Ator de “Bastardos inglórios” é acusado de abuso por 50 pessoas de seu último filme
O ator, diretor e produtor alemão Til Schweiger (“Bastardos inglórios”) foi acusado de comportamento abusivo por 50 profissionais que trabalharam em seu último filme. De acordo com a revista alemã Der Spiegel, o astro protagonizou vários ataques de fúria e cometeu agressões verbais ao longo das filmagens da comédia “Manta, Manta — Zwoter Teil”, dirigida por ele. Conhecido por interpretar Hugo Stiglitz em “Bastardos inglórios” (2009), de Quentin Tarantino, Schweiger teve pelo menos um caso de violência física no set do novo filme. Na ocasião, o ator bateu na cara de alguém que questionou sua capacidade de dirigir. As denúncias levantaram preocupações sobre a cultura de abuso em Hollywood e na indústria cinematográfica em geral. Ainda conforme a revista, o comportamento de Schweiger seria o “maior segredo” do cinema da Alemanha, onde ele carrega um nome de peso. Os casos de agressividade já seriam frequentes há mais de uma década, mas aumentaram à medida em que o profissional ficou mais famoso. A atriz Caroline Peters (“Andando Sobre As Águas”) se mostrou aliviada ao ver a informação se tornando pública. “Finalmente isso será debatido em público. As pessoas, a partir de agora, não precisarão lidar com esse comportamento sozinhas”, disse a atriz à Der Spiegel. Além disso, a ministra da Cultura alemã Claudia Roth pediu que as denúncias sejam apuradas com rigor. Schweiger negou tudo e acusou a publicação de estar requentando rumores antigos e já desmentidos. A advogada do ator também criticou a revista por publicar as acusações sem dar a Schweiger a oportunidade de se defender. Além de “Bastardos Inglórios” (2009), o profissional atuou em “Atômica” (2017), ao lado de Charlize Theron, “Guerra é Guerra!” (2012), com Reese Witherspoon, Chris Pine e Tom Hardy, e “Lara Croft: Tomb Raider – A Origem da Vida” (2003), com Angelina Jolie.
Dani Calabresa se pronuncia após polêmica com Cara de Sapato: “Está comprometido a mudar”
Dani Calabresa resolveu se manifestar na tarde deste domingo (7/5) sobre as críticas sofridas por ter feito stories com Antônio Cara de Sapato durante um show de Luan Santana na noite anterior. A humorista está lutando na justiça para provar que o ex-diretor da Globo Marcius Melhem a assediou, enquanto o lutador está sendo investigado por importunação sexual contra Dania Mendez no “BBB 23”. No post original, Calabresa fez um agrado à torcida Docshoes, de Amanda Meirelles e Cara de Sapato, afirmando: “Eu shippei, eu shippei tanto. Eu não dormia. Amizade mais linda desse Brasil”. E ainda completou: “Custava ceis casarem? Poxa vida.” Já num vídeo publicado neste domingo em suas redes sociais, a humorista disse concordar com a decisão da Globo em ter expulsado Cara de Sapato e MC Guimê do programa e que apagará a publicação, mas também destacou que o lutador admitiu seus erros e está comprometido em mudar. “Ontem eu fui no show do Luan Santana e, na empolgação de encontrar o ex-participantes do ‘BBB 23’, eu fiz alguns stories com todos e um em especial vibrando com a Amanda e o Cara de Sapato”, explicou a comediante, que admitiu ter passado uma impressão errada. “Eu entendo que passei a impressão de relevar o fato de ele estar sendo investigado por importunação sexual, então estou aqui para dizer que concordo com as iniciativas tomadas pela TV Globo em relação a esse assunto e vou inclusive apagar os stories.” Apesar disso, Dani enfatizou o comprometimento do lutador em reconhecer seus erros. “Mas eu considero uma evolução ele ter reconhecido o erro e que a TV Globo agiu certo ao tirá-lo do programa. Ao contrário de muitos assediadores, ele não atacou a vítima nem tentou descredibilizá-la. E está comprometido a mudar”, afirmou. A comediante ainda deixou claro que não pretende minimizar a denúncia de importunação sexual contra Cara de Sapato e diz confiar na Justiça para que ela dê uma resposta adequada. “Eu nunca vou invalidar a denúncia de outra mulher, eu não vou fingir que eu não vi uma atitude abusiva, confio que a Justiça vai dar uma resposta para a sociedade”, finalizou ela. Dani Calabresa sofreu críticas até mesmo de Marcius Melhem, que responde processo judicial após ser acusado pela atriz e outras mulheres de assédio moral e sexual no ambiente de trabalho. O humorista ironizou a situação em seu perfil no Instagram, dizendo que se sentiu “tendo ido ao show ontem, de tanto que me marcam”. pic.twitter.com/cwvd39Dfw6 — Dani Calabresa (@calabresadani) May 7, 2023
