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    A Juíza: História de Patrícia Acioli, executada por policiais, vai virar série

    5 de junho de 2020 /

    A história da juíza Patrícia Acioli, assassinada em 2011, em Niterói (RJ), vai inspirar uma série de streaming, numa co-produção com o mercado americano. Intitulada “A Juíza”, a atração obteve investimento privado para desenvolvimento de três temporadas, informou a coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo. Na série, desenvolvida pela roteirista Laura Malin (“Embarque Imediato”) e produzida pela Estúdio Escarlate, a juíza vai se chamar Pilar e condenar policiais criminosos envolvidos em mortes de inocentes, residentes em comunidades. Cada episódio contará um caso diferente, ao estilo das séries procedimentais americanas. Segundo O Globo, são histórias que lembram a recente morte do menino João Pedro, de 14 anos, em operação policial em São Gonçalo (RJ). Patrícia Acioli, conhecida por condenar milicianos e policiais criminosos, era juíza em São Gonçalo. Ela foi executada com 21 tiros em agosto de 2011. Onze policiais foram condenados por esse crime, entre eles o tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, que na época do assassinato comandava o 7º Batalhão de Polícia Militar da cidade. Sua morte gerou comoção no país, mas Flávio Bolsonaro preferiu atacá-la nas redes sociais pela “forma absurda e gratuita com que ela humilhava policiais”. Para o então deputado estadual, que empregava milicianos e era vizinho do policial que executou a vereadora Marielle Franco em 2018, isso “contribuiu para [ela] ter muitos inimigos”. Em maio passado, o desgoverno do clã Bolsonaro nomeou o advogado de um dos assassinos, Zoser Plata Bondim Hardman de Araújo, que também defendeu vários milicianos, para o cargo de Assessor Especial do ministro da Saúde. Acioli foi executada por ter descoberto um esquema de pagamento de propina de traficantes para a polícia de São Gonçalo, com o objetivo de manter o funcionamento das bocas-de-fumo na cidade e transformar assassinatos encomendados em autos de resistência – quando o boletim de ocorrência informa que o acusado morreu ao resistir à prisão em suposta troca de tiros. Delações premiadas feitas por um dos próprios policiais presos revelou que os PMs recebiam de R$ 10 mil a R$ 12 mil por semana do tráfico de drogas da região. A pesquisa de Laura Malin analisou alguns dos 10 mil casos de pessoas mortas em confronto com policiais no Rio de Janeiro entre 2001 e 2011, especialmente as mortes registradas como auto de resistência, para escrever a série. A 1ª temporada contará com oito episódios, mas não há informação sobre qual plataforma exibirá a série.

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    Regina Duarte diz que ainda é secretária de Cultura

