Produtor do primeiro filme sírio indicado ao Oscar consegue visto de última hora para a premiação
O produtor Kareem Abeed, do primeiro filme sírio indicado ao Oscar, conseguiu obter o visto para viajar para a cerimônia de premiação, que já acontece no domingo (4/3) em Los Angeles, nos Estados Unidos. Ele e o diretor Feras Fayyd vão representar a equipe do documentário “Últimos Homens em Aleppo”, que tinha sido toda barrada. “Meu produtor Kareem Abeed finalmente conseguiu o visto, dedos cruzados para que ele consiga entrar nos EUA agora”, escreveu o diretor do filme, Feras Fayyd, nas redes sociais. Ele agradeceu a todos que ajudaram neste processo e a solidariedade e o esforço de seus amigos americanos que “enfrentaram a proibição de Trump para nos ajudar a representar o nosso filme”. Ambos enfrentavam o decreto de Trump que baniu a entrada nos EUA de cidadãos de países de maioria muçulmana. Fayyd já está em Los Angeles e Abeed, que é sírio mas mora na Turquia, conseguiu a aprovação para viajar em cima da hora para chegar a tempo. Fayyad lamentou a ausência de Mahmoud Al-Hattar, fundador da organização civil “Capacetes Brancos”, retratada no filme e convidado pela Academia, que foi proibido de viajar. “Ele não está liberado para compartilhar a história da atual tragédia na Síria. Muito triste, porém vamos fazer o máximo para espalhar sua mensagem”, afirmou o diretor. Além dos problemas da equipe para comparecer à produção, a produção vem enfrentando uma campanha de difamação. O diretor Feras Fayyad acusou o governo russo de organizar um ataque nas redes sociais, com distribuição de fake news, para impedir a vitória do filme no Oscar, acusando-o de fazer propaganda do terrorismo. “É como se a Rússia quisesse hackear o Oscar assim como hackearam a eleição americana”, disse o diretor, em entrevista ao jornal The Guardian. Grande parte dos artigos negativos linkados nas redes sociais vem da agência de notícias Sputnik News, mantida pelo governo russo, que fornece apoio militar ao regime da Síria. Neles, o documentário de Fayyad é descrito como uma “peça de propaganda financiada por governos do ocidente” e um “filme de apologia a Al-Qaeda”. Em “Últimos Homens em Aleppo”, o diretor acompanha o trabalho dos “Capacetes Brancos”, que resgatam vítimas de bombardeios e oferecem cuidados médicos e assistência à população de Aleppo, uma das cidades mais atingidas pela guerra civil na Síria. Good news:My producer kareem abeed get his visa finally, finger cross that he mange to get in to U.S now. — Feras Fayyad (@ferasfayy) February 28, 2018 Thanks for everyone involved to helping this process and thanks for all the solidarity and the effort from the American friends for facing trump ban to help us to be with our film. — Feras Fayyad (@ferasfayy) February 28, 2018 Mahmoud white helmet's co-founder & the main subject for last men in aleppo will not able to attend, we couldn't get him passport from the Syrian regime.He is not able to share his story on the ongoing Syrian's tragedy.Very sad, but we will try our best to spread your message. — Feras Fayyad (@ferasfayy) March 1, 2018
The Rider: Trailer enfatiza qualidades de drama indie premiadíssimo e “sabotado” no Oscar 2018
“The Rider”, o menos badalado dos filmes indicados ao Spirit Awards 2018 (o chamado “Oscar indie”), ganhou pôster e seu primeiro trailer. E a prévia ajuda a explicar porque o filme tem sido tão elogiado pela crítica e premiado em festivais internacionais, com cenas que carregam emoção. Ao mesmo tempo, levanta dúvidas sobre os motivos que o deixaram de fora do Oscar 2018. Segundo filme de Chloe Zhao, cineasta nascida na China, mas radicada em Nova York, o filme conta a história real de um jovem cowboy que, após sofrer um acidente de rodeio, é impedido de voltar a cavalgar e luta para encontrar sentido e propósito em