Roteiristas em greve zombam de Jenna Ortega, estrela de “Wandinha”
Alguns roteiristas de Hollywood resolveram zoar falas da atriz Jenna Ortega, protagonista da série “Wandinha”, em meio à greve da categoria nos EUA. A atriz causou controvérsia na época de lançamento de “Wandinha” por dizer que ajudou a melhorar o roteiro da série. Ela afirmou ter conseguido barrar cenas que, para ela, não combinavam com a personagem – como um triângulo amoroso. “Acho que nunca tive que bater meu pé no chão em um set tantas vezes como em ‘Wandinha’”, disse a atriz, durante um episódio do podcast “Armchair Expert”, admitindo ter agido de forma pouco profissional ao mudar falas da personagem. No clima quente da greve, Nick Adams, roteirista da série “Bojack Horseman”, lembrou a polêmica ao alfinetar a jovem atriz no Twitter. “É bom Jenna Ortega estar de volta de Nova York para o turno dela na greve”, escreveu de forma irônica. Outro que debochou das afirmações de Ortega foi Karen Joseph Adcock, responsável pelo roteiro da premiada série “The Bear”. “Reescrever é escrever. Vejo você na fila, Jenna”, comentou, sobre os piquetes. Brandon Cohen, da série “House Party”, também decidiu zombar da atriz, levantando um cartaz com os dizeres: “Sem roteiristas, Jenna Ortega não vai ter ninguém com quem brigar”. “Wandinha” foi renovada para a 2ª temporada, com Jenna Ortega promovida à produtora da atração. Ela também é considerada favorita para receber uma indicação ao Emmy de Melhor Atriz pela atuação na série. Jenna Ortega better be back from NY for her afternoon shift on the picket line. — Nick "Labor Organizer" Adams (@nickadamsweb) May 2, 2023 Rewriting is writing! See you at the line, Jenna! 🖤 https://t.co/9S3TfBXW4c — Karen Joseph Adcock (@ckharyn) May 3, 2023 "Just Roll With It" and "House Party" writer Brandon Cohen's #writersstrike sign: "Without writers, Jenna Ortega will have nothing to punch up!" https://t.co/dZAklOuSmR pic.twitter.com/yxHdyJ1OVR — Variety (@Variety) May 3, 2023
Atriz de “Mulher-Hulk” detona Met Gala por homenagear Karl Lagerfeld: “Cancelamento seletivo”
A atriz Jameela Jamil, que interpreta a personagem Titania na série “Mulher-Hulk: Defensora de Heróis”, utilizou sua conta no Instagram para criticar o tema escolhido no Met Gala de 2023. Este ano, o evento homenageou o designer Karl Lagerfeld, que faleceu aos 85 anos em 2019. Lagerfeld foi uma figura controversa no mundo da moda, sendo alvo de diversas polêmicas ao longo da sua carreira, como comentários ofensivos sobre o peso de mulheres, comentários racistas, declarações controversas sobre a crise dos refugiados e acusações de apropriação cultural. Em um post feroz no Instagram, a atriz e apresentadora do podcast “Bad Dates” compartilhou os seus pensamentos sobre a “cultura do cancelamento seletivo” que muitos dos presentes demonstraram ao comparecer ao evento. “Ontem à noite, Hollywood e moda disseram em voz alta o que estava implícito quando muitas feministas famosas escolheram celebrar no mais alto nível um homem que foi tão publicamente cruel com as mulheres, pessoas gordas, imigrantes e sobreviventes de agressão sexual”, escreveu Jamil. “E todas as publicações femininas e espectadores online escolheram alegremente ignorar isso.” Jamil continuou: “De repente, a vontade de encontrar os tuítes de alguém quando tinha 12 anos desapareceu. Ninguém tem uma moral perfeita, muito menos eu, mas Jesus Cristo, tivemos um ano para corrigir o rumo aqui e não conceder a maior honra possível a um conhecido intolerante”. Jameela usou a legenda da sua publicação para explicar por que estava compartilhando a sua opinião nas redes sociais e por que era importante refletir sobre isso, especialmente com uma eleição presidencial chegando. “Isto não é sobre cancelamento cultural. Nem mesmo é sobre Karl. Trata-se de mostrar como o cancelamento cultural é seletivo dentro da política progressista, da maneira mais flagrante até agora. Trata-se de mostrar por que as pessoas não confiam nos progressistas. Por causa de táticas escorregadias e duplos padrões como este”, acrescentou. “E não foi apenas Hollywood aqui, o público em geral participou e foi inteiramente cúmplice na eliminação da verdade ontem à noite. Eles trocaram suas forquilhas por colheres para lamber essa merda toda… Se continuarmos assim, não se surpreenda quando perdermos a próxima