Diretor de Azul É a Cor Mais Quente é acusado de agressão sexual a atriz
O diretor tunisiano Abdellatif Kechiche, vencedor da Palma de Ouro por “Azul É a Cor Mais Quente” (2013), está sendo acusado de agressão sexual por uma atriz que não teve o nome revelado. De acordo com a imprensa francesa, o caso contra uma “jovem atriz” aconteceu em um jantar em Paris, ainda em junho. Uma queixa teria sido registrada na polícia francesa no dia 6 de outubro, que se tornou pública apenas agora. O crime, conforme as informações iniciais, teria acontecido no apartamento de um amigo mútuo da atriz e do diretor. Por meio de seus advogados, Kechiche nega a acusação, sem dar maiores explicações. As autoridades não revelaram detalhes do caso e qual exatamente teria sido a acusação. O caso é investigado por uma repartição da polícia local. Na época de “Azul É a Cor Mais Quente”, a atriz Léa Seydoux acusou Kechiche de estender demais as filmagens das cenas de sexo, fazendo-a repetir várias vezes e por vários dias as encenações mais tórridas com a atriz Adèle Exarchopoulos, sem roupas. Ele a considerou mal-agradecida. Além da Palma de Ouro para o diretor, o Festival de Cannes premiou as duas atrizes por “Azul É a Cor Mais Quente”.
Netflix anuncia data da 4ª temporada de Fuller House após demissão do criador da série
A Netflix divulgou um vídeo nas redes sociais com o elenco de “Fuller House” para revelar a data de estreia da 4ª temporada da série: 14 de dezembro. Isto provavelmente significa novos episódios de temática natalina. “Fuller House” é uma continuação da clássica “Três É Demais” (Full House, no original) e gira em torno das filhas crescidas da atração original. As primeiras temporadas renderam algumas das maiores audiências da Netflix, segundo medições independentes, mas a produção dos novos episódios foi marcada por bastidores tumultuados, que tem rendido boatos de cancelamento da série. Jeff Franklin, o criador da atração, foi demitido em março, após ser acusado de agressividade verbal e por fazer declarações inadequadas no set da gravações e na sala de roteiristas. Detalhes das condutas consideradas impróprias não foram revelados. Mas, como resultado das alegações, a WBTV (Warner Bros. Television) resolveu não renovar o contrato de produção do veterano roteirista de TV, criador de “Três É Demais” (Full House) em 1987 e seu spin-off atual na Netflix. Em nota, a divisão televisiva da Warner foi sucinta: “Não renovamos o acordo de produção de Jeff Franklin e ele não estará mais trabalhando conosco”. Os próximos episódios serão os primeiros a mostrar a família Tanner sem produção de Franklin. A série original dos anos 1980 acompanhava um pai (Bob Saget) que tinha que criar as três filhas (vividas por Candace Cameron Bure, Jodie Sweetin e as gêmeas Olsen em um papel compartilhado) com a ajuda de dois solteirões (John Stamos e Dave Coulier). Na continuação, uma das filhas, D.J., passa por uma situação similar. Viúva recente, mãe de três filhos – de 12, 7 anos e poucos meses de idade, ela contará com o apoio de sua família para dar conta do recado. A personagem volta a ser vivida pela mesma atriz, Candace Cameron Bure, que tinha 10 anos de idade quando a série começou em 1987 e comemorou 18 ao final da atração, em 1995. O trio principal, desta vez, inclui ainda sua irmã roqueira Stephanie Tanner (Jodie Sweetin) e sua melhor amiga Kimmy (Andrea Barber), que agora também tem uma filha adolescente – e, nos novos episódios, um irmão disponível. As três são as novas adultas da atração, que passam a morar juntas no velho cenário da sitcom, com seus respectivos filhos. Além delas, “Fuller House” também traz participações dos adultos originais de “Três É Demais”, agora vivendo a crise da Terceira Idade, especialmente Bob Saget como o pai de D.J., que continua amigo dos personagens de Dave Coulier e John Stamos. Até Lori Loughlin retorna como a Tia Becky, esposa de Jesse (John Stamos) e mãe de dois gêmeos, que ela deu à luz no final da série original. Apenas as gêmeas Olsen optaram por não participar do projeto, afirmando que desistiram de atuar e hoje direcionam suas carreiras para o universo da moda – onde são muito bem-sucedidas, por sinal. A 4ª temporada terá maior presença dos “pais”, que, conforme revelado nos últimos episódios, estão se mudando de volta para San Francisco, além da gravidez de Kimmy.
