George Miller confirma prólogo de Mad Max sobre juventude de Furiosa
O diretor George Miller ainda não desistiu de fazer outro filme do universo “Mad Max”. O projeto era para ter acontecido logo após a aclamação recebida por “Mad Max: Estrada da Fúria”, mas já se passaram cinco anos e o diretor acabou envolvido com outra produção, “Três Mil Anos de Saudade”, estrelado por Tilda Swinton e Idris Elba, que ele ainda não conseguiu filmar devido à pandemia do novo coronavírus. A culpa desse atraso foi da Warner, que quis discutir centavos – quanto Miller tinha direito a receber, como produtor, pela bilheteria de “Estrada da Fúria” – em vez de apostar nos milhões que viriam da expansão da franquia. Diretor e estúdio brigaram, foram à justiça, e o projeto acabou engavetado. O cineasta já tem 75 anos, o que preocupa os fãs que esperam por um novo “Mad Max”. Mas nesta semana ele deu uma boa notícia para diminuir a ansiedade. Em entrevista ao jornal New York Times, Miller confirmou que pretende voltar ao deserto apocalíptico logo após terminar “Três Mil Anos de Saudade”. “Quando terminarmos esse, e esperamos que tudo se resolva em relação à pandemia, veremos o que o mundo nos permite fazer com a Furiosa”, disse Miller, referindo-se ao tema da produção. O novo filme será um prólogo de “Estrada da Fúria” e pela primeira vez deixará Mad Max de lado. A história será focada na juventude de Furiosa, heroína interpretada por Charlize Theron no filme de 2015. Mas a atriz não deve voltar ao papel. Miller está procurando uma intérprete de 20 anos para a personagem. O projeto vem sendo desenvolvido desde a pré-produção de “Estrada da Fúria”. Miller e seu co-roteirista, Nick Lathouris, construíram histórias extensas para todos os personagens do filme, desde o antagonista Immortan Joe até o secundário Doof Warrior, que empunha a guitarra-lança-chamas. Mas foi Furiosa quem recebeu mais atenção. Miller procurou responder a perguntas sobre como era a vida da personagem no idílico “Green Place”, por que ela foi levada do grupo conhecido como Vuvalini e como ela se tornou a guerreira inexorável vista em “Estrada da Fúria” “Era simplesmente uma maneira de ajudar Charlize e a nós mesmos”, explicou Miller, sobre o motivo de desenvolver uma longa história sobre a personagem, numa mostrada nas telas. Nesse processo criativo, eles acharam o passado de Furiosa tão envolvente que decidiram desenvolver um roteiro completo sobre ela, antes mesmo de “Estrada da Fúria” começar a ser filmado. “Pude ler quando fui escalada”, contou Rosie Huntington-Whiteley ao Times. A atriz, que interpretou Splendid, uma das esposas de “Estrada da Fúria”, descreveu o texto como “genial”. “Eu sempre me perguntei se esse filme seria feito”, acrescentou. Miller confirmou ter encerrado a briga com a Warner e recebido aval para prosseguir, após as mudanças no estúdio ocasionadas por sua compra pela AT&T. Ele, inclusive, já começou os testes para o papel principal, mas admite que quem for escalada como Furiosa terá uma grande responsabilidade a cumprir. “Por muito tempo, pensei que poderíamos rejuvenescer Charlize com computação gráfica, mas acho que ainda não chegamos lá”, disse o cineasta. “Apesar do desafio corajoso de ‘O Irlandês’, acho que ainda há uma estranheza. Estão prestes a resolver esse problema, em particular os designers japoneses de videogame, mas acredito que ainda haja um caminho a ser percorrido”, observou. Além de Miller, outros integrantes da equipe de “Estrada da Fúria” já foram confirmados na nova produção. Um deles é o designer de produção Colin Gibson, vencedor do Oscar, que compartilhou um detalhe sobre a escala da nova produção. Para “Estrada da Fúria”, foram produzidos 135 veículos, dos quais 88 foram vistos na tela. O novo filme terá ainda mais. O projeto também contará com o diretor de fotografia John Seale, que passou os últimos anos em um estado de semi-aposentadoria. “Tive ótimas oportunidades de trabalhar depois da ‘Estrada da Fúria’, como você pode imaginar, e dispensei todas elas”, Seale revelou ao Times. “Mas dizia a George: ‘Se qualquer um me ligar, estou aposentado. Se você ligar, almoçaremos. E, sete anos depois, ele ligou”.