    5 de junho de 2020 /

    A ex-atriz Regina Duarte revelou em seu Instagram que ainda não virou ex-secretária da Cultura. Num post confuso, em que parece acusar bolsonaristas de sabotagem, Regina desabafou: “E sigo Secretária”. A afirmação acontece três semanas depois dela dizer que tinha “ganhado um presente”: “O Presidente Bolsonaro me propôs, a partir de agora, assumir a Cinemateca”. Em outras palavras, em vez de anunciar sua demissão, Bolsonaro deliberou seu rebaixamento para o comando da Cinemateca Brasileira. O anúncio foi feito entre risos num vídeo publicado nas redes sociais, em que Bolsonaro afirma ainda que Regina estava com saudade da família e que a mudança seria para o “bem” dela, em respeito ao “passado” da ex-atriz e “por tudo o que representa para todos nós”. Só que o prêmio de consolação era presente de grego. O cargo para o qual Regina foi nomeada por Bolsonaro não existe. Era fake, porque a Cinemateca deixou de ser administrada diretamente pelo governo federal há quatro anos, quando teve sua gestão transferida para uma organização social, a Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto). Desde então, o governo faz um repasse anual à Roquette Pinto para gerir o espaço. Mas como a proposta de Bolsonaro para a Cultura é o sucateamento, as verbas foram diminuindo até sumirem. No ano passado, a previsão era de entrada de R$ 13 milhões, mas só R$ 7 milhões foram transferidos até dezembro. Neste ano, nada. Por conta disso, Associações ligadas ao setor audiovisual lançaram um manifesto em defesa da Cinemateca Brasileira na quinta-feira (4/6), reclamando do desgoverno Bolsonaro A nomeação fake de Regina serviu de pretexto para o ministério do Turismo, pasta em que a Cultura foi jogada, determinar que a Cinemateca seria estatizada. Em comunicado, o ministério informou que a Acerp já não responde mais pela preservação do acervo da Cinemateca. Entretanto, o desgoverno, que se elegeu com proposta desestatizante, não deu prazo para a incorporação da entidade. O comunicado conclui dizendo apenas que “a Cinemateca Brasileira, que detém uma parcela significativa da memória audiovisual e documental brasileira, prosseguirá sob a Direção da secretária Regina Duarte​”. Em seu novo post no Instagram, Regina não citou a Cinemateca. Na verdade, ela parece ignorar completamente o vídeo de 20 de maio, que ainda está em seu feed. Veja abaixo. Para falar que segue secretária, Regina fez um longo preâmbulo em que assume sua inexperiência e seus embates contra uma “torcida nas mídias, nas redes sociais”, feita por quem está “muito mais preocupado com ideologias do que com Cultura”. Parece até que reclama de bolsonaristas. Só que não. “… e por falar em Cultura… aceitei assustada o convite para a Missão. Aceitei por amor ao meu País, por paixão irrefreável por Arte e Cultura, por confiança no governo Bolsonaro. Aceitei porque muita gente, muita gente mesmo, quando cruzava comigo, em qualquer lugar, com o olho brilhando de esperança, dizia: ‘Aceita, Regina’!”, contou. “Minha inexperiência em gestão pública foi crucial para que eu descobrisse, até com certo atraso, que o Projeto de Cultura com que sempre sonhei era inviável, porque eu estava enredada num universo muito mais preocupado com ideologias do que com Cultura. As pressões cotidianas de gente que desconhece a máquina da administração pública foram companheiras constantes. Sempre me pareceu nítido que havia uma torcida nas mídias, nas redes sociais para que a minha gestão não se consolidasse”, escreve, como quem se desculpa pelo fracasso de sua gestão. Então, vem a surpresa: “E sigo Secretária”. Sem mencionar o caos causado na Cinemateca por conta de seu “presente”, ela interpreta o papel de líder cultural. “Não me permito sair deixando incompletas lutas e conquistas para o Setor Cultural. Um exemplo? A Convocação pelo Ministério do Turismo, da reunião do Conselho Gestor da ANCINE para que o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) seja liberado. Editais que darão novo fôlego à Cultura Brasileira serão novamente possíveis”, escreveu. O conselho gestor do FSA deveria ter sido convocado há pelo menos um ano e quem tira o fôlego da Cultura Brasileira é o desgoverno que protela para cumprir o mínimo de suas obrigações burocráticas. “Trabalho ainda na edição de um vídeo com textos e imagens que falam do Projeto de Cultura que pude construir com minha Equipe. Não foi pouca coisa. Em breve vou ter a alegria de comunicar as ações que minha passagem pela Secretaria Especial da Cultura deixa como legado a quem me suceder”, ela afirma. Esse material citado tende a ser outra surpresa bombástica sobre fatos que contrariam evidências. Por enquanto, a única realização visível da rainha da sucata cultural é a transferência do comando de sua pasta de Brasília para o limbo. Ver essa foto no Instagram … e por falar em Cultura… … aceitei assustada o convite para a Missão. Aceitei por amor ao meu País, por paixão irrefreável por Arte e Cultura, por confiança no governo Bolsonaro. Aceitei porque muita gente, muita gente mesmo, quando cruzava comigo, em qualquer lugar, com o olho brilhando de esperança, dizia: “Aceita, Regina”! Minha inexperiência em gestão pública foi crucial para que eu descobrisse, até com certo atraso, que o Projeto de Cultura com que sempre sonhei era inviável, porque eu estava enredada num universo muito mais preocupado com ideologias do que com Cultura. As pressões cotidianas de gente que desconhece a máquina da administração pública foram companheiras constantes. Sempre me pareceu nítido que havia uma torcida nas mídias, nas redes sociais para que a minha gestão não se consolidasse. E sigo Secretária. Não me permito sair deixando incompletas lutas e conquistas para o Setor Cultural. Um exemplo? A Convocação pelo Ministério do Turismo, da reunião do Conselho Gestor da ANCINE para que o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) seja liberado. Editais que darão novo fôlego à Cultura Brasileira serão novamente possíveis. Trabalho ainda na edição de um vídeo com textos e imagens que falam do Projeto de Cultura que pude construir com minha Equipe. Não foi pouca coisa. Em breve vou ter a alegria de comunicar as ações que minha passagem pela Secretaria Especial da Cultura deixa como legado a quem me suceder. Uma publicação compartilhada por Regina (@reginaduarte) em 4 de Jun, 2020 às 7:54 PDT Ver essa foto no Instagram Oba! 😉 Meus queridos, este vídeo representa a concretização de um um sonho. O Presidente Bolsonaro me propôs, a partir de agora, assumir a Cinemateca , órgão da Secretaria Especial de Cultura que cuida da proteção do acervo e também do desenvolvimento da cinematografia brasileira . Trata-se de duplo presente : vou poder ficar mais próxima da minha família (minha paixão) e também participar mais de perto e ativamente de um setor da Secretaria de Cultura : o áudio visual, a tele dramaturgia, outras paixões da minha vida. Ter a possibilidade de dispor do equipamemto de ponta da Cinemateca Brasileira para criar , fazer Cultura … é prêmio ! É uma honraria . E agora, enquanto este sonho não se concretiza burocraticamente … nos próximos dias vocês vão poder acompanhar uma Série de Vídeos contendo projetos e realizações dos meus últimos 2 meses de trabalho como Secretária Especial da Cultura. Neles faço questão de mostrar metas e o legado que minha Equipe e eu desenvolvemos para continuar contribuindo com os amados brasileiros que fazem e consomem Arte no Brasil.☺️💓🇧🇷🥰🥰🥰🥰🥰 Uma publicação compartilhada por Regina (@reginaduarte) em 20 de Mai, 2020 às 7:57 PDT

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    Setor audiovisual lança manifesto em defesa da Cinemateca Brasileira

