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    Diretor de Aquarius ataca crítico escolhido para integrar comissão que escolherá candidato brasileiro ao Oscar 2017

    19 de agosto de 2016 /

    O diretor Kleber Mendonça Filho publicou uma carta aberta no jornal Folha de S. Paulo e no Facebook nesta sexta (19/8) para, com a justificativa de defender seu filme “Aquarius” como candidato brasileiro ao Oscar 2017, atacar um crítico de cinema. O problema estaria no fato de Marcos Petrucelli, que discorda publicamente de suas posições políticas, ter sido convidado a participar da comissão do Ministério da Cultura que definirá o filme escolhido para representar o Brasil na busca de uma vaga na premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Mesmo dizendo que “tecnicamente” o jornalista “seria um nome adequado” para compôr a comissão, Mendonça ataca o posicionamento “estridente” de Petrucelli contra seu “protesto democrático” no Festival de Cannes. Ele se refere, obviamente, ao fato de ter levantado, junto a integrantes de sua equipe, placas em inglês e francês que afirmavam que “Um golpe ocorreu no Brasil”, “O Brasil não é mais uma democracia” e “O mundo não pode aceitar esse governo ilegítimo”, enquanto estava no tapete vermelho do festival francês. Segundo o cineasta, o comportamento do jornalista “faz da sua participação nesta comissão algo constrangedor”, dizendo que a questão se tornava ainda mais “séria”, porque “alguns desses ataques sugerem publicamente mentiras sobre a equipe de mais de 30 profissionais de ‘Aquarius’ ter ido a Cannes ‘de férias'”, com suas estadias “pagas pelo dinheiro público”. “É triste ter que corrigir com fatos, puros e simples, o tipo de mentira destrutiva que um comunicador tem espalhado de forma tão irresponsável. E essa pessoa está numa comissão que deveria defender os interesses do país, para julgar um filme que ele mesmo vem caluniando da forma mais torpe imaginável”, ele completa. A polêmica merece algumas considerações. Na verdade, Petrucelli escreveu no Facebook: “Vergonha é o mínimo que se pode dizer sobre a equipe e o elenco de ‘Aquarius’, filme que está em Cannes esse ano. Ao passar pelo tapete vermelho, os brasileiros protestaram contra o impeachment com cartazes que diziam ‘O Brasil não é mais uma democracia’. Ah não? Qual regime é esse, então, que permitiu ao diretor do filme levar 30 pessoas da equipe para tirar férias na Riviera Francesa? Nem blockbuster de Hollywood comparece a Cannes com tantas pessoas”. A comparação do contraste entre os protestos pela falta de democracia e a existência de liberdade para a equipe do filme ir à Cannes em peso, tratada ironicamente como “férias na Riviera Francesa”, ultrajou Filho, que ignorou a pergunta “Que regime é esse” e transformou o verbo “permitir” (antônimo de proibir, como numa ditadura) em “financiar”, para justificar um ataque num jornal de grande circulação e repercussão nacional. Além disso, a publicação da Carta Aberta à Comissão Brasileira do Oscar, que detalha frases nunca ditas ou escritas por Petrucelli, conquistou apoio de vários outros cineastas e repercutiu com a complacência do silêncio da Abraccine (a suposta Associação dos Críticos de Cinema do Brasil). Vale observar que, embora o crítico não tenha escrito nem mesmo em seu Facebook pessoal que a viagem para o Festival de Cannes foi paga pelo governo, o filme “Aquarius” recebeu, sim, verba da Ancine para participar do evento, dentro do Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros em Festivais Internacionais e de Projetos de Obras Audiovisuais Brasileiras em Laboratórios e Workshops Internacionais, que prevê pagamento de passagens, hospedagem, transportes, alimentação e “despesas afins” para diretor, produtor e ator/atriz. Levando em conta que o cineasta gostaria de corrigir o que chama de calúnia, seria interessante, em nome da transparência, que os valores destas despesas financiadas fossem tornados públicos, evitando assim “mentiras destrutivas” com a apresentação de “fatos, puros e simples”, para encerrar de vez a mera retórica inflamada – e inflamatória. Também seria interessante, em nome do “processo democrático”, respeitar a opinião de quem lhe contesta. Não é a primeira vez que o diretor bate boca publicamente com quem discordou de sua photo-op em Cannes. Mas, assim como Kleber Mendonça Filho teve o direito democrático de realizar seu protesto de gala, as vozes contrárias têm o mesmo direito de se manifestarem. Qualquer outra atitude não passa de autoritarismo com disfarce politicamente correto. Leia a carta de Kleber Mendonça Filho na edição da Folha e também no Facebook oficial do filme “Aquarius”.