O Mundo Sombrio de Sabrina é processada por Igreja satanista por cópia realista da escultura de Baphomet
A série “O Mundo Sombrio de Sabrina” surpreendeu os desavisados por mostrar a família da protagonista como devotos do diabo. Mas em vez de esperados protestos de grupos de pressão evangélicos, os produtores se surpreenderam por receber ameaças de uma Igreja satanista, que decidiu processar a Netflix. O pomo da discórdia é uma estátua de Baphomet, uma figura com cabeça de bode venerada pelos satanistas, que aparece com destaque na Escola das Artes Ocultas que Sabrina (Kiernan Shipka) frequenta para aprender a ser bruxa. Segundo Lucien Greaves, líder da seita Satanic Temple, a estátua tem exatamente o mesmo design da que se encontra em seu templo em Detroit, nos EUA. Ele ainda diz que a seita tem os direitos autorais da estátua, e que pretende processar a Netflix. “Sim, estamos tomando ações legais contra o roubo da nossa propriedade intelectual, protegida por direitos autorais, contra a Netflix e sua série ‘O Mundo Sombrio de Sabrina’. Eles não podem se apropriar do nosso design para promover o seu patético pânico satânico”, escreveu Graves no Twitter. “Eu estou realmente impressionado com as pessoas me perguntando porque tomaríamos atitudes legais contra a Netflix”, completou mais tarde. “Vocês teriam a mesma atitude se uma obra de ficção usasse uma mesquita real como o quartel-general de uma organização terrorista?”. Curiosamente, Sabrina não retrata os satanistas como maléficos apenas por serem adoradores do diabo. Ao contrário, mostra que bruxas e magos seguem um código de ética moral, e que eles acreditam que o diabo não representa o mal na Terra, mas o livre arbítrio. São temas que também fazem parte, ainda que menos didaticamente, da série “Lucifer”. A diferença é que Sabrina pretende usar os conhecimentos das Artes Ocultas para derrotar o próprio diabo, que ela descobre ser um grande mentiroso com uma agenda sinistra. Compare abaixo as imagens de Baphomet da série com a escultura original, inaugurada em 2015. Yes, we are taking legal action regarding #TheChillingAdventuresofSabrina appropriating our copyrighted monument design to promote their asinine Satanic Panic fiction. — Lucien Greaves (@LucienGreaves) October 29, 2018 I'm amazed that anybody is confused as to why we would seek legal remedy over Sabrina using our monument. Would they be as understanding of a fictional show that used a real mosque as the HQ of a terrorist cell? A fictional Blood Libel tale implicating real world Jews? — Lucien Greaves (@LucienGreaves) October 29, 2018
Pharrell Williams proíbe Trump de usar a música Happy em seus comícios
O cantor e compositor Pharrell Williams se manifestou contra o uso da sua canção “Happy”, indicada ao Oscar em 2014, em eventos do presidente dos EUA Donald Trump. Os advogados do cantor enviaram uma carta exigindo que a equipe da Casa Branca pare de usar o hit. Williams fez objeção especial ao uso de “Happy”, com sua mensagem otimista, em um comício do presidente realizado no sábado (27/10), na cidadezinha de Murphysboro, interior dos EUA, mesmo em que 11 pessoas foram mortas em um tiroteio dentro de uma sinagoga em Pittsburgh. “Não há nada ‘feliz’ (‘happy’) sobre a tragédia infligida ao nosso país no sábado, e ninguém garantiu permissão para que você usasse a faixa para propósitos de campanha”, diz a carta. “Pharell não deu e não dará permissão para você usar nenhuma de suas músicas em eventos de campanha. O uso de ‘Happy’ sem essa permissão fere os seus direitos autorais”, continuam os advogados, ameaçando processo caso a canção da trilha do filme “Meu Malvado Favorito 2” seja mais uma vez usada por Trump. Robert Bowers, o atirador da sinagoga em Pittsburgh, foi apreendido pouco depois do acontecido pela polícia. Ele se assumiu simpatizante de Trump, como o homem que enviou cartas-bombas à imprensa, artistas e políticos democratas, também preso na semana passada. Após esse fato ser citado pela imprensa, Trump disse que a imprensa que espalhava “fake news” era “inimiga do povo” americano.
