Bolsonaro pretende cortar patrocínio da Petrobras ao cinema e cultura em geral
O presidente Jair Bolsonaro decidiu rever os patrocínios culturais da Petrobras. Usando o Twitter, o político fez elogios genéricos à necessidade de se incentivar a Cultura brasileira, no mesmo fôlego em que prometeu fazer o oposto disso. Para Bolsonaro, “o Estado tem maiores prioridades” do que incentivar a industria cultural. “Reconheço o valor da cultura e a necessidade de incentivá-la, mas isso não deve estar a cargo de uma petrolífera estatal”, escreveu Bolsonaro. “A soma dos patrocínios dos últimos anos passa de R$ 3 bilhões. Determinei a reavaliação dos contratos. O Estado tem maiores prioridades.” Para o governante, os incentivos devem ser “direcionados de forma justa, enxuta, transparente e responsável, mas jamais em detrimento das principais demandas de nossa sociedade.” Os valores de Bolsonaro, claro, estão superdimensionados. A Petrobras não gastou bilhões de reais com Cultura nos últimos dez anos. O aporte em patrocínios culturais foi de R$ 184 milhões em 2012, de R$ 121 milhões em 2013, e de R$ 125,8 milhões em 2014. E vem caindo, chegando a R$ 38 milhões no ano passado – período em que os gastos com publicidade chegaram a R$ 160 milhões, segundo dados da própria estatal, disponíveis em seu site oficial. Em release divulgado em dezembro passado, dias antes de Bolsonaro assumir o poder, a Petrobras se disse orgulhosa de sua atuação como incentivadora do cinema nacional. “São 22 anos e mais de 500 títulos entre longas e curtas metragens que fizeram da Petrobras a principal parceira da Retomada do Cinema Brasileiro, atuando em todos os elos da cadeia produtiva do setor audiovisual”, diz o texto, que ainda acrescenta: “Acreditamos em especial na importância do apoio aos festivais de cinema por promoverem o lançamento e circulação de novos filmes, estimularem a formação de plateia e constituírem espaços privilegiados de debate e reflexão sobre o audiovisual”. “Carlota Joaquina, a Princesa do Brasil” e “O Quatrilho”, indicado ao Oscar, foram as primeiras produções cinematográficas que contaram com patrocínio da Petrobras. Com seu sucesso e repercussão internacional, os dois filmes de 1995 mudaram os rumos do cinema brasileiro, que estava quebrado devido ao desmantelamento de políticas culturais de um antigo presidente que também achava que o Brasil devia ter outras prioridades, Fernando Collor de Mello, impichado por corrupção. Alguns dos principais festivais de cinema do Brasil são patrocinados pela Petrobras, como o Festival do Rio, Mostra de São Paulo, Festival de Brasília e Anima Mundi, além da Sessão Vitrine, que abre espaço no circuito cinematográfico para filmes brasileiros de qualidade comprovada. Um dos slogans atuais da Petrobras diz: “Para nós, Cultura é uma energia poderosa que movimenta a sociedade”. Cultura, claro, também é – cada vez mais no século 21 – Economia, já que a produção cultural é responsável por dezenas de milhares de empregos diretos e indiretos e por injetar dezenas de bilhões de reais nas finanças do país. Tradicionalmente, o setor rende e emprega mais que muitas indústrias que recebem incentivo maior do governo. Um relatório da Ancine demonstrou que só o setor audiovisual brasileiro foi responsável por injetar R$ 24,5 bilhões na Economia do país em 2014. E em 2017 arrecadou para o governo R$ 2,13 bilhões, somente com impostos diretos, segundo levantamento do Fundo Setorial Audiovisual (FSA).
