Dono da Blumhouse faz mashup de terror com O Chamado e vice-presidente dos EUA
O produtor Jason Blum, dono do estúdio Blumhouse, especializado em terror, realizou um mashup divertido, mas de clima apavorante, entre o clássico “O Chamado” e a participação de Mike Pence no debate entre os candidatos a vice-presidente dos EUA, transmitido na noite de quarta-feira pela TV americana. Com quase um minuto de duração, o vídeo mostra uma cena do terror de 2002 em que Rachel Keller (personagem de Naomi Watts) pega uma mosca na tela em que assiste o vídeo amaldiçoado de Samara (a Sadako americana). Na edição compartilhada por Blum, Keller está assistindo ao debate entre Pence e Kamala Harris, quando se depara com o fato bizarro que chamou a atenção de todos os telespectadores: uma mosca pousou na cabeça do vice-presidente e ficou lá por alguns minutos. Ela então estende a mão e tira a mosca da tela, assim como em “O Chamado”. O vídeo termina com a palavra “Vote”, sugerindo uma forma de evitar uma reprise do terror instaurado no país nos últimos anos. pic.twitter.com/G5zoevpH1m — Jason Blum (@jason_blum) October 9, 2020
Cinemas de São Paulo retomam atividades neste fim de semana
Fechados desde março, os cinemas de São Paulo começam a reabrir neste fim de semana. A volta das salas da capital, com protocolos rígidos de segurança, foi autorizada nesta sexta (9/10), quando a cidade chegou à fase verde do Plano São Paulo, que orienta o que abre e o que fecha durante a quarentena no estado. As primeiras sessões do retorno vão acontecer no sábado, no cinema de rua Petra Belas Artes, na rede Espaço Itaú de Cinema e nas salas do shopping Market Place, da rede Cinemark. As regras para a volta do funcionamento dos cinemas preveem capacidade reduzida a 60% do público, horário de funcionamento limitado a oito horas, obrigatoriedade do uso de máscaras, medição da temperatura dos frequentadores e disponibilização de álcool em gel. Além disso, é preciso manter um distanciamento físico de 1,5 metro entre as pessoas, dentro e fora das salas, o que interdita algumas poltronas. A capital teve queda nos números da covid-19 e, com outras cinco regiões do Estado, dará maior flexibilização ao funcionamento de estabelecimentos em locais fechados. “Nós não vamos deixar de retroceder caso os números voltem na cidade”, alertou o prefeito Bruno Covas durante a coletiva que anunciou a reabertura. “A Vigilância Sanitária do Município orientou que, agora, a gente aguarde a evolução da pandemia na cidade, por causa dessas alterações nas atividades permitidas e também pela volta do setor cultural.” Além dos cinemas, também receberam autorização para voltar a funcionar os museus, teatros, bibliotecas e espaços culturais, como o Sesc.
Trailer mostra reencontro do elenco da série The West Wing
A HBO Max divulgou o trailer de seu especial de reunião da série “The West Wing”, que será disponibilizado na próxima quinta (15/10) em streaming nos EUA. O especial, que irá ao ar em apoio à campanha When We All Vote, para estimular as votações durante a próxima eleição presidencial dos EUA, marca a primeira vez que o elenco original da série se reúne com o criador Aaron Sorkin e o produtor executivo e diretor Thomas Schlamme em 17 anos. O encontro foi transformado numa apresentação teatral especial do episódio “Hartsfield’s Landing”, da 3ª temporada, que contará com Martin Sheen, Dulé Hill, Allison Janney, Rob Lowe, Janel Moloney, Richard Schiff e Bradley Whitford reprisando seus papéis. Exibido pela primeira vez em fevereiro de 2002, o episódio mostra o presidente Bartlet (Sheen) enfrentando Sam (Lowe) e Toby (Schiff) em jogos de xadrez que refletem sua ousadia com o governo chinês, enquanto Josh (Whitford) sofre com os resultados de uma votação primária numa pequena cidade de New Hampshire e CJ (Janney) e Charlie (Hill) se enfrentam em uma guerra de trotes. O trailer reflete a passagem do tempo, mostrando Sheen de volta ao papel do presidente perguntando: “O que eu perdi?” Além do elenco original, o especial terá participação de Sterling K. Brown (“This Is Us”) no papel de Leo McGarry, desempenhado originalmente por John Spencer, falecido há cinco anos. E também contará, em seus intervalos, com aparições de Michelle Obama, Bill Clinton, Lin-Manuel Miranda e outros, em manifestações de apoio à organização When We All Vote, fundada pela ex-primeira dama Michelle Obama.