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  • Filme

    Miss Sloane: Jessica Chastain enfrenta a indústria armamentista em pôster e fotos de novo drama

    17 de agosto de 2016 /

    A FilmNation divulgou o pôster e as primeiras fotos de “Miss Sloane”, que destacam a atriz Jessica Chastain como uma estrategista política que decide enfrentar a indústria armamentista nos EUA. Na trama, Elizabeth Sloane é convocada para liderar o debate sobre controle de armas, conforme uma nova legislação, mais rigorosa, começa a ganhar força no Congresso americano, e acaba ficando frente a frente contra o formidável poder de seus oponentes. Apesar de suas habilidades políticas, ela acaba colocando a si mesma e as pessoas ao seu redor em risco. O filme tem direção do inglês John Madden (“O Exótico Hotel Marigold”) e deve polarizar o público americano, já que pretende discutir o direito ao porte de arma, assegurado pela Segunda Emenda da Constituição dos EUA. Segundo Madden, “Miss Sloane” utiliza “Spotlight” como referência na abordagem do tema e contém um grande número de reviravoltas semelhantes a “House of Cards”. “Nosso filme é sobre a busca de um objetivo e as pressões que são exercidas, e é adequadamente emocionante de maneiras que você não espera. Isso tudo sempre atento às pessoas que trabalham neste mundo”, declarou Madden à revista Entertainment Weekly. As indústrias da morte já renderam um excelente filme, “Obrigado por Fumar” (2005), que trazia Aaron Eckhart (“Batman: O Cavaleiro das Trevas”) como lobista das fábricas de cigarro. Mas não está claro se “Miss Sloane”, que foi escrito por um estreante, Jonathan Perera, irá se utilizar do mesmo tipo de humor negro. O elenco grandioso de “Miss Sloane” também inclui Gugu Mbatha-Raw (“Um Homem Entre Gigantes”), Mark Strong (“Kingsman: Serviço Secreto”), Alison Pill (“Zoom”), Jake Lacy (“Carol”), Michael Stuhlbarg (“Steve Jobs”), John Lithgow (“Interestelar”), Sam Waterston (série “Law & Order”) e Dylan Baker (série “The Americans”). A estreia está marcada para 9 de dezembro nos EUA.

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  • Série

    Homeland: 6ª temporada vai estrear em janeiro, com a série garantida até 2019

    11 de agosto de 2016 /

    Após adiar a 6ª temporada de “Homeland” para 2017, o canal pago americano Showtime finalmente anunciou a data de estreia dos próximos episódios. A 6ª temporada entrará no ar em 16 de janeiro nos EUA. Segundo revelou anteriormente o produtor Alex Gansa, a trama será ambientada em Nova York e terá como pano de fundo a próxima eleição presidencial. Além disso, Carrie Mathison, a espiã bipolar vivida por Claire Danes, continuará a correr perigo nas 7ª e 8ª temporadas de “Homeland”, previstas para 2018 e 2019. A renovação foi oficialmente anunciada em junho. Na época, o presidente do canal Showtime, Jason Nevins, salientou que a confirmação de duas temporadas com tanta antecedência não significava que a produção irá acabar ao final desse ciclo. No Brasil, “Homeland” é exibida pelo canal pago FX.