Série baseada no terror japonês O Grito ganha primeiro trailer da Netflix
A Netflix divulgou o primeiro trailer de “Ju-on: A Maldição – Origens” (Ju-On: Origins), série baseada em “Ju-On”, longa japonês que inspirou a franquia americana de terror “O Grito” (The Grudge). A prévia é sangrenta, tétrica e pesada, sugerindo uma atração mais forte que os filmes americanos. A série vai contar a origem da maldição de Kayako e seu filho, mostrando como sua casa se tornou mal-assombrada por seus espíritos vingativos. A sinopse oficial da Netflix acrescenta que a trama é baseada em “eventos reais” que aconteceram há 40 anos. A história de “Ju-On”, na verdade, surgiu exatamente há duas décadas, num telefilme japonês de 2000, escrito e dirigido por Takashi Shimizu. A produção ganhou versão de cinema em 2002, quando os filmes de J-horror com mulheres fantasmas de cabelo na cara ainda eram novidade. E fez tanto sucesso que rendeu inúmeras continuações e até um crossover, “O Chamado vs. O Grito” (Sadako vs. Kayako”, 2016), em que sua mulher fantasma de cabelo na cara enfrentou a mulher fantasma de cabelo na cara de “O Chamado” (Ringu, em japonês). O primeiro remake americano foi lançado em 2004 com direção do próprio Shimizu, que mudou apenas a etnia da protagonista. Ela virou uma enfermeira americana (Sarah Michelle Gellar) que enfrentava uma maldição enquanto trabalhava em Tóquio, no Japão. Fez sucesso suficiente para também ganhar continuações – mas o terceiro filme já saiu direto em vídeo. Neste ano, um segundo remake americano de “Ju-On” chegou aos cinemas com produção da Sony Pictures, e foi destruído pela crítica, com apenas 20% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “Ju-on: A Maldição – Origens” tem produção de Takashige Ichinose, responsável pela franquia japonesa original e também por outros clássicos do J-horror, como “Ringu: O Chamado” (1998) e “Água Negra” (2002). O elenco destaca Yuina Kuroshima, que estrelou o penúltimo filme da saga de Kayako, “O Grito: o Começo do Fim” (2014). Ela vive a protagonista feminina, uma mulher atormentada pelo som de passos em sua casa no meio da noite, que pede ajuda a um investigador paranormal, vivido por Yoshiyoshi Arakawa (“Too Young to Die”). Já a direção está a cargo do cineasta Shô Miyake (“And Your Bird Can Sing”), que estreia tanto em séries quanto no gênero terror. Com 6 episódios, a atração será lançada em 3 de julho.
