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    Trump impede cineasta iraniano que já venceu o Oscar de participar da premiação de 2017

    28 de janeiro de 2017 /

    O decreto assinado por Donald Trump proibindo a concessão de visto a turistas e imigrantes de sete países muçulmanos por, pelo menos, 90 dias vai ter efeitos imediatos na cerimônia do Oscar. Um dos atingidos é Asghar Farhadi, cineasta iraniano que já venceu a estatueta de Melhor Filme em Língua Estrangeira por “A Separação” (2011) e está concorrendo de novo por “O Apartamento”. Com a vigência da nova lei, ele não poderá participar da premiação, que acontece no dia 26 de fevereiro, em Los Angeles. Na semana passada, a atriz Taraneh Alidoosti, que estrela “O Apartamento”, já tinha anunciado sua decisão de boicotar a cerimônia em protesto contra as políticas do recém-empossado presidente dos Estados Unidos. “A proibição de visto para os iranianos é racista. Independente disso incluir ou não um evento cultural, não irei ao #AcademyAwards 2017 como protesto”, escreveu a atriz de 33 anos. Além do Irã, pessoas provenientes do Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen não terão acesso a vistos de entrada nos EUA. Como a Índia foi poupada, o menino Sunny Pawar, astro de “Lion”, que apesar de ter só 8 anos já teve anteriormente o visto negado pelos EUA, poderá participar do Oscar 2017.

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    Atriz iraniana de O Apartamento vai boicotar o Oscar em protesto contra Trump

    26 de janeiro de 2017 /

    A atriz iraniana Taraneh Alidoosti, que protagoniza o filme “O Apartamento”, indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, usou o Twitter para declarar nesta quinta-feira (26/1) que vai boicotar a cerimônia de premiação nos EUA em protesto contra o “projeto racista” do presidente Donald Trump contra os imigrantes muçulmanos. “A proibição de visto para os iranianos é racista. Independente disso incluir ou não um evento cultural, não irei ao #AcademyAwards 2017 como protesto”, escreveu a atriz de 33 anos. Segundo a imprensa americana, o novo presidente dos Estados Unidos pretende assinar em breve um decreto para suspender a entrada de cidadãos de sete países muçulmanos no país, entre eles o Irã, durante o período de um mês. Trump's visa ban for Iranians is racist. Whether this will include a cultural event or not,I won't attend the #AcademyAwards 2017 in protest pic.twitter.com/CW3EF6mupo — Taraneh Alidoosti (@t_alidoosti) 26 de janeiro de 2017

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    Shia LaBeouf é preso durante protesto contra Donald Trump

    26 de janeiro de 2017 /

    O ator Shia LaBeouf (“Docinho da América”) foi preso na noite de quarta-feira (25/1), depois de supostamente brigar com outro homem em frente a um museu de Nova York, onde ele mantinha uma vigília permanente contra Donald Trump. LaBeouf prometeu que ficaria 24 horas por dia em protesto durante todo o governo Trump, e registraria isso numa câmera ao vivo. O projeto se chamava “He Will Not Divide Us” e contaria com outros colaboradores. A ideia era se revezar repetindo a frase “Ele não vai nos dividir” na frente de uma câmera ao vivo, fora do museu, e pretendia durar quatro anos. Mas não durou uma semana. Segundo o TMZ, policiais acompanhavam o protesto desde segunda-feira e testemunharam a agressão. LaBeouf teria empurrado e arranhado o rosto de um homem de 25 anos, não identificado, e preso em flagrante. A ação que rendeu toda a confusão também foi registrada em vídeo e postada no Twitter do projeto. No vídeo, o homem abraça Shia LaBeouf e diz: “Hitler não fez nada de errado”. Em seguida, o ator se irrita e o empurra. O perfil ainda acrescenta: “Shia foi atacado por um nazista. Shia foi preso. O nazista escapou. Essa é a América de Trump. Ele foi preso por causa desse vídeo”. Shia LaBeouf ficou poucas horas detido e já foi liberado pela polícia na madrugada desta quinta-feira. Veja abaixo os vídeos da agressão e da prisão. Shia LaBeouf has been arrested by NYPD, because of this video #HeWillNotDivideUs #FreeShia pic.twitter.com/Sj8RqP7uGm — #HeWillNotDivideUs (@HWNDUS) January 26, 2017