Foto de minissérie traz Russell Crowe irreconhecível como fundador da Fox News
O canal pago Showtime divulgou a primeira foto oficial do ator Russell Crowe como Roger Ailes, o fundador da Fox News, para a minissérie “The Loudest Voice”. Baseada no livro homônimo de Gabriel Sherman, a produção foca a trajetória e a queda do todo-poderoso, que morreu em maio de 2017, aos 77 anos, poucos meses após ser afastado da chefia do canal, envolvido num escândalo. Roger Ailes era uma das figuras mais poderosas da política e da mídia norte-americana, graças ao canal Fox News, que ele transformou no principal porta-voz da direita e do conservadorismo americano, até cair em desgraça por acusações de assédio sexual. Em julho de 2016, Gretchen Carlson, uma ex-Miss norte-americana que participou do popular programa matutino “Fox and Friends” antes de ganhar sua sua própria atração, processou o jornalista, acusando-o de prejudicar sua carreira ao se ver rejeitado. Duas semanas depois, Ailes foi afastado da emissora com uma indenização milionária. Ainda sem título, a minissérie foi desenvolvida por Tom McCarthy, que venceu o Oscar de Melhor Roteiro por “Spotlight”, trabalho também focado numa história sobre bastidores do jornalismo. A produção é de Jason Blum, mais conhecido como produtor de filmes de terror bem-sucedidos, como “Corra!” e “Fragmentado”. Vencedor do Oscar por “Gladiador”, em 2001, Crowe só tinha trabalhado em séries no começo da carreira, em pequenos papéis na TV australiana antes de vir para Hollywood. Ele estreou como ator há cerca de três décadas com uma participação de quatro episódios na interminável novela australiana “Neighbours” – exibida até hoje. O elenco da atração conta ainda com Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”, Sienna Miller (“American Sniper”), Seth MacFarlane (“The Orville”), Simon McBurney (“Missão: Impossível – Nação Secreta”), Guy Boyd (“Sharp Objects”) e Annabelle Wallis (“A Múmia”). “The Loudest Voice” ainda não tem previsão de estreia.
Spike Lee assina primeiro grande clipe de 2019 para a banda The Killers
A banda The Killers divulgou o primeiro grande clipe de 2019 em seu canal no YouTube. Com assinatura do cineasta Spike Lee (“Infiltrado na Klan”), o vídeo de “Land of the Free” reúne diversos registros de imigrantes tentando chegar aos Estados Unidos pela fronteira murada entre “a terra dos livres” e a América Latina. São imagens potentes, que ilustram uma letra-denúncia sobre o país com a maior população carcerária do mundo (“Temos mais gente presa do que o resto do mundo na terra dos livres”), com circulação descontrolada de armas (“Quantos filhos e filhas teremos que sepultar antes de admitir que temos um problema com armas?”) e que investe cada vez mais na repressão como negócio lucrativo, culminando na construção de muros fronteiriços para impedir os “ilegales” do sul. A letra também oferece uma contrapartida ao trazer o ponto de vista de um velhinho, que lembra a felicidade dos pais europeus, quando chegaram nos Estados Unidos. Um contraste que visa desmontar a demonização dos imigrantes pelo governo Trump, enquanto Spike Lee mostra crianças latinas brincando com bandeiras americanas, culminando o vídeo numa explosão comemorativa, com bombas de fumaça e gases lacrimogêneos disparados contra famílias imigrantes num legítimo 4 de julho. Em entrevista à BBC, Brandon Flowers assumiu o teor político da canção. “Eu acho muito importante me posicionar nestes tempos, e o estado emocional com que eu escrevi essa música foi de dizer: ‘Chega, já sofremos o bastante'”. Ele também revelou que a canção começou a ser escrita em 2012, na época do ataque com arma de fogo na escola Sandy Hook, em Newtown, nos EUA. E citou a recente crise de imigração trazida à tona pela administração Trump, além dos muitos outros incidentes violentos pelo país, como razão pela qual finalmente decidiu se posicionar com um protesto musical. A canção não significa que um novo álbum do Killers esteja prestes a ser lançado. Ela foi disponibilizada apenas como single. A banda lançou seu último álbum, “Wonderful Wonderful”, em 2017.
José de Abreu será processado por acusar hospital de cumplicidade no atentado contra Bolsonaro
O Hospital Albert Einstein, de São Paulo, informou que vai processar José de Abreu por conta de um tuíte em que o ator acusa a instituição de ter apoiado o atentado contra Jair Bolsonaro. Em nota, o hospital afirma que a acusação é “grave, insultuosa e infundada”. E diz ainda que vai tomar medidas judiciais contra José de Abreu para “zelar por seu compromisso com a sociedade brasileira”. No dia da posse do presidente Jair Bolsonaro, o ator publicou o seguinte texto no Twitter: “Teremos um governo repressor, cuja eleição foi decidida numa facada elaborada pelo Mossad, com apoio do hospital Albert Einstein, comprovada pela vinda do PM israelense, o fascista matador e corruptor Bibi. A união entre a igreja evangélica e o governo israelense vai dar m*.” Desde então, a conta de Abreu na rede social foi deletada, mas é possível encontrar cópias do tuíte polêmico na internet. Veja abaixo. E repare que o texto de teor delirante-conspiratório recebeu mais de 3 mil “likes”.