É oficial: Jogos Vorazes vai ganhar prólogo com equipe dos filmes originais
A Lionsgate anunciou que irá desenvolver um prólogo de “Jogos Vorazes”, sua franquia mais bem-sucedida. O filme será uma adaptação do novo livro de Suzanne Collins, “A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” (The Ballad of Songbirds and Snake), que será lançado em 19 de maio nos EUA. A produção vai reunir uma equipe que já adaptou o universo literário de Collins: o diretor Francis Lawrence, o roteirista Michael Arndt e a produtora Nina Jacobson. No cinema, os três livros da escritora viraram quatro filmes que faturaram quase US$ 3 bilhões em bilheteria. Nina Jacobson produziu todos os quatro, Lawrence dirigiu os três últimos e Arndt escreveu o melhor, “Jogos Vorazes: Em Chamas”. Lançados originalmente entre 2008 e 2010, os livros de “Jogos Vorazes” retratavam o mundo distópico de Panem, dividido em “distritos”, que anualmente ofereciam tributos para os jogos vorazes, uma competição da qual apenas um saía vivo. Os quatro filmes foram lançados logo após o final da publicação da trilogia, entre 2012 e 2015. O prólogo, porém, não traz a protagonista Katniss Everdeen, mas outro personagem bastante conhecido dos fãs da saga: o futuro presidente Snow, o grande vilão da distopia imaginada por Collins. “A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes” se passa 64 anos antes do primeiro livro. Um trecho da edição em inglês, revelado recentemente pela imprensa americana, mostra Snow como um jovem de 18 anos, nascido em berço de ouro e ansioso por construir o seu próprio legado. Nos quatro filmes já produzidos pela Lionsgate, o papel do presidente Snow foi interpretado por Donald Sutherland. “O novo livro de Suzanne valeu a espera. Ele oferece tudo o que os fãs podem esperar e esperar dos ‘Jogos Vorazes’, além de abrir novos caminhos e apresentar uma quadro inteiramente novo de personagens”, disse Joe Drake, presidente do Lionsgate Motion Picture Group, em comunicado. Collins também atuará como produtor executivo do novo filme. “A Lionsgate sempre foi o lar cinematográfico dos ‘Jogos Vorazes’, e estou encantada por retornar a eles com este novo livro”, disse a escritora em seu próprio comunicado. Diante da pandemia do novo coronavírus, ainda não há cronograma de produção nem previsão de estreia para a adaptação.
Terror A Órfã vai ganhar prólogo com a história de Esther
O terror “A Órfã” vai ganhar um prólogo. A Warner contratou o diretor William Brent Bell, da franquia “Boneco do Mal”, para comandar “Esther”, que vai contar a história da psicopata mirim adotada por Vera Farmiga (“Invocação do Mal”) no filme original de 2009. O prólogo vai mostrar a personagem quando ela ainda era conhecida como Lena Klammer, uma menina que escapou de um manicômio na Rússia e conseguiu chegar até os EUA. Lá, ela assume uma nova identidade, como a filha desaparecida de uma família rica. O roteiro de “Esther” está a cargo de David Coggeshall (“Evocando Espíritos 2”) e ainda não há previsão de estreia. Politicamente incorreto, o terror “A Órfã” fez grande sucesso ao explorar o temor de que crianças adotadas possam representar perigo em potencial para suas novas famílias. O filme popularizou a atriz Isabelle Fuhrman, que viveu Esther aos 12 anos e depois coadjuvou com destaque “Jogos Vorazes” (2012), além de ter impulsionado a carreira do diretor espanhol Jaume Collet-Serra, atualmente mais conhecido por uma variedade de thrillers de ação estrelados por Liam Neeson.
Dia de Treinamento vai ganhar prólogo no cinema
O filme “Dia de Treinamento” (2001), que rendeu um Oscar para Denzel Washington, vai ganhar um prelúdio nos cinemas. A Warner Bros. contratou o roteirista estreante Nick Yarborough para escrever a história, que vai se passar em 1992 e deve acompanhar a juventude de Alonzo Harris, personagem interpretado por Denzel no longa. A produção ainda está em seu estágio inicial, portanto ainda não há equipe técnica ou integrantes do elenco confirmados. Escrito por David Ayer (“Esquadrão Suicida”) e dirigido por Antoine Fuqua (“O Protetor”), o filme original acompanhava 12 horas na vida de um policial novato de Los Angeles (Ethan Hawke), que tem um dia de treinamento com um detetive veterano do departamento de narcóticos (Denzel Washington) e acaba testemunhando os esquemas de corrupção do parceiro. O longa chegou a virar uma série de TV em 2017, que foi cancelada ao final da 1ª temporada. Recorde abaixo do trailer do filme original.