Astros de The Vampire Diaries brigam por política no Twitter
A menos de um mês da eleição presidencial nos EUA, a política tem dividido amigos e famílias, e nem os elencos de séries estão imunes. Dois ex-colegas de “The Vampire Diaries” levaram suas desavenças ao Twitter na noite de quarta (7/10), durante o debate dos candidatos à vice-presidente, Mike Pence (republicano) e Kamala Harris (democrata). Paul Wesley, que viveu o vampiro Stefan Salvatore, e Matthew Davis, o matador de vampiros Alaric Saltzman, desentenderam-se justamente por conta do debate. “Seria legal se o moderador parasse de interromper o Pence e o deixasse terminar sua fala”, tuitou Davis. E Wesley aproveitou para criticar o político mencionado: “Também seria legal se o Pence respondesse a pergunta ao invés de se desviar do assunto”. Depois isso, Davis compartilhou a postagem de Wesley e escreveu: “O Paul gosta de votar em criminosos e perdedores, igual ele fez em 2016. A sua opinião no assunto não é muito relevante para mim”. Wesley respondeu ironizando o colega com bom-humor. “Você está enganado, eu não votei no Trump em 2016. Pessoal, o Alaric bebeu verbena, ele está meio doido”, disse, referindo-se à erva usada contra os vampiros na série. Depois que Davis rebateu com um emoji de bocejo, Paul tentou melhorar o crime. “Pega leve, menino, você sabe que sente minha falta”. Matthew Davis continua até hoje no universo de “The Vampire Diaries”, graças à transformação de Alaric no diretor da escola para jovens sobrenaturais do spin-off “Legacy”. Já Wesley abandonou seu papel ao final da série original, em 2017. A maior parte da conversa foi deletada, mas o final ainda pode ser visto abaixo. Lighten up baby boy u know u miss me — Paul Wesley (@paulwesley) October 8, 2020
Cidade do interior do Texas processa Netflix por Lindinhas
A Netflix foi indiciada num processo criminal em uma cidadezinha de 86 mil habitantes do estado americano do Texas por causa do filme “Lindinhas” (Mignonnes). A ação, protocolada em 23 de setembro no condado de Tyler, acusa a plataforma de promover imagens obscenas de crianças no filme francês. A acusação foi parcialmente revelada pelo deputado conservador Matt Shaefer no Twitter nesta terça-feira (6/10). Ele destacou a parte do texto que acusa o filme de “retratar a exibição obscena da região púbica de uma criança vestida ou parcialmente vestida com menos de 18 anos de idade, que apela ao interesse lascivo por sexo”. Segundo a plataforma, o processo “não tem mérito”, porque “‘Lindinhas’ é um comentário social contra a sexualização de crianças pequenas”. “Essa acusação não tem mérito e nós apoiamos o filme”, manifestou-se a Netflix por comunicado. No Brasil, um templo evangélico também tentou processar a empresa por causa do filme. A ação, que pedia censura de “Lindinhas”, foi julgada improcedente. Ao rejeitar o pedido de liminar, o juiz Luiz Fernando Rodrigues Guerra disse que a Netflix não violou a legislação e que o pedido de exclusão do filme é inconstitucional. Premiado no Festival de Sundance e exibido sem polêmicas na França, “Lindinhas” acabou ganhando repercussão entre os conservadores dos EUA e, posteriormente, no Brasil pela ministra pastora Damares Alves, que disse que também tentaria censurá-lo. “É interesse de todos nós botarmos freio” e “vamos tomar todas as medidas judiciais cabíveis”, ela chegou a afirmar sobre a produção. Em contraste com a reação de Damares e outros conservadores, o filme foi acompanhado pelas autoridades de proteção infantil do governo francês durante toda a sua produção e elas aprovaram seu conteúdo integralmente. A reação negativa só começou após um pôster equivocado da própria Netflix, que apresentava as meninas em trajes colantes, tentando fazer poses sensuais. A imagem, por sinal, é exatamente o que o filme critica. No momento em que ela aparece no contexto do filme, as meninas são vaiadas por mães que se horrorizam com a performance sexualizada delas num concurso de danças. Isto serve de despertar para a protagonista, uma pré-adolescente que até então confundia sexualização com rebelião diante da cultura de submissão feminina de sua família religiosa. O governo francês também defendeu o filme ao considerar que as críticas se baseiam numa série de imagens descontextualizadas e reducionistas. Afirma que as críticas imputam à diretora uma intenção que ela não teve e que vai “em total contradição com o que a obra propõe”.
