar outros atores a refletirem se vale a pena se desgastar em defesa de sua escalação racialmente incorreta num filme. “Ele poderia ter realmente se beneficiado com um grande papel como esse em um grande filme. Mas também teria sido uma atenção negativa, e esta é uma atenção positiva… De certa forma, sua decisão transferiu a responsabilidade para os próprios atores e corrigiu o problema de dentro para fora. Isso define uma plataforma, que os outros atores podem ou não seguir, mas não terão mais como evitar”. Em outras palavras, a decisão de Skrein, juntamente com a explicação de sua atitude nas redes sociais, torna mais difícil para outros atores se defenderem diante de suas escalações equivocadas. Uma coisa é os fãs assinarem petições e criarem campanhas para a representação correta de personagens asiáticos ou de outras etnias no cinema. Outra bem diferente é quando um ator chama a responsabilidade para si e dá um exemplo. Isso também vale para os estúdios, especialmente os que estão por trás de franquias que podem perder fãs por insistirem no embranquecimento. Vale lembrar que até o produtor asiático Roy Lee chegou a defender a versão americana de “Death Note”, dizendo que a adaptação tinha transportado a trama para os Estados Unidos e, por isso, fazia sentido que o papel principal fosse interpretado por Nat Wolff. Entretanto, esta “adaptação” não tirou da trama o personagem de Ryuk, que é um shinigami, um espírito que só existe na cultura japonesa, e que foi interpretado por um ator branco, Willem Dafoe. Skrein já mudou a cabeça dos produtores de “Hellboy”, Larry Gordon e Lloyd Levin, que, se antes não viam problema em escalar um inglês como o Major Ben Daimio, agora divulgaram um comunicado afirmando que se comprometeriam a encontrar um ator asiático para o papel. “Não foi nossa intenção ser insensível às questões de autenticidade e etnia”, disseram eles, “e vamos procurar reformular a parte com um ator mais consistente com o personagem no material de origem”. O que a reportagem da Entertainment Weekly negligencia – de forma muito conveniente, por sinal – é que essa mesma insensibilidade racial tem sido usada na substituição sistemática de personagens brancos por intérpretes negros nas adaptações de quadrinhos, especialmente nas séries de TV. Em todas as produções de Greg Berlanti, à exceção do protagonista de “Riverdale”, os personagens ruivos dos quadrinhos são vividos por atores negros. Entretanto, quando os roteiristas decidem criar personagens inéditos para as mesmas séries, optam invariavelmente por conceber novos papéis para brancos. E se a Marvel transformou o asiático O Ancião na britânica Tilda Swinton em “Doutor Estranho”, também fez a nórdica Valquíria ganhar a interpretação da atriz negra Tessa Thompson no vindouro “Thor: Ragnarok”, com direito aos mesmos equívocos culturais – no caso da Valquíria, uma longa tradição viking, com reflexo até nas óperas de Richard Wagner. Que tal refletir sobre isto, também?
Série dos Inumanos ganha novos vídeos com cenas de bastidores e traição
A Marvel divulgou dois novos vídeos da série “Inhumans”, baseada nos quadrinhos dos Inumanos, que será a primeira coprodução entre uma rede de TV e a rede de cinemas IMAX. Um deles é um comercial que foca o conflito entre os personagens, destacando a traição de Maximus (Iwan Rheon, da série “Game of Thrones”) contra seu irmão Raio Negro (Anson Mount, da série “Hell on Wheels”) e demais integrantes da família real. O outro é um vídeo de bastidores, que destaca como todos pareciam animados com a produção, em especial o diretor Roal Reiné (“Atrás das Linhas Inimigas 4: Missão África”). Especialista em continuações de baixo orçamento para o mercado de vídeo, os primeiros episódios da série serão seus trabalhos de maior projeção. Com oito episódios em sua 1ª temporada, “Inhumans” é baseado em personagens criados por Stan Lee e Jack Kirby nos anos 1960 e tem estreia marcada para o dia 29 de setembro na ABC, mas os dois capítulos iniciais serão exibidos antes, no dia 31 de agosto, nas salas de cinema IMAX dos Estados Unidos. O canal pago Sony exibirá a série no Brasil.












