Grupo evangélico volta a pedir censura contra Porta dos Fundos
Derrotada no STF em sua tentativa de reimplantar a censura no Brasil, a Associação Centro Dom Bosco atacou de novo nesta quarta (15/12). O grupo evangélico entrou com uma ação no TJ de SP contra as empresas que administram a Paramount no Brasil e o grupo Porta dos Fundos pelo lançamento do novo especial de Natal da trupe. Primeira versão animada do já tradicional especial de Natal, “Te Prego lá Fora” foi lançado também nesta quarta, com exclusividade no serviço de streaming Paramount+. Com roteiro de Fabio Porchat, a produção acompanha a adolescência de Jesus Cristo no ensino médio, quando precisa se fingir de bad boy para escapar da perseguição do diretor pedófilo da escola, Herodes, obcecado em encontrar aquele que seria o Messias. Segundo a Associação Centro Dom Bosco, o pedido de censura contra o novo especial tem a “necessidade de proteger o sentimento religioso de uma violação grave”. A petição cita ainda que a censura busca evitar “que a onda de intolerância contra àqueles que professam alguma religião não se agrave ainda mais”. Importante lembrar que os únicos registros conhecidos de intolerância religiosa no Brasil são ataques de evangélicos que chutam santas católicas e rotulam religiões afro-brasileiras como satânicas. Os exemplos de religiosos intolerantes são bem mais numerosos. A própria Associação Centro Dom Bosco já tentou censurar um especial de Natal feito pelo Porta dos Fundos, divulgado pela Netflix em 2019. A Justiça carioca, inclusive, deu ganho de causa ao grupo religioso, mas a decisão foi revertida no STF. Na decisão, o ministro relator Gilmar Mendes destacou que os ofendidos pelo material podiam simplesmente não assistir ao vídeo. Cármen Lúcia concordou e disse que o especial não está exposto aos que não querem vê-lo. Curiosamente, foi a mesma conclusão da primeira juíza a analisar a ação de 2019. Adriana Sucena Monteiro Jara Moura citou o artigo 5º da Constituição, que assegura a liberdade de expressão, e abordou o argumento de suposto “abuso desse direito” à luz da jurisprudência do STF (Supremo Tribunal Federal). Ela concluiu dizendo que “não há exposição a seu conteúdo a não ser por opção daqueles que desejam vê-lo. Resta assim assegurada a plena liberdade de escolha de cada um de assistir ou não ao filme e mesmo de permanecer ou não como assinante”. A Associação Centro Dom Bosco apelou na justiça contra a decisão original e encontrou um simpatizante no desembargador Benedicto Abicair, que justificou ser favorável à censura como uma medida “para acalmar os ânimos”, após o Porta dos Fundos ter sua sede atacada por uma célula terrorista de direita. Se mantida, a decisão serviria de estímulo para outras organizações de extrema direita agirem para proteger a “sociedade brasileira”. Não por acaso, a censura foi comemorada pelo autor confesso do atentado terrorista contra a sede do grupo. O STF reforçou a liberdade de expressão e o Porta dos Fundos continuou rindo por último. Veja abaixo o trailer do novo especial.
