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    Patrulha ideológica exagera e critica “língua dos cachorros” no novo filme de Wes Anderson

    23 de março de 2018 /

    Toda a mudança de paradigma tende a ser traumática. E se Hollywood ainda está atordoada com as críticas contra o embranquecimento que sempre fez de personagens africanos, asiáticos e árabes, a patrulha ideológica também é capaz de se empolgar demais e cair no ridículo. Lançamento deste fim de semana nos Estados Unidos, “Ilha de Cachorros”, o novo filme de Wes Anderson, está sendo criticado por causa da língua falada pelos cachorros na trama. É sério. O crítico de cinema Justin Chang, do Los Angeles Times, que tem ascendência oriental, foi quem levantou a bola e alguns ativistas que defendem maior representação asiática em Hollywood entraram no jogo reclamando de pênalti no meio do campo. “Ilha de Cachorros” é uma animação em stop-motion, em que Anderson presta homenagem à cultura japonesa, em especial aos filmes de Akira Kurosawa. Curiosamente, inclui em seu elenco Bill Murray e Scarlett Johansson, que estrelaram “Encontros e Desencontros” (2003), passado no Japão e bastante elogiado – embora alguns já tenham visto problemas no olhar americano do filme sobre clichês japoneses. O trabalho de Anderson foi premiado no Festival de Berlim 2018, onde ninguém criou caso. Mas virou polêmica ao chegar aos cinemas americanos, a ponto de gerar acusações de “apropriação cultural” contra o diretor. Algumas opções estéticas do filme renderam controvérsia. O questionamento mais politizado é: Pode um cineasta americano branco fazer um “filme japonês”? Ninguém questionou o mesmo cineasta americano quando ele fez seu “filme europeu”, “O Grande Hotel Budapeste” (2015), premiado com quatro Oscars. Não houve polêmica. Nem rende questionamento o costume de cineastas japoneses, chineses, russos, brasileiros irem a Hollywood dirigir filmes americanos. Não acham controverso. Outro ponto: o fato de “Ilha de Cachorros” se passar no Japão, incluir personagens japoneses e referenciar Kurosawa torna o filme de Anderson uma “apropriação cultural” maior que o “Godzilla” americano ou o filme dos kaiju (que nem traduz a referência) “Círculo de Fogo: A Revolta”, também lançado neste fim de semana? “Transformers” não é apropriação cultural? “Power Rangers” é 100% americano? E os desenhos animados inspirados em animes, como “Os Jovens Titãs em Ação”? Deve-se fingir que não se vive num mundo globalizado, com internet, e voltar à época do Muro de Berlim? Ir mais adiante, odiar a miscigenação e defender culturas puras e o extremismo nacionalista, que originaram o nazismo? Afinal, o que já produziu de original a cultura branca americana? Nem a música country, que é inspirada pelo folk irlandês, sem falar do jazz e do rock, de origens negras. Mas o questionamento troca a lógica pelo surrealismo ao adentrar o debate sobre o idioma falado pelos cachorros. Os ativistas não podem reclamar que Anderson contratou americanos para dublar personagens japoneses, já que 90% dos personagens humanos foram dublados por atores do Japão – e Yoko Ono! Entretanto, os protagonistas do filme são cachorros. E eles foram dublados por americanos. Os humanos falam japonês e os cachorros inglês. E isto virou um problema, porque o destaque dado aos cachorros representaria como os ocidentais se impõem sobre outras culturas. Por conta disso, os bichos deveriam falar… bom, qual é a língua correta para se dublar um cachorro? Auaustraliano, auaustríaco? O fato de Pantera Negra ter feito sucesso como um filme de herói negro dirigido por um cineasta negro e Mulher-Maravilha como um filme de heroína dirigido por uma cineasta mulher tem um lado obscuro, que é a sugestão de que o cinema deveria criar guetos. Nesta lógica politicamente correta, um filme como “Ilha de Cachorros” deveria ser dirigido e estrelado apenas por japoneses – azar de Anderson, que concebeu tudo, por ter nascido no país errado. Deve-se proibir, então, Martin Scorsese de fazer “Silêncio”? “Apocalypse Now” deve ser queimado à Fahrenheit 451, por colocar um coronel americano como líder de um exército asiático? Angelina Jolie seria a pior de todos por só filmar em outras línguas e refletir culturas estrangeiras? No extremo, todos os cineastas que filmaram a vida de Jesus são culpados de apropriação cultural, por não terem nascido em Israel? Quem patrulha não percebe, mas incentiva o oposto do que defende. Aquilo que tem aparência de avanço no microscópio, permitindo maior expressão às minorias, também pode se revelar um enorme atraso no telescópio. Ou seja, o “avanço” politicamente correto embute a tendência, em uma análise reversa, de segregar minorias no seu mundinho – forçar cineastas negros a só filmar filmes de temática negra, por exemplo. Isto é reducionista, impede diferentes pontos de vistas, limita conversações e não deveria ser um ideal almejado. Há um limite sensato, que a prática tende a estabelecer. Marlon Brando de olhinhos puxados é ofensivo. Cachorros que falam inglês, por outro lado, está errado porque… pastores alemães falam alemão? Não.