Jane Fonda revive ginásticas dos anos 1980 para exercitar o direito ao voto
Jane Fonda reviveu seus dias de musa fitness. Para quem não lembra, a atriz causou sensação nos anos 1980 com livro, vídeos e aparições televisivas em que ensinava exercícios aeróbicos para manter a boa forma. Agora com 82 anos, ela comanda uma nova aula de ginástica com celebridades americanas numa campanha de conscientização política, em que ressalta o exercício do direito ao voto. Como nos EUA o voto não é obrigatório, a época de eleições costuma gerar campanhas criativas para estimular a votação. Este é o objetivo do vídeo divulgada pela atriz em suas redes sociais. Seguindo as dicas de Fonda, o vídeo de “Exercise the Vote” também conta com as participações das atrizes Kerry Washington, Vanessa Hudgens, Amy Schumer e Ashley Benson, além do ex-atleta Shaquille O’Neal. Veja abaixo. Ver essa foto no Instagram Let’s Get Registered!!!! 💪. We’re getting in shape for the race of our lives this November and it has never been more important to exercise your right to vote. Many states have registration deadlines today so do not wait! Head to the link in my bio and check your registration status now! LET’S DO THIS!!!!! #ExerciseThatVote Uma publicação compartilhada por Jane Fonda (@janefonda) em 5 de Out, 2020 às 10:21 PDT
Joice Hasselmann usa os Muppets em campanha e Disney avisa que “não autorizou”
Candidata a prefeita de São Paulo, Joice Hasselmann decidiu usar a seu favor críticas que bolsonaristas fazem sobre sua aparência. Só faltou combinar com a Disney. Como é chamada constantemente de Miss Piggy, a integrante do PSL usou imagens de “Os Muppets” para simular os personagens cantando seu jingle. Mas a Disney, detentora dos direitos dos bonecos, não autorizou a deputada a utilizar as cenas. “A Disney não autorizou a utilização das imagens”, diz o estúdio em curto comunicado sobre o uso indevido das imagens. A empresa também afirmou que não fará nenhum comentário adicional à imprensa sobre o assunto. Isto significa que eventuais medidas jurídicas para impedir o uso não serão informadas e transcorrerão em segredo de Justiça. Joice publicou o vídeo em suas redes sociais, seguida da hashtag “sextou”.