sua vida. Assim como Clint Eastwood fez (posteriormente) em “15h17 – Trem para Paris”, o personagem é vivido por Brady Jandreau, que enfrentou esse dilema em sua vida. O filme é amplamente baseado nas experiências do jovem. O longa estreou no Festival de Cannes de 2017, onde venceu o Prêmio CICAE, dedicado ao melhor “filme de arte”. Desde então, vem acumulando prêmios no circuito dos festivais, vencendo troféus em Valladolid, Reykjavik, Hamburgo, Deauville, etc. A produção concorre a quatro Independent Spirit Awards, incluindo Melhor Filme e Direção. Mas nem seus 98% de aprovação no site Rotten Tomatoes parecem ter sensibilizado a distribuidora Sony Pictures Classics a investir numa campanha para o Oscar. O filme não disputa o prêmio porque não seguiu as regras de inscrição, com lançamento limitado até 31 de dezembro nos Estados Unidos. Em vez disso, será lançado em 13 de abril, 11 meses após ser visto em Cannes, o que parece sabotagem, já que a data, distante do período de premiações, também prejudica suas chances de ser lembrado para o Oscar 2019. Como isso se explica? Será que a Sony Pictures Classics só tinha verba para fazer campanha de um único filme no Oscar e optou por “Me Chame pelo seu Nome”? Para completar, “The Rider” não tem previsão de lançamento no Brasil.
O Destino de uma Nação vence prêmio de maquiagem e revela vídeo da transformação de Gary Oldman
“O Destino de uma Nação” venceu no sábado (24/2) os principais prêmios do Sindicato dos Maquiadores e Cabeleiros de Hollywood, como a Melhor Maquiagem de Filme de Época e a Melhor Maquiagem de Personagem. E para comemorar a conquista, a Universal divulgou um vídeo de bastidores que mostra o complexo trabalho de transformação do ator Gary Oldman em Winston Churchill. Para conseguir uma metamorfose tão convincente, os produtores tiveram que tirar Kazuhiro Tsuji da aposentadoria. O homem que transformou Jim Carrey no Grinch tinha decidido largar Hollywood após conseguir deixar Joseph Gordon-Levitt parecido com Bruce Willis em “Looper”, em 2012. Ao voltar à ativa no filme do diretor Joe Wright, ele recebeu sua terceira indicação ao Oscar, compartilhada com David Malinowski (“Guerra Mundial Z”) e Lucy Sibbick (“Êxodo: Deuses e Reis”). Ao todo, “O Destino de uma Nação” concorre a seis prêmios no Oscar 2018, e o trabalho de maquiagem pode lhe ajudar a vencer dois – além da própria categoria técnica, o de Melhor Ator para Gary Oldman. Durante os 48 dias das filmagens, Oldman passou cerca de 200 horas na cadeira da sala dos maquiadores. Confira abaixo detalhes dessa transformação. Gary Oldman's transformation into Winston Churchill took 13 makeup tests, 48 consecutive shooting days, 200 hours in the makeup chair, and one incredible Oscar-nominated Hair & Makeup team. #DarkestHour pic.twitter.com/CIf6bgQYeH — Darkest Hour (@DarkestHour) February 23, 2018
Filme mais polêmico vence Festival de Berlim 2018, que consagra obras femininas
O filme mais polêmico e divisivo do Festival de Berlim 2018 acabou consagrando-se vencedor do Urso de Ouro. “Touch Me Not”, da romena Adina Pintilie, que discute sexualidade, foi considerado o Melhor Filme pelo júri presidido pelo cineasta alemão Tom Tykwer, em cerimônia realizada na noite deste sábado (24/2) na capital da Alemanha. Resultado de uma pesquisa pessoal da realizadora, o filme usa personagens reais (entre eles, a própria diretora) dentro de uma narrativa ficcional, que buscam respostas para suas obsessões e fobias relacionadas ao contato íntimo. Com direito a muitas cenas de nudez e masturbação, a obra dividiu opiniões desde sua primeira projeção, tanto entre o público quanto entre a crítica, a ponto de levar pessoas a abandonar a sessão antes de seu final. Como se não bastasse, também é lento, contemplativo e semidocumental, o que o deixou de fora da maioria das listas