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  • Etc

    Fred Savage é acusado de assédio e agressão, mas recebe apoio da Fox contra “alegações sem fundamento”

    22 de março de 2018 /

    O ator Fred Savage, o eterno Kevin Arnold de “Anos Incríveis” (1988-1993), foi acusado de assédio e agressão por uma figurinista de sua série mais recente, “The Grinder”, exibida pela rede americana Fox entre 2015 e 2016. Segundo o site TMZ, YoungJoo Hwang abriu um processo contra o ator, alegando que ele criou um ambiente de trabalho hostil ao demostrar publicamente que a odiava. Na ação, ela alega que Savage teria batido no braço dela três vezes após um surto de raiva. Em entrevista coletiva na quarta-feira (21/3), a figurinista apontou que ela não era o único alvo do ator e que não falou anteriormente sobre o caso “porque várias pessoas perderiam os empregos”. Em resposta, a produtora 20th Century Fox Television divulgou um comunicado em que defende o ator. O estúdio afirma que fez uma investigação sobre o caso e não encontrou “nenhuma evidência de transgressão” por parte do astro, e ainda salientou que irá defender Savage “vigorosamente” contra “tais alegações sem fundamento”. O ator também escreveu um comunicado, afirmando que as acusações são “sem fundamento e absolutamente falsas”. Leia o texto integral abaixo: “Eu testemunhei uma tremenda coragem nestes últimos meses, observando mulheres corajosas que se manifestaram publicamente contra a vergonha e o estigma do assédio. Eu vi em primeira mão o apoio crescente para este movimento do qual sempre senti falta. Como alguém que sempre tentou viver honradamente e com integridade, nunca me ocorreu que meu nome pudesse estar do outro lado dessa história. Fui informado de que uma mulher que trabalhava no departamento de figurino de um programa em que participei há quase três anos afirmou que eu a tratava asperamente no set, simplesmente porque ela era uma mulher. Essas acusações são completamente sem fundamento e absolutamente falsas. Mas a Fox conduziu uma extensa investigação interna sobre essa denúncia, um processo do qual eu participei totalmente. Depois de concluir uma investigação completa, a Fox determinou que não havia absolutamente nenhuma evidência para apoiar estas acusações. Nenhuma das alegações puderam ser comprovadas porque elas não aconteceram. Eu tenho trabalhado na indústria do entretenimento toda a minha vida e sempre me esforcei para tratar todos em qualquer set em que trabalhei respeitosa e profissionalmente. Embora nenhuma das acusações feitas a mim seja verdadeira, apoio sinceramente todas as pessoas que se sentem maltratadas a se manifestarem e conversarem com os departamentos de recursos humanos. Testemunhamos mais bravura daqueles que fizeram denúncias recentes, mas eu protegerei com coragem a minha família daqueles que procurarem manchar meu bom nome. Não posso deixar que essas pessoas me denigram, ao mesmo tempo que prejudicam a mensagem de milhares de mulheres e outros que sofreram e continuam a sofrer abusos reais”.