Kevin Spacey se declara inocente de acusação de assédio sexual
O ator Kevin Spacey (da série “House of Cards”) declarou-se inocente nesta segunda-feira (7/1), durante a audiência judicial do processo em que é acusado de ter assediado sexualmente um jovem de 18 anos em 2016. Ator é acusado de ter embebedado o adolescente antes de tocá-lo inapropriadamente. A declaração foi feita por intermédio dos advogados do ator, que, apesar de estar presente, permaneceu em silêncio durante toda a sessão em Nantucket, cidade turística de Massachusetts, nos EUA. Um dos advogados de defesa, Kevin Fowler, pediu que o ator fosse dispensado de participar da audiência, mas não foi atendido. De todo modo, a sessão foi curta. Após dez minutos, Spacey foi liberado pelo juiz sem precisar pagar fiança. Esta, porém, foi apenas a primeira audiência do processo. Spacey não precisará comparecer à próxima sessão, em 4 de março, mas deve estar disponível por telefone. Se for condenado, ele pode receber uma pena de até cinco anos de prisão. A suposta vítima é filho de uma jornalista americana e ex-âncora de televisão, Heather Unruh. Ela falou publicamente sobre o caso em 2017 e o jovem afirmou ainda que tem um vídeo do incidente. Spacey, que foi expulso da vida pública por acusações de má conduta sexual em 2017, foi denunciado por mais de 30 homens desde que o ator Anthony Rapp (da série “Star Trek: Discovery”) o acusou de tentar seduzi-lo em 1986, quando tinha apenas 14 anos de idade. O escândalo foi tão grande que Spacey foi demitido da série “House of Cards”, na qual vivia o protagonista, e teve sua atuação apagada em “Todo o Dinheiro do Mundo”, sendo substituído em refilmagens por outro ator – Christopher Plummer, que acabou indicado ao Oscar. A repercussão atingiu vários outros projetos que o envolviam. A Netflix, por exemplo, assumiu o prejuízo de ter produzido uma biografia de Gore Vidal com o ator, optando por vetar seu lançamento.
Vítima de abuso de Kevin Spacey teria gravado vídeo da agressão
A denúncia contra o ator Kevin Spacey por agressão sexual em uma localidade turística perto de Boston em 2016 ganhou novos contornos com a revelação, pela agência AFP, de que a suposta vítima gravou parte do ocorrido. O ator americano de 59 anos, que estrelava a série “House of Cards” e venceu dois Oscar, vai enfrentar um julgamento marcado para 7 de janeiro no tribunal da ilha de Nantucket. A pena máxima prevista, caso seja considerado culpado, é de cinco anos de prisão. Segundo os documentos da denúncia, William Little, que tinha 18 anos no momento da suposta agressão em julho de 2016, contou à polícia que enviou mensagens pelo Snapchat, entre elas um vídeo, a sua namorada quando estava no bar-restaurante Club Car de Nantucket com o ator. Little era funcionário no Club Car e naquela noite ficou no restaurante após seu expediente para ver Kevin Spacey, de quem era fã. Após se apresentar ao ator e afirmar ter 23 anos – no estado de Massachusetts, a idade mínima para o consumo de álcool é 21 anos – começou a beber com ele, primeiro cerveja e depois uísque. De acordo com a denúncia, Spacey então convidou o jovem a ir a sua casa com outros amigos. Mas Little recusou o convite, suspeitando que o ator estava tentando seduzi-lo. Mesmo assim, ficou no bar porque “queria uma foto com Spacey, algo para o Instagram”. Não esperava, porém, que o ator resolvesse passar dos limites, colocando sua mão em local estratégico, por cima da calça dele, segundo o texto. Little tentou afastar de Spacey, ao mesmo tempo em que trocava mensagens com sua namorada sobre a agressão. Como ela não estava acreditando nele, ele enviou um vídeo do ator colocando a mão em sua calça. O jovem então deixou o bar, seguindo o conselho de uma mulher que viu que “ele estava aflito”. Ele voltou ao trabalho no dia seguinte e informou ao dono do bar sobre o incidente, ainda segundo documentos do tribunal. O texto diz que a polícia recuperou o vídeo e o mostrou ao jovem, que confirmou que se tratava dele e de Spacey. Spacey, que foi expulso da vida pública por acusações de má conduta sexual em 2017, ainda não comentou as últimas acusações. Em vez disso, postou um vídeo bizarro nas redes sociais, em que aparece