Beyoncé bate recorde como maior vencedora do Grammy. Veja todos os premiados
O Grammy Awards, a principal premiação da música americana, teve seu recorde de troféus quebrado na madrugada desse segunda (6/2), quando Beyoncé atingiu a 32ª vitória de sua carreira. Ela venceu quatro troféus: Melhor Gravação de Dance Music (“Break My Soul”), Melhor Álbum de Dance (“Renaissance”), Melhor Música de R&B (“Cuff It”) e Melhor Performance de R&B Tradicional (“Plastic Off the Sofa”). Apesar da expectativa para novos prêmios, a Rainha não venceu as principais categorias, que foram divididas entre quatro artistas bem diferentes: Adele levou o Grammy de Melhor Performance Pop Solo (com “Easy on Me”), a veterana Bonnie Raitt teve a Música do Ano (“Just Like That”), Lizzo venceu como Gravação do Ano (“About Damn Time”) e Harry Styles ficou com o Álbum do Ano (“Harry’s House”). Vale lembrar que, apesar de seu recorde de gramofones dourados, Beyoncé tem sido sistematicamente esnobada pela Academia da Gravação nas categorias principais do prêmio. Apesar de toda sua importância e impacto, ela nunca venceu Melhor Álbum, Performance Pop ou Gravação, e apenas uma vez como Música do ano – “Single Ladies”, em 2010. Mas em seu discurso, Lizzo lembrou da importância de Beyoncé para sua carreira, contando como matou aula na quinta série para ver um show da diva e ficou transformada pela experiência. A Rainha bateu palmas de pé para a súdita. Anitta, que concorria a Revelação do Ano, acabou passando em branco no evento realizado na Crypto.com Arena, em Los Angeles (EUA). A vencedora de sua categoria foi uma grande surpresa: a cantora Samara Joy, que se destaca numa linha mais adulta de jazz pop. Ela também venceu o Grammy de Melhor Álbum Vocal de Jazz (“Linger Awhile”). Mas teve vitória do Brasil no evento. O veterano grupo acústico e vocal Boca Livre recebeu o troféu de Melhor Álbum de Pop Latino por sua parceria com o cantor panamenho Rubén Blades (o disco “Pasieros”). Foi uma vitória póstuma, já que o grupo acabou no ano passado por divergência política entre seus integrantes. Por sinal, dois artistas nacionais foram lembrados durante as homenagens póstumas da seção “in memoriam”: Erasmo Carlos e Gal Costa. Além de Beyouncé, o grupo gospel Maverick City Music & Kirk Franklin também faturou quatro prêmios em sua categoria. Já os vencedores com três troféus foram cinco: Willie Nelson (na música country), Harry Styles (na música pop), Bonnie Raitt (na música “americana”/folk), Kendrick Lamar (no rap) e Brandi Carlile (no rock) A premiação ainda destacou momentos politizados, como o troféu especial conferido ao cantor iraniano Shervin Hajipour, autor de “Baraye”, que virou hino dos protestos em seu país e foi preso após a música viralizar nas redes sociais. Já na vitória de Melhor Performance de Dupla, Sam Smith deixou a parceira Kim Petras discursar e celebrar o fato de ser a primeira artista transexual a vencer um Grammy. Mas no Grammy Latino deste ano, a brasileira Lineker já tinha rompido essa fronteira. Sam Smith e Kim Petras também representaram um dos pontos altos dos shows ao vivo da noite, que tiveram como maior destaque disparado uma homenagem aos 50 anos do hip-hop. Esta performance reuniu uma procissão de lendas, que se revesaram para apresentar trechos de clássicos do gênero musical, do pioneiro DJ Grandmaster Flash ao novato Future, passando por Run-DMC, LL Cool J, Public Enemy, Rakim, Salt N Peppa, Queen Latifah, De la Soul, Scarface, Busta Rhimes, Too Short, Nelly, The Roots e muitos outros. Para completar, a performance que encerrou a noite trouxe ainda mais rap, com Jay-Z, DJ Khaled, Lil Wayne, Rick Ross, John Legend e Fridayy se juntando numa versão de “God Did”, que começou dentro da arena e terminou no meio da rua, onde os artistas se sentaram uma longa mesa de jantar à luz de velas. Só o verso de Jay-Z durou mais de quatro minutos. E quando DJ Khaled encerrou a apresentação, exaltou para a câmera um último feito histórico da edição: “Fizemos uma música de 8 minutos no Grammy!”. Confira abaixo o momento em que Beyoncé quebrou o recorde da Academia de Gravação e a lista completa dos vencedores do Grammy 2023. Revelação do Ano Samara Joy Álbum do Ano Harry Styles – “Harry’s House” Gravação do Ano “About Damn Time,” Lizzo Música do Ano Bonnie Raitt – “Just Like That” Melhor Performance Solo Pop Adele – “Easy on Me” Melhor Performance Pop de Dupla ou Grupo Sam Smith & Kim Petras – “Unholy” Melhor Álbum Pop Harry Styles – “Harry’s House” Melhor Performance de Rap Kendrick Lamar – “The Heart Part 5” Melhor Música de Rap Kendrick Lamar – “The Heart Part 5” Melhor Performance Melódica de Rap Future Featuring Drake & Tems – “Wait for U” Melhor Álbum de Rap Kendrick Lamar – “Mr. Morale & the Big Steppers” Melhor Gravação de Dance Music/Eletrônica Beyoncé – “Break My Soul” Melhor Álbum de Dance/Eletrônica Beyoncé – “Renaissance” Melhor Música de R&B Beyoncé – “Cuff It” Melhor Performance de R&B Muni Long – “Hrs & Hrs” Melhor Álbum de R&B Progressivo Steve Lacy – “Gemini Rights” Melhor Álbum de R&B Mary J. Blige – “Good Morning Gorgeous (Deluxe)” Melhor Performance de R&B Tradicional Beyoncé – “Plastic Off the Sofa” Melhor Performance de Rock Brandi Carlile – “Broken Horses” Melhor Música de Rock Brandi Carlile – “Broken Horses” Melhor Álbum de Rock Ozzy Osbourne – “Patient Number 9” Melhor Performance de Heavy Metal Ozzy Osbourne Featuring Tony Iommi – “Degradation Rules” Melhor Performance de Música Alternativa Wet Leg – “Chaise Lounge” Melhor Álbum de Música Alternativa Wet Leg – “Wet Leg” Melhor Álbum Pop Vocal Tradicional Michael Bublé – “Higher” Melhor Álbum de Reggae Kabaka Pyramid – “The Kalling” Melhor Álbum de Jazz Latino Arturo O’Farrill & The Afro Latin Jazz Orchestra Featuring The Congra Patria Son Jarocho Collective – “Fandango at the Wall in New York” Melhor Álbum de Pop Latino Rubén Blades and Boca Livre – “Pasieros” Melhor Álbum de Rock Latino Rosalía – “Motomami” Melhor Álbum de Música Latina Tropical Marc Anthony – “Pa’lla Voy” Melhor Álbum de Música Urbana Bad Bunny – “Un Verano Sin Ti” Melhor Performance Country Solo Willie Nelson – “Live Forever” Melhor Performance Country de Dupla ou Grupo Carly Pearce & Ashley McBryde – “Never Wanted to Be That Girl” Melhor Música de Country Willie Nelson – “I’ll Love You Till the Day I Die” Melhor Álbum de Country Willie Nelson – “A Beautiful Time” Melhor Clipe Taylor Swift – “All Too Well: The Short Film” Melhor Documentário Musical Vários Artistas – “Jazz Fest: A New Orleans Story” Trilha Compilação de Trilha Sonora “Encanto” Melhor Trilha Sonora Germaine Franco – “Encanto” Melhor Trilha de