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    Kate Mara será vitima de acidente polêmico na cinebiografia de Ted Kennedy

    8 de julho de 2016 /

    Os atores Kate Mara (“Quarteto Fantástico”) e Ed Helms (“Se Beber, Não Case”) entraram no elenco de “Chappaquiddick”, filme sobre o escândalo que implodiu a campanha política do senador Ted Kennedy à presidência dos Estados Unidos. O título da produção é o nome de uma pequena ilha do estado norte-americano de Massachusetts, onde o então jovem senador americano se envolveu em um acidente de trânsito em 1969, que culminou na morte de sua assistente, Mary Jo Kopechne, e repercutiu em sua carreira. Vindo de uma festa, o carro onde os dois estavam caiu na água e o político se salvou sem prestar socorro para a mulher, que morreu afogada. Ele também não chamou a polícia, preferindo pedir auxílio a um amigo e a seu primo. Apesar de ter afirmado estar em estado de choque, Kennedy chegou a ser condenado e ficou dois meses em prisão condicional. Kate Mara vai viver Mary Jo e Ed Helms vai interpretar Joseph Gargan, o leal primo de Kennedy que tenta pressioná-lo a fazer a coisa certa e chamar as autoridades. Já o papel de Ted Kennedy tinha sido anteriormente confirmado para Jason Clarke (“O Exterminador do Futuro: Gênesis”). O incidente de Chappaquiddick fez com que Kennedy desistisse de disputar a presidência dos EUA, quando poderia se tornar o terceiro dos irmãos Kennedy a ambicionar o cargo político mais alto do pais. Apesar de diversos detalhes da tragédia nunca terem sido totalmente esclarecidos, o incidente gerou boatos suficientes para passar a impressão de que um escândalo foi abafado. Isto não impediu o político de manter sua cadeira no Senado, sendo reeleito sucessivamente, até sua morte em 2009, mas reduziu suas pretensões políticas. Mesmo sendo reconhecido por sua extensa contribuição no Senado, onde propôs mais de 300 projetos de lei, integrou comissões importantes e fez discursos históricos, jamais conseguiu entrar na corrida presidencial. Em sua única tentativa, em 1980, acabou perdendo a vaga do Partido Democrata para Jimmy Carter. O roteiro de Andrew Logan e Taylor Allen foi incluído na Black List 2015, a lista dos melhores roteiros não filmados de Hollywood. A produção está a cargo de Mark Ciardi (“O Fada do Dente”), que disse sobre o projeto: “Todos tem uma ideia do que aconteceu em Chappaquiddick, e o roteiro junta os eventos de uma forma interessante e emocional. Vocês verão o que o Senador Ted Kennedy teve que enfrentar”. A direção vai ficar a cargo de John Curran (“O Despertar de uma Paixão”) e ainda não há previsão de estreia.

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    Lançamento de Chatô pode evitar que Guilherme Fontes pague multa milionária

    5 de julho de 2016 /

    O TCU (Tribunal de Contas da União) aceitou rever um recurso de Guilherme Fontes referente à prestação de contas do incentivo fiscal do filme “Chatô, o Rei do Brasil” (2015). Com a revisão, o ator e diretor pode se isentar de ter que devolver um total de R$ 66,2 milhões ao Fundo Nacional da Cultura, valor corrigido e acrescido de juros. O recurso reavalia a decisão do TCU que condenava o ator por não ter o filme, que foi rodado nos anos de 1990 e só ficou pronto em 2014. Agora que “Chatô” entrou e saiu de cartaz e está na programação do Netflix, os ministros consideraram que a produção foi concluída, o que pode ser considerada prova de reconsideração. “Chatô”, que demorou quase 20 anos para estrear, custou mais de R$ 8 milhões, valor bem acima das grandes produções da época – “O Auto da Compadecida” (2000), por exemplo, não passou de R$ 3,5 milhões. No entanto, Fontes garante que o valor do trabalho ficou abaixo do que qualquer outro do mercado, já que, além do filme, o projeto compreendia também uma minissérie e um documentário, que ele pretende lançar em breve. O filme foi baseado no livro de mesmo nome do escritor Fernando Morais e conta a história de Assis Chateaubriand, jornalista e empresário que nos anos 1920 fundou os Diários Associados, grupo de mídia que engloba jornais, emissoras de rádio e de TV. Fontes disse que estava muito feliz e emocionado pela reviravolta no caso. “A justiça está sendo feita com quem acreditou em mim e com a minha família”, ele comentou, em entrevista ao UOL. “Fui acusado pelo Ministério da Cultura da época e os jornais abraçaram a ideia. Destruíram um projeto lindíssimo de cinema. E isso prova que eu estava certo”, falou. “O mais legal de tudo é as pessoas terem gostado do filme. Isso é impagável. Saber que as minhas contas estariam boas no final não foi surpresa. Saber que o filme ficaria bom não foi surpresa. Surpresa foi tudo mundo ter achado isso”.