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  • Série

    Graves: Nick Nolte é ex-Presidente arrependido em comerciais de nova série de comédia

    2 de agosto de 2016 /

    O canal pago Epix divulgou dois comerciais e uma cena de “Graves”, sua primeira série de comédia, que traz o veterano Nick Nolte (“Caça aos Gângsteres”) no papel principal. Sátira política criada por Joshua Michael Stern (roteirista do filme “Promessas de um Cara de Pau”), a série gira em torno de Richard Graves (Nolte), um ex-Presidente dos EUA que, 20 anos após o término de seu mandato, começa a perceber que seu governo prejudicou o país e resolve iniciar uma cruzada para reverter todo o mal que causou. Enquanto isso, sua esposa Margaret (Sela Ward, da série “CSI:NY”) toma a decisão de entrar para a política. No elenco também estão Harry Hamlin (série “Mad Men”), Skylar Astin (série “Ground Floor”), Nia Vardalos (“Casamento Grego”), Heléne Yorke (série “Masters of Sex”), Chris Lowell (série “Private Practice”), Callie Hernandez (série “From Dusk till Dawn”) e Ernie Hudson (série “Grace and Frankie”). A produção é da Lionsgate em parceria com a Paramount, e a estreia está marcada para 16 de outubro nos EUA.

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  • Série

    Game of Thrones entra em clima eleitoral e convida fãs a votarem nos candidatos ao Trono de Ferro

    2 de agosto de 2016 /

    A produção de “Game of Thrones” entrou em clima de campanha política, refletindo a eleição presidencial americana. Um vídeo promocional, divulgado no canal oficial da série no YouTube, convida os espectadores a votarem em seu candidato favorito a ocupar o Trono de Ferro de Westeros. Com link para a eleição, os fãs são convidados a escolher entre Jon Snow (Kit Harington), Daenerys Targaryen (Emilia Clarke), Cersei Lannister (Lena Headey) e Petyr Baelish (Aidan Gillen) para ocupar o Trono. Cada um deles também tem um perfil no site oficial do “partido da série”, que destaca os motivos pelo qual deveriam ser eleitos. “Game of Thrones” vai participar de uma eleição real nas próximas semanas, como recordista de indicações do Emmy 2016, concorrendo a 23 categorias. A cerimônia que anunciará os vencedores acontecerá no dia 18 de setembro, com apresentação do comediante Jimmy Kimmel (do talk show “Jimmy Kimmel Live!”).

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  • Etc

    Ministério da Cultura volta atrás e mantém diretora da Cinemateca Brasileira

    31 de julho de 2016 /

    O Ministério da Cultura voltou atrás e informou, por meio de comunicado emitido no sábado (30/7), que tornará sem efeitos a exoneração da diretora da Cinemateca Brasileira, Olga Futemma, além de dos quatro integrantes da sua equipe técnica. Na última terça-feira (26/7), um total de 70 funcionários ligados ao Ministério foram exonerados, incluindo Olga e membros de sua equipe técnica. Também estava no grupo o músico Wagner Tiso, diretor do Museu Villa-Lobos, no Rio de Janeiro. Na ocasião, a pasta informou que as exonerações faziam parte do plano de reestruturação do Ministério e de valorização dos servidores de carreira. Mas, para o lugar de Olga, o Ministério pretendeu nomear o produtor Oswaldo Massaini Filho, que não era servidor de carreira e enfrenta processo por estelionato. A nota divulgada à imprensa neste sábado diz respeito somente às exonerações na Cinemateca. Olga Futemma estava à frente da instituição desde maio de 2015 e era uma servidora de carreira. Sua demissão provou-se contraditória e deu origem a um movimento de protesto na internet. No comunicado, o Ministério da Cultura assume o equívoco. “Servidora de carreira aposentada, Olga possui mais de 30 anos de serviços prestados ao Ministério, tendo se destacado na gestão deste imprescindível órgão de preservação da memória de nosso audiovisual”, diz o texto que anuncia a permanência da diretora no cargo. “Os demais funcionários voltarão aos cargos por se tratarem de técnicos que ocupam funções específicas para as quais não seriam encontrados substitutos nos quadros do MinC. A atual gestão do MinC reafirma seu compromisso com a Cinemateca, e, em conjunto com seu Conselho, trabalhará com no sentido de fortalecer sua missão institucional e seu lastro material”, completa o texto. A Cinemateca Brasileira tem um dos maiores acervos da América Latina. São cerca de 200 mil rolos de filmes, entre longas, curtas e cinejornais. A instituição também possui amplo acervo documental formado por livros, revistas, roteiros originais, fotografias e cartazes.