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  • Filme

    Saiba por que Aquarius não tinha chance nenhuma de ser indicado ao Oscar

    25 de janeiro de 2017 /

    A escolha do representante do Brasil para disputar uma vaga no Oscar polarizou a comunidade cinematográfica brasileira. Mesmo tendo sido preterido por “Pequeno Segredo”, muitos ainda apostavam em indicações para a atriz Sonia Braga, inclusive críticos do exterior. Resenhistas do jornal The New York Times chegaram até a defender indicação para o diretor Kleber Mendonça Filho! Mas a Academia não incluiu “Aquarius” em nenhuma categoria, durante a divulgação dos indicados ao Oscar 2017 na terça (24/1). Assim, quando o filme surgiu no César, o Oscar francês, um dia depois, as redes sociais explodiram em protestos contra o “governo ilegítimo” e golpista, que, ao barrar o drama de Kleber Mendonça Filho no Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, arrefeceu suas chances em todas as demais categorias. Como teorias de conspiração não precisam de muita explicação, esta poderia entrar para os anais da História. Não fosse o trabalho básico de jornalismo de Marcelo Bernardes, blogueiro da Folha de S. Paulo, radicado em Nova York. Em seu blog, Baixo Manhattan, ele publicou uma imagem do informativo oficial da Academia, com a lista, em ordem alfabética, de todos os filmes inscritos para concorrer ao Oscar 2017. Veja o detalhe da página que interessa abaixo deste texto. Apenas filmes inscritos podem ser indicados. E até favoritos ao Framboesa de Ouro de Pior Filme, como “Zoolander 2”, “Independence Day: O Ressurgimento” e a comédia “Tirando um Atraso”, foram inscritos na disputa. Entretanto, “Aquarius” não foi. Bastava acessar a lista de inscritos para descobrir o principal motivo da ausência completa de “Aquarius” no Oscar. “Aquarius” jamais poderia ter recebido indicações ao Oscar, porque seus produtores americanos não cumpriram a etapa burocrática de preencher a ficha de inscrição ao prêmio. Quando Kleber Mendonça Filho disse ao site americano Screen Daily que tinha fechado distribuição nos EUA com a Vitagraphic Films e que tentariam indicação de Sônia Braga ao Oscar, a Pipoca Moderna foi o único site brasileiro a chamar atenção para o problema criado pela escolha de parceiro. Na ocasião, escrevemos: “Embora a indicação de Sônia tenha muita torcida, é importante dimensionar a campanha do filme, que não seria muito diferente caso tivesse sido escolhido como representante brasileiro para a categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira. A distribuidora americana Vitagraph é muito pequena, nem canal tem no YouTube, e não contará com grande orçamento para divulgar a estreia do filme nos cinemas, que dirá bancar corrida ao Oscar”. O texto original ainda destacou o histórico brasileiro na competição: “Vale lembrar que Fernanda Montenegro teve apoio do estúdio Sony Pictures Classics quando conseguiu sua indicação ao Oscar por ‘Central do Brasil’ (1998), enquanto as diversas indicações de ‘Cidade de Deus’ (2002) ocorreram com empurrão da Miramax, dos irmãos Weinsten, que sabem como poucos o que fazer para conquistar Oscars.” Marcelo Bernardes tentou contatar a Vitagraph para ter uma posição oficial, mas a distribuidora não respondeu aos pedidos de informação. Ele buscou, então, a repercussão do fato nos EUA. “É algo bastante insólito. Sou muito fã do filme desde que o assisti pela primeira vez em Cannes”, disse Pete Hammond, editor e principal crítico do site Deadline. Já um produtor de Nova York, especializado em lançamentos de filmes estrangeiros e que pediu para não ser identificado, foi ainda mais incisivo: “Trata-se de um desrespeito total por parte do distribuidor do filme, uma decisão bem atroz, se você quer mesmo minha opinião sincera”. Toda a torcida por “Aquarius” não adiantava nada. Veja para crer, na imagem abaixo.