eleição”. Esta não foi a primeira vez que Jamil expressou o seu descontentamento com o tema deste ano do Met Gala. Em outubro de 2022, a atriz compartilhou uma série de capturas de tela de artigos com exemplos dos atos de mau gosto de Lagerfeld. “Por que é ISSO que comemoramos quando existem tantos designers INCRÍVEIS por aí que não são homens brancos e preconceituosos? O que aconteceu com os princípios e ‘defesa’ de todos? Você não pode lutar pela justiça nessas áreas e, em seguida, comparecer à celebração de alguém que se deleitava em seu próprio desdém público pelas pessoas marginalizadas”, escreveu Jamil no ano passado. “Desculpe, mas não. Isso não é a década de 1990. Não lutamos contra toda essa merda apenas para jogar tudo fora porque algum cara branco fez roupas bonitas para as magras favoritas das pessoas… vamos lá.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jameela Jamil (@jameelajamil)
“Linha Direta” retorna com caso que abalou carreira de Sônia Abrão
A TV Globo vai voltar a exibir o programa “Linha Direta”, sucesso dos anos 2000, a partir desta quinta-feira (4/5). Com apresentação de Pedro Bial, o primeiro episódio focará no assassinato da jovem Eloá Pimentel, que abalou a carreira da apresentadora Sônia Abrão. Na época, o programa “A Tarde é Sua” foi um dos que mais cobriu o caso, chegando até mesmo a ultrapassar limites em busca de audiência contra os concorrentes, que também davam destaque à tragédia. A apresentadora conseguiu o número de telefone do apartamento em que as adolescentes eram mantidas como reféns e ligou duas vezes para conversar com o sequestrador na tentativa de solucionar a ocorrência. Essa atitude da jornalista gerou revolta em parte do público e da própria imprensa, que consideraram a situação como sensacionalismo. Com o desfecho trágico do sequestro, alguns telespectadores chegaram a acusar a apresentadora de ser responsável pela morte de Eloá. Eloá e a sua amiga Nayara Rodrigues foram feitas reféns pelo namorado de Eloá, Lindemberg Alves, em Santo André, São Paulo, em outubro de 2008. Todo o acontecimento foi televisionado na época. Durante quatro dias, diversos canais de televisão do país acompanharam o sequestro e a atuação da polícia na tentativa de resgatar as duas adolescentes com vida. No entanto, o sequestrador matou Eloá e tentou assassinar Nayara, que sobreviveu ao ataque e pôde contar a história. Em entrevista à revista Quem, publicada no mês passado, Sônia Abrão afirmou que “faria tudo de novo” se a situação se repetisse. “Sem dúvida foi o momento mais dramático da minha carreira! Fui a única pessoa com quem ela falou, ainda no cativeiro, três dias antes de ser morta. Fiquei muito tensa e emocionada. Faria tudo de novo”, afirmou. Os episódios de “Linha Direta” trarão a cada semana os detalhes de um crime já solucionado, incluindo eventualmente novas evidências sobre os casos, além de apresentar investigações em andamento – buscando ajuda do público para encontrar procurados. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por TV Globo (@tvglobo)
Ed Sheeran ameaça deixar a música se for condenado por plágio
Ed Sheeran afirmou na segunda-feira (1/5) que pode deixar a carreira musical caso seja condenado por um suposto plágio em “Thinking Out Loud”, hit lançado em 2015. Em 2017, o cantor foi processo pelos herdeiros do falecido Ed Townsend por ter utilizado partes de “Let’s Get it On”, escrita por Townsend junto com Marvin Gaye, na criação da música viral. Os herdeiros alegam que o ruivo deveria compartilhar os lucros por ter violado os direitos autorais. O caso só chegou nos tribunais neste ano. Na ação, os herdeiros pedem cerca de 100 milhões de euros como indenização, ou seja, mais de R$ 500 milhões na cotação atual. Segundo o Daily Mail, o artista teria ficado revoltado durante o julgamento, que ocorre na cidade de Nova York. “Se isso acontecer, não faço mais música, vou parar. Acho realmente um insulto dedicar toda a minha vida a ser um artista e compositor, e ter alguém diminuindo isso”, disse Sheeran. A defesa de Sheeran ainda reforçou que a estrutura musical utilizada na canção está disponível on-line. “As duas músicas compartilham versões de uma progressão de acordes semelhante e desprotegida que estava disponível gratuitamente para todos os compositores”, disseram durante o processo. Já os advogados da família Townsend rebateram a informação com um vídeo de Ed Sheeran, onde o músico teria feito uma “transição