MTV homenageia Chadwick Boseman em premiação de cinema e TV
A MTV colocou o bode no meio da sala. Devido à pandemia do coronavírus, a premiação anual MTV Movie & TV Awards virou uma retrospectiva que destacou os Melhores de Todos os Tempos na TV e no cinema. Quer dizer, não de todos os tempos, mas desde que a MTV surgiu, nos anos 1980, até os dias de hoje. Intitulada Greatest of All Time, a premiação virou GOAT na sigla em inglês, que significa bode em português. A cerimônia aconteceu no domingo (6/12) com apresentação da atriz Vanessa Hudgens (“A Princesa e a Plebeia”), e celebrou vários feitos fora do comum, com categorias como Dançando Até se Acabar (o nome original do troféu é um palavrão), vencida por Kevin Bacon pelo clássico “Footloose, De Zero a Herói, representado pela transformação de William Zabka como Johnny Lawrence – de vilão em “Karatê Kid” a mocinho em “Cobra Kai” – , e Beijo Apaixonado Lendário, conquistado por Sarah Michelle Gellar e Selma Blair por “Segundas Intenções”. Os vencedores foram anunciados com participação de vários astros, como Neve Campbell (“Pânico”), Lily Collins (“Emily in Paris”) e Derek Hough (juiz de “Dancing with the Stars”, a Dança do Faustão americana). E entre os premiados também se destacaram Gal Gadot com o troféu Heroína (chamado, em inglês, de She-Ro) e Kevin Hart como Gigante da Comédia – apesar de Jim Carey ser recordista do prêmio de Ator de Comédia da MTV… De todo modo, o ponto alto foi uma homenagem ao falecido Chadwick Boseman, que recebeu o troféu de Herói para Ficar na História por seu papel em “Pantera Negra”. Ele foi representado por dois colegas Vingadores, Don Cheadle (o Máquina de Combate) e Robert Downey Jr (o Homem de Ferro). Veja abaixo o vídeo da homenagem ao astro da Marvel e a lista de todos os premiados. .@RobertDowneyJr and @DonCheadle paid tribute to the late Chadwick Boseman ahead of his Hero for the Ages honor at the #MTVAwards: Greatest of All Time. ❤️ pic.twitter.com/EmE5FcPXUM — MTV (@MTV) December 7, 2020 Dançando Até se Acabar Kevin Bacon, “Footloose” (1984) Gigante da Comédia Kevin Hart Dupla Dinâmica Drew Barrymore & Adam Sandler, por “Afinado no Amor” (1998), “Como se Fosse a Primeira Vez” (2004) e “Juntos e Misturados” (2014) Rainha do Grito Jamie Lee Curtis, pela franquia “Halloween” (1978-2022) Beijo Apaixonado Lendário Sarah Michelle Gellar e Selma Blair, por “Segundas Intenções” (1999) Rompimento de Partir o Coração Jason Segel e Kristen Bell, “Ressaca de Amor” (2008) De Zero a Herói William Zabka como Johnny Lawrence, de “Karate Kid” (1984) a “Cobra Kai” (2018-2022) Heroína Gal Gadot, por “Mulher-Maravilha” (2017) Herói para Ficar na História Chadwick Boseman, por “Pantera Negra”
Variety diz que Oscar 2021 será presencial
“Não haverá Oscar ‘virtual'”, afirmou a revista Variety nesta terça (1/12), citando representantes (não nomeados) da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e da rede ABC, responsável pela transmissão de TV, que lhe garantiram que o evento de 2021 será presencial. A Academia postergou o evento em dois meses justamente para materializar uma cerimônia com a participação de todos os indicados. Geralmente realizado entre fevereiro e março, o próximo Oscar acontecerá no dia 25 de abril, devido à pandemia do coronavírus. Apesar do anúncio oficial da mudança de data, os organizadores não revelaram quais medidas de segurança será adotadas para o evento, que costuma lotar os 3,4 mil assentos do Teatro Dolby, em Los Angeles, onde tradicionalmente tem sido realizado. Além disso, a proposta de um Oscar presencial precisará levar em conta se os indicados se sentirão confortáveis para comparecer a uma plateia lotada, já que muitos integrantes da Academia são idosos e pertencem ao grupo de risco da covid-19. Entre os atores que podem disputar os prêmios, após performances elogiadas pela crítica, estão Anthony Hopkins, de 82 anos, Ellen Burstyn, 88, Sophia Loren, 86, Meryl Streep, 71, David Strathairn, 72, Yuh-Jung Youn, 73, e Gary Oldman, 62. Neste ano, o Emmy Awards aconteceu em formato híbrido. Parte da cerimônia foi presencial e os indicados receberam seus prêmios de casa, acompanhando o evento por meio de videoconferência. A transmissão neste formato foi considerada um grande sucesso.