compiladas pela imprensa dos 10 (isto mesmo, dez) melhores filmes do festival. “O que o filme propõe é: abra-se para o diálogo que o mundo a sua volta está oferecendo”, disse a diretora de 38 anos, estreante na ficção, ao receber seu prêmio. “Foi um longo processo, durante o qual a equipe inteira assumiu vários riscos, e agradeço a coragem deles. É uma oportunidade de mostrar uma forma diferente de fazer filmes”, concluiu. Além do Urso de Ouro, “Touch Me Not” também levou o prêmio de Melhor Filme de Diretor Estreante. A vitória de um filme dirigido por uma mulher alinha-se com a pauta dos movimentos reivindicatórios femininos, que ecoaram em paralelo durante todo o festival. E não foi o único destaque “de gênero” na premiação. O Grande Prêmio do Júri, segundo troféu mais importante do festival, foi para um longa de outra cineasta: “Mug”, da polonesa Malgorzata Szumowska, sobre um racista falastrão que literalmente arrebenta a cara. “Estou muito feliz de ser cineasta mulher”, ela exaltou, em seu agradecimento. A conquista dos principais troféus da premiação por “Touch Me Not” e “Mug” teve gosto especial para suas cineastas por se tratar justamente dos dois únicos filmes dirigidos por mulheres de toda a mostra competitiva. “Las Herederas”, do paraguaio Marcelo Martinessi, mas só com mulheres no elenco central, foi outro destaque da premiação com dois troféus: Melhor Atriz para Ana Brun e Novas Perspectivas. Uma curiosidade é que “Las Herederas” também tem uma diretora em seus bastidores, ao contar com coprodução da cineasta brasileira Júlia Murat (“Pendular”). O prêmio de Melhor Direção, porém, foi para um homem. E um velho conhecido. O cineasta americano Wes Anderson levou o Urso de Prata pela animação “Ilha de Cachorros”, que abriu o festival deste ano. Já o troféu de Melhor Roteiro ficou com a dupla mexicana Alonso Ruizpalacios e Manuel Alcalá por “Museo”, filme estrelado por Gael García Bernal, sobre o assalto a um museu em 1985. Para completar, o troféu de Melhor Ator ficou com o francês Anthony Bajon, protagonista de “La Prière”, em que interpreta um dependente de heroína que se se interna em uma comunidade religiosa para tratar do vício. “Las Herederas” era o único representante “brasileiro” na mostra competitiva do festival, mas outros quatro filmes nacionais se destacaram em premiações paralelas. Confira aqui. Vencedores do Festival de Berlim 2018 Melhor Filme: “Touch Me Not”, de Adina Pintilie Prêmio Especial do Júri: “Mug”, de Malgorzata Szumovska Prêmio Alfred Bauer para “filme que abre novas perspectivas”: “Las Herederas”, de Marcelo Martinessi Melhor Direção: Wes Anderson, por “Ilha de Cachorros” Melhor Atriz: Ana Brun, por “Las Herederas” Melhor Ator: Anthony Bajon, por “La Prière” Melhor Roteiro: Manuel Alcalá e Alonso Ruizpalacios, por “Museo” Prêmio Especial por “desempenho artístico excepcional”: Elena Okopnaya, pelo cenário de “Dovlatov” Melhor Filme de Diretor Estreante: “Touch Me Not”, de Adina Pintilie Melhor Documentário: “Waldheims Walzer”, de Ruth Beckermann Melhor Curta-metragem: “The Men Behind the Wall”, de Ines Moldavsky
Cinema brasileiro bate recorde de reconhecimento com cinco prêmios no Festival de Berlim 2018
O cinema brasileiro saiu consagrado do Festival de Berlim 2018 com a conquista de cinco prêmios paralelos, entre eles os de favoritos da crítica e do público. Ao todo, três documentários, um longa de ficção e uma coprodução latina foram premiados na programação do evento alemão, um recorde de reconhecimento para a produção cinematográfica nacional. Três prêmios já tinham sido antecipados na sexta (23/2) e mais dois foram anunciados na tarde deste sábado. Veja abaixo o que cada filme venceu. “O Processo”, documentário de Maria Augusta Ramos sobre o impeachment de Dilma Rousseff, venceu o Prêmio do Público como o Melhor Documentário da