“Medida Provisória” chega ao Festival do Rio sofrendo “operação padrão” da Ancine
A Ancine aproveitou a première nacional de “Medida Provisória”, primeiro longa de Lázaro Ramos, marcada para acontecer no Festival do Rio nesta quarta (15/12), para tentar se justificar em relação ao motivo que mantém o filme sem previsão de estreia comercial no Brasil. O entrave burocrático, que parece surgir apenas diante de determinados títulos, é o mesmo que fez “Marighella” demorar dois anos para ser lançado. Trata-se da retenção de verba do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) destinada a auxiliar a distribuição do filme. Não é verba pública, sempre é bom salientar. É dinheiro do próprio setor audiovisual, que paga uma taxa específica (Condecine) para investimento em conteúdo nacional. Esta verba é controlada pela Ancine, que desde o governo Bolsonaro tem um déficit de centenas de milhões – talvez bilhão – de reais que foram arrecadados e não direcionados para o audiovisual brasileiro – uma caixa preta para o próximo governo. O método adotado para manter o dinheiro distante de seu objetivo tem sido a burocracia. Reuniões específicas do FSA, que costumavam ser feitas no começo do ano fiscal durante os governos anteriores, agora acontecem no final do ano, engolindo-se assim 12 meses de verba sem destinação. E “filtros” pedidos publicamente por Bolsonaro tem encontrado alvos evidentes. Todos os filmes citados nominalmente pelo governo tem sofrido algum tipo de revés na Ancine, desde projetos LGBTQIAP+ que o presidente citou numa live e foram reprovados em edital, até a aplicação de “operação padrão” – nome dado à realização de um serviço seguindo os procedimentos operacionais padrão com rigor excessivo com o objetivo explícito de retardar ou dificultar – em produções que desagradam a chamada “ala ideológica” (extremistas radicais) do governo. Em sua nota oficial, a Ancine usou os argumentos de praxe para tentar transparecer que não há censura, mas trâmites burocráticos (isto é, operação padrão). “A Ancine informa que o filme “Medida Provisória” recebeu para a sua produção o valor total de R$ 2,7 milhões, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Atualmente o projeto encontra-se na fase de análise do pedido de investimento para a sua distribuição em salas de cinema. O investimento em distribuição é uma opção do Fundo para aumento da sua rentabilidade, a ser decidido após conclusão da análise técnica. O projeto, portanto, segue o trâmite normal no âmbito da Agência”, informou a agência. A orientação para usar burocracia como entrave encontra eco numa declaração do ex-PM que atualmente é secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, André Porciuncula. Em uma audiência da CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos), órgão independente da OEA (Organização dos Estados Americanos), ele confirma que aquilo que os críticos chamam de censura são na verdade “meras regras burocráticas”. De fato, é isto. A censura via burocracia voltou a ser denunciada pela Trigo Agência, responsável pela assessoria de imprensa do filme “Medida Provisória”, após a manifestação da Ancine. Em nota, a assessoria esclareceu que “a inscrição em opção de comercialização foi regularmente feita pela produtora dentro do prazo estabelecido para este procedimento”. “O que impede o lançamento da obra é, na verdade, a demora da Ancine em concluir os trâmites necessários para a troca de distribuidora do filme. Embora a Análise de Alteração Técnica realizada pela Coordenação de Análise Técnica e Seleção em 20/08/2021 não tenha encontrado óbices para aprovação da nova distribuidora, até o momento a Superintendência de Fomento não tomou as devidas providências. Com isso, a data de lançamento do filme já precisou ser alterada duas vezes”, segue o texto. “Esta situação gera profunda insegurança jurídica para as produtoras e distribuidoras envolvidas, pois a ausência de uma posição da Ancine impede que sejam tomadas as medidas necessárias para divulgação do filme e, consequentemente, para definição da data de lançamento comercial em cinemas no Brasil”, aponta a assessoria. Apesar da demora do seguimento das “meras regras burocráticas”, a Trigo Agência espera “muito em breve poder divulgar a data de lançamento do filme ‘Medida Provisória'”, conclui o texto. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Trigo Agência de Ideias 💡 (@trigopress)
Lázaro Ramos lança teaser de “Medida Provisória”, filme com estreia “travada” no Brasil