Jogos Vorazes vai ganhar prólogo literário
A escritora americana Suzanne Collins anunciou nesta segunda (17/6) que está trabalhando num novo livro da saga “Jogos Vorazes”. Ainda sem título definido, a nova obra será um prólogo da trilogia literária original, que foi adaptada em quatro filmes estrelados por Jennifer Lawrence. Segundo a autora, o novo “Jogos Vorazes” se passará 64 anos antes de Katniss Everdeen se voluntariar para participar da batalha dos 12 Distritos. “Com este livro, eu queria explorar o estado da natureza, quem somos e o que percebemos que é necessário para nossa sobrevivência. O período de reconstrução, dez anos após a guerra, comumente referido como os Dias Sombrios – enquanto Panem se recupera – fornece terreno fértil para os personagens lidarem com essas questões e, assim, definirem suas visões da humanidade”, ela disse em um comunicado. Os três livros originais, “Jogos Vorazes”, “Em Chamas” e “A Esperança”, venderam juntos mais de 100 milhões de exemplares e foram traduzidos para mais de 50 idiomas. O novo volume será lançado pela editora americana Scholastic, que publicou nas redes sociais uma ilustração de capa que destaca apenas uma pena de passarinho – aludindo ao tordo (mockinbird), que virou símbolo da luta de Katniss. Veja abaixo. O lançamento foi marcado para maio de 2020. Exciting news, Hunger Games fans: A prequel novel set 64 years before the events of The Hunger Games is coming May 2020! Read more here: https://t.co/nA7wAYX4Fz pic.twitter.com/3JdeCTcAQp — Scholastic (@Scholastic) June 17, 2019
Musical Grease vai ganhar novo filme
“Grease – Nos Tempos da Brilhantina”, musical clássico estrelado por John Travolta e Olivia Newton-John em 1978, vai ganhar um prólogo. Intitulado “Summer Loving”, em inglês, o novo filme da Paramount vai mostrar como Danny (o personagem Travolta) e Sandy (Newton-John) se conheceram. Essa história já é conhecida dos fãs de “Grease”. No começo do musical, os dois protagonistas contam suas versões de seu primeiro romance de verão para os amigos, durante a canção “Summer Nights”. Relembre abaixo. Ainda sem confirmação de elenco, diretor e data de estreia, o filme contará com roteiro de John August (“Aladdin” e “A Fantástica Fábrica de Chocolate”). Dirigido por Randal Kleiser, “Grease” (1978) é um dos musicais de maior bilheteria da história, marco da música pop e um dos filmes mais vistos dos anos 1970. Rendeu uma continuação, em 1982, que, apesar de voltar a reunir John Travolta e Olivia Newton-John, não fez sucesso. A origem de “Grease”, porém, é um musical de teatro de 1971, que apresentou a subcultura de jovens americanos dos anos 1950. Uma encenação da peça foi apresentada ao vivo em 2016 na TV americana, com Julianne Hough e Aaron Tveit nos papéis principais.
Capitão Pike não fará parte da 3ª temporada de Star Trek: Discovery
A série “Star Trek: Discovery” vai perder mais um capitão ao final da 2ª temporada. O ator Anson Mount (“Os Inumanos”) não retornará como capitão Christopher Pike no terceiro ano da produção. O contrato de Mount foi para apenas uma temporada. Além dele, também Rebecca Romijn (“X-Men”), que viveu outra personagem clássica de “Star Trek”, a Número 1, primeira oficial da Enterprise, deixará a atração, apesar de sua presença quase não ter sido notada – apareceu em um único episódio. Ao contrário das atrações anteriores da franquia, centradas num capitão de espaçonave ou comandante de estação espacial, o personagem de Mount foi o segundo capitão da Discovery desde o lançamento da série. Pike assumiu provisoriamente o comando da nave Discovery após a morte do capitão Lorca (Jason Isaacs) na 1ª temporada. A participação de Pike, da Número 1 e até do jovem Spock (Ethan Peck) ajudou a estabelecer a cronologia de “Star Trek: Discovery” em relação à série “Jornada nas Estrelas” original, conectando-se aos