perfeita” entre as duas músicas durante uma apresentação ao vivo. Eles acreditam ser uma confissão de “roubo”. Ed Sheeran, por sua vez, alegou que já combinou “Thinking Out Loud” com outros hits musicais de acordes semelhantes à obra, como “Crazy in Love”, de Van Morrison, e “I Will Always Love You”, de Dolly Parton. “Eu misturo músicas em muitos shows. Muitas músicas têm acordes semelhantes. Você pode ir de ‘Let it Be’ para ‘No Woman No Cry’ e voltar. E, francamente, se eu tivesse feito o que você está me acusando, eu seria um idiota em subir no palco para 20 mil pessoas e fazer isso”, afirmou. Se a Justiça entender que Ed Sheeran é considero culpado, haverá um novo julgamento para determinar o valor da indenização por uso de direitos autorais.
Canal Viva deleta cenas de “black face” em reprise de Malhação 1998
O canal Viva decidiu picotar a reprise de “Malhação 1998”. Acontece que a novela original contém cenas polêmicas de “black face”, quando brancos se pintam de preto para representar pessoas negras. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (1/5). “Os capítulos desta semana (1 a 5/5) passaram por algumas alterações. As obras reproduzem comportamentos e costumes da época em que foram realizadas. Eventualmente, algum trecho pode ser excluído desde que não gere prejuízo para a compreensão da narrativa”, informou o canal. Nas redes sociais, o diretor Erick Brêtas defendeu o corte das cenas que podem desrespeitar os telespectadores. “É um caso de black face. Em 1998, isso poderia ser tolerado. [Mas] a sociedade evoluiu, e hoje cenas assim são consideradas ofensivas”, afirmou o executivo. O diretor ainda optou por revelar quais foram os trechos removidos pelo canal: “Os episódios em questão mostram o plot de uma banda de rastafáris que deveria se apresentar em um concurso de bandas. A ausência da banda leva um grupo de meninos brancos a se pintarem de preto e se apresentarem no lugar da banda ausente”, contou ele. Brêtas lembrou que “esse plot não acontece de forma rápida na trama” e que “as consequências dessa ação duram vários episódios”. Contudo, o diretor afirmou que entende as críticas dos fãs com os cortes atuais, mas que é necessário “equilibrar os valores da sociedade contemporânea”. “Preservar a memória da nossa teledramaturgia sempre foi um compromisso do Viva, e não há como negar o empenho do canal em resgatar clássicos da nossa história. Mas essa missão tem que se equilibrar com os valores da sociedade contemporânea. Muitos espectadores poderiam se sentir ofendidos com a reprodução daquelas cenas e com a duração de um plot de blackface por vários capítulos.” Até o momento, a Globo não informou se essa política de cortes vai atingir também relançamentos na plataforma do Globoplay. Vivinha avisa: os capítulos desta semana de "Malhação 1998" (1 a 5/5) passaram por algumas alterações 📺 ⁰As obras do Canal VIVA reproduzem comportamentos e costumes da época em que foram realizadas. Eventualmente, algum trecho pode ser excluído desde que não gere prejuízo para… — VIVA (@canalviva) May 1, 2023 A ausência da banda leva um grupo de meninos brancos a se pintarem de preto e se apresentarem no lugar da banda ausente. Um caso de black face. Em 1998 isso poderia ser tolerado. A sociedade evoluiu e hoje cenas assim são consideradas ofensivas. (+) — Erick Bretas (@bretas_erick) May 1, 2023 Preservar a memória da nossa teledramaturgia sempre foi um compromisso do Viva e não há como negar o empenho do canal em resgatar clássicos da nossa história. Mas essa missão tem que se equilibrar com os valores da sociedade contemporânea. (+) — Erick Bretas (@bretas_erick) May 1, 2023 A trama principal pode ser compreendida com a continuação da história. Espero que vocês continuem com a gente. Bom feriado pra todos e todas. — Erick Bretas (@bretas_erick) May 1, 2023
Vítima de estupro encontra Polanksi após 46 anos