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  • Série

    13 Reasons Why muda divulgação com depoimentos de vítimas de bullying e mensagens de apoio do elenco

    22 de março de 2018 /

    A Netflix está mudando o foco da divulgação de “13 Reasons Why”, como se pode observar pelos primeiros vídeos que marcam o começo da campanha da 2ª temporada. As versões brasileira e americana são diferentes, mas centradas em trazer casos reais de vítimas de bullying para compartilhar suas histórias. Além disso, um vídeo apresentado pelos atores da série alerta sobre as diferentes formas que os espectadores podem procurar ajuda caso necessitem. Após a série causar polêmica, a plataforma pretende dar mais voz e opções de ajuda para adolescentes que se veem confrontados com abusos, para evitar que a situação-limite da trama continue a se repetir na vida real. A 1ª temporada foi centralizado na história de Hannah (Katherine Langford), uma estudante de ensino médio que comete suicídio e deixa uma caixa com fitas de áudio explicando porque ela decidiu tirar a própria vida. A série mostrou sua morte em uma cena bastante gráfica, em que a garota corta os pulsos, o que inspirou debates sobre sensacionalismo e a necessidade da exibição tão detalhada daquela situação. Muitos pais acharam que a série glamourizou o suicídio e também houve muita discussão na mídia a respeito da forma como diversos abusos foram retratados na produção, sem aviso prévio. Por conta disso, a Netflix reavaliou como abordar os temas sensíveis da trama – não só suicídio, como assédio sexual e bullying. A principal novidade será a produção de um programa que servirá de companhia para os episódios, em que psicólogos, educadores e os próprios atores debaterão os eventos apresentados. Será uma expansão do que foi o “Beyond the Reasons” (Por trás das Razões), um especial de meia hora com entrevistas de bastidores da 1ª temporada. Por fim, o site oficial da produção oferecerá recursos para adolescentes em crise, para ajudar a prevenir suicídios ou autoflagelamentos. De acordo com um estudo encomendado pela Netflix, enquanto a maioria dos pais achou a falta de fontes de suporte um problema, a maioria dos adolescentes e jovens adultos disse que “13 Reasons Why” os ajudou a processar os temas discutidos. Mais da metade dos adolescentes disse que se desculparam com alguém pelo modo como havia tratado essa pessoa no passado, e quase 75% afirmou que passou a ter mais consideração pelas pessoas após assistir à série. “Esperamos que essas medidas que estamos tomando ajudem a apoiar conversas mais significativas quando a 2ª temporada for exibida este ano. Nós estivemos pesquisando o que os adolescentes tiraram de positivo da série e agora, mais do que nunca, nós estamos vendo o poder e compaixão dessa geração que defende a si e aos seus pares”, disse Brian Wright, o vice-presidente de séries originais da Netflix, em comunicado. A data de estreia da 2ª temporada ainda não foi anunciada.

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  • Filme

    Filme de Han Solo pode ter participação do vilão Jabba the Hut

    21 de março de 2018 /

    Rumores indicam que o vilão mais gosmento da galáxia vai voltar a aparecer no prólogo de “Star Wars” centrado em Han Solo, 35 anos após ser estrangulado até a morte pela Princesa Leia. Jabba the Hut, responsável por escravizar Leia em “O Retorno de Jedi” (1983), teria uma aparição no novo filme, segundo o tabloide britânico The Sun. A afirmação é baseada numa declaração ambígua de Ben Morris, supervisor de efeitos especiais de “Star Wars: Os Últimos Jedi”, e que – detalhe – não trabalhou em “Han Solo: Uma Aventura Star Wars”. Questionado pelo tabloide sobre quais personagens digitais devem aparecer no filme, ele respondeu: “Jabba the Hutt seria um bom chute. Se eu disser mais, vou ter problemas”. Desde o lançamento do trailer, fãs tem especulado sobre a participação do vilão, principalmente pelos trajes dos guardas que aparecem em cena. Segundo o Sun, Jabba não só vai aparecer como deixará Han Solo endividado, o que explicaria a relação dos dois no primeiro filme “Guerra nas Estrelas” (1977). Claro, o Sun é o mesmo jornal que publicou, com exclusividade mundial, que Megan Fox seria a Mulher-Gato em “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” (2012). “Han Solo: Uma Aventura Star Wars” tem roteiro do veterano Lawrence Kasdan (“O Império Contra-Ataca”) e de seu filho Jon Kasdan (“A Primeira Vez”), e bastidores tumultuados de direção: Ron Howard assina a versão final, após a demissão da dupla Christopher Miller e Phil Lord (“Anjos da Lei”) pela Lucasfilm, no meio das filmagens. A estreia está marcada para 24 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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  • Etc