mostra Panorama, a segunda mais importante do evento. “Zentralflughafen THF”, documentário de Karim Aïnouz sobre o centro de apoio a refugiados instalado no antigo aeroporto de Tempelhof na capital alemã, recebeu o prêmio Anistia internacional. “Tinta Bruta”, dos gaúchos Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, venceu o prêmio Teddy, concedido por um júri independente aos melhores filmes com temática LGBTQ da seleção oficial do festival. O filme acompanha um jovem que usa o codinome GarotoNeon para trabalhar como camboy, fazendo performances eróticas com o corpo coberto de tinta para milhares de anônimos ao redor do mundo, pela internet. O mesmo júri selecionou “Bixa Travesty”, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman, sobre a cantora e ativista transexual Linn da Quebrada, com o Teddy de Melhor Documentário. Para completar, a Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci) elegeu “Las Herederas”, do paraguaio Marcelo Martinessi, com o vencedor do Prêmio da Crítica. Coproduzido pela diretora carioca Julia Murat (“Pendular”), “Las Herederas” também conta com apoio de produtoras do Uruguai, da França e da Alemanha. A coprodução internacional, segundo o cineasta Marcelo Martinessi, é a única forma de se fazer cinema de qualidade no Paraguai. Leia a entrevista do diretor aqui.
Filmes brasileiros vencem os principais prêmios paralelos do Festival de Berlim 2018
Dois longas nacionais e uma coprodução brasileira foram consagradas no Festival de Berlim 2018 com os principais prêmios paralelos do evento. “Tinta Bruta”, dos gaúchos Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, venceu o prêmio Teddy, concedido por um júri independente aos melhores filmes com temática LGBTQ da seleção oficial do Festival de Berlim. O filme acompanha um jovem que usa o codinome GarotoNeon para trabalhar como camboy, fazendo performances eróticas com o corpo coberto de tinta para milhares de anônimos ao redor do mundo, pela internet. O mesmo júri selecionou “Bixa Travesty”, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman, sobre a cantora e ativista transexual Linn da Quebrada, com o Teddy de Melhor Documentário. Para completar, a Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci) elegeu “Las Herederas”, de Marcelo Martinessi, com o vencedor do Prêmio da Crítica. E por coincidência o filme também tem temática LGBTQ. Em sua apresentação do prêmio, a comissão de críticos afirmou que escolheu o filme de estreia de Martinessi pela “descrição de um assunto secreto e proibido: a homossexualidade feminina na sociedade paraguaia”. A trama gira em torno de um mulher sexagenária (Ana Brun, aplaudidíssima em Berlim) separada de sua parceira de toda a vida, enquanto precisa se desfazer dos móveis e obras de arte da família para pagar as contas da casa em que viveram juntas, atualmente em estado de ruína. As dívidas se acumulam, após uma delas ser presa por fraude bancária, deixando a outra sozinha no casarão. Até que, aos poucos, a senhora solitária cede aos convites da vizinha mais jovem, que gosta de sair para jogar pôquer com as amigas, e transforma o antigo Mercedez Bens herdado do pai em transporte particular. Primeiro longa paraguaio selecionado para a Berlinale, a obra é sutil, mas lida com temas poderosos, como amor e companheirismo entre mulheres, decadência da classe média, crise econômica, Terceira Idade, etc, tudo num microcosmo doméstico. E ganhou críticas elogiosas da imprensa internacional durante a exibição no festival alemão. Coproduzido pela diretora carioca Julia Murat (“Pendular”), “Las Herederas” também conta com apoio de produtoras do Uruguai, da França e da Alemanha. A coprodução internacional, segundo o cineasta Marcelo Martinessi, é a única forma de se fazer cinema de qualidade no Paraguai. Leia a entrevista de Martinessi aqui.