eventos do piloto original, recusado em 1964 – , que acompanhava a Enterprise comandada por Pike. A existência de um capitão anterior a Kirk (William Shatner) tornou-se parte do cânone devido ao reaproveitamento das cenas do piloto num episódio de “flashback”, que foi ao ar em 1966, mostrando Spock (Leonard Nimoy) rebelando-se para ajudar seu ex-capitão a chegar ao planeta Talos IV. Essa história de 1966 agora faz parte do futuro de “Discovery”, após a série atual viajar a Talos IV e explorar a ligação de Pike com o lugar, que ele já teria visitado – no piloto de 1964. Isto ainda indica que a saída de cena do personagem deve ser trágica. Para completar, demonstra que “Star Trek: Discovery” se passa na cronologia antiga, que ignora as mudanças feitas pelo reboot cinematográfico de 2009. Vale lembrar que o filme “Star Trek” mostrou Pike (Bruce Greenwood) como mentor de Kirk (Chris Pine) e apagou a relação do antigo capitão com Spock (Zachary Quinto). Enquanto o Pike dos anos 1960 (Jeffrey Hunter) acabou desfigurado e paraplégico, encontrando alento final em Talos IV, o Pike dos anos 2000 foi assassinado por Khan (Benedict Cumberbatch) em “Além da Escuridão: Star Trek” (2013). Ironicamente, os dois longas da fase de reboot foram escritos por Alex Kurtzman, que agora é produtor de “Star Trek: Discovery”. Muitos fãs gostariam de ver Pike, a Número 1 e Spock numa série sobre a tripulação original da Enterprise. Mas, embora muitos projetos derivados de “Star Trek” estejam atualmente em desenvolvimento, essa narrativa não está entre eles.
Capitã Marvel empodera as mulheres no cinema
O verdadeiro poder da Capitã Marvel não vem de sua viagem ao infinito e além. Mas sim do momento em que ela se reconecta com suas origens e prova a si mesma que é humana acima de tudo. Em outras palavras, a personagem mais forte do Universo Cinematográfico Marvel não alcança tal condição por ser uma super-heroína, mas por ser mulher. Qual é o nexo dessa história de força interior? Apesar de seguir a fórmula de origem dos outros Vingadores, que precisam sofrer consequências de uma reviravolta extraordinária em suas vidas, a mensagem é importante em um mundo dominado por homens, e também mostra que filme de super-herói não é apenas diversão vazia e escapismo alienado. A cena incrível em que ela se levanta após cair em diferentes fases de sua vida é a catarse que o filme precisava para dar seu recado. Um conceito representado com louvor pela figura imponente da vencedora do Oscar Brie Larson, feminista dentro e fora das telas, além de uma grande atriz intuitiva que consegue revelar as características e os sentimentos de sua protagonista através de camadas. Um talento que atrai nossa atenção com um brilho próprio colossal iluminando todas as cenas em que aparece. Isso, senhoras e senhores, é o superpoder de uma estrela. Pode parecer estranho o filme optar por um início com Carol Danvers (Brie Larson) já em suas aventuras espaciais, antes de contar sobre suas raízes na Terra. E isso realmente prejudica a narrativa, deixando o espectador sem identificação alguma com o que está vendo no primeiro ato. Mas não demora muito para entrarem em cena as reais intenções de Anna Boden e Ryan Fleck, casal de cineastas mais acostumado a comandar filmes independentes como “Half Nelson” (2006) e “Parceiros de Jogo” (2015). Só bons contadores de histórias seriam capazes de apresentar a clássica fórmula do filme de origem às avessas. Do mesmo modo como Brie Larson compõe a heroína, os diretores de “Capitã Marvel” apostam numa trama desfiada em camadas, levando uma deusa da perfeição às falhas; ou seja, à sua humanidade (e não o contrário como estamos habituados). Podemos dizer que Anna e Ryan não são exímios diretores de cenas de ação como os irmãos Anthony e Joe Russo (de “Vingadores: Guerra Infinita”), da mesma forma que não