Ator da série Fugitivos, da Marvel, é acusado de abuso sexual
O ator Kip Pardue, que vive o pai da jovem Karolina Dean (Virginia Gardner) na série “Fugitivos” (Runaways), da Marvel, foi acusado de abuso sexual. A denúncia foi feita pela atriz Sarah Scott nesta segunda-feira (29), nas páginas do jornal Los Angeles Times. Segundo Scott, o caso aconteceu durante as filmagens de uma cena de sexo em “The Mogulettes”, produção televisiva independente deste ano. Ela conta que Pardue, durante as filmagens, pegou a mão da colega e a colocou forçadamente no seu pênis. Após Scott rejeitar este gesto, Pardue a chamou até o seu camarim e começou a se masturbar na sua frente. “Eu literalmente congelei. Eu disse: ‘O que você está fazendo?’. E ele me respondeu: ‘Isso não é um momento #MeToo, porque eu não sou o seu chefe. Eu não posso te demitir”, conta a atriz. Pardue reconhece o que aconteceu durante a cena de sexo, dizendo em comunicado ao “Times” que “entendeu mal a situação e já se desculpou” com a atriz. Ele nega, no entanto, o que ela diz que aconteceu logo depois. “Eu nunca quis ofendê-la de forma alguma. Eu me arrependo profundamente das minhas ações, e aprendi minha lição”, diz o ator. Scott diz que reportou o acontecido para os produtores de “Mogulettes”, para o sindicato de atores de Hollywood e para a polícia local, mas não viu nenhum desenvolvimento no caso nos últimos cinco meses. “Eu não sou um nome famoso, mas estou trabalhando há mais de 15 anos. Eu fui sexualmente violada no trabalho, e embora tenha tido a coragem de denunciar isso, sinto que não tenho poder nenhum para prevenir que aconteça com outra pessoa”, comenta. “Fugitivos” retorna para a sua 2ª temporada, já gravada com Pardue no elenco, em 21 de dezembro na plataforma americana Hulu. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Sony.
Último filme do ex-casal Amber Heard e Johnny Depp tem segunda pior estreia de todos os tempos nos EUA
O último filme em que o ex-casal Amber Heard e Johnny Depp compartilhou as telas finalmente foi lançado nos Estados Unidos, cinco anos depois de sua filmagem e de intensas batalhas judiciais. O resultado de tanta luta foi um fracasso épico. Lançado em 613 cinemas dos Estados Unidos, “London Fields” arrecadou míseros US$ 160 mil. O valor representa a segunda pior estreia de todos os tempos para um lançamento amplo registrado pelo site especializado Box Office Mojo. O BOM considera lançamento amplo qualquer filme com distribuição em mais de 600 telas. Dentro deste critério, apenas um filme teve desempenho pior em todo o banco de dados da publicação, que cobre bilheterias desde 1980: o patriota “Proud American”, em 2008. Para completar o fiasco, “London Fields” obteve avaliação de 0% na média do Rotten Tomatoes. O filme foi rodado em 2013 e faria sua estreia mundial no Festival de Toronto de 2015. Mas o diretor Matthew Cullen barrou o lançamento ao renunciar à obra, denunciando alterações bizarras dos produtores Christopher Hanley e sua esposa, a roteirista Roberta Handley. Eles incluíram uma dublê de corpo de Amber Heard para que a produção tivesse cenas de nudez e sexo que não fizeram parte das filmagens originais. Ao saber disso, a atriz entrou com um processo contra os responsáveis. “As filmagens com a dublê de corpo inclui uma cena explícita de sexo pornográfico que Heard nunca teria aceitado em fazer”, garantiu o advogado da atriz na ocasião, juntando-se ao esforço do diretor para barrar o lançamento do filme por “fraude”. Os produtores responderam com seu próprio processo por perdas e danos, já que estariam sendo prejudicados financeiramente pela impossibilidade de lançar o longa. “London Fields” seria a estreia de Cullen no cinema, após se destacar fazendo videoclipes, como o de “Dark Horse”, de Katy Perry. A trama é uma adaptação do romance “Campos de Londres” de Martin Amis, publicado em 1989, e acompanha Nicola Six (papel de Amber), uma clarividente que tem uma premonição sobre seu assassinato iminente. Isto a leva a se envolver com três homens, tentando descobrir qual deles vai matá-la. O elenco inclui ainda Billy Bob Thornton, Jim Sturgess, Theo James, Jason Isaacs, Cara Delevingne e Jaimie Alexander, além do ex-marido de Amber, Johnny Depp, que topou fazer uma pequena figuração na época em que estava apaixonado. Os produtores acabaram entrando em acordo extra-judicial com a atriz e o diretor. Não está claro se as cenas polêmicas foram retiradas, mas é provável que sim, já que o filme foi vendido para a distribuidora independente GVN Releasing, especializada em lançamentos evangélicos, que, entretanto, não investiu em marketing, já que a estreia aconteceu sem grande alarde. Para dar noção do tamanho do fracasso, o terror “Suspiria” fez mais dinheiro que “London Fields” no fim de semana com um lançamento limitado em duas salas apenas. Não há previsão de lançamento do filme no Brasil.