Três Anúncios para um Crime vence o BAFTA 2018
O filme “Três Anúncios para um Crime” foi o grande vencedor da premiação da Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA, na sigla em inglês), realizada na noite de domingo (18/2) em Londres. O longa escrito e dirigido pelo inglês Martin McDonagh faturou cinco prêmios, inclusive Melhor Filme. As demais vitórias foram nas categorias de Melhor Filme Britânico, Atriz (Frances McDormand), Ator Coadjuvante (Sam Rockwell) e Roteiro Original, vencido por McDonagh. Entretanto, a estatueta de Melhor Direção ficou com o mexicano Guillermo del Toro, por “A Forma da Água”. Líder de indicações, a fantasia levou apenas três troféus, incluindo ainda Melhor Trilha Sonora para Alexandre Desplat e Melhor Direção de Arte. O BAFTA Award de Melhor Ator ficou com o inglês Gary Oldman pela interpretação de Winston Churchill em “O Destino de uma Nação” e o de Melhor Atriz Coadjuvante com Allison Janney, por “Eu, Tonya”. Curiosamente, todos os atores premiados também venceram o SAG Awards, o prêmio do Sindicato de Atores dos Estados Unidos, nas mesmas categorias. Além deles, Daniel Kaluuya foi consagrado como Ator Revelação do ano por “Corra!”. O troféu de Melhor Filme em Língua Estrangeira foi entregue para “A Criada”, do sul-coreano Park Chan-wook, “Eu Não Sou Seu Negro”, de Raoul Peck, venceu como Melhor Documentário, e “Viva – A Vida É uma Festa”, de Lee Ukrich, ficou com a estatueta de Melhor Animação. A premiação realizada na tradicional casa londrina de espetáculos Royal Albert Hall transcorreu em um clima marcado por manifestações de protestos contra os abusos sexuais na indústria cinematográfica. Várias estrelas se vestiram de preto para marcar posição, entre elas Angelina Jolie, Jennifer Lawrence e Kristin Scott Thomas. Confira abaixo a lista dos vencedores. Indicados ao BAFTA Awards 2018 Melhor Filme “Três Anúncios para um Crime” Melhor Diretor Guillermo del Toro, “A Forma da Água” Melhor Atriz Frances McDormand, “Três Anúncios para um Crime” Melhor Ator Gary Oldman, “O Destino de uma Nação”, Melhor Atriz Coadjuvante Allison Janney, “Eu, Tonya” Melhor Ator Coadjuvante Sam Rockwell, “Três Anúncios para um Crime” Melhor Filme Britânico “O Destino de uma Nação” Melhor Estreia de Roteirista, Diretor ou Produtor Britânico “I Am Not a Witch”, Rungano Nyoni (roteiro/direção), Emily Morgan (produção) Melhor Filme Estrangeiro “A Criada”, de Park Chan-wook Melhor Documentário “Eu Não Sou Seu Negro”, Raoul Peck Melhor Animação “Viva – A Vida É uma Festa”, de Lee Unkrich e Darla K. Anderson Melhor Roteiro Original Martin McDonagh, “Três Anúncios para um Crime” Melhor Roteiro Adaptado James Ivory, “Me Chame pelo seu Nome” Melhor Trilha Sonora Alexandre Desplat, “A Forma da Água” Melhor Fotografia Roger Deakins, “Blade Runner 2049” Melhor Edição Jonathan Amos, Paul Machliss, “Em Ritmo de Fuga” Melhor Direção de Arte Paul Austerberry, Jeff Melvin, Shane Vieau, “A Forma da Água” Melhor Figurino Mark Bridges, “Trama Fantasma” Melhor Maquiagem David Malinowski, Ivana Primorac, Lucy Sibbick, Kazuhiro Tsuji, “O Destino de uma Nação”
Roger Deakins vence o prêmio do Sindicato dos Cinematógrafos por Blade Runner 2049
O veterano cinematógrafo Roger Deakins, 14 vezes indicado ao Oscar, tornou-se favorito a vencer a sua primeira estatueta da Academia após ganhar o troféu do Sindicato dos Cinematógrafos (ASC, na sigla em inglês) por “Blade Runner 2049”. Deakins derrotou Bruno Delbonnel (“Darkest Hour”), Hoyte van Hoytema (“Dunkirk”), Dan Laustsen (“The Shape of Water”) e Rachel Morrison (“Mudbound”) no ASC Award. Morrison é foi a primeira mulher a competir na categoria de longa-metragem da organização e a primeira mulher nomeada como diretora de fotografia nos 90 anos de história dos Oscar. Ele não estava presente para aceitar o prêmio, que foi recebido por sua esposa enquanto ele participava de uma filmagem em Nova York. A cerimônia, realizada na noite de sábado (17/2) em Los Angeles, também reconheceu a cinematografia televisiva, onde os vencedores foram episódios de “The Crown” e, curiosamente, a antologia “Genius” e a sci-fi “12 Monkeys”. O diretor de fotografia Russell Carpenter, vencedor do Oscar por “Titanic”, e Angelina Jolie também receberam prêmios especiais. O primeiro pela carreira, a segunda por incentivar o trabalho de cinematográfos.