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  • Filme

    Aquarius: Filme de Kleber Mendonça Filho vence festival na Polônia

    1 de julho de 2016 /

    Depois de vencer o Festival de Sydney, na Austrália, o filme “Aquarius”, do cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho, ganhou o prêmio de Melhor Filme do Transatlantyk Festival, realizado na cidade de Lodz, na Polônia. Ele concorria com nove filmes de diferentes países. Estrelado por Sonia Braga, o filme também foi apresentado no Festival de Cannes, onde seus integrantes ergueram cartazes contra o “golpe” (Impeachment de Dilma Rousseff) numa photo op política. A trama gira em torno da resistência da última moradora de um prédio antigo, que recusa a vender seu apartamento para uma empreiteira lançar um novo conjunto de apartamentos. “Aquarius” teve seu trailer disponibilizado na semana passada. A estreia está marcada para 1 de setembro no Brasil.

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  • Série

    Idris Elba e Freida Pinto vão estrelar minissérie do criador de American Crime

    28 de junho de 2016 /

    O ator inglês Idris Elba (“Beasts of No Nation”) e a indiana Freida Pinto (“Quem Quer Ser um Milionário?”) vão estrelar uma minissérie do produtor-roteirista John Ridley, criador de “American Crime” e vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por “12 Anos de Escravidão” (2013). Intitulada “Guerrilla”, a série é descrita como “uma história de amor ambientada em um dos momentos políticos mais explosivos na história do Reino Unido”. Dividida em seis episódios, a atração vai acompanhar um casal – Jas (Pinto) e Marcus (ator ainda não escalado) – que liberta um prisioneiro político durante a década de 1970. Juntos, eles formam um grupo que luta contra a Black Power Desk, unidade de inteligência britânica disposta a exterminar qualquer tipo de ativismo negro. Além de co-estrelar, Idris Elba será produtor executivo do projeto, ao lado de Ridley, que vai dirigir metade dos episódios de “Guerrilla”. A outra metade da série será dirigida por Sam Miller (série “Luther”). Desenvolvida para o canal pago americano Showtime, a produção ainda não tem previsão de estreia.

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  • Filme

    Aquarius: Novo filme de Kleber Mendonça Filho ganha primeiro trailer

    27 de junho de 2016 /

    A Vitrine Filmes divulgou o trailer de “Aquarius”, segundo longa de Kleber Mendonça Filho (“O Som ao Redor”), que venceu o prêmio de Melhor Filme no Festival de Cinema de Sydney e criou polêmica com um protesto de black-tie contra o Impeachment da Presidente Dilma Rousseff no tapete vermelho do Festival de Cannes. O interessante na prévia é como a trama estereotipa as grandes incorporadoras imobiliárias como vilãs, ao estilo dos filmes (e quadrinhos) americanos sobre a gentrificação de Nova York nos anos 1980. Entretanto, ao contrário do fenômeno americano, não é a classe baixa que sofre pressão no filme, mas o estilo de vida de uma classe média decadente e encastelada entre discos de vinil, livros e nostalgia, encarnada na tela pela personagem de Sonia Braga. Ela interpreta a proprietária de um apartamento num prédio antigo, de frente para o mar, que se recusa a vender sua unidade para a construção de um novo edifício, sofrendo assim bulling da construtora. Após a photo op de Cannes, também vale comparar esta ficção com o noticiário do mundo real, lembrando como o governo de Dilma Rousseff foi viabilizado com apoio desse mesmo tipo de vilões: grandes empreiteiras que ajudaram a quebrar o Estado no maior esquema de corrupção já visto na Terra, em conluio com tesoureiros de partidos e políticos no poder. Não foi a moradora de um prédio de frente pro mar que sofreu com isso, mas o país inteiro. “Aquarius” estreia em 1 de setembro no Brasil.