Videogames “Valhalla: Dawn of Ragnarök” Melhor Gravação Remix Lizzo – “About Damn Time (Purple Disco Machine Remix)” Melhor Álbum de New Age, Ambient ou Canto White Sun – “Mystic Mirror” Melhor Solo de Jazz Improvisado Wayne Shorter & Leo Genovese – “Endangered Species” Melhor Álbum Vocal de Jazz Samara Joy – “Linger Awhile” Melhor Álbum Instrumental de Jazz Terri Lyne Carrington, Kris Davis, Linda May Han Oh, Nicholas Payton & Matthew Stevens – “New Standards Vol. 1” Melhor Álbum de Banda de Jazz Steven Feifke, Bijon Watson, Generation Gap Jazz Orchestra – “Generation Gap Jazz Orchestra” Melhor Gravação de Audiolivro, Narração e Storytelling Viola Davis – “Finding Me” (Em Busca de Mim) Melhor Álbum de Música Infantil Alphabet Rockers – “The Movement” Melhor Álbum de Comédia Dave Chappelle – “The Closer” Melhor Álbum de Teatro Musical Into the Woods’ 2022 Broadway Cast – “Into the Woods (2022 Broadway Cast Recording)” Melhor Engenharia de Som em Álbum Não Clássico Harry Styles – “Harry’s House” Melhor Álbum de Áudio Imersivo Stewart Copeland & Ricky Kej – “Divine Tides” Melhor Composição Instrumental Geoffrey Keezer – “Refuge” Melhor Arranjo Instrumental ou Acapella Magnus Lindgren, John Beasley & The SWR Big Band Featuring Martin Auer – “Scrapple From the Apple” Melhor Arranjo, Instrumentos e Vocais Christine McVie – “Songbird (Orchestral Version)” Melhor Performance de Música Global Wouter Kellerman, Zakes Bantwini & Nomcebo Zikode – “Bayethe” Melhor Álbum de Música Mexicana Regional Natalia Lafourcade – “Un Canto por México – El Musical” Melhor Encarte Tamsui-Kavalan Chinese Orchestra – “Beginningless Beginning” Melhor Texto em Encarte de Álbum Wilco – “Yankee Hotel Foxtrot (20th Anniversary Super Deluxe Edition)” Melhor Box ou Projeto em Edição Limitada The Grateful Dead – “In and Out of the Garden: Madison Square Garden ’81, ’82, ’83” Melhor Relançamento de Álbum Histórico Wilco – “Yankee Hotel Foxtrot (20th Anniversary Super Deluxe Edition)” Melhor Álbum de Blues Tradicional Taj Mahal & Ry Cooder – “Get on Board” Melhor Álbum de Blues Contemporâneo Edgar Winter – “Brother Johnny” Melhor Álbum de Música Regional Ranky Tanky – “Live at the 2022 New Orleans Jazz & Heritage Festival” Melhor Performance de Música Americana de Raiz Aaron Neville With the Dirty Dozen Brass Band – “Stompin’ Ground” Melhor Música Americana de Raiz Bonnie Raitt – “Just Like That” Best Performance Americana Bonnie Rait – “Made Up Mind” Melhor Álbum Americano Brandi Carlile – “In These Silent Days” Melhor Álbum de Bluegrass Molly Tuttle & Golden Highway – “Crooked Tree” Melhor Canção/Performance Gospel Maverick City Music & Kirk Franklin – “Kingdom” Melhor Canção/Performance Cristã Contemporânea Maverick City Music & Kirk Franklin – “Fear Is Not My Future” Melhor Álbum Gospel Maverick City Music & Kirk Franklin – “Kingdom Book One” Melhor Álbum de Música Cristã Contemporânea Maverick City Music – “Breathe” Melhor Álbum de Gospel Raiz Tennessee State University – “The Urban Hymnal” Melhor Performance Orquestral New York Youth Symphony – “Works” by Florence Price, Jessie Montgomery, Valerie Coleman Melhor Gravação de Ópera The Metropolitan Opera Orchestra & The Metropolitan Opera Chorus – “Blanchard: Fire Shut Up in My Bones” Melhor Performance de Coral The Crossing – “Born” Melhor Performance de Música de Câmara/Pequena Formação Attacca Quartet – “Caroline Shaw: Evergreen” Melhor Performance Instrumental Clássica Solo Time for Three, The Philadelphia Orchestra & Xian Zhang – “Letters for the Future” Melhor Álbum Solo Clássico Vocal Renée Fleming & Yannick Nézet-Séguin – “Voice of Nature: The Anthropocene” Melhor Compêndio Clássico “Kitt Wakeley – An Adoption Story” Melhor Composição Contemporânea Clássica Time for Three, The Philadelphia Orchestra & Xian Zhang – “Puts: Contact” Melhor Engenharia de Som em Álbum Clássico Edwin Outwater & Chicago Symphony Orchestra – Mason Bates: “Philharmonia Fantastique: The Making of the Orchestra” Produtor do Ano em Música Clássica Judith Sherman
Anitta revela seu vestido de gala para a premiação do Grammy
A cantora Anitta puyblicou em suas redes sociais o visual com que pisou no tapete vermelho do Grammy, maior premiação da indústria musical dos EUA que acontece na noite deste domingo (5/2) na Crypto.com Arena de Los Angeles (EUA). Ela escolheu um vestido preto nada básico da grife Versace. Segundo ela, o modelo é “muito exclusivo”, e ela escolheu joias da Tiffany para completar o visual. Em entrevista à atriz trans americana Laverne Cox, que está cobrindo o tapete vermelho do evento, a brasileira disse que já se sente uma vencedora, não importa o resultado da premiação. “Para todo o país estamos fazendo história”, disse. Anitta está concorrendo na categoria de Melhor Artista Nova do Ano, a tradicional Revelação. Em uma entrevista para a revista americana People, ela ressaltou a importância deste momento. “Isto significa muito. O meu país todo está me vendo aqui hoje. Estou muito feliz. Eu quero agradecer pelo apoio, foi uma longa jornada. Nunca desista dos seus sonhos”, salientou. After 50 years, Brazil is at the Grammys pic.twitter.com/mySqRKboSh — Anitta (@Anitta) February 5, 2023 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Anitta 🎤 (@anitta)
Grammy: Prêmios de rock vão para Ozzy Osbourne, Brandi Carlile e Wet Leg
Escancarando a falta de apelo comercial do rock no século 21, a premiação das categorias roqueiras do Grammy 2023 aconteceram antes do início da transmissão televisionada da premiação. O evento, que acontece na noite deste domingo (5/2) no palco da Crypto.com Arena, em Los Angeles (EUA), consagrou o veterano Ozzy Osbourne, com mais de 50 anos de carreira, a cantora country pop Brandi Carlile e a banda indie Wet Leg entre os roqueiros premiados. Cada um deles levou dois gramofones dourados. Brandi Carlile venceu os troféus de Melhor Performance e Melhor Música de Rock por “Broken Horses”. Ozzy levou as estatuetas de Melhor Performance de Heavy Metal (“Degradation Rules”, pareceria com o guitarrista Tony Iommi, do Black Sabbath) e Melhor Álbum de Rock (“Patient Number 9”). E a banda britânica conquistou os Grammys de Melhor Performance (“Chaise Lounge”) e Melhor Álbum de Música Alternativa (“Wet Leg”). Ao receber um dos prêmios de Rock Alternativo, a cantora Rhian Teasdale abusou da sinceridade ao dizer que não sabia o que o Wet Leg estava fazendo naquele evento. A banda ainda concorre ao troféu de Artista Novo do Ano, nome oficial da categoria de Revelação, que também é disputado pela brasileira Anitta. Além desses troféus, outro grupo alternativo se destacou em categorias técnicas. A reedição especial