O ator Lázaro Ramos divulgou em suas redes sociais o primeiro teaser de “Medida Provisória”, filme que marcou sua estreia na direção e será exibido, em première nacional, na quarta-feira (15/12) no Festival do Rio Já exibido e premiado em festivais internacionais desde o ano passado, o filme que tem 92% de aprovação no site Rotten Tomatoes atravessa o mesmo périplo de “dificuldades” que “Marighella” encontrou junto à Ancine para chegar aos cinemas brasileiros. No momento, ele segue sem previsão de lançamento comercial no próprio país. A assessoria responsável por sua divulgação informou que, ao longo de mais de um ano, os produtores trocaram dezenas de e-mails com a Ancine, que não teria dado retorno. “Questões burocráticas seguem sem retorno conclusivo da agência desde novembro de 2020”, explicou a assessoria Trigo Agência de Ideias, em nota. A coincidência que acompanha “Marighella” e “Medida Provisória” é que ambos são estrelados por atores negros, são politizados e contradizem a visão ufanista de extrema direita que o atual governo tenta implantar no país. Vale lembrar que o polêmico presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, vem pedindo boicote a “Medida Provisória”, que ele não viu, desde março do ano passado. Nos posts, ele justificou a iniciativa com uma fake news, método tradicional dos funcionários do desgoverno atual. Camargo disse que o filme que ele não viu “acusa o governo Bolsonaro de crime de racismo”. Mentira sem vergonha, claro. “Medida Provisória” é uma adaptação da tragicomédia “Namíbia, Não!”, peça de Aldri Anunciação que Lázaro Ramos já tinha dirigido no teatro em 2011 – quando a presidente era Dilma Rousseff! Além disso, o filme foi inteiramente rodado antes da eleição de Bolsonaro. O ator principal, o inglês descendente de brasileiros Alfred Enoch, viajou ao Brasil para se aclimatar ao país para as filmagens no início de 2019, meses antes das eleições à presidência da República. Na época, nem os piores pesadelos apontavam uma possível vitória do pior candidato. A trama de “Medida Provisória” se passa num Brasil do futuro em que uma iniciativa de reparação pelo passado escravocrata provoca uma reação no governo federal, que promulga uma nova lei para deportar todos os brasileiros de “melanina acentuada” para o continente africano. A reação de Sérgio Camargo ajuda a comprovar como o cenário distópico da produção reflete o país criado após a eleição de Bolsonaro. Se o filme foi feito como ficção futurista, o tempo acabou por transformá-lo numa importante advertência sobre o tempo presente. Afinal, em julho do ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito e pediu esclarecimentos a Sérgio Camargo sobre o fato de que ele “teria negado a existência do racismo, a importância da luta do povo negro pela sua liberdade e a importância do Movimento Negro em nosso país”. Como vocês pediram, segue o primeiro teaser do filme que tive a honra de dirigir, Medida Provisória.🎬 Ainda sem data de estreia nos cinemas, teremos uma exibição pontual dia 15/12 no @festivaldorio. Esperamos encontrá-los em breve.#MedidaProvisoria pic.twitter.com/OQ37Nn6J2W — Lázaro Ramos (@olazaroramos) December 13, 2021
HBO Max prepara série sobre jogador Romário em época ideal para Romário político
A HBO Max anunciou nesta segunda (13/12) o projeto de uma série documental chamada de “Romário, o Cara” dedicada à participação do jogador de futebol brasileiro na Copa do Mundo de 1994, onde o Brasil conquistou o tetracampeonato mundial. A série terá seis episódios e será gravada em nove países diferentes, para registrar depoimentos de várias personalidades do esporte internacional. E, segundo a apresentação, vai destacar também o arco dramático humano de Romário durante esse período. Só tem um problema. O lançamento da série em 2022 servirá como peça publicitária da campanha de Romário, seja à reeleição ao Senado, seja ao governo do Rio. Bons costumes e práticas sugerem não se realizar obras do tipo em ano eleitoral, especialmente quando personalizada sobre um candidato a cargo político. Espera-se a passagem das eleições e não se cria polêmicas. Mas não será o caso. O projeto vai apresentar Romário como herói e embalar sua eleição. “Romário é um jogador reconhecido internacionalmente por suas habilidades e especificamente no Brasil é tido como o herói da Copa do Mundo de 1994, garantindo ao Brasil uma conquista inédita. A HBO Max é a casa dos conteúdos icônicos, então nada mais natural para nós do que contar a história desse personagem icônico e histórico para o esporte brasileiro e mundial”, disse Tomás Yankelevich, chefe de conteúdo da WarnerMedia Latin America. A série tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2022 na HBO Max. A eleição acontece poucos meses depois, em outubro.