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  • Filme

    Elvis & Nixon: Veja o trailer legendado da comédia sobre o dia em que o Rei do Rock encontrou o Presidente dos EUA

    11 de junho de 2016 /

    A Sony Pictures divulgou o trailer legendado de “Elvis & Nixon”, comédia sobre o encontro entre o cantor Elvis Presley e o presidente dos EUA Richard Nixon em 1970. A prévia mostra um pouco dos bastidores do encontro que realmente aconteceu, conforme atesta uma foto famosa, mas que, aparentemente, foi muito mais bizarro que o noticiado. Explorando o humor negro, o vídeo apresenta um Elvis nonsense e um Nixon constrangido, que não sabe o que fazer, além de aproveitar o marketing inesperado. Vale destacar ainda o visual de Michael Shannon (“O Homem de Aço”) como o Rei do Rock, além de Kevin Spacey (série “House of Cards”) no papel de um presidente maléfico da vida real. Presley e Nixon se encontraram na Casa Branca em dezembro de 1970 a pedido do cantor. Na ocasião, Elvis deu um revólver Colt 45 de presente para o político, querendo ainda contribuir com o combate às drogas entre a juventude. Ironicamente, Elvis morreria sete anos depois de overdose de medicamentos, com apenas 42 anos de idade. O elenco ainda inclui Colin Hanks (série “Fargo”), Evan Peters (série “American Horror Story”), Geraldine Singer (“O Herdeiro do Diabo”), Alex Pettyfer (“Magic Mike”), Tracy Letts (série “Homeland”) e a cantora Sky Ferreira (“Canibais”). Escrito pelo ator Cary Elwes (“A Princesa Prometida” e “Jogos Mortais”) e dirigido por Liza Johnson (“Amores Inversos”), “Elvis & Nixon” teve uma estreia limitada em abril nos EUA, quando recebeu críticas elogiosas, e chega aos cinemas brasileiros na quinta, dia 16 de junho.

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  • Série

    Marseille é renovada para sua 2ª temporada

    8 de junho de 2016 /

    Primeira série francesa do Netflix, “Marseille” foi renovada para sua 2ª temporada. O anúncio foi feito no perfil da série no Twitter, com o post da foto acima, acompanhada pela declaração: “A luta não acabou.” Protagonizada por Gérard Depardieu (“Bem-Vindo a Nova York”), a atração não foi um sucesso de crítica. Centrada no jogo de poder de um político veterano, que é prefeito há 25 anos (Depardieu), e a traição do homem que escolheu para ser seu sucessor (Benoît Magimel, de “De Cabeça Erguida”), a série estreou em 5 de maio. Ainda não há data marcada para o lançamento da 2ª temporada.