A escritora Samantha Geimer, que foi vítima de estupro por parte do diretor Roman Polanski quando tinha apenas 13 anos, em 1977, compartilhou uma foto ao lado do cineasta em suas redes sociais. O encontro ocorreu 46 anos após o crime que ainda impede o cineasta de retornar aos Estados Unidos. O registro fotográfico foi feito pelo marido de Samantha, David Geimer, durante um encontro em Paris com Polanski e sua esposa, a atriz Emmanuelle Seigner. A própria Emmanuelle compartilhou a publicação em suas redes sociais. O encontro aconteceu no início de março deste ano, quando Samantha concedeu uma entrevista à Emmanuelle. A entrevista foi publicada pela revista Le Point e trouxe a vítima defendendo seu agressor. Samantha afirmou que o que aconteceu com Polanski nunca foi um grande problema para ela. Ela não tinha conhecimento de que o estupro era ilegal e que alguém poderia ser preso por isso. Apesar do crime que sofreu, ela afirmou estar bem e ter continuado bem após todos esses anos. Samantha ressaltou que o fato de terem feito do caso algo de grande proporção pesa terrivelmente sobre ela. Ter que repetir constantemente que o estupro não foi uma grande coisa é um fardo horrível para a vítima. No entanto, ela afirmou que o encontro com Polanski foi bom e que ela estava feliz em revê-lo após tantos anos. Polanski foi preso em 1977 por ter relações sexuais ilegais com a então menor. Ele aceitou um acordo judicial, cumpriu 42 dias de prisão e, quando o juiz do caso ameaçou voltar atrás no combinado, fugiu dos Estados Unidos para se abrigar na França, seu país natal, evitando a prisão. Desde então, ele é considerado foragido da Justiça dos EUA. Embora seja protegido na França por conta de sua cidadania, ele poderia, em tese, ser preso e extraditado se fosse a outro país. A Justiça dos EUA já tentou isso duas vezes. Ao viajar à Suíça para um festival em 2009, Polanski foi detido e colocado em prisão domiciliar numa propriedade que possui no país. No entanto, o tribunal suíço acabou rejeitando o pedido de extradição e libertou o diretor. Em 2014, houve nova tentativa na Polônia, país da família do cineasta, e o resultado foi o mesmo: o tribunal considerou que a pena já havia sido cumprida. Sobre as tentativas de extradição, Geimer disse que a iniciativa foi “injusta e contrária à justiça”, além de reforçar que Polanski já cumpriu sua sentença. “Da minha parte, ninguém queria que fosse preso, mas ele foi e foi o suficiente. Ele pagou sua dívida com a sociedade. É isso, fim da história. Ele fez tudo o que lhe foi pedido até que a situação ficou fora de controle e ele não teve outra escolha a não ser fugir”, disse na entrevista à Le Point. Com o surgimento do movimento #MeToo nas redes sociais, o caso de Polanski voltou a ser comentado e novas mulheres se apresentaram como supostas vítimas de abusos do diretor nos anos 1970. Em meio a essa controvérsia, Polanski ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cinema de Veneza em 2019 e o César (o Oscar francês) de Melhor Roteiro Adaptado em 2020, por “O Oficial e o Espião”, o que causou repúdio entre influenciadores e imprensa, e “esfriou” a relação entre o diretor e a indústria cinematográfica francesa. Atualmente, Polanski trabalha em um novo filme, “The Palace”, que aguarda lançamento, mas nenhum financiador, produtor ou estúdio francês quis fazer parte da obra, que acabou recebendo apoio da RAI Cinema da Itália. Além disso, o filme não foi incluído na programação do Festival de Cannes deste ano. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Emmanuelle Seigner (@emmanuelleseigner)
Halle Bailey canta em clipe da trilha de “A Pequena Sereia”
A Disney divulgou um clipe de “A Pequena Sereia”, que traz a atriz Halle Bailey (da série “Grown-ish”) cantando uma nova versão de “Part of Your World”. Reunindo várias cenas da produção, o vídeo é uma espécie de trailer do filme, acompanhado pela música que encantou o público na trilha da animação original de 1989 No filme, Halle Bailey interpreta a versão live-action de Ariel, a pequena sereia do título, que ao salvar um príncipe de um acidente no mar acaba cedendo à curiosidade de conhecer a vida na Terra. O elenco também inclui Melissa McCarthy (“Caça-Fantasmas”), Jonah Hauer King (da minissérie “Little Women”, da BBC), Jacob Tremblay (“Extraordinário”), Awkwafina (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), Daveed Diggs (“Expresso do Amanhã”) e Javier Bardem (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”). A direção é de Rob Marshall (“Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas”) e a versão final do roteiro foi escrita por David Magee. Ambos trabalharam juntos em “O Retorno de Mary Poppins”, de 2018. O compositor Alan Menken, vencedor do Oscar de Melhor Canção Original pelo desenho original da Disney dos anos 1980, também está no projeto, trabalhando com Lin-Manuel Miranda (outro de “O Retorno de Mary Poppins”) na nova trilha musical. A estreia vai acontecer em 25 de maio no Brasil, um dia antes dos EUA.