Estreia de Lázaro Ramos na direção tem dificuldades para estrear no Brasil
Depois de “Marighella” enfrentar “problemas burocráticos” e demorar dois anos para ser lançado no Brasil, o filme “Medida Provisória”, primeiro longa de ficção dirigido por Lázaro Ramos, atravessa o mesmo périplo de “dificuldades” junto à Ancine para chegar aos cinemas brasileiros. Já exibido e premiado em festivais internacionais desde o ano passado, o filme que tem 92% de aprovação no site Rotten Tomatoes ganhará sua primeira exibição no país na próxima semana, em 15 de dezembro, durante o Festival do Rio. No entanto, segue sem previsão de lançamento comercial em seu próprio país. A assessoria responsável por sua divulgação informou que, ao longo de mais de um ano, os produtores trocaram dezenas de e-mails com a Ancine, que não teria dado retorno. “Questões burocráticas seguem sem retorno conclusivo da agência desde novembro de 2020”, explicou a assessoria Trigo Agência de Ideias, em nota. A coincidência que acompanha “Marighella” e “Medida Provisória” é que ambos são estrelados por atores negros, são politizados e contradizem a visão ufanista de extrema direita que mal e porcamente o atual governo tenta implantar no país. Vale lembrar que o polêmico presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, pediu boicote ao “Medida Provisória”, que ele não viu, em postagens nas redes sociais de março do ano passado. Nos posts, ele justificou a iniciativa com uma fake news, método tradicional dos funcionários do desgoverno atual. Camargo disse que o filme que ele não viu “acusa o governo Bolsonaro de crime de racismo”. Mentira deslavada, claro. “Medida Provisória” é uma adaptação da tragicomédia “Namíbia, Não!”, peça de Aldri Anunciação que Lázaro Ramos já tinha dirigido no teatro em 2011 – quando a presidente era Dilma Rousseff! Além disso, o filme foi inteiramente rodado antes da eleição de Bolsonaro. O ator principal, o inglês descendentes de brasileiros Alfred Enoch, viajou ao Brasil para se aclimatar ao país para as filmagens no início de 2019, meses antes das eleições à presidência da República. Na época, nem os piores pesadelos apontavam uma possível vitória do pior candidato. A trama de “Medida Provisória” se passa num Brasil do futuro em que uma iniciativa de reparação pelo passado escravocrata provoca uma reação no governo federal, que promulga uma nova lei para deportar todos os brasileiros de “melanina acentuada” para o continente africano. A reação de Sérgio Camargo só comprova como o cenário distópico da produção reflete o país criado após a eleição de Bolsonaro. Se o filme foi feito como ficção futurista, o tempo acabou por transformá-lo numa importante advertência sobre o tempo presente. Sinal disto é que, em julho do ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito e pediu esclarecimentos a Sérgio Camargo sobre o fato de que ele “teria negado a existência do racismo, a importância da luta do povo negro pela sua liberdade e a importância do Movimento Negro em nosso país”.
Líder nas pesquisas, Matthew McConaughey não concorrerá a governador do Texas
O ator Matthew McConaughey decidiu não se candidatar ao governado do Texas. Em 1ª lugar numa pesquisa eleitoral divulgada na semana passada, o vencedor do Oscar por “Clube de Compra de Dallas” anunciou em sua conta do Instagram que a eleição é um “caminho que estou optando por não seguir neste momento”. Seu nome foi incluído como político independente numa pesquisa contra os principais concorrentes ao cargo, o atual governador Greg Abbott, do Partido Republicano, e o opositor Beto O”Rourke, do Partido Democrata. E McConaughey venceu os dois com folga – 43% contra 35% na disputa contra Abbott, e 49% contra 27% de O’Rourke. “Como um garoto simples, nascido na pequena cidade de Uvalde, Texas, nunca me ocorreu que um dia seria considerado para a liderança política”, disse o ator em um vídeo de três minutos, em que falou sobre os valores de serviço e responsabilidade, além de problemas na política local e nacional, deixando