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  • Etc,  Filme

    Editorial: A politização da cultura brasileira na era de Aquarius

    7 de junho de 2016 /

    A politização de cineastas e atores brasileiros tem se mostrado um fenômeno saudável, pois os recentes choques de opinião e manifestação de artistas contrários ao governo federal transmitem sinais inequívocos da estabilidade institucional no pais. Não há convulsão social nem governo de exceção censurando protestos, como seria característica de um golpe de Estado. Há, inclusive, um clima de tolerância com a ocupações de espaços públicos e uma mídia disposta a ouvir quem quiser afirmar que se vive um golpe. Obviamente, o direito de opinião e manifestação não é exclusivo de uma classe ou apenas de quem pensa igual. Quem discorda do que é dito ou feito também vai opinar e se manifestar em contrariedade. Um ambiente democrático se enriquece com essa pluralidade de opiniões. Mas nesses tempos de redes sociais se vive com mais força o acirramento. A repercussão da polêmica iniciada pela equipe do filme “Aquarius” no Festival de Cannes é um exemplo de como as posições estão acirradas. No tapete vermelho do evento francês, o diretor Kleber Mendonça Filho, os atores Sonia Braga, Humberto Carrão e Maeve Jinkings, entre outros envolvidos na produção, levantaram cartazes que chamavam de golpe de estado o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Um dos cartazes chegava a afirmar, em inglês, que “O Brasil não é mais uma democracia”. Na ocasião, os principais integrantes da produção também deram entrevistas, reiterando o ponto de vista de que a democracia brasileira teria sofrido um golpe político. Como reação, grupos contrários manifestaram a intenção de organizar um boicote ao filme. Ao mesmo tempo, a tese de criminalização da Lei Rouanet, que incentiva filmes como “Aquarius”, ganhou terreno. Houve até uma tentativa de incluir produtores culturais na malha da Lava Jato, rechaçada pelo juiz Sérgio Moro. A raiva despertada pelo protesto francês tem, embutida, o discurso da defesa da imagem do Brasil. Esta tese foi reverberada em entrevista do Ministro da Cultura ao programa “Preto no Branco”, exibido no domingo (5/5) no Canal Brasil. “Como qualquer manifestação, tem que ser respeitada, isso está fora de questionamento”, disse o ministro Marcelo Calero, demarcando o limite democrático. “Agora, acho ruim, em nome de um posicionamento político pessoal, causar prejuízos à reputação e à imagem do Brasil”, ele esclareceu, evocando a tese de que afirmar que houve um golpe é alinhar o Brasil às repúblicas de bananas dos clichês latinos. Calero elevou o tom. “Estão comprometendo [a imagem do país] em nome de uma tese política, e isso é ruim. Eu acho até um pouco totalitário, porque você quer pretender que aquela sua visão específica realmente cobre a imagem de um país inteiro. Eu acho que a democracia precisa ser respeitada e acho que é um desrespeito falar em golpe de Estado com aqueles que viveram o golpe realmente, o de 1964. Pessoas morreram. E as pessoas esquecem isso. Então eu acho [o protesto] de uma irresponsabilidade quase infantil.” As críticas aconteceram no contexto de uma entrevista a um programa de TV, no qual o ministro foi incentivado a dar sua opinião sobre o assunto. Anteriormente, a equipe de “Aquarius” também deu, em entrevistas, suas opiniões sobre a situação do Brasil e a breve extinção do Ministério da Cultura. Passou batido, porém, a ocasião em que Kleber Mendonça Filho afirmou que o país era uma democracia e que, por isso, poderia se manifestar como quisesse. “A gente vive numa democracia. Essa é a minha resposta”, ele disse em maio, logo após o protesto, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, respondendo se temia retaliação – além de cineasta, ele tem um cargo numa fundação ligada ao Ministério da Cultura. “A gente vive numa democracia, e eu tenho direito de expressar o que acho sobre temas políticos”, reforçou, poucas horas após sua equipe levantar cartazes em se podia ler que o Brasil já não era uma democracia. E quando o repórter insistiu, veio a confirmação final: “Queria entender se o Brasil que era quando eu viajei para cá já mudou. Ainda continuo me comportando como se estivesse numa democracia”, discursou. Em suma, Kleber Mendonça Filho defende seu legítimo direito de manifestação por viver numa democracia, mesmo que seja para dizer no exterior que não vive numa democracia. Com o que o próprio ministro Marcelo Calero concorda, “fora de questionamento”. Entretanto, a opinião do ministro sobre o protesto foi questionada pelo diretor e pela atriz Sonia Braga nas redes sociais, como se ele, por sua vez, não tivesse esse direito, nem sequer no contexto de uma entrevista. Mas o ministro goza da mesma liberdade de expressão que é assegurada ao cineasta e à atriz, que, inclusive, replicam como querem, comprovando que há anos a democracia não é tão discutida e vivenciada neste país. Entretanto, chama atenção o tom de “calaboca” nos posts