falando sobre as acusações de abuso sexual, mas como o personagem Frank Underwood, que ele interpretava em “House of Cards”. Mais de 30 homens disseram que foram vítimas de avanços sexuais indesejados por Spacey, desde que o ator Anthony Rapp (da série “Star Trek: Discovery”) o acusou de tentar seduzi-lo em 1986, quando tinha apenas 14 anos de idade. O escândalo foi tão grande que Spacey foi demitido da série “House of Cards”, na qual vivia o protagonista, e teve sua atuação apagada em “Todo o Dinheiro do Mundo”, sendo substituído em refilmagens por outro ator – Christopher Plummer, que acabou indicado ao Oscar. A repercussão atingiu vários outros projetos que o envolviam. A Netflix, por exemplo, assumiu o prejuízo de ter produzido uma biografia de Gore Vidal com o ator, optando por vetar seu lançamento.
Kevin Spacey reage a novo processo por abuso sexual com vídeo bizarro
O ator Kevin Spacey (“House of Cards”) vai enfrentar uma ação criminal por supostamente agredir sexualmente o filho adolescente de uma ex-âncora da TV de Boston em um bar na cidade de Nantucket em 2016. Horas após a acusação criminal ser anunciada nesta segunda (24/12), Spacey postou um vídeo bastante estranho em suas contas oficiais nas redes sociais. Intitulado “Let Me Be Frank”, o vídeo traz o ator aparentemente abordando o que está acontecendo em sua vida, mas como se ele fosse Frank Underwood, seu personagem de “House of Cards”. Assista abaixo. Mais de 30 homens disseram que foram vítimas de avanços sexuais indesejados por Spacey, desde que o ator Anthony Rapp (da série “Star Trek: Discovery”) o acusou de tentar seduzi-lo em 1986, quando tinha apenas 14 anos de idade. O escândalo foi tão grande que Spacey foi demitido da série “House of Cards”, na qual vivia o protagonista, e teve sua atuação apagada em “Todo o Dinheiro do Mundo”, sendo substituído em refilmagens por outro ator – Christopher Plummer, que acabou indicado ao Oscar. A repercussão atingiu vários outros projetos que o envolviam. A Netflix, por exemplo, assumiu o prejuízo de ter produzido uma biografia de Gore Vidal com o ator, optando por vetar seu lançamento. Agora, o jornal Boston Globe relata que Spacey deverá enfrentar acusação de agressão e abuso sexual na Corte Distrital de Nantucket em 7 de janeiro. A acusação vem em um ano depois que a alegação foi feita contra o ator. Em novembro de 2017, Heather Unruh, ex-apresentadora da WCVB-TV, realizou uma entrevista coletiva emocional em que acusou publicamente Spacey de atacar seu filho um ano antes, dentro do Club Car Restaurant em Nantucket. Unruh disse que seu filho, que não tinha idade para beber, foi embebedado pelo ator, que “lhe comprou bebida atrás de bebida atrás de bebida”. “Meu filho estava encantado pela atenção, um jovem hétero de 18 anos que não tinha ideia de que aquele famoso ator era um suposto predador sexual ou que ele estava prestes a se tornar sua próxima vítima”, disse ela. “Quando meu filho estava bêbado, Spacey fez sua jogada e o atacou sexualmente”. A jornalista deixou claro que seu filho não deu consentimento e chamou as ações de Spacey de crime. “Spacey enfiou a mão nas calças do meu filho e agarrou seus órgãos genitais”, disse ela. “Os esforços do meu filho para remover a mão de Spacey só foram momentaneamente bem sucedidos. Meu filho entrou em pânico, ele congelou. Ele estava bêbado”. Ainda assim, ela diz que Spacey insistiu para que o jovem se juntasse a ele em uma festa privada para beber mais. Quando ele se levantou para ir ao banheiro, uma estranha preocupada se aproximou e “disse para ele correr e ele correu o mais rápido que podia” para a casa da sua avó, onde chegou “atormentado e com medo”. “Nada poderia ter preparado meu filho para saber como essa agressão sexual o faria se sentir como um homem”, disse ela sobre seu filho, que agora é estudante de segundo ano na faculdade. “Aquilo o prejudicou e não pode ser desfeito. Mesmo que ele tente o seu melhor para lidar com isso, como ele diz, isso está sempre lá e continua a incomodá-lo”. Ela acrescentou: “Ele não consegue esquecer”. Unruh disse que seu filho relatou o incidente à polícia de Nantucket no outono de 2017 e forneceu evidências aos investigadores.