    5 de junho de 2020 /

    Associações ligadas ao setor audiovisual lançaram um manifesto em defesa da Cinemateca Brasileira. O documento, que conta com apoio de Cinematecas europeias, foi divulgado durante um protesto realizado na quinta-feira (4/6) em frente ao prédio da entidade, que é mais uma vítima do desgoverno Bolsonaro. Ao menos 25 entidades e associações ligadas ao audiovisual brasileiro participaram da manifestação, convocada pela Associação Paulista de Cineastas (Apaci). No texto, os grupos criticam o governo federal, que parou de fazer repasses para a Associação Roquette Pinto (Acerp), responsável pela gestão da Cinemateca. A dívida do governo com a Acerp já soma R$ 11 milhões e a proposta do desgoverno é não pagar, visando estatizá-la. Sem dinheiro, a Cinemateca vai sofrer um apagão – literalmente. “Um eventual apagão elétrico será desastroso, pois atingirá a climatização das salas onde estão arquivados verdadeiros tesouros de seu acervo histórico. Sem refrigeração e inspeção constante, os filmes em nitrato de celulose ficarão expostos ao tempo e podem entrar em autocombustão como já ocorreu em 2016”, diz trecho do manifesto. A conta de luz já está dois meses atrasada. Além disso, contratos com terceirizados, como manutenção e segurança, estão prestes a acabar, e os funcionários da Cinemateca estão com os salários atrasados desde de abril. Tudo isso é fruto da “política cultural” de destruição de Bolsonaro. “Técnicos valiosos e especializados foram demitidos e as atividades foram reduzidas drasticamente. Entre outras coisas, isso se refletiu na subutilização dos equipamentos de ponta, fruto de vultosos investimentos, que correm o risco de sucateamento”, frisou a Apaci. Ao tomar ciência do caos, o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) encaminhou um ofício à Secretaria Especial da Cultura cobrando “informações a respeito da possível ausência de repasse orçamentário que vem prejudicando o funcionamento da Cinemateca Brasileira e causando danos a acervo audiovisual mantido pela citada entidade”. De acordo com o documento, que o jornal O Globo divulgou na sexta (30/5), a secretaria tem agora 54 dias para confirmar se houve ou não repasse à Cinemateca Brasileira. Se confirmada a falta de envio dos recursos — eram previstos R$ 12 milhões para 2020 — , o Ministério Público poderá entrar com uma ação civil pública contra a pasta. Só não se sabe quem responderá por isso. A pasta está sem comando. Regina Duarte foi “saída” por Bolsonaro há três semanas, mas o presidente ainda não publicou sua exoneração no Diário Oficial. Tecnicamente, ela ainda é a responsável por esse problema, embora não esteja mais em Brasília. Pior que isso: Regina sonha em presidir a Cinemateca, provavelmente confundindo a função com curadoria de mostras cinematográficas. Quando demitiu a ex-atriz, Bolsonaro se comprometeu em colocá-la na Cinemateca. Só que, para realizar isso, precisa retomar o controle da entidade, que desde 2018 é gerida pela Acerp, uma organização social (OS) independente. Em comunicado, o ministério do Turismo, onde Bolsonaro jogou a pasta da Cultura, confirmou os planos de “reincorporação” da Cinemateca pela União, declarando que a Acerp já não responde mais pela preservação do acervo. Entretanto, o desgoverno, que se elegeu com proposta desestatizante, não deu prazo para a estatização da entidade. O comunicado conclui dizendo apenas que “a Cinemateca Brasileira, que detém uma parcela significativa da memória audiovisual e documental brasileira, prosseguirá sob a Direção da secretária Regina Duarte​”. Como o desgoverno determinou por conta própria que a Acerp não é mais responsável pela Cinemateca e, por outro lado, nem sequer oficializou o desligamento de Regina Duarte do cargo de secretária de Cultura, a responsabilidade pelo equipamento caiu oficialmente no limbo. Fundada em 1946, a Cinemateca guarda registros inestimáveis, como filmes feitos durante as incursões do Exército brasileiro na 2ª Guerra Mundial, filmes do Brasil do começo do século 20, coleção de imagens raras da TV Tupi, primeira emissora de TV do país, inaugurada em 1950, 1 milhão de documentos relacionados à área do audiovisual, 245 mil rolos de filmes e 30 mil títulos de cinema, entre obras de ficção, documentários, cinejornais, filmes publicitários e registros familiares de personalidades históricas. O descaso com o acervo precioso que trata da própria História do Brasil só não é maior que o descaso com a saúde dos brasileiros, considerando que, em plena pandemia, o Ministério da Saúde também encontra-se sem titular há três semanas.

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    Senado aprova Lei Aldir Blanc de auxílio à Cultura brasileira

    4 de junho de 2020 /

    O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (4/6), por unanimidade, o projeto de lei que vai destinar R$ 3 bilhões para socorrer o setor cultural durante a pandemia do novo coronavírus. Conhecida como Lei Aldir Blanc, em homenagem ao compositor que morreu vítima de covid-19, a lei prevê um auxílio de R$ 600, em três parcelas, para trabalhadores da arte e da cultura, que Bolsonaro excluiu, via veto, do “coronavoucher” destinado aos trabalhadores informais, de baixa renda e microempreendedores individuais. Como o senado aprovou o projeto sem alterar o texto encaminhado pela Câmara, o texto vai seguir diretamente para a sanção presidencial. O relator do projeto, senador Jaques Wagner, fez um apelo para que o presidente da República sancione o projeto sem vetos. “Eu espero que Sua Excelência, o presidente da República, acolhendo o apelo de seus líderes, e me somo a esse apelo como Relator desta matéria no Senado, que Sua Excelência possa aprovar o texto sem vetos para que esse recurso possa rapidamente, como o texto prevê, em 15 dias chegar à ponta para que o remédio não encontre o paciente já em situação terminal”. De autoria da deputada Benedita da Silva (PT-RJ) e de outros 23 parlamentares, o projeto de Lei 1075/2020 prevê também que os espaços culturais terão direito a uma quantia que varia entre R$ 3 mil e R$ 10 mil até o fim da quarentena. Além disso, 20% do total deverá ser aplicado na manutenção de espaços artísticos e no apoio a micro e pequenas empresas culturais, cooperativas e instituições dedicadas à arte que tiveram as suas atividades interrompidas por força das medidas de isolamento social. O recurso também poderá ser usado para editais, chamadas públicas, prêmios, aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural. De acordo com o texto, os R$ 3 bilhões serão divididos ao meio: 50% vão para os estados e o Distrito Federal e 50%, para os municípios. 80% do valor destinado aos municípios (R$ 1,5 bilhão) serão distribuídos de acordo com o tamanho da população deles. Os outros 20% serão distribuídos de acordo com os critérios do Fundo de Participação de Município (FPM), uma transferência constitucional que leva em consideração fatores como tamanho e renda per capita. A partir do momento em que o dinheiro entra em caixa, o município terá 60 dias para distribuir o apoio emergencial. Para ter direito ao auxílio emergencial, o trabalhador vai precisar comprovar sua atuação social ou profissional nas áreas artística e cultural dos últimos dois anos. Pela proposta, serão analisados os cadastros culturais dos estados, onde os artistas devem estar registrados. O profissional também não poderá ter outro emprego formal ativo e não pode ser titular de benefício previdenciário ou assistencial ou beneficiário do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, ressalvado o Bolsa Família. E aqueles que já recebem o auxílio emergencial do governo pago a trabalhadores informais também não terão acesso a nova ajuda. O benefício de pessoa jurídica será para espaços culturais e artísticos, micro e pequenas empresas culturais, organizações culturais comunitárias, cooperativas e instituições culturais com atividades atualmente suspensas como prevenção contra a pandemia. Elas precisam comprovar que constam em ao menos um dos cadastros públicos existentes (estadual, municipal, distrital de Cultura, ou de pontos de cultura) para receber o montante. Estas empresas também não podem ter vínculo com a administração pública, Sistema S ou fundações e institutos mantidos por grupos empresariais. Esta lei se tornou emergencial porque Bolsonaro, além de barrar o auxílio de R$ 600 para artistas, não liberou nenhum valor dos fundos de fomento cultural, que superam esse montante. O dinheiro arrecadado desde 2018 para financiar a Cultura encontra-se parado em aplicações financeiras, enquanto o setor atravessa sua mais grave crise econômica. Como reação à essa “política cultural”, deputados, artistas e secretários estaduais e municipais de Cultura decidiram se organizar e negociar uma solução para o setor, via Congresso. Isso se provou necessário porque o desgoverno não tem nem sequer quem responda pela pasta da Cultura, assim como não tem ministro da Saúde em plena pandemia.