    Estúdio de Harvey Weinstein pede falência e acordos de confidencialidade são invalidados

    20 de março de 2018 /

    O estúdio The Weinstein Company anunciou seu pedido de falência. A empresa deu entrada nos documentos para decretação de estado falimentar na segunda-feira (19/3). E, além disso abrir as portas para interessados em comprar seus ativos a um preço mais baixo, via leilão, também torna sem validade todos os contratos de confidencialidade que podem ter impedido funcionários e outras mulheres de denunciarem seu proprietário, o produtor Harvey Weinstein. Uma das condições do governo americano para o processo avançar foi a anulação dos acordos feitos pela empresa, em nome de Harvey Weinstein, para impedir declarações de atrizes que trabalharam em seus estúdios. “Desde outubro, foi relatado que Harvey Weinstein usou acordos de confidencialidade como uma arma secreta para silenciar suas acusadoras. Como efeito imediato, esses ‘acordos’ acabaram”, disse a empresa em uma declaração oficial. “Ninguém deve ter medo de falar ou pode ser coagido para ficar quieto”, acrescentou a empresa no comunicado. “A Companhia agradece as pessoas corajosas que já se manifestaram. Suas vozes inspiraram um movimento de mudança em todo o país e em todo o mundo”. A quebra financeira da companhia vem justamente no rastro das acusações de assédio sexual contra Weinstein, que chacoalharam a indústria cinematográfica americana a partir de outubro do ano passado. Mais de 70 mulheres denunciaram terem sido abusadas e até estupradas por Weinstein ao longo dos últimos 30 anos, e a revelação do escândalo levou a inúmeros cancelamentos de contratos com o estúdio, que se juntaram a processos para tornar as dívidas da empresa impagáveis. O estúdio ainda tentou encontrar um comprador. E quase fechou contrato, mas o interessado se assustou ao ver o tamanho do buraco em que estava se metendo e cancelou o negócio em cima da hora. Assim, a empresa decidiu apresentar seu plano de falência ao tribunal de Delaware, listando entre U$ 500 milhões e US $ 1 bilhão em passivos e US $ 500 milhões a US $ 1 bilhão em ativos. Dentro do processo falimentar, a empresa afirmou em um comunicado que entrou em acordo com a investidora Lantern Capital, que compraria todos os ativos da empresa e controlaria o leilão das ações da empresa falida, sob supervisão judicial.

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  • Etc

    Mulheres prestam queixa criminal contra Steven Seagal por estupro e agressão sexual