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  • Filme

    Manifesto contra demissões na Cinemateca evidencia contradições do Ministério da Cultura

    28 de julho de 2016 /

    Um manifesto contra as demissões promovidas na Cinemateca Brasileira, assinado por cineastas e intelectuais, foi divulgado na internet, por meio de um site criado especialmente para mobilizar o protesto. O mais importante no texto é a forma ponderada e inequívoca com que evidencia as contradições da decisão chancelada pelo ministro Marcelo Calero, trazendo à luz evidências de hipocrisia e falácia política. Divulgado em forma de abaixo-assinado, o texto rebate o comunicado oficial do Ministério da Cultura com um desagravo à demissão da diretora da Cinemateca, Olga Futemma, e uma crítica à nomeação do produtor Oswaldo Massaini Filho. Lembrando a justificativa oficial oferecida para a demissão de 81 profissionais, que teria sido o “desaparelhamento” do Ministério da Cultura e a valorização do servidor de carreira, o manifesto destaca: “Olga Futemma é funcionária de carreira, tendo se dedicado à Cinemateca desde 1984, onde se aposentou em 2013. Retornou à Cinemateca como coordenadora há exatamente um ano. Não é filiada a partido político, nem milita politicamente. O seu sucessor, já anunciado, não é servidor público, nem atua no campo da cultura audiovisual. Pela primeira vez, a indicação de um coordenador-geral não partiu do Conselho Curador, violando prática adotada nos últimos 30 anos pelos sucessivos governos.” “O governo interino recentemente teve a sensatez de recuar na extinção do Ministério da Cultura. Podia agora demonstrar igual prudência ao revogar as demissões que impactaram seus órgãos. E no caso da Cinemateca Brasileira, em reconhecimento pelos seus 70 anos, e pelo centenário de seu fundador Paulo Emílio Sales Gomes, ambos celebrados neste ano, devolver-lhe a verdadeira identidade de um museu moderno, vinculando-o ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).” Entre os primeiros nomes a assinar o documento, estão os professores Carlos Augusto Calil e Eduardo Morettin, os montadores Eduardo Escorel e Lauro Escorel, e a escritora Lygia Fagundes Telles, viúva do crítico e professor Paulo Emílio Salles Gomes (1916-1977), que foi justamente o fundador da Cinemateca (e do curso de cinema da Universidade de São Paulo).

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    Oswaldo Massaini Filho é apontado como diretor da Cinemateca Brasileira