Regina Duarte defende racismo e homofobia “da boca para fora” de Bolsonaro em entrevista polêmica
A atriz Regina Duarte deu uma entrevista polêmica ao Estadão, publicada nesta sexta-feira (26/10), em que chama seu candidato a presidente, Jair Bolsonaro, de homofóbico apenas “da boca para fora”, defendendo que as frases que chocam o mundo inteiro são piadas. A atriz defendeu a tese do “humor” do candidato e disse que suas declarações consideradas homofóbicas e racistas são frutos de “edição” de vídeos. “Quando souberam que ele ia se candidatar, começaram a editar todas as gravações e também a provocá-lo para que reagisse a seu estilo, que é brincalhão, machão”, disse. Ela considera um “humor brincalhão típico dos anos 1950” aquilo que chama de “brincadeiras homofóbicas, que são da boca pra fora, coisas de uma cultura envelhecida, ultrapassada”. Não ficou nisso. Uma frase chocou tanto sensibilidades menos, digamos, “ultrapassadas”, que foi destacada pelo diretor Kleber Mendonça Filho, de “Oasis”, em seu Twitter, acompanhado de um comentário curto: “Da série brasileiros primitivos: Regina Duarte”. Eis a frase da atriz: “Quando conheci Bolsonaro encontrei um cara doce, um homem dos anos 1950, como meu pai, que faz brincadeiras homofóbicas, um jeito masculino… que chama brasileiro de preguiçoso e dizia que lugar de negro é na cozinha; sem maldade.” Questionado sobre o contexto da frase que publicou, o cineasta retuitou a imagem com a publicação na íntegra. “Para quem ficou sem acreditar no meu post anterior”. A declaração integral de Regina Duarte é a seguinte: “Eu estava ‘no armário’, e meu filho mais novo começou a me contestar: já que sempre fui uma pessoa democrática, aberta, justa, como eu podia me fechar no conceito de que Bolsonaro é bruto, tosco, ignorante, violento. ‘Você já chegou perto dele?’ Respondi: ‘Não preciso me aproximar, sinto que é o candidato da raiva, da impotência, do ódio, contra a corrupção e não quero votar no emissário da raiva’. Mas, quando conheci o Bolsonaro pessoalmente, encontrei um cara doce, um homem dos anos 1950, como meu pai, e que faz brincadeiras homofóbicas, mas é da boca pra fora, um jeito masculino que vem desde Monteiro Lobato, que chamava o brasileiro de preguiçoso e que dizia que lugar de negro é na cozinha. Eu tinha algumas opções de voto, como o (Geraldo) Alckmin e o (João) Amoêdo, mas, nesse momento, me caíram fichas inacreditáveis, como as omissões do PSDB. Foi tudo ficando muito feio. Quantos equívocos, quantos enganos! Foi quando notei o tamanho da adesão desse país ao Bolsonaro e pensei: eu sou esse país, eu sou a namoradinha desse país.” Outros esclarecimentos se fazem necessários, como lembrar que homofobia da boca para fora é homofobia. E afirmar que lugar de negro é na cozinha “não é um jeito masculino”, é racismo. Humor homofóbico e racista não é engraçado; é triste. DA SÉRIE BRASILEIROS PRIMITIVOS: REGINA DUARTE – “quando conheci Bolsonaro encontrei um cara doce, um homem dos anos 50, como meu pai, que faz brincadeiras homofóbicas, um jeito masculino… que chama brasileiro de preguiçoso e dizia que lugar de negro é na cozinha; sem maldade.” — Kleber Mendonça Filho (@kmendoncafilho) 26 de outubro de 2018 Para quem ficou sem acreditar no meu post anterior sobre “BRASILEIROS PRIMITIVOS”, matéria do Estadão. https://t.co/V2dteNRsxJ — Kleber Mendonça Filho (@kmendoncafilho) 26 de outubro de 2018