    19 de março de 2018 /

    Duas mulheres que anteriormente acusaram Steven Seagal de estupro e agressão sexual ofereceram relatos mais detalhados dos alegados abusos do ator, durante uma entrevista coletiva organizada pela advogada Lisa Bloom. As acusadoras prestaram queixa criminal e também vão processar o ator em busca de uma indenização financeira. “Steven Seagal pode ser uma grande estrela de ação”, introduziu Bloom. “Mas são Faviola e Regina que estão abrindo uma ação agora”, completou a advogada, referindo-se à modelo holandesa Faviola Dadis e a ex-aspirante a atriz Regina Simons. Simons relatou que tinha acabado de trabalhar como figurante no filme de Seagal “Em Terreno Selvagem” (1994), quando o ator a convidou para uma festa em sua casa. Quando ela chegou, ninguém mais estava lá. Ele a conduziu a um quarto com o pretexto de lhe mostrar algo e, segundo seu relato, a estuprou. “Fui apanhada de surpresa. Seagal era mais do dobro do meu tamanho e duas vezes mais velho. Eu não era sexualmente ativa, nem eu nunca estive nua na frente de um homem antes. Eu congelei”, disse Simons, que tinha 18 anos na época. “Lembro dele abrir o robe e a próxima coisa que percebi que ele já estava dentro de mim. Não houve nada consensual nisso.” Ela relatou que saiu correndo e dirigiu de volta para casa em lágrimas. “Isso mudou completamente a trajetória da minha vida”, disse ela. “Eu achei difícil comer ou dormir. Eu me esforcei para formar relacionamentos saudáveis”, acrescentando ter se sentido encorajada pelo movimento #MeToo para apresentar sua história. “Pela primeira vez em 25 anos, isso me permitiu processar o que aconteceu e trabalhar com a dor”, disse Simons, lutando contra as lágrimas diante da imprensa. “Rezo para que meu agressor também possa se curar. Eu quero que ele esteja ciente, eu quero que ele reconheça o que aconteceu e peça desculpas “. Dadis, por sua vez, contou que ela era um modelo de 17 anos quando deixou a Holanda em 2002 para buscar uma carreira de atriz em Los Angeles. Um produtor de música a apresentou à Seagal, que a convidou para um teste para um papel num filme sobre Genghis Khan. Ela disse que os dois se compartilhavam interesses comuns pelo budismo e as artes marciais, o que os fez compartilhar mensagens de texto e telefonemas. Até que Seagal solicitou uma audição “privada” num hotel em Beverly Hills, onde ele poderia “avaliar minha figura para ver se eu seria adequada para o papel”. Um assistente instruiu-a a chegar de biquíni ou sutiã e calcinha sob da roupa, um pedido que ela concordou, observando que era “bastante padrão” no negócio de modelagem. Um assistente escoltou Dadis para o encontro noturno com Seagal, depois a deixou sozinha com o ator e seu guarda-costas pessoal. “Steven me pediu para tirar minhas roupas, o que eu fiz, embora estivesse nervosa, considerando que não havia outros indivíduos presentes, e desfilar pela sala para ele”, disse Dadis. Seagal se aproximou dela sugerindo que eles representam uma “cena romântica” para testar sua química. “Eu me senti desconfortável porque estava de biquíni, e eu expressava timidamente isso”, disse Dadis. “No entanto, em vez de respeitar os meus limites, Seven deslizou a mão sob a parte parte superior do biquíni e começou a beliscar os mamilos e, ao mesmo tempo, deslizou a mão na minha área vaginal”. Dadis interrompeu o ator, juntou suas roupas e saiu. Ela não retornou suas chamadas telefônicas subsequentes e não falou a ninguém sobre o que aconteceu até que amigos e familiares notaram uma mudança em seu comportamento. “Ele achou que eu deveria saber o que significava fazer um teste tarde da noite”, disse Dadis. “Por isso, demorei a perceber que não era minha culpa. Eu tinha sido aproveitado por alguém com muito poder”, ela compeltou

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    Terry Gilliam critica exageros e hipocrisia do movimento #MeToo

    16 de março de 2018 /

    O diretor Terry Gilliam (“Brazil – O Filme”) resolveu chamar atenção para os excessos do movimento #MeToo. Para ele, “algumas mulheres sofreram” nas mãos de assediadores de Hollywood e fizeram o certo em denunciar pessoas como Harvey Weinstein, a quem chama de “idiota”. Mas homens de bem estão sendo arrastados na lama por uma caça às bruxas que não distingue mais inocentes de culpados. “Sinto muito por alguém como Matt Damon, que é um ser humano decente. Ele foi espancado até a morte por dizer que nem todos os homens são estupradores. Isso é uma loucura!”, comparou o cineasta, em entrevista para a agência AFP, citando o que aconteceu após o ator dar uma entrevista controversa. Gilliam dirigiu Damon em “Os Irmãos Grimm” (2005) e em seu último filme, “O Teorema Zero” (2013). Ele acrescentou que o clima criado é de terror. “As pessoas têm medo de dizer coisas, pensar coisas”. “Eu acho que as denúncias tem criado um estado mental de ‘turba’, em que você vê todo mundo com tochas na mão atacando o castelo de Frankenstein. Até minha esposa diz que eu não deveria falar sobre isso agora, que eu não deveria dar minha opinião. Isso é loucura!”, completou. Mas que há bruxas, las hay. “Harvey foi denunciado e caiu porque era um idiota e porque fez muitos inimigos”, concordou Gilliam. “E acho que ainda há muita gente agindo da forma como ele agia em Hollywood. Eu vi algumas mulheres sofrerem muito”. Mesmo assim, Gilliam acha que existe muita gente hipócrita fazendo denúncias. Para ele, muitas mulheres tiraram proveito do acordo promíscuo oferecido por Weinstein. “Algumas usaram uma noite com Harvey para se dar bem na carreira. São pessoas adultas que usaram essa vantagem que ele podia oferecer. É o preço que você paga… Algumas pessoas pagaram sem hesitar. Outras sofreram por isso”, disse ainda. A maior hipocrisia, entretanto, seria a tolerância com Donald Trump, um assediador confesso, que se aproveitou de inúmeras mulheres e que permanece impune, enquanto produtores e cineastas perderam o emprego e tiveram as vidas arruinadas por menos. “Eu acho engraçado que [enquanto isso está acontecendo], um auto-confessado assediador é o presidente dos EUA e segue como se nada disso fosse com ele”, concluiu.