Globo omite feito histórico e desdenha Desérticas na final do BBB 23
Pela primeira vez na história, quatro mulheres chegaram ao Top 4 de um BBB. Quatro amigas, ainda por cima, fazendo demonstração de sororidade durante semanas seguidas na tela da Globoplay. O feito foi tão impactante que acabou exaltado até num Twitter oficial do “Big Brother” americano. Mas e a Globo? A emissora parece ter ficado desgostosa com isso, pois a façanha histórica foi simplesmente ignorada em suas redes sociais e até mesmo na retrospectiva da temporada, apresentada na noite de terça (25/5) como “esquenta” para a vitória de Amanda Meirelles. Mais que omissão, os produtores decidiram transformar a consagração da vitória num ataque às finalistas, sem uma VT de exaltação, nem menção de sororidade ou do feito das Desérticas, preferindo tratá-las com desdém e piadinhas maliciosas. A opção vergonhosa deixou bem claro o tom empregado pela produção do “BBB 23” ao longo de todo o programa. Obcecada em fazer com que o tema da edição fosse sobre a questão racial, os funcionários de Boninho pouco valorizaram a sororidade ou as críticas ao machismo dos confinados. Os produtores, redatores e editores tentaram a todo custo sabotar a trajetória vitoriosa das desérticas e, inconformados com a conquista de Amanda Meirelles e suas parceiras, optaram por ridicularizar suas trajetórias, escondendo que elas fizeram o que ninguém tinha conseguido antes – e sem trair suas amizades. Na prática, o capítulo final foi uma homenagem aos perdedores, além de um esforço assumido – com vídeos e piadas – para desmerecer a conquista desértica e principalmente a ignorada Larissa Santos, maior jogadora da edição, que juntou as sisters e incendiou as torcidas com seu retorno, formando a união que acabou com o Fundo do Mar, numa estratégia certeira de qual peça eliminar por vez, até na escolha de levar Ricardo Alface até o Top 5. Os produtores fizeram uma belíssima montagem sobre a questão racial, carregada de frases importantes e emocionantes. Então, porque não quiseram fazer o mesmo sobre a força das mulheres? A pauta do empoderamento só serve quando é conveniente? Os funcionários da emissora devem e podem mesmo se orgulhar de se posicionar de forma clara e militante contra o preconceito racial. Mas também merecem se envergonhar de passar pano para o machismo, calar mulheres com uma edição de imagens mal-intencionada e minimizar a conquista feminina com sabotagem até o fim. Até o apresentador Tadeu Schmidt pareceu pisar em ovos para cumprir sua missão de exaltar as três finalistas, como se fosse ficar malvisto entre os produtores. Só que os últimos segundos do “BBB 23” foram com Amanda, Bruna Griphao, Larissa, Aline Wirley e Tina Calamba, cinco mulheres completamente diferentes – duas delas negras – , pulando e gritando “Desérticas”, uma sororidade que também podia ensinar muito ao Brasil, como o apresentador Tadeu Schmidt comentou sobre o VT racial. Por mais que insista, não tem como esconder, dona Globo: este BBB foi das mulheres. Um “BBB”, é bom lembrar, que teve relacionamento tóxico e expulsões por importunação sexual. Se nem assim valorizaram… Dá até medo pensar no que mais precisaria acontecer para que os produtores percebessem a importância de enaltecer a conquista feminina na edição, principalmente nesta edição. Vai ser essa vergonha machista de novo no “BBB 24”, Boninho? 🚨 | Big Brother Brazil announce the final 4 contestants for 2023. 🇧🇷 For the first time in Big Brother Brazil history, the final 4 consists of all women! 👑 #BBB23 #BBB2023 #BigBrother #BBCAN11 #BB25 #BBUK #BigBrotherBrasil pic.twitter.com/y1fSrhIgZK — BIGBROTHER+ (@itsbbplus) April 21, 2023
Jornalista de Sonia Abrão nega ter agredido ex-namorado: “Está louco”