Morte de Roseanne na série The Conners foi inspirada pelos tuítes de Roseanne Barr
A série “The Conners”, spin-off de “Roseanne”, finalmente estreou na TV americana, revelando na noite de terça-feira (16/10) o destino da protagonista original, após ela se envolver numa polêmica no Twitter que levou ao cancelamento da recém-revivida “Roseanne”. Roseanne Barr perdeu seu emprego após fazer um comentário racista que rendeu um avalanche de protestos e culminou na decisão da presidente da rede ABC de cancelar a série mais vista da TV americana em 2018. Como mais de uma centena de profissionais trabalhavam na produção, que tinha sido renovada antes do escândalo, um acordo foi firmado e “Rosanne” virou “The Conners”, a mesma série sem Roseanne. O público curioso em saber como a atração explicaria a ausência da protagonista, descobriu nesta semana que os produtores se inspiraram nos tuítes da própria Roseanne Barr para encontrar a solução. Durante uma tentativa de justificar seu surto racista, a atriz e produtora contou a seguinte história nas redes sociais: “Eram 2h da manhã, eu estava tuitando sob efeito de Ambien (remédio para dormir), era o (feriadão de) Memorial Day e eu fui longe demais”, explicou. A declaração fez o fabricante do remédio emitir um comunicado: “Embora todos os tratamentos farmacêuticos tenham efeitos colaterais, o racismo não é um efeito colateral conhecido de qualquer medicamento da Sanofi”. E agora os produtores revelaram que o abuso de opiáceos levou a personagem a morrer de overdose. O episódio de estreia ainda explicou que Roseanne ficou viciada em remédios depois de contundir o joelho na última temporada. A atriz não achou graça. Uma hora após a exibição do episódio, Roseanne postou uma mensagem no Twitter em letras garrafais: “Não morri, vadias!”.
Continuação de Animais Fantásticos ganha novos pôsteres e vídeo de bastidores
A Warner divulgou uma nova coleção de pôsteres de personagens e um vídeo de bastidores de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, em que a escritora J.K Rowling explica a trama da continuação da saga “Animais Fantásticos”, que por sua vez é um prólogo da franquia “Harry Potter”. Além de Eddie Redmayne, que retoma o papel de Newt Scamander, a continuação traz de volta diversos integrantes de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, como Alison Sudol (Queenie Goldstein), Dan Fogler (Jacob Kowalski), Katherine Waterston (Tina Goldstein), Zoe Kravitz (Leta Lestrange) e Ezra Miller (Credence Barebone). Mas os destaques são mesmo para Johnny Depp (“Piratas do Caribe”) no papel de Gellert Grindelwald e Jude Law (“Sherlock Holmes”) como Albus Dumbledore (ou Alvo Dumbledore, na desnecessária “tradução” nacional, que também chama o vilão de Gerardo Grindelwald – quem tem medo do “Gerardo”?). Novamente escrito por J.K. Rowling e dirigido por David Yates, “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” vai chegar aos cinemas em novembro.