Fernanda Montenegro agradece Glenn Close, mas daria o Oscar de 1999 para Cate Blanchett
A atriz Fernanda Montenegro respondeu aos elogios de Glenn Close (“A Esposa”), que lamentou que a brasileira não tenha vencido o Oscar em 1999 por seu desempenho em “Central do Brasil” (1998). A estrela de 90 anos se mostrou humilde diante da declaração da artista norte-americana, dizendo que, na sua opinião, o prêmio deveria ter ficado com a australiana Cate Blanchett. “É uma avaliação dela. Eu teria dado o prêmio para a [Cate] Blanchett, porque ela fez dois papeis de Elizabeth naquele ano extraordinários. Não foi um filme, foram dois, de uma forma maravilhosa”, opinou em entrevista ao Conversa com Bial, que foi ao ar na Globo na noite de sexta-feira (27/11). “Não é que meu trabalho não seja respeitado. Não é isso, mas eu teria votado na Blanchett”, completou a atriz. Cate Blanchett concorria pelo filme “Elizabeth” (1998) e venceu o Globo de Ouro e o BAFTA (o Oscar britânico) pelo papel. Mas só fez um filme naquele ano. Ela, de fato, voltou ao papel de Elizabeth numa continuação, que entretanto só foi realizada em 2007, “Elizabeth: A Era de Ouro”, pela qual foi novamente indicada ao Oscar. Entre um e outro, a australiana venceu seu primeiro troféu da Academia, como Melhor Atriz Coadjuvante por “O Aviador” (2004). Seu Oscar de Melhor Atriz tardou, mas acabou vindo por “Blue Jasmine” (2013), de Woody Allen. Já em 1999, quem levou o troféu foi Gwyneth Paltrow por seu trabalho em “Shakespeare Apaixonado” (1998). Além de superar Fernanda Montenegro e Cate Blanchett, ela concorreu com Meryl Streep (por “Um Amor Verdadeiro”) e Emily Watson (“Hilary e Jackie”). Trata-se de uma das edições do Oscar mais controvertidas de todos os tempos, em que teria vencido a candidata mais fraca. Mas este nem foi o maior escândalo da premiação. Romance de época bem feito, mas sem importância alguma, “Shakespeare Apaixonado”, dirigido pelo inexpressivo John Madden, acabou levando o Oscar de Melhor Filme, superando, entre outros, a obra-prima de Steven Spielberg, “O Resgate do Soldado Ryan”, que não foi só o definitivamente o melhor filme de 1999, mas um dos melhores da década. A controvérsia voltou à tona nesta semana, quando Glenn Close afirmou, em uma entrevista a um programa da rede norte-americana ABC, que, na sua visão, não fez sentido Fernanda Montenegro não ter conquistado a estatueta há 21 anos. No papel mais lembrado de sua carreira, Fernanda deu vida a Dora, uma professora aposentada que trabalha como escritora de cartas para analfabetos na Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Ela acaba conhecendo uma mulher e seu filho, que fica sozinho após a mãe morrer atropelada por um ônibus. A personagem, então, toma como missão levar o garoto até seu pai. Na premiação de 1999, houve outro absurdo. “Central do Brasil”, dirigido por Walter Salles, perdeu o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira para o italiano “A Vida É Bela”, de Roberto Benigni.
Estreias de cinema destacam candidato do Brasil ao Oscar 2021
Um dos efeitos colaterais da falta de lançamentos bombásticos de Hollywood durante a pandemia de coronavírus tem sido o avanço das indústrias nacionais de cinema. Com mais força no Japão, Coreia do Sul e China, onde a crise sanitária encontra-se sob maior controle, os filmes locais têm dominado a programação e as bilheterias. Este processo vem acontecendo em escala muito menor no Brasil. Os motivos variam desde a reabertura tardia das salas até os reflexos inevitáveis de outra crise – dois anos sem que os produtores tivessem acesso ao Fundo Setorial do Audiovisual para produzir novos filmes. Mesmo assim, ainda há títulos de 2019, que completaram suas jornadas em festivais e chegam ao circuito comercial para ocupar salas que não têm mais o quê exibir. Entre os destaques desta semana, estão dois longas brasileiros premiados, “Pacarrete”, grande vencedor do último festival presencial de Gramado, no ano passado, e “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou”, selecionado para representar o Brasil no Oscar 2021. A escolha de um documentário para concorrer à categoria de Filme Internacional da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA é inusitada, mas a inesperada participação brasileira no Oscar passado também se deu por conta de um filme do gênero – “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa. Além disso, a obra de Barbara Paz tem muitos méritos. “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou” teve uma trajetória internacional premiada, vencendo, entre outros, o troféu de Melhor Documentário do Festival de Veneza do ano passado. Homenagem ao cineasta Hector Babenco, que sua parceira cineasta registra em seus últimos instantes de vida – ele morreu em 2016, depois de uma luta contra o câncer – , o filme também serve de testamento das realizações de um dos maiores cineastas do Brasil – mesmo ele sendo argentino. “Pacarrete”, por sua