Trailer de filme sobre omissão de Trump na pandemia supera 6 milhões de views em 72 horas
A distribuidora indie Neon informou que o trailer de “Totally Under Control”, documentário que denuncia a omissão do governo de Donald Trump diante da pandemia de coronavírus responsável pela morte de mais de 210 mil americanos, foi visto mais de 6 milhões de vezes em 72 horas (desde que foi lançado no fim de semana) em todas as plataformas. O interesse pela produção foi ampliado após o próprio presidente dos EUA ser infectado pela covid-19 e precisar ser internado num hospital na sexta (2/10). O filme tem roteiro e direção de Alex Gibney, vencedor do Oscar de Melhor Documentário por “Um Táxi para a Escuridão” (2007), que denunciou a prática de tortura de prisioneiros, levada adiante pelo governo americano durante a Guerra do Afeganistão. O título de “Totally Under Control” vem de uma frase de Trump, que afirmou que a a pandemia estava “totalmente sob controle”, quando não estava. Em outra frase vista no trailer, um médico define os pronunciamentos do presidente como “uma besteira completa”. “Ele não faz ideia do que está falando”. A produção foi rodada em segredo durante a pandemia e compara a atuação do governo americano com a de outros países, como a Coreia do Sul, onde, sem paralisação significativa das atividades econômicas, apenas 420 vidas foram perdidas – de uma população total de 51 milhões de habitantes. O filme expõe o colapso completo dos EUA causado por um vazio profundo da liderança presidencial e conta o que deu errado por meio de testemunhos contundentes de autoridades de saúde pública e reportagens investigativas que nomeiam responsabilidades. Graças ao desempenho dos EUA, o Brasil acabou não conseguindo a liderança do ranking mundial de mortes e contaminação por covid-19. Mas o desempenho similar de Bolsonaro diante do avanço da doença também deve render um documentário nacional. Já há produções do gênero atualmente em desenvolvimento. “Totally Under Control” será lançado na próxima semana, dia 13 de junho, em PVOD (locação digital premium), antes de chegar no dia 20 para os assinantes da plataforma Hulu nos EUA. Veja abaixo o trailer e o pôster divulgados pela Neon.
Libelu – Abaixo a Ditadura vence festival É Tudo Verdade
O filme “Libelu – Abaixo a Ditadura”, de Diógenes Muniz, foi o vencedor da 25ª edição do Festival É Tudo Verdade, após a exibição de 61 longas e curtas-metragens, entre os dias 23 de setembro e este domingo (4/10). O documentário reconstitui a história do grupo Liberdade e Luta, formado principalmente por estudantes trotskistas e que foi pioneiro a gritar Abaixo a Ditadura nas manifestações dos anos 1970. Seus integrantes, mais tarde, lançaram o jornal e a tendência O Trabalho, e ajudaram a criar o PT. O júri do evento também distribuiu menções a “Segredos do Putumayo”, de Aurélio Michiles, e “Fico Te Devendo Uma Carta do Brasil”, de Carol Benjamin. Ambos abordam a questão dos direitos humanos no país, mas em períodos distintos – no ciclo da extração da borracha na Amazônia e durante a ditadura militar. Na competição internacional, o júri premiou “Colectiv”, de Alecxander Nanau, sobre uma organização jornalística independente, que ao investigar um incêndio com dezenas de mortos e centenas de feridos numa boate em Bucareste, descobre uma gigantesca fraude no sistema de saúde da Romênia. O filme já tinha vencido festivais em Luxemburgo e Zurique, na Suíça, entre outros. Entre os curtas, os premiados foram o brasileiro “Filhas de Lavadeiras”, de Edileuza Penha de Souza, e o polonês “Meu País Tão Lindo”, de Grzegorz Paprzycki. Os quatro vencedores da 25ª edição do festival, “Libelu – Abaixo a Ditadura”, “Colectiv”, “Filhas de Lavadeira” e “Meu País Tão Lindo” estão automaticamente qualificados para tentar uma vaga no Oscar nas categorias de melhor longa e melhor curta documental. O tema político dos filmes premiados também ecoou na cerimônia por conta de um manifesto de cineastas em defesa da cultura, da Cinemateca Brasileira e do cinema nacional. Veja abaixo os trailers dos dois longas premiados.