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    Ancine celebra 15 anos em comercial com cenas de Aquarius e Pequeno Segredo

    24 de janeiro de 2017 /

    A Ancine (Agência Nacional do Cinema) lançou nesta semana uma nova campanha publicitária de incentivo ao consumo de conteúdos audiovisuais brasileiros. Com o conceito “O audiovisual brasileiro é o Brasil assistindo ao Brasil”, a campanha, criada pela agência DM9DDB, mostra uma convivência pacífica entre “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, e “Pequeno Segredo”, de David Schurmann, e traz narração do ator Wagner Moura. Imagens de ambos os filmes, que ilustraram uma polarização política no país em 2016, aparecem no comercial, junto com cenas de outras produções de cinema e TV, ilustrando a variedade de opções disponíveis para o público. Escolhido pelo Ministério da Cultura para representar o país em busca de uma indicação ao Oscar, “Pequeno Segredo” aparece primeiro, mas Kleber Mendonça Filho, apesar de protestar contra o “governo ilegítimo”, também teve sua obra bem destacada no vídeo. O lançamento da campanha valoriza os 15 anos de conquistas da Ancine e as peças publicitárias levam o selo comemorativo da data. Criada em 2001 pelo governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, como um órgão gestor da atividade cinematográfica, em substituição à Embrafilme, extinta em 1990 pelo governo de Fernando Collor de Mello, a Ancine ampliou sua atividade para a TV e ajudou o Brasil a alavancar a produção audiovisual, resultando num crescimento extraordinário na quantidade de filmes e séries produzidas no país. Como o comercial lembra, em 2002 apenas 29 títulos brasileiros foram lançados nas salas de cinema. Em 2016, registrou-se recorde de 143 lançamentos. O número de espectadores também cresceu. Os filmes nacionais atraíram, em 2002, 7 milhões de espectadores. Já em 2016, 30,4 milhões de pessoas assistiram às produções nacionais nos cinemas. Todas as peças publicitárias terminam com um convite ao espectador: “Assista. Recomende. Dá orgulho de ver.” A campanha ainda terá uma segunda fase, que prevê a veiculação de um curta documentário, com depoimentos de importantes pessoas do mercado audiovisual, como o animador Alê Abreu, o diretor Cacá Diegues, o ator Caio Blat e a atriz Mariana Ximenes.

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  • Filme

    Continuação de Uma Verdade Inconveniente ganha teaser impactante

    22 de janeiro de 2017 /

    A continuação do premiado documentário “Uma Verdade Inconveniente” (2007) ganhou seu primeiro teaser. O vídeo destaca um momento impactante da produção, em que o ex-vice-presidente dos EUA Al Gore, que é produtor do filme, lembra qual foi a cena mais criticada do longa anterior, considerada um exagero pelos críticos da teoria do aquecimento global. Em seguida, surge a profecia se cumprindo, com uma inundação na ilha de Manhattan, em Nova York. Intitulado “An Inconvenient Sequel: Truth to Power”, a produção abriu e deu o tom do Festival de Sundance 2017, posicionado como um evento que se opõe frontalmente contra as ideias defendidas na plataforma do novo presidente dos EUA, Donald Trump. “Uma Verdade Inconveniente” também teve première em Sundance e venceu o Oscar de 2007 como Melhor Documentário. A continuação vai mostrar o que aconteceu com o mundo desde então, dez anos depois, com direção de Bonni Cohen (“The Rape of Europa”) e Jon Shenk (“The Island President”). Para quem não lembra, o filme original foi um marco importante na conscientização sobre o impacto da poluição na elevação da temperatura na Terra, ao registrar, junto de cientistas, as consequências do derretimento de blocos de gelo das calotas polares e do aumento progressivo do nível do mar. Entretanto, Trump não acredita em nada disso. Ele e Al Gore pertencem a partidos políticos rivais. A continuação tem estreia marcada para 28 de julho nos EUA e ainda não possui previsão de lançamento no Brasil.