vez, foi recebida com aplausos de pé em Gramado. Os elogios foram direcionados especialmente à performance da atriz Marcélia Cartaxo, que venceu um Urso de Prata no Festival de Berlim no começo da carreira, por “A Hora da Estrela” (1985), e voltou a conquistar um grande prêmio, o Kikito de Melhor Atriz por seu trabalho na nova obra, dando vida à história real de uma mulher de Russas, no interior do Ceará. Bailarina e ex-professora, a personagem-título sonha em se apresentar na principal festa da cidade. Com voz estridente, grita frases desconexas pelas ruas — e é simplesmente tachada de louca pelos moradores. Mas nunca se dá por vencida, defendendo sua arte em protesto e resistência. “Todo artista precisa resistir. Viva o cinema brasileiro”, disse Marcélia Cartaxo, ao receber seu troféu no festival gaúcho – um dos oito conquistados pelo filme de Allan Deberton. A lista de lançamentos brasileiros ainda inclui dois longas de diretores estreantes: “Mulher Oceano”, de Djin Sganzerla (filha de Rogério Sganzerla e Helena Ignez), que filma a si mesma como duas mulheres, e “Boni Bonita”, de Daniel Barosa, passado às margens da cena pop-rock brasileira, com participações de Otto, Ney Matogrosso e premiado no Festim Lisboa. Já entre os poucos títulos internacionais, o destaque é o sul-coreano “Invasão Zumbi 2: Península”, continuação do terror-sensação de 2016, novamente dirigido por Yeon Sang-ho, que entretanto não repete o mesmo impacto e tensão do filme original. Confira abaixo os trailers de todos os filmes que entram em cartaz nesta quinta-feira (26/11). Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou | Brasil | 2019 Pacarrete | Brasil | 2019 Mulher Oceano | Brasil | 2019 Invasão Zumbi 2: Península | Coreia do Sul | 2020 Meu “Querido” Elfo | Rússia | 2019
Johnny Depp debocha de sua situação com foto de troféu atrás das grades
Johnny Depp resolveu debochar da situação em que se encontra. Recentemente, ele perdeu um processo de difamação e passou ser considerado judicialmente um “espancador de esposa”, o que o fez ser demitido de “Animais Fantásticos 3” no começo das filmagens, numa tentativa da Warner para conter a publicidade negativa trazida por sua associação com o ator. Rotulado como autor de violência doméstica, Depp não tem contrato para nenhum trabalho novo, mas acaba de ser premiado por seu último papel filmado. No fim de semana, recebeu um troféu do festival Camerimage como “ator com sensibilidade visual única” por sua atuação no drama “Minamata”, em que vive o premiado fotojornalista W. Eugene Smith (1918 – 1978). A organização do evento polonês publicou uma foto do ator nas redes sociais, em que ele aparece com o troféu nas mãos, posando sorridente com a honraria… atrás das grades! A foto foi tirada nas Bahamas, onde Depp se encontra no momento, e teve péssima repercussão nas redes sociais, onde muitos a consideram um deboche, diante das acusações sérias que o envolvem. Seu próximo compromisso, no começo de 2021, será estrelar outro processo judicial, agora num tribunal no estado americano da Virgínia, onde o próprio ator entrou com uma ação contra a ex, Amber Heard, querendo uma indenização de US$ 50 milhões por uma coluna no jornal Washington Post em que ela escreveu sobre violência doméstica – sem citar o ex-marido. Depois desta ação, tem a sequência, aberta pela atriz, que também decidiu abrir processo contra Depp, pedindo US$ 100 milhões pela campanha de difamação judiciária que ele move contra ela. Com estes dois julgamentos pairando sobre o futuro do ator, ele brinca com a imagem de uma prisão. Vale lembrar que todos esses julgamentos são civis e não têm implicação penal, apenas financeira. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por EnergaCAMERIMAGE (@camerimage.festival)
Ninguém Tá Olhando e Órfãos da Terra vencem o Emmy Internacional
A 48ª edição do Emmy Internacional, premiação voltada à produção televisiva mundial, consagrou em sua cerimônia de 2020, realizada nesta segunda (23/11) em Nova York, duas produções brasileiras: “Órfãos da Terra”, da TV Globo, venceu a categoria de Melhor Novela, enquanto a precocemente cancelada “Ninguém Tá Olhando”, da Netflix, foi eleita Melhor Série de Comédia. O cancelamento deixa a Netflix sem graça para comemorar a vitória, mas não seus criadores, o cineasta Daniel Rezende (“Bingo: O Rei das Manhãs”, “Turma da Mônica: Laços”), que também dirigiu episódios da atração, Teodoro Poppovic (“3%”) e Carolina Markowicz (“O Órfão”). Lançada em novembro do ano passado, a série destacava em seu elenco Kéfera Buchmann (“Eu Sou Mais Eu”), mas tinha como protagonista Victor Lamoglia (“Socorro, Virei uma Garota!”), como o mais novo integrante de uma repartição celestial dos anjos da guarda. Ou melhor, Angelus, que usam camisa e gravata para trabalhar e proteger os humanos. A trama mostrava um Céu burocratizado e a rebelião do anjo vivido por Lamoglia, que decide ignorar as regras do trabalho, que considera