replicantes, onde se percebe uma arrogância do tipo “saiba com quem está falando” que não condiz com o ideal democrático defendido, supostamente, por ambos os lados. “Caro Ministro Calero, talvez isso aqui redefina sua noção de o nosso país passar vergonha internacionalmente”, escreveu Mendonça, incluindo em seu post um link para um texto sobre um editorial do jornal The New York Times, que versa sobre a corrupção no governo Temer. “O The New York Times é o mesmo jornal de influência mundial que incluiu meu filme anterior – ‘O Som ao Redor’ -, fruto do MinC, entre os 10 Melhores de 2012, um orgulho para a Cultura Brasileira”. Nunca é demais lembrar que a corrupção citada no post do cineasta não começou após o afastamento da presidente Dilma Rousseff há poucas semanas, sendo fruto de 13 anos de governo petista, em aliança com os partidos de Temer e Maluf. E que “O Som ao Redor” é mesmo um ótimo filme. Mas o que isso acrescenta na discussão, além de ego e tegiversação? Sonia Braga foi ainda mais fundo em seu post, arrancando urros de júbilo nas redes sociais, além de render algumas manchetes reveladoras. “A diva e o guri: Sonia Braga manda ‘ministro’ Marcelo Calero se situar”, descreveu o blog de Luis Nassif, festejando a enquadrada. “Estrela de filme pernambucano, Sonia Braga dá ‘aula de história’ a ministro da Cultura”, ponderou o jornal Diário de Pernambuco, sugerindo ironia. E, em outro espectro: “Sonia Braga não aceita ser criticada por ministro mais novo: ‘É inadmissível'”, titulou o Blasting News, mais divertido que os demais. Vale a pena conferir o subtítulo da matéria: “De acordo com atriz, Ministro é muito novo para entender problemas dos artistas”. De rolar de rir. Publicado no Facebook, o texto da atriz tem a intenção de ser sério. Ele começa dando uma “aula de história para o senhor Marcelo Calero, 33 anos de idade. Eu, só de profissão, tenho 50”. E passa a narrar a luta pelo reconhecimento da profissão de ator nos anos 1970, embutindo no meio realizações pessoais. “Naquela época, acredito, o senhor Marcelo ainda não havia nascido. Por isso, não deve ainda ter tido tempo de aprender sobre os nossos problemas e os nossos direitos”, ela diz, de forma impressionante. E nisso encaixa uma crítica à entrevista de Calero. “Como pode um Ministro dizer que um ato democrático como o nosso é a representação de um País inteiro? Isso é desconhecimento do que significa plena democracia. Se estivéssemos falando em nome de todos não precisaríamos, evidentemente, fazer o ato. Uma coisa é certa: estamos juntos”. O trecho que chama mais atenção tem enunciado mais claro e impactante. “O Ministro da Cultura ofendendo artistas é inadmissível. O senhor está nesse cargo para dialogar, para nos ajudar, para fazer a ponte com quem nos explora”. Entra-se num terreno muito delicado. Uma opinião passa a ser tratada como ofensa. “O Ministro da Cultura ofendendo artistas” é uma frase forte e, convenhamos, tão sensacionalista quanto a manchete do Blasting News. Mas não poderia o mesmo ministro dizer que artistas brasileiros ofendendo o Brasil é inadmissível? A narrativa do golpe se diferencia da narrativa do Impeachment neste quesito. Dependendo do ponto de vista, dizer que houve golpe, que não há democracia no Brasil e conclamar nações a não reconhecerem o governo pode, sim, ser considerado ofensivo – no mínimo. Felizmente, a democracia brasileira já está madura o suficiente, com apenas 28 anos – mais jovem, portanto, que o ministro – para fazer prevalecer a tolerância. Para completar seu raciocínio, Sonia cita as críticas “fabulosas” que “Aquarius” recebeu no exterior como um “ponto grande para a imagem da cultura brasileira no exterior”. E encerra com o que não tem outro nome: uma lição de moral. “Senhor Ministro, não podemos perder as nossas conquistas. Sobretudo a mais importante delas, o respeito”. A Pipoca Moderna sempre apoiou o cinema brasileiro de qualidade, como os filmes de Kleber Mendonça Filho, e pretende continuar usando sua pequena ressonância para lutar por maior espaço no circuito para essas obras. Boicotes são legítimos numa democracia, assim como nossa postura assumida e conhecida de rechaçar grupos intolerantes. Para ficar claro: jamais promoveremos boicotes e sempre destacaremos filmes de conteúdos sociais relevantes, assim como apoiamos o direito de manifestações pacíficas, como têm sido as realizadas em torno de “Aquarius”. Do mesmo modo e pelas mesmas razões, tampouco simpatizamos com patrulhas ideológicas. Quando o discurso em prol da democracia embute desprezo ao contraditório, escancara o que esquerda e direita têm em comum: um viés totalitário, na busca de uma visão hegemônica de mundo. Ao contrário disso, a democracia se fortalece com a convivência de vozes divergentes. O protesto em Cannes só é legítimo na medida em que se pode criticá-lo. Talentosos como são Kleber e Sonia, eles sabem que narrativas maniqueístas só convencem quem quer ser convencido, enquanto, para os demais, mostram-se inverossímeis, sem muito acrescentar.