Sede da Ancine é alvo de busca e apreensão da Polícia Federal
Seis agentes da Polícia Federal cumpriram mandato de busca e apreensão, durante quarta-feira (19/12), na sede da Agência Nacional de Cinema (Ancine), no Rio. A ordem foi expedida pela juíza Adriana Alves dos Santos Cruz, da 5a Vara Federal Criminal do Rio. O inquérito corre em sigilo. Não se sabe a acusação. Mas os agentes procuravam “documentos, mídias e outras provas” nos gabinetes de Christian de Castro, diretor-presidente da agência, e de mais quatro pessoas. A determinação era para que fossem vasculhados salas, armários e estações de trabalho não apenas de Christian de Castro, mas também de seu assessor, Magno de Aguiar Magalhães Júnior; de Ricardo Alves Vieira Martins, da secretaria executiva da agência; da ouvidora Carolina de Lima Cazarotto Pereira (que está em licença-maternidade). O advogado Marcos Tavolari, servidor da Ancine que atua como secretário de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual no Ministério da Cultura, também é investigado. O presidente da Ancine não respondeu a pedidos de informações da imprensa. Segundo a assessoria de imprensa da organização, ele estava em trânsito ontem, vindo de Brasília, onde participou da reunião do Conselho Superior do Cinema. A agência informou que até o início da noite de ontem não tinha conseguido acesso à denúncia. Em nota, afirmou que “assim que mais detalhes forem fornecidos, informará a sociedade, os entes regulados e os servidores com a maior transparência, conforme tem sido a nova gestão. E tomará as medidas cabíveis que se fizerem necessárias”. O Ministério da Cultura também emitiu nota sobre a operação, informando que está à disposição da Polícia Federal e da Justiça para compartilhar informações, mas que até o momento “não está a par de detalhes da investigação”. Reitera ainda “seu compromisso com a ética, a integridade e a transparência na administração pública”.
Brexit: Benedict Cumberbatch tira Reino Unido da União Europeia em trailer impressionante
A HBO divulgou o primeiro trailer de “Brexit”, filme sobre o plebiscito britânico que resultou na saída do Reino Unido da União Europeia. A trama acompanha o homem por trás da campanha do Brexit, interpretado por Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”). E a forma como seu discurso e estratégia se desenvolvem na prévia se mostram absolutamente relevantes para entender as mudanças rumo à direita e ao conservadorismo que varrem o mundo nos últimos anos – inclusive o Brasil. “Brexit” se descortina como mais um trabalho impressionante de caracterização de Cumberbatch, que aparece muito diferente em cena, assinalando uma tendência curiosa: que seus melhores desempenhos recentes estão sendo reservados para a televisão – veja-se, por exemplo, “Patrick Melrose”. Ele interpreta Dominic Cummings, o estrategista principal da campanha “Vote Leave”, que defendia a saída do Reino Unido da União Europeia. Produzido pelo Channel 4 britânico, “Brexit” também traz em seu elenco os atores Rory Kinnear (“007: Operação Skyfall”), John Heffernan (“The Crown”), Liz White (“A Mulher de Preto”) e Kyle Soller (“Poldark”). O roteiro foi escrito pelo dramaturgo James Graham, que atualmente prepara uma nova versão do clássico sci-fi “1984”, e a direção é de Toby Haynes, responsável pelo episódio “USS Callister” da série “Black Mirror” – que venceu o Emmy 2018 como Melhor “Telefilme”. A exibição vai acontecer em 19 de janeiro.