de 20 anos do disco “Yankee Hotel Foxtrot”, da banda Wilco, venceu como Melhor Relançamento de Álbum Histórico e Melhor Texto de Encarte. A parte televisada do Grammy começa às 21h30, com transmissão no canal pago TNT e na plataforma HBO Max. Confira abaixo o agradecimento da Wet Leg e a lista de prêmios conquistados por roqueiros no Grammy 2023. Melhor Performance de Rock Brandi Carlile – “Broken Horses” Melhor Música de Rock Brandi Carlile – “Broken Horses” Melhor Álbum de Rock Ozzy Osbourne – “Patient Number 9” Melhor Performance de Heavy Metal Ozzy Osbourne Featuring Tony Iommi – “Degradation Rules” Melhor Performance de Música Alternativa Wet Leg – “Chaise Lounge” Melhor Álbum de Música Alternativa Wet Leg – “Wet Leg” Melhor Relançamento de Álbum Histórico Wilco – “Yankee Hotel Foxtrot (20th Anniversary Super Deluxe Edition)” Melhor Texto em Encarte de Álbum Wilco – “Yankee Hotel Foxtrot (20th Anniversary Super Deluxe Edition)” Melhor Box ou Projeto em Edição Limitada The Grateful Dead – “In and Out of the Garden: Madison Square Garden ’81, ’82, ’83”
Viola Davis realiza feito: vence o Grammy e se torna EGOT
A distribuição de troféus começa mais cedo no Grammy Awards, com a entrega das categorias não televisionadas. E Viola Davis foi uma das primeiras premiadas do evento deste domingo (5/2) em Los Angeles, atingindo um marco importante com a conquista. A vitória do Grammy na categoria de Melhor Narração de Audiobook fez a estrela de Hollywood entrar para a lista dos artistas EGOT, que são vencedores das quatro principais premiações de arte dos EUA: o Emmy (da TV), o Grammy (da música), o Oscar (do cinema) e o Tony (do teatro). Apenas 18 pessoas conquistaram os quatro prêmios da indústria do entretenimento dos EUA em todos os tempos. Para a vencedora do Oscar por “Um Limite Entre Nós” entrar nessa lista seleta só faltava um Grammy. Não falta mais. O audiobook que rendeu o Grammy para Viola foi baseada no seu livro de memórias, chamado de “Em Busca de Mim”. Em seu discurso, ela falou que tinha feito o livro para homenagear a criança que um dia tinha sido. “Ai, meu Deus. Escrevi esse livro em homenagem à Viola de 6 anos. Para homenageá-la, a vida dela, a alegria dela, o trauma dela. Tudo. Foi uma baita jornada. E eu acabei de me tornar uma EGOT”, exclamou a atriz. Ela completou agradecendo ao marido e a filha: “Julius, Genesis, vocês são minha vida, minha alegria. Vocês são o melhor capítulo deste livro. Obrigado!”, encerrou Viola. Viola Davis has achieved EGOT (Emmy, Grammy, Oscar, and Tony) status. "It has been such a journey, I just EGOT!" pic.twitter.com/YYj4MMJvRg — philip lewis (@Phil_Lewis_) February 5, 2023
Grammy: Saiba que horas começa, onde ver e quem disputa a maior premiação da música americana
O Grammy Awards, a principal premiação da música americana, vai acontecer nesse domingo e será transmitido no Brasil. A premiação, que destaca recorde de Beyoncé e traz Anitta concorrendo como revelação do ano, será realizada nesta noite na Crypto.com Arena, em Los Angeles (EUA) e, além de troféus, apresentará diversos shows para o público. O evento será transmitido oficialmente pelo canal pago TNT e também pela plataforma de streaming HBO Max, a partir das 21h30, com apresentação da atriz Ana Furtado. Entre os shows confirmados, estão apresentações de Harry Styles, Lizzo, Bad Bunny, Mary J. Blige, Brandi Carlile, Luke Combs, Steve Lacy, Sam Smith e Kim Petras. Já a disputa de prêmios traz Beyoncé e Jay-Z atingindo a marca impressionante de 88 indicações em suas carreiras. O recorde compartilhado por um casal é inédito na história da premiação, e foi alcançado após Beyoncé e Jay-Z serem nomeados, respectivamente, em nove e cinco categorias deste ano. Se Beyoncé vencer quatro dos nove troféus em disputa, ela bate outro recorde, tornando-se a artista solo mais premiada da história do Grammy. Outros destaques da premiação deste ano são o rapper Kendrick Lamar com oito indicações, as cantoras Adele e Brandi Carlile com sete, Harry Styles com seis e Taylor Swift marcando presença em quatro categorias. Mas, para os fãs brasileiros, o registro mais importante é a indicação de Anitta na categoria de Melhor Artista Novo. A cantora brasileira travar uma das disputas mais acirradas da noite, e com artistas completamente diferentes, entre eles a banda italiana de rock Måneskin, a banda indie britânica Wet Leg e a rapper americana Latto, considerada favorita ao prêmio. Confira abaixo os indicados nas principais categorias. Revelação do Ano Anitta Omar Apollo Domi & Jd Beck Muni Long Samara Joy Latto Maneskin Tobe Nwigwie Molly Tuttle Álbum do Ano ABBA – “Voyage” Adele – “30” Bad Bunny – “Un Verano Sin Ti” Beyoncé – “Renaissance” Brandi Carlile – “In These Silent Days” Coldplay – “Music of the Spheres” Harry Styles – “Harry’s House” Kendrick Lamar – “Mr. Morale & the Big Steppers” Lizzo – “Special” Mary J. Blige – “Good Morning Gorgeous (Deluxe)” Gravação do Ano “Don’t Shut Me Down,” ABBA “Easy on Me,” Adele “BREAK MY SOUL,” Beyoncé “Good Morning Gorgeous,” Mary J. Blige “You and Me on the Rock,” Brandi Carlile feat. Lucius “Woman,” Doja Cat “Bad Habit,” Steve Lacy “The Heart Part 5,” Kendrick Lamar “About Damn Time,” Lizzo “As It Was,” Harry Styles Música do Ano Adele – “Easy on Me” Beyoncé – “Break My Soul” Bonnie Raitt – “Just Like That” DJ Khaled Featuring Rick Ross, Lil Wayne, Jay-Z, John Legend & Fridayy – “God Did” Gayle – “ABCDEFU” Harry Styles – “As It Was” Kendrick Lamar – “The Heart Part 5” Lizzo – “About Damn Time” Steve Lacy – “Bad Habit” Taylor Swift – “All Too Well (10 Minute Version) (The Short Film)” Melhor Performance Solo Pop Adele – “Easy on Me” Bad Bunny – “Moscow Mule” Doja Cat – “Woman” Harry Styles – “As It Was” Lizzo – “About Damn Time” Steve Lacy – “Bad Habit” Melhor Performance Pop de Dupla ou Grupo ABBA – “Don’t Shut Me Down” Camila Cabello Featuring Ed Sheeran – “Bam Bam” Coldplay & BTS – “My Universe” Post Malone & Doja Cat – “I Like You (A Happier Song)” Sam Smith & Kim Petras – “Unholy” Melhor Álbum Pop ABBA – “Voyage” Adele – “30” Coldplay – “Music of the Spheres” Harry Styles – “Harry’s House” Lizzo – “Special” Melhor Álbum Pop Tradicional Diana Ross – “Thank You” Kelly Clarkson – “When Christmas Comes Around…” Michael Bublé – “Higher” Norah Jones – “I Dream of Christmas (Extended)” Pentatonix – “Evergreen” Melhor Performance de Rock “Old Man” – Beck “Wild Child” – The Black Keys “Broken Horses” – Brandi Carlile “So Happy It Hurts” – Bryan Adams “Crawl!” – Idles “Patient Number 9” – Ozzy Osbourne e Jeff Beck “Holiday” – Turnstile Melhor Música de Rock “Broken Horses” – Brandi Carlile “Patient Number 