possuem o dom de James Gunn (“Guardiões da Galáxia”) para aliar suas citações de música pop com a arte em movimento. Eles preferem conduzir “Capitã Marvel” muito mais como um estudo de personagem, uma mulher com a justiça impregnada na alma e pronta, senão para a guerra, para decretar a paz. Mesmo que precise dar uns socos e pontapés aqui e ali. O filme dialoga com a urgência do empoderamento feminino de maneira impactante sem parecer propaganda e ainda traz inspiração na crise dos refugiados, na hora em que a trama coloca para valer suas cartas na mesa – conexão relevante com a atualidade que é herança de Pantera Negra, produção que provou ao mundo que o “gênero” pode ter algo importante a dizer. Para completar, ainda tem um gato que merece o Oscar. E o título de bichano mais icônico do cinema. Claro, “Capitã Marvel” poderia ter uma trilha instrumental mais marcante e ser (bem) mais caprichado nos efeitos visuais, mas não pretende ser um filme com a megalomania justificada de “Vingadores: Guerra Infinita” ou a extravagância descerebrada de “Aquaman”. Apesar de se mostrar uma aventura espacial, a trama de “Capitã Marvel” é marcada pela simplicidade, algo que até soa esquisito dentro desse universo de super-heróis, mas é verdade. E isso dá personalidade suficiente à produção para garantir seu espaço, sem se sujeitar a ser apenas uma ponte entre “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores: Ultimato”. O detalhe que a equipe técnica consegue avançar, em relação aos lançamentos anteriores, materializa-se nos efeitos de rejuvenescimento de atores. Anteriormente, a computação gráfica tinha produzido alguns segundos de Michael Douglas jovem em “Homem-Formiga” e Robert Downey Jr em “Capitão América: Guerra Civil”. Mas “Capitão Marvel” vai além, ao mostrar Samuel L. Jackson (um super trunfo do filme), como Nick Fury, e Clark Gregg, como o Agente Coulson, em diversas cenas remoçados em 20 anos, porque a história se passa nos anos 1990. Não é exagero cravar que a combinação entre CGI e efeitos práticos de maquiagem marcou aqui uma virada de página na história do cinema. Para cinéfilos e saudosistas, sobra nostalgia na reconstituição dos anos 1990, ainda que as referências sejam usadas de forma não muito cronológica – por exemplo, ao mostrar Carol Danvers segurando um VHS de “Os Eleitos”, o melhor filme de 1983, sobre o início da corrida espacial em que pilotos audaciosos se tornam os primeiros astronautas, traçando um paralelo com a própria jornada da heroína.
Samuel L. Jackson convoca fãs para viagem no tempo em novo vídeo de Capitã Marvel
A Marvel divulgou um novo vídeo de “Capitã Marvel”, apresentado por Samuel L. Jackson, intérprete de Nick Fury. Fazendo contagem regressiva para a estreia do filme, ele convida os fãs a viajarem no tempo e encontrá-lo antes de “Vingadores: Guerra Infinita”, antes mesmo de “Homem de Ferro”, no tempo em que seu personagem ainda não usava tapa-olho. Primeiro filme da Marvel protagonizada por uma super-heroína, “Capitã Marvel” se passa nos anos 1990 e vai mostrar a chegada da personagem interpretada por Brie Larson (“O Quarto de Jack”) na Terra. Ela acha que faz parte da civilização kree, mas aos poucos começa a lembrar ter um passado humano e, com a ajuda de Nick Fury (Samuel L. Jackson), começa a resgatar sua memória, enquanto combate invasores skrulls. O elenco também inclui Jude Law (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”), Gemma Chan (da série “Humans”), Annette Bening (“Mulheres do Século 20”), Ben Mendelsohn (“Rogue One: Uma História Star Wars”), os retornos de Djimon Hounsou e Lee Pace como seus personagens de “Guardiões da Galáxia” (2014), além de Clark Gregg como o agente Coulson, da série “Agents of SHIELD”. Dirigido pelo casal de cineastas indies Anna Boden e Ryan Fleck (“Parceiros de Jogo”), “Capitã Marvel” chega aos cinemas brasileiros em 7 de março, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Vídeos de bastidores de Capitã Marvel revelam muitas cenas inéditas