Sean Penn está filmando documentário sobre jornalista assassinado na embaixada saudita da Turquia
O ator Sean Penn está filmando um documentário sobre o jornalista saudita Jamal Khashoggi, assassinado há dois meses no consulado da Arábia Saudita na Turquia. Ele viajou para Istambul, onde foi flagrado pela mídia turca registrando imagens diante da porta do consulado, onde o repórter, crítico do governo saudita e colaborador do jornal Washington Post, foi morto em 2 de outubro. Vídeos do ator conversando com um cinegrafista no local podem ser vistos abaixo. O assassinato de Khashoggi causou uma onda de indignação mundial e manchou a imagem da Arábia Saudita. O príncipe herdeiro Mohamed ben Salman nega qualquer envolvimento no crime. Mas investigações da CIA teriam confirmado que ele foi o mandante. Nesta quarta-feira, o procurador-geral da Turquia pediu a detenção de duas pessoas próximas a Mohamed ben Salman, suspeitas de participação no assassinato de Jamal Khashoggi. O presidente turco Recep Tayyip Erdogan solicitou diversas vezes, em vão, a extradição dos suspeitos detidos pela Arábia Saudita, que insiste que o julgamento deve acontecer em seu território. No mês passado, o procurador-geral saudita anunciou acusações contra 11 pessoas e pediu a pena de morte para cinco réus.
Millie Bobby Brown vira a mais nova embaixadora da boa vontade da história da ONU
Millie Bobby Brown, estrela adolescente da série “Stranger Things”, tornou-se a mais jovem embaixadora da boa vontade da história para a agência de proteção às crianças das Nações Unidas, a Unicef. Ela foi nomeada na terça-feira (20/11) e deverá abordar os assuntos bullying e pobreza em seu novo papel. A atriz de 14 anos, que também é a pessoa mais jovem a figurar na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da revista Time, foi apontada para o papel na sede da ONU para marcar o dia mundial da Criança, disse a agência. “É um sonho realizado”, disse Brown em nota. “Estou ansiosa para me encontrar com todas as crianças e jovens que conseguir, para ouvir suas histórias, e falar em nome deles.” Brown foi indicada duas vezes para o Emmy por seu papel na série “Stranger Things”, da Netflix, uma garota chamada Eleven, que tem superpoderes e ajuda seus amigos a enfrentar monstros. Ela já falou abertamente no passado sobre o bullying e chegou a apagar sua conta no Twitter em 2017, depois que gays passaram a “brincar” de atribuir comentários odiosos à sua pessoa. A Unicef disse que em seu novo papel ela irá ajudar a criar consciência para os direitos da criança e para outras questões ligadas aos jovens, incluindo o acesso à educação, o impacto da violência, bullying e pobreza. “As crianças são os principais defensores de si mesmas. Eu sei que Millie irá utilizar sua paixão e sua dedicação para defender os direitos de crianças em situação de vulnerabilidade e dos jovens em todo lugar do mundo”, disse Henrietta Fore, diretora executiva da Unicef em um comunicado. Brown se junta a uma lista de embaixadores da boa vontade da Unicef que inclui o ex-capitão da seleção inglesa de futebol David Beckham, os atores Orlando Bloom, Jackie Chan e Liam Neeson e os cantores Ricky Martin e Shakira.