Bryan Singer se defende de reportagem que o acusará de abuso sexual
O diretor Bryan Singer usou o Instagram para se defender de um reportagem da revista Esquire, ainda não publicada, que investiga as acusações de abuso sexual que foram levantadas contra ele em vários pontos de sua carreira. O cineasta deu a entender que a reportagem será lançada momentos antes da estreia do seu próximo filme, “Bohemian Rhapsody”, que conta a história de Freddie Mercury, vocalista do Queen. Singer ficou com o crédito de diretor do filme mesmo após ser demitido da produção e substituído por Dexter Fletcher (“Voando Alto”), no final das filmagens. “Eu sei há algum tempo que a revista ‘Esquire’ vai publicar um artigo negativo contra mim”, escreveu Singer. “Eles entraram em contato com amigos, colegas e pessoas que eu nem mesmo conheço. Nos dias de hoje, em que as carreiras das pessoas estão sofrendo por conta de meras acusações, o que a Esquire está fazendo é irresponsável. Eles não se importam com a verdade, e fazem acusações que são ficcionais”. “Este artigo vai tentar reviver acusações falsas e processos mentirosos contra mim”, continuou Singer no Instagram. “O texto vai usar de forma equivocada frases de ‘fontes com conhecimento íntimo de minha vida pessoal’, e vai tentar estabelecer a minha culpa a partir da associação com outras pessoas do meu passado. Eles tentarão manchar uma carreira que passei 25 anos construindo”. Singer foi acusado de estupro por Cesar Sanchez-Guzman no ano passado. O jovem conta que tinha 17 anos quando compareceu a uma festa em um iate na qual Singer era um dos convidados. Coincidentemente, o advogado de Cesar Sanchez-Guzman é Jeffrey Herman, o mesmo que representou Michael Egan em 2014, quando este também fez acusações de abuso sexual de menor contra vários figurões de Hollywood, inclusive Singer. Mais tarde, Egan voltou atrás nas denúncias, após inúmeras contradições em seus depoimentos. No caso de Singer, por exemplo, ele acusou o diretor de estuprá-lo numa viagem ao Havaí. Entretanto, Singer estava no Canadá filmando um dos longas dos “X-Men” no período apontado. Recentemente, ele assinou um contrato de US$ 10 milhões para dirigir uma nova adaptação de quadrinhos, o filme da guerreira “Red Sonja”. Visualizar esta foto no Instagram. Uma publicação compartilhada por Bryan Singer (@bryanjaysinger) em 15 de Out, 2018 às 2:06 PDT
Série The Witcher evita polêmica racial ao anunciar seu elenco central
A produção da série “The Witcher”, em desenvolvimento na Netflix, anunciou quem acompanhará o astro Henry Cavill (“Missão Impossível: Efeito Fallout”) no elenco. Cavill interpretará o protagonista, o misterioso Geralt of Rivia, e será acompanhado por Freya Allan (da série “Into the Badlands”) na pele da Princesa Ciri e Anya Chalotra (“Wanderlust”) como a feiticeira Yennefer, as duas protagonistas femininas da trama. O anuncio foi feito um mês após a responsável pelo projeto, a produtora-roteirista Lauren Schmidt Hissrich (“Os Defensores”), decidir sair do Twitter devido ao vazamento da descrição da intérprete de Ciri na série. Na descrição, a produção convocava atrizes “de 16 ou 15 anos, negras, asiáticas ou de minorias étnicas, que possam interpretar uma personagem de 13 ou 14 anos”. Usuários do Twitter mostraram descontentamento e resgataram tuítes antigos, publicados em maio, onde a showrunner dizia que não alteraria etnias dos personagens originais, iniciando uma campanha contra mudanças. Nos livros do escritor Andrzej Sapkowski e nos games de “The Witcher”, Ciri é uma jovem branca de cabelos platinados. Ao final, a pressão surtiu efeito. Freya Allan é uma adolescente loira, que teve como principal trabalho, até o momento, viver a versão infantil da personagem conhecida como a Viúva num flashback da série “Into the Badlands”. Ao lado de Ciri, em sua corte, estarão Jodi May (“Game of Thrones”) como a Rainha Calanthe, Björn Hlynur Haraldsson (“Fortitude”) como o cavaleiro Eist, e Adam Levy (“Knightfall”) como o druida Mousesack. Enquanto isso, a academia mágica da qual Yennefer participa será liderada por MyAnna Buring (“Ripper Street”) na pele de Tissaia. Outras alunas incluirão Mimi Ndiweni (“Rellik”) como Fringilla e Therica Wilson-Reed (“Profile”) como Sabrina. O último membro do elenco anunciado é Millie Brady (“The Last Kingdom”), que interpreta a Princesa Renfri, personagem geralmente descrita como uma “versão brutal da Branca de Neve”. Deste elenco, apenas Mimi Ndiweni é negra – num papel de feiticeira originalmente branca. Veja as fotos de todos os intérpretes abaixo. Vale observar que “The Witcher” é sinônimo de polêmica racial. Em 2015, o game “The Witcher 3” já tinha sido acusado de racismo por alguns críticos, por incluir apenas personagens humanos brancos, enquanto os monstros tinham uma variedade enorme de cores. Os fãs reagem a esse tipo de observação lembrando que a saga é polonesa e se passa numa Europa medieval imaginária, que registra a herança étnica da civilização eslava. O casting anunciado também traz um detalhe que quem não conhece a saga pode ter ficado sem perceber. Além da ausência de diversos coadjuvantes, uma personagem muito importante ficou de fora da relação: Triss Merigold. A bela ruiva, que forma um triângulo amoroso com o protagonista e Yennefer, deve ser anunciada mais adiante. O papel em “The Witcher” marcará o retorno de Cavill à televisão após o fim de “The Tudors”, em 2010. Desde então, o ator britânico virou um dos astros de maior destaque de Hollywood, não só por suas aparições como Superman nos filmes da DC como também por longas como “Missão Impossível – Efeito Fallout” e “O Agente da U.N.C.L.E.”. Cavill vai interpretar o protagonista da saga, Geralt of Rivia, um caçador de monstros em um mundo onde as pessoas frequentemente se mostram mais maldosas que as próprias criaturas que ele caça. O personagem começa a trama querendo ser deixado em paz para ficar sozinho, mas o destino coloca em seu caminho uma poderosa feiticeira e uma jovem princesa com um segredo, e os três precisarão aprender a compartilhar juntos a sobrevivência nesse universo.