    27 de julho de 2016 /

    O Ministério da Cultura anunciou Oswaldo Massaini Filho como novo diretor da Cinemateca Brasileira. Ele irá assumir o cargo na instituição após a demissão de Olga Futemma, que está entre os mais de 70 funcionários exonerados da pasta na terça (26/7). Oswaldo Massaini Filho produziu clássicos da Boca do Lixo, como “Cada um Dá o que Tem” (1975) e “Mulher Objeto” (1981), ambos com direção de Sílvio de Abreu, e é filho do famoso produtor Oswaldo Massaini (1919-1994), de “O Pagador de Promessas” (1962). Ele também atua no mercado financeiro, e por conta de um investimento da apresentadora Márcia Goldschmidt, enfrenta processo por estelionato, acusado de falsificar extratos, segundo apurou o jornal Folha de S. Paulo. Em comunicado, o Ministério informou que as exonerações fazem parte de uma reestruturação da pasta e do plano de valorização dos servidores de carreira, anunciado pelo Ministro da Cultura, Marcelo Calero, por ocasião de sua posse no governo interino. Segue abaixo a íntegra da nota: “O Ministério da Cultura efetivou hoje a exoneração de 81 comissionados que não tinham vínculo com o serviço público federal. As exonerações fazem parte da reestruturação da pasta e do plano de valorização dos servidores de carreira, anunciado pelo Ministro da Cultura, Marcelo Calero, por ocasião de sua posse. A medida promove o desaparelhamento do Ministério da Cultura e valoriza o servidor de carreira. Seguindo as orientações da Casa Civil, a maior parte dos cargos será preenchida por servidores concursados que ocuparão cargos de chefia. A orientação atende uma demanda da sociedade civil por uma gestão republicana e transparente e que será implementada à risca pelo Ministério da Cultura. Uma vez homologada a reestruturação do Ministério da Cultura pelo Ministério do Planejamento, será aberto processo seletivo para preenchimento dos cargos de chefia pelos servidores concursados.”

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    Diretoria da Cinemateca Brasileira é demitida pelo Ministério da Cultura

    27 de julho de 2016 /

    O Diário Oficial da União de terça-feira (26/7) trouxe a demissão da cúpula da Cinemateca Brasileira. Os exonerados são a coordenadora-geral da instituição, Olga Futemma, e os membros da diretoria Alexandre Myazito, Nancy Hitomi Korim e Daniel Oliveira Albano. Todos possuíam cargos comissionados, tendo sido nomeados antes da chegada do atual ministro Marcelo Calero, da gestão Michel Temer. Procurado pelo jornal Folha de S. Paulo, o Ministério da Cultura justificou as exonerações como parte da restruturação pela qual o órgão passa. Além da cúpula da Cinemateca Brasileira, outros 70 profissionais foram demitidos, entre eles, o diretor do Museu Villa-Lobos no Rio de Janeiro, o maestro Wagner Tiso. Local responsável pela preservação do audiovisual brasileiro com um dos maiores acervos da América Latina, a Cinemateca Brasileira chegou a contar com 150 funcionários, sendo, atualmente, aproximadamente 30 servidores. O contrato desses trabalhadores está previsto para expirar em dezembro deste ano. Em fevereiro, um incêndio nos arquivos da Cinemateca destruiu cerca de mil rolos de filmes originais, de películas rodadas até a década de 1950. E há três anos um acordo com a ONG Sociedade Amigos da Cinemateca foi suspenso por suspeita no gerenciamento de R$ 100 milhões em verba pública.

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    Star Trek: Sem Fronteiras estreia em 1º lugar nos EUA