A Marvel divulgou dois vídeos de bastidores de “Capitã Marvel”, que trazem entrevistas com o elenco e os diretores, além de incluir muitas cenas inéditas. Primeiro filme da Marvel protagonizada por uma super-heroína, o longa se passa nos anos 1990 e vai mostrar a chegada da personagem interpretada por Brie Larson na Terra. Ela acha que faz parte da civilização kree, mas aos poucos começa a lembrar ter um passado humano e, com a ajuda de Nick Fury (Samuel L. Jackson), começa a resgatar sua memória, enquanto combate invasores skrulls. O elenco também inclui Jude Law (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”), Gemma Chan (da série “Humans”), Annette Bening (“Mulheres do Século 20”), Ben Mendelsohn (“Rogue One: Uma História Star Wars”), os retornos de Djimon Hounsou e Lee Pace como seus personagens de “Guardiões da Galáxia” (2014), além de Clark Gregg como o agente Coulson, da série “Agents of SHIELD”. Dirigido pelo casal de cineastas indies Anna Boden e Ryan Fleck (“Parceiros de Jogo”), “Capitã Marvel” chega aos cinemas brasileiros na quinta-feira (7/3), um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Capitã Marvel ganha novos comerciais com cenas inéditas
A Marvel divulgou mais dois comerciais de “Capitã Marvel” com cenas inéditas – um deles, legendado em português. Primeiro filme do estúdio protagonizado por uma super-heroína, o longa se passa nos anos 1990 e vai mostrar a chegada da personagem interpretada por Brie Larson (“O Quarto de Jack”) na Terra. Ela acha que faz parte da civilização kree, mas aos poucos começa a lembrar um passado humano e, com a ajuda de Nick Fury (Samuel L. Jackson), começa a resgatar sua memória, enquanto combate invasores skrulls. O elenco também inclui Jude Law (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”), Gemma Chan (da série “Humans”), Annette Bening (“Mulheres do Século 20”), Ben Mendelsohn (“Rogue One: Uma História Star Wars”), os retornos de Djimon Hounsou e Lee Pace como seus personagens de “Guardiões da Galáxia” (2014), além de Clark Gregg como o agente Coulson, da série “Agents of SHIELD”. Dirigido pelo casal de cineastas indies Anna Boden e Ryan Fleck (“Parceiros de Jogo”), “Capitã Marvel” chega aos cinemas brasileiros em 7 de março, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Capitã Marvel não vai mais fazer o que mandam em comercial empoderado
A Marvel divulgou um novo comercial de “Capitã Marvel” com cenas inéditas. E depois de ir “mais alto, mais longe e mais rápido” em vídeo anterior, a nova prévia mostra seu treinamento e as dificuldades que precisou vencer desde criança, culminando num desabafo: “Estou farta de me falarem o que fazer”. É a poderosa empoderada. Primeiro filme da Marvel protagonizado por uma super-heroína, o longa se passa nos anos 1990 e vai mostrar a chegada da personagem interpretada por Brie Larson (“O Quarto de Jack”) na Terra. Ela acha que faz parte da civilização kree, mas aos poucos começa a lembrar um passado humano e, com a ajuda de Nick Fury (Samuel L. Jackson), começa a resgatar sua memória, enquanto combate invasores skrulls. O elenco também inclui Jude Law (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”), Gemma Chan (da série “Humans”), Annette Bening (“Mulheres do Século 20”), Ben Mendelsohn (“Rogue One: Uma História Star Wars”), os retornos de Djimon Hounsou e Lee Pace como seus personagens de “Guardiões da Galáxia” (2014), além de Clark Gregg como o agente Coulson, da série “Agents of SHIELD”. Dirigido pelo casal de cineastas indies Anna Boden e Ryan Fleck (“Parceiros de Jogo”), “Capitã Marvel” chega aos cinemas brasileiros em 7 de março, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.