claro que pensa em concorrer, mas não desta vez. Ele explicou que pode servir ao seu estado natal de maneiras diferentes do que como político. “Vou continuar a trabalhar e investir a generosidade que tenho, apoiando empreendedores, negócios e fundações que acredito estarem criando caminhos para que as pessoas tenham sucesso na vida. Organizações que têm a missão de servir e construir confiança e, ao mesmo tempo, gerar prosperidade. Esse é o sonho americano”, disse McConaughey. Caso disputasse a eleição e fosse eleito, McConaughey não seria o primeiro astro de Hollywood a ocupar um cargo executivo nos Estados Unidos. Clint Eastwood foi eleito prefeito de Carmel, uma cidadezinha de 4 mil habitantes, Arnold Schwarzenegger foi governador da Califórnia e Ronald Reagan, além de também governar a Califórnia, teve dois mandatos como presidente do país. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Matthew McConaughey (@officiallymcconaughey)
Marighella: Filme brasileiro mais visto de 2021 chega na Globoplay em uma semana
Um mês após sua estreia nos cinemas, “Marighella” já vai trocar de telas. A Globoplay programou a estreia exclusiva do filme em streaming para o próximo sábado (4/12). A expectativa dos produtores era que “Marighella” pudesse vender 100 mil ingressos, o que seria um feito diante das dificuldades enfrentadas pelo cinema nacional – e a Cultura em geral – desde a posse de Bolsonaro. Mas até o fim de semana passado, o filme tinha sido visto por cerca de 250 mil espectadores e arrecadado em torno de R$ 5 milhões nas bilheterias, consolidando-se como o maior sucesso do cinema brasileiro em 2021 e da era pandêmica em geral. O longa recupera a história de Carlos Marighella, guerrilheiro comunista que pegou em armas contra a ditadura militar. Retratado como um herói na obra, em interpretação magistral de Seu Jorge, Marighella é considerado um simples bandido pelos negacionistas da ditadura, que atualmente ocupam cargos públicos e, de acordo com o diretor Wagner Moura, chegaram a tentar censurar a produção, dificultando seu lançamento o máximo que puderam. Rodado em 2017, o longa teve pré-estreia mundial no Festival de Berlim de 2019 e chegou a ser exibido nos EUA no ano passado, onde atingiu 88% de aprovação da crítica, na média apurada pelo site Rotten Tomatoes. Durante sua passagem internacional, a estreia de Wagner Moura na direção foi coberta de elogios, rendendo até comparação às obras dos grandes cineastas do cinema engajado dos anos 1960 e 1970. No Brasil, no entanto, enfrentou entraves burocráticos da Ancine, que represaram a liberação de sua verba e impediram o lançamento originalmente planejado há dois anos, atrasando sua estreia para 2021. Agora, a contragosto de muitos no governo, atingirá ainda maior alcance, com a exibição para o público em casa. Veja abaixo o trailer do filme.
Matthew McConaughey pode virar governador do Texas
Uma pesquisa eleitoral divulgada nesta terça (22/11) pelo jornal Dallas Morning News revelou que ator Matthew McConaughey poderia se tornar o novo governador do Texas. Seu nome foi incluído como político independente numa pesquisa contra os principais concorrentes ao cargo, o atual governador Greg Abbott, do Partido Republicano, e o opositor Beto O”Rourke, do Partido Democrata. E McConaughey venceu os dois com folga – 43% contra 35% na disputa contra Abbott, e 49% contra 27% de O’Rourke. Apesar disso, o ator não confirmou que quer o cargo. Ele tem sido cauteloso ao se pronunciar sobre a corrida política, apesar de ter dado a entender que pode se candidatar – o que não fez até agora oficialmente. O detalhe mais curioso é que não se sabe qual é sua filiação partidária. Caso fosse eleito, ele não seria o primeiro astro de Hollywood a vencer a disputa por um cargo executivo nos Estados Unidos. Clint Eastwood foi eleito prefeito de Carmel, uma cidadezinha de 4 mil habitantes, Arnold Schwarzenegger foi governador da Califórnia e Ronald Reagan, além de também governar a Califórnia, teve dois mandatos como presidente do país.