    24 de julho de 2016 /

    “Star Trek: Sem Fronteiras” teve um pouso tranquilo no topo das bilheterias americanas, faturando US$ 59,6 milhões em seu fim de semana de estreia. Mesmo assim, este foi o voo inaugural mais raso da nave espacial Enterprise desde o reboot de 2008 – os dois filmes anteriores abriram acima dos US$ 70 milhões nos EUA. A seu favor, o filme contou com críticas bastante positivas (84% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes) e encantou o público (nota A- no CinemaScore), o que pode mantê-lo entre os filmes mais vistos nas próximas semanas. Mas o orçamento de US$ 180 milhões torna a produção bastante dependente de seu desempenho internacional. A estreia no Brasil – assim como na China – só vai acontecer em setembro. O lançamento também comemorou os 50 anos de existência da franquia “Star Trek”, uma marca que poucos títulos conseguem atingir na indústria cultural. “Você pode contar nos dedos de uma única mão as marcas que têm esse tipo de longevidade e viabilidade ao longo do tempo”, disse o analista sênior de mídia da comScore, Paul Dergarabedian. O resultado da semana empurrou “Pets – A Vida Secreta dos Bichos” e “Caça Fantasmas” para 2º e 3º lugares, respectivamente. O que deixou as demais estreias fora do Top 3. “Quando as Luzes se Apagam” abriu em 4º lugar com US$ 21,6 milhões. Mas o valor foi comemorado como uma rara vitória da Warner em 2016. Orçado em US$ 4,9 milhões, o filme já sai no lucro e sustenta a fama do cineasta James Wan (“Invocação do Mal”), que produziu o longa, como o novo rei do terror americano. Os filmes de Wan, lançados pela New Line, representam os maiores sucessos do conglomerado Warner neste ano. Já o 5º lugar de “A Era do Gelo: O Big Bang” ressoou de forma retumbante para a Fox, praticamente decretando o fim da franquia animada. O lançamento derreteu nos cinemas americanos, rendendo apenas US$ 21 milhões, a pior arrecadação de uma continuação animada em cerca de uma década. Seu fracasso também cria grande contraste em relação à performance de outras animações de bichos falantes, que respondem por algumas das maiores bilheterias de 2016. O Top 10 também revela o repúdio sofrido pela novo artefato sensacionalista de Dinesh D’Souza, “Hillary’s America: The Secret History of the Democratic Party”, que teve seu circuito expandido sem render mais que US$ 3,7 milhões. A ficção política de extrema direita tem o objetivo de atacar Hilary Clinton ao contar a história “secreta” do Partido Democrata, que seria um partido formado por racistas. A abordagem, que recria com atores a era da escravatura e da luta pelos direitos civis, prefere ignorar que o adversário de Hilary na próxima corrida presidencial americana, Donald Trump, não precisa de Hollywood para se mostrar, em discursos dos últimos meses, mais racista e menos interessado em direitos civis que qualquer ficção histérica que seus adversários possam montar. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. Star Trek: Sem Fronteiras Fim de semana: US$ 59,6 milhões Total EUA: US$ 59,6 milhões Total Mundo: US$ 89,6 milhões 2. Pets – A Vida Secreta dos Bichos Fim de semana: US$ 29,3 milhões Total EUA: US$ 260,7 milhões Total Mundo: US$ 323,7 milhões 3. Caça-Fantasmas Fim de semana: US$ 21,6 milhões Total EUA: US$ 86,8 milhões Total Mundo: US$ 122,8 milhões 4. Quando as Luzes se Apagam Fim de semana: US$ 21,6 milhões Total EUA: US$ 21,6 milhões Total Mundo: US$ 29,9 milhões 5. A Era do Gelo: O Big Bang Fim de semana: US$ 21 milhões Total EUA: US$ 21 milhões Total Mundo: US$ 199,9 milhões 6. Procurando Dory Fim de semana: US$ 7,2 milhões Total EUA: US$ 460,1 milhões Total Mundo: US$ 781,6 milhões 7. A Lenda de Tarzan Fim de semana: US$ 6,4 milhões Total EUA: US$ 115,8 milhões Total Mundo: US$ 261,5 milhões 8. Os Caça-Noivas Fim de semana: US$ 4,4 milhões Total EUA: US$ 40,3 milhões Total Mundo: US$ 49,4 milhões 9. Hillary’s America: The Secret History of the Democratic Party Fim de semana: US$ 3,7 milhões Total EUA: US$ 3,7 milhões Total Mundo: US$ 3,7 milhões 10. Conexão Escobar Fim de semana: US$ 3,2 milhões Total EUA: US$ 12,2 milhões Total Mundo: US$ 12,2 milhões