Jim Carrey como Joe Biden rende 3ª maior audiência do século no Saturday Night Live
A estreia da 46ª temporada de “Saturday Night Live” foi uma das mais assistidas do veterano programa humorístico durante o século 21. Exibida no sábado (3/10) na rede NBC, a atração contou com participação do comediante Chris Rock (“Gente Grande”) como apresentador e da rapper Megan Thee Stallion como convidada musical, mas o assunto mais comentado nas redes sociais foi a primeira aparição de Jim Carrey (“Sonic – O Filme”) como Joe Biden, que entrou nos Trending Topics do Twitter com mais de 40 mil menções. Carrey irá participar de toda a temporada do programa, interpretando o candidato do Partido Democrata à eleição presidencial dos EUA. No programa inicial, ele reencenou o debate da semana passada com o presidente Donald Trump, vivido por Alec Balwin (“30 Rock”) na sátira humorística, e acertou em cheio. Além da dupla, o esquete também contou com Maya Rudolph (“Missão Madrinha de Casamento”) como a senadora Kamala Harris, candidata a vice na chapa de Biden. Ao todo, o programa atraiu 7,7 milhões de espectadores ao vivo e uma classificação de 1,68 na demo (adultos de 18 a 49), o que representa a terceira maior estreia do “SNL” no século, atrás apenas dos episódios inaugurais de 2016 e 2008. Em comparação com a estreia do ano passado, a transmissão da noite passada aumentou em 27% o total de espectadores (7,7 milhões contra 6,1 milhões) e em 26% a audiência da demo (1,68 contra 1,33). O “SNL” tradicionalmente tem picos de audiência durante o período que antecede as eleições presidenciais. A maior abertura deste século, 12 anos atrás, também foi durante um ano eleitoral. Na ocasião, a personificação de Sarah Palin, candidata a vice, interpretada por Tina Fey (“30 Rock”), dominou a cultura pop americana e rendeu prêmio para a atriz no Emmy. No Brasil, o “SNL” é exibido pelo canal pago Sony. Veja abaixo o começo do esquete de Carrey e Baldwin. There he is. #SNLPremiere pic.twitter.com/Mfm7tBBcKh — Saturday Night Live – SNL (@nbcsnl) October 4, 2020
Facebook reage ao documentário O Dilema das Redes
O Facebook decidiu responder ao documentário “O Dilema das Redes” (The Social Dilema), lançado pela Netflix há algumas semanas com grande repercussão. Em comunicado divulgado na sexta-feira (2/10), a empresa de Mark Zuckerberg listou sete “erros” do documentário para criticar o conteúdo do filme, acusando a produção de apresentar uma visão distorcida do funcionamento das redes sociais, de modo a “criar um conveniente bode expiatório para problemas sociais complexos”. No comunicado, o Facebook tenta desmentir a narrativa do documentário, apontando as iniciativas realizadas nos últimos anos para corrigir seus problemas. Vale mencionar que algumas dessas iniciativas só foram tomadas após muita pressão, inclusive do Congresso dos EUA, e depois da première do filme — que foi exibido em janeiro deste ano, no Festival de Sundance, quando virou assunto na mídia. Em sua defesa, a empresa afirma que não criou seus produtos para serem viciantes e sim para agregar valor, alegando que seus algoritmos não são “maus” e que eles funcionam para a plataforma continuar relevante e útil. Além disso, disse que, ao mudar seu feed de notícias em 2018, trocando a prioridade do algoritmo – de vídeos virais para “interações sociais significativas” com amigos e parentes – sofreu uma queda de 50 milhões de horas por dia de interações na plataforma. A empresa também garante ter feito mudanças para proteger mais efetivamente a privacidade de seus usuários – após escândalos de utilização desses dados por terceiros – e para combater conteúdos nocivos, que propagam preconceito e desinformação na plataforma. “Reconhecemos que cometemos erros em 2016. No entanto, o filme não considera o que temos feito desde então para construir fortes defesas a fim de impedir as pessoas de usarem o Facebook para interferir em eleições”, diz a empresa. Uma dessas iniciativas foi o desmantelamento de mais de 100 redes que agiam com “comportamento inautêntico coordenado”, entre elas uma rede brasileira com ligações à família do presidente Jair Bolsonaro. A companhia ainda argumenta que “polarização e populismo” existem há muito tempo — não nasceu com a internet e redes sociais. Também diz que a maioria do