arbitrárias, para ajudar mais humanos que o permitido, entre eles a cativante Miriam (Kéfera), o veterinário Sandro (Leandro Ramos) e Richard (Projota), um homem que teve o coração partido. E assim sua atitude acaba contagiando outros anjos – como Julia Rabelo (“Porta dos Fundos”), Danilo de Moura (“Sequestro Relâmpago”), Augusto Madeira (“Bingo: O Rei das Manhãs”) e Telma Souza (“Ò Paí Ó”). Os produtores apostaram num elenco repleto de YouTubers – Kéfera Buchmann, Victor Lamoglia, Júlia Rabello e Leandro Ramos. Mas a Netflix não considerou que eles atraíam interesse suficiente para merecer investimento em sua continuação. Ao todo, o Brasil disputou sete prêmios no Emmy Internacional deste ano. Entre os cinco que bateram na trave, o destaque era Andréa Beltrão na vaga de Melhor Atriz por sua interpretação de Hebe Camargo em “Hebe – A Estrela do Brasil”, filme transformado em minissérie pela Globo. Mas a brasileira perdeu para uma veterana atriz britânica, Glenda Jackson, pelo telefilme “Elizabeth is Missing”. Outro filme que a Globo transformou em minissérie, “Elis – Viver é Melhor que Sonhar”, originalmente uma cinebiografia da cantora Elis Regina, também perdeu a disputa de sua categoria. O vencedor foi o telefilme “Responsible Child”, que também rendeu o prêmio de Melhor Ator para o menino Billy Barratt, de 13 anos. Ele superou o brasileiro Raphael Logam, que concorria por seu trabalho em “Impuros”. Fechando a participação de brasileiros no Emmy Internacional 2020, “Refavela 40” disputou o troféu de Melhor Programa de Arte, mas quem levou foi o francês “Vertige de la Chute”, enquanto “Canta Comigo” perdeu para o australiano “Old People’s Home for 4 Year Olds” na lista da categoria Entretenimento não-roteirizado. Confira abaixo a lista completa dos vencedores. Melhor Série de Drama “Delhi Crime” – Índia Melhor Série de Comédia “Ninguém tá Olhando” – Brasil Melhor Filme para TV / Minissérie “Responsible Child” – Reino Unido Melhor Ator Billy Barratt em “Responsible Child” – Reino Unido Melhor Atriz Glenda Jackson em “Elizabeth is Missing” – Reino Unido Melhor Série Curta “#martyisdead” – República Tcheca Melhor Novela “Órfãos da Terra” – Brasil Melhor Documentário “For Sama” – Reino Unido Melhor Entretenimento Não-roteirizado “Old People’s Home for 4 Year Olds” – Austrália Melhor Programa de Arte “Vertige de la Chute” (Ressaca) – França (VENCEDOR) Melhor Programa de Língua Estrangeira Exibido nos Estados Unidos “20th Annual Latin GRAMMY®? Awards” – Estados Unidos (VENCEDOR) “La Reina del Sur” – Estados Unidos
Valentina é o grande vencedor do Festival Mix Brasil
O Festival Mix Brasil anunciou neste domingo (22/11) os vencedores de sua 28ª edição, dando grande destaque para “Valentina”, de Cássio Pereira dos Santos, que foi premiado duplamente como Melhor Filme, tanto pelo júri quanto pelo público. Além do Coelho de Ouro, premiação máxima do festival, e o Coelho de Prata do Público, “Valentina” também recebeu prêmios de Melhor Interpretação, vencido pela atriz Thiessa Woinbackk, e de Melhor Roteiro, escrito pelo diretor do filme. O longa fez sua estreia mundial em agosto no Outfest Los Angeles, onde Thiessa Woinbackk também recebeu o Grande Prêmio de Melhor Interpretação. No Brasil, a première aconteceu na recente Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que consagrou o longa como Melhor Filme na escolha do público, além de rende uma menção honrosa do júri para a atriz Thiessa Woinbackk. O filme conta a história de uma jovem trans que se muda para o interior de Minas com a mãe, Márcia (Guta Stresser), para um recomeço. Com receio de ser intimidada na nova escola, a garota busca mais privacidade e tenta se matricular com seu nome social. No entanto, a menina e a mãe começam a enfrentar dilemas quando a escola começa a exigir, de forma injusta, a assinatura do pai ausente (Rômulo Braga) para realizar a matrícula. Os produtores descrevem “Valentina” como “um retrato esperançoso e inspirador das dificuldades da vida real enfrentadas por uma jovem que busca abraçar quem ela é”. “Foi um longo caminho para criar o roteiro e descobrir a linguagem cinematográfica mais apropriada para ‘Valentina’, sete anos de trabalho até chegarmos ao resultado final”, disse o diretor Cássio Pereira dos Santos, em comunicado. A consagração do trabalho reforça os esforços de uma nova geração de cineastas brasileiros, que estão se notabilizando por inovar as representações da sexualidade e identidade no cinema, especialmente com temática trans, por meio de uma abordagem afirmativa e inspiradora. O elenco e equipe do longa também foram compostos em grande parte por membros da comunidade LGBTQI+, a começar pela protagonista Thiessa Woinbackk, influencer digital que estreia no cinema. Também vale ressaltar que canção original do filme, “Eu Nasci Ali”, é uma parceria da banda paranaense Tuyo (responsável pela trilha do longa) com a cantora e compositora Xan, outro talento trans envolvido na produção. Para