Alessandro Lo-Bianco rebateu no domingo (23/4) as graves acusações de agressão e cárcere privado que recebeu de Juan Filder, seu ex-namorado. O jornalista do programa “A Tarde é Sua” diz que o ex-parceiro teria apenas vivido “uma discussão de casal”. Num vídeo extenso, Lo-Bianco explicou sua relação amorosa com Filder. “Eu namorei por um tempo uma pessoa, e encerramos nossa história juntos. Mas, após alguns meses, ele retornou de Santa Catarina pedindo para voltar, e eu resolvi dar uma nova chance. Então começamos novamente um namoro”, contou. “Aceitei ele em meu apartamento e começamos uma tentativa de fazer tudo dar certo. Essa série de vídeos divulgados por ele desde ontem (22/4) apresentam uma situação que, de fato, aconteceu entre mim e ele em uma discussão entre casais”, afirmou ele. Na sequência, o jornalista de Sonia Abrão garantiu que as acusações são condizem com a realidade dos fatos. “O motivo principal do meu posicionamento é em contestar essa figura agressiva que foi atribuída a mim, o que jamais fui e vocês podem assistir o vídeo mil vezes e verão que eu nunca agredi meu ex-companheiro”, disse. Além das supostas agressões, o jornalista foi apontando como viciado. Contudo, Lo-Bianco desmentiu a afirmação e acrescentou que apenas faz uso de medicamento controlado: “Eu sofro uma depressão, ansiedade e algumas vezes síndrome de pânico, e por isso eu faço uso de uma série de medicamentos, entre eles a cannabis medicinal. Eu também faço uso de outras drogas farmacêuticas, como o calmante Rivotril e também o antidepressivo Lexapro.” “Meu companheiro, na tentativa de fazer com que tudo que tivemos anos atrás não acabasse, acabou indo por vias absurdas com a exposição de tudo isso. Esse histórico atribuído a minha pessoa não faz o menor sentido. Uma pessoa em condição de vício, como foi apontado, não conseguiria nunca apresentar um programa de segunda a sexta com tanto profissionalismo”, pontuou. O jornalista também rebateu à acusação de cárcere privado. “Isso também é fantasioso, pois desde que aceitei ele de volta em minha casa, mesmo sendo titular do aluguel e pagando sozinho todas as contas da minha casa, mesmo assim eu dei autonomia para ele ter uma cópia da chave, que ainda está com ele – motivo pelo qual eu ainda não retornei para a minha casa. Ele está completamente louco, não deixa eu falar com as pessoas no celular. Ele está quebrando meu apartamento, eu não aguento mais esse garoto aqui dentro da minha casa”, concluiu. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alessandro Lo-Bianco (@alessandrolobianco)
Documentário da Netflix com Cleópatra negra gera polêmica no Egito e nas redes sociais
Um documentário em desenvolvimento na Netflix, “Queen Cleopatra”, com a britânica Adele James no papel principal, tem gerado polêmica nas redes sociais e também no Egito, onde Cleópatra reinou. A discussão sobre as origens da figura histórica, apresentada como negra no documentário, estimulou comentários racistas. A atriz se manifestou no Twitter contra os ataques, dizendo: “se você não gosta do elenco, não assista”. Os debates sobre como Cleópatra é representada na tela não são recentes e isso ocorre pelas dúvidas em relação às origens da monarca. Como o tema é polêmico, as discussões logo partiram para comentários racistas. Por conta disso, a Netflix optou por fechar os comentários do trailer no YouTube. Já Adele James foi ao Twitter dizer que comportamentos racistas não seriam tolerados. “Para sua informação, esse tipo de comportamento não será tolerado em minha conta. Você será bloqueado sem hesitação!!! Se você não gosta do elenco, não assista. Ou assista e aprenda com opiniões (especializadas) diferentes da sua. De qualquer maneira, estou com gás e continuarei assim!”, declarou a atriz. Com relação a escolha racial, o site promocional da Netflix citou Jada Pinkett Smith, produtora executiva, fazendo referência às origens de Cleópatra. “Não costumamos ver ou ouvir histórias sobre rainhas negras, e isso foi