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  • Série

    Série Major Crimes é renovada para a 6ª temporada

    22 de janeiro de 2017 /

    O canal pago americano TNT renovou “Major Crimes” para sua 6ª temporada. Mas houve uma redução na encomenda de episódios. Com 21 capítulos produzidos em sua temporada mais recente, a série recebeu autorização para produzir mais 13 para o próximo ciclo. Criada por James Duff (“The Closer”) como spin-off da série policial “The Closer”, a atração é vista semanalmente por 3,7 milhões de telespectadores semanais. Mas já teve uma audiência de mais de 7 milhões. Sua trama apresenta uma radiografia do sistema judiciário, que negocia benefícios para criminosos que cooperam com as investigações. O elenco conta com Mary McDonnell (série “Battlestar Gallactica”) no papel da chefe de divisão de homicídios, formada por boa parte do time de detetives de “The Closer”. São eles G. W. Bailey (Louie Provenza), Michael Paul Chan (Michael Tao), P. Keene (Buzz Watson), Raymond Cruz (Julio Sanchez) e Tony Denison (Andy Flynn). Atualmente em hiato, a série retorna para os oito episódios restantes da 5ª temporada no dia 22 de fevereiro nos EUA.

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  • Filme

    Morte de Teori Zavascki afeta projeto dos filmes sobre a Lava-Jato

    21 de janeiro de 2017 /

    A morte do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, falecido na quinta (19/1) num acidente de avião em Paraty, irá alterar o roteiro do filme sobre a Operação Lava Jato, uma vez que ele era o relator do processo no STF. Mas as mudanças só devem afetar o segundo longa da, hmm, franquia. “Todo o roteiro agora será repensado por causa disso. O pessoal que está trabalhando no roteiro está chocado. Há bilhões de propina envolvidos. Não posso afirmar nada, mas já tem muita gente com teoria da conspiração aí”, afirmou o produtor Tomislav Blazic em declaração ao jornal Folha de São Paulo. Intitulado “Polícia Federal – A Justiça é Para Todos”, o filme sobre a Operação Lava Jato tem estreia prevista para os cinemas brasileiros entre junho e julho, mas sua continuação ainda não tem estreia prevista. O primeiro dos longas irá contar os bastidores da investigação até o momento de sua 24ª fase (aquela em que houve a condução coercitiva do ex-presidente Lula) e não contará com ministros do Supremo entre seus personagens. Já o segundo longa, que está em fase de pré-produção, mostraria cenas ambientadas no STF. O roteiro será escrito por Thomas Stavros e Gustavo Lipsztein, que também estão por trás da história da série “1 Contra Todos”.

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  • Série

    American Crime Story vai abordar o escândalo sexual de Bill Clinton e Monica Lewinsky

    21 de janeiro de 2017 /

    A 4ª temporada de “American Crime Story” já tem um fã garantido: Donald Trump. O canal pago americano FX anunciou que o tema da atração em 2020 será o escândalo Monica Lewinsky. Para quem não lembra (já se passou tanto tempo assim?), Lewinsky era a estagiária cuja intimidade com Bill Clinton quase acabou em Impeachment – um escândalo que abalou o casamento da ex-rival de Trump nas últimas eleições, Hillary Clinton. A Fox 21 Television Studios e a FX Productions, parceiras do produtor Ryan Murphy no projeto, compraram os direitos de adaptação do livro “A Vast Conspiracy: The Real Sex Scandal That Nearly Brought Down a President”. O best-seller de 2000 foi escrito por Jeffrey Toobin, mesmo autor do livro “The Run of His Life: The People v. O.J. Simpson”, que inspirou a bem-sucedida 1ª temporada da série. O escritor também atuou como importante consultor da antologia, o que deve significar a repetição da parceria premiada. Segundo o site The Hollywood Reporter, Murphy já estaria trabalhando em ritmo acelerado na pré-produção, buscando atrizes para interpretar Monica Lewinsky e sua colega Linda Tripp, responsável por gravar secretamente as conversas da ex-estagiária com Bill Clinton. “The People v. O.J. Simpson: American Crime Story” acabou sendo o maior sucesso da última temporada televisiva. Aclamado por público e crítica, conquistou mais de 30 troféus em grandes premiações da temporada. E por isso a expectativa para as próximas adaptações é estratosférica. Murphy está mapeando três temporadas simultaneamente para evitar que competidores se antecipem e atrapalhem seus planos. Além disso, o trabalho antecipado permite maior escrutínio das fontes originais, visando levar às telas todos os pontos de vista e uma apresentação mais próxima possível do que realmente aconteceu. Mais importante, em termos comerciais, é que este planejamento evitará hiatos na exibição, como acontecerá neste ano. Não haverá “American Crime Story” em 2017, porque a produção da 2ª temporada começou tarde. A próxima temporada girará em torno do Furacão Katrina, que devastou Nova Orleans em 2005, enquanto a 3ª abordará o assassinato do estilista Gianne Versace em 1997. O timing da 4ª temporada, porém, é político. Em 2020, Trump tentará sua reeleição contra um candidato do partido de Clinton. O presidente dos EUA, inclusive, já tem slogan pronto para esta eleição – que é o mesmo de um filme de terror.