9” – Ozzy Osbourne e Jeff Beck “Black Summer” – Red Hot Chili Peppers “Blackout” – Turnstile “Harmonia’s Dream” – The War on Drugs Melhor Álbum de Rock “Dropout Boogie” – The Black Keys “The Boy Named If” – Elvis Costello & The Imposters “Crawler” – Idles “Mainstream Sellout” – Machine Gun Kelly “Patient Number 9” – Ozzy Osbourne “Lucifer on the Sofa” – Spoon Melhor Álbum de Rock Alternativo “WE” – Arcade Fire. “Dragon New Warm Mountain I Believe In You” – Big Thief. “Fossora” – Björk. “Wet Leg” – Wet Leg. “Cool It Down” – Yeah Yeah Yeahs. Melhor Gravação de Dance/Eletrônica Beyoncé – “Break My Soul” Bonobo – “Rosewood” David Guetta & Bebe Rexha – “I’m Good (Blue)” Diplo & Miguel – “Don’t Forget My Love” Kaytranada Featuring H.E.R. – “Intimidated” Rüfüs Du Sol – “On My Knees” Melhor Álbum de Dance/Eletrônica Beyoncé – “Renaissance” Bonobo – “Fragments” Diplo – “Diplo” Odesza – “The Last Goodbye” Rüfüs Du Sol – “Surrender” Melhor Performance de Rap DJ Khaled Featuring Rick Ross, Lil Wayne, Jay-Z, John Legend & Fridayy – “God Did” Doja Cat – “Vegas” Gunna & Future Featuring Young Thug – “Pushin P” Hitkidd & Glorilla – “F.N.F. (Let’s Go)” Kendrick Lamar – “The Heart Part 5” Melhor Performance de Rap Melódico DJ Khaled Featuring Future & SZA – “Beautiful” Future Featuring Drake & Tems – “Wait for U” Jack Harlow – “First Class” Kendrick Lamar Featuring Blxst & Amanda Reifer – “Die Hard” Latto – “Big Energy (Live)” Melhor Música de Rap DJ Khaled Featuring Rick Ross, Lil Wayne, Jay-Z, John Legend & Fridayy – “God Did” Future Featuring Drake & Tems – “Wait for U” Gunna & Future Featuring Young Thug – “Pushin P” Jack Harlow Featuring Drake – “Churchill Downs” Kendrick Lamar – “The Heart Part 5” Melhor Álbum de Rap DJ Khaled – “God Did” Future – “I Never Liked You” Jack Harlow – “Come Home the Kids Miss You” Kendrick Lamar – “Mr. Morale & the Big Steppers” Pusha T – “It’s Almost Dry” Melhor Performance de R&B Beyoncé – “Virgo’s Groove” Jazmine Sullivan – “Hurt Me So Good” Lucky Daye – “Over” Mary J. Blige Featuring Anderson .Paak – “Here With Me” Muni Long – “Hrs & Hrs” Melhor Performance de R&B Tradicional Adam Blackstone Featuring Jazmine Sullivan – “’Round Midnight” Babyface Featuring Ella Mai – “Keeps on Fallin’” Beyoncé – “Plastic Off the Sofa” Mary J. Blige – “Good Morning Gorgeous” Snoh Aalegra – “Do 4 Love” Melhor Música de R&B Beyoncé – “Cuff It” Jazmine Sullivan – “Hurt Me So Good” Mary J. Blige – “Good Morning Gorgeous” Muni Long – “Hrs & Hrs” PJ Morton – “Please Don’t Walk Away” Melhor Álbum de R&B Progressivo Cory Henry – “Operation Funk” Moonchild – “Starfuit” Steve Lacy – “Gemini Rights” Tank and the Bangas – “Red Balloon” Terrace Martin – “Drones” Melhor Álbum de R&B Chris Brown – “Breezy (Deluxe)” Lucky Daye – “Candy Drip” Mary J. Blige – “Good Morning Gorgeous (Deluxe)” PJ Morton – “Watch the Sun” Robert Glasper – “Black Radio III” Melhor Clipe Adele – “Easy on Me” BTS – “Yet to Come” Doja Cat – “Woman” Harry Styles – “As It Was” Kendrick Lamar – “The Heart Part 5” Taylor Swift – “All Too Well: The Short Film” Melhor Documentário Musical Adele – “Adele One Night Only” Billie Eilish – “Billie Eilish Live at the O2” Justin Bieber – “Our World” Neil Young & Crazy Horse – “A Band a Brotherhood a Barn” Rosalía – “Motomami (Rosalía TikTok Live Performance)” Various Artists – “Jazz Fest: A New Orleans Story” Melhor Trilha Sonora com Compilação de Artistas “Elvis” “Encanto” “Stranger Things: Soundtrack From the Netflix Series, Season 4 (Vol 2)” “Top Gun: Maverick” “West Side Story” Melhor Trilha Sonora Original “The Batman” “Encanto” “No Time to Die” “The Power of the Dog” “Succession: Season 3” Melhor Performance Country Solo Kelsea Ballerini – “Heartfirst” Maren Morris – “Circles Around This Town” Miranda Lambert – “In His Arms” Willie Nelson – “Live Forever” Zach Bryan – “Something in the Orange” Melhor Performance Country de Dupla ou Grupo Brothers Osborne – “Midnight Rider’s Prayer” Carly Pearce & Ashley McBryde – “Never Wanted to Be That Girl” Ingrid Andress & Sam Hunt – “Wishful Drinking” Luke Combs & Miranda Lambert – “Outrunnin’ Your Memory” Reba McEntire & Dolly Parton – “Does He Love You (Revisited)” Robert Plant & Alison Krauss – “Gonig Where the Lonely Go” Melhor Música de Country Cody Johnson – “’Til You Can’t” Luke Combs – “Doin’ This” Maren Morris – “Circles Around This Town” Miranda Lambert – “If I Was a Cowboy” Taylor Swift – “I Bet You Think About Me (Taylor’s Version) (From the Vault)” Willie Nelson – “I’ll Love You Till the Day I Die” Melhor Álbum de Country Ashley McBryde – “Ashley McBryde Presents: Lindeville” Luke Combs – “Growin’ Up” Maren Morris – “Humble Quest” Miranda Lambert – “Palomino” Willie Nelson – “A Beautiful Time” Melhor Álbum de Jazz Latino Arturo O’Farrill & The Afro Latin Jazz Orchestra Featuring The Congra Patria Son Jarocho Collective – “Fandango at the Wall in New York” Arturo Sandoval – “Rhythm & Soul” Danilo Pérez Featuring The Global Messengers – “Crisálida” Flora Purim – “If You Will” Miguel Zenón – “Música de las Américas” Melhor Álbum de Pop Latino “Aguilera” – Christina Aguilera “Pasieros” – Rubén Blades and Boca Livre “De Adentro Pa Afuera” – Camilo “Viajante” – Fonseca “Dharma+” – Sebastián Yatra Melhor Álbum de Rock Latino “El Alimento” – Cimafunk “Tinta y Tiempo” – Jorge Drexler “1940 Carmen” – Mon Laferte “Alegoría” – Gaby Moreno “Los Años Salvajes” – Fito Paez “Motomami” – Rosalía Melhor Álbum de Música Urbana “Trap Cake, Vol. 2” – Rauw Alejandro “Un Verano Sin Ti” – Bad Bunny “Legendaddy” – Daddy Yankee “La 167” – Farruko “The Love & Sex Tape” – Maluma
Após polêmica, Academia resolve manter indicação de Andrea Riseborough ao Oscar