Bolsonaro volta a falar da concessão para Globo continuar no ar
Jair Bolsonaro voltou a falar sobre seu possíveis dificuldades para a renovação da concessão da Rede Globo, que vence em outubro de 2022. A insinuação aconteceu num encontro com apoiadores no cercadinho do Palácio do Alvorada, na noite de segunda-feira (22/11). Usando tom de ameaça, Bolsonaro disse: “A Globo tem encontro comigo ano que vem. Encontro com a verdade”. E acrescentou, no seu jeito de fazer uma afirmação para afirmar o oposto em seguida: “Não vou perseguir ninguém. Tem que estar com as certidões negativas em dia, um montão de coisas aí”. Fez ainda um paralelo com a vida militar. “Igual à parada matinal: tem que estar arrumadinho. Ela e qualquer outra empresa.” Bolsonaro começou a ameaçar tirar a Globo do ar em outubro de 2019, numa live exibida logo após uma reportagem do “Jornal Nacional” vincular seu nome às investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco. Em meio a várias ofensas, dirigiu-se à emissora em seu melhor estilo truncado: “Temos uma conversa em 2022. Eu tenho que estar morto até lá. Porque o processo de renovação da concessão não vai ser perseguição. Nem pra vocês nem pra TV nem rádio nenhuma. Mas o processo tem que estar enxuto, tem que estar legal. Não vai ter jeitinho pra vocês, nem pra ninguém”. Em maio de 2020, irritado com a cobertura que a Globo vinha fazendo da pandemia do coronavírus, Bolsonaro voltou à carga. “Não vou dar dinheiro para vocês. Globo, não tem dinheiro para vocês. Em 2022… Não é ameaça não. Assim como faço para todo mundo, vai ter que estar direitinho a contabilidade, para que você [Globo] possa ter sua concessão renovada. Se não tiver tudo certo, não renovo a de vocês nem a de ninguém”. Apesar de insistir três vezes naquilo que “não é ameaça não”, Bolsonaro precisa do Congresso para tirar a concessão de funcionamento da Globo. A decisão pela não-renovação tem de ser autorizada por dois quintos do Congresso em votação nominal. E o contestado ainda pode recorrer na Justiça. De todo modo, a insinuação serve de alerta para quem gosta de novela da Globo e ainda não decidiu em quem votar.
Kevin Spacey terá que pagar US$ 31 milhões à produtora de “House of Cards”
O ator Kevin Spacey foi condenado a pagar à MRC Entertainment, produtora da série “House of Cards”, quase US$ 31 milhões por má conduta sexual nos bastidores da série. O veredito foi proferido por uma corte de arbitragem e nesta segunda (22/11) a MRC deu entrada na Corte Superior de Los Angeles para confirmar a sentença. O intérprete de Frank Underwood foi demitido da produção após denúncias de abuso sexual. As acusações, que incluíam tocar um assistente de produção, fizeram com que o MRC conduzisse uma investigação e, por fim, rescindisse seus contratos de atuação e produção. De acordo com a decisão de 19 de outubro, Spacey violou repetidamente as obrigações contratuais de fornecer serviços “de maneira profissional” e “consistente com as orientações, práticas e políticas razoáveis” da produtora. Além disso, a produtora teve que interromper as gravações da 6ª temporada da série, reescrever a temporada e encurtá-la de 13 para oito episódios para cumprir o prazo de entrega. Além disso, a Netflix optou por cancelar a série após o escândalo. Spacey chegou a alegar que tinha direito a uma indenização, porque foi a decisão da MRC e da Netflix de demiti-lo — ou seja, não sua conduta — que causou perdas financeiras. Não conseguiu convencer. A produção de “House of Cards” foi interrompida dois dias após a primeira denúncia, quando o ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”) revelou que Spacey tentou abusar dele quando tinha 14 anos, em 1986. Desde então, as denúncias contra o ator se multiplicaram, e até funcionários da atração resolveram acusá-lo. Além de demitir Spacey de “House of Cards”, a Netflix também cancelou o lançamento da cinebiografia de Gore Vidal, “Gore”, estrelada e produzida pelo ator, que já se encontrava em pós-produção. Outro prejuízo causado pelo ator foi a refilmagem de “Todo o Dinheiro do Mundo”. O diretor Ridley Scott decidiu refazer parte do filme para retirar o ator do longa, que já estava finalizado quando o escândalo estourou. Ele foi substituído por Christopher Plummer, que chegou a ser indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo desempenho. Spacey também chegou a ser investigado por oficiais do Departamento de Abuso Infantil e Ofensas Sexuais de Los Angeles, que coletaram um total de seis denúncias. Prescrição e falta de provas impediram todos os casos de ir a julgamento. Por conta disso, ele não foi condenado e ainda brincou num vídeo de 2019 que aquele “foi um ano muito bom”. Embora “House of Cards” tenha sido cancelada, Spacey continua postando vídeos caracterizado como seu personagem. No ano passado, comparou sua situação à das pessoas que perderam empregos durante a pandemia.