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    Sonia Braga e Kleber Mendonça Filho polemizam com Ministro da Cultura

    7 de junho de 2016 /

    A atriz Sonia Braga e o diretor Kleber Mendonça Filho responderam às críticas feita pelo Ministro da Cultura Marcelo Calero ao protesto político da equipe de “Aquarius” no tapete vermelho do Festival de Cannes. O Ministro fez seu comentário durante entrevista no programa “Preto no Branco”, do Canal Brasil, o cineasta e a atriz responderam com um posts no Facebook. O motivo da nova polêmica foram as expressões usadas por Calero, que classificou o protesto de “quase infantil” e “até um pouco totalitário”. Vale lembrar o caso. No tapete vermelho do Festival de Cannes, o diretor Kleber Mendonça Filho, os atores Sonia Braga, Humberto Carrão e Maeve Jinkings, entre outros envolvidos na produção, levantaram cartazes que chamavam de golpe de estado o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Um dos cartazes chegava a afirmar, em inglês, que “O Brasil não é mais uma democracia”. Calero disse que o ato pode ter prejudicado a imagem do país internacionalmente. “Como qualquer manifestação, tem que ser respeitada, isso está fora de questionamento. Agora, acho ruim, em nome de um posicionamento político pessoal, causar prejuízos à reputação e à imagem do Brasil”, ele afirmou durante a entrevista. “Estão comprometendo [a imagem do país] em nome de uma tese política, e isso é ruim. Eu acho até um pouco totalitário, porque você quer pretender que aquela sua visão específica realmente cobre a imagem de um país inteiro. Eu acho que a democracia precisa ser respeitada e acho que é um desrespeito falar em golpe de Estado com aqueles que viveram o golpe realmente, o de 1964. Pessoas morreram. E as pessoas esquecem isso. Então eu acho [o protesto] de uma irresponsabilidade quase infantil.” Em seu Facebook, Mendonça Filho respondeu com o post de uma reportagem a respeito de um editorial do jornal “The New York Times” que questiona o compromisso do presidente Michel Temer em combater a corrupção. O texto menciona a ficha suja de ministros do governo. Junto do link, o cineasta escreveu: “Caro Ministro Calero, talvez isso aqui redefina sua noção de o nosso país passar vergonha internacionalmente. O The New York Times é o mesmo jornal de influência mundial que incluiu meu filme anterior – ‘O Som ao Redor’ -, fruto do MinC, entre os 10 Melhores de 2012, um orgulho para a Cultura Brasileira. Abs, Kleber”. Sonia Braga foi ainda mais aguda. “Como pode um Ministro dizer que um ato democrático como o nosso é a representação de um País inteiro?”, indagou Sonia. “Isso é desconhecimento do que significa plena democracia. Se estivéssemos falando em nome de todos não precisaríamos, evidentemente, fazer o ato”, disse. Ela é mais clara na parte que sobe o tom: “o Ministro da Cultura ofendendo artistas é inadmissível. O senhor está nesse cargo para dialogar, para nos ajudar, para fazer a ponte com quem nos explora”. A atriz abre o texto lembrando da diferença de idade entre os dois — Calero tem 33 anos, enquanto Sonia completa 66 nesta quarta-feira, 50 deles dedicados à profissão. “Na época da Abertura, os artistas não tinham sequer uma lei que regulasse a profissão. Essa lei foi promulgada em 1978, depois de muita luta, da qual tive a honra de participar. Naquela época, acredito, o senhor Marcelo ainda não havia nascido. Por isso, não deve ainda ter tido tempo de aprender sobre os nossos problemas e os nossos direitos”, relembrou, em tom professoral. Por fim, Sonia lembra que “Aquarius”, longa dirigido por Kleber Mendonça Filho, foi um sucesso de crítica no 69º Festival de Cannes: “A propósito, as críticas para ‘Aquarius’ foram fabulosas. Quatro estrelas em jornais franceses, italianos, poloneses, russos e três citações no The New York Times. Ponto grande para a imagem da cultura brasileira no exterior”. Ela encerra o texto com uma lição de moral: “senhor ministro, não podemos perder as nossas conquistas. Sobretudo a mais importante delas, o respeito”.