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    Atrizes de Riverdale reclamam da falta de diversidade da série

    4 de junho de 2020 /

    A discussão sobre racismo estrutural que tomou conta dos Estados Unidos nas últimas semanas não se restringe às marchas de protesto nas ruas. O tema também tem rendido denúncias de preconceito nos bastidores de séries de TV. Depois que o comportamento de Lea Michele foi trazido à tona por ex-colegas de “Glee”, agora são atrizes de “Riverdale” que reclamam dos produtores pela falta de diversidade da série. Tudo começou quando Vanessa Morgan, que interpreta Toni Topaz, divulgou um texto nas redes sociais em que condena a forma como pessoas negras são retratadas em filmes e séries. “Cansada de como pessoas negras são retratadas na mídia, cansada de sermos retratados como bandidos perigosos ou pessoas raivosas e assustadoras. Cansada de também sermos usados como ajudantes não-dimensionais de nossos protagonistas brancos. Ou simplesmente utilizados como propaganda da diversidade, mas sem fazer parte do programa de verdade. [Racismo] Começa com a mídia. Não vou mais me calar”, ela postou. Uma seguidora comentou o texto, mencionando que a personagem de Morgan em “Riverdale” cabia na descrição, usada na publicidade mas sem espaço na série. Além disso, Toni Topaz é negra e LGBTQIA+ (sem mencionar latina), “dobrando” a diversidade da série sem que dobrassem seu salário. A atriz respondeu afirmando que é a única intérprete negra regular da série e também a que recebe o menor salário, escancarando o problema racial da produção. Pouco depois, ela recebeu apoio de Asha Bromfield, intérprete de Melody Jones. Sua personagem fazia parte da banda Josie e as Gatinhas (Josie and the Pussycats), um trio musical negro que deixou de aparecer na série – enquanto a líder Josie McCoy (Ashleigh Murray) foi transferida para o spin-off “Katy Keene”, as demais foram simplesmente limadas da trama. “Não posso nem começar a falar sobre como ‘Riverdale’ tratou as Pussycats. Tínhamos muito mais a contribuir do que ficar no fundo e adicionar ousadia ao enredo. Estou contigo”, escreveu Asha. Morgan esclareceu, em seguida, que seu papel na série, a forma como sua personagem é escrita e quanto ela recebe de cachê não tem nada a ver com seus colegas de elenco, que a apoiam, e pediu para seus seguidores não criticá-los. “Eu sei que eles estão comigo”, acrescentou. Foi a deixa para Lili Reinhart, intérprete de Betty Cooper e uma das estrelas da série, tuitar seu apoio a Morgan. “Nós amamos você, V. E apoiamos você 10000%”. Vale lembrar que “Riverdale” é baseada nos quadrinhos de Archie, lançados nos anos 1940 e que demoraram décadas para ganhar coloração. O primeiro aluno negro da escola Riverdale High, Chuck Clayton, surgiu só em 1971. Ele também apareceu em “Riverdale”, vivido por Jordan Calloway (o Khalil de “Black Lightning”), mas em apenas seis episódios. Já no universo expandido de Archie, o pioneirismo é de Valerie Smith/Brown, introduzida em 1967. Nos quadrinhos (e no desenho animado de 1970), ela era a única integrante negra da banda da ruiva Josie. Nesta comparação, a série se mostra mais diversificada que sua fonte original. Outro detalhe: “Riverdale” transformou a morena Veronica Lodge numa adolescente latina, interpretada por Camila Mendes, filha de brasileiros, dando destaque à sua família latina na série. A produção de “Riverdale” foi paralisada durante a pandemia de covid-19 e a série encerrou sua 4ª temporada antes do planejado. Ainda não há previsão para a retomada das gravações, mas a rede The CW pretende estrear a 5ª temporada em janeiro de 2021 nos EUA. I’m not being Quite anymore. ✊🏽 #BlackLivesMatter pic.twitter.com/JXgJic4mrR — Vanessa Morgan (@VanessaMorgan) May 31, 2020 🗣🗣🗣 used in the ads for diversity but not in the shows https://t.co/bTxjnzRsUa — G (@oneofthosefaces) June 1, 2020 imagine they're getting so much more bang for their buck bc ur part of an lgbt storyline too, double the diversity – DOUBLE UR PAYCHECK IMO — G (@oneofthosefaces) June 2, 2020 Lmao too bad I’m the only black series regular but also paid the least 😂👏🏽 girl i could go on for days 🐸 — Vanessa Morgan (@VanessaMorgan) June 2, 2020 My role on Riverdale has nothing to do with my fellow castmates/friends. They don’t write the show. So no need to attack them, they don’t call the shots & I know they have my back. ♥️ — Vanessa Morgan (@VanessaMorgan) June 2, 2020 Don't even get me started with how Riverdale treated the Pussycats. We had so much more to contribute than standing in the background and adding sass to a storyline. I stand with you @VanessaMorgan. https://t.co/IUMm9xaFYO — ASHA (@ashabrom) June 2, 2020 We love you, V. And support you 10000%. — Lili Reinhart (@lilireinhart) June 2, 2020

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    Mais atores detonam “racismo” de Lea Michele nas redes sociais