Regina Duarte continua bolsonarista com posts polêmicos nas redes sociais
A ex-atriz Regina Duarte demonstrou neste fim de semana nas redes sociais que continua uma bolsonarista convicta, com posts criticando o Dia da Consciência Negra e o “fique em casa maligno”. “Fique em casa” é como Bolsonaro batizou, de forma pejorativa, o isolamento social necessário para evitar a superlotação dos hospitais e o morticínio durante o pico da pandemia de covid-19. No sábado, ela postou um texto no Instagram em que (ainda) reclama do isolamento social e, paradoxalmente, critica o fim dele. “Te proibiram de viver e agora querem festejar o Carnaval?” diz o texto. Na legenda, Regina Duarte reforçou seu posicionamento acusando o “‘fique em casa’ maligno” de ter feito mal ao país, desde prejudicar a saúde (sério!) pela falta de sol até a economia. “E a Economia, agora, quem assume?”, questionou, ironicamente sugerindo que o país não tem governo. Vale lembrar que o tal movimento “fique em casa” chegou a ser defendido até por Gabriela Duarte, filha da atriz – entre outras pessoas sensatas que ajudaram o país a passar pela pior fase da pandemia, seguindo recomendação da Organização Mundial da Saúde. Não contente, ela dobrou a aposta neste domingo (21/11) com uma crítica ao Dia da Consciência Negra. Ao lado do vídeo de uma entrevista infeliz do ator Morgan Freeman, da qual ele já se arrependeu, a ex-atriz escreveu: “Ontem foi comemorado o Dia da Consciência Negra. Quando teremos o Dia da Consciência Branca, Amarela, Parda…?”. Sugerindo que não existe racismo a ser enfrentado no Brasil, ela ainda lamentou a vitimização por “culpas antepassadas”, sugerindo que lutar por melhores condições de igualdade é “olhar para trás”. O texto original diz: “Quanto tempo vamos ainda nos vitimizar ao peso de anos, de séculos de dor por culpas antepassadas? Quando vamos parar de olhar pra trás e enfrentar o hoje e nós olharmos com a coragem da cara limpa? Maduros, evoluídos, conscientes de nossa luta, irmanados em nossa capacidade, de sermos… HUMANOS? Simplesmente IRMÃOS?”. Regina Duarte virou ex-atriz ao aceitar o convite de Bolsonaro para encerrar um contrato lucrativo com a rede Globo e assumir a pasta da secretaria de Cultura. Ficou no cargo três meses, sendo demitida num vídeo risível em que Bolsonaro a engabelou com outra de suas muitas lorotas – prometendo lhe dar a presidência da Cinemateca. Durante o período em que esteve à frente da secretaria, ela conseguiu desagradar a maioria da classe artística do país, dar entrevistas constrangedoras, transformar velhos amigos em inimigos e liquidar todo o respeito que tinha conquistado ao longo da carreira. A desmoralização, porém, não parece ter sido suficiente para quebrar seu encantamento com o ideário bolsonarista. Ela continua firme no compartilhamento de memes e mensagens extremistas. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Regina (@reginaduarte) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Regina (@reginaduarte)
Viola Davis vira Michelle Obama nas primeiras fotos de “The First Lady”
A revista americana Entertainment Weekly publicou as primeiras imagens de “The First Lady”, minissérie do canal pago Showtime que vai retratar as primeiras-damas dos Estados Unidos. As imagens destacam as transformações de Viola Davis (“O Esquadrão Suicida”) em Michelle Obama, Gillian Anderson (“The Crown”) em Eleanor Roosevelt e Michelle Pfeiffer (“Homem-Formiga e a Vespa”) em Betty Ford. Os episódios vão se focar na vida pessoal, atuação e influência política das três primeiras-damas citadas. Elas terão companhia dos atores O-T Fagbenle (“Viúva Negra”) como Barack Obama, Kiefer Sutherland (“Designated Survivor”) como Franklin D. Roosevelt e Aaron Eckhart (“Invasão a Casa Branca”) como Gerald Ford. A produção foi desenvolvida pelo roteirista Aaron