Menino que dublou Viva: A Vida É uma Festa vira imigrante ilegal em trailer de filme da HBO
A HBO divulgou fotos e o trailer de “Icebox”, filme dramático e bastante atual sobre o tratamento dado aos menores imigrantes ilegais nos Estados Unidos. A trama conta a história de um menino hondurenho de 12 anos que, ao ser detido pela imigração americana, é imediatamente colocado em um centro de detenção temporário e passa a ser tratado como um presidiário. O título, que significa literalmente “caixa de gelo”, é na verdade um trocadilho com a ICE (a sigla do departamento de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos) e o cubículo em que o menino é jogado. O protagonista é vivido por Anthony Gonzalez, garoto de 14 anos que ficou mundialmente conhecido como a voz original de Miguel na animação “Viva: A Vida É uma Festa” (Coco, 2017) da Disney-Pixar. Sua escolha para o papel é bastante simbólica, já que o drama contrasta totalmente com a alegria e exaltação da cultura latina vista no outro filme. O elenco também inclui Vicent Fuentes (“Better Call Saul”), Johnny Ortiz (“A Justiceira”) e Genesis Rodriguez (“Time After Time”). Escrito e dirigido por Daniel Sawka, “Icebox” é baseado no curta-metragem de mesmo nome, premiado no AFI Fest de 2016, e teve sua première mundial no Festival de Toronto, ocasião em que foi bastante elogiado pela crítica norte-americana. A estreia está marcada para 7 de dezembro na HBO americana.
Polícia Federal: A Lei É Para Todos vai virar trilogia com impeachment de Dilma, prisão de Lula e eleição de Bolsonaro
O filme “Polícia Federal: A Lei É Para Todos” vai virar trilogia. O produtor Tomislav Blazic revelou seus planos ao UOL, contando que o segundo filme mostrará a prisão de Lula e o terceiro repercutirá a eleição de Jair Bolsonaro, com o juiz Sergio Moro alçado a Ministro da Justiça. A história de “Polícia Federal – A Lei é Para Todos 2” mostrará os eventos ocorridos logo depois do final do primeiro filme. Dentre os fatos previstos estão o impeachment da então presidente Dilma Rousseff e a prisão do ex-presidente Lula. “Quando o Lula foi preso, nós estávamos na porta da Polícia Federal, em Curitiba, e gravamos, do lado de fora, a chegada do ex-presidente. Possivelmente usaremos essas cenas no final do filme”, adiantou Blazic. Também entrarão no longa as investigações e prisões do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, a morte do Ministro do Supremo Teori Zavascki, a gravação da conversa entre Joesley Batista e Michel Temer e as acusações contra o senador Aécio Neves. Já o projeto do terceiro filme mostraria a eleição de Jair Bolsonaro e novos desdobramentos da Lava Jato. “Ainda acho muito cedo apontar qual será o roteiro do filme, mas, sim, está tudo encaminhado para mostrarmos o Moro no Ministério da Justiça”. O orçamento dos dois próximos filmes gira em torno de R$ 16 milhões, cada um. As filmagens da parte 2 deverão começar em março e o lançamento poderá ocorrer ainda no segundo semestre do ano que vem, com a parte 3 prevista para 2020. O diretor e o roteirista deverão ser os mesmos, Marcelo Antunes e Gustavo Lipsztein. Mas há dificuldade de reunir o elenco original. Dos atores já confirmados estão Bruce Gomlevsky e Rainer Cadete. “Sobre o restante do elenco, ainda precisamos conciliar as agendas”. No primeiro filme, o papel de Sérgio Moro foi interpretado por Marcelo Serrado, mas o nome dele ainda não está confirmado na continuação. Ao contrário do filme original, feito sem dinheiro público, o segundo longa que conta a história da operação Lava Jato foi autorizada a captar R$ 13,7 milhões por meio da Lei do Audiovisual. Para Blazic, as pessoas que criticavam o uso do dinheiro público no filme achavam que ele iria fazer um filme com viés partidário contra a esquerda. “Depois de lançado, o público percebeu que falávamos da corrupção. Mas além do PT tem também o PMDB, o PSDB”, explicou. “Agora, ninguém poderá questionar as nossas questões partidárias. Na verdade, quem berra sobre as leis de incentivo são os acusados”. Para o produtor, a Lei do Audiovisual é importante para a área. “Sem ela, não se faz filmes. No primeiro filme, quando tomamos a decisão de não usar a lei, fiquei com medo de não conseguir bancar. O filme foi muito criticado. A gente sabia que iria sofrer ataques, mas hoje sabemos que estamos no caminho certo”, contou. “Polícia Federal: A Lei É Para Todos” foi um dos títulos brasileiros mais vistos em 2017, com 1,3 milhão de espectadores, segundo dados da empresa Filme B.