Rose McGowan ataca Meryl Streep, Hillary Clinton, Hollywood e a “mentira” do Time’s Up
A atriz Rose McGowan deu uma entrevista bomba à revista dominical do jornal britânico The Times, que ficou ainda mais explosiva com distorções do entrevistador replicadas pela mídia mundial. Mostrando rancor, ela atacou a iniciativa Time’s Up, criada por um grupo de personalidades femininas para apoiar vítimas de abuso e lutar por maiores oportunidades e igualdade salarial para as mulheres. O motivo, aparentemente, é o fato de o Time’s Up não tratar a atriz como a líder que ela acredita ser. “Eu acho que elas [os membros do Time’s Up] são umas cretinas”, comentou. “Elas não são campeãs, são perdedoras. Eu não gosto delas. Como você explica o fato de que ganhei um prêmio de ‘homem do ano’ da GQ, mas nenhum grupo de mulheres ou revista de mulheres me apoiou?”. A atriz, conhecida pela série “Charmed” e filmes como “Pânico” e “Planeta Terror”, ainda reclamou que não é convidada para os “almoços e eventos” do grupo. “Honestamente, eu nem quero ir. É tudo a m**** de uma mentira. É uma mentira que faz com que eles se sintam melhor”, disse. McGowan caracterizou como “quase impossível” que pessoas próximas de Weinstein, como Meryl Streep e Hillary Clinton, não soubessem de seu comportamento abusivo em relação a outras mulheres. “Eu retiraria os meus anos de apoio [a Clinton] se pudesse”, comentou. “Eu a apoiei até mesmo contra Obama. Hoje em dia, se eu fosse concorrer a um cargo público, concorreria como republicana. Só para mexer com a cabeça das pessoas, só para f**** o sistema todo”. “Os apoiadores de Donald Trump estão certos em uma coisa: eles desprezam Hollywood por ser um bando de liberais falsos. Eles são mesmo”, continuou. “Eles todos vivem uma vida vazia de significado, e sabem disso. Essa é a punição deles. São infelizes”. McGowan, por fim, disse que não pretende mais atuar. A última aparição da atriz nos cinemas foi no suspense independente “O Som”, lançado no ano passado. A entrevista pode ser acusada de retratar McGowan como invejosa e de promover a tática pouco progressista de atacar outras mulheres para se valorizar. Mas ficou pior do jeito como foi complementada pelo repórter e reproduzida pelo “telefone sem fio” (wi-fi, né?) da internet. Nos textos replicados, as declarações sobre o Time’s Up sofreram mudanças de alvo, como se visassem o movimento #MeToo. A confusão costuma ser constante, mas desta vez criou frases como “o #MeToo é uma mentira”. Diante da distorção, Rose McGowan foi ao Twitter corrigir. “Eu nunca disse que #MeToo é uma mentira. Nunca”, ela esclareceu. “Eu estava falando sobre Hollywood e Time’s Up, não #MeToo”. Expressando sua frustração, ela acrescentou: “Ugh. Estou de saco muito cheio com erros sensacionalistas. #MeToo é sobre sobreviventes e suas experiências, que não podem ser tiradas.” Ela postou dois vídeos no Twitter para esclarecer suas ideias. “#MeToo é importante, é honesto e é a nossa experiência. Não é mentira”, disse ela. “Por alguma razão, há pessoas na mídia que tentam derrubá-lo, mas eu digo que é forte. Novamente, é simplesmente a nossa experiência compartilhada. É isso que é o #MeToo. E é lindo. Como nós somos.” Apesar de se dizer sempre má-interpretada, na semana passada Rose McGowan foi ao Twitter pedir desculpas por atacar sua ex-amiga Asia Argento e espalhar mentiras sobre a polêmica que cerca a outra expoente do #MeToo. Por confiar em Rose McGowan e na namorada dela, Asia teve mensagens de texto privadas expostas nas redes sociais e foi acusada de pedófila por McGowan, que levou duas semanas para pedir desculpas por ter confundido informações. A acusação de McGowan fez Asia ser demitida do programa de calouros musicais “X-Factor” da Itália. pic.twitter.com/dfvWKJrmKl — rose mcgowan (@rosemcgowan) October 8, 2018