    4 de junho de 2020 /

    Apesar de seu pedido de desculpas, as acusações de racismo contra Lea Michele continuam a surgir no Twitter e no Instagram de atores que trabalharam com a atriz. E agora não apenas em “Glee”, mas também em “The Mayor”, “Scream Queens” e até na montagem de “Spring Awakening” na Broadway. O fato é que o termo “racista” começou a ser empregado com mais clareza. Tudo começou quando a intérprete de Rachel Berry tuitou sobre a morte de George Floyd e incluiu a hashtag #BlackLivesMatter. Samantha Ware, que teve papel recorrente na 6ª temporada de “Glee” como Jane Hayward, rapidamente ironizou a declaração com um “LMAO” e revelou que Michele ameaçou “defecar” na peruca afro que ela usava enquanto estava no programa. “Lembra quando você fez da minha primeira série de televisão um inferno?!?! Porque eu nunca esquecerei”, escreveu Ware, usando apenas letras maiúsculas. “Acredito que você disse a todos que, se tivesse a oportunidade, defecaria na minha peruca! Entre outras microagressões traumáticas que me fizeram questionar uma carreira em Hollywood”, completou. O comentário se multiplicou em retuítes e o ator Dabier, que apareceu em apenas um episódio da série, deu outro testemunho sobre o suposto racismo de Michele. “Garota você não me deixava sentar na mesa com outros membros do elenco porque ‘eu não pertencia lá'”, ele escreveu. A polêmica ainda rendeu gifs de dois outros integrantes negros do elenco. Alex Newell, que interpretou Wade “Unique” Adams, e uma das principais atrizes de “Glee”, Amber Riley, intérprete de Mercedes Jones, publicaram gifs irônicos, que sugeriam saber de podres desse confronto. Depois de perder um contrato de publicidade de uma empresa alimentícia devido à polêmica, ela publicou um mea-culpa no Instagram, assumindo ter agido “de modos que machucaram outras pessoas” e jurando se tornar “uma pessoa melhor no futuro”. “Todos podemos crescer e mudar e eu definitivamente usei os últimos meses para refletir sobre os meus próprios defeitos”, ponderou, lembrando que tem feito esforço para melhorar porque vai se “tornar mãe em alguns meses”. Isso não impediu novos comentários de ex-colegas nas redes sociais. Depois de seu gif, Amber Riley apoiou os comentários de Ware e disse que outros atores e atrizes negros contaram histórias semelhantes sobre Michele, durante uma conversa com uma jornalista da revista Essence no Instagram. Heather Morris, a Brittany de “Glee”, foi clara, taxando-a de racista. “Acredito que Lea devia ser enquadrada por tratar os outros de forma desrespeitosa por tanto tempo. E sim, também depende de nós, porque permitir que isso continue por muito tempo sem se manifestar é outra coisa que precisamos mudar e estamos aprendendo isso junto com o resto da sociedade. Mas, no momento atual, está implícito que ela é racista e, embora eu não possa comentar suas crenças, acho que estamos assumindo, e você sabe o que acontece quando todos assumimos”, ela escreveu no Twitter. Yvette Nicole Brown, estrela de “Community” que estrelou “The Mayor” com Michele, respondeu ao tuíte original de Ware, escrevendo: “Senti todas essas letras maiúsculas”. Ela acrescentou: “Toda pessoa em um conjunto é importante. Toda pessoa em um set merece respeito. E é responsabilidade de todas as séries regularmente fazer com que todas as pessoas que visitam sua casa se sintam bem-vindas. Essa atitude de desprezo é o que há de errado em Hollywood e no mundo”. Gerard Canonico, da peça da Broadway “Spring Awakening”, comentou as desculpas de Michele no Instagram de forma dura. “Você não passou de um pesadelo para mim e para os colegas de elenco. Você nos fez sentir como se não pertencêssemos lá. Durante anos, tentei ser legal com você sem sucesso. Você devia pedir desculpas de verdade em vez de colocar a culpa em como os outros te ‘percebem'”. Abigail Breslin, que trabalhou com a atriz em “Scream Queens”, curtiu um tuíte que dizia “Nem todos devem concordar que tem alguma coisa estranha com Lea Michele… Mas onde vocês estavam na época que eu dizia isso, há anos??? Pensei que era a única.” Até Melissa Benoist, a “Supergirl”, que entrou em “Glee” na 4ª temporada, curtiu o tuite original de Ware. Ela também curtiu os tuítes com os gifs de Newell e Riley, demonstrando saber algo e expressando seu apoio.

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    Lea Michele pede desculpas a ex-colegas de Glee e jura que será “uma pessoa melhor”