Cooley (“Melhor. Pior. Finde. De. Todos.”) e conta com direção da dinamarquesa Susanne Bier, que já venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (por “Em um Mundo Melhor”) e o Emmy (pela minissérie “The Night Manager”). Caso a atração se prove um sucesso, novas temporadas devem abordar outras esposas famosas de presidentes americanos. The first look at Viola Davis as Michelle Obama, Michelle Pfeiffer as Betty Ford and Gillian Anderson as Eleanor Roosevelt in ‘THE FIRST LADY’ has been released. (Source: https://t.co/Z1GnlxUjtw) pic.twitter.com/0lCKrmz6ir — DiscussingFilm (@DiscussingFilm) November 8, 2021
Garibaldo vira alvo de políticos ao defender vacinação nos EUA
Personagem mais famoso do programa infantil “Vila Sésamo”, o pássaro Garibaldo virou alvo de ataques raivosos de integrantes do Partido Republicado dos Estados Unidos ao defender a vacinação nas redes sociais. A ave amarela enorme, que em inglês se chama Big Bird, postou em seu Twitter que recebeu a vacina da covid-19. Apesar de ter nascido oficialmente em 1969, quando surgiu no programa, Garibaldo tem eternamente 6 anos. Por isso, esperou pela aprovação da FDA (agência reguladora americana) para vacinas contra a covid-19 para crianças acima de 5 anos, o que aconteceu em 29 de outubro. No sábado (7/11), o perfil oficial do personagem tuitou: “Eu tomei a vacina da covid-19 hoje! Minha asa está um pouco dolorida, mas dará ao meu corpo um impulso extra de proteção que mantém a mim e a outras pessoas saudáveis”. O post irritou profundamente políticos e até jornalistas da extrema direita que são contra a imunização de crianças. O senador do Texas, Ted Cruz, reclamou que se tratava de “propaganda do governo para crianças de 5 anos”. Uma apresentadora da Fox News chamou a postagem de “lavagem cerebral”. E outro político extremista chegou a sugerir que o personagem morreria em sete dias. Vale lembrar que esta não é primeira vez que Garibaldo incentiva a vacinação infantil. Ele fala disso desde pelo menos 1972. Tanto não é novidade que a rede de televisão americana CNN tem utilizado Garibaldo e outros personagem da “Vila Sésamo” para abordar questões da vacinação contra covid-19 em crianças. No Brasil, extremistas ameaçaram de morte os funcionários da Anvisa caso aprovem a vacinação para crianças no país, como já aconteceu nos EUA. São iniciativas estimuladas por quem diz que a vacinação transforma em jacaré, afina a voz e transmite Aids, entre outras desinformações do presidente do país. Já o presidente dos EUA elogiou a iniciativa de Garibaldo, lembrando que só a vacinação de todos irá acabar com a pandemia. “Bom pra você, Garibaldo. Ser vacinado é a melhor maneira de manter a segurança de toda a sua vizinhança”, escreveu Joe Biden. As manifestações extremistas também ganharam comentários irritados do público que tem visto os estados governados por republicanos liderarem as taxas de morte por covid nos EUA. Good on ya, @BigBird. Getting vaccinated is the best way to keep your whole neighborhood safe. — President Biden (@POTUS) November 8, 2021 Government propaganda…for your 5 year old! https://t.co/lKUlomnpq1 — Ted Cruz (@tedcruz) November 6, 2021 Big Bird coming over to vaccinate your kids. pic.twitter.com/LQODCO3GKg — Ted Cruz (@tedcruz) November 7, 2021 Brainwashing children who are not at risk from COVID. Twisted. https://t.co/KPjdHJjpUy — Lisa Boothe (@LisaMarieBoothe) November 6, 2021 *7 days later* Big blood clot Bird is served! pic.twitter.com/gw9jFl9ZvY — Robby Starbuck (@robbystarbuck) November 6, 2021 Look at this government propaganda with Big Bird encouraging vaccinations. It's from 1972, but clearly Big Bird was playing the long game. pic.twitter.com/dTXqEaJ4ci — Josh Jordan (@NumbersMuncher) November 7, 2021 pic.twitter.com/EmTX2wxYox — Lenny (@lennyFL5420) November 7, 2021