Primeira lista de apresentadores do Oscar 2018 confirma exclusão de Casey Affleck
A divulgação da primeira lista de artistas que entregarão estatuetas do Oscar 2018, que revelou a participação da atriz chilena Daniela Vega, primeira transexual a apresentar a premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, também confirmou o “banimento” de Casey Affleck. Vencedor do Oscar de Melhor Ator no ano passado, o ator pediu para ser dispensado da obrigação de anunciar o premiado deste ano, devido à acusações de abuso sexual, e seu nome não foi incluído na lista, que traz os demais atores consagrados no Oscar 2017: Emma Stone (vencedora por “La La Land”), Viola Davis (“Um Limite entre Nós”) e Mahershala Ali (“Moonlight”). Affleck foi premiado por “Manchete à Beira-Mar”, após ser acusado de assédio por duas mulheres com quem trabalhou no documentário “Eu Ainda Estou Aqui” (2010). Na ocasião, a atriz Brie Larson, que entregou o prêmio, fez questão de não aplaudi-lo. “Eu acredito que o que eu fiz no palco falou por si mesmo”, ela afirmou em entrevista para a revista Vanity Fair. Ele foi acusado pela produtora Amanda White e pela diretora de fotografia Magdalena Gorka, que acionaram Affleck judicialmente e o caso foi resolvido em sigilo, com uma indenização financeira. Após vencer o Oscar, o ator deu entrevista ao jornal Boston Globe em que confirmou que todos os envolvidos no caso estavam proibidos por contrato de comentar o assunto. Desde então, o escândalo sexual de Harvey Weinstein veio à tona, repleto de contratos similares, e a tolerância com assediadores diminuiu a zero. No caso de Affleck, havia até uma campanha online para impedir sua participação no Oscar deste ano. Quase 20 mil pessoas assinaram o abaixo-assinado no site Change.org para que ele não fosse convidado a apresentar o prêmio – e o site agora registra que a campanha foi vitoriosa. Segundo o site Deadline, o ator teria ficado com receio e, diante do tom anti-assédio que deverá marcar a cerimônia, preferiu cancelar sua participação a comprometer o resto de sua carreira. A informação foi confirmada por um representante da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Os primeiros nomes confirmados para participação da cerimônia de premiação incluem, portanto, três dos quatro atores que venceram os prêmios de interpretação do ano passado, a chilena Daniela Vega e mais os seguintes astros de Hollywood: Chadwick Boseman (“Pantera Negra”), Laura Dern (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Jennifer Garner (“Clube de Compra Dallas”), Greta Gerwig (diretora de “Lady Bird”), Tiffany Haddish (“Girls Trip”), Tom Holland (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Kumail Nanjiani (“Doentes de Amor”) e Margot Robbie (“Eu, Tonya”). A 90ª edição do prêmio mais importante do cinema vai acontecer em 4 de março no Teatro Dolby, em Los Angeles, e contará com o humorista Jimmy Kimmel como mestre de cerimônias. Os canais Globo e TNT realizam a transmissão no Brasil.