chegar nas telas, o filme produzido de forma independente pela Campo Cerrado Produções contou com o apoio da Secretaria do Audiovisual e do edital de Longas de Baixo Orçamento de 2016 (SAV/Ancine), em parceria com o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Por sinal, é importante ressaltar que o apoio financeiro aconteceu durante outro governo. O atual governo brasileiro, ao contrário, não apoia “este tipo” de filme e, desde que assumiu o comando da política cultural nacional, ninguém mais viu a cor da verba do FSA. Por isso, para lançar “Valentina” nos cinemas os produtores estão organizando uma campanha de financiamento coletivo na internet. Os recursos arrecadados serão usados para ações de divulgação e esforços de distribuição, com o objetivo de levar o filme a mais cidades e espectadores. Para apoiar a campanha, basta acessar o link www.catarse.me/valentinafilme Veja abaixo o trailer do vencedor do Festival Mix Brasil e a lista completa com todos os premiados. Vencedores do Festival Mix Brasil 2020 Coelho de Ouro – Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil Melhor Longa-Metragem Brasileiro: “Valentina”, de Cássio Pereira dos Santos Melhor Curta-Metragem Brasileiro: “A Mordida”, de Pedro Neves Marques Coelho de Prata – Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil de Longas Melhor Direção: Coraci Ruiz, por “Limiar” Melhor Roteiro: Cássio Pereira dos Santos, por “Valentina” Melhor Interpretação: Thiessa Woinbackk, por “Valentina” Menção Honrosa: “Mães do Derick”, de Dê Kelm Coelho de Prata – Prêmio do Júri da Mostra Competitiva Brasil de Curtas Melhor Direção: Victor di Marco e Márcio Picoli, por “O que Pode um Corpo?” Melhor Roteiro: Matheus Farias e Enock Carvalho, por “Inabitável” Melhor Interpretação: Luciana Souza, por “Inabitável” Menção Honrosa: Castiel Vitorino Brasileiro, de “Inabitáveis” Coelho de Prata – Prêmio do Público Melhor Longa-Metragem Nacional: “Valentina”, de Cássio Pereira dos Santos Melhor Longa-Metragem Internacional: “Pequena Garota”, de Sébastien Lifshitz (França) Melhor Curta-Metragem Nacional: “Letícia, Monte Bonito, 04”, de Julia Regis Melhor Curta-Metragem Internacional: “Cauda de Sereia”, de Alba Barbé i Serra (Espanha) Prêmio Canal Brasil de Curtas: “Inabitáveis”, de Anderson Bardot Prêmio SescTV: “O que Pode um Corpo?”, de Victor di Marco e Márcio Picoli Bolsa Ateliê Bucareste: Julia Leite, pela fotografia de “Letícia, Monte Bonito, 04”
Vanessa Kirby brilha em trailer da Netflix rumo ao Oscar de Melhor Atriz
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “Pieces of a Woman”, filme que já rendeu o troféu de Melhor Atriz para a inglesa Vanessa Kirby (a princesa Margaret de “The Crown”) no Festival de Veneza deste ano. A prévia é uma mostra de seu desempenho impactante, como uma mãe que precisa lidar com a perda do filho num parto que dá errado em sua casa. A plataforma adquiriu o filme logo após o anúncio da conquista em Veneza e antes da estreia do drama na América do Norte, que aconteceu poucos dias depois, durante o Festival de Toronto, com o objetivo de fazer campanha intensiva para Kirby levar o Oscar. O trailer também surge uma segunda aposta na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante para a veterana Ellen Burnstyn (“Interestelar”), que interpreta a mãe da protagonista. Curiosamente, os tradutores que barbarizam com títulos surreais nos lançamentos da plataforma no Brasil não foram convocados para trabalhar em “Pieces of a Woman”, que está sendo divulgado para os assinantes com a denominação original em inglês (a tradução literal seria “pedaços de uma mulher”). Na trama, após perder o filho no parto, a personagem de Kirby inicia uma odisseia de um ano de luto, que atinge seu marido (Shia LaBeouf, de “Ninfomaníaca”), sua mãe (Ellen Burstyn) e sua parteira (Molly Parker, de “Perdidos no Espaço”). Ela é uma executiva muito rígida, casada com um operário da construção civil de passado volátil, e os dois encontraram o amor apesar da diferença de classes e esperavam ansiosamente seu primeiro filho. Mas complicações com a parteira interrompem o planejado parto em casa, jogando o casal num drama devastador. O filme inclui entre seus fãs o cineasta Martin Scorsese, que se tornou produtor do longa após sua finalização, justamente para facilitar as negociações de sua distribuição internacional. O diretor de “O Irlandês” teria sido peça-chave para o acordo com a empresa de streaming. “Pieces of Woman” tem roteiro de Kata Wéber e direção de Kornél Mundruczó, dois cineastas húngaros que repetem as parcerias de “Deus Branco” (White God, 2014) e “Lua de Júpiter” (2017). O filme marca a estreia do casal em inglês e reflete a jornada de superação da perda do filho deles na vida real, enquanto as cenas de julgamento que finalizam a história foram inspiradas por um caso real de 2010, que levou uma parteira aos tribunais da Hungria. A estreia está marcada para 7 de janeiro “só na Netflix”.