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    Jennifer Lopez revela que foi assediada por diretor no começo da carreira

    16 de março de 2018 /

    A cantora e atriz Jennifer Lopez se juntou ao coral do movimento #MeToo. Em entrevista à revista Harper’s Bazaar, ela contou ter sido assediada por um diretor de cinema no início de sua carreira. “Eu não fui abusada da mesma forma que outras mulheres, mas, uma vez, um diretor me pediu para tirar a blusa e mostrar meus seios”, denunciou. Lopez ressaltou que muitas mulheres não denunciam o assédio por medo de prejudicar suas carreiras, e até hoje se impressiona por ter conseguido resistir. “Eu mesma fiquei apavorada quando reagi”, disse. “Era um dos meus primeiros filmes, mas eu sabia que aquilo não era certo. Acredito que, no final, o Bronx (bairro barra-pesada de Nova York onde a cantora cresceu) falou mais alto”. Ela aproveitou o assunto para elogiar o movimento #MeToo e a iniciativa Time’s Up, que combatem o assédio e o abuso sexual. “Este é um lindo momento para as mulheres, estou superfeliz, especialmente por ter uma filha pequena”, comentou.

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  • Filme

    Presidente da Academia, responsável pelo Oscar, é investigado por abuso sexual

    16 de março de 2018 /

    O cinematógrafo John Bailey, presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, que entrega o Oscar, está sendo investigado por abuso sexual. A Academia recebeu três acusações na última quarta-feira (14/3) e imediatamente começou a averiguar o caso, informaram fontes próximas a revista Variety. Bailey foi figura importante nos últimos meses por defender as vítimas de assédio e abuso sexual em Hollywood, inclusive expulsando da Academia o produtor Harvey Weinstein, acusado de assédio e estupro por mais de uma centena de mulheres, e por administrar a substituição do ator Casey Affleck, que também foi denunciado por assédio, na entrega do Oscar 2018 de Melhor Atriz neste ano. Em dezembro, a Academia divulgou um código de conduta apontando que os membros da organização poderiam ser expulsos por abuso, assédio e discriminação. Caso as acusações sejam acatadas pela Academia, o presidente será julgado pelo Conselho dos Governadores, composto por 51 pessoas responsáveis pela visão estratégica da organização. Bailey viveu seu auge como diretor de fotografia nos anos 1980, em filmes como “Gente Como a Gente” (1980), “Gigolô Americano” (1980), “A Marca da Pantera” (1982), “O Reencontro” (1983), “Mishima: Uma Vida em Quatro Tempos” (1985) e “A Encruzilhada” (1986). Ele nunca recebeu indicação ao Oscar, mas venceu um prêmio especial do Festival de Cannes, de Contribuição Artística por “Mishima”.

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    Han Solo ganha novos pôsteres de personagens

    15 de março de 2018 /

    A Disney divulgou uma nova coleção de pôsteres de “Han Solo: Uma História Star Wars”, voltada para o mercado brasileiro. Com visual de quadrinhos, os cartazes identificam os intérpretes dos personagens individuais. Mas só o pobre ator Joonas Suotamo passa batido, sob a maquiagem de Chewbacca. Os demais são as versões jovens dos conhecidos Han Solo (Alden Ehrenreich, de “Ave César!”) e Lando Calrissian (Donald Glover, de série “Atlanta”), além da nova personagem Qi’Ra (Emilia Clarke, de “Game of Thrones”). O longa tem roteiro do veterano Lawrence Kasdan (“O Império Contra-Ataca”) e de seu filho Jon Kasdan (“A Primeira Vez”), e bastidores tumultuados de direção: Ron Howard assina a versão final, após a demissão da dupla Christopher Miller e Phil Lord (“Anjos da Lei”) pela Lucasfilm, no meio das filmagens. A estreia de “Han Solo” está marcada para 24 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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    Dax Shepard será substituto de Danny Masterson na série The Ranch