muito importante para mim, assim como para minha filha e para minha comunidade poder conhecer essas histórias porque existem muitas!”, observou ela. Só que a discussão foi parar na justiça egípcia. Isso porque um advogado teria apresentado uma queixa exigindo que medidas legais fossem tomadas para bloquear a Netflix no Egito e para impedir que o programa fosse ao ar. A denúncia alega que o documentário viola as leis de mídia do país. É que acadêmicos egípcios afirmam que Cleópatra nasceu em Alexandria em 69 a.C. e pertencia a uma dinastia de origem macedônica (grega), os Ptolomeus, além de ser descendente de europeus, o que explicaria porque costuma ser retratada com a pele clara. No entanto, por mais que se saiba que o pai de Cleópatra era de origem greco-macedônica, a etnia da mãe da rainha não é conhecida e poderia incluir uma herança miscigenada. Ainda assim, a tradição da dinastia era privilegiar suas origens gregas, tanto que a capital do reino se chamava Alexandria, em homenagem a Alexandre, o Grande. Ela teve um filho com Júlio César, que foi assassinado por ordem do primeiro imperador de Roma, Otaviano. O documentário integra o programa “Rainhas Africanas”, de Jada Pinkett Smith, e estreia no dia 10 de maio. Confira o trailer da produção da Netflix abaixo. Just FYI, this kind of behaviour won’t be tolerated on my account. You will be blocked without hesitation!!! If you don’t like the casting don’t watch the show. Or do & engage in (expert) opinion different to yours. Either way, I’M GASSED and will continue to be! 🕺🏽🕺🏽🕺🏽 pic.twitter.com/zhJjaUkxyc — Adele James (@Adele_JJames) April 13, 2023
Bruno Gagliasso chama Betty Faria de “nova Regina Duarte” e leva invertida: “Bolsonarista”
Os atores Bruno Gagliasso e Betty Faria travaram uma discussão ríspida nas redes sociais e ambos acabaram se acusando de bolsonarismo. O motivo foi a crise de relacionamento entre Patrícia Poeta e Manoel Soares no programa “Encontro”, da Globo. Betty Faria publicou um post para defender Patrícia Poeta e Bruno Gagliasso não gostou, ofendendo a atriz, uma das mais premiadas do Brasil. A atriz comentou a chuva de críticas que a apresentadora tem recebido nos últimos dias, após interromper Manoel no programa ao vivo. “E ele é uma vítima? Todos os dias tem isso na mídia. É uma campanha contra Patrícia Poeta, profissional boa, conhecida, com muitos anos de trabalho? Ele ficou famoso por isso [Encontro], pois antes não era conhecido. Coisa chata!”, digitou ela. Ao ser criticada por internautas, Betty rebateu com: “Não se pode mais falar nada que é preconceito?”. Foi quando Bruno Gagliasso entrou na discussão, dizendo que Betty tinha virado “uma nova Regina Duarte”, comparando a estrela de “Bye Bye Brasil” e “Anjos do Arrabalde” com a ex-secretária de Cultura de Jair Bolsonaro por relativizar o preconceito. “Vem aí uma nova Regina Duarte? Beth Duarte ou Regina Farias”, alfinetou o ator. Em seguida, ele compartilhou uma publicação do ativista Preto Zezé que criticava a “descredibilização” de Soares. “A tentativa de descredibilizar Manoel Soares já passou do limite do pessoal. O foco: quanto de desrespeito/maltrato de um homem preto no horário nobre, aceitaremos? Se isso avançar, os pretos estão fadados a invisibilidade. Brancos antirracistas, cadê vocês? Entrem em campo!”, escreveu Zezé. Betty responde à crítica de Bruno com um “sem noção!”, além de deixar claro que estava demonstrando sororidade com uma mulher que “está sofrendo campanha diária”. Por fim, questionou o motivo de o ator compará-la a uma bolsonarista. “Bruno, você não me conhece. Admiro você por tudo, mas, não seja injusto comigo por que dei uma opinião em defesa de uma mulher, boa profissional, que está sofrendo campanha diária. Isso é coisa de bolsonarista que chama a gente de comunista quando falamos algo que desagrada. Atenção!”, escreveu.