People’s Choice premia Jennifer Lopez e atrações populares dos EUA
O People’s Choice Awards 2020, levado ao ar pelo canal pago E!, premiou os destaques de Música, Filmes, TV e Cultura Pop mais populares dos EUA na noite de domingo (15/11). Com apresentação da cantora Demi Lovato e em formato híbrido, com participações virtuais, o evento teve mais de um bilhão de votos do público americano e resultados curiosos, como a vitória de “Mulan”, disponível apenas em PVOD no Disney+ (Disney Plus), como Filme de Ação do Ano e, em movimento oposto, a veterana atração da TV aberta “Grey’s Anatomy” como Melhor Série. A premiação também homenageou Jennifer Lopez com o troféu Ícone do Povo, premiou Tyler Perry com o Campeão do Povo e Tracee Ellis Ross, estrela da série “Black-ish”, como Ícone da Moda. Outros grandes vencedores da noite incluíram o filme “Bad Boys For Life” e a série “Riverdale”, incluindo seus astros Will Smith e Cole Sprouse. Veja abaixo um vídeo com os melhores momentos, incluindo a emoção de J-Lo ao ouvir depoimentos elogiosos de Nicole Kidman e Renée Zellweger, além da lista completa dos premiados. ÍCONE DO POVO Jennifer Lopez CAMPEÃO DO POVO Tyler Perry ÍCONE DE MODA Tracee Ellis Ross FILME DE 2020 Bad Boys para Sempre FILME DE COMÉDIA DE 2020 A Cabine do Beijo 2 FILME DE AÇÃO DE 2020 Mulan FILME DE DRAMA DE 2020 Hamilton FILME INFANTIL DE 2020 Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica ASTRO DO CINEMA DE 2020 Will Smith ESTRELA DO CINEMA DE 2020 Tiffany Haddish ESTRELA DO CINEMA DE DRAMA DE 2020 Lin-Manuel Miranda ESTRELA DO CINEMA DE COMÉDIA DE 2020 Joey King ESTRELA DO CINEMA DE AÇÃO DE 2020 Chris Hemsworth SÉRIE DE 2020 Grey’s Anatomy SÉRIE DE DRAMA DE 2020 Riverdale SÉRIE DE COMÉDIA DE 2020 Eu Nunca REALITY SHOW DE 2020 Keeping Up with the Kardashians O SHOW DE COMPETIÇÃO DE 2020 The Voice ASTRO DE TV DE 2020 Cole Sprouse ESTRELA DE TV DE 2020 Ellen Pompeo ESTRELA DE SÉRIE DE DRAMA DE 2020 Mandy Moore ESTRELA DE SÉRIE DE COMÉDIA DE 2020 Sofia Vergara TALK SHOW DIURNO DE 2020 The Ellen DeGeneres Show TALK SHOW NOTURNO DE 2020 The Tonight Show, com Jimmy Fallon CONCORRENTE DE COMPETIÇÃO DE 2020 Gigi Goode ESTRELA DE REALITY SHOW DE 2020 Khloe Kardashian SÉRIE MARATONÁVEL DE 2020 Outer Banks SÉRIE DE SCI-FI / FANTASIA DE 2020 Wynonna Earp ASTRO MUSICAL DE 2020 Justin Bieber ESTRELA MUSICAL DE 2020 Ariana Grande GRUPO MUSICAL DE 2020 BTS CANÇÃO DE 2020 Dynamite (BTS) ÁLBUM DE 2020 Map of the Soul: 7 (BTS) ARTISTA COUNTRY DE 2020 Blake Shelton ARTISTA LATINA DE 2020 Becky G ARTISTA NOVO DE 2020 Doja Cat CLIPE DE 2020 Dynamite (BTS) PARCERIA MUSICAL DE 2020 WAP (Cardi B com Megan Thee Stallion) TRILHA SONORA DE 2020 Only the Young (Taylor Swift – Miss América) ESTRELA SOCIAL DE 2020 Emma Chamberlain INFLUENCIADOR DE BELEZA DE 2020 James Charles CELEBRIDADE SOCIAL DE 2020 Ariana Grande ESTRELA ANIMAL DE 2020 Doug, o Pug SHOW DE COMÉDIA DE 2020 Leslie Jones: Time Machine ESTRELA DE ESTILO DE 2020 Zendaya MUDANÇA DE JOGO DE 2020 LeBron James PODCAST DE 2020 Anything Goes with Emma Chamberlain
Gotham Awards: Bacurau é indicado a prêmio de cinema indie dos EUA
Tradicionalmente considerado pontapé inicial para a temporada de premiações de cinema dos EUA, o Gotham Awards, evento nova-iorquino que elege os melhores do circuito independente americano, divulgou os indicados de sua edição de 2021 nesta quinta (12/11) com uma surpresa brasileira. Apesar de lançado no ano passado, “Bacurau” emplacou indicação na categoria de Melhor Filme Internacional. O longa de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles vai disputar o troféu com “Lindinhas”, lançamento francês da Netflix que chegou a sofrer tentativa de censura de grupos evangélicos no Brasil e foi chamado de “pornografia infantil” por integrantes do governo Bolsonaro. Ambos os filmes tem credenciais premiadas. O brasileiro ganhou o Prêmio do Júri do Festival de Cannes e o francês rendeu o troféu de Melhor Direção para Maïmouna Doucouré no Festival de Sudance. Os outros filmes da categoria internacional são o russo “Uma Mulher Alta”, de Kantemir Balagov, o irlandês “Wolfwalkers”, de Tomm Moore e Ross Stewart, o italiano “Martin Eden”, de Pietro Marcello, e o mexicano “Identifying Features”, de Fernanda Valadez. A lista americana, por sua vez, destacou “First Cow”, de Kelly Reichardt, com quatro indicações. Mas o que mais chamou atenção foi que todos os cinco filmes selecionados para o prêmio principal tiveram direção feminina. Um feito histórico. Além do longa de Reichardt, a disputa ao prêmio de Melhor Filme Indie do ano inclui “Nunca Raramente Às Vezes Sempre”, de Eliza Hittman, “A