    15 de março de 2018 /

    A série “The Ranch” já definiu um substituto para Danny Masterson, afastado da produção após ser investigado por abusar sexualmente de várias mulheres. A vaga de coprotagonista, ao lado de Ashton Kutcher, será preenchida por Dax Shepard (“CHiPs: O Filme”). “The Ranch” marcava o reencontro de Masterson com Ashton Kutcher, após os dois trabalharem juntos na série clássica de comédia “That ’70s Show”. Na atração de streaming, os dois interpretam irmãos, que voltam a conviver depois de anos, quando o personagem de Kutcher, que morava na cidade grande, retorna ao “rancho” da família. A “substituição” será parecida com o que aconteceu com o próprio Kutcher, quando ele entrou na vaga de Charlie Sheen em “Two and a Hallf Man”. A estratégia simples consiste em introduzir um outro personagem na trama. Shepard interpretará Luke Matthews, um ex-soldado recém-chegado a Garrison, onde conhece os Bennetts e forma um vínculo imediato com Colt (Kutcher). Ele vai aparecer na segunda metade da 3ª temporada de “The Ranch”, que atualmente está em hiato. Será o segundo trabalho do marido de Kristen Bell na Netflix, após participar de “Wet Hot American Summer: Ten Years Later”, no ano passado.

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    YouTuber chama Alicia Vikander de “cadela de seios lisos” que não podia ser Lara Croft, revelando lado sexista da internet

    14 de março de 2018 /

    Um YouTuber com número considerável de seguidores foi à internet mostrar seu orgulho de ser sexista de baixo nível. TJ Kirk, também conhecido como Amazing Atheist Guy, que tem mais de um milhão de inscritos no seu canal do YouTube, mandou no Twitter: “Será que eu tenho que ser o idiota que vai dizer que os seios de Alicia Vikander são muito pequenos para eu vê-la como Lara Croft? Eu tenho que ser esse cara? Eu tenho que ser aquele que diz essa p*? Eu acho que sim. Desculpe”, ele escreveu. E imediatamente sentiu a ira da internet. “Equivocado” e “ignorante” foram os adjetivos mais leves disparados. Mas a maioria concordou que ele tem razão. TJ Kirk é mesmo, como disse, um “idiota”. Afinal, ele respondeu a quem perdeu tempo tentando argumentar com esta pérola: “Escalar uma cadela de peitos lisos como Lara Croft é como me escalar como Ron Jeremy”, disse, referindo-se a um astro pornô dos anos 1980, conhecido por seu grande instrumento de trabalho. Já a “cadela de peitos lisos” deve ser Alicia Vikander… O mesmo tipo de comentário já havia sido feito contra Gal Gadot, quando ela foi escalada como “Mulher-Maravilha”. Alguns até tentaram argumentar, de forma educada. “Quando ‘Tomb Raider’ foi lançado em 1996 [para console e PC], os seios de Lara Croft eram triangulares. Paremos de agir como se o tamanho / forma dos peitos de uma mulher definem sua capacidade de interpretar Lara Croft. Realmente não importa se você ‘vê’ Alicia Vikander como Lara Croft … ela é, lide com isso”, escreveu um usuário, sem saber com quem lidava. Outro apontou que a versão de Vikander é relacionada ao reboot do game, lançado em 2013, com uma abordagem menos sexista, que destacava mais as habilidades da personagem que o tamanho de seus seios. O que só aumentou sua raiva. A verdade é que, quando houve o lançamento do jogo original, os desenvolvedores optaram por proporções exageradas porque a computação gráfica ainda engatinhava e os consoles de 32 bits não mostravam os personagens com clareza. Para demonstrar que se tratava de uma mulher, os designers colocaram seios e quadris grandes na heroína. Conforme a qualidade dos gráficos foi melhorando, os designers foram explorando mais as curvas da personagem, apelando para o público masculino, que era a maioria dos consumidores da época. Quando Angelina Jolie foi escalada como Lara Croft em 2001, ela precisou usar um sutiã acolchoado para aumentar seus seios. Mas na sequência de 2003 nem sequer apareceu de shortinhos, já reclamando da imagem sexista da personagem. Desde então, o mercado mudou, o mundo também, e “Tomb Raider” precisou ser relançado em 2013 para se livrar do estigma sexista, com uma heroína mais atlética e de seios pequenos. Mesmo assim, parece que parte do público dos games prefere a versão sexista. A ironia final é que o corpo magro e atlético de Alicia Vikander foi considerado o elemento mais convincente do filme, com a capacidade física da atriz ganhando os únicos elogios da crítica, que achou “Tomb Raider” medíocre como todas as outras adaptações de videogame. Já TJ Kirk continuou ofendendo e dizendo palavrões num vídeo sobre o tema em seu canal, que o YouTube não viu problemas em publicar sem censura. Veja abaixo. Do I have to be the asshole who says her tits are too small for me to see her as Lara Croft? Do I have to be that guy? Do I have to be the one who fucking says it? I guess I do. Sorry. pic.twitter.com/5CsXwYFjBb — Amazing Atheist Guy (@amazingatheist) March 10, 2018 Casting a flat-chested bitch as Lara Croft is life casting me as Ron Jeremy. It doesn't work for obvious reasons. — Amazing Atheist Guy (@amazingatheist) March 11, 2018