Steven Seagal abandona entrevista ao vivo ao ser questionado sobre acusações de assédio sexual
O ator Steven Seagal abandonou uma entrevista via satélite para a BBC nesta quinta-feira (4/10) após ser questionado sobre as acusações de assédio sexual que sofreu nos Estados Unidos. “Sobre sua vida nos Estados Unidos, você foi registrado em alegações de assédio sexual. Você tem uma acusação de estupro e fico imaginando como você lida com tudo isso”, questionou a apresentadora Kirsty Wark. Antes mesmo dela terminar a pergunta, o ator tirou seu retorno no ouvido, levantou-se da cadeira e saiu da frente das câmeras. Veja abaixo. Seagal foi acusado por cerca de 10 mulheres de abuso sexual, mas a promotoria de Los Angeles não conseguiu transformar as acusações em processo, porque a maioria das denúncias prescreveu. Regina Simons, uma das denunciantes, disse que sofreu abuso há 25 anos, quando ainda era menor de idade. Ela relatou que Seagal a convidou para uma festa em sua casa, que deveria ter outras pessoas, mas não havia mais ninguém, e então a estuprou. A mulher afirmou que nunca tinha ficado nua na frente de um homem antes dessa agressão. Já Faviola alega que Seagal beliscou seus mamilos e agarrou sua vagina durante um teste para filme em 2002. “Depois, ele se sentou calmo, como se nada tivesse acontecido. O segurança pessoal de Steven ficou bloqueando a porta e apenas se moveu quando Steven pediu. Eu saí do quarto me sentindo horrível e violentada”, contou. Mais conhecida, a atriz e apresentadora Lisa Guerrero revelou que sofreu o abuso quando disputava um papel no longa “Ameaça Subterrânea”. Ela contou que Seagal pediu que ela fosse a sua casa para uma “audição particular”. Desconfortável, ela foi ao local acompanhada de sua empresária. Lá, o ator as recebeu usando apenas um robe de seda. Mais tarde, a atriz recebeu outra ligação, informando que Segal gostaria de oferecer a ela o papel, mas que ela teria que voltar à casa dele para um “ensaio particular” na mesma noite. Guerrero declinou. Atrizes famosas como Julianna Margulies e Portia de Rossi também acusaram o ator de tentar abusá-las. “Meu teste final para um filme de Steven Seagal aconteceu em seu escritório”, denunciou Portia de Rossi no Twitter. “Ele me disse o quão importante era a química entre os atores fora das telas enquanto me fez sentar e foi descendo o zíper das suas calças de couro. Eu corri e chamei minha agente. Sem se incomodar, ela disse, ‘Bem, eu não sabia se ele era o seu tipo'”, escreveu a atriz da série “Arrested Development”, que se assumiu lésbica e é casada com a apresentadora Elle DeGeneres desde 2008. Já a estrela de “The Good Wife” contou que foi convencida por uma diretora de elenco a se encontrar com Seagal num quarto de hotel em 1990. Mas, ao chegar no hotel, não havia sinal da mulher, e o ator abriu a porta armado: “Ele fez questão que eu visse a arma. Eu nunca tinha visto uma arma na vida”, contou a atriz, que tinha tinha 23 anos na época. Ela não entrou em detalhes sobre o que aconteceu no quarto, mas disse ter saído “incólume”. “Não sei com saí de lá, mas não fui machucada, não fui estuprada”. Depois disso, a atriz disse que nunca mais foi a reuniões com homens da indústria sozinha. Steven Seagal nega todas as acusações. This is the moment Steven Seagal walks out on a #newsnight interview over questioning about #metoo allegations, which he denies.@sseagalofficial | @KirstyWark | @BBCTwo | #newsnight pic.twitter.com/Lr6mE3th4F — BBC Newsnight (@BBCNewsnight) October 4, 2018