Assistente”, de Kitty Green, “Relic”, de Natalie Erika James, e o favorito “Nomadland”, de Chloé Zhao – que já venceu o Leão de Ouro do Festival de Veneza. Vale destacar ainda a nomeação póstuma de Chadwick Boseman a Melhor Ator por “A Voz Suprema do Blues”, drama musical que estreia em 18 de dezembro na Netflix. A premiação vai acontecer em 11 de janeiro em Nova York num formato híbrido, ao estilo dos Emmy Awards, com apresentação presencial e participação virtual dos nomeados. Confira a lista completa dos indicados abaixo. Melhor Filme “Nunca Raramente Às Vezes Sempre” “First Cow” “A Assistente” “Nomadland” “Relic” Melhor Documentário “76 Days” “Time” “City Hall” “Our Time Machine” “A Thousand Cuts” Melhor Ator Riz Ahmed (“Sound of Metal”) Jesse Plemons (“Estou Pensando em Acabar com Tudo”) Chadwick Boseman (“A Voz Suprema do Blues”) John Magaro (“First Cow”) Jude Law (“The Nest”) Melhor Atriz Carrie Coon (“The Nest”) Yuh-Jung Youn (“Minari”) Nicole Beharie (“Miss Juneteenth”) Jessie Buckley (“Estou Pensando em Acabar com Tudo”) Frances McDormand (“Nomadland”) Melhor Ator/Atriz Revelação Sidney Flanigan (“Nunca Raramente Às Vezes Sempre”) Kingsley Ben-Adir (“One Night in Miami”) Jasmine Batchelor (“The Surrogate”) Orion Lee (“First Cow”) Kelly O’Sullivan (“Saint Frances”) Melhor Diretor Revelação Radha Blank (“The Forty-Year-Old Version”) Channing Godfrey Peoples (“Miss Juneteenth”) Alex Thompson (“Saint France”) Carlo Mirabella-Davis (“Swallow”) Andrew Patterson (“A Vastidão da Noite”) Melhor Roteiro “The Forty-Year-Old Version” “First Cow” “Má Educação” “A Vastidão da Noite” “Fourteen” Melhor Filme Internacional “Bacurau” “Uma Mulher Alta” “Lindinhas” “Wolfwalkers” “Martin Eden” “Identifying Features” Melhor Série Estreante de Formato Longo (episódios com mais de 40 min.) “The Great” “Immigration Nation” “P-Valley” “Unorthodox” “Watchmen” Melhor Série Estreante de Formato Curto (episódios com menos de 40 min.) “Betty” “Dave” “I May Destroy You” “Taste the Nation” “Work in Progress”
Três filmes lideram indicações ao prêmio da Academia Europeia de Cinema
A Academia Europeia de Cinema (EFA, na sigla em inglês) divulgou as indicações para seus prêmios de 2020, que serão entregues virtualmente em uma série de eventos online de 8 a 12 de dezembro. A lista é liderada pelo filme dinamarquês “Druk – Mais uma Rodada” (Another Round), o polonês “Corpus Christi” e o italiano “Martin Eden”, que receberam quatro indicações cada. Os três também disputam o troféu de Melhor Filme Europeu do ano com o tcheco “The Painted Bird” e os alemães “Berlin Alexanderplatz” e “Undine”. Além disso, os cineastas dos três filmes mais cotados, Thomas Vinterberg (“Another Round”), Jan Komasa (“Corpus Christi”) e Pietro Marcello (“Martin Eden”), concorrem ao prêmio de Melhor Direção, que ainda inclui na seleção os veteranos Agnieszka Holland (“Charlatan”), François Ozon (“Summer of 85”) e Maria Sødahl (“Hope”). Algumas categorias tiveram seis indicações, em vez das cinco tradicionais, e a Academia justificou a mudança como forma de chamar atenção para mais produções europeias durante o atual período de crise do cinema, causada pela pandemia de coronavírus. Os vencedores serão escolhidos pelos 3,8 mil membros da EFA em votação digital. Confira abaixo a lista dos indicados aos principais prêmios, divulgada pela EFA em suas redes sociais. Ver essa foto no Instagram Congratulations to the nominees of the 33rd European Film Awards that were just announced at @festivalsevilla! The 33rd European Film Awards will be celebrated over 5 nights, with online events that celebrate the nominees and winners of the various categories, from the 8th to the 12th of December. The entire programme will be streamed live on our website and through an international network of streaming and broadcasting partners. #efa2020 Uma publicação compartilhada por European Film Awards (@eurofilmawards) em 10 de Nov, 2020 às 3:24 PST The nominees for European Documentary 2020 are:ACASĂ, MY HOME by Radu CiorniciucCOLLECTIVE by Alexander NanauGUNDA by Victor KossakovskyLITTLE GIRL by Sébastien LifshitzSAUDI RUNAWAY by Susanne Regina MeuresTHE CAVE by Feras Fayyad#efa2020 pic.twitter.com/zpMMYRgxAE — European Film Awards (@EuroFilmAwards) November 10, 2020 The nominees for European Short Film 2020 are:ALL CATS ARE GREY IN THE DARK by Lasse LinderGENIUS LOCI by Adrien MérigeauPAST PERFECT by Jorge JácomeSUN DOG by Dorian JespersUNCLE THOMAS, ACCOUNTING FOR THE DAYS by Regina Pessoa#efa2020 pic.twitter.com/o346xsfpl4 — European Film Awards (@EuroFilmAwards) November 10, 2020
BTS lidera premiação da MTV Europeia, que também consagrou Pabllo Vittar