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    Trailer de Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald gera polêmica, teorias e memes de fãs

    14 de março de 2018 /

    Fãs de “Harry Potter” estão reclamando do primeiro trailer de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, por causa de um suposto furo na narrativa. A prévia mostra membros do Ministério da Magia se teleportando para Hogwarts. No jargão criado pela escritora J.K. Rowling, teleportar se chama “aparatar” – talvez para não fazer confusão com a franquia “Star Trek” ou qualquer outra das trocentas referências que estabeleceram o teleporte no vocabulário popular. Mas o detalhe mais significativo dos livros da escritora é que apenas Dumbledore é capaz de… vá lá, aparatar em Hogwarts. O local é protegido contra este tipo de magia e só seu diretor sabe como entrar sem ser barrado. Entretanto, o trailer do novo filme mostra um grupo inteiro “aparatando”. E isto deixou os fãs… disparatando. As redes sociais se encheram de reclamações contra o equívoco. Será que o roteirista não leu os livros de “Harry Potter”? Sim, teve gente que esqueceu que o roteiro é da própria J.K. Rowling. Justamente por conta disso deve haver uma explicação para a tal cena de “aparatação”. E os fãs tentam adivinhar qual é, desde a localização do grupo, que aparece, tecnicamente, fora da escola, até o fato de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” ser um prólogo, podendo se passar antes do bloqueio ser erguido. Não precisou muito mais para esses questionamentos fritarem o cérebro dos fãs até escorrerem como meme. Veja abaixo alguns dos tuítes que questionam, brincam e tentam explicar a controvérsia. "You can't Apparate inside the Hogwarts grounds, how often do I have to tell you?" – Hermione Granger #CrimesOfGrindelwald #FantasticBeasts pic.twitter.com/p14YeOjfsI — The Leaky Cauldron (@leaky) March 13, 2018 “Vocês não podem aparatar dentro das terras de Hogwarts, quantas vezes eu preciso falar?”, Hermione Granger CURRENTLY TRYING TO FIGURE OUT HOWWW THEY ARE ABLE TO APPARATE ON HOGWARTS GROUNDS WOZZDISS???!! #FantasticBeasts pic.twitter.com/bJUvHpEFUp — • 희망 • (@_amaljiliow) March 13, 2018 Tentando entender como eles puderam aparatar em Hogwarts Okay Potter fans I know some of you are Mad Online™ but what if events in this movie ARE the reason you can't Apparate onto the Hogwarts grounds HMMM — Proma (@promawhatup) March 13, 2018 Tudo bem, fãs de Potter, eu sei que vocês estão ‘Malucos online’, mas e se os eventos desse filme são a razão para não poder aparatar em Hogwarts? Wizards and witches can’t apparate or disapparate onto Hogwarts grounds according to Hogwarts: A History book published in 1991. That means there’s a gap of 64 unaccounted years for the rules surrounding apparition to have gone into effect. #FantasticBeasts pic.twitter.com/zffArpHVDC — Harry Potter Facts and Stuff (@TheHPFacts) March 14, 2018 “Feiticeiros e bruxas não podem aparatar ou desaparatar no território de Hogwarts, de acordo com o livro ‘Hogwarts: A History’, publicado em 1991. Isto significa que há um buraco de 64 anos não cobertos por estas regras, em torno do início do bloqueiro da apararatação”

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