    3 de junho de 2020 /

    Após dois dias de repercussão negativa, a atriz Lea Michele finalmente se manifestou a respeito das acusações de ex-colegas de “Glee” sobre seu comportamento nos bastidores da produção. Tudo começou quando a intérprete de Rachel Berry tuitou sobre a morte de George Floyd e incluiu a hashtag #BlackLivesMatter. Samantha Ware, que teve papel recorrente na 6ª temporada de “Glee” como Jane Hayward, rapidamente ironizou a declaração com um “LMAO” e revelou que Michele ameaçou “defecar” na peruca afro que ela usava enquanto estava no programa. “Lembra quando você fez da minha primeira série de televisão um inferno?!?! Porque eu nunca esquecerei”, escreveu Ware, usando apenas letras maiúsculas. “Acredito que você disse a todos que, se tivesse a oportunidade, defecaria na minha peruca! Entre outras microagressões traumáticas que me fizeram questionar uma carreira em Hollywood”, completou. O comentário se multiplicou em retuítes e o ator Dabier, que apareceu em apenas um episódio da série, deu outro testemunho sobre o suposto racismo de Michele. “Garota você não me deixava sentar na mesa com outros membros do elenco porque ‘eu não pertencia lá'”, ele escreveu. A polêmica ainda rendeu gifs de dois outros integrantes negros do elenco. Alex Newell, que interpretou Wade “Unique” Adams, e uma das principais atrizes de “Glee”, Amber Riley, intérprete de Mercedes Jones, publicaram imagens que sugeriam saber de podres desse confronto. Enquanto se manteve em silêncio, Lea Michele perdeu um contrato de publicidade. “O HelloFresh não tolera racismo nem discriminação de qualquer tipo. Estamos descontentes e desapontados ao saber das recentes alegações relativas a Lea Michele”, postou a empresa no Twitter, respondendo a um seguidor que questionou os serviços da atriz na terça-feira (2/6). “Levamos isso muito a sério e encerramos nossa parceria com Lea Michele, com efeito imediato.” Agora, ela publicou um mea-culpa no Instagram, assumindo ter agido “de modos que machucaram outras pessoas” e, depois de ouvir com atenção todas as críticas, jura que vai “ser uma pessoa melhor no futuro”, começando com um pedido de desculpas. “Todos podemos crescer e mudar e eu definitivamente usei os últimos meses para refletir sobre os meus próprios defeitos”, ponderou, lembrando que tem feito esforço para melhorar porque vai se “tornar mãe em alguns meses”. Leia o texto na íntegra: “Uma das lições mais importantes das últimas semanas é que todos nós precisamos de um tempo para ouvir e entender as perspectivas das outras pessoas, e perceber o papel que nós tivemos, para ajudar a tratar as injustiças que elas encararam. Quando eu tuitei no outro dia, era para ser um apoio aos nossos amigos, vizinhos e comunidades não-caucasianas durante este momento difícil, mas as respostas que eu tive também me fizeram focar especificamente no meu próprio comportamento com colegas de elenco, e como ele foi percebido por eles. Apesar de não lembrar das declarações específicas, e eu nunca julguei pessoas por seu histórico ou cor de pele, este não é o ponto. O que importa é que eu claramente agi de modos que machucaram outras pessoas. Se foi minha posição privilegiada e perspectiva que colaboraram para que eu fosse percebida como insensível ou inapropriada em certos momentos, ou se foi só minha imaturidade e o fato de eu ser desnecessariamente difícil, eu peço desculpas pelo meu comportamento e qualquer dor que eu possa ter causado. Todos podemos crescer e mudar e eu definitivamente usei os últimos meses para refletir sobre os meus próprios defeitos. Eu vou me tornar uma mãe em alguns meses e sei que eu preciso continuar a melhorar e assumir responsabilidade por minhas ações para que eu possa ser um modelo para meu filho e passar lições e erros para que ele possa aprender. Eu ouvi as críticas, estou aprendendo, e apesar de estar arrependida, eu vou ser uma pessoa melhor no futuro por causa desta experiência.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lea Michele (@leamichele) em 3 de Jun, 2020 às 4:03 PDT

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    Lea Michele perde contrato publicitário após denúncias de racismo de ex-colegas de Glee

    3 de junho de 2020 /

    A empresa HelloFresh, que fabrica kit de refeições, dispensou os serviços de Lea Michele como garota-propaganda depois que sua ex-colega de “Glee”, Samantha Ware, disse que ela tornou sua vida um “inferno” durante as gravações. A declaração foi seguida por outras manifestações de atores negros da série, sugerindo racismo da parte da atriz. “O HelloFresh não tolera racismo nem discriminação de qualquer tipo. Estamos descontentes e desapontados ao saber das recentes alegações relativas a Lea Michele”, postou a empresa no Twitter, respondendo a um seguidor que questionou os serviços da atriz na terça-feira (2/6). “Levamos isso muito a sério e encerramos nossa parceria com Lea Michele, com efeito imediato.” Desde o começo da polêmica, nem a atriz nem seus representantes atenderam pedidos para comentarem as acusações. Tudo começou quando a intérprete de Rachel Berry tuitou sobre a morte de George Floyd e incluiu a hashtag #BlackLivesMatter. Ware, que teve papel recorrente na 6ª temporada de “Glee” como Jane Hayward, rapidamente ironizou a declaração com um “LMAO” e revelou que Michele ameaçou “defecar” na peruca afro que ela usava enquanto estava no programa. “Lembra quando você fez da minha primeira série de televisão um inferno?!?! Porque eu nunca esquecerei”, escreveu Ware, usando apenas letras maiúsculas. “Acredito que você disse a todos que, se tivesse a oportunidade, defecaria na minha peruca! Entre outras microagressões traumáticas que me fizeram questionar uma carreira em Hollywood”, completou. O comentário teve ampla repercussão e o ator Dabier, que apareceu em apenas um episódio da série, deu outro testemunho sobre o suposto racismo de Michele. “Garota você não me deixava sentar na mesa com outros membros do elenco porque ‘eu não pertencia lá'”, ele escreveu. A polêmica ainda rendeu gifs de dois outros integrantes negros do elenco. Alex Newell, que interpretou Wade “Unique” Adams, e uma das principais atrizes de “Glee”, Amber Riley, intérprete de Mercedes Jones, publicaram imagens que sugeriam saber de podres desse confronto.

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    Batwoman terá nova personagem principal após saída de Ruby Rose