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    Festival de Tiradentes completa 20 anos buscando reação e reinvenção

    20 de janeiro de 2017 /

    A Mostra de Cinema de Tiradentes, em Minas Gerais, abre nesta sexta (20/1) sua edição de 2017, em que completa 20 anos. Realizada pela Universo Produções com apoio do Ministério da Cultura, a Mostra de Tiradentes é responsável por abrir o calendário audiovisual brasileiro. Nesta 20ª edição, o evento terá como tema “Cinema em Reação, Cinema em Reinvenção” – os outros festivais do país não costumam ter “tema”. Com o mote em vista, especialistas convidados irão fazer um balanço da produção cinematográfica dos últimos 20 anos no país e discutir os desafios em um período de crise econômica e política. Anteriormente, outros especialistas convidados do evento produziram dois manifestos políticos, em 2013 e 2015, repletos de afagos ao governo federal e com forte tom ufanista, apesar da política cultural da época priorizar grandes produções comerciais. Felizmente, a troca de comando partidário em Brasília deve agora possibilitar um tom mais crítico, alinhado à realidade do próprio festival, que é pequenino e voltado à produção independente, alternativa e autoral. O festival abre sua 20ª edição na noite desta sexta (20/1) com a exibição do documentário “As Divinas Divas”, que marca a estreia da atriz Leandra Leal como diretora. Já exibido no Festival do Rio, o filme retrata ícones da primeira geração de artistas travestis no Brasil, nos anos 1960. Leandra Leal é uma das homenageadas do evento, ao lado de outra atriz que virou diretora, a veterana Helena Ignez, cujo filme mais recente, “Ralé”, foi exibida na própria Mostra no ano passado. Ao todo, a Mostra exibirá 108 filmes, dos quais 34 são longa-metragens, divididos em várias mostrinhas paralelas.

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  • Série

    House of Cards ganha teaser sombrio no dia da posse de Donald Trump

    20 de janeiro de 2017 /

    O dia da posse de Donald Trump foi marcado pela Netflix com o lançamento do primeiro teaser da 5ª temporada de sua série política “House of Cards”, em que o presidente dos Estados Unidos é um homem perverso, manipular e assassino. O teaser divulgado pela Netflix mostra o juramento à bandeira, mas o tom não é nada otimista: a bandeira está balançando diante de um céu escuro, espécie de anúncio dos tempos difíceis que vêm por aí. E de cabeça para baixo. O vídeo serve, principalmente, para anunciar a data de estreia dos novos episódios. A 5ª temporada de “House of Cards” estará disponível em 30 de maio.

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    Sieranevada mostra discussões em família com estética voyeur