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    Ministro da Justiça critica protesto de artistas em Cannes

    6 de junho de 2016 /

    O Ministro da Cultura Marcelo Calero criticou o protesto que a equipe do filme “Aquarius” realizou durante o Festival de Cannes, em maio, classificando-o como “quase infantil” e “até um pouco totalitário”. No tapete vermelho do evento, o diretor Kleber Mendonça Filho, os atores Sonia Braga, Humberto Carrão e Maeve Jinkings, entre outros envolvidos na produção, levantaram cartazes que chamavam de golpe de estado o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Um dos cartazes chegava a afirmar, em inglês, que “O Brasil não é mais uma democracia”. Calero disse que o ato pode ter prejudicado a imagem do país internacionalmente. “Como qualquer manifestação, tem que ser respeitada, isso está fora de questionamento. Agora, acho ruim, em nome de um posicionamento político pessoal, causar prejuízos à reputação e à imagem do Brasil”, ele afirmou durante entrevista realizada no programa “Preto no Branco”, do Canal Brasil, exibida no domingo (5/6). “Estão comprometendo [a imagem do país] em nome de uma tese política, e isso é ruim. Eu acho até um pouco totalitário, porque você quer pretender que aquela sua visão específica realmente cobre a imagem de um país inteiro. Eu acho que a democracia precisa ser respeitada e acho que é um desrespeito falar em golpe de Estado com aqueles que viveram o golpe realmente, o de 1964. Pessoas morreram. E as pessoas esquecem isso. Então eu acho [o protesto] de uma irresponsabilidade quase infantil.” Em entrevista ao jornal ‘Folha de S.Paulo’ após a manifestação em Cannes, Kleber Mendonça ignorou os próprios cartazes que levantou (lembrando: “O Brasil não é mais uma democracia”), afirmando que o país é uma democracia e que, por isso, tem o direito de expressar o que acha sobre temas políticos. “O protesto em Cannes foi um gesto simbólico. O país está dividido”, ele avaliou. Em sua entrevista, Calero teve o cuidado de não demonizar a Lei Rouanet, responsável pelo incentivo fiscal à Cultura no Brasil, após o ato de “Aquarius” ampliar um preconceito cada vez mais disseminado contra artistas que viveriam às custas do Estado. Fazendo críticas à gestão de seu antecessor, Juca Ferreira, que aprovou projetos claramente comerciais, ao mesmo tempo em que usou isso como exemplo contra a própria a lei, na busca de aprovar um substitutivo controverso, o Ministro da Cultura defendeu a importância dos incentivos fiscais. “A gente não pode pegar um ou outro caso, de um musical que poderia ter conseguido, sem a Lei Rouanet, a sua viabilidade, e dizer que a lei é uma porcaria e jogar tudo na lata do lixo. Hoje, a Lei Rouanet patrocina orquestras Brasil afora, museus importantíssimos. Se não fosse a Rouanet, a Orquestra Sinfônica Brasileira não existiria.” O Ministro informou ainda que estuda fazer ajustes no mecanismo de incentivo cultural, mas destacou que, do total de isenções fiscais concedidas pela União, apenas 0,6% são para a Cultura. “É muito pouco. Não justifica esse discurso do ódio contra a Lei Rouanet.”