    2 de junho de 2020 /

    Os produtores de “Batwoman” encontraram uma solução radical para substituir Ruby Rose. Em vez de trocar a intérprete de Kate Kane, a Batwoman, a série vai ter uma nova personagem principal. Depois que Rose anunciou que não voltaria para a 2ª temporada, os produtores tiveram várias discussões e chegaram à conclusão que o melhor seria criar uma nova personagem para o papel de Batwoman, em vez de apenas trocar a atriz e manter Kate Kane, que é a identidade original da heroína nos quadrinhos. A mudança veio à tona por meio de um aviso de testes para a nova personagem, cuja cópia foi postada no Reddit e confirmada por diversos sites americanos. De acordo com o anúncio, a nova personagem vai se chamar “Ryan Wilder” e seria mais jovem que Kate. Ela é descrita como uma mulher de 20 e poucos anos que “está prestes a se tornar a Batwoman”. Não está claro se Ryan Wilder é um personagem recém-criado ou um código para designar outra personagem existente da DC, mas a 2ª temporada da série da CW mostrará como ela se torna a Batwoman. Curiosamente, a identidade de Batowoman foi assumida por apenas uma personagem ao longo nas publicações da DC, enquanto Batgirl já foi seis personagens diferentes. A primeira delas, ainda chamada de “Bat-Girl”, era sobrinha de Kate Kane. O detalhe é que seu nome real, Betty/Bette Kane, é muito parecido com o escolhido pelos produtores da série para nomear a irmã gêmea de Kate, Beth Kane, mais conhecida como a vilã Alice. O nome Ryan Wilder, por outro lado, parece mais uma homenagem ao filme “Van Wilder” (2002), estrelado por Ryan Reynolds – lançado no Brasil como “O Dono da Festa”. Segundo o aviso de testes, a nova personagem “é simpática, bagunçada, um pouco pateta e indomada. Ela também não é nada como Kate Kane, a mulher que usava o traje de batalha antes dela”. A descrição acrescenta que Ryan é ex-traficante de drogas, mas está reformada e sóbria, vivendo em um van com uma planta. Ela também é uma lutadora altamente qualificada, mas extremamente indisciplinada. Como sua antecessora, Ryan é lésbica, e o aviso pede que atrizes LGBTQIA+ se inscrevam para o papel. Quando Ruby Rose anunciou sua saída da série, a WBTV (Warner Bros. TV), que produz a atração, e a rede The CW, que a exibe, disseram em comunicado conjunto que escalariam um membro da comunidade LGBTQ no papel principal. Como dezenas de outras séries, “Batwoman” foi forçada a terminar sua temporada mais cedo devido à pandemia de coronavírus. Apenas 20 dos 22 episódios planejados foram gravados, mas não está claro se uma transição para uma nova protagonista seria estabelecida nos dois episódios que não foram concluídos.

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    Roteirista de Law & Order e Chicago: PD é demitido por posar armado contra manifestantes

    2 de junho de 2020 /

    O produtor Dick Wolf tomou medidas rápidas e enérgicas contra um roteirista recém-contratado para trabalhar no novo spin-off da franquia “Law & Order”, que será estrelado por Christopher Meloni. Craig Gore foi contratado no início de maio e demitido nesta terça (2/6) após publicar um post polêmico nas redes sociais. Na noite de segunda-feira (1/6), em meio a protestos antirracistas, Gore postou uma foto de si mesmo armado e com o seguinte texto: “A Sunset está sendo saqueada a dois quarteirões de mim. Você acha que eu não vou acender filhos da puta que estão tentando f**** com minha propriedade, pela qual trabalhei a vida toda? Pense de novo…” O astro Christopher Meloni foi confrontado por seguidores a respeito do post e disse que não conhecia o roteirista, passando a responsabilidade para seu showrunner. “Matt Olmstead é meu showrunner. Não recebi nenhuma informação sobre qualquer contratação, não faço ideia de quem é essa pessoa ou o que ela faz”, ele respondeu. Poucas horas depois, Dick Wolf, chefe de Olmstead, demitiu Gore, que já havia trabalhado para o prolífico produtor em “Chicago: PD”, da rede NBC. “Não vou tolerar essa conduta, especialmente durante essa hora de luto nacional. Estou demitindo Craig Gore imediatamente”, disse Wolf em comunicado. Gore também foi demitido por sua agência de talentos, Paradigm. A empresa afirmou em comunicado na tarde de terça-feira: “Craig Gore não é mais um cliente da Paradigm. Condenamos seu post nos termos mais fortes possíveis”. O spin-off ainda sem título de “Law & Order” vai girar em torno de uma unidade do crime organizado da polícia de Nova York, liderada por Eliott Stabler, antigo personagem de Meloni em “Law & Order: SVU”. Os créditos de Gore também incluem roteiros de “SWAT”, da rede CBS, que também é uma série policial. Truth: Matt Olmstead is my Showrunner I have gotten no word on ANY hirings I have no idea who this person is or what they do https://t.co/Mtik40kij7 — Chris Meloni (@Chris_Meloni) June 2, 2020 Dick Wolf’s statement regarding Craig Gore: “I will not tolerate this conduct, especially during our hour of national grief. I am terminating Craig Gore immediately.” — Wolf Entertainment (@WolfEnt) June 2, 2020

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    Mais atores negros de Glee sugerem que Lea Michele tinha atitudes preconceituosas

    2 de junho de 2020 /

    Depois que Samantha Marie Ware revelou ter sido maltratada por Lea Michele nos bastidores de “Glee”, outros atores negros da série se manifestaram, sugerindo que a estrela tinha atitudes preconceituosas. Tudo começou quando Lea Michele tuitou sobre a morte de George Floyd e incluiu a hashtag #BlackLivesMatter. Ware, que teve papel recorrente na 6ª temporada de “Glee”, rapidamente ironizou a declaração com um “LMAO” e revelou que Michele ameaçou “defecar” na peruca afro que ela usava enquanto estava no programa. “Lembra quando você fez da minha primeira série de televisão um inferno?!?! Porque eu nunca esquecerei”, escreveu Ware, usando apenas letras maiúsculas. “Acredito que você disse a todos que, se tivesse a oportunidade, defecaria na minha peruca! Entre outras microagressões traumáticas que me fizeram questionar uma carreira em Hollywood”, completou. O comentário da atriz teve ampla repercussão e o ator Dabier, que apareceu em apenas um episódio da série, deu outro testemunho sobre o suposto racismo de Michele. “Garota você não me deixava sentar na mesa com outros membros do elenco porque ‘eu não pertencia lá'”, ele escreveu. A polêmica ainda rendeu gifs de dois outros integrantes negros do elenco. Alex Newell, que interpretou Wade “Unique” Adams, e uma das principais atrizes de “Glee”, Amber Riley, intérprete de Mercedes Jones, publicaram imagens que sugeriam estímulo ao confronto. Veja abaixo. Até o momento, Michele não respondeu aos comentários no Twitter. LMAO REMEMBER WHEN YOU MADE MY FIRST TELEVISON GIG A LIVING HELL?!?! CAUSE ILL NEVER FORGET. I BELIEVE YOU TOLD EVERYONE THAT IF TOU HAD THE OPPORTUNITY YOU WOULD “SHIT IN MY WIG!” AMONGST OTHER TRAUMATIC MICROAGRESSIONS THAT MADE ME QUESTION A CAREER IN HOLLYWOOD… https://t.co/RkcaMBmtDA — SAMEYAAAAAA (@Sammie_Ware) June 2, 2020 GIRL YOU WOULDNT LET ME SIT AT THE TABLE WITH THE OTHER CAST MEMBERS CAUSE “I DIDNT BELONG THERE” FUCK YOU LEA https://t.co/s4NoLdtqRs — Dabier (@OfficialDabier) June 2, 2020 https://t.co/80ohlWM4Yd pic.twitter.com/tcfQyhgiGP — Alex Newell (@thealexnewell) June 2, 2020 pic.twitter.com/mgq6Vtcmgm — Amber Patrice Riley (@MsAmberPRiley) June 2, 2020