    19 de janeiro de 2017 /

    “Sieranevada” é o quinto longa-metragem do romeno Cristi Puiu, mais conhecido por “A Morte do Sr. Lazerescu” (2005), e promove uma série de sentimentos contraditórios. Se, por um lado, é incômodo ficar posicionado no meio de um corredor com portas que se fecham e abrem de um lado e de outro, é, ao mesmo tempo, fascinante poder ir desvendando sua história e seus personagens. A câmera estilo voyeur, que se fixa em corredores e se espreme para entrar em alguns cômodos, muitas vezes deixa o espectador perdido e questionando o que está acontecendo, já que várias coisas ocorrem fora de seu campo de visão. Mas isso acaba fornecendo um olhar diferenciado, em que aquilo que é mostrado se torna muito mais interessante do que se acompanhássemos tudo da maneira mais tradicional. E o que acontece são discussões. Muitas discussões. Entre elas, brigas políticas, ao mesmo tempo acaloradas e muito espirituosas, como é o caso das opiniões contundentes do rapaz que duvida da versão oficial do ataque às Torres Gêmeas no 11 de setembro, ou da velhinha comunista, que, como boa ativista, ainda acredita que o velho sistema político adotado na Romênia na época da Guerra Fria era muito bom, sim senhor. No meio do debate, há aqueles que ficam em cima do muro ou estão abertos a novos pontos de vista, contanto que baseados em algo sólido. Mas o que mais é enfatizado no filme é mesmo o jogo de relações humanas que se promove naquele espaço, uma casa cheia de familiares, reunidos para o aniversário de morte do patriarca, e um padre ortodoxo que demora tanto a chegar que faz o filme parecer uma versão atualizada de “O Anjo Exterminador” (1962), de Luis Buñuel. Ninguém sai enquanto o padre não chega, o que acaba gerando desgastes na família. O atrito cresce ainda mais com a vinda de um dos homens da família, que não é bem recebido por ter aprontado com a esposa. Discussões, discussões. Na verdade, não acontece nada de incomum no retrato de família que é levado à tela. Os bate-bocas são tão universais que até parece que estão filmando nossa própria família, passando uma sensação de verdade escancarada para o espectador. E isso Puiu consegue através do sua câmera, que sabe muito bem quando se afastar e quando se posicionar bem próximo dos personagens. O fato de ter quase três horas de duração contribui para deixar o espectador um tanto incomodado. Mas uma vez que se aceita o jogo de Puiu, cresce a relação de prazer com o filme, que pode divertir mesmo em seus momentos menos confortáveis.

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    É oficial: Comercial confirma a volta da série clássica Will & Grace neste ano

    18 de janeiro de 2017 /

    A NBC oficializou a volta da série de comédia “Will & Grace”. Um vídeo divulgado pela rede americana (e que pode ser visto abaixo) anunciou o retorno da atração, cancelada há 11 anos. Em comunicado, os criadores Max Mutchnick e David Kohan, que também produzirão o revival, demonstraram entusiasmo por retomar a série. “Dave e eu estamos absolutamente entusiasmados com a oportunidade de contar o que o Will, a Grace, o Jack e a Karen estão pensando em 2017”, disse Mutchnick. Ao todo foram encomendados 10 novos episódios para o revival, que serão escritos pelos criadores da atração, comandados por James Burrows, que dirigiu todos os episódios das oito temporadas originais, e estrelado pelos quatro integrantes do elenco central: Eric McCormack (Will), Debra Messing (Grace), Sean Hayes (Jack) e Megan Mullally (Karen). “Will & Grace” acompanhava as desventuras de um advogado gay e uma designer de interiores heterossexual, que dividiam um apartamento em Nova York, sempre visitados por seus dois melhores amigos. A série foi exibida entre 1998 e 2006 nos EUA e venceu 16 prêmios Emmy, incluindo estatuetas para cada um de seus protagonistas, McCormack, Messing, Hayes e Mullally. Por sinal, o vídeo da NBC ainda inclui Rosario Salazar, a empregada salvadorenha vivida por Shelley Morrison. Além dela, Leslie Jordan, que venceu um Emmy por sua participação na série, também é presença garantida. Afinal, foi ele quem deu a notícia em primeira mão, durante uma entrevista de rádio, que a série retornaria para uma nova temporada de 10 episódios em 2017. Os rumores do retorno circulavam desde que o elenco principal se reuniu no ano passado para um vídeo de propaganda eleitoral, incentivando os americanos a votarem para presidente – e zombando de Donald Trump. O reencontro contou até com os cenários originais, além de texto de Mutchnick e Kohan, e direção de James Burrows, criando um saudosismo muito forte no público – e em todos os envolvidos. A rede NBC viu a repercussão e acreditou no potencial do revival.

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