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  • Filme

    Anna Muylaert está trabalhando em documentário sobre Impeachment de Dilma

    20 de julho de 2016 /

    A cineasta Anna Muylaert revelou que está trabalhando no roteiro de um documentário sobre o período de afastamento da presidente Dilma Rousseff, cujo mandato sofre um processo de impeachment. A direção é de Lô Politi (“Jonas”), Cesar Charlone (“Cidade de Deus”) é o diretor de fotografia e, segundo o jornal Folha de S. Paulo, a equipe está acompanhando Dilma há 20 dias. “A gente não está filmando o processo de impeachment, mas esse período de afastamento, em que o mandato está em suspenso. Ele será rodado até a decisão final”, disse ao jornal O Globo a diretora dos dramas “Que Horas Ela Volta?” e “Mãe Só Há Uma”, que estreia nesta quinta-feira (21/7). Durante o período da produção, a equipe viajou para Teresina e conversou com assessores e pessoas próximas a Dilma. Mas apesar de Muylaert ter participado ativamente de atos pró-Dilma e contra o “golpe”, ela disse que ainda é cedo para falar sobre o que será o filme. “A gente ainda está descobrindo o que é o filme”. A cada dia que passa, o país também tem descoberto melhor o que foi Dilma.

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    Empire: Taye Diggs viverá político “à la Obama” na 3ª temporada da série

    19 de julho de 2016 /

    O ator Taye Diggs (séries “Private Practice” e “Murder in the First”) vai participar da 3ª temporada de “Empire”, no papel de um político “à la Barack Obama”, na comparação do site TV Line. O personagem de Diggs se chama Angelo Dubois, um advogado formado em Harvard que escolheu fugir do setor privado para se dedicar à política. Ele deve estrear no episódio de estreia da nova temporada da série. Criada por Lee Daniels e Danny Strong (respectivamente, diretor e roteirista de “O Mordomo da Casa Branca”), a atração acompanha os bastidores do império musical construído pelo empresário Lucious Lyon (Terrence Howard) na indústria do hip-hop. O executivo faz de tudo para se manter no poder, inclusive enganar a família e matar quem lhe ameaça. A 3ª temporada da série estreia em 21 de setembro, na rede americana Fox. No Brasil, a série é exibida no canal pago FoxLife.

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    Woody Harrelson e James Marsden vão denunciar a farsa da Guerra do Iraque

    14 de julho de 2016 /

    Os atores Woody Harrelson (“Jogos Vorazes”) e James Marsden (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”) vão protagonizar “Shock and Awe”, filme-denúncia sobre a Guerra do Iraque. Os dois interpretarão a dupla de jornalistas Jonathan Landay e Warren Strobel, que revelaram a farsa montada pelo governo Bush para convencer o público e seus aliados internacionais de que Saddam Hussein planejava ataques terroristas com armas de destruição em massa, visando justificar assim um ataque ao Iraque. Entretanto, tratava-se de um mentira. O elenco grandioso ainda contará com Milla Jovovich (“Resident Evil”), Jessica Biel (“O Vingador do Futuro”), Tommy Lee Jones (“Homens de Preto”) e Alec Baldwin (“Blue Jasmine”). As filmagens vão acontecer ainda neste ano e devem retratar a história como uma investigação jornalística, ao estilo de “Spotlight”, que venceu o Oscar 2016. O roteiro foi escrito pelo novato Joey Hartstone e a direção está a cargo do veterano Rob Reiner, responsável por diversos clássicos dos anos 1980, como “Isto É Spinal Tap” (1984), “Conta Comigo” (1986), “A Princesa Prometida” (1987) e “Harry & Sally: Feitos um para o Outro” (1989). Reiner acaba de filmar o primeiro roteiro de Hartstone, “LBJ”, cinebiografia do presidente americano Lindon B. Johnson, que por sinal também é estrelada por Woody Harrelson no papel-título. Atualmente em pós-produção, este filme ainda não tem previsão de estreia.

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