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    Atriz de Glee acusa Lea Michele de atormentá-la durante gravações da série

    2 de junho de 2020 /

    A atriz Samantha Marie Ware acusou sua ex-colega Lea Michele de tê-la atormentado durante as gravações de “Glee”, tornando sua estreia na TV um “inferno” devido a “microagressões traumáticas”. Ware ligou a declaração ao racismo, ao comentar um tuíte de Michele com a hashtag #BlackLivesMatter. Michele tuitou sobre a morte de George Floyd, sufocado por policiais brancos, durante o fim de semana. E Ware replicou ao post, ironizando a declaração (“LMAO”) e revelando que a estrela de “Glee” ameaçou “defecar” na peruca afro, que ela usava enquanto estava no programa. “Lembra quando você fez da minha primeira série de televisão um inferno?!?! Porque eu nunca esquecerei”, escreveu Ware, usando apenas letras maiúsculas. “Acredito que você disse a todos que, se tivesse a oportunidade, defecaria na minha peruca! Entre outras microagressões traumáticas que me fizeram questionar uma carreira em Hollywood”, completou. Ware participou de 11 episódios da 6ª temporada de “Glee”, no papel recorrente de Jane Hayward. Depois da estreia na série, ela seguiu carreira, estrelando “Margot vs. Lily” no YouTube e “Dilema” (What/If) na Netflix, e acaba de entrar em “Patrulha do Destino” (Doom Patrol) da DC Universe/HBO Max. Já Michele protagonizou todas as seis temporadas de “Glee” e depois fez “Scream Queens” na rede Fox e “The Mayor” na ABC. Os representantes de Ware e Michele não retornaram imediatamente pedidos de comentários da imprensa sobre as declarações. LMAO REMEMBER WHEN YOU MADE MY FIRST TELEVISON GIG A LIVING HELL?!?! CAUSE ILL NEVER FORGET. I BELIEVE YOU TOLD EVERYONE THAT IF TOU HAD THE OPPORTUNITY YOU WOULD “SHIT IN MY WIG!” AMONGST OTHER TRAUMATIC MICROAGRESSIONS THAT MADE ME QUESTION A CAREER IN HOLLYWOOD… https://t.co/RkcaMBmtDA — SAMEYAAAAAA (@Sammie_Ware) June 2, 2020

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    Woody Allen diz que atores que o criticam são bobos e querem apenas seguir moda

    1 de junho de 2020 /

    Woody Allen diz ter poucas esperanças de que as pessoas acreditem que ele nunca molestou sua filha Dylan, graças à campanha de cancelamento que sofre. Ele imagina que a alegação será lida até no início de seu obituário. Em uma entrevista ao jornal The Guardian, publicada na sexta-feira (1/5), o cineasta abordou mais uma vez as alegações que o perseguem desde os anos 1990 e que foram revigoradas na era do movimento #MeToo. “Acredito que, pelo resto da minha vida, um grande número de pessoas pensará que eu fui um predador”, disse Allen. “Qualquer coisa contrária que eu disser soará egoísta e defensiva, por isso é melhor que eu apenas siga meu caminho e trabalhe”. Mas até trabalhar tem sido difícil. Ele teve que processar a Amazon, que rompeu unilateralmente o contrato de produção e distribuição de seus filmes – deixando “Um Dia de Chuva em Nova York” inédito nos EUA. E enfrentou uma campanha do irmão de Dylan, Ronan Farrow, contra a publicação da sua autobiografia. Ronan conseguiu, com cúmplices das redes sociais, que a editora original cancelasse o lançamento. Felizmente, outra editora assumiu o projeto e o livro se tornou um dos mais elogiados do ano. Intitulado “A Propósito de Nada”, a obra chega ao Brasil no segundo semestre. Ao longo dos últimos tempos, Woody Allen também viu uma série de atores se declararem arrependidos dos filmes que fizeram com ele, por conta das acusações de que teria abusado sexualmente da sua filha, quanto ela tinha sete anos de idade. Mas a verdade é que o caso chegou a ser investigado duas vezes em 1992, uma pela Agência Estadual de Bem-Estar Infantil e outra pela Clínica de Abuso Sexual Infantil do Hospital Yale-New Haven, e ambas concluíram que a garota não havia sido abusado. Uma das investigações concluiu, inclusive, que Dylan tinha sofrido lavagem cerebral da mãe, Mia Farrow, por ódio de Woody Allen. O cineasta acabou se envolvendo e, posteriormente, casando-se com a filha adotiva de Mia, Soon-Yi Previn. Casados até hoje, os dois são pais de duas filhas já adultas, que, assim como todas as atrizes que trabalharam com o diretor, jamais reclamaram do comportamento de Allen. Allen lamentou as críticas dos atores, que o renunciaram como se ele fosse o capeta, como Greta Gerwig, Rebecca Hall, Colin Firth, Marion Cotillard e Timothée Chalamet. “É muito bobo. Os atores não têm ideia dos fatos e decidiram adotar uma posição segura, pública e egoísta. Quem no mundo não é contra o abuso sexual de crianças?”, observou o diretor. “É assim que atores e atrizes são, e me denunciar se tornou a coisa mais na moda pra se fazer, como todo mundo de repente comendo couve”. Na entrevista, o diretor de 84 anos pontuou que sabe que nunca vai se livrar desse assunto. “É assim que as coisas são e tudo o que posso fazer é torcer para que as pessoas voltem a si em algum momento. Mas se não voltarem, tudo bem. Existem muitas injustiças no mundo muito piores que isso. Então você vive com isso”, completou.

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