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA decidiu manter a indicação de Andrea Riseborough na categoria de Melhor Atriz do Oscar deste ano. Em comunicado, o CEO da Academia Bill Kramer informou que a atividade da equipe da artista não atingiu um nível que justifique a rescisão da indicação. “A Academia determinou que a atividade em questão não atinge um nível que leve a indicação do filme a ser rescindida. No entanto, descobrimos mídias sociais e táticas de campanha de divulgação que causaram preocupação. Essas táticas estão sendo abordadas diretamente com as partes responsáveis”, diz a nota. O nome de Andrea Riseborough foi envolvido num forte burburinho após ser considerada a maior surpresa do Oscar, obtendo indicação como Melhor Atriz por “To Leslie”, um drama indie pouco visto e comentado. A atriz e o longa passaram em branco na maioria das premiações da temporada, não tiveram muita repercussão na mídia nem investiram numa campanha massiva para buscar a indicação. Algo totalmente incomum no Oscar. Ao investigar ao caso, a Academia teria percebido que os produtores do filme tomaram alguns atalhos irregulares para conseguir essa façanha. O Oscar tem regras específicas contra lobby e algumas delas teriam sido infligidas pela campanha da atriz, que no filme de Michael Morris vive uma mãe solteira que ganha na loteria, mas começa a torrar dinheiro de forma irresponsável. Duas infrações foram apontadas. Casada com Michael Morris, o diretor de “To Leslie”, a atriz Mary McCormack mandou um e-mail para amigos da indústria pedindo ajuda na promoção do filme e de Riseborough na campanha pelo Oscar. Na mensagem, ela pedia que as pessoas fizessem posts no Instagram sobre o filme e sugeria até hashtags. Ela foi atendida por várias estrelas de peso, como Sally Field, Liam Neeson, Jane Fonda, Laura Dern, Catherine Keener, Geena Davis e Mira Sorvino, que fizeram publicações sobre o longa nas redes sociais. Além disso, Charlize Theron, Gwyneth Paltrow, Demi Moore, Courteney Cox e Edward Norton se envolveram em sessões especiais para votantes da Academia, convocando eleitores do Oscar. Este tipo de campanha, com apelo direto e nominal a votantes, é proibida pela Academia, que permite apenas comunicação genérica – que custa cara – com disparos de e-mail pelos próprios servidores da entidade e via anúncios na mídia paga. O filme também ficou em maus lençóis por causa de um post no Instagram. O perfil oficial do longa compartilhou uma publicação, já deletada, com destaque para uma frase de crítica publicada no jornal Chicago Sun Times. Além de elogiar Riseborough, o trecho citava uma concorrente, o que é vetado pela Academia. “Por mais que tenha admirado o trabalho de (Cate) Blanchett em ‘Tár’, minha performance favorita por uma mulher foi entregue por Andrea Riseborough”, dizia o texto destacado, escrito pelo respeitado crítico Richard Roeper. A Academia proíbe campanhas que promovam a competição entre nomes e títulos, como a menção a outros atores e filmes concorrentes em materiais de divulgação. Diante da ameaça de rescisão da indicação, vários artistas se manifestaram em apoio à atriz, lembrando que produções independentes têm muito mais dificuldade em promover seus talentos, diante das campanhas milionárias dos grandes estúdios, e a única forma de haver um mínimo de equilíbrio são táticas de guerrilha. O ponto central da questão foi melhor defendido por Christina Ricci (vista recentemente em “Wandinha”), que foi ao Instagram reclamar do elitismo da Academia, que, na prática, estaria sugerindo que só produções milionárias teriam chances de chegar ao Oscar, enquanto um filme independente pouco visto, como “To Leslie”, jamais poderia ser aceito no clubinho das indicações por não poder pagar seu lugar. “Parece hilário que a ‘indicação surpresa’ (o que significa que toneladas de dinheiro não foram gastas para posicionar essa atriz) de uma atuação legitimamente brilhante esteja sendo investigada”, escreveu Ricci. “Então são apenas os filmes e atores que podem pagar pelas campanhas que merecem reconhecimento? Parece elitista e exclusivista e, francamente, muito retrógrado para mim”. Pela declaração disponibilizada nesta terça (31/1), a Academia pretende apertar ainda mais o cerco, impedindo quem não se dispuser a investir em campanhas caras de concorrer ao Oscar. Neste ano, os filmes de maior bilheteria em Hollywood suplantaram as produções independentes de forma visível, deixando de fora da premiação muitas obras aclamadas pela crítica.
“Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” volta aos cinemas após 11 indicações ao Oscar
A Diamond Films anunciou que “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” voltará aos cinemas brasileiros após conquistar 11 indicações na premiação do Oscar 2023, inclusive como Melhor Filme. O filme dirigido por Daniel Kwan e Daniel Scheinert voltará ao circuito comercial nesta quinta (2/2), Maior sucesso da História do estúdio indie A24 (de filmes como “Midsommar” e “Ex Machina”), a sci-fi com 95% de aprovação da crítica americana no Rotten Tomatoes conta a história de uma mãe de família exaurida pela dificuldade de pagar seus impostos, quando descobre a existência do multiverso e de muitas versões dela mesma em diferentes realidades. Não só isso: um de seus maridos de outro mundo lhe revela que o destino do multiverso está em suas mãos. E para impedir o fim de todos os mundos, a personagem vivida por Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”) precisará incorporar as habilidades da totalidade de suas versões para enfrentar Jamie Lee Curtis (“Halloween”) e outras ameaças perigosas que a aguardam em sua missão. O elenco ainda destaca Ke Huy Quan (que foi o menino Short Round de “Indiana no Templo da Perdição”) como o marido de Yeoh, Stephanie Hsu (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) como sua filha e o veterano James Hong (“Aventureiros do Bairro Proibido”), entre outros. Além dos cinemas, o filme também já pode ser visto em casa. Ele está disponível desde julho do ano passado nas locadoras digitais – plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que disponibilizam filmes sem a necessidade de assinatura mensal, cobrando os consumidores por visualização individual de conteúdo.
Ana Furtado vai apresentar Grammy, Oscar e Emmy na TNT
A atriz e apresentadora Ana Furtado já marcou sua volta à TV. Após 26 anos na Globo, ela foi anunciada pela Warner Bros. Discovery como apresentadora do Grammy Awards, que acontece no próximo domingo (5/2), com transmissão ao vivo pelo canal pago TNT e a plataforma HBO Max. Ana Furtado foi contratada para ser a “embaixadora das premiações” do TNT, e será responsável por apresentar os eventos exclusivos do canal, incluindo o Oscar, marcado para 12 de março, e o Emmy, previsto apenas para setembro. Em cada evento, a esposa de Boninho (do “BBB”) estará acompanhada de um especialista e um convidado especial, que atuarão como comentaristas. “É uma honra e uma felicidade imensa ser a ‘embaixadora das premiações’ da Warner Bros. Discovery. Sempre amei as premiações e assisto todas, então apresentar é unir tudo que amo em um só lugar: o glamour, a agitação, a energia que envolve as premiações, e a oportunidade de ter comigo comentaristas talentosíssimos sobre música, cinema e TV é um combo que eu sempre quis. O convite foi muito carinhoso. Não consigo imaginar uma maneira melhor de começar essa nova fase”, disse a ex-“É de Casa” em comunicado. Quando anunciou sua saída da Globo, em julho passado, Ana Furtado disse que há tempos pensava “em partir para novos sonhos”. Eis o resultado.