Planeta dos Macacos: A Guerra vence a premiação da Sociedade de Efeitos Visuais
“Planeta dos Macacos: A Guerra” venceu quatro prêmios, inclusive o principal – Efeitos Visuais em Filme Realista – e o de Melhor Personagem Animado (César) na cerimônia anual da Sociedade de Efeitos Visuais (VES, na sigla em inglês), sindicato dos técnicos da categoria, realizada na noite de terça-feira (13/2) no Beverly Hilton Hotel. O trabalho da Weta Digital tem sido, consistentemente, premiado desde o primeiro filme da franquia, mas nunca venceu o Oscar. “Planeta dos Macacos: A Origem” (2011) e “Planeta dos Macacos: O Confronto” (2014) também venceram o prêmio principal do VES Awards, mas perderam o Oscar para, respectivamente, “A Invenção de Hugo Cabret” (2011) e “Interestellar” (2014). Desta vez, porém, as apostas são de que o trabalho inovador da Weta em “Planeta dos Macacos” finalmente será reconhecido pela Academia, com um Oscar para o mais bem feito dos três filmes. O terceiro “Planeta dos Macacos” do século 21 disputa o Oscar com os mesmos filmes que foram indicados ao prêmio do sindicato: “Blade Runner 2049”, “Guardiões da Galáxia Vol. 2”, “Kong: A Ilha da Caveira” e “Star Wars: Os Últimos Jedi”. Durante a entrega dos VES Awards, “Blade Runner 2049” conquistou dois prêmios (criação de meio-ambiente e modelos) e Guardiões venceu um (cinematografia virtual).
Corra! e Me Chame pelo Seu Nome vencem o prêmio do Sindicato dos Roteiristas dos EUA
O Sindicato dos Roteiristas dos Estados Unidos anunciou na noite de domingo (11/2) os vencedores de seu prêmio anual, os WGA Awards. Jordan Peele venceu o troféu de Melhor Roteiro Original por “Corra!”, enquanto o veterano James Ivory conquistou o prêmio de Melhor Roteiro Adaptado por “Me Chame pelo Seu Nome”. A premiação do WGA aconteceu um dia após Ivory vencer o prêmio de Melhor Adaptação de Cinema do 30º USC Scripter Award, premiação acadêmica (da University of Southern California) que destaca roteiristas que transpõem obras literárias para as telas. Mesmo assim, o troféu dos roteiristas não é considerada uma prévia significativa do Oscar, porque apenas membros do sindicato são considerados, deixando de fora roteiristas britânicos, roteiristas de animação e os cineastas filiados apenas ao sindicato dos diretores. Vencedor de dois Oscars de Melhor Roteiro, Quentin Tarantino nunca foi nem sequer indicado ao prêmio do WGA por representar o último caso. Por sinal, o filme premiado na categoria de Documentário também não disputa o Oscar. Nas categorias televisivas, “The Handmaid’s Tale” foi duplamente premiada – na categoria de Melhor Roteiro de Série Dramática e de Melhor Roteiro de Série Nova. O WGA também premia programas de rádio, áudio, jornalismo, etc. A lista é enorme. Para ir direto ao ponto, confira abaixo apenas os vencedores de categorias de cinema, séries e games. Premiação do WGA Awards 2017 Melhor Roteiro Original “Corra!”, de Jordan Peele Melhor Roteiro Adaptado “Me Chame pelo seu Nome”, de James Ivory Melhor Roteiro de Documentário “Jane”, de Brett Morgen Melhor Roteiro de Série Dramática “The Handmaid’s Tale”, de Ilene Chaiken, Nina Fiore, Dorothy Fortenberry, Leila Gerstein, John Herrera, Lynn Renee Maxcy, Bruce Miller, Kira Snyder, Wendy Straker Hauser, Eric Tuchman Melhor Roteiro de Série de Comédia “Veep”, de Gabrielle Allan, Rachel Axler, Ted Cohen, Jennifer Crittenden, Alex Gregory, Steve Hely, Peter Huyck, Erik Kenward, Billy Kimball, David Mandel, Ian Maxtone-Graham, Dan Mintz, Lew Morton, Georgia Pritchett, Will Smith Melhor Roteiro de Série Nova “The Handmaid’s Tale”, de Ilene Chaiken, Nina Fiore, Dorothy Fortenberry, Leila Gerstein, John Herrera, Lynn