O fenômeno sul-coreano BTS foi, pela segunda vez consecutiva, o grande vencedor dos MTV European Music Awards (EMAs). A boy band venceu quatro troféus, incluindo Melhor Música (“Dynamite”), Grupo, Show Virtual e Fãs, na premiação transmitida na noite de domingo (8/11) pelo canal pago. O evento também premiou artistas locais em sua transmissão ao redor do mundo, e Pabllo Vittar venceu o troféu pelo Brasil. A cerimônia do ano passado aconteceu em Sevilla, na Espanha, onde o BTS igualmente venceu o maior número de prêmios da cerimônia. Já este ano, devido à segunda onda de coronavírus em todo o continente, os EMAs apresentaram performances gravadas em vários locais da Europa, em vez de acontecer num único palco numa cidade-sede. A premiação ainda destacou Lady Gaga, eleita como Melhor Artista em geral e Melhor Artista dos EUA, enquanto DJ Khaled levou o troféu de Melhor Clipe por “Popstar”, que contou com Drake e Justin Bieber. A colombiana Karol G também chamou atenção, vencendo a nova categoria de melhor Artista Latina e dividindo com Nicki Minaj a Melhor Parceria pela faixa “Tusa”. Anfitrião da cerimônia, o quarteto feminino britânico Little Mix recebeu o troféu de Melhor Artista Pop, além de apresentar uma performance de “Sweet Melody” gravada nos subúrbios Londres – e incorporando realidade aumentada. Entre outros prêmios, Cardi B venceu como Melhor Artista de Hip-Hop, enquanto David Guetta foi consagrado como Artista Eletrônico, Coldplay ganhou o troféu de Rock e Hayley Williams foi eleita a Melhor Artista Alternativa. Só que os premiados como eletrônicos, roqueiros e alternativos lançaram apenas hits de pop genérico em 2020. Para se ver como vão longe os dias de “120 Minutes” e “Alternative Nation” na MTV… Houve uma tendência política em várias apresentações, refletindo o clima atual – não apenas as eleições dos EUA – , com direito à premiação da música “I Can’t Breathe”, de H.E.R., inspirada na frase repetida por George Floyd enquanto era assassinado pela polícia de Columbus, na Georgia. H.E.R. ganhou um troféu especial, batizado de “Video for Good” (vídeo para o bem) das mãos do campeão de Formula 1 Lewis Hamilton. O evento também incluiu um tributo à lenda do rock Eddie Van Halen – que morreu no mês passado após uma longa batalha contra o câncer – , com participações do guitarrista Tom Morello (Rage Against the Machine), da cantora e guitarrista St. Vincent e do baterista Taylor Hawkins (Foo Fighters). E ainda inclui a terceira edição do Prêmio Mudança de Geração (Generation Change), que este ano homenageou cinco mulheres que lutam por justiça social e racial em todo o mundo. Os vencedores foram Kiki Mordi, uma jornalista investigativa que luta para acabar com a SARS na Nigéria; Temi Mwale, um ativista da justiça racial no Reino Unido; Catherhea Potjanaporn, fotógrafa de retratos na Malásia; Luiza Brasil, jornalista negra de moda no Brasil; e Raquel Willis, uma ativista transgênero negra nos EUA. Confira a lista completa dos vencedores no vídeo abaixo. Congrats to @BTS_twt on winning #MTVEMA Best Virtual Live! 🙌 pic.twitter.com/VTUNyKv9V6 — MTV EMA (@mtvema) November 8, 2020
Demi Lovato vai apresentar cerimônia do People’s Choice Awards
Demi Lovato vai estrear como apresentadora. Nesta terça (27/10), ela anunciou que vai comandar a cerimônia do People’s Choice Awards, que acontece no próximo dia 15 de novembro. Ela já teve 12 indicações e venceu cinco troféus na premiação decidida pelo voto popular (com participação via internet), mas este ano não concorre em nenhuma categoria. A lista de indicados inclui artistas como Billie Eilish, Ariana Grande, Lady Gaga e BTS, além de filmes como “Bad Boys para Sempre”, que lidera a relação com seis nomeações, além de ter rendido indicações tanto para Will Smith quanto para Vanessa Hudgens por suas atuações. O longa da Arlequina, “Aves de Rapina”, o musical “Hamilton” da plataforma Disney+ (Disney Plus) e o thriller “Power”, da Netflix, apareceram em seguida, com cinco menções cada. Entre as séries, “Riverdale”, “Grey’s Anatomy”, “The Walking Dead” e “This Is Us” estão entre as que concorrem aos prêmios. Este ano, além dos artistas populares dos EUA, eleitores do mundo inteiro também poderão votar em seus influenciadores locais favoritos. No Brasil, a seleção inclui celebridades como Maisa, ex-integrantes do BBB como Manu Gavassi, Bianca Andrade (Boca Rosa) e Rafa Kalimann, e outros (Foquinha, Matheus Mazzafera, Alexandra Gurgel e Valentina Sampaio). Para completar, o People’s Choice Awards 2020 ainda vai homenagear a carreira da cantora e atriz Jennifer Lopez com o Icon Award.