conteúdo visto lá não é polarizador nem político, e que tem ferramentas para diminuir o alcance de conteúdos sensacionalistas. Para completar, o Facebook inclui também críticas às conclusões do documentário. “Os criadores do filme não reconhecem – criticamente ou não – os esforços já realizados pelas empresas para resolver muitas das questões levantadas. Em vez disso, eles apresentam comentários de quem não está do lado de dentro [do negócio] há muitos anos”, afirma. O comunicado não aborda o fato de o Facebook ter hesitado mais do que qualquer outra rede social a identificar e até derrubar conteúdos de autoridades públicas que praticam desinformação sistemática (eufemismo para mentiras descaradas) na plataforma, às vezes até em desrespeito às políticas da empresa contra discursos de ódio. O próprio Zuckerberg defende que publicações de autoridades públicas merecem um tratamento diferente para serem julgadas pelos eleitores. Entretanto, isso acontece sem contexto em sua rede social. Além do Facebook, Zuckeberg também é dono do Instagram e do Whatsapp. Este último virou um instrumento perigoso de desinformação, especialmente durante a pandemia de covid-19, usado de forma ideológica numa campanha de lavagem cerebral, que chega a usar citação bíblica sobre “a verdade” para convencer usuários de que mentira é verdade e vice-versa – isto é, que os fatos jornalísticos apurados pelas grandes empresas de mídia não tem credibilidade, enquanto apenas os “zaps” de teorias de conspiração absurdas devem ser acreditados. O documentário “O Dilema das Redes” alerta para o risco de acreditar nas mentiras das redes sociais, além de detalhar como elas usam algoritmos para fazer com que os usuários permanecerem interagindo e se submetendo ao bombardeio de desinformação. Alguns usuários do Facebook chegaram a excluir sua conta na rede social depois de assistir ao filme.
Jim Carrey se transforma em Joe Biden em teaser da 46ª temporada de Saturday Night Live
A rede NBC divulgou o primeiro vídeo do ator Jim Carrey (“Sonic – O Filme”) como o político Joe Biden na nova temporada do humorístico “Saturday Night Live”. Carrey dará vido ao candidato do Partido Democrata às eleições presidenciais dos EUA, ao lado da comediante Maya Rudolph (“Missão Madrinha de Casamento”), que viverá a candidata à vice-presidente Kamala Harris. Nos últimos anos, o “Saturday Night Live” tem se especializado em sátira política, sobretudo em período eleitoral, e costuma contar com imitações do presidente Donald Trump feitas por Alec Baldwin (“Blue Jasmine”). A 46ª temporada do programa estreia neste sábado (3/10) nos EUA. No Brasil, o “SNL” é exibido pelo canal pago Sony. Ladies and gentlemen…Joe Biden and Kamala Harris. #SNLPremiere pic.twitter.com/khYgAvXKpw — Saturday Night Live – SNL (@nbcsnl) October 1, 2020
Paulo Betti cria polêmica ao dizer que facada em Bolsonaro foi “mais ou menos correta”
O ator Paulo Betti criou polêmica ao afirmar na quarta (30/9), durante uma entrevista ao UOL, que a facada em Bolsonaro, quando ele ainda era candidato à presidência, foi “mais ou menos correta, mas não total”. “No meio da multidão, isso não estava previsto. Ninguém tinha previsto que ia aparecer um maluco a golpear a camisa amarela onde estava escrito ‘Brasil acima de tudo’ ali e cravar uma faca ainda de maneira mais ou menos correta, mas não total. Desgraçado!”, disse Paulo Betti, condenando a inépcia do autor do crime e também o resultado do atentado – a eleição de Bolsonaro. A fala foi uma resposta de Betti sobre uma pergunta a respeito da vitória de Bolsonaro, que o ator ligou ao “imponderável”, citando o episódio da facada. Vários perfis de direita divulgaram a frase fora do contexto. Carlos Bolsonaro, filho do presidente, chegou a tuitar: “Quem mandou matar Bolsonaro? Qualquer um sabe que foi um ex-integrante do PSOL, então, outros vão surgindo e mostrando todo seu ‘amor’, como Álvaro Dias e afins. Hoje, surge mais um, cujo passado dispensa qualquer comentário a mais! Autoridades, os senhores estão por aí?”. O apresentador do “Morning Show” da Jovem Pan, Paulo Mathias, também se manifestou chamando Paulo de “personificação do delírio da ultraesquerda brasileira”. Atacado pela “ultradireita brasileira”, Paulo Betti ainda não voltou a se manifestar sobre o assunto.