Renee Maxcy, Bruce Miller, Kira Snyder, Wendy Straker Hauser, Eric Tuchman Melhor Roteiro de Episódio Dramático “Better Call Saul”: “Chicanel”, de Gordon Smith Melhor Roteiro de Episódio de Comédia “Will & Grace”: “Rosario’s Quinceanera”, de Tracy Poust e Jon Kinnally Melhor Roteiro de Episódio de Série Animada “BoJack Horseman”: “Time’s Arrow”, de Kate Purdy Melhor Roteiro Original de Minissérie ou Telefilme “Flint”, de Barbara Stepansky Melhor Roteiro Adaptado de Minissérie ou Telefilme “Big Little Lies”, de David E. Kelley Melhor Roteiro de Programa de Variedades de Esquetes “Saturday Night Live”, de Chris Kelly, Sarah Schneider, Bryan Tucker, James Anderson, Kristen Bartlett, Jeremy Beiler, Neal Brennan, Zack Bornstein, Joanna Bradley, Megan Callahan, Michael Che, Anna Drezen, Fran Gillespie, Sudi Green, Steve Higgins, Colin Jost, Erik Kenward, Rob Klein, Nick Kocher, Michael Koman, Dave McCary, Brian McElhaney, Dennis McNicholas, Drew Michael, Lorne Michaels, Josh Patten, Katie Rich, Pete Schultz, Streeter Seidell, Will Stephen, Kent Sublette, Julio Torres Melhor Roteiro de Novela General Hospital, de Shelly Altman, Jean Passanante, Anna Theresa Cascio, Suzanne Flynn, Charlotte Gibson, Lucky Gold, Kate Hall, Elizabeth Korte, Daniel James O’Connor, Dave Rupel, Katherine Schock, Scott Sickles, Christopher Van Etten, Christopher Whitesell Melhor Roteiro de Programa Infantil “An American Girl Story – Ivy & Julie 1976: A Happy Balance”, de May Chan Melhor Roteiro de Videogame “Horizon Zero Dawn”, de John Gonzalez, Benjamin McCaw, Ben Schroder, Anne Toole, Dee Warrick, Meg Jayanth
Me Chame pelo Seu Nome vence prêmio de Roteiro Adaptado
O filme “Me Chame pelo Seu Nome” venceu na noite de sábado (10/1) o prêmio de Melhor Adaptação de Cinema do 30º USC Scripter Award, premiação que destaca roteiristas que transpõem obras literárias para as telas. O troféu foi entregue para o veterano James Ivory e o autor do livro original, André Aciman. O Scripter Award não tem nenhuma relação com a premiação da Academia, já que seus eleitores não são profissionais de cinema, mas acadêmicos da UCS (University of Southern California). Mas, por coincidência, nos últimos sete anos o filme que se saiu vencedor do troféu universitário também venceu o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado – desde “A Rede Social” (2010). No USC Scripter Award, “Me Chame Pelo Seu Nome” enfrentou todos os seus concorrentes no Oscar: “Artista do Desastre”, “A Grande Jogada”, “Logan”, e “Mudbound”, além de mais dois filmes, “Mulher-Maravilha” e “Z: A Cidade Perdida”. Na categoria Melhor Adaptação para TV, o prêmio foi entregue para o roteirista Bruce Miller pelo primeiro episódio da série “The Handmaid’s Tale”, baseada na obra da escritora Margaret Atwood.
Agnès Varda rouba a cena como boneco de papelão na foto anual do Oscar
A tradicional foto oficial da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, que reúne os indicados ao Oscar e normalmente passa despercebida, virou sensação neste ano. Tudo graças à veterana cineasta belga Agnès Varda. Ausente na cerimônia, a documentarista de 89 anos foi representada por uma reprodução sua em tamanho real e impressa num papelão. Varda se tornou este ano a pessoa mais velha indicada à premiação da Academia em todos os tempos. Ela disputa o Oscar 2018 na categoria de Melhor Documentário, por “Visages, Villages”, que codirigiu e coestrelou com o fotógrafo JR. O filme está em cartaz no Brasil. A foto em tamanho real foi feita justamente por seu parceiro no filme, JR, que levou para o evento da Academia diversas poses diferentes. E isto inspirou uma série de brincadeiras. Veja abaixo.