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  • Série

    Homeland é renovada para mais duas temporadas, mas só volta em 2017

    4 de junho de 2016 /

    O canal pago americano Showtime deu uma boa e uma má notícia para os fãs de “Homeland”. A série, que ainda não estreou sua 6ª temporada, teve a continuidade de sua produção confirmada por mais dois anos, até a 8ª temporada. Entretanto, os próximos episódios vão demorar para serem vistos. A 6ª temporada só estreará em janeiro, fazendo com a que a série não seja exibida em 2016 – o último episódio foi ao ar em dezembro de 2015. O atraso, segundo o canal, visa dar mais tempo para a produção aprimorar os roteiros e gravar suas cenas com a melhor qualidade possível. No comunicado, o presidente do canal, Jason Nevins, salientou ainda que a confirmação de duas temporadas com tanta antecedência não significa que a produção irá acabar ao final desse ciclo. “‘Homeland’ é uma série que continua se reinventando – já que ela é praticamente sobre o mundo da inteligência secreta”, disse o executivo. “Mais do que as outras, essa é uma série que não tem data de validade simplesmente por causa do assunto que trata.” No Brasil, “Homeland” é exibida pelo canal pago FX.

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    Criador do festival Cine PE assume a Secretaria do Audiovisual

    1 de junho de 2016 /

    O economista Alfredo Bertini, diretor e idealizador do festival Cine PE, foi escolhido por Marcelo Calero, Ministro da Cultura, para assumir a Secretaria do Audiovisual no governo de Michel Temer. Além de ser responsável pela realização do Cine PE, Bertini é autor de livros como “Economia da Cultura” e foi presidente do Fórum Nacional dos Organizadores de Festivais Audiovisuais Brasileiros. Ele também tem participação política ativa. Entre 1994 e 1995, foi Secretário Adjunto de Pernambuco, quando começou a desenvolver projetos como o Festival de Cinema do Recife. De 2004 a 2005, ele também assumiu a Secretaria de Turismo e Esportes da prefeitura de Recife. Neste mês, Bertini escreveu um artigo sobre a Lei Rouanet em que defende aperfeiçoamentos. No texto, ele destaca que a lei não é perfeita, mas tampouco é responsável pela sustentação de “artistas vagabundos”, muito menos tem grande impacto nas contas públicas. Muito maiores são os incentivos a outros setores da Economia, que não geram tantos empregos nem contrapartidas aos brasileiros. “É lamentável, portanto, quem enxerga o principal instrumento de custeio cultural como um ‘escândalo’ ou algo parecido, em função de falhas absolutamente corrigíveis”, ele opinou. Como um realizador cultural, que enfrentou na pele as dificuldades de realizar o Cine PE deste ano, com corte de 50% de incentivos da Lei Rouanet e dificuldades para captação, a Secretaria do Audiovisual passa agora a ter um profissional que entende e conhece as dificuldades do setor. Mas, como tem sido regra na atual conjuntura, até esta nomeação enfrentará protestos.

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    Artistas brasileiros lançam manifesto em vídeo contra o governo

    24 de maio de 2016 /

    Artistas que apoiam as ocupações nas sedes do Ministério da Cultura (MinC) divulgaram na segunda-feira (23/5) um manifesto em vídeo contra o presidente em exercício Michel Temer. Mesmo após a posse do novo Ministro da Cultura, eles anunciaram que continuarão com as manifestações, que já não se restringe mais a um protesto contra a extinção do órgão. Atrizes como Marieta Severo, Patrícia Pillar e Andréa Beltrão aparecem no vídeo e afirmam que não reconhecem o atual governo. “Qualquer tipo de negociação com o planalto é uma forma de legitimar o golpe. Golpe de Estado! Faremos a governança real e simbólica na luta por nossos direitos. Ocupando de forma pacifica, mas contundente, sedes do MinC em todo o Brasil”, diz o texto, lido pelos artistas. Além do Rio, as imagens mostraram ocupações em Belo Horizonte, Brasília e Recife. Eles citaram retrocessos em áreas como direitos humanos e políticas para povos indígenas, mulheres e igualdade racial. “Não se trata só de garantir a sobrevivência de um setor. As ocupações nas sedes do MinC no Brasil são sobretudo contra o fim do governo ilegítimo”, diz o texto. No fim, Marieta Severo afirma: “A luta pela democracia não tem data para terminar”. O tom solene, ao som de Carl Orff, capricha no clima tenebroso.

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