“Stranger Things” lidera indicações do Kids’ Choice 2023
O canal infantil Nickelodeon anunciados nesta terça-feira (31/1) a lista dos indicados à 36ª edição do Kids’ Choice Awards. A emissora também abriu a votação popular, que se encerra no dia 4 de março. A premiação será apresentada por Nate Burleson e Charli D’Amelio no Microsoft Theater em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos. O evento será transmitido ao vivo na Nickelodeon e em outras redes da Paramount. A partir de quarta-feira (1/2), o público jovem poderá selecionar seus favoritos entre 31 categorias, que estarão disponíveis no site oficial KidsChoiceAwards.com. A série “Stranger Things” lidera os indicados com um total de seis nomeações. Logo atrás, vem as produções de “That Girl Lay Lay”, “High School Musical: A Série: O Musical” e “Os Padrinhos Mágicos: Mais Mágicos que Nunca” com quatro indicações cada. A 36ª edição também conta com as indicações inéditas das atrizes Jenna Ortega (“Wandinha”) e Letitia Wright (“Pantera Negra: Wakanda Para Sempre”), além dos cantores-compositores Jack Harlow, GAYLE, Joji e Nicky Youre. Confira a lista dos indicados. TELEVISÃO Programa de TV “Are You Afraid of the Dark?” “High School Musical: A Série: O Musical” “Ms. Marvel” “A Casa da Raven” “Os Padrinhos Mágicos: Mais Mágicos que Nunca” “That Girl Lay Lay” “Virando o Jogo dos Campeões” “The Really Loud House” Programa de TV – Família “Cobra Kai” “iCarly” “Obi-Wan Kenobi” “Mulher-Hulk: Defensora de Heróis” “Stranger Things” “Wandinha” “Young Rock” “Young Sheldon” Reality Show “America’s Funniest Home Videos” “America’s Got Talent” “American Ninja Warrior” “Floor Is Lava” “MasterChef Junior” “The Masked Singer” Animação “Jurassic World: Acampamento Jurássico” “Rugrats – Os Anjinhos” “Bob Esponja Calça Quadrada” “Jovens Titãs em Ação” “The Loud House” “Os Smurfs” Atriz de TV – Infantil Imogen Cohen – como Zina em “Os Padrinhos Mágicos: Mais Mágicos que Nunca” Audrey Grace Marshall – como Vivian Turner em “Os Padrinhos Mágicos: Mais Mágicos que Nunca” Olivia Rodrigo – como Nini em “High School Musical: A Série: O Musical” Raven-Symoné – como Raven Baxter em “A Casa de Raven” Alaya High – como Lay Lay em “That Girl Lay Lay” Sofia Wylie – como Gina em “High School Musical: A Série: O Musical” Ator de TV – Infantil Joshua Bassett – como Ricky em “High School Musical: A Série: O Musical” Dylan Gilmer – como Young Dylan em “Tyler Perry’s Young Dylan” Israel Johnson – como Noah Lambert em “Acampados” Brady Noon – como Evan Morrow em “Virando o Jogo dos Campeões” Wolfgang Schaeffer – como Lincoln Loud em “The Really Loud House” Tyler Wladis – como Roy em “Os Padrinhos Mágicos: Mais Mágicos que Nunca” Atriz de TV – Família Millie Bobby Brown – como Eleven em “Stranger Things” Miranda Cosgrove – como Carly Shay em “iCarly” Hilary Duff – como Sophie em “How I Met Your Father” Jenna Ortega – como Wandinha Addams em “Wandinha” Tracee Ellis Ross – como Bow Johnson em “Black-ish” Sadie Sink – como Max Mayfield em “Stranger Things” Ator de TV – Família Ralph Macchio – como Daniel LaRusso em “Cobra Kai” Gaten Matarazzo – como Dustin Henderson em “Stranger Things” Ewan McGregor – como Obi-Wan Kenobi em “Obi-Wan Kenobi” Caleb McLaughlin – como Lucas Sinclair em “Stranger Things” Jerry Trainor – como Spencer Shay em “iCarly” Finn Wolfhard – como Mike Wheeler em “Stranger Things” CINEMA Filme Favorito “Avatar: O Caminho da Água” “Adão Negro” “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” “Abracadabra 2” “Jurassic World: Dominio” “Monster High: O Filme” “Sonic – O Filme 2” “Top Gun: Maverick” Atriz de Cinema Millie Bobby Brown – como Enola Holmes em “Enola Holmes 2” Lupita Nyong’o – como Nakia em “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” Elizabeth Olsen – como Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate em “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” Sarah Jessica Parker – como Sarah Sanderson em “Abracadabra 2” Natalie Portman – como Jane Foster/Poderosa Thor em “Thor: Amor e Trovão” Letitia Wright – como Shuri em “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” Ator de Cinema Dwayne Johnson – como Adão Negro/Teth-Adam em “Adão Negro” Jim Carrey – como Dr. Robotnik em “Sonic – O Filme 2” Chris Hemsworth – como Thor em “Thor: Amor e Trovão” Chris Pratt – como Owen Grady em “Jurassic World: Dominio” Ryan Reynolds – como Big Adam em “O Projeto Adam” Tom Cruise – como Capt. Pete “Maverick” Mitchell em “Top Gun: Maverick” Filme de Animação “DC Liga dos Super Pets” “Hotel Transilvânia: Transformania” “Lightyear” “Minions: A Origem de Gru” “Os Caras Malvados” “Red: Crescer é uma Fera” Voz Feminina em Filme de Animação Awkwafina – como Tarântula em “Os Caras Malvados” Selena Gomez – como Mavis em “Hotel Transilvânia: Transformania” Salma Hayek – como Kitty Softpaws em “Gato de Botas 2: O Último Pedido” Taraji P. Henson – como Belle Bottom em “Minions: A Origem de Gru” Sandra Oh – como Ming em “Red: Crescer é uma Fera” Keke Palmer – como Izzy Hawthorne em “Lightyear” Voz Masculina em Filme de Animação Steve Carell – como Gru em “Minions: A Origem de Gru” Chris Evans – como Buzz Lightyear em “Lightyear” Kevin Hart – como Ace em “DC Liga dos Super Pets” Dwayne Johnson – como Krypto em “DC Liga dos Super Pets” Andy Samberg – como Dale em “Tico e Teco: Defensores da Lei” Andy Samberg – como Jonathan em “Hotel Transilvânia: Transformania” MÚSICA Artista Favorita Adele Cardi B Beyoncé Billie Eilish Lady Gaga Lizzo Rihanna Taylor Swift Artista Favorito Justin Bieber Bad Bunny Drake Kendrick Lamar Post Malone Ed Sheeran Harry Styles The Weeknd Grupo Musical 5 Seconds of Summer Black Eyed Peas Blackpink BTS Imagine Dragons OneRepublic Panic! at the Disco Paramore Canção Favorita “Break My Soul” – Beyoncé “First Class” – Jack Harlow “About Damn Time” – Lizzo “I Ain’t Worried” – OneRepublic “Lift Me Up” – Rihanna “As It Was” – Harry Styles “Anti-Hero” – Taylor Swift “Bejeweled” – Taylor Swift Colaboração Favorita “Bam Bam” – Camila Cabello com part. de Ed Sheeran “Don’t You Worry” – Black Eyed Peas, David Guetta, Shakira “I Like You (A Happier Song)” – Post Malone com part. de Doja Cat “Numb” – Marshmello com part. de Khalid “Stay with Me” – Calvin Harris com part. de Justin Timberlake, Halsey, Pharrell “Sweetest Pie” – Megan Thee Stallion e Dua Lipa Artista Revelação Dove Cameron Devon Cole Gayle Joji Lauren Spencer-Smith Nick Youre Álbum Favorito “Renaissance” – Beyoncé “God Did” – DJ Khaled “Special” – Lizzo “Harry’s House” – Harry Styles “Midnights (3am Edition)” – Taylor Swift “Dawn FM” – The Weeknd Estrela Global Musical Bad Bunny (América Latina) Blackpink (Ásia) Harry Styles (Reino Unido) Rosalía (Europa) Taylor Swift (América do Norte) Tones and I (Austrália) Wizkid (África) Influencer Musical Dixie D’Amelio Bella Poarch Stephen Sanchez JoJo Siwa That Girl Lay Lay Oliver Tree ESPORTES Atleta Favorita Simone Biles Chloe Kim Naomi Osaka Candace Parker Serena Williams Venus Williams Atleta Favorito Tom Brady Stephen Curry LeBron James Patrick Mahomes Lionel Messi Shaun White OUTRAS CATEGORIAS Criadora Favorita Charli D’Amelio Dixie D’Amelio Gracie’s Corner Kids Diana Show Miranda Sings Addison Rae Criador Favorito Austin Creed MrBeast Ninja Ryan’s World SeanDoesMagic Unspeakable Criador de Mídias Sociais – Família FGTeeV Ninja Kidz TV Ohana Adventure Family The Bucket List Family The Royalty Family The Williams Family Animal Favorito Piggy Lou Bieber Noon Coleman Dodger Evans Toulouse Grande Gino Chopra Jonas Olivia Benson Swift Jogo Favorito “Adopt Me!” “Brookhaven” “Just Dance 2023” “Mario + Rabbids Sparks of Hope” “Minecraft” “Pokémon Scarlet & Violet” Livro Favorito “As Aventuras do Capitão Cueca” “Cat Kid Comic Club” “Diário de um Banana” “Five Nights at Freddy’s” “Harry Potter” “Os Caras Malvados”
Cristina Ricci ataca Academia por polêmica com Andrea Riseborough: “Elitista”
A polêmica em torno da investigação anunciada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas sobre a campanha de Andrea Riseborough para conseguir uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz resultou numa polêmica enorme neste sábado (28/1), com vários artistas famosos condenando a iniciativa e saindo em defesa da colega. A atriz britânica foi indicada por “To Leslie”, produção independente pouco vista, que, sem dinheiro, não investiu em campanha na mídia, optando por trabalhar com e-mails, redes sociais e contatinhos. Segundo a Academia, isso fere as regras da instituição. O ponto central da questão foi melhor defendido por Christina Ricci (vista recentemente em “Wandinha”), que foi ao Instagram reclamar do elitismo da entidade, já que, na prática, a Academia estaria sugerindo que só produções milionárias teriam chances de chegar ao Oscar, enquanto um filme independente pouco visto, como “To Leslie”, jamais poderia ter entrado no clubinho das indicações por não poder pagar seu lugar. “Parece hilário que a ‘indicação surpresa’ (o que significa que toneladas de dinheiro não foram gastas para posicionar essa atriz) de uma atuação legitimamente brilhante esteja sendo investigada”, escreveu Ricci. “Então são apenas os filmes e atores que podem pagar pelas campanhas que merecem reconhecimento? Parece elitista e exclusivista e, francamente, muito retrógrado para mim”. Ricci ainda acrescentou que tem certeza de que Riseborough “não teve nada a ver com a campanha” para a indicação, lembrando que isso nunca é orquestrado pelo ator, “mas agora sua indicação será manchada por isso”. E concluiu: “Se a indicação for tirada, a vergonha será deles [Academia].” A Academia trouxe o caso à tona ao divulgar um comunicado na sexta-feira dizendo que está “conduzindo uma revisão dos procedimentos de campanha em torno dos indicados deste ano”. A organização também disse que está ponderando “se mudanças nas diretrizes podem ser necessárias em uma nova era de mídia social e comunicação digital”. Embora a declaração não mencione um filme ou indivíduo específico, todas as matérias da imprensa dos EUA sobre o assunto citaram o caso de Riseborough, considerada a grande surpresa nas indicações deste ano, já que seu filme fez meros US$ 27 mil nas bilheterias em seu lançamento no mês de outubro nos EUA, o que significa que poucos viram e comentaram a obra. O problema é que o Oscar tem regras específicas contra lobby e algumas delas teriam sido infligidas pela campanha da atriz, que no filme de Michael Morris vive uma mãe solteira que ganha na loteria, mas começa a torrar dinheiro de forma irresponsável. Duas infrações podem anular a indicação dela. Casada com o diretor de “To Leslie”, Michael Morris, a atriz Mary McCormack mandou um e-mail para amigos da indústria pedindo ajuda na promoção do filme e de Riseborough na campanha pelo Oscar. Na mensagem, ela pedia que as pessoas fizessem posts no Instagram sobre o filme e sugeria até hashtags. Ela foi atendida por várias estrelas de peso, como Sally Field, Liam Neeson, Jane Fonda, Laura Dern, Catherine Keener, Geena Davis e Mira Sorvino, que fizeram publicações sobre o longa nas redes sociais. Além disso, Charlize Theron, Gwyneth Paltrow, Demi Moore, Courteney Cox e Edward Norton se envolveram em sessões especiais para votantes da Academia, convocando eleitores do Oscar. Este tipo de campanha, com apelo direto e nominal a votantes, é proibida pela Academia, que permite apenas comunicação genérica – que custa cara – com disparos de e-mail pelos próprios servidores da entidade e via anúncios na mídia paga. O filme também ficou em maus lençóis por causa de um post no Instagram. O perfil oficial do longa compartilhou uma publicação, já deletada, com destaque para uma frase de crítica publicada no jornal Chicago Sun Times. Além de elogiar Riseborough, o trecho citava uma concorrente, o que é vetado pela Academia. “Por mais que tenha admirado o trabalho de (Cate) Blanchett em ‘Tár’, minha performance favorita por uma mulher foi entregue por Andrea Riseborough”, dizia o texto destacado, escrito pelo respeitado crítico Richard Roeper. A Academia proíbe campanhas que promovam a competição entre nomes e títulos, como a menção a outros atores e filmes concorrentes em materiais de divulgação. Agora, a governança da instituição vai se reunir na próxima terça (31/1) para decidir se houve violação nas regras da cerimônia. Caso isso seja constatado, o nome de Riseborough será retirado da lista de indicados, que ficará com apenas quatro artistas (não haverá substituição). Além de disputar o Oscar pela primeira vez na carreira, a atriz britânica venceu o Festival Raindance pelo desempenho em “To Leslie” e também concorre ao Spirit Awards, o “Oscar” do cinema independente dos EUA.
Andrea Riseborough pode perder indicação ao Oscar por culpa de e-mail e Instagram
Após a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA informar que estava investigando irregularidades em campanhas de indicações ao Oscar 2023, o nome de Andrea Riseborough foi envolvido num forte burburinho em Hollywood. Ela foi considerada a maior surpresa do Oscar, ao obter indicação como Melhor Atriz por “To Leslie”, um drama indie pouco visto e comentado. A atriz e o longa passaram em branco na maioria das premiações da temporada, não tiveram muita repercussão na mídia nem investiram numa campanha massiva para buscar a indicação. Algo totalmente incomum no Oscar. Entretanto, a Academia teria percebido que os produtores do filme tomaram alguns atalhos irregulares para conseguir sua façanha. O Oscar tem regras específicas contra lobby e algumas delas teriam sido infligidas pela campanha da atriz, que no filme de Michael Morris vive uma mãe solteira que ganha na loteria, mas começa a torrar dinheiro de forma irresponsável. Duas infrações podem anular a indicação dela. Casada com o diretor de “To Leslie”, Michael Morris, a atriz Mary McCormack mandou um e-mail para amigos da indústria pedindo ajuda na promoção do filme e de Riseborough na campanha pelo Oscar. Na mensagem, ela pedia que as pessoas fizessem posts no Instagram sobre o filme e sugeria até hashtags. Ela foi atendida por várias estrelas de peso, como Sally Field, Liam Neeson, Jane Fonda, Laura Dern, Catherine Keener, Geena Davis e Mira Sorvino, que fizeram publicações sobre o longa nas redes sociais. Além disso, Charlize Theron, Gwyneth Paltrow, Demi Moore, Courteney Cox e Edward Norton se envolveram em sessões especiais para votantes da Academia, convocando eleitores do Oscar. Este tipo de campanha, com apelo direto e nominal a votantes, é proibida pela Academia, que permite apenas comunicação genérica – que custa cara – com disparos de e-mail pelos próprios servidores da entidade e via anúncios na mídia paga. O filme também ficou em maus lençóis por causa de um post no Instagram. O perfil oficial do longa compartilhou uma publicação, já deletada, com destaque para uma frase de crítica publicada no jornal Chicago Sun Times. Além de elogiar Riseborough, o trecho citava uma concorrente, o que é vetado pela Academia. “Por mais que tenha admirado o trabalho de (Cate) Blanchett em ‘Tár’, minha performance favorita por uma mulher foi entregue por Andrea Riseborough”, dizia o texto destacado, escrito pelo respeitado crítico Richard Roeper. A Academia proíbe campanhas que promovam a competição entre nomes e títulos, como a menção a outros atores e filmes concorrentes em materiais de divulgação. Agora, a governança da instituição vai se reunir na próxima terça (31/1) para decidir se houve violação nas regras da cerimônia. Caso isso seja constatado, o nome de Riseborough será retirado da lista de indicados, que ficará com apenas quatro artistas (não haverá substituição). A indicação foi a primeira da carreira da atriz britânica, que pelo desempenho em “To Leslie” também foi indicada ao Spirit Awards, o “Oscar” do cinema independente dos EUA. Diante da ameaça da Academia, vários artistas tem protestado contra as suspeitas e manifestado apoio à atriz, lembrando que produções independentes têm muito mais dificuldade em promover seus talentos, diante das campanhas milionárias dos grandes estúdios, e a única forma de haver um mínimo de equilíbrio são táticas de guerrilha.
Indicação inesperada de Andrea Riseborough ao Oscar gera investigação da Academia
A maior surpresa do Oscar 2023 foi, sem dúvidas, a inesperada indicação de Andrea Riseborough (de “Birdman”) para a categoria de Melhor Atriz pelo filme “To Leslie”. Andrea e o longa passaram em branco na maioria das premiações, não tiveram muita repercussão na mídia nem investiram numa campanha massiva para a temporada de premiações. Algo totalmente incomum no Oscar. Mesmo assim, a atriz acabou surgindo entre as indicadas a Melhor Atriz do ano. O filme de Michael Morris estreou no SXSW do ano passado e conta com Riseborough no papel de Leslie, uma mãe solteira que ganha na loteria, mas começa a torrar dinheiro de forma irresponsável. Após o anúncio dos indicados, os especialistas que acompanham as previsões do prêmio foram pegos de surpresa e questionaram como a artista alcançou a almejada indicação. E durante o questionamento, o site Puck News apontou que a campanha pela indicação pode ter tido irregularidades. Diante da denúncia, a Academia se prontificou a investigar se alguma norma da premiação não foi burlada. É expressamente proibido, por exemplo, que a produção de um filme entre em contato com membros da instituição para promover um artista ou um filme. Só que, no caso de “To Leslie”, a esposa do diretor Michael Morris, Mary McCormack, e outros integrantes da produção teriam entrado em contato com dezenas de estrelas influentes em Hollywood para pedir apoio. Edward Norton tuitou sobre “To Leslie”. Amy Adams e Charlize Theron realizaram exibições da obra para votantes da Academia. Gwenyth Paltrow e Jennifer Aninston colocaram o filme em suas redes sociais. Howard Stern mencionou no seu podcast. Casada com Morris desde 2003, Mary é bem conectada na indústria. E, ao invés de gastar milhões em campanha de publicidade ou eventos para chamar atenção dos eleitores da Academia para a obra, McCormack simplesmente acionou seus conhecidos através de e-mails e mensagens pedindo para as pessoas assistirem ao filme. Se elas gostassem, então poderiam divulgá-lo. Mas é justo dizer que Norton, Adams e companhia fizeram bem mais que isso. A Academia agora irá investigar a questão. Uma reunião está marcada para a próxima terça-feira (31/1), para decidir se a produção do filme infringiu as regras e contatou membros da Academia diretamente para promover a atuação de Risenborough. Para se ter noção, a Academia tem inúmeras regras que precisam ser seguidas para a campanha dos candidatos ao Oscar, inclusive sobre o que pode ser enviado por e-mail e qual tipo de e-mail é permitido. Até a quantidade de comida e bebida em eventos é controlada. Agora, com a repercussão do caso, a Academia deve focar toda a sua atenção para verificar em detalhes a campanha de “To Leslie”. Há muitas questões a serem avaliadas, mas, por enquanto, Andrea Riseborough ainda está na disputa pelo seu primeiro o Oscar. É importante lembrar que a derrocada do Globo de Ouro aconteceu justamente pela falta de transparência na avaliação dos filmes e pela cultura ferrenha de lobby entre os votantes da Associação de Críticos, o que fatalmente influenciava no resultado final da premiação. Com a indicação de Andrea, nomes de peso como Viola Davis e Danielle Deadwyler, ambas atrizes negras, ficaram de fora do Oscar, apesar de seus elogiados trabalhos no filmes “A Mulher Rei” e “Till”, respectivamente. O que aumentou – ainda mais – o burburinho em torno de Andrea e sua inesperada indicação.
Drew Barrymore defende atriz-mirim indicada ao Framboesa de Ouro
A atriz e apresentadora Drew Barrymore (“Santa Clarita Diet”) defendeu a atriz-mirim Ryan Kiera Armstrong, indicada ao “prêmio” de Pior Atriz do Framboesa de Ouro por seu trabalho no terror “Chamas da Vingança” (2022). “Eu não gostei disso”, disse Barrymore ao programa CBS Mornings. “Ela é muito nova e isso é bullying. Queremos ser cautelosos sobre como falamos com ou sobre as pessoas, porque isso encoraja outras pessoas a se juntarem a esse movimento. Fico feliz em ver que as pessoas não pularam na onda de ‘vamos tirar sarro dela’ e, em vez disso, disseram: ‘Isso não está certo'”. Ela acrescentou que “você tem que ter senso de humor”, mas também precisa ter cuidado quando está tratando com crianças. E Barrymore sabe muito bem disso, não apenas porque ela foi uma atriz-mirim, mas porque interpretou o mesmo papel de Armstrong na primeira versão de “Chamas da Vingança”, lançada em 1984. Ambos os filmes são adaptações de um livro de Stephen King sobre uma jovem que desenvolve habilidades pirocinéticas. Ryan Kiera Armstrong tinha 11 anos quando viveu a personagem, e Drew Barrymore tinha apenas 9. Drew também reclamou da polêmica indicação no seu programa de entrevistas. “Bem, isso faz meu sangue ferver. Eu entendo a ideia de zombarmos de nós mesmos, mas vamos lá, é preciso ser um jogo justo”, disse ela, que também apontou que depois das polêmicas o organizador da premiação, John Wilson, se desculpou e removeu a indicação de Armstrong. Ele também implementou uma nova regra que proíbe a indicação de menores de 18 anos ao Framboesa de Ouro. “Eu só diria a eles: ‘Por favor, não façam isso com pessoas mais jovens. Isso não é legal’”, continou Barrymore. “E eu realmente gosto de Ryan… não façam isso de novo.” A premiação do 43º Framboesa de Ouro vai acontecer em 11 de março, um dia antes do Oscar, e também indicou Sylvester Stallone, Tom Hanks e Jared Leto aos prêmios de piores do ano. Relembre abaixo a interpretação de